1º de maio: SBD inicia campanha de valorização do trabalho do médico dermatologista junto à população




1 de maio de 2021 0

Maio, quando se comemora o Dia do Trabalhador, abriga uma oportunidade de fazer uma reflexão sobre a atuação dos médicos especializados em cuidados com unhas, cabelos e pele. Com essa intenção, a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) lança uma campanha de valorização da imagem dos seus mais de 10 mil associados, com foco na população em geral.

“Sem dúvida, o dermatologista é um trabalhador especializado, capacitado e preparado para uma nobre missão! A cada um dos nossos colegas, deixo minha gratidão por tanto empenho, superando inúmeros desafios, sempre ancorados na ética e comprometidos com a ciência. Aos pacientes e familiares, agradeço a confiança depositada nos dermatologistas. Saibam que eles estão prontos para ajudar. São eles que têm o conhecimento, a habilidade e a atitude necessários para cuidar de sua saúde e seu bem-estar”, destacou o presidente da SBD, Mauro Enokihara.

Mensagens – Com o início da campanha, uma série de peças começa a ser distribuída por meio de diferentes canais de relacionamento mantidos pela entidade. Elas trazem mensagens positivas, mostrando como o médico dermatologista tem papel essencial na preservação da saúde e da autoestima. Também ressaltam o especialista como um profissional capaz de ver o paciente além da beleza, orientando-o para alcançar um estado de saúde, equilíbrio e bem-estar.

A iniciativa, que circulará em espaços da SBD no Facebook, Instagram e YouTube, bem como em grupos de Whatsapp e Telegram, fortalecerá a especialidade, alertará para os riscos aos quais os pacientes se expõem ao confiar em não médicos e mostrará como o dermatologista está apto para ações de prevenção, diagnóstico e tratamento de mais de 3 mil doenças dermatológicas catalogadas.

Ações – A estratégia, que terá continuidade ao longo dos próximos meses, resulta do compromisso, abraçado pela Gestão 2021-2022, de atuar em prol da dermatologia de modo amplo. Além de destacar para os brasileiros a importância da dermatologia e de seus profissionais, com essa campanha, a diretoria tem desenvolvido ações com vistas ao aperfeiçoamento dos especialistas, à promoção da segurança dos pacientes e da população, e à melhoria da infraestrutura de trabalho e de atendimento, em especial na rede pública.

“Dessa forma, com uma relação positiva entre médicos e pacientes, vamos dar continuidade ao nosso trabalho, para que o Brasil conte com uma dermatologia de todos, e para todos!”, finalizou Enokihara.
 

 


31 de janeiro de 2021 0

 

Os Arcos da Lapa, um dos mais famosos cartões-postais da cidade do Rio de Janeiro (RJ), ganharam iluminação especial em apoio à campanha Janeiro Roxo, promovida pela Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD). A intenção foi chamar a atenção para a importância do diagnóstico e tratamento precoces da hanseníase. O monumento somou-se a outros edifícios espalhados por todo o País, como o Congresso Nacional, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e o Conselho Federal de Medicina (CFM), que também se vestiram de roxo em alusão à causa.

No Brasil, cerca de 30 mil novos casos da hanseníase são registrados a cada ano, resultado que coloca o País em segundo lugar no mundo em termos de incidência da doença, ficando atrás apenas da Índia. Diante desses números alarmantes, diferentes personalidades da sociedade brasileira têm mobilizado seus esforços e emprestado sua imagem à conscientização sobre o tema.

Saúde – “Neste ano, para dar visibilidade ao assunto, o slogan da nossa campanha é ‘A hanseníase é negligenciada, mas sua saúde não!’. É nesse contexto que a SBD convoca o poder público, os profissionais de saúde e a população em geral a atentar para os pacientes, no intuito de juntos superarmos esse problema de saúde pública”, salienta o presidente da SBD, Mauro Enokihara.

Na entidade, a condução dos trabalhos ficou sob a responsabilidade de Heitor de Sá Gonçalves, vice-presidente, e de Sandra Durães, coordenadora do Departamento de Hanseníase. Ambos supervisionaram a produção de conteúdo e participaram atividade da elaboração de documentos e das duas lives temáticas realizadas em janeiro.

Engajamento – Personalidades também gravaram depoimentos em vídeos onde abordaram o tema e orientaram a população. Uma dela foi a jornalista e escritora Cristina Serra. Em sua mensagem, ela destacou que milhares de brasileiros ainda sofrem com a hanseníase porque demoram a receber o diagnóstico e começar o tratamento.  “Fique atento aos sinais, como manchas vermelhas ou esbranquiçadas na pele e formigamento nas mãos ou nos pés. No Brasil, o tratamento da hanseníase é gratuito e oferecido pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Lembre-se que a hanseníase tem cura”, disse.

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Apesar da existência de terapêutica acessível e eficaz, a hanseníase continua a registrar altos índices de prevalência. A situação ocorre em parte justamente por atingir em maior grau áreas periféricas ou afastadas dos grandes centros e as camadas socioeconômicas mais vulneráveis da sociedade brasileira. Por isso, é considera como uma doença negligenciada.

Classe médica – O vice-presidente do CFM, Donizetti Giamberardino, também gravou um vídeo em apoio ao Janeiro Roxo, dando ênfase à relevância do movimento, tendo em perspectiva milhares de pessoas que são incapacitadas permanentemente por causa da hanseníase.
 
“O diagnóstico precoce e o consequente tratamento fazem com que o paciente não transmita mais a doença e seja poupado das sequelas. Por isso, é fundamental a adesão a campanhas de conscientização sobre os sinais e sintomas e sobre a importância de sempre procurar imediatamente o médico”, afirmou.

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No mesmo sentido, a vice-presidente da Associação Médica Brasileira (AMB) e presidente da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), Luciana Rodrigues Silva, também parabenizou a iniciativa de levar informação qualificada sobre o assunto ao público em geral. “É fundamental que essa campanha se estenda a todos os estados do País, principalmente porque esclarece mitos, diminui os estigmas e promove a educação em saúde da nossa população”, finalizou.

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29 de janeiro de 2021 0

O laboratório Novartis, responsável pela produção do medicamento poliquimioterapia (PQT), utilizado no tratamento da hanseníase em nível global informou nesta quinta-feira (29/1) que já foram superados os problemas que atrasaram a entrega de novos lotes da droga ao Brasil. Esta foi uma resposta formal ao pedido de esclarecimentos feito à empresa pela Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), que tem sido alertada por especialistas de vários estados sobre o desabastecimento da substância nas unidades da rede pública.

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“A resposta dessa empresa sinaliza respeito por aqueles que sofrem com essa doença e aqueles que lutam contra sua propagação. A transparência é fundamental na execução das políticas públicas. É uma condição necessária ao planejamento das ações, em especial no campo da saúde, onde a descontinuidade de acesso a medicamentos pode trazer prejuízos aos pacientes”, afirmou o presidente da SBD, Mauro Enokihara.

Segundo informou a Novartis, que a demora decorreu da necessidade de verificar a adequação da produção do medicamento poliquimioterapia (PQT), distribuído gratuitamente à Organização Mundial da Saúde (OMS), em razão das novas diretrizes de padrão e limite toxicológico de qualidade impostos pelo FDA (Food and Drug Administration – agência reguladora dos EUA).

Demora – Na explicação encaminhada à SBD, a empresa atribuiu a esse processo a demora do embarque de novos lotes do PQT. “Entendendo a necessidade do medicamento para o tratamento da doença no Brasil, a Novartis tem colaborado com o Ministério da Saúde para encontrar soluções logísticas junto à OMS que possam suprir essa demanda”, cita o ofício.

A Novartis relatou ainda a entrega ao Ministério da Saúde do Brasil mais de 145 mil blisters, em 2020, e de outros 51 mil blisters, em janeiro de 2021. Há, ainda, 103 mil blisters adicionais aguardando a aprovação da autoridade sanitária para embarque até março de 2021. A empresa também acrescentou que vem tratando com a OMS sobre a possibilidade de fornecimento de quantitativos adicionais à Organização e à programação regular de entrega anual aos países aderentes ao programa de distribuição da droga sob sua responsabilidade.

“Essa é uma informação importante e que traz alivio para milhares de médicos e pacientes. A falta desse medicamento, conforme relatos que chegaram de várias localidades, era uma ameaça aos tratamentos em curso, assim como a meta de se reduzir o surgimento de novos casos. Confiamos que a solução está encaminhada, mas continuaremos em alerta para defender os interesses da luta contra a hanseníase no Brasil e no mundo”, ressaltou o vice-presidente da SBD, Heitor de Sá Gonçalves.

Carreta – De acordo com o vice-presidente, no contato com a Novartis também se abordou a continuidade da Carreta Novartis da Saúde, inciativa do laboratório no Brasil e única no mundo, disponibilizada ao Ministério da Saúde e em parceria com este, há 10 anos. Trata-se de um dos principais projetos para erradicar a hanseníase no Brasil, sendo peça central no Projeto Roda-Hans, o qual tem recebido apoio institucional da SBD.

O Roda-Hans já passou por cerca de 500 municípios, distribuídos em 18 estados, e realizou mais de 70 mil atendimentos gratuitos. Por meio das equipes, foi possível fazer o diagnóstico de 25% dos novos casos de hanseníase no Brasil, em 2018. No documento assinado por Roberto Tunala diretor Médico de Imunologia, Hepatologia e Dermatologia (IHD) Novartis Brasil, é citado que a “Carreta Novartis da Saúde, tem contribuído para a capacitação de profissionais de forma a manter o conhecimento sobre diagnóstico e tratamento da hanseníase onde mais interessa: nos municípios”.

 


27 de janeiro de 2021 0

A Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) promove um evento público para conscientizar a população a respeito da hanseníase. Será uma oportunidade para a população saber mais sobre essa doença, entender seus sinais e sintomas e ser informada sobre seus direitos como pacientes, por meio de políticas públicas de saúde. O encontro será transmitido por meio do canal da SBD no YouTube, a partir de 14h, no sábado (30/1), e integra a campanha que a SBD organizou este ano para conscientizar a população sobre o tema, cujo slogan é “a hanseníase é negligenciada, mas sua saúde não! ”

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Além de especialistas convidados e de representantes do Ministério da Saúde e de movimentos organizados de conscientização de pessoas com hanseníase, a live da SBD terá como a participação de Júlia Gama, Miss Brasil 2020 e embaixadora da luta contra a hanseníase no mundo. Segundo levantamento da SBD, com base em dados oficiais, ao longo da última década, o Brasil verificou 312 mil casos de hanseníase, o que coloca o País no segundo lugar do ranking mundial de registros, ficando atrás apenas da Índia.

Indicadores – “No Brasil, cerca de 30 mil novos casos de hanseníase são detectados todos os anos. Esse número revela a dimensão do problema de saúde pública que essa doença infectocontagiosa ainda representa. É uma questão negligenciada, principalmente porque, mesmo havendo cura, ela ainda é endêmica em várias regiões do País, principalmente nas localidades com indicadores socioeconômicos mais baixos”, afirmou o presidente da SBD, Mauro Enokihara.

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Na avaliação de Júlia Gama, que tem atuado de forma ativa como militante dessa causa, é fundamental informar a população para promover o diagnóstico precoce da doença e superar o estigma e o preconceito que ainda cercam o tema. Segundo ela, “o enfretamento da hanseníase é um dever do poder público, mas também de toda a sociedade. Por carregar um título que representa o meu País, me sinto profundamente comprometida em utilizar essa visibilidade para chamar atenção para o problema e esclarecer alguns mitos recorrentes sobre a doença, especialmente sobre a sua forma de transmissão”.

Janeiro Roxo – A live do próximo sábado (30) acontece na véspera dos Dias Mundial e Nacional de Combate e Prevenção da Hanseníase, instituído pela Lei 12.135/2009. A norma estabelece sempre o último domingo de janeiro para sediar essas comemorações, assim como a data global. Entre os temas que serão debatidos no encontro online, estão: sinais e sintomas da hanseníase, discussão sobre esquemas de tratamento, mitos e verdades sobre a doença, direitos dos pacientes e dos profissionais, e luta contra o estigma e o preconceito.

Além da Miss Brasil, Júlia Gama, já têm presenças confirmadas na atividade o vice-presidente da SBD, Heitor de Sá Gonçalves, e a coordenadora do Departamento de Hanseníase da entidade, Sandra Durães. Para acompanhar as discussões, inclusive enviando suas perguntas, o interessado precisa apenas acessar o canal da Sociedade Brasileira de Dermatologia no YouTube.

Sinais e sintomas – Causada pela bactéria mycobacterium leprae, a hanseníase provoca lesões brancas ou avermelhadas na pele, que são insensíveis à variação térmica (calor ou frio), ao toque e à dor. Ao atingir os nervos, especialmente de mãos e pés, a doença provoca deformidade e incapacidades que podem se tornar permanentes. A transmissão ocorre pelas vias aéreas – gotículas de saliva ou secreções do nariz –, através do contato prolongado com uma pessoa doente. Tocar a pele do paciente não transmite a doença. Além disso, logo após o início do tratamento, o paciente não tem mais nenhuma capacidade de transmissão.

“O diagnóstico da hanseníase é essencialmente clínico e todo brasileiro tem acesso ao tratamento de forma gratuita pelo Sistema Único de Saúde (SUS). É importante que essas informações sejam divulgadas à sociedade como um todo, uma vez que a doença pode afetar ambos os sexos e pessoas de qualquer idade. Por isso, convidamos todos a participarem do nosso encontro virtual e a se mobilizarem por esse compromisso social de erradicarmos a hanseníase do Brasil”, frisou o presidente da SBD.

 

 


26 de janeiro de 2021 0

Manchas brancas ou avermelhadas pelo corpo, sensação de dormência e não sentir calor ou frio são sintomas de uma doença que tem cura, mas ainda é estigmatizada e negligenciada por muitos brasileiros: a hanseníase.

No Brasil, foram 312 mil novos casos registrados nos últimos dez anos, o que coloca nosso país na segunda posição no ranking mundial da doença, atrás da Índia. Aqui, a média é de 30 mil novos casos por ano. O número vem se mantendo com uma discreta queda, mas ela ainda não é considerada significativa para se dizer que a doença está em declínio, destacou o vice-presidente da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), Heitor Gonçalves, em entrevista à Agência Brasil.

Atenção aos sintomas
O vice-presidente da SBD, diz que, mesmo áreas sem manchas, em que a pessoa se queime e não perceba, ou que se machuque e não sinta dor, indicam falta de sensibilidade no local. Isso é provocado por lesões nos nervos causadas pela hanseníase. “Esses casos de mancha, dormência ou insensibilidade são suspeitos e necessitam formalmente de uma assistência para diagnóstico médico clínico”, observou.

O período de incubação da hanseníase, desde o momento em que a pessoa entra em contato com a micróbio até a doença aparecer, vai de dois até dez anos pois a bactéria responsável pelos sintomas se multiplica muito lentamente. Por isso, a doença atinge muitas crianças e jovens. “Quanto mais jovem a pessoa, mais anos ela vai viver e mais chances tem de adoecer”, afirma Gonçalves.

Do total dos 312 mil registros feitos de 2010 até 2019, 30% foram diagnosticados com algum grau de incapacidade física, ou seja, apresentavam perda de força ou da sensibilidade ou ainda deformidades visíveis nas mãos, pés ou olhos, o que compromete o trabalho ou a realização de atividades do dia a dia, alertou o especialista.

Para o presidente da SBD, Mauro Enokihara, a detecção e o tratamento precoces da doença são fundamentais para que o paciente possa se tratar e não apresente sequelas, além de diminuir a chance de transmissão para outras pessoas, em especial aquelas com as quais convive.

Incidência e transmissão
Heitor Gonçalves explicou que o maior fator de risco para a hanseníase são condições socioeconômicas de aglomerações. Um exemplo são as deficiências de habitação que fazem com que mais pessoas morem juntas e acabem transmitindo a doença por meio da tosse. A aglomeração no transporte é outro fator. Contribuem ainda o baixo nível educacional e a dificuldade de acesso a sistemas de saúde. Eles dificultam diagnóstico precoce e facilitam a transmissão.

Gonçalves informou que a maior incidência da hanseníase no Brasil está nas regiões com menor índice de desenvolvimento humano (IDH). O maior número de casos novos identificados na última década está na Região Nordeste (43% do total, ou o equivalente a 132,7 mil pacientes). Em seguida, vêm o Centro-Oeste, com 20% dos casos; o Norte (19%); e o Sudeste (15%). Apenas 4% dos novos pacientes registrados nos últimos dez anos apareceram na Região Sul do país. O vice-presidente da SBD chamou a atenção, entretanto, que, no Rio Grande do Sul, se perdeu a cultura de buscar casos de hanseníase e de se divulgar a doença no estado. Com isso, pacientes chegam nos médicos para diagnóstico já com incapacidade física. “Essa é uma sequela da falsa eliminação”.

Preconceito
O vice-presidente da SBD esclareceu que menos da metade dos pacientes com hanseníase transmite a doença, mesmo sem tratamento, porque mais de 50% têm imunidade razoável contra o micróbio.  A transmissão também não é tão fácil como muitos pensam. Segundo Gonçalves, “o bacilo não salta de dentro da pele do doente para fora”. Isso significa que tocar a mão de uma pessoa doente não transmite hanseníase. É preciso que o doente tenha um ferimento na pele, bem como a outra pessoa, e que esses ferimentos se encontrem para que o bacilo passe de um para o outro. Por isso, o dermatologista afirmou que é difícil a transmissão pela pele. O principal fator de transmissão é a tosse, reiterou.

De acordo com o Ministério da Saúde, a hanseníase acomete mais os homens do que as mulheres. Nos dez anos compreendidos entre 2010 e 2019, foram detectados 172.659 casos novos entre pessoas do sexo masculino e 139.405 em mulheres. Essa diferença, contudo, está diminuindo, indicou o vice-presidente da SBD. O que ocorre, “provavelmente, é que o homem ainda se expõe mais que as mulheres”, avaliou. Os homens, além disso, não têm costume de ir ao médico, como as mulheres. Considerando as classes sociais mais desfavorecidas, os homens saem mais do que as mulheres. “Esse talvez seja o motivo”, estimou o dermatologista.

Campanha
Gonçalves afirmou que a SBD tem como princípio e missão resgatar seu papel na abordagem das doenças negligenciadas que acometem a pele. A principal delas é a hanseníase. Há também a leishmaniose, sífilis, entre outras.

Em apoio à mobilização do Ministério da Saúde, os dermatologistas brasileiros farão circular entre médicos, pacientes e outros profissionais da saúde informações de utilidade pública preparadas por especialistas da SBD, descrevendo sinais e sintomas da hanseníase e orientando sobre onde buscar diagnóstico e iniciar o tratamento. A campanha do Janeiro Roxo, criada no Brasil em 2016, aborda também a necessidade de se combater o estigma e o preconceito contra as pessoas que têm a doença.

O tratamento para a hanseníase é gratuito no país e oferecido pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Os pacientes podem se tratar em casa, com supervisão periódica nas unidades básicas de saúde. A coordenadora do Departamento de Hanseníase da SBD, Sandra Durães, salientou que apesar de ser uma doença infecciosa que pode levar a incapacidades físicas, seu tratamento precoce promove a cura. Segundo enfatizou, a prevenção consiste no diagnóstico e tratamento precoces, porque isso ajuda a evitar a transmissão e o surgimento de novos casos.

Fonte: Agência Brasil

 


26 de janeiro de 2021 0

De acordo com a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) são 30 mil novos casos de hanseníase no Brasil, que é o segundo país em maior número de casos depois da Índia. A médica dermatologista e coordenadora da campanha de conscientização da hanseníase, Sandra Durães, falou sobre sintomas, além de diagnóstico e tratamento precoces no Diário TV.

Clique na imagem para assistir a íntegra da entrevista.

 

 


26 de janeiro de 2021 0

Ao longo dos últimos dez anos, o Brasil registrou 312 mil casos novos de hanseníase, o que coloca o País no segundo lugar do ranking mundial dessa doença milenar, que tem cura, mas ainda continua a fazer vítimas. Deste total de registros, cerca de 30% (90 mil pessoas) já foram diagnosticados com algum grau de incapacidade física, ou seja, apresentavam perda de força e/ou da sensibilidade protetora ou deformidades visíveis nas mãos, pés ou olhos, comprometendo o trabalho ou a realização de atividades cotidianas.

O alerta da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) ocorre no Janeiro Roxo, mês dedicado à conscientização sobre a hanseníase. A necessidade de combater essa doença fez com que a entidade lançasse uma campanha, voltada para as redes sociais, sob o tema “A hanseníase é negligenciada, mas a saúde não! ”. Com a iniciativa, a entidade pretende colocar o assunto em debate, buscando a qualificação da assistência e a defesa dos direitos dos pacientes.

Pelos números apurados pela SBD, por meio do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan), do Ministério da Saúde, em 2010 o total de casos novos diagnosticados com algum tipo de deformidade (Grau 2) e com diminuição ou perda da sensibilidade nos olhos, mãos ou pés (Grau 1) aumentou. Desse modo, o percentual passou de 30,8% dos casos avaliados, em 2010, para 39,4%, em 2019.


 Fonte: Ministério da Saúde/SVS – Sistema de Informação de Agravos de Notificação – Sinan Net

“São números preocupantes e, apesar disso, a hanseníase ainda é uma doença negligenciada. Trata-se de um contexto contra o qual a SBD e muitos gestores públicos têm trabalhado arduamente a fim de conscientizar a população sobre as manifestações clínicas dessa doença e sobre a importância da prevenção”, ressalta Mauro Enokihara, presidente da SBD.

Segundo ele, a detecção e o tratamento precoces da doença são fundamentais para que o paciente evolua sem sequelas e para diminuir a chance de transmissão para outras pessoas, em especial aquelas com quem convive regularmente. “Infelizmente, observamos um aumento na proporção de novos casos que chegam ao médico com incapacidades físicas, às vezes irreversíveis”, pontua.

Distribuição – No Brasil, a hanseníase está mais presente nas áreas com menores indicadores de desenvolvimento humano (IDH). A Região Nordeste concentra o maior número de casos novos detectados ao longo da última década, 43% do total, o equivalente a 132,7 mil pacientes. Em segundo lugar, aparece o Centro-Oeste, com 20% dos casos, seguido do Norte (19%) e Sudeste (15%). Somente 4% dos novos pacientes identificados nos últimos dez anos estão na região Sul.

Um terço dos casos novos registrados na população geral durante o período se concentra em apenas três unidades da federação: Maranhão (36.482), Mato Grosso (33.104) e Pará (31.611). Os estados de Roraima, Rio Grande do Sul e Amapá diagnosticaram menos de 1.500 casos novos da doença na década.


Fonte: Ministério da Saúde/SVS – Sistema de Informação de Agravos de Notificação – Sinan Net   

Perfil – Um dado que chama a atenção é a distribuição dos casos por sexo. Como ocorre na maior parte dos países, há maior incidência da doença entre os homens, que representam 55% dos casos novos detectados na última década.
 
Para Sandra Durães, coordenadora do Departamento de Hanseníase da SBD, isso pode estar relacionado a uma série de fatores, inclusive biológicos, ainda não bem conhecidos. “Para suspeitar da hanseníase, a pessoa precisa estar atenta aos sinais do seu corpo e muitas vezes as manchas da doença são silenciosas, não doem e não coçam. Além disso, sabemos que, culturalmente, o homem brasileiro tem mais dificuldade de ir ao médico e cuidar da própria saúde”, ressalta.


 Fonte: Ministério da Saúde/SVS – Sistema de Informação de Agravos de Notificação – Sinan Net

Os números do Ministério da Saúde revelam ainda que a hanseníase afeta, principalmente, os analfabetos e pessoas com ensino fundamental incompleto. Esse grupo representa 54% das notificações da doença na década.

“A hanseníase está classificada entre as doenças ditas negligenciadas, que atingem populações com baixo IDH. O Brasil, apesar de estar entre as grandes economias mundiais, apresenta grande desigualdade social. Nas periferias de suas metrópoles, existem grandes bolsões de pobreza caracterizados por habitações insalubres e difícil acesso aos serviços de saúde, o que facilita a transmissão dessa doença”, lembra Heitor de Sá Gonçalves, vice-presidente da SBD.

Ele lembra, no entanto, que, por se tratar de uma endemia, a rigor toda a população está exposta à hanseníase, mesmo as pessoas de maior poder aquisitivo ou grau de escolaridade. Pelos números oficiais, quase 50 mil pacientes diagnosticados com hanseníase (16%), desde 2010, tinham ensino médio ou superior completo.


Fonte: Ministério da Saúde/SVS – Sistema de Informação de Agravos de Notificação – Sinan Net    

Finalmente, a SBD alerta para o perfil etário dos pacientes. No período de 2010 a 2019, foram diagnosticados no Brasil 21.433 casos novos de hanseníase em menores de 15 anos, tendo sido registrado no último ano o menor volume de casos da série histórica para essa faixa etária.

“Devido ao longo período de incubação da doença, a ocorrência de casos até os 15 anos indica focos de transmissão ativa, ou seja, pessoas infectadas, sem tratamento, dentro das residências. Esse é um importante sinalizador para o monitoramento da endemia”, completa o vice-presidente.

Mais da metade dos pacientes com diagnóstico de hanseníase na década tinham entre 30 e 59 anos de idade (com proporções semelhantes entre aqueles na 4ª, 5ª e 6ª décadas de vida). Outra parcela significativa tinha mais de 60 anos (22%). Isso confirma se tratar de uma doença de evolução lenta, que pode levar mais de cinco anos para apresentar sinais e sintomas. “É preciso trabalhar para mudar essa realidade. A demora no diagnóstico, com consequente atraso no início do tratamento, pode ter implicações graves na vida dos pacientes”, concluiu o presidente Mauro Enokihara.


 Fonte: Ministério da Saúde/SVS – Sistema de Informação de Agravos de Notificação – Sinan Net

 


25 de janeiro de 2021 0

O mês de janeiro chama a atenção para a prevenção da hanseníase. O Maranhão ocupa o primeiro lugar em casos da doença no Brasil. O diagnóstico precoce pode fazer toda diferença no tratamento da doença.

"É importante que o diagnóstico precoce seja feito o mais cedo possível para evitar as sequelas", disse o médico dermatologista Eduardo Lago.

Saiba mais na reportagem veiculada no site Suacidade de São Luis/MA.

 

 


25 de janeiro de 2021 0

A uma semana do dia Mundial da Luta Contra a Hanseníase, o Brasil não tem motivos para comemorar.

Segundo a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), o remédio para o tratamento da doença já está em falta em Mato Grosso, Pernambuco, Ceará e Amazonas.

A situação é preocupante, já que em média 30 mil novos casos da doença são diagnosticados por ano.

O problema começou no ano passado, quando a Coordenadoria Geral de Doenças em Eliminação (CGDE) do Ministério da Saúde alertou em uma reunião pública que haveria redução dos estoques dos medicamentos.

Entre os argumentos descritos estavam dificuldades de logística de transporte das drogas, que são fabricadas apenas num laboratório na Índia, e falta de insumos básicos para sua produção em nível global.

Apesar dessas justificativas, grupos que reúnem especialistas e pesquisadores internacionais sobre a hanseníase não identificam situações semelhantes na maioria dos países.

Após o diagnóstico da hanseníase, o acesso a estas drogas, que são fornecidas gratuitamente pelo SUS, é fundamental para o êxito do tratamento.

A falta dos medicamentos (clofazimina, dapsona e rifampicina) pode comprometer a recuperação dos casos diagnosticados, que já recebem os remédios periodicamente.

“Há milhares de pacientes que aguardam a entrega dessas cartelas para darem seguimento aos seus tratamentos. Sem uma solução imediata, essa doença que há muito deveria ter sido erradicada continuará a trazer sofrimento para os brasileiros”, disse o vice-presidente da Sociedade Brasileira de Dermatologia, Heitor de Sá Gonçalves.

Fonte: Época.

Foto: Berg Silva/Agência O Globo


25 de janeiro de 2021 0

Aproximadamente duas mil pessoas foram diagnosticadas com incapacitações provocadas pela hanseníase no Espírito Santo, entre 2010 e 2019. O número corresponde a 27% do total de casos registrados no estado e sinaliza que grande parte dos pacientes ainda chega ao consultório em estados avançados da doença. O alerta faz parte de um levantamento inédito da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), baseado em dados do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan), do Ministério da Saúde.

Ao todo, a entidade identificou a ocorrência de 6.814 casos novos da doença no estado na última década. As incapacidades da hanseníase são geralmente representadas por alguma deformidade física e diminuição ou perda de sensibilidade nos olhos, nas mãos e nos pés.

JANEIRO ROXO – Como janeiro é o mês dedicado à conscientização, combate e prevenção da hanseníase no País, a SBD somou forças para apontar a importância de se enfrentar essa doença tropical de evolução crônica, que se manifesta principalmente por meio de lesões na pele e sintomas neurológicos, como dormência e diminuição de força nas mãos e nos pés.

A Região Sudeste do País figura na quarta posição em número de casos novos detectados ao longo da última década: 15% do total, o equivalente a 47.272 mil casos. Em primeiro lugar aparece o Nordeste, com 43% dos registros, seguido do Centro-Oeste, com 19,5%. Na terceira posição, está a Região Norte (19%). Somente 3,5% dos novos pacientes identificados nos últimos dez anos estão no Sul do Brasil.

Entre os estados, o Espírito Santo aparece na décima primeira posição, com 2% dos pacientes registrados de 2010 a 2019. Na liderança do ranking estão: Maranhão, com 36.482 registros (12%); Mato Grosso, com 33.104 (11%); e Pará, com 31.611 (10%). Os estados de Roraima, Rio Grande do Sul e Amapá apresentam os melhores índices, diagnosticaram menos de 1.500 casos novos da doença na década.

Leia a íntegra da matéria publicada na Folha Vitória aqui.





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