SBD organiza live para responder dúvidas da população sobre hanseníase



jr2021_bannerHomeAcoes.png

11 de janeiro de 2022 0

No dia 13 de janeiro, haverá uma live, organizada pela SBD, com foco no público leigo. A transmissão, prevista para começar às 19h, ocorrerá por meio dos perfis da entidade nas redes sociais (Youtube, Facebook e Instagram). Durante a conversa com a população, os especialistas pretendem ressaltar a importância de prevenir e combater a hanseníase.

Eles apresentarão detalhes da campanha do Janeiro Roxo deste ano e responderão às dúvidas que forem encaminhadas por meio de chats. A intenção é esclarecer questões relacionadas ao diagnóstico e ao tratamento da hanseníase. Também devem ser abordados temas como o preconceito e o estigma que ainda existe contra as pessoas afetadas.

Convidados – A transmissão contará com a presença do presidente da SBD, Mauro Enokihara. Também participarão: Heitor de Sá Gonçalves (vice-presidente), Sandra Durães (coordenadora do Departamento de Hanseníase), Carmelita Ribeiro Filha (coordenadora Geral de Hanseníase e Doenças em Eliminação do Ministério da Saúde) e Arthur Custódio de Souza (coordenador do Movimento de Reintegração das Pessoas Atingidas pela Hanseníase – Morhan).

Também está confirmada a participação de Caroline Teixeira, a Miss Brasil Mundo 2021 e embaixadora da luta contra a hanseníase. Recentemente, em uma das etapas da competição internacional, realizada em Porto Rico, ela se apresentou com roupas roxas, em homenagem à luta contra a doença, e portou brincos produzidos por mulheres atingidas pela hanseníase que são acompanhadas por projeto social em Rondônia.

Conexão SBD – Além dessa live, para o público leigo, outras duas interações deste tipo serão organizadas pela Sociedade Brasileira de Dermatologia, neste mês. No dia 18 de janeiro, ocorrerá uma edição especial do Conexão SBD, com foco na discussão de temas técnicos e clínicos relacionados à doença.

No sábado, dia 29 de janeiro, será realizada outra atividade com ênfase na participação de médicos não dermatologistas que atuam no Sistema Único de Saúde (SUS), em especial nos serviços da Atenção Primária. Este encontro terá como foco a discussão sobre casos clínicos, como forma de melhorar a qualificação das equipes de atendimento.

 


28 de outubro de 2021 0

Na semana em que o país estimula o debate em torno dos cuidados oferecidos aos pacientes com psoríase, a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) chama a atenção para uma das formas mais graves e raras dessa doença. A psoríase pustulosa generalizada (PPG) afeta a saúde e qualidade de vida dos seus portadores, podendo até levar à morte em casos extremos. No Brasil, estima-se pelo menos 1.458 pacientes que apresentam sinais e sintomas dessa patologia, segundo dados do Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde (Datasus).

Neste grupo, a prevalência é um pouco maior nas mulheres (53%), sendo que os registros de PPG ocorrem de modo mais frequente após os 30 anos de idade. Dados de literatura estrangeira apontam grau significativo de letalidade da doença. Segundo estudos científicos, em 65% dos casos, os pacientes com psoríase pustulosa também têm psoríase vulgar.

Em linhas gerais, a forma vulgar é o tipo mais comum, com presença de lesões avermelhadas na pele, em formato de placas, que descamam. Também causa descamação, rachaduras, coceira, queimação e dor. Na PPG, as lesões da psoríase vulgar são acompanhadas de pústulas (bolhas com pus) e quando as bolhas rompem, surgem feridas.

De modo geral, os casos de psoríase são provocados por predisposição genética, precipitados por fatores ambientais ou de comportamento. Alguns gatilhos desencadeiam ou agravam crises: interrupção do uso de medicamentos, queimadura solar, presença de infecções virais (incluindo rinovírus e coronavírus), estresse e gestação. Importante destacar que é uma doença crônica e não contagiosa.

Gatilhos – Para o dermatologista Gleison Vieira Duarte, um dos coordenadores da Campanha Nacional de Conscientização sobre Psoríase, promovida pela Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), a psoríase vulgar pode se transformar na psoríase pustulosa. “Um dos gatilhos é o uso dos corticosteroides orais. Essas drogas podem ser empregadas de forma inadvertida, seja por automedicação ou desconhecimento acerca de uma não indicação do corticoide na psoríase vulgar”, disse.

O especialista acrescenta que, em algumas circunstâncias, após o tratamento com corticoide, o paciente pode ter transformada sua forma vulgar numa pustulosa. Ele explica que “neste caso, chamamos de psoríase pustulosa generalizada induzida pelo uso do corticosteroide. Algumas outras drogas também podem, em casos raros, provocar essa indução, como antidepressivos, lítio, entre outras”.  

Por sua vez o dermatologista Ricardo Romiti, também do time de coordenação da Campanha da SBD, comenta que o diagnóstico da PPG é clínico. "O exame dermatológico feito de forma muito detalhada ajuda no diagnóstico. Nos casos de dificuldade, é feita uma biópsia, seguido do exame histopatológico. Também costumam ser realizados exames subsidiários para, por exemplo, afastar outros problemas de saúde da pele”. Mesmo assim, o diagnóstico pode ser difícil, podendo-se confundir a psoríase com outras infecções.

Gleison Duarte também ressalta que a psoríase, nos casos mais graves, pode ser dolorosa e trazer risco de morte. "As manifestações da psoríase pustulosa podem ser somente na pele. Elas podem estar distribuídas em qualquer parte do corpo, por isso têm o nome de psoríase pustulosa generalizada, com ou sem a presença de sintomas. Neste caso, pode haver febre e mal-estar, ou sintomas que podem levar o paciente à hospitalização. Em 7% dos casos, os pacientes com a forma generalizada podem vir a óbito, o que está muito associado a alterações de desidratação, infecções secundárias e alterações dos eletrólitos, como sódio, potássio, entre outros", explicou.

A gravidade da PPG gera impacto significativo na qualidade de vida dos pacientes, nas funções físicas, vitalidade e saúde mental, incluindo ansiedade e depressão. "O impacto psicológico é muito grande, eu diria que é devastador. As pústulas dão ao paciente a sensação de nojo da sua própria pele, de não querer ter contato com ninguém. O odor fétido que pode resultar dessas pústulas acaba prejudicando o convívio dentro de casa. Além do receio relacionado à gravidade da doença, a falta de tratamentos eficazes aprovados em bula, que realmente sejam direcionados a essa patologia. Então, são muitos os impactos psicossociais gerados por uma doença tão aguda e grave como essa", enfatizou Vieira Duarte.

Tratamento – Para os especialistas da SBD, há tratamentos que podem ser utilizados para a psoríase pustulosa generalizada. No entanto, devido à raridade da doença, todos esses tratamentos são com medicamentos off label, ou seja, que não seguem as indicações homologadas na bula. Além disso, eles são adaptados do tratamento da psoríase vulgar.

"Diante desse cenário, temos preferencialmente escolhido drogas com início rápido, como a ciclosporina e o infliximabe, que são de uso off label, mas também são utilizados a acitretina e o metotrexato quando há a possibilidade de se utilizar drogas de início de ação mais lento. À medida que entendemos mais sobre a psoríase pustulosa generalizada, observamos que ela tem uma característica imunológica distinta da psoríase vulgar", salientou Gleison Vieira, ao destacar a responsabilidade do dermatologista no atendimento desses pacientes.

Ricardo Romiti explicou que da mesma forma que há os tratamentos imunobiológicos para o controle da psoríase em placas, estão em desenvolvimento novos imunobiológicos para o controle da psoríase pustulosa generalizada. "Essas drogas ainda não estão disponíveis no mercado, mas estão em fase avançada de estudo e parecem ter um perfil de eficácia e segurança muito satisfatórios. Enquanto essas drogas não chegam ao mercado, nesses casos mais graves nós acabamos fazendo uso dos mesmos imunobiológicos que nós temos aprovados para a psoríase para tentar controlar o quadro".

bannersitenoticiacamppasoriase-07_545x310.jpg

22 de outubro de 2021 0

Alertar a população sobre uma doença de pele que afeta cerca de 5 milhões de pessoas no País, em especial nos grupos de 30 e 40 anos e 50 e 70 anos, sem distinção quanto ao gênero. Esse é o objetivo da Campanha Nacional de Conscientização sobre a Psoríase, lançada pela Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD). A iniciativa engloba uma série de ações que ocorrerão durante o mês de outubro e tem como alvo também atualizar os médicos sobre as opções existentes para o diagnóstico e o tratamento dessa doença.

“Queremos deixar claro para todos que a psoríase tem tratamento, pode ser controlada. O melhor de tudo: graças ao trabalho da SBD e de outras organizações da sociedade, o SUS e os planos de saúde diponibilizaram para os pacientes acesso a medicamentos de alta eficácia, os chamados imunobiológicos. Ao contrário de anos anteriores, em 2021, temos um motivo para comemorar”, resumiu o coordenador Nacional da Campanha, André Carvalho.

A estratégia desenvolvida pela SBD inclui postagens (textos e vídeos) nas redes sociais, o compartilhamento de vídeos de especialistas com esclarecimentos sobre a doença e a participação de celebridades com depoimentos sobre o tema. A cantora Kelly Key, que tem o diagnóstico de psoríase, e o jornalista Fernando Rocha estão entre as personalidades que emprestaram sua imagem e voz para alertar os brasileiros sobre os cuidados.

A SBD também preparou uma live para a população, no dia 29 de outubro, quando interessados poderão interagir com especialistas. Além disso, vários prédios e monumentos também vão iluminar suas estruturas em roxo e laranja, as cores da psoríase. Entre eles, estão o Congresso Nacional, e o Palácio do Buriti (sede do Governo do Distrito Federal), em Brasília; a sede da Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp), na capital paulista; a prefeitura de Belo Horizonte e a Fonte Cruzeiro do Sul, na Praça da Liberdade, ambos na capital mineira;  e o Teatro Amazonas, em Manaus. Prefeituras órgãos públicos e outras entidades também vão compartilhar as mensagens de prevenção em seus canais de comunicação.

Para os dermatologistas, a SBD desenvolveu duas abordagens. A primeira é a realização de uma live, durante a qual serão compartilhadas as mais recentes atualizações científicas e terapêuticas para o diagnóstico e o tratamento da psoríase. Da mesma forma, os profissionais serão alertados, por meio de mensagens, sobre a disponibilidade de medicamentos modernos e de alta performance na rede pública e nos planos de saúde.

Psoríase – A psoríase é uma doença da pele, relativamente comum, crônica, não contagiosa e que tem tratamento. Trata-se de um quadro autoinflamatório, no qual por predisposição genética, surgem lesões avermelhadas e que descamam na pele. Aspectos ambientais e emocionais podem funcionar como gatilho para o início de crise, que podem ser controladas com a ajuda de dermatologistas.

O combate ao preconceito contra as pessoas que têm psoríase é um ponto importante na assistência aos pacientes, lembra André Carvalho. Segundo ele, por não ser contagiosa, o contato com os pacientes não precisa ser evitado. Além disso, ele destaca que a confirmação dessa doença significa que seu portador tem mais chances de desenvolver outras comorbidades.

“Em até 30% dos pacientes com psoríase, inflamação similar pode acontecer nas articulações, levando à artrite psoriásica, outra forma de manifestação da doença. Também existe associação de psoríase com doenças cardiometabólicas e gastrointestinais, assim como com diversos tipos de cânceres e distúrbios do humor, o que diminui a qualidade de vida do paciente e pode também, dependendo da gravidade, diminuir a expectativa de vida, se não tratados”, explicou.

Ciclos – Segundo André Carvalho, a psoríase se caracteriza por apresentar ciclos, ou seja, sintomas aparecem, desaparecem e reaparecem periodicamente. Entre eles, estão: manchas vermelhas com escamas secas esbranquiçadas ou prateadas; pequenas manchas brancas ou escuras residuais após melhora das lesões avermelhadas; pele ressecada e rachada; às vezes, com sangramento; coceira, queimação e dor; unhas grossas, descoladas, amareladas e com alterações da sua forma (sulcos e depressões); inchaço e rigidez nas articulações; e em casos mais graves, destruição das articulações e deformidades. As manifestações variam, conforme a gravidade.

“Em casos de psoríase leve pode haver apenas um desconforto por causa dos sintomas, mas nas formas graves, pode ser dolorosa e provocar alterações que impactam significativamente na qualidade de vida e na autoestima do paciente. Assim, o ideal é procurar tratamento o quanto antes”, enfatizou André Carvalho.

Alguns fatores podem aumentar as chances de uma pessoa desenvolver a doença ou piorar o quadro clínico já existente, dentre eles: histórico familiar, estresse, obesidade, tempo frio, infecções diversas, uso de medicamentos, consumo de bebidas alcoólicas e tabagismo. “Há vários tipos de psoríase, sendo necessário procurar um dermatologista especializado no tratamento da doença para poder identificar, classificar e indicar a melhor opção terapêutica caso a caso”, salientou o coordenador da Campanha da SBD.

Tratamento – Há inúmeras opções de tratamento (tópicos, sistêmicos, biológicos e com fototerapia) para a psoríase. A escolha terapêutica da melhor para cada caso deve sempre ser feita por um médico dermatologista. De acordo com André Carvalho, “cada situação pode de forma diferente a um tipo diferente de tratamento (ou combinação de terapias). O que funciona bem para uma pessoa não necessariamente funcionará para outra. Dessa forma, o tratamento da psoríase é individualizado. Hoje, com as diversas opções terapêuticas disponíveis, já é possível viver com uma pele sem ou quase sem lesões, independentemente da gravidade da psoríase”.

Outro ponto importante, destacado pelo coordenador, é a necessidade de adesão ao tratamento por parte do paciente. “Nunca se deve interromper o tratamento prescrito sem autorização do médico. Esta atitude pode piorar a psoríase e agravar a situação. É fundamental estar atento. Caso perceba qualquer um dos sintomas, procure o dermatologista imediatamente. Quanto mais precoce for o diagnóstico, mais precoce será o tratamento e menores os riscos de impacto da doença sobre a qualidade e quantidade de vida”, finalizou.


23 de setembro de 2021 0

Três em cada dez brasileiros acreditam que a dermatite atópica, uma doença caracterizada por pele seca, lesões avermelhadas e coceira intensa, é um problema de saúde contagioso, ou seja, que pode ser transmitido pelo contato direto. Essa visão equivocada indica o preconceito com respeito a esse quadro que afeta de 15% a 25% das crianças e cerca de 7% dos adultos. A conclusão aparece em pesquisa, divulgada nesta quinta-feira (23) pela Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD).  O trabalho foi realizado pelo Instituto Datafolha, com apoio institucional da biofarmacêutica AbbVie.

Nesta data (23/09), quando se comemora o Dia da Conscientização da Dermatite Atópica, a SBD revela que na percepção de 47% da população, essa enfermidade é causada por maus hábitos de higiene; 46% acreditam, erroneamente, que o paciente não poderia ter contato com crianças; e 36% entendem que pessoas com manifestações visíveis não deveriam sair de casa, ir à escola ou ao trabalho. No entendimento de 33%, elas não poderiam até mesmo usar o transporte público.

“É preciso combater o preconceito contra pessoas que apresentam a dermatite atópica. Trata-se de um problema de saúde que causa desconforto, mas pode ser tratado com a ajuda de médicos dermatologistas, com o apoio de outros profissionais da saúde. Neste processo, os pacientes devem ser respeitados em sua individualidade, evitando-se posturas agressivas ou restritivas contra eles”, ressaltou Mauro Enokihara, presidente da SBD, que neste mês promove uma campanha de conscientização sobre o tema. 

Percepção – O preconceito é mais um sintoma visível da dermatite atópica, conforme demonstra o estudo que ajuda a compreender um pouco sobre a percepção que cerca esse problema de saúde. Os dados demonstram que, apesar de relativamente comum em diferentes faixas etárias, a dermatite atópica (DA) ainda é desconhecida por boa parte dos brasileiros. A pesquisa mostra que menos da metade da população (37%) a reconhece, e mesmo entre este público o conhecimento ainda é parcial.

A falta de informação leva apenas 4% dos entrevistados que conhecem a doença a afirmarem corretamente que dermatite atópica e eczema atópico são sinônimos. Para 21% deles, trata-se de uma reação alérgica e outros 21% a veem apenas como uma doença de pele. No entanto, entre os que ouviram falar sobre eczema atópico, 58% não sabem o que é a enfermidade. 

Embora 59% dos brasileiros tenham apresentado pelo menos um dos sintomas característicos da dermatite atópica, o diagnóstico para esta doença ocorreu em apenas 1% dos casos. Outros 2% foram diagnosticados como alergia. Para o vice-presidente da SBD, Heitor de Sá Gonçalves, esse resultado revela duas situações.

“Em primeiro lugar, muitas pessoas não procuram a ajuda dos médicos para tratarem o desconforto causado pelas lesões e coceiras. Além disso, sabemos que há dificuldade de os próprios médicos reconhecerem os quadros que indicam a presença deste problema de saúde na população, o que impede o diagnóstico correto”, disse. 

Sintomas – Os dados confirmam este entendimento. A pesquisa revelou que cerca de metade dos adultos que apresentaram três ou mais sintomas de dermatite atópica não procurou um médico (53%). Entre os que procuraram ajuda especializada, 33% dos pacientes e 67% dos cuidadores (ou responsáveis por crianças até 15 anos) precisaram ir em dois ou mais médicos diferentes em busca do tratamento adequado. 

Tanto entre os adultos (32%) quanto entre as crianças (46%), o principal diagnóstico foi “alergia”. Por fim, ainda que apresentassem vários sinais, 34% dos adultos e 23% das crianças saíram das consultas sem diagnóstico, ainda que 44% dos pacientes e 54% dos cuidadores tenham alegado que a intensidade dos sinais e sintomas é moderada ou grave.

De acordo com o relato dos entrevistados, entre os pacientes adultos, 50% apresentam pelo menos quatro dos cinco sintomas da enfermidade como coceira (87%), pele seca (86%), pele irritada com vermelhidão (73%), descamação (55%) e ‘pequenas bolhas que se rompem e minam água’ (37%). Dentre eles, embora 28% relatem a presença de sintomas desde a infância, apenas 36% foram diagnosticados.

Entre os entrevistados com até dois sintomas, sete em cada dez não procuraram um médico (69%). Dos que buscaram, 26% dos adultos e 56% das crianças foram diagnosticados como alergia e 40% dos adultos e 52% das crianças não receberam nenhum diagnóstico, apenas recomendações e medicamentos.

Dermatologia – Com relação à especialidade da medicina indicada para tratar a dermatite atópica, os entrevistados reconhecem na dermatologia a mais preparada. Entre os brasileiros sem sinais da doença, 69% disseram que procurariam um dermatologista, 13% buscariam um clínico geral e 2% um alergista/imunologista. 

“A percepção dos entrevistados sobre a dermatologia como sendo a área mais preparada para diagnosticar e tratar a dermatite atópica serve de estimulo aos nossos especialistas para que continuem a se qualificar para o oferecer aos pacientes e seus familiares o melhor atendimento”, finalizou o presidente da SBD. 

A pesquisa do Datafolha ouviu 1.001 pessoas de todas as regiões do país, por telefone, entre 9 e 23 de outubro de 2020. A margem de erro máxima para o total da amostra é de 3 pontos percentuais para mais ou para menos, com um nível de confiança de 95%. Com idade média de 43 anos, esse grupo foi composto por 52% de mulheres, com idade média de 43 anos e 49% com renda familiar de até dois salários mínimos. Deste universo, 67% são economicamente ativos, sendo 19% assalariados registrados e 12%, trabalhadores temporários. 


13 de setembro de 2021 0

A Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) realiza entre 14 e 30 de setembro diversas ações para a atualização e conscientização de médicos e da população sobre a dermatite atópica (DA).  A campanha inclui a postagem de conteúdos (posts e vídeos) nas redes sociais, a realização de lives sobre o tema, a sensibilização de gestores sobre a importância de qualificar a assistência dos pacientes com este quadro e a divulgação em massa de dados e informações que ajudam a entender o desafio de se diagnosticar e tratar esta doença, em suas diferentes formas.

Sob o slogan "Dermatite atópica: atenção e cuidado com a sua pele", a campanha tem início em 14 de setembro, data mundialmente dedicada à conscientização sobre esta doença. Nas semanas seguintes, a SBD abordará a população sobre aspectos, como o caráter imunomediado da DA, que a torna uma doença não contagiosa. Também serão ressaltados a identificação de sinais e sintomas e as medidas que ajudam no controle do desconforto causado por conta da coceira, espessamento da pele, inflamação de áreas afetadas e recorrência dos quadros.

Em 23 de setembro, Dia Nacional de Conscientização sobre Dermatite Atópica, a SBD realiza uma live – voltada para a população em geral – onde estas e outras questões serão abordadas por especialistas convidados. O encontro, organizado em parceria com a revista Crescer, terá atenção especial para os casos de DA no público infantil. A transmissão ocorrerá, entre 19h30 e 20h30, pelos perfis da publicação no Facebook e no Instagram.

Além dessa abordagem, a SBD divulgará uma série de vídeos curtos em que dermatologistas responderão de forma objetiva dúvidas comuns de pacientes e familiares. Para os associados à instituição, uma atividade feita sob medida acontecerá no dia 21 de setembro, quando, em outra live, os participantes terão acesso a informações técnicas e científicas atualizadas, o que ajudará no aperfeiçoamento da sua conduta clínica e de suas escolhas terapêuticas. A campanha conta com o apoio institucional da Sanofi, Lilly, Abbvie e Pfizer.

Ao longo do mês, outras iniciativas serão realizadas pela SBD em torno deste tema de saúde pública. Dentre elas, a divulgação dos resultados de uma pesquisa sobre a percepção dos brasileiros sobre essa doença. Para o presidente da SBD, Mauro Enokihara, esta campanha supre uma lacuna no que se refere à conscientização dos brasileiros sobre o que é a dermatite atópica. "Apesar de atingir milhões de pessoas, em algumas situações de forma grave, esta doença não costuma ser discutida com a profundidade que merece. Isso implica em prolongar situações de perda de qualidade de vida e de bem-estar para pacientes. Esperamos que com este alerta esta situação mude", disse.

Dermatite – A dermatite atópica é uma doença genética, crônica e não contagiosa. Entre seus sintomas estão: pele seca e erupções que coçam, provocando a descamação da região afetada. Ela acomete principalmente braços, joelhos e pescoço. Rosana Lazzarini, assessora do Departamento de Alergia Dermatológica e Dermatoses Ocupacionais da SBD, destaca que, apesar do incômodo, este problema de saúde dermatológico tem tratamento.

Segundo conta, o tratamento a ser prescrito dependerá da idade do paciente e da gravidade da dermatose. "Podem ser utilizadas medicações com ação anti-inflamatória, aplicadas diretamente na pele, por alguns períodos. São cremes ou pomadas (corticosteróides e inibidores da calcineurina) que devem ser adequados à faixa etária do usuário e à localização das manifestações da DA", ressaltou.

Em alguns casos, os médicos podem indicar ainda medicações orais, na tentativa de reduzir a coceira. Eventualmente, ainda há possibilidade de uso de antibióticos, quando há infecção concomitante. Já o emprego de emolientes e hidratantes é indicado para todos, independentemente da idade. Estes produtos podem ser aplicados de forma constante sobre a pele, em todas as faixas etárias. A assessora alerta ainda para outras medidas que ajudam a evitar o surgimento de lesões e coceira: a adoção de sabonete suave (com pH próximo ao da pele) e o controle da temperatura da água do banho, que não deve ser quente.

Em situações de maior gravidade, a assessora do Departamento avisa serem necessários tratamentos mais complexos, como fototerapia (uso de radiação ultravioleta de maneira controlada), que auxilia a diminuir a inflamação da pele; e prescrição de imunossupressores (metrotexato, ciclosporina, azatioprina) e de imunomoduladores (dupilumabe, inibidores de JAK). Assistência em ambiente hospitalar não é descartada: "internações podem ser necessárias em casos muito graves, para controle da doença", afirmou.

Cuidados – Por ser de origem genética, até o momento, são desconhecidas formas objetivas de prevenção à dermatite atópica. Por conta disso, a especialista da SBD chama a atenção para a importância das medidas de tratamento e controle da doença. Neste sentido, independentemente de diagnóstico, Rosana Lazzarini acredita que a hidratação da pele é uma prática que deve ser incorporada à rotina desde cedo, assim com a adoção de banhos rápidos, com água morna ou fria, e o uso de sabonetes suaves.

Ela lembra ainda a influência que o ambiente tem sobre a doença. O calor em excesso piora as lesões. Por sua vez, o clima frio e seco aumenta o ressecamento da pele, o que agrava a coceira relacionada. Sabe-se ainda que a frequência da dermatite atópica atinge mais moradores de áreas urbanas do que os de regiões rurais. 

Rosana Lazzarini também chama atenção para o impacto que a dermatite atópica tem sobre a saúde mental de pacientes e familiares, bem como sobre a vida em sociedade. "A dermatite atópica traz impactos psicológicos, principalmente em casos mais intensos. Isso decorre de ser aparente e por causar distúrbios do sono. Pacientes com DA têm muita coceira nas lesões, o que não os deixa dormir de maneira adequada. Quando são crianças, os pais sofrem do mesmo problema, pois o incomodo causado prejudica o repouso de toda a família", complementa. 

Finalmente, a especialista enfatiza outro fator que dificulta a vida dos pacientes: a doença pode passar despercebida por médicos que não são dermatologistas. Assim, o atraso no diagnóstico, retardará também o início do tratamento. "O reconhecimento precoce da dermatite atópica pelo especialista é fundamental para uma melhor qualidade de vida do paciente. Portanto, esta campanha da SBD reforça a necessidade de termos mais ações de esclarecimento e difusão sobre a doença, inclusive entre os profissionais da medicina", finaliza.


13 de julho de 2021 0

Evitar a exposição do paciente a procedimentos desnecessários ou que podem causar danos à saúde e dar suporte aos médicos na escolha das opções terapêuticas para diferentes problemas de saúde que afetam a pele. Esses são os objetivos de uma série de dez recomendações que estão sendo divulgadas pelo projeto Choosing Wiley Brasil, que conta com o apoio e participação da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD).

ACESSE AQUI O CONJUNTO DE RECOMENDAÇÕES

A campanha é uma iniciativa da American Board of Internal Medicine Foundation (ABIM Foundation), dos Estados Unidos, que, desde 2012, já rendeu parcerias com entidades médicas de 25 países. Em 2020, a SBD foi convidada a analisar uma série de procedimentos e abordagens clínicas para identificar aquelas que podem representar risco nos tratamentos ou possuem baixo valor terapêutico.

O presidente da SBD, Mauro Enokihara, considera este projeto relevante ao divulgar de forma ampla critérios que ampliam a segurança e a eficácia nos cuidados oferecidos aos pacientes. “Além disso, fica fortalecido o papel de uma sociedade médica – como a de dermatologia – como fonte confiável de informação. Trata-se de uma contribuição para qualificar a assistência em saúde para a população”, ressaltou.

Benefícios – Nesta primeira participação da SBD, o foco recaiu sobre tratamentos e condutas referentes à dermatologia clínica. Entre as recomendações estão: não prescrever antibióticos tópicos como monoterapia para o tratamento de acne e não usar antibiótico sistêmico para eritema e edema bilateral de membros inferiores sem evidência de infecção.

Além disso, há outras sugestões úteis à clínica dermatológica. Por exemplo, no caso da condução da acne, se necessário, o uso de antibiótico tópico deve ser associado a agentes como retinoides e peróxido de benzoíla, por curto período. Psoríase vulgar, hipovitaminose D, tínea do couro cabeludo, herpes zoster, rosácea e úlceras crônicas são outras doenças abordadas pelas recomendações da campanha.

Riscos – Para chegar à lista de dez recomendações, 13 especialistas convidados pela SBD se dedicaram nos últimos meses a avaliar os temas que compõem o relatório final a partir das percepções de médicos e pacientes sobre as práticas analisadas. O processo foi rigorosamente documentado, com prioridade a testes, procedimentos ou tratamentos utilizados com bastante frequência.

Na primeira fase do trabalho, o grupo de especialistas – que contou com dermatologistas de todo o país, bem como residentes dos Serviços de Dermatologia da Santa Casa de Curitiba e do Rio Grande do Sul – elaborou uma lista com 50 recomendações. Posteriormente, essa relação foi submetida à avaliação dos associados da SBD por meio de votação aberta, restando as dez que estão sendo divulgadas.

O grupo teve a coordenação do médico dermatologista Hélio Miot e participação dos seguintes especialistas: Andrea Ramos (Minas Gerais), Clívia Carneiro (Pará), Paulo Criado e Luciana Abbade (São Paulo), Caio de Castro (Paraná), Magda Weber e Renan Bonamigo (Rio Grande do Sul), Mayra Ianhez (Goiás) e Pedro Dantas (Sergipe).

Também participaram os residentes Camila Saraiva Almeida, do Serviço de Dermatologia da Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre, Paula Hitomi Sakiyama e Thiago Augusto Ferrari, ambos do Serviço de Dermatologia do Hospital Santa Casa de Curitiba.

“O trabalho foi feito com muito critério. Todos devem colaborar com este trabalho, divulgando as orientações entre médicos e pacientes. Desta forma, teremos uma melhor assistência para toda a população”, concluiu Mauro Enokihara.

 


15 de junho de 2021 0

A implementação de um programa de capacitação de médicos da Atenção Primária, que atuam na Estratégia da Saúde Família (ESF), para identificarem casos de hidradenite supurativa (HS) de forma precoce é um dos projetos que a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) pretende desenvolver até o fim de 2022. Além disso, a SBD pretende estimular os serviços de programas de residências credenciados à entidade a abrirem suas agendas para o atendimento dos pacientes com suspeita desse diagnóstico. Com essas medidas, anunciadas no mês de conscientização contra esse problema, espera-se qualificar a assistência e oferecer melhores condições de tratamento para a população.

Estimativas apontam que cerca de 2 milhões de brasileiros (em torno de 1% da população) convivem com a hidradenite supurativa, também conhecida como espinha invertida. Por conta de dificuldades de acesso da população à assistência capacitada para identificação dos casos, os pacientes com esse transtorno demoram, em média, 12 anos para saberem exatamente o que os acomete. Com isso, é retardado o início do tratamento e o controle efetivos da HS.  

Sensibilização – Em junho, a SBD está veiculando uma campanha de sensibilização sobre o tema nas redes sociais, o que tem chamado a atenção da população. Com o uso de vídeos e peças, se busca orientar homens e mulheres sobre as formas de manifestação, prevenção e tratamento da doença. Neste sentido, o vice-presidente da SBD, Heitor de Sá Gonçalves, alerta: o diagnóstico precoce da hidradenite supurativa é essencial para a melhora da qualidade de vida dos pacientes.

Por isso, além do treinamento dos profissionais, a Sociedade avalia ainda outras estratégias, como o uso sistemático da telemedicina para orientar os médicos da rede pública, que não são dermatologistas, no encaminhamento de casos suspeitos. “Precisamos orientar nossos profissionais sobre os aspectos que devem ser observados no exame clínico dos pacientes, o que na maioria das vezes é suficiente. É pouco frequente a necessidade de biópsias”, afirma Sá Gonçalves.

Remédios – Com tratamento reconhecido e abordagens terapêuticas com resultados concretos, os pacientes precisam do diagnóstico definitivo para usarem a medicação adequada para cada caso. Segundo o vice-presidente da SBD, “apesar de constarem do rol de serviços da rede pública, as pessoas ainda têm levado tempo para recebem os remédios que precisam. No Sistema Único de Saúde (SUS), os antibióticos e tratamentos tópicos são de difícil obtenção. Na rede pública, e também nos planos de saúde, os pacientes têm direito aos medicamentos imunobiológicos, indicados para aqueles que apresentaram falência terapêutica com o uso de medicação tradicional”.

A hidradenite supurativa é uma doença de pele crônica inflamatória, mais frequente em mulheres, após a puberdade. Ela se manifesta, preferencialmente, em áreas, como axilas, virilha, região genital, mamas e glúteos. Nestas partes do corpo, a pele tem uma maior concentração de uma glândula chamada sudorípara apócrina. Antes, acreditava-se que a hidradenite supurativa decorria da inflamação ou infecção destas estruturas. Na atualidade, estima-se que resulte da inflamação dos folículos pilosos.

Prevenção – As causas da hidradenite supurativa ainda não estão estabelecidas, mas ela é classificada como uma doença autoinflamatória (quando ocorre uma resposta inflamatória exagerada, que agride e danifica a pele e as estruturas associadas). Os especialistas acusam que histórico familiar, associação com outras alterações de saúde e alguns hábitos (tabagismo, obesidade e alimentação rica em carboidratos, açúcares e gordura animal, entre outros) influenciam no seu surgimento.

Desta forma, manter o peso adequado e não fumar são formas importantes de prevenção à doença. Além disto, as pessoas devem evitar o uso de roupas apertadas e o suor excessivo nestas áreas.  No dia a dia, os médicos e pacientes com queixas de problemas de pele devem estar atentos a formas de manifestação da hidradenite supurativa.

Dentre elas, estão o surgimento de lesões inflamadas e dolorosas, como nódulos ou caroços, que podem exigir abertura e drenagem de pus. Estas manifestações tendem a persistir e recidivar, de modo que uma mesma lesão pode inflamar e desinflamar várias vezes no mesmo local. Com o tempo, vão surgindo novas lesões, ao lado das antigas e, sobre estas (mais velhas), cicatrizes.

O manejo da hidradenite supurativa varia de acordo com sua gravidade. Antibióticos em cremes, ou mesmo via oral, são utilizados no tratamento, assim como o uso de imunobiológicos. Em algumas mulheres, o uso de anticoncepcionais hormonais pode ajudar. Há lesões crônicas, associadas ou não a cicatrizes, para as quais se indica o tratamento cirúrgico, de forma prioritária.

 

 


31 de maio de 2021 0

“Comprometa-se a parar de fumar durante a pandemia da covid-19”. Esse é o lema definido pela Organização Mundial de Saúde (OMS) para o Dia Mundial Sem Tabaco, comemorado nesta segunda-feira (31 de maio). O slogan tem o intuito de alertar para os inúmeros efeitos deletérios do tabagismo, destacando o fato do fumante – de qualquer produto derivado do tabaco – ter mais chance de desenvolver covid-19 em suas formas graves.

Devido à importância fundamental do engajamento de médicos e demais profissionais de saúde na disseminação dessas informações e em ações para encorajar fumantes a interromper o tabagismo, a Associação Médica Brasileira (AMB) divulgou uma carta para sensibilizar e promover mobilização em torno do tema. A Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), atenta à questão, reitera as recomendações da AMB e convoca seus associados a também aderirem à causa, inclusive divulgou vídeo nas redes sociais onde faz o alerta à população.

CLIQUE AQUI PARA ACESSAR A CARTA NA ÍNTEGRA

Conforme ressalta a carta divulgada, o tabagismo é considerado uma doença crônica, representada pela dependência à droga nicotina presente nos produtos derivados do tabaco. É a maior causa evitável de doença e morte no mundo, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS). Anualmente, morrem mais de 7 milhões de pessoas em função do tabagismo ativo e 1,2 milhão por tabagismo passivo. No Brasil, são estimadas cerca de 156 mil mortes anuais (428 mortes por dia).

“Desde o início da pandemia causada pelo SARS-CoV-2, diversos estudos seguem em andamento. Diversos deles têm demonstrado que fumantes têm uma chance 2 a 3 vezes maior de desenvolver covid-19 grave, pois já podem apresentar redução da capacidade pulmonar ou mesmo doenças pulmonares crônicas, doenças cardiovasculares, diabetes e câncer”, alerta o documento assinado pelas AMB.

Tabaco e pele – De acordo com a coordenadora do Departamento de Cosmiatria Dermatológica da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), Alessandra Romiti, o ato de fumar afeta o corpo humano como um todo, inclusive a pele.

“É um hábito que causa dano oxidativo ao organismo e liberação de radicais livres – moléculas produzidas pelo corpo que reagem com outros componentes e causam envelhecimento. Assim como estresse e tomar sol em excesso, fumar aumenta a produção desses radicais livres. Quando uma pessoa acende um cigarro nem imagina o mal que causa para si e aqueles que estão no mesmo ambiente”, explica.

Mas o cigarro não provoca apenas isso. Como ressalta o presidente da SBD, Mauro Enokihara, “o tabagismo tem relação com aproximadamente 50 outras enfermidades, dentre elas vários tipos de câncer, doenças do aparelho respiratório e doenças cardiovasculares. É importante conscientizar nossos pacientes e incentivá-los a parar de fumar. Essa é a mensagem dos dermatologistas neste dia 31 de maio”.

 


1 de maio de 2021 0

Maio, quando se comemora o Dia do Trabalhador, abriga uma oportunidade de fazer uma reflexão sobre a atuação dos médicos especializados em cuidados com unhas, cabelos e pele. Com essa intenção, a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) lança uma campanha de valorização da imagem dos seus mais de 10 mil associados, com foco na população em geral.

“Sem dúvida, o dermatologista é um trabalhador especializado, capacitado e preparado para uma nobre missão! A cada um dos nossos colegas, deixo minha gratidão por tanto empenho, superando inúmeros desafios, sempre ancorados na ética e comprometidos com a ciência. Aos pacientes e familiares, agradeço a confiança depositada nos dermatologistas. Saibam que eles estão prontos para ajudar. São eles que têm o conhecimento, a habilidade e a atitude necessários para cuidar de sua saúde e seu bem-estar”, destacou o presidente da SBD, Mauro Enokihara.

Mensagens – Com o início da campanha, uma série de peças começa a ser distribuída por meio de diferentes canais de relacionamento mantidos pela entidade. Elas trazem mensagens positivas, mostrando como o médico dermatologista tem papel essencial na preservação da saúde e da autoestima. Também ressaltam o especialista como um profissional capaz de ver o paciente além da beleza, orientando-o para alcançar um estado de saúde, equilíbrio e bem-estar.

A iniciativa, que circulará em espaços da SBD no Facebook, Instagram e YouTube, bem como em grupos de Whatsapp e Telegram, fortalecerá a especialidade, alertará para os riscos aos quais os pacientes se expõem ao confiar em não médicos e mostrará como o dermatologista está apto para ações de prevenção, diagnóstico e tratamento de mais de 3 mil doenças dermatológicas catalogadas.

Ações – A estratégia, que terá continuidade ao longo dos próximos meses, resulta do compromisso, abraçado pela Gestão 2021-2022, de atuar em prol da dermatologia de modo amplo. Além de destacar para os brasileiros a importância da dermatologia e de seus profissionais, com essa campanha, a diretoria tem desenvolvido ações com vistas ao aperfeiçoamento dos especialistas, à promoção da segurança dos pacientes e da população, e à melhoria da infraestrutura de trabalho e de atendimento, em especial na rede pública.

“Dessa forma, com uma relação positiva entre médicos e pacientes, vamos dar continuidade ao nosso trabalho, para que o Brasil conte com uma dermatologia de todos, e para todos!”, finalizou Enokihara.
 

 


31 de janeiro de 2021 0

 

Os Arcos da Lapa, um dos mais famosos cartões-postais da cidade do Rio de Janeiro (RJ), ganharam iluminação especial em apoio à campanha Janeiro Roxo, promovida pela Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD). A intenção foi chamar a atenção para a importância do diagnóstico e tratamento precoces da hanseníase. O monumento somou-se a outros edifícios espalhados por todo o País, como o Congresso Nacional, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e o Conselho Federal de Medicina (CFM), que também se vestiram de roxo em alusão à causa.

No Brasil, cerca de 30 mil novos casos da hanseníase são registrados a cada ano, resultado que coloca o País em segundo lugar no mundo em termos de incidência da doença, ficando atrás apenas da Índia. Diante desses números alarmantes, diferentes personalidades da sociedade brasileira têm mobilizado seus esforços e emprestado sua imagem à conscientização sobre o tema.

Saúde – “Neste ano, para dar visibilidade ao assunto, o slogan da nossa campanha é ‘A hanseníase é negligenciada, mas sua saúde não!’. É nesse contexto que a SBD convoca o poder público, os profissionais de saúde e a população em geral a atentar para os pacientes, no intuito de juntos superarmos esse problema de saúde pública”, salienta o presidente da SBD, Mauro Enokihara.

Na entidade, a condução dos trabalhos ficou sob a responsabilidade de Heitor de Sá Gonçalves, vice-presidente, e de Sandra Durães, coordenadora do Departamento de Hanseníase. Ambos supervisionaram a produção de conteúdo e participaram atividade da elaboração de documentos e das duas lives temáticas realizadas em janeiro.

Engajamento – Personalidades também gravaram depoimentos em vídeos onde abordaram o tema e orientaram a população. Uma dela foi a jornalista e escritora Cristina Serra. Em sua mensagem, ela destacou que milhares de brasileiros ainda sofrem com a hanseníase porque demoram a receber o diagnóstico e começar o tratamento.  “Fique atento aos sinais, como manchas vermelhas ou esbranquiçadas na pele e formigamento nas mãos ou nos pés. No Brasil, o tratamento da hanseníase é gratuito e oferecido pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Lembre-se que a hanseníase tem cura”, disse.

Clique aqui para assistir à mensagem.

Apesar da existência de terapêutica acessível e eficaz, a hanseníase continua a registrar altos índices de prevalência. A situação ocorre em parte justamente por atingir em maior grau áreas periféricas ou afastadas dos grandes centros e as camadas socioeconômicas mais vulneráveis da sociedade brasileira. Por isso, é considera como uma doença negligenciada.

Classe médica – O vice-presidente do CFM, Donizetti Giamberardino, também gravou um vídeo em apoio ao Janeiro Roxo, dando ênfase à relevância do movimento, tendo em perspectiva milhares de pessoas que são incapacitadas permanentemente por causa da hanseníase.
 
“O diagnóstico precoce e o consequente tratamento fazem com que o paciente não transmita mais a doença e seja poupado das sequelas. Por isso, é fundamental a adesão a campanhas de conscientização sobre os sinais e sintomas e sobre a importância de sempre procurar imediatamente o médico”, afirmou.

Clique aqui para assistir à mensagem.

No mesmo sentido, a vice-presidente da Associação Médica Brasileira (AMB) e presidente da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), Luciana Rodrigues Silva, também parabenizou a iniciativa de levar informação qualificada sobre o assunto ao público em geral. “É fundamental que essa campanha se estenda a todos os estados do País, principalmente porque esclarece mitos, diminui os estigmas e promove a educação em saúde da nossa população”, finalizou.

Clique aqui para assistir à mensagem.

 

 

 

 

 





SBD

Sociedade Brasileira de Dermatologia

Av. Rio Branco, 39 – Centro, Rio de Janeiro – RJ, 20090-003

Copyright Sociedade Brasileira de Dermatologia – 2021. Todos os direitos reservados