Dezembro Laranja 2025: no dia 13 de dezembro, Mutirão Nacional de Atendimento, oferece consultas gratuitas para prevenção do câncer de pele



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8 de dezembro de 2025

No próximo sábado, 13 de dezembro, a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) realiza o Dia do Atendimento Gratuito, uma das principais ações do Dezembro Laranja, campanha do câncer de pele. O mutirão, que acontece das 9h às 15h, contará com a participação de 2.000 dermatologistas voluntários em mais de 100 postos espalhados por todo o país. O atendimento será feito exclusivamente para avaliar lesões suspeitas de câncer de pele. 

A ação visa identificar precocemente lesões suspeitas de câncer de pele e orientar a população sobre prevenção e cuidados essenciais. Para conferir os postos de atendimento, acesse: https://sbd.org.br/dezembrolaranja/ 

“Lembro à população que o check-up das pintas com o dermatologista deve ser feito anualmente, e essa é uma excelente oportunidade para colocar esse cuidado em dia, diz Dr. Carlos Barcaui, presidente da SBD. 

Desde 1999, a iniciativa já proporcionou mais de 600 mil consultas e possibilitou a identificação de mais de 75 mil casos de cânceres de pele, reforçando o compromisso da SBD com a prevenção e o diagnóstico precoce da doença. 

Em 2024, 62,51% dos atendidos declararam se expor ao sol sem proteção, e apenas 31,63% afirmaram usar protetor solar regularmente. Outros dados também chamam a atenção: o carcinoma basocelular (CBC) foi detectado em 14,84% dos pacientes; pré-neoplasias representaram 11,51% dos casos; carcinoma epidermoide (CEC), 4,68%; melanoma maligno (MM), 2,31%; e outros tumores malignos, 1,21%. Outras dermatoses foram diagnosticadas em 41,22% dos atendimentos, enquanto 24,23% dos pacientes não apresentaram alterações. 

“Os hábitos de exposição solar seguem sendo motivo de preocupação e reforçam a necessidade da adoção de medidas de fotoproteção adequadas, incluindo a aplicação de filtro solar diariamente nas áreas expostas, somada à utilização de proteção física (sombra, roupas e chapéus) nas exposições mais prolongadas, além do acompanhamento  médico através de exame dermatológico completo anualmente” ressalta Dra. Bianca Costa Soares de Sá, coordenadora do Departamento de Oncologia Cutânea da SBD e responsável pela campanha deste ano. 

Observe. Cuide. Previna. Sua pele fala, só o dermatologista entende. 

A campanha de 2025 chama a atenção para a importância do autocuidado, do cuidado com o outro, e da realização do check-up anual com o dermatologista, medidas essenciais para a prevenção e o diagnóstico precoce do câncer de pele. 

Embora os cuidados devam acontecer de dezembro a dezembro, é durante a estação mais quente do ano que a SBD reforça os riscos da exposição solar e as medidas preventivas.  Estimativa 2023 de Incidência de Câncer no Brasil, do INCA, revela que são esperados aproximadamente 220,49 mil novos casos de câncer de pele por ano no triênio 2023-2025.    

Como participar  

Qualquer pessoa poderá fazer uma avaliação da saúde da pele, especialmente quem possui fatores de risco para o câncer de pele, como histórico familiar, muitas pintas, sardas ou que tenha sofrido queimaduras solares severas. 

Basta comparecer em um dos postos de atendimento, disponíveis em todas as regiões do país, levando documento de identidade.  

Serviço:  

Data: 13 de dezembro  

Horário: das 9h às 15h 

Locais: Consulte a lista de postos de atendimento no site da SBD https://sbd.org.br/dezembrolaranja/  

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4 de dezembro de 2025

A Câmara dos Deputados sediou, em 3 de dezembro, o seminário “Dezembro Laranja: câncer de pele no Brasil – um desafio de saúde pública”, organizado pela Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) em parceria com as Comissões de Participação Legislativa e de Saúde. O encontro, aberto ao público, reuniu especialistas, parlamentares e representantes do setor para discutir prevenção, acesso ao diagnóstico, impacto econômico e medidas concretas para conter o avanço da doença: o tipo de câncer mais frequente no país. 

A abertura foi conduzida pelo presidente da Comissão de Legislação Participativa, deputado Fred Costa (PRD-MG), acompanhado do deputado Dr. Frederico (PRD-MG), autor dos requerimentos para a realização do seminário, e do Dr. Carlos Baptista Barcaui, presidente da SBD. 

Um dos temas centrais foi a necessidade de regulamentar a Lei 14.758/2023, que institui a Política Nacional de Prevenção e Controle do Câncer (PNPCC) no SUS. O presidente da SBD, Dr. Carlos Barcaui, destacou a magnitude do problema. “De cada três casos de câncer diagnosticado no Brasil, um deles é de pele”, afirmou. Ele lembrou ainda que o SUS gasta cerca de R$ 3,9 bilhões por ano com câncer, e que melhorias na prevenção podem gerar economia significativa ao Estado. 

Dr. Barcaui também apresentou os tipos mais comuns de tumores: o carcinoma basocelular, o carcinoma espinocelular e o melanoma, este último mais agressivo. O médico citou dados da Organização Mundial da Saúde, de acordo com ele “se nada for feito, a expectativa para 2040 é um aumento de 80% no número de mortos por melanoma no Brasil”. 

Ele chamou atenção para os desafios no acesso ao diagnóstico e ao tratamento, mencionando a Lei dos 60 dias, que estabelece o início do tratamento oncológico nesse intervalo após o laudo da biópsia. “Não temos dados claros sobre o cumprimento da lei. E, muitas vezes, até mesmo chegar à etapa da biópsia já representa um percurso difícil para o paciente”, afirmou.
Segundo ele, os atrasos podem contribuir para afastamentos do trabalho, perda de produtividade e grande sofrimento na vida das famílias.  

O médico dermatologista lembrou que 2025 é o ano em que a OMS classificou a saúde da pele como parte essencial da saúde global. “Não existe saúde integral sem a saúde da pele”, disse. Entre as medidas necessárias, citou a oficialização do Dezembro Laranja, ações educativas nas escolas, ampliação do acesso à dermatologia no SUS, campanhas para grupos de risco e combate ao exercício irregular da medicina. 

Dr. Carlos Barcaui também destacou que o mutirão de atendimento gratuito, realizado pela SBD, entrou para o Guinness Book em 2009 como a maior campanha médica realizada em um único dia. Em 2025, a mobilização nacional ocorrerá em 13 de dezembro, com mais de 100 postos de atendimento pelo país. Os locais podem ser consultados no site da campanha dezembrolaranja.com.br. 

Dr. Jadivan Leite, do Instituto Nacional do Câncer (Inca), apresentou o cenário mundial do câncer de pele e os casos avançados que chegam no Inca. Também mostrou os principais fatores de risco para a doença, entre eles a exposição à radiação ultravioleta, radiação ionizante, tabagismo, uso de imunossupressores e infecções pelo HPV. Ele ainda chamou atenção para “a trend que afirma que o protetor solar não seria eficaz e que ainda causaria câncer, algo que, obviamente, é um desserviço à sociedade leiga”. Segundo ele, “se a epidemiologia continuar evoluindo dessa forma, podemos chegar a 510 mil casos de melanoma e a um risco potencial de quase 100 mil mortes até 2040”. 

Dr. Sergio Palma, membro da diretoria da SBD, apresentou dados da pesquisa Datafolha, feita pela Sociedade Brasileira de Dermatologia em parceria com a divisão de Beleza Dermatológica do Grupo L’Oréal no Brasil. Os dados mostram que 54% dos brasileiros nunca consultaram um dermatologista. 

“O desconhecimento sobre a formação do dermatologista e a ausência de políticas públicas de rastreamento e educação contribuem para esse quadro. Fortalecer o SUS na prevenção e no diagnóstico precoce é indispensável para reduzir o impacto social e econômico do câncer de pele”, disse o especialista. 

A secretária-geral da SBD, Dra. Regina Carneiro, reforçou a importância do diagnóstico precoce. “Se detectarmos esse câncer precocemente, o paciente vai sair da sala de cirurgia curado. Nosso objetivo é tratar no ambulatório, sem necessidade de hospitalização. No SUS, a biópsia não é feita no mesmo local. O paciente é encaminhado, perde tempo. Na rede privada, geralmente tudo é feito no mesmo lugar e a fila anda mais rápido”, explicou. 

O deputado Dr. Frederico reforçou o papel do Legislativo no enfrentamento da doença, agradeceu ainda a SBD pelo trabalho técnico e destacou a importância de manter a pressão social pela implementação das medidas discutidas. 

O seminário também abordou a proposta de inclusão do filtro solar na lista de itens considerados essenciais dentro da Reforma Tributária, distribuição via SUS, subsídios para trabalhadores expostos ao sol e regulamentação mais rígida para garantir equipamentos de proteção solar.  

A presidente da SBD Regional Brasília, Dra. Letícia Oba, apresentou dados sobre o peso econômico da fotoproteção. “Um protetor com FPS 30 custa entre R$ 40 e R$ 120. Uma família de quatro pessoas gastaria pelo menos dois mil reais por ano, isso é 18% de um salário mínimo”, afirmou. 

Com a redução de impostos, estima-se uma queda de custos o que ampliaria o acesso da população ao produto. 

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21 de outubro de 2025

Mais de quinhentos dermatologistas de todo o Brasil estiveram reunidos em São Paulo para o 3º Imuno&Derma, evento promovido pela Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) com foco nas doenças imunomediadas da pele. O evento ocorreu nos dias 17 e 18 de outubro (Dia do Médico). Entre os principais temas discutidos estiveram os tratamentos imunológicos para Psoríase e Hidradenite Supurativa.  

A Psoríase, segundo o dermatologista Dr. André Esteves, é uma condição que vai muito além da pele. “É uma doença imunomediada, causada por um desbalanço do sistema imune que reage mais do que o necessário a estímulos externos ou até a estruturas da própria pele. Ela tem base genética e é uma doença crônica e sistêmica. Ou seja, a inflamação que vemos na pele também pode atingir outros órgãos”, explica.  

As lesões mais comuns acometem joelhos, cotovelos, couro cabeludo e unhas. De acordo com o especialista, a doença pode ser classificada como leve ou grave a depender da extensão e impacto na qualidade de vida.  

“A Psoríase leve responde bem aos tratamentos tópicos, mas quando há acometimento maior da pele ou presença de artrite psoriásica, é necessário partir para terapias sistêmicas, como imunobiológicos, metotrexato ou fototerapia. Hoje já contamos com 12 imunobiológicos aprovados para Psoríase, além de novas medicações orais em estudo”, destaca o Dr. André.  

De acordo com ele, ainda não há cura definitiva, mas estudos mostram que o tratamento precoce com imunobiológicos pode normalizar a resposta imune e levar alguns pacientes à remissão prolongada. “Já se discute, inclusive, terapias gênicas que atuam diretamente no genoma do paciente”, afirma o médico.  

Assumindo uma postura ativa de interlocução com os órgãos reguladores e de incorporação tecnológica, em especial Conitec (Sistema Único de Saúde) e ANS (planos privados), a SBD tem atuado em prol da incorporação de terapias para Psoríase, incluindo biológicos, e Dermatite Atópica, além de outras demandas dermatológicas.   

O objetivo é assegurar que a população possa acessar com equidade os tratamentos para doenças imunomediadas da pele, ampliando o acesso aos cuidados dermatológicos.  

“Na última semana, lançamos o Dossiê Brasil à Flor da Pele, em parceria com a L’Oréal Beleza Dermatológica. O estudo nacional revela que um em cada quatro brasileiros não sabe que o dermatologista é o especialista médico da pele, cabelos e unhas; e apenas 12% foram ao dermatologista no último ano. Entre os jovens de 16 a 24 anos, 70% nunca passaram por atendimento dermatológico. Precisamos ampliar esse acesso, principalmente no SUS. Sabemos que quanto mais cedo a descoberta de problemas com a saúde da pele, cabelos, unhas, maiores são as chances de evitar consequências graves. E a SBD tem se empenhado para isso”, diz o Dr. Carlos Barcaui, presidente da entidade. 

Hidradenite Supurativa: diagnóstico precoce é essencial  

Outra doença em destaque no encontro foi a Hidradenite Supurativa, enfermidade inflamatória crônica de forte impacto social e emocional.  

Segundo a dermatologista Dra. Renata Magalhães, o atraso no diagnóstico ainda é um dos maiores desafios. “É uma doença que muitas vezes começa na adolescência, mas estudos mostram que o tempo médio até o diagnóstico pode chegar a 12 anos. O paciente costuma chegar ao especialista já com lesões graves e sequelas”, alerta.  

Caracterizada por nódulos dolorosos, abscessos recorrentes e formação de túneis sob a pele, a Hidradenite Supurativa afeta principalmente axilas e virilha, podendo evoluir para fístulas profundas e infecções secundárias.  

“O tratamento envolve antibióticos de longo prazo, imunossupressores e imunobiológicos. Já temos dois medicamentos biológicos aprovados no Brasil para Hidradenite Supurativa e novas moléculas estão em estudo com resultados promissores.  A remoção cirúrgica de lesões crônicas  recidivantes pode ser necessária”, afirma a Dra. Renata.  

Ela reforça que medidas complementares também fazem parte do cuidado. “Controle de peso, manejo da dor e cessação do tabagismo são fundamentais para melhorar a resposta ao tratamento e reduzir a recorrência das crises”, orienta.  

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12 de outubro de 2025

Com a chegada do Dia das Crianças, celebrado em 12 de outubro, a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) faz um alerta importante: a exposição solar na infância e na adolescência exige atenção especial. 

Segundo a coordenadora do Departamento de Dermatologia Pediátrica da SBD, Dra. Sílvia Soutto Mayor, a exposição ao sol é benéfica e necessária na infância, mas precisa ser feita de forma segura. 

“A diferença entre a exposição solar na infância e na idade adulta é que a criança, em geral, costuma ser mais exposta à radiação ultravioleta, porque brinca mais ao ar livre e tem atividades fora de casa”, explica a especialista.  

Segundo ela, o sol tem papel essencial na síntese da vitamina D e na absorção de cálcio, fundamentais para o crescimento ósseo nesta faixa etária. No entanto, o excesso traz riscos sérios a longo prazo. 

“Mais da metade da radiação ultravioleta acumulada ao longo da vida ocorre na infância e na adolescência. Em alguns estudos, esse índice chega a 80%. Quanto mais queimaduras solares a criança tiver, maior o risco de desenvolver câncer de pele na idade adulta”, ressalta a médica dermatologista.  

Dra. Silvia alerta que as queimaduras solares na infância, aquelas que deixam a pele vermelha, quente, com febre ou até bolhas, podem alterar o DNA das células e aumentar as chances de câncer de pele no futuro. “O maior problema da exposição exagerada ao sol é justamente essa alteração celular que favorece o aparecimento de câncer de pele lá na frente”, explica. 

Proteção desde cedo  

Para garantir uma exposição solar saudável, a médica orienta que bebês com menos de seis meses não usem protetor solar químico. “Nessa fase, a pele é muito fina e permeável. A fotoproteção deve ser mecânica, com roupas, chapéus, bonés e o uso de guarda-sol”, recomenda. 

A partir dos seis meses, o uso de filtros solares infantis passa a ser indicado em casos de exposição prolongada, como idas à praia, piscina ou parques. 

“Os filtros solares infantis são testados para a pele da criança, que é mais sensível. Eles contêm mais componentes físicos do que químicos, sendo menos irritantes e mais seguros”, afirma a dermatologista. 

Ela destaca que, mesmo com protetor solar, é essencial evitar o sol entre 9h e 15h, período em que a radiação ultravioleta B é mais intensa e prejudicial. 

A especialista também chama atenção para o trabalho do dermatologista pediátrico, que tem formação voltada ao diagnóstico e tratamento de doenças de pele típicas da infância. 

“Qualquer dermatologista pode atender crianças, mas o dermatologista pediátrico tem maior experiência em doenças genéticas e mesmo as inflamatórias da pele, como dermatite atópica, psoríase e vitiligo nas crianças e adolescentes”, explica. 

Neste Dia das Crianças, a SBD alerta: brincar ao ar livre faz bem, mas com proteção e responsabilidade. 

“A infância é a fase em que mais acumulamos radiação solar. Cuidar da pele desde cedo é o primeiro passo para prevenir doenças e garantir um crescimento saudável”, conclui Dra. Sílvia Soutto Mayor. 

Dezembro Laranja: a campanha de conscientização do câncer de pele da SBD está chegando! 

Observar as pintas e sinais na pele é um passo importante na prevenção. Valorize o autocuidado e fique atento à saúde da sua criança. A prevenção começa com o olhar. O seu e o de quem está por perto! Observe. Cuide. Previna. 

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14 de janeiro de 2025

Considerada uma das doenças mais antigas conhecida pela humanidade, a hanseníase ainda é um desafio de saúde pública no país. Apesar de ter cura, essa doença tropical negligenciada continua afetando muitas pessoas. Buscando conscientizar a população, a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) é uma das grandes apoiadoras do Janeiro Roxo, campanha nacional focada no incentivo do diagnóstico precoce e combate à doença no Brasil. Durante todo o mês, diversas ações são realizadas para marcar o Dia Nacional de Combate e Prevenção à Hanseníase, celebrado sempre no último domingo de janeiro.  

“Essa é uma doença infectocontagiosa de evolução crônica, que se manifesta por lesões na pele e sintomas neurológicos, como perda de sensibilidade e fraqueza nos pés e mãos. Causada por um bacilo, se propaga por meio do contato próximo e prolongado com pessoas infectadas. O diagnóstico e o tratamento demandam uma avaliação clínica detalhada, além da capacitação do médico e da equipe de saúde envolvida no cuidado desses pacientes. Nosso objetivo é mostrar à população que quando tratada precocemente, a cura é possível, caso contrário, a doença pode resultar em sequelas e deformidades físicas”, explica a secretária geral da SBD, Dra. Regina Carneiro.  

No Brasil, o tratamento é oferecido de forma gratuita pelo Sistema Único de Saúde (SUS), e pode ser realizado em casa. Entre os sinais e sintomas, destacam-se entre elas manchas na pele de coloração variável, que pode ser clara, rósea ou avermelhada, com perda de sensibilidade ao calor, frio, dor e/ou tato. Também podem surgir “caroços”, dormências, fraqueza, inchaços nas extremidades, formigamento e sensação de choque nos membros, além de problemas na via respiratória alta e nos olhos.  

“O dermatologista desempenha um papel essencial no diagnóstico e tratamento da hanseníase. Esse profissional realiza a avaliação clínica, executa testes de sensibilidade e acompanha o funcionamento dos nervos periféricos. Também é o profissional responsável por solicitar exames laboratoriais ou realizar biópsias da pele quando necessário”, esclarece Dra. Carla Andréa Avelar Pires, coordenadora do Departamento de Hanseníase da SBD.  

A transmissão do bacilo causador desta doença ocorre por via respiratória e o contato prolongado com pacientes ainda não tratados aumenta o risco de contágio. Sendo assim, familiares e pessoas em contato estreito com esses pacientes são mais vulneráveis e precisam ser avaliados para um possível diagnóstico precoce da hanseníase. Vale destacar, ainda, que embora todos possam ser expostos ao bacilo, a maioria das pessoas possui uma resistência natural, não desenvolvendo a doença.  

“O contágio acontece por meio de pequenas gotículas respiratórias, que podem ser expelidas pelo paciente infectado. Quando o bacilo entra no organismo, inicia-se uma batalha com o sistema imunológico, e o período de incubação pode variar de dois a sete anos”, explica a dermatologista Carla Andréa Avelar Pires.  

Desafios e números  

Em 2022, o mundo registrou 174.087 novos casos de hanseníase, o que resultou em uma taxa de detecção de 21,8 casos por 1 milhão de habitantes. Índia, Brasil e Indonésia foram os países com os maiores números de casos novos, cada um ultrapassando a marca de 10 mil registros. O Brasil segue ocupando a segunda posição global em termos de novos casos, o que o coloca na lista de países prioritários para o enfrentamento da hanseníase, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS).  

No âmbito global, em 2022, foram reportados 10.302 novos casos entre crianças menores de 15 anos, o que representa uma taxa de 5,1 casos por 1 milhão nessa faixa etária, marcando um aumento de 14,6% em relação ao ano anterior. Outro dado relevante para o monitoramento da doença é o Índice de Grau de Incapacidade Física 2 (GIF 2), que em 2022 totalizou 9.554 casos, resultando em uma taxa de 1,2 por 1 milhão de habitantes — um aumento de cerca de 5,5% em comparação com 2021.  

Historicamente, a hanseníase causava grande discriminação, uma vez que não havia tratamento. Hoje, com a disponibilidade de tratamento eficaz e acessível, a doença pode ser tratada e curada sem afastamento da rotina do paciente. Quanto mais cedo o tratamento for iniciado, menores são as chances de sequelas físicas e maior é a chance de interromper a transmissão. O tratamento atual dura de seis a doze meses e é totalmente gratuito.    

A SBD tem atuado como uma entidade parceira e ativa do Ministério da Saúde, especialmente no que se refere à implementação de novos esquemas terapêuticos, reafirmando seu compromisso com a luta contra a hanseníase no Brasil. 

Procure ajuda ao perceber os sintomas 

Ao suspeitar dos sintomas da hanseníase, é importante procurar imediatamente uma unidade de saúde, como as unidades voltada às famílias ou um dermatologista no SUS. Para encontrar um profissional associado à SBD na sua região acesse: https://www.sbd.org.br/localizador/ . 

Conheça os projetos premiados que destacam a luta contra as dermatoses negligenciadas, como a hanseníase: 

A ILDS (International League of Dermatological Societies) premia anualmente projetos e especialistas em dermatologia, e a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), indicou o trabalho do Dr. Egon Luiz Rodrigues Daxbacher, que venceu o prêmio DermLink 2025 na área de doenças tropicais, sendo reconhecido por seu trabalho em treinamento e detecção ativa da hanseníase.  

Em 2024, os indicados pela SBD também foram os grandes vencedores. Dr. Ciro Gomes foi agraciado com o prêmio DermLink Grants 2024 pelo projeto “Uma só saúde para as populações indígenas do Brasil”, que visa proporcionar cuidados dermatológicos de excelência às populações Yanomami, focando na prevenção e tratamento das dermatoses negligenciadas. 

O Dr. Carlos Chirano recebeu o prêmio na categoria Trabalho Humanitário pelo projeto “Dermato Saúde Amazonas”. A iniciativa oferece cuidados dermatológicos e cirurgias a comunidades ribeirinhas em áreas remotas da Amazônia, com atenção especial à hanseníase e outras dermatoses negligenciadas, onde o acesso à saúde é limitado. 

A Dra. Tânia Cestari foi premiada com o Certificado de Reconhecimento como Liderança Internacional por suas contribuições significativas à dermatologia, com destaque para sua pesquisa em fotomedicina, doenças pigmentares e condições imunodermatológicas, como dermatite atópica, psoríase e vitiligo. Sua carreira de mais de 100 publicações tem impactado diretamente o avanço da dermatologia mundial.  

Esses especialistas estão liderando iniciativas essenciais para melhorar o acesso ao cuidado dermatológico em regiões de difícil acesso e para populações vulneráveis, contribuindo para o controle de doenças negligenciadas e a conscientização global. 

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10 de dezembro de 2024

A Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) tem se destacado na luta por políticas públicas que assegurem o acesso à proteção solar, especialmente em um país tropical como o Brasil, onde o câncer de pele é o tipo de câncer com maior incidência. Por meio da Campanha Dezembro Laranja 2024, a Sociedade intensifica sua defesa pela inclusão do filtro solar na lista de itens essenciais da Reforma Tributária, visando à redução de impostos sobre esses produtos. O presidente da SBD, Dr. Heitor de Sá, ressalta a urgência dessa inclusão, afirmando que “garantir o acesso ao protetor solar é uma questão de saúde pública”. 

De acordo com a Estimativa 2023 de Incidência de Câncer no Brasil, divulgada pelo Instituto Nacional do Câncer (INCA), são esperados cerca de 220,49 mil novos casos de câncer de pele por ano no triênio 2023-2025, entre um total de 704 mil novos casos de câncer. Em um país com altas taxas de radiação solar durante todo o ano, a SBD defende que o protetor solar seja tratado como um produto essencial, mas, apesar da relevância para a saúde pública, a proposta ainda não foi acatada pelo governo. 

Além disso, a Lei 8.231/91, que atribui a todas as empresas a responsabilidade pela adoção de medidas de proteção e segurança à saúde do trabalhador, é um marco importante e merece maior notoriedade na luta contra o câncer de pele. A SBD reforça que a proteção solar deve ser uma prioridade nas práticas de segurança do trabalho quando a atividade laboral acontece em ambientes com exposição ao sol, para que a causa da prevenção ao câncer de pele ganhe força como um conjunto de medidas públicas e privadas. 

A Lei 14.758/2023, que institui a Política Nacional de Prevenção e Controle do Câncer (PNPCC) no SUS, também representa um avanço importante na redução da incidência e mortalidade do câncer, e sua regulamentação é fundamental para alcançar de forma efetiva seus objetivos. A PNPCC promove diretrizes de saúde para a prevenção, rastreamento, tratamento e reabilitação do câncer, além de estabelecer cuidados paliativos para pacientes em fase terminal e apoio psicológico para pacientes e familiares.  

Em um cenário onde o Instituto Nacional do Câncer (INCA) alerta que os gastos do SUS com tratamentos oncológicos podem atingir R$ 7,84 bilhões até 2040, torna-se urgente o debate sobre medidas de prevenção acessíveis. Em 2022, o Ministério da Saúde já destinou R$ 47 milhões adicionais para o tratamento quimioterápico de câncer de pele. Para Dr. Carlos Barcaui, Coordenador da Campanha Dezembro Laranja, “a proteção solar deve ser acessível para todos. Acreditamos que é um passo essencial para reduzir a incidência do câncer de pele no Brasil”. 

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6 de dezembro de 2024

Cada pessoa tem uma relação singular com o sol. Ele está presente nos momentos mais felizes: na criança correndo pela areia, no gari que varre as ruas ao amanhecer, no turista que explora novas paisagens. Mas o sol, que tantas vezes ilumina nossas melhores memórias, também pode ser um narrador silencioso de uma luta invisível. Em 2024, a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), ao completar 11 anos da campanha “Dezembro Laranja”, traz uma mensagem poderosa: “Proteger a pele é proteger a saúde”. 

A campanha deste ano convida o público a refletir sobre o autocuidado e busca gerar uma verdadeira “Invasão Laranja” no Brasil, envolvendo a sociedade em um movimento de conscientização. A SBD reforça que a proteção contra o câncer de pele deve ser inclusiva, acessível e adaptada às necessidades individuais. “Sua pele é a página de um futuro inesquecível”, afirma a campanha, que convida cada brasileiro a cuidar de si e de tudo que ainda está por vir.  

Segundo dados do Ministério da Saúde, o câncer da pele responde por 33% de todos os diagnósticos da doença no Brasil. Já a Estimativa 2023 de Incidência de Câncer no Brasil, do INCA, revela números surpreendentes. São esperados aproximadamente 220,49 mil novos casos de câncer de pele por ano no triênio 2023-2025.  

Neste ano, a SBD busca ampliar o alcance das suas mensagens, utilizando uma abordagem educativa e acessível para conscientizar a população sobre os cuidados necessários para evitar o câncer de pele. O movimento abordará a importância de hábitos preventivos, como o uso de protetor solar, e incentivará a população a realizar acompanhamento médico regular. 

“Nosso objetivo com a campanha Dezembro Laranja 2024 é continuar alertando a população sobre os perigos do câncer de pele, que, infelizmente, ainda é o mais frequente no Brasil. A conscientização sobre a prevenção e a detecção precoce é fundamental para que possamos reduzir o número de casos e, principalmente, evitar complicações graves. Queremos que todos entendam que a saúde da pele é parte integral da saúde do corpo, e a proteção deve ser uma prioridade constante”, sinaliza Dr. Heitor de Sá Gonçalves, Presidente da Sociedade. 

Como a incidência dos raios ultravioletas está cada vez mais agressiva em todo o planeta, as pessoas de todos os tons de pele devem estar atentas e se protegerem quando expostas ao sol. “Embora o sol esteja associado a momentos de lazer e alegria, é fundamental lembrar que a exposição sem proteção adequada pode trazer sérios riscos à saúde da pele. Queremos que as pessoas entendam que a exposição sem cuidados pode ter consequências graves e que a prevenção está ao alcance de todos,” ressalta Aparecida Moraes, Coordenadora do Departamento de Oncologia Cutânea da SBD. 

Com foco na responsabilidade individual, a campanha deste ano trará histórias que mostram como os brasileiros de todas as idades podem se proteger melhor e continuar aproveitando o sol de forma saudável. “Essa é uma campanha de extrema importância para a saúde pública, especialmente em um país tropical como o Brasil, onde a exposição ao sol é intensa de forma permanente. Neste ano, além de reforçar os cuidados preventivos, estamos destacando a importância do diagnóstico precoce, que aumenta significativamente as chances de cura, principalmente no caso do melanoma, o tipo mais agressivo de câncer de pele. A mensagem é clara: proteger a pele é proteger a saúde como um todo”, reforça Dr. Carlos Barcaui, Coordenador da Campanha. 

A Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) tem se destacado na luta por políticas públicas que assegurem o acesso à proteção solar, especialmente em um país tropical como o Brasil, onde o câncer de pele é o tipo de câncer mais comum. A entidade defende que o filtro solar seja incluído na lista de itens essenciais na Reforma Tributária, visando à redução de impostos sobre esses produtos. O presidente da SBD ressalta a urgência dessa inclusão, afirmando que “garantir o acesso ao protetor solar é uma questão de saúde pública”. Além disso, a Lei 14.758/2023, que institui a Política Nacional de Prevenção e Controle do Câncer (PNPCC) no SUS, busca reduzir a incidência e mortalidade do câncer, e sua regulamentação é fundamental para alcançar de forma efetiva seus objetivos. A PNPCC tem como objetivo promover diretrizes de saúde para a prevenção, o rastreamento, o tratamento e a reabilitação do câncer, além de estabelecer cuidados paliativos para pacientes em fase terminal e apoio psicológico para pacientes e familiares.  

 

No mesmo sentido, a Lei 8.231/91 estabelece que todas as empresas têm a responsabilidade de adotar medidas de proteção e segurança para a saúde do trabalhador, reforçando a importância de que empregadores garantam acesso à proteção solar para funcionários que trabalham expostos ao sol. A SBD enfatiza que a adoção de tais práticas é essencial para a prevenção ao câncer de pele e deve fazer parte de um conjunto coordenado de políticas públicas e privadas em prol da saúde da população. 

 

O Instituto Nacional do Câncer (INCA) alerta que, se a tendência de aumento de casos persistir, os gastos do SUS com câncer podem alcançar R$ 7,84 bilhões até 2040. Em 2022, o Ministério da Saúde já destinou R$ 47 milhões adicionais para o tratamento quimioterápico de câncer de pele. 

Dia do Atendimento 

O dia do atendimento desse ano será realizado no dia 7 de dezembro, em mais de 100 postos espalhados pelo país, das 9h às 15h e contará com a presença de mais de 2000 dermatologistas voluntários. O mutirão acontece de forma gratuita e funciona exclusivamente com o objetivo de avaliar lesões suspeitas de câncer de pele. 

Desde o início deste mutirão tão significativo, em 1999, já foram realizados mais de 600 mil atendimentos, com mais de 75 mil casos de cânceres cutâneos identificados. Um país com menos diagnósticos de câncer da pele é meta alcançável, e a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) está comprometida em reduzir a incidência da doença e sua mortalidade. A conscientização pública é uma das formas de reduzir sua incidência. 

Acesse e busque o ponto de atendimento mais próximo em https://sbd.org.br/dezembrolaranja/ . 

Os três tipos mais comuns de câncer de pele 

A campanha deste ano também destaca os três tipos mais comuns de câncer de pele: o carcinoma basocelular, o carcinoma escamoso e o melanoma. O carcinoma basocelular é o mais comum, representando cerca de 70% dos casos. Ele costuma aparecer em áreas expostas ao sol, como o rosto e o pescoço, e embora cresça lentamente e raramente se espalhe para outras partes do corpo, deve ser tratado para evitar danos mais profundos à pele. O carcinoma escamoso, responsável por cerca de 20% dos casos, é mais agressivo e pode se espalhar se não for tratado. Ele geralmente surge em áreas expostas ao sol e pode se manifestar como lesões ásperas ou feridas que não cicatrizam. Já o melanoma, embora seja o menos comum, com cerca de 4% dos casos, é o mais perigoso, responsável pela maioria das mortes relacionadas ao câncer de pele. O melanoma pode surgir a partir de pintas já existentes ou como novas manchas de aparência irregular, e o diagnóstico precoce é fundamental para aumentar as chances de cura.  

Fatores de Risco 

Além da exposição excessiva ao sol sem a devida proteção, alguns fatores podem aumentar o risco de desenvolver câncer de pele. Entre eles, estão: ter familiares que já tiveram a doença, ter passado por queimaduras solares graves ao longo da vida, apresentar muitas sardas ou pintas pelo corpo, ter a pele muito clara que sempre queima e nunca bronzeia, já ter tido câncer de pele anteriormente e, em especial, estar na faixa etária acima dos 65 anos. Todos esses fatores tornam a conscientização e a prevenção ainda mais urgentes. 

A prevenção continua sendo a melhor maneira de evitar o câncer de pele, as manchas e o envelhecimento precoce. A SBD recomenda cuidados essenciais para todos: aplicar diariamente protetor solar com fator de proteção solar (FPS) 30 ou maior, usar roupas adequadas como camisetas e chapéus para proteger a pele, além de óculos de sol com proteção UV. Outra medida fundamental é evitar a exposição ao sol entre 9h e 15h, quando os raios ultravioletas são mais intensos. E, claro, a recomendação mais importante: consultar regularmente um dermatologista associado à SBD para orientações e cuidados personalizados. Mais informações podem ser encontradas no site oficial da SBD: www.sbd.org.br. 

Sobre a Campanha Dezembro Laranja 

Desde sua criação, a campanha Dezembro Laranja da SBD tem educado milhões de brasileiros sobre os riscos do câncer de pele. Em 2024, a ação continua a conscientizar o público sobre a importância de hábitos preventivos e o diagnóstico precoce, abordando o tema de forma ainda mais personalizada, incentivando o autocuidado e a vigilância constante. Fique por dentro da campanha através do instagram @dermatologiasbd. No site sbd.org.br você também pode encontrar um especialista associado na sua região. 

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6 de dezembro de 2024

Neste sábado, dia 7 de dezembro, a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) realiza o tradicional mutirão de atendimento gratuito para a prevenção do câncer de pele, parte essencial da campanha Dezembro Laranja. O evento, que contará com mais de 2.000 dermatologistas voluntários, acontece em mais de 100 postos espalhados pelo Brasil, das 9h às 15h. A ação visa identificar precocemente lesões suspeitas de câncer de pele e orientar a população sobre prevenção e cuidados essenciais. Para conferir os endereços, acesse: https://sbd.org.br/dezembrolaranja/  .

Por que participar do mutirão? 

O câncer de pele é o tipo de câncer mais incidente na população brasileira, respondendo por cerca de 33% de todos os diagnósticos no país. O mutirão acontece com o objetivo de avaliar, exclusivamente, lesões suspeitas de câncer de pele. Ao participar, qualquer pessoa poderá fazer uma avaliação da saúde da pele, especialmente quem possui fatores de risco, como histórico familiar, muitas pintas ou sardas, pele clara ou que tenha sofrido queimaduras solares severas. “Queremos conscientizar e possibilitar que todos tenham acesso à avaliação médica”, afirma Dr. Heitor de Sá Gonçalves, presidente da SBD. Segundo ele, essa é uma oportunidade para que a população receba orientações sobre como se proteger dos raios solares e adote hábitos saudáveis, reduzindo os riscos de câncer de pele. 

Compromisso com a prevenção 

A campanha deste ano convida o público a refletir sobre o autocuidado e busca gerar uma verdadeira “Invasão Laranja” no Brasil, envolvendo a sociedade em um movimento de conscientização. A SBD reforça que a proteção contra o câncer de pele deve ser inclusiva, acessível e adaptada às necessidades individuais. “Sua pele é a página de um futuro inesquecível”, afirma Dr. Carlos Barcaui, Coordenador do Dezembro Laranja, Campanha do Câncer de Pele, e finaliza enfatizando “cada brasileiro deve cuidar de si e de tudo que ainda está por vir”, finaliza. 

Como participar  

Basta comparecer em um dos postos de atendimento, disponíveis em todas as regiões do país, levando documento de identidade.  

Sobre a Campanha Dezembro Laranja 

Desde sua criação, a campanha Dezembro Laranja da SBD tem educado milhões de brasileiros sobre os riscos do câncer de pele. Em 2024, a ação continua a conscientizar o público sobre a importância de hábitos preventivos e o diagnóstico precoce, abordando o tema de forma ainda mais personalizada, incentivando o autocuidado e a vigilância constante. Fique por dentro da campanha através do instagram @dermatologiasbd. No site sbd.org.br você também pode encontrar um especialista associado na sua região.

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14 de setembro de 2023 0

Hoje é o Dia Mundial da Dermatite Atópica e a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) divulga a sua campanha de Conscientização da Dermatite Atópica e as diferentes abordagens de tratamento.

“A dermatite atópica está entre as enfermidades mais frequentes da dermatologia. Possui uma natureza crônica ou crises alternadas por períodos em que a pele fica ‘normal’, ou, sem lesões aparentes. Ainda assim, nesses períodos, a dermatite apresenta uma inflamação subclínica, não visível a olho nu. Muito similar àquela observada nos pulmões de pacientes com asma ou na mucosa nasal, em pacientes com rinite alérgica. É uma inflamação persistente mesmo em períodos de acalmia das crises”, explica Gleison Duarte, Coordenador da Campanha Nacional de Dermatite Atópica da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD).

“A Campanha da Dermatite Atópica é extremamente válida, pois hoje sabemos que é uma doença muito prevalente, mas pouco conhecida. Muitos pacientes chegam ao consultório e falam que apresentam uma alergia ou coceira ou confundem com urticária e até com dermatite de contato, que ocorre com contato íntimo com alguma substância à qual a pessoa é alérgica. Além do pouco conhecimento da doença, é também é preciso esclarecer seu impacto na qualidade de vida do paciente e dos familiares e que, felizmente, muitos tratamentos estão hoje disponíveis, destaca. Hoje já temos um arsenal para tratar bem os pacientes, mas permanece a luta para que estes tenham acesso aos novos tratamentos”, frisa Gleison. Ele lembra que a rede pública oferece tratamento e que casos de maior gravidade são principalmente referenciados aos Hospitais Universitários, que possuem ambulatórios de referência”, completa.

A doença tem base genética que causa inflamação e defeito de barreira na pele, levando ao aparecimento de lesões e coceira. Não é contagiosa e sua causa exata é pouco conhecida, e atinge pessoas de qualquer idade, de crianças a idosos. Ela traz lesões avermelhadas, escamosas, pele ressecada, coceira intensa, que causam prejuízo no sono, na concentração, constrangimento e até isolamento social. Comorbidades são frequentes, como ansiedade, depressão e até mesmo pensamentos suicidas em casos graves.

Na atualidade há medicamentos que controlam da doença. Pomadas ou cremes são eficazes no controle da dermatite atópica leve devendo ser indicados com acompanhamento médico, para evitar efeitos colaterais a longo prazo.

 

Nos casos mais graves, os pacientes poderão precisar de tratamentos sistêmicos, como fototerapia, medicações orais ou imunoterapias subcutâneas. O tratamento em formas moderadas e graves precisa ser compreendido como um controle de doença crônica, e que uma vez sendo suspenso pode ser acompanhado de retorno da atividade da doença. No Brasil, hoje, dispomos de uma medicação imunobiológica subcutânea e de três novas tecnologias orais aprovadas para tratar dermatite atópica moderada a grave com falha ou contraindicação às terapias convencionais.

 

Contrariando o tratamento da dermatite décadas atrás, atualmente são raras as necessidades de restrições alimentares para esses pacientes, exceto quando há comprovação de alergia àquele determinado alimento. Os cuidados principais são relacionados com a temperatura do banho que deve ser amena, a hidratação que deve ser feita pelo menos uma vez ao dia, exposição ao sol moderada, restrições contato com produtos de limpeza, especialmente nas dermatites que envolvem as mãos, cloro de piscina e outras orientações que são feitas caso a casos.

 

O médico Coordenador da Campanha lembra que “há uma diferença entre o que está disponível hoje para pacientes de planos de saúde e do Sistema Único de Saúde (SUS), que não tem um protocolo específico para a doença. Há necessidade de incorporação no SUS desde os hidratantes até as medicações pois diante dos custos dos tratamentos muitos acabam por abandono os tratamentos. Há ainda o medo dos corticosteroides em cremes, que são parte fundamental do tratamento nas formas leves, mas ao mesmo tempo a necessidade de conscientizar sobre uso correto, pelo tempo prescrito. Por conta da má utilização, com uso excessivo e uso podem ocorrer efeitos colaterais locais, como estrias, e até sistêmicos, como aumento de colesterol e glaucoma. “Para os pacientes de planos de saúde avanços importantes ocorreram com a inclusão de um medicamento na lista de cobertura obrigatória do rol da ANS – agência de saúde suplementar.

 

A campanha trará o esclarecimento de porta-vozes, divulgação nas redes sociais, mídia e canais oficiais da Sociedade Brasileira de Dermatologia.

 

Importante lembrar:

 

-A dermatite atópica (DA) é uma realidade para milhões de brasileiros. Ela é uma doença genética e crônica que tem como principias sintomas a pele seca e uma coceira constante que pode levar à vermelhidão e à até ferimentos.

-Apesar de não ser contagiosa, o preconceito e a vergonha são outras marcas que estão sempre presentes na vida daqueles que sofrem com a Dermatite Atópica. E estes sinais representam não apenas a doença, mas também as pessoas que estão envolvidas com ela. 

– A boa notícia é que diferentes abordagens estão abrindo novos caminhos para o tratamento da dermatite atópica.

– É neste contexto de exposição e esperança que a campanha de conscientização Sinais que Representam, da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), é lançada, disponibilizando para todos que convivem com a doença, vídeos e conteúdos sobre os sintomas, mitos e verdades e as diferentes abordagens de tratamento que estão aparecendo. Tudo elaborado por médicos dermatologistas da SBD.

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9 de setembro de 2023 0

No terceiro e último dia do Congresso da Sociedade Brasileira de Dermatologia, realizado no Centro de Convenções CentroSul, em Florianópolis, em Santa Catarina, os participantes tiveram a oportunidade de imergir em temas relevantes para a área de atuação, como novas tecnologias para tratamentos estéticos, cirurgia dermatológica e doenças de pele associadas a outras doenças. Abaixo, destacamos algumas das aulas em destaque:

1 – Laser e outras tecnologias:
O painel, coordenado pelos médicos Alexandre de Almeida Filippo e Vivian Barzi Loureiro, abordou a utilização do laser para tratamento de lesões vasculares faciais, poiquilodermia, melanoses solares e outras lesões pigmentares diferentes do melasma, e olheiras. A sessão trouxe ainda as novas tecnologias disponíveis para tratamentos estéticos faciais e corporais.

2 – Cirurgia cosmética e corretiva:
O Dr. Francisco Le Voci trouxe atualizações sobre transplante capilar e as novas técnicas utilizadas. Já a Dra. Bogdana Kadunc abordou as novidades nos peelings químicos. A palestra contou ainda com a demonstração de possibilidades de condução das cirurgias de orelha e a utilização do IPCA na condução de cicatrizes.

3 – Viroses emergentes:
O painel que abordou o tema viroses emergentes mostrou as dermatoviroses da atualidade, tais como doença mão-pé-boca, muito comum em bebês e crianças. O Dr. Omar Lupi apresentou algumas abordagens para herpes zoster em meio ao aumento do número de casos e reforçou a importância da vacinação como medida preventiva. A Dra. Regina Carneiro ofereceu uma visão atualizada sobre a Covid, trazendo dados mundiais sobre a doença após três anos da pandemia que impactou toda a população mundial. A especialista reforçou que as vacinas disponíveis no mercado são seguras: “Os efeitos colaterais que ocorrem também são observados em outros imunizantes. Precisamos continuar nos cuidando, pois o vírus tem uma capacidade enorme de mutação, mas mantendo o calendário vacinal atualizado a gente consegue produzir um número suficiente de anticorpos para combater esse vírus, mesmo em paciente imunossuprimidos” – destaca.

4 – Cabelos:
Os tratamentos para alopecia também estiveram presentes no último dia do Congresso, que abordou Dermatoscopia do couro cabeludo. O convidado internacional Jerry Shapiro, dos Estados Unidos, apresentou dispositivos de imagem para queda de cabelo. Em outro painel, especialistas debateram o manejo da alopecia aresta grave, além do uso de imunossupressores e dos IJAK.

5 – Canabidiol na dermatologia:
Na palestra sobre Canabidiol na dermatologia, foram apresentadas as indicações de utilização de medicamentos com essa substância na dermatologia, além de algumas pesquisas envolvendo o tema, ainda controverso na medicina. O Dr. Reinaldo Tovo Filho destacou que o canabidiol poderá ser usado na dermatologia para tratar pacientes com prurido, acne, dermatite atópica e queda de cabelo, entre outras dermatoses, mas que ainda são necessários estudos mais aprofundados das medicações e seus efeitos colaterais. Os remédios derivados do cannabis ainda não têm uso autorizado no Brasil e ainda estão em fase de estudos. O especialista do Hospital Sírio Libanês acredita que as pesquisas relacionadas ao uso do canabidiol na dermatologia devem avançar rapidamente nos próximos anos.

O evento termina sendo um sucesso de público, com mais de 3 mil médicos inscritos. Foram mais de 80 palestras em 3 dias de imersão e atualização nas diversas áreas que a dermatologia abrange. Além disso, foram apresentados cerca de 1.200 trabalhos científicos, que confirmam a qualidade da produção científica nacional.

Em 2024, o Congresso da Sociedade Brasileira de Dermatologia será realizado em Natal, de 5 a 7 de setembro. Para outras informações, visite o site da SBD: www.sbd.org.br

 





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