A Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) obteve nesta quarta-feira (19) uma importante vitória judicial em defesa do exercício profissional responsável e, sobretudo, da segurança da população.
Por 3 votos a 2, a 8ª Turma do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1) reconheceu a ilegalidade da Resolução nº 198/2019 do Conselho Federal de Odontologia (CFO), que criou a Harmonização Orofacial como especialidade odontológica e ampliou as competências dos cirurgiões-dentistas para a realização de diversos procedimentos estéticos na face.
A SBD atua neste processo desde 2019 e recorreu da decisão de primeira instância que havia rejeitado o pedido de anulação da norma e questionado, inclusive, a legitimidade da Sociedade para atuar na ação.
No julgamento, a SBD foi representada em sustentação oral pelo advogado Alberthy Ogliari. Também realizou sustentação oral o Conselho Federal de Medicina (CFM), representado pelo advogado Rafael Rabelo. Foram as duas entidades que defenderam oralmente, perante o Tribunal, a reforma da decisão.
Prevaleceu o entendimento de que os conselhos profissionais não podem, por meio de resoluções administrativas, ampliar competências profissionais para além dos limites estabelecidos em lei. O Tribunal reconheceu que não há respaldo legal para estender a atuação odontológica a procedimentos estéticos invasivos em toda a face.
A própria Resolução nº 198/2019 previa, entre as competências da chamada Harmonização Orofacial, procedimentos como aplicação de toxina botulínica e preenchedores faciais, intradermoterapia, biomateriais indutores de colágeno, laserterapia, lipoplastia facial, bichectomia e técnicas cirúrgicas para correção dos lábios.
A decisão representa um marco em uma discussão que se prolonga há anos. Mais do que uma questão relacionada aos limites entre profissões, trata-se de preservar a legalidade, a adequada qualificação profissional e a segurança dos pacientes.
A SBD acompanha de forma permanente as questões jurídicas que envolvem o exercício da Dermatologia e seguirá atuando, de maneira técnica, responsável e firme, na defesa da especialidade e da saúde da população.
Sociedade Brasileira de Dermatologia
Em defesa da Dermatologia. Em defesa da segurança dos pacientes.
As chamadas canetas emagrecedoras têm ganhado cada vez mais espaço no tratamento da obesidade e de outras condições clínicas. Embora sejam medicamentos eficazes quando utilizados com indicação médica, o tratamento exige atenção às mudanças que podem ocorrer no organismo durante o processo de emagrecimento. Nesse contexto, a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) destaca a importância do acompanhamento multidisciplinar, com a participação do médico dermatologista.
“A perda rápida de peso representa uma mudança importante para o organismo. Quando esse processo acontece de forma acelerada, especialmente se houver ingestão inadequada de nutrientes, o corpo prioriza o funcionamento dos órgãos vitais e pode reduzir o aporte de nutrientes para estruturas como cabelos, unhas e pele. Como consequência, alguns pacientes podem apresentar queda de cabelo, unhas mais frágeis, flacidez e alterações na qualidade da pele”, afirma Dra. Sylvia Ipiranga, médica dermatologista da SBD.
A flacidez que surge com o emagrecimento acelerado pode evidenciar sinais naturais do envelhecimento na face, como perda do contorno facial e surgimento de sulcos. Isso acontece porque a redução rápida da gordura corporal modifica o volume e o suporte da pele, tornando essas mudanças mais perceptíveis.
“O acompanhamento dermatológico permite identificar precocemente essas alterações e orientar o tratamento mais adequado para cada paciente. Havendo indicação de tratamento, este deve ser iniciado o mais cedo possível, para melhores resultados. Estes tratamentos devem ser indicados por médicos dermatologistas e incluem tecnologias e produtos injetáveis. Em alguns casos, pode ser necessário investigar possíveis deficiências nutricionais e indicar reposições específicas, sempre de forma individualizada e com base em avaliação médica”, explica a representante da SBD.
A Sociedade Brasileira de Dermatologia reforça que essas alterações nem sempre estão relacionadas diretamente ao medicamento, mas ao próprio processo de perda de peso e às adaptações do organismo durante o emagrecimento. Nesse contexto, além do acompanhamento do médico responsável pelo tratamento, é importante manter uma alimentação equilibrada, com ingestão adequada de proteínas, vitaminas e minerais, assim como uma boa hidratação.
Para saber mais sobre a saúde da pele, cabelos e unhas, acesse as redes sociais @dermatologiasbd e o site www.sbd.org.br. Informe-se e encontre um dermatologista associado à SBD em sua região.
Como parte das ações do Dia Mundial da Saúde da Pele, a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) apoiou a ação de assistência dermatológica realizada com a população indígena Kaingang da Terra Indígena Guarita, no norte do Rio Grande do Sul. Com a participação da SBD, a iniciativa passou a integrar oficialmente a campanha do Dia Mundial da Saúde da Pele, da Liga Internacional das Sociedades Dermatológicas (ILDS).
“O Projeto Guarita mostrou, na prática, o compromisso da Sociedade Brasileira de Dermatologia em levar assistência especializada para quem mais precisa. Estar presente em uma comunidade com alta incidência de albinismo, oferecendo atendimento, realizando cirurgias e reforçando orientações sobre prevenção do câncer da pele foi extremamente gratificante. Essa iniciativa representa nossa missão de ampliar o acesso à dermatologia e promover saúde para populações que enfrentam maiores barreiras de assistência”, afirma o presidente da SBD, Dr. Carlos Barcaui.
A Terra Indígena Guarita despertou o interesse de pesquisadores após o Departamento de Genética da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) identificar uma ocorrência de albinismo superior à observada na população em geral. A partir dessa constatação, foi criado um projeto de acompanhamento dermatológico em parceria com a UFRGS, ao qual a SBD se uniu neste ano para fortalecer e ampliar a assistência prestada à comunidade.
Durante a edição deste ano, realizada nos dias 16 e 17 de julho, foram promovidas consultas dermatológicas, cirurgias e biópsias, reforçando o compromisso da SBD em ampliar o acesso à assistência especializada em regiões com maior vulnerabilidade. Além de tumores cutâneos, também foram diagnosticadas doenças como dermatite atópica, acne, escabiose e psoríase.
Para o coordenador local da iniciativa, Dr. Renan Bonamigo, dermatologista da SBD e professor da UFRGS, o projeto vai além da assistência médica.
“Essa ação reúne assistência, educação e extensão universitária. Além dos atendimentos aos pacientes da Terra Indígena, contamos com a participação de residentes de medicina e estudantes indígenas da área da saúde, fortalecendo a formação de novos profissionais e a troca de conhecimentos com a comunidade. Também mantivemos uma parceria com o Hospital Santo Antônio, de Tenente Portela, onde foram realizados os procedimentos cirúrgicos, garantindo a continuidade do cuidado aos pacientes”, destaca.
A equipe também reforçou orientações sobre fotoproteção, fundamentais tanto para pessoas com albinismo quanto para toda a população. Entre as recomendações estão evitar a exposição ao sol nos horários de maior intensidade da radiação ultravioleta, das 9h às 15h, utilizar roupas com proteção solar, chapéus de aba larga, óculos escuros e aplicar corretamente o protetor solar.
O impacto da iniciativa também é percebido pelos próprios pacientes. Lucia, que tem albinismo possui três filhos, dois também nasceram com a condição. Claudemir, o filho mais velho, de 18 anos, passou por uma cirurgia para retirada de um câncer de pele há menos de um ano e retornou ao projeto para acompanhamento. Para ele, o acesso à informação mudou a rotina de cuidados.
“Evito ficar no sol, fico na sombra, uso chapéu e protetor solar”, afirma.
Maicon, irmão mais novo, de 11 anos, também já coloca em prática os cuidados aprendidos durante as ações do projeto. “Eu uso boné e fico na sombra”, conta.
A ação, que ocorreu em parceria com a UFRGS, o Hospital Santo Antônio de Tenente Portela e o Polo Base Guarita, integrou os esforços da SBD para ampliar o acesso à prevenção, ao diagnóstico precoce e ao tratamento do câncer da pele, especialmente em populações com maior risco para a doença.
As doenças de pele afetam entre 4,7 e 4,9 bilhões de pessoas em todo o mundo e figuram entre as principais causas globais de incapacidade, segundo dados publicados pela revista científica The Lancet. O cenário reforça a relevância do Dia Mundial da Saúde da Pele (World Skin Health Day), campanha promovida pela Liga Internacional das Sociedades Dermatológicas (ILDS) e apoiada no Brasil pela Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD).
Além do impacto físico, as doenças dermatológicas afetam diretamente a qualidade de vida, a saúde mental, a produtividade e o bem-estar social dos pacientes. Apesar dessa dimensão, estima-se que menos da metade da população mundial acometida tenha acesso adequado ao atendimento dermatológico.
Segundo o documento, existem entre 2 mil e 3 mil doenças cutâneas distintas, incluindo enfermidades infecciosas, doenças inflamatórias crônicas, doenças tropicais negligenciadas e cânceres de pele.
“Os números demonstram que a saúde da pele precisa ser encarada como uma prioridade em saúde pública. Estamos falando de doenças que afetam bilhões de pessoas e que muitas vezes são negligenciadas. A pele é o maior órgão do corpo humano, sendo, muitas vezes, um importante sinalizador de doenças sistêmicas, infecções, processos inflamatórios e cânceres. Cuidar da saúde da pele é cuidar da saúde como um todo”, afirma o presidente da SBD, Dr. Carlos Barcaui.
O alerta ganha ainda mais relevância após a aprovação, em 2025, de uma resolução histórica da Organização Mundial da Saúde (OMS), que reconheceu as doenças de pele como uma prioridade global de saúde pública. Entre as recomendações estão a ampliação do acesso ao diagnóstico e tratamento, o fortalecimento da assistência especializada, a educação da população e o combate ao estigma associado às doenças dermatológicas.
Redes sociais disputam atenção dos pacientes
No Brasil, dados da pesquisa Datafolha revelam uma população cada vez mais interessada em cuidados com a pele, mas nem sempre acompanhada por orientação médica especializada.
Segundo o levantamento, 54% dos brasileiros afirmam buscar informações sobre cuidados com a pele, produtos, procedimentos e profissionais. Entre aqueles que procuram esse tipo de conteúdo, as redes sociais aparecem como principal fonte de informação: 19% recorrem a plataformas digitais e criadores de conteúdo, enquanto 9% buscam orientações no youtube. Em contrapartida, apenas 14% afirmam procurar médicos presencialmente e 13% utilizam sites de busca e páginas médicas como fonte de consulta.
A pesquisa também identificou um dado preocupante: entre os brasileiros de 16 a 24 anos que apresentam acne, principal motivo de consulta dermatológica no país segundo o Inquérito Dermatológico da SBD, 70% ainda não procuraram um dermatologista.
“Observamos que muitos buscam informações nas redes sociais e experimentam produtos por influência digital, mas deixam de procurar avaliação especializada. A orientação médica continua sendo fundamental para garantir diagnósticos corretos, tratamentos eficazes e segurança para os pacientes”, destaca Dr. Carlos Barcaui.
O estudo também mostra diferenças geracionais nos motivos que levam os brasileiros a cuidar da pele. Entre os mais jovens, a autoestima aparece como principal fator impulsionador. Já nas faixas etárias mais avançadas, a prevenção de doenças passa a ocupar posição de destaque.
Projeto Guarita leva assistência dermatológica a comunidades indígenas
Como parte das ações do Dia Mundial da Saúde da Pele, a Sociedade Brasileira de Dermatologia apoia iniciativa que busca promover assistência periódica à população da Terra Indígena Guarita, localizada no norte do Rio Grande do Sul, com atenção especial às pessoas com albinismo e à prevenção do câncer da pele.
No Brasil, essa foi uma das regiões que despertou a atenção de pesquisadores já que durante atendimentos realizados pelo Departamento de Genética da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), foi identificada na região uma ocorrência de albinismo superior à observada na população em geral, o que motivou estudos para compreender melhor as características genéticas da população local.
A partir dessas observações, foi criado um projeto de acompanhamento dermatológico acoplado ao já existente projeto da Genética da UFRGS. Neste ano, a iniciativa passa a contar com o apoio da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) dentro das ações do World Skin Health Day, promovida pela Liga Internacional das Sociedades Dermatológicas (ILDS).
Como parte dessa mobilização, a ação será denominada Projeto Guarita pela SBD e reunirá dermatologistas voluntários para dar continuidade ao trabalho assistencial já realizado na região em parceria com a UFRGS. A próxima edição será nos dias 16 e 17 de julho e integrará oficialmente as atividades do World Skin Health Day no Brasil.
“O Projeto Guarita representa de forma concreta o espírito da campanha mundial. Além de conscientizar a população sobre a importância da saúde da pele, buscamos ampliar o acesso ao cuidado dermatológico em populações que enfrentam maiores barreiras de assistência. Essa é uma das missões da SBD e da dermatologia brasileira”, conclui Dr. Barcaui.
No Dia Mundial do Vitiligo, celebrado em 25 de junho, a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) reforça a importância da informação correta para combater o preconceito e ampliar o acolhimento às pessoas que convivem com a doença. Apesar de não ser contagioso e não representar risco à saúde física, o vitiligo ainda é cercado por mitos que contribuem para a exclusão social e o sofrimento emocional dos pacientes.
Caracterizada pelo surgimento de manchas esbranquiçadas na pele, a doença tem origem autoimune e imunomediada, associada à predisposição genética. A condição ocorre quando o sistema imunológico passa a atacar os melanócitos, células responsáveis pela produção de melanina, o pigmento que dá cor à pele.
Além dos fatores genéticos, eventos emocionais e traumas na pele podem atuar como desencadeadores das lesões em pessoas predispostas.
“O aspecto emocional está presente em diferentes momentos da jornada do paciente. Muitas vezes, as alterações na aparência e o preconceito social podem afetar significativamente a autoestima e a qualidade de vida, tornando o acompanhamento dermatológico e multidisciplinar ainda mais importante”, ressalta o coordenador do Departamento de Medicina Interna da SBD, Dr. João Renato Gontijo.
As manchas brancas são o principal sinal clínico do vitiligo e, na maioria dos casos, não provocam sintomas físicos relevantes. Em alguns pacientes, pode ocorrer leve coceira no início das lesões. O diagnóstico é realizado por meio da avaliação clínica do dermatologista, podendo ser complementado pela lâmpada de Wood, exame que facilita a identificação das áreas afetadas. Em situações específicas, também pode ser indicada a biópsia da pele para diagnóstico diferencial.
Tratamentos oferecem controle da doença
Embora ainda não exista cura definitiva, os avanços terapêuticos têm proporcionado resultados cada vez mais satisfatórios. Atualmente, a fototerapia com ultravioleta B é considerada uma das principais opções de tratamento, atuando na modulação da resposta imunológica e estimulando a repigmentação da pele.
Além da fototerapia, o tratamento pode incluir medicamentos tópicos, terapias sistêmicas e imunomoduladores, sempre de forma individualizada, de acordo com as características de cada paciente.
“O diagnóstico precoce e o início oportuno do tratamento aumentam significativamente as chances de controle da doença e de recuperação da pigmentação. Hoje contamos com abordagens terapêuticas capazes de proporcionar excelentes respostas clínicas”, explica Dr. Gontijo.
A comunidade médica acompanha com expectativa o desenvolvimento de novas terapias para o vitiligo. Alguns tratamentos inovadores já estão em processo de aprovação regulatória e podem ampliar as opções disponíveis nos próximos anos.
Cuidados diários também fazem diferença
Pessoas com vitiligo devem adotar alguns cuidados para evitar o surgimento de novas lesões. Traumas repetitivos na pele podem favorecer o aparecimento de manchas em áreas previamente saudáveis, fenômeno conhecido como Koebner.
Entre as orientações estão evitar a retirada das cutículas, que pode provocar microlesões, e ter cautela com determinados procedimentos estéticos. A depilação a laser, por exemplo, não costuma ser recomendada para esses pacientes, assim como o uso de clareadores à base de hidroquinona e peelings agressivos, que podem comprometer a integridade da pele e favorecer o agravamento do quadro.
A Sociedade Brasileira de Dermatologia orienta que pessoas com suspeita de vitiligo procurem avaliação com um dermatologista para diagnóstico e orientação adequados.
Celebrado em 13 de junho, o Dia Internacional de Conscientização sobre o Albinismo tem como objetivo ampliar o conhecimento da população sobre a condição genética, combater o preconceito e reforçar a importância do acesso à assistência médica especializada. A data também chama a atenção para os desafios enfrentados por pessoas com albinismo, especialmente em relação à saúde da pele e da visão.
O albinismo é uma condição genética hereditária caracterizada pela redução ou ausência da produção de melanina, pigmento responsável pela coloração da pele, dos cabelos e dos olhos. Além das características físicas mais conhecidas, pessoas com albinismo costumam apresentar diferentes graus de deficiência visual e são mais vulneráveis aos danos causados pela radiação ultravioleta.
“A ausência da proteção natural proporcionada pela melanina aumenta significativamente o risco de queimaduras solares, lesões pré-cancerosas e câncer da pele. Por isso, medidas como uso diário de protetor solar, roupas de proteção, chapéus de aba larga e acompanhamento dermatológico regular são fundamentais para a prevenção de complicações”, explica Dr. Renan Bonamigo, médico dermatologista da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD).
Embora seja considerada uma condição rara na população geral, o albinismo pode ocorrer com maior frequência em determinados grupos populacionais. Em comunidades relativamente isoladas, fatores genéticos e históricos podem favorecer uma maior concentração das variantes hereditárias associadas à condição ao longo das gerações.
Uma pesquisa conduzida por pesquisadores da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) identificou 18 agrupamentos de albinismo no Brasil, muitos deles em comunidades indígenas. Segundo os autores, fatores como efeito fundador, isolamento geográfico e características históricas da formação dessas populações ajudam a explicar a maior frequência da condição em determinados territórios.
No Brasil, uma das regiões que despertou a atenção de pesquisadores é a Terra Indígena Guarita, localizada no norte do Rio Grande do Sul. Durante atendimentos realizados pelo Departamento de Genética da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), foi identificada uma ocorrência de albinismo superior à observada na população em geral, o que motivou estudos para compreender melhor as características genéticas da população local.
A partir dessas observações, foi criado um projeto de acompanhamento dermatológico acoplado ao já existente projeto da Genética da UFRGS, iniciativa que busca promover assistência periódica à população indígena da região, com atenção especial às pessoas com albinismo e à prevenção do câncer da pele.
Neste ano, a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) apoia a divulgação da iniciativa como parte das ações relacionadas ao Dia Mundial da Saúde da Pele (World Skin Health Day), campanha internacional promovida pela Liga Internacional das Sociedades Dermatológicas (ILDS). A próxima edição da ação está prevista para julho, e neste dia será designado como Projeto Guarita, pela SBD, reunindo profissionais voluntários para dar continuidade ao acompanhamento dermatológico das comunidades atendidas pela UFRGS.
Celebrado em 6 de junho, o Dia Mundial da Hidradenite Supurativa chama a atenção para uma doença inflamatória crônica que ainda é pouco conhecida pela população e frequentemente confundida com outras condições dermatológicas. O tema será um dos destaques de evento da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), no próximo final de semana. Médicos dermatologistas de toda a América Latina vão participar do 4º Imuno&Derma + 5º Congreso de la Sociedade Latinoamericana de Psoriasis y Demoimunologia. Os eventos paralelos, que vão de 4 a 6 de junho, acontecerão no Rio de Janeiro.
A hidradenite supurativa acomete principalmente áreas como axilas, virilhas, região genital, glútea e abaixo das mamas. Os pacientes costumam apresentar nódulos dolorosos, abscessos recorrentes e drenagem de secreção, com lesões que podem reaparecer repetidamente no mesmo local e deixar cicatrizes permanentes.
“A cada dia surgem novas descobertas sobre a doença, mas o mais importante continua sendo caracterizá-la, já que ainda é pouco conhecida pela população. Muitas vezes, o paciente acredita que está lidando apenas com um furúnculo recorrente, quando na verdade pode estar diante de uma condição inflamatória crônica que exige acompanhamento especializado”, afirma Dr. André Carvalho, médico dermatologista da SBD.
O especialista alerta para sinais que merecem atenção, especialmente quando os episódios se repetem.
“Pacientes que apresentam caroços, abscessos ou inflamações recorrentes sempre no mesmo local devem procurar avaliação médica. A recorrência dessas lesões pode ser um indicativo de hidradenite supurativa, e o diagnóstico precoce é fundamental para evitar a progressão da doença”, destaca.
A hidradenite supurativa é mais frequente em mulheres e pessoas com excesso de peso. Embora suas causas ainda não sejam completamente compreendidas, sabe-se que a doença está relacionada a mecanismos inflamatórios do organismo e pode ter influência genética. Fatores como obesidade e tabagismo também estão associados ao agravamento do quadro.
O tratamento varia de acordo com a gravidade e pode incluir medicamentos tópicos e sistêmicos, infiltrações locais, terapias a laser e procedimentos cirúrgicos.
“Os avanços nas pesquisas têm permitido compreender melhor os mecanismos inflamatórios envolvidos na doença. Com isso, surgem terapias cada vez mais direcionadas a alvos específicos do processo inflamatório, oferecendo novas perspectivas para pacientes que, durante muito tempo, tiveram opções limitadas de tratamento”, explica Dr. André.
A Sociedade Brasileira de Dermatologia reforça que o dermatologista é o especialista indicado para o diagnóstico e o tratamento da hidradenite supurativa. O reconhecimento precoce dos sintomas pode evitar complicações, reduzir o impacto na qualidade de vida e proporcionar melhores resultados terapêuticos.
Sobre a hidradenite supurativa
A hidradenite supurativa é uma doença inflamatória crônica da pele caracterizada pelo surgimento de nódulos dolorosos, abscessos e fístulas em áreas de dobras do corpo, como axilas, virilhas, região genital, glútea e abaixo das mamas. As lesões podem ser recorrentes e evoluir com cicatrizes, comprometendo significativamente a qualidade de vida dos pacientes. Embora não tenha cura definitiva, a doença possui tratamento e seu controle tem avançado significativamente nos últimos anos.
A Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) lamenta profundamente mais uma morte associada ao uso do polimetilmetacrilato (PMMA) em procedimentos estéticos e reafirma seu posicionamento contrário ao uso da substância para fins estéticos e cosmiátricos.
A atual diretoria da SBD defende, inclusive, o endurecimento do controle sanitário e regulatório do produto junto à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), diante dos riscos graves e permanentes associados ao seu uso.
Esse entendimento está em consonância com manifestações técnicas anteriormente divulgadas pela SBD, isoladamente e em conjunto com o Conselho Federal de Medicina (CFM), sempre pautadas na defesa da segurança do paciente, da boa prática médica e da medicina baseada em evidências.
Embora existam propostas de restrição do uso do produto a determinadas especialidades médicas, a SBD ressalta que tal limitação não elimina os riscos intrínsecos relacionados ao PMMA, especialmente em procedimentos estéticos eletivos.
O PMMA é um preenchedor permanente, não absorvível, associado a complicações imediatas e tardias, incluindo processos inflamatórios, infecções, granulomas, deformidades, sequelas permanentes e, em situações graves, complicações sistêmicas potencialmente fatais.
A Sociedade Brasileira de Dermatologia reafirma seu compromisso com a proteção da saúde da população brasileira e seguirá atuando de forma técnica, ética e responsável em defesa da medicina segura.
Na reunião ordinária do Conselho Deliberativo que ocorrerá no dia 20 de junho de 2026, no Hotel Inter Continental, localizado na Alameda Santos, 1123 – Jardim Paulista, São Paulo – SP, CEP: 01419-001, será escolhida a cidade sede e o Presidente do Congresso da SBD do ano de 2030.
As cidades candidatas para sediar o Congresso de 2030 são: Salvador (Regional Bahia), Curitiba (Regional Paraná) e Goiânia (Regional Goiás).
Os associados que preencherem os requisitos dispostos abaixo poderão inscrever sua candidatura para o cargo de Presidente do Congresso de 2030 através de correspondência eletrônica a ser enviada, impreterivelmente, até o dia 18 de junho de 2026 para o e-mail: diretoria@sbd.org.br.
São requisitos para o cargo de Presidente do Congresso da Sociedade Brasileira de Dermatologia:
Informamos, ainda, que serão concedidos 7 minutos durante a reunião do Conselho para que as Cidades candidatas, representada pela Regional, defendam a sua candidatura. É essencial que nessa apresentação a Regional comprove que a Cidade candidata possui condições de infraestrutura para sediar o Congresso da Sociedade Brasileira de Dermatologia.
Após a escolha da Cidade sede serão concedidos 3 minutos para que cada candidato a Presidente do Congresso de 2030, residente no estado da cidade eleita defenda a sua candidatura. Em seguida será eleito o Presidente do Congresso de 2030.

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