Dezembro Laranja 2025: no dia 13 de dezembro, Mutirão Nacional de Atendimento, oferece consultas gratuitas para prevenção do câncer de pele



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8 de dezembro de 2025

No próximo sábado, 13 de dezembro, a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) realiza o Dia do Atendimento Gratuito, uma das principais ações do Dezembro Laranja, campanha do câncer de pele. O mutirão, que acontece das 9h às 15h, contará com a participação de 2.000 dermatologistas voluntários em mais de 100 postos espalhados por todo o país. O atendimento será feito exclusivamente para avaliar lesões suspeitas de câncer de pele. 

A ação visa identificar precocemente lesões suspeitas de câncer de pele e orientar a população sobre prevenção e cuidados essenciais. Para conferir os postos de atendimento, acesse: https://sbd.org.br/dezembrolaranja/ 

“Lembro à população que o check-up das pintas com o dermatologista deve ser feito anualmente, e essa é uma excelente oportunidade para colocar esse cuidado em dia, diz Dr. Carlos Barcaui, presidente da SBD. 

Desde 1999, a iniciativa já proporcionou mais de 600 mil consultas e possibilitou a identificação de mais de 75 mil casos de cânceres de pele, reforçando o compromisso da SBD com a prevenção e o diagnóstico precoce da doença. 

Em 2024, 62,51% dos atendidos declararam se expor ao sol sem proteção, e apenas 31,63% afirmaram usar protetor solar regularmente. Outros dados também chamam a atenção: o carcinoma basocelular (CBC) foi detectado em 14,84% dos pacientes; pré-neoplasias representaram 11,51% dos casos; carcinoma epidermoide (CEC), 4,68%; melanoma maligno (MM), 2,31%; e outros tumores malignos, 1,21%. Outras dermatoses foram diagnosticadas em 41,22% dos atendimentos, enquanto 24,23% dos pacientes não apresentaram alterações. 

“Os hábitos de exposição solar seguem sendo motivo de preocupação e reforçam a necessidade da adoção de medidas de fotoproteção adequadas, incluindo a aplicação de filtro solar diariamente nas áreas expostas, somada à utilização de proteção física (sombra, roupas e chapéus) nas exposições mais prolongadas, além do acompanhamento  médico através de exame dermatológico completo anualmente” ressalta Dra. Bianca Costa Soares de Sá, coordenadora do Departamento de Oncologia Cutânea da SBD e responsável pela campanha deste ano. 

Observe. Cuide. Previna. Sua pele fala, só o dermatologista entende. 

A campanha de 2025 chama a atenção para a importância do autocuidado, do cuidado com o outro, e da realização do check-up anual com o dermatologista, medidas essenciais para a prevenção e o diagnóstico precoce do câncer de pele. 

Embora os cuidados devam acontecer de dezembro a dezembro, é durante a estação mais quente do ano que a SBD reforça os riscos da exposição solar e as medidas preventivas.  Estimativa 2023 de Incidência de Câncer no Brasil, do INCA, revela que são esperados aproximadamente 220,49 mil novos casos de câncer de pele por ano no triênio 2023-2025.    

Como participar  

Qualquer pessoa poderá fazer uma avaliação da saúde da pele, especialmente quem possui fatores de risco para o câncer de pele, como histórico familiar, muitas pintas, sardas ou que tenha sofrido queimaduras solares severas. 

Basta comparecer em um dos postos de atendimento, disponíveis em todas as regiões do país, levando documento de identidade.  

Serviço:  

Data: 13 de dezembro  

Horário: das 9h às 15h 

Locais: Consulte a lista de postos de atendimento no site da SBD https://sbd.org.br/dezembrolaranja/  

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3 de novembro de 2025

Uma tendência que vem ganhando espaço nas redes sociais tem preocupado especialistas em saúde.

Vídeos com a hashtag #AntiSunscreen, que já ultrapassa 6 milhões de visualizações no TikTok, e #NoSunscreen, com mais de 12 milhões, incentivam jovens (especialmente da geração Z) a trocar o protetor solar por óleos e manteigas vegetais ou até a abandonar completamente o uso.

A justificativa mais comum é a busca por uma rotina “natural” de cuidados com a pele e a crença de que isso favoreceria a absorção de vitamina D.

O movimento, no entanto, pode ter consequências sérias. No Brasil, país de clima tropical marcado pela forte incidência solar em todas as estações do ano, o tema merece atenção redobrada: o câncer de pele corresponde a cerca de 30% de todos os tumores malignos diagnosticados no país.

Pesquisas já mapearam a tendência perigosa nos Estados Unidos. Segundo o jornal americano The New York Times, uma pesquisa online com mais de 1.000 pessoas, publicada no ano passado pela Academia Americana de Dermatologia, mostrou que 28% dos jovens de 18 a 26 anos disseram não acreditar que o bronzeamento causa câncer de pele. E 37% disseram que usavam protetor solar apenas quando eram incomodados por outras pessoas a respeito.

Já o Instituto do Câncer de Orlando Health mostrou, em um outro estudo, que 14% dos adultos com menos de 35 anos acreditavam no mito de que usar protetor solar todos os dias é mais prejudicial do que a exposição direta ao sol.

Mais que estética, uma questão de saúde

Os riscos de não usar protetor solar vão muito além da estética.

“A ausência da proteção favorece o envelhecimento precoce da pele —com rugas, manchas e perda de elasticidade—, mas também aumenta o risco de queimaduras que danificam diretamente o DNA das células e pode desencadear surtos de doenças de pele sensíveis à luz, como melasma, lúpus, porfirias e outras fotodermatoses”, alerta Elimar Gomes, dermatologista membro da SBD (Sociedade Brasileira de Dermatologia).

“A pessoa que opta por não usar protetor solar regularmente fica mais propensa a desenvolver câncer de pele não melanoma, principalmente no Brasil, onde a exposição solar é intensa, especialmente em regiões litorâneas”, completa o oncologista Ramon Andrade de Mello, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Cancerologia.

Ele lembra que o efeito cumulativo da exposição é um dos principais fatores de risco: “Ao longo dos anos, o excesso de sol sem proteção também pode causar carcinoma basocelular e espinocelular. É fundamental entender que o filtro solar é prevenção, não apenas vaidade”.

Toxicidade: mito ou realidade?

Grande parte da resistência ao uso do protetor vem da preocupação com uma possível toxicidade. A dermatologista Leiliane Bregalda Alves, também membro da SBD, esclarece:

“É verdade que alguns ingredientes presentes em protetores solares, especialmente filtros químicos, como octinoxato, avobenzona e homosalato, podem ser absorvidos pela pele e detectados no sangue após o uso repetido. Mas a presença desses compostos na circulação não indica, por si só, toxicidade ou risco comprovado à saúde.”

Ela explica que as concentrações encontradas são extremamente baixas e, até o momento, não há evidências científicas de que causem efeitos adversos em humanos nas quantidades usadas em produtos cosméticos. “Agências regulatórias como a FDA, nosEUA, a Anvisa, no Brasil, e a EMA, na Europa, seguem considerando esses filtros seguros.”

Óleos e manteigas: falsa proteção

Outro ponto que chama a atenção é a substituição do filtro solar por óleos ou manteigas vegetais. Para a dermatologista Mayara Carvalho, formada pela Estácio de Sá, essa prática é perigosa.

“Nenhum óleo ou manteiga vegetal disponível comercialmente apresenta fator de proteção solar (FPS) adequado, estabilidade à radiação UV ou testes dermatológicos que validem sua segurança para esse fim”, diz.

Segundo ela, o uso desses produtos como substitutos de protetor solar pode provocar uma falsa sensação de segurança. “Além de não protegerem efetivamente contra os danos causados pela radiação UV, eles ainda podem gerar acne, manchas e outras dermatites.”

Vitamina D e sol: o equilíbrio possível

Entre os argumentos mais repetidos pelo movimento está a ideia de que o protetor solar impediria a produção de vitamina D. Para o presidente da SBD, Carlos Barcaui, essa preocupação é exagerada.

“A fotoproteção não significa evitar totalmente o sol. Bastam de 10 a 15 minutos de exposição em braços e pernas, fora dos horários de pico (antes das 10h ou após as 15h), para que a maioria das pessoas produza vitamina D suficiente.”

Mayara Carvalho acrescenta que estudos mostram que o uso do filtro não compromete de forma relevante a absorção da vitamina. “Uma revisão publicada no British Journal of Dermatology em 2019 concluiu que o protetor não reduz significativamente os níveis de vitamina D. Em casos de deficiência, a recomendação é fazer reposição oral, e não abrir mão da proteção da pele”, explica.

Escolhendo o protetor certo

A variedade de produtos disponíveis pode gerar dúvidas. Carlos Barcaui ressalta que mais importante do que escolher um FPS altíssimo é aplicar a quantidade correta e reaplicar na frequência adequada.

“Um FPS 30 já bloqueia cerca de 97% da radiação UVB, enquanto o FPS 50 chega a 98%. O ganho não é proporcional ao número. O que realmente garante uma boa proteção é usar o produto da forma correta.”

Também é essencial verificar se ele é de amplo espectro, ou seja, se protege tanto contra os raios UVB quanto contra os UVA.

Mayara Carvalho recomenda avaliar o tipo de pele antes de comprar: “Peles oleosas devem preferir fórmulas oil-free e não comedogênicas (que podem obstruir os poros). Já peles sensíveis se beneficiam de filtros físicos, com toque seco e antioxidantes. Além disso, vale observar se o produto é resistente à água, um diferencial para quem transpira muito, nada ou pratica esportes”.

Fonte: https://www.uol.com.br/vivabem/noticias/redacao/2025/10/07/o-movimento-anti-protetor-solar-e-os-riscos-de-abrir-mao-da-protecao.htm

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3 de novembro de 2025

Em poucos anos, inteligência artificial estará presente em todas as etapas: desde a triagem até o suporte à decisão clínica nos tratamentos mais complexos

A inteligência artificial (IA) deixou de ser uma promessa distante para se tornar realidade nos consultórios dermatológicos brasileiros. Esse é um dos destaques do 78º Congresso da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), que reúne, no Rio de Janeiro, especialistas de todo o país para discutir os avanços e desafios da área.

A IA já vem sendo incorporada como uma ferramenta de apoio na prática clínica, principalmente por meio do diagnóstico por imagem. Hoje conseguimos treinar algoritmos capazes de diferenciar lesões benignas de melanomas (tipo de câncer de pele) com sensibilidade e acurácia superiores à observação clínica isolada.

Além disso, a IA tem se mostrado útil na análise de margens cirúrgicas, no acompanhamento de pacientes com múltiplas lesões e até na teledermatologia, onde auxilia na triagem de casos que necessitam de atenção prioritária. No campo terapêutico, embora ainda em fase inicial, há pesquisas que buscam associar a IA a protocolos de imunoterapia e de terapia-alvo, ajudando a prever resposta ao tratamento e personalizar condutas em casos de melanoma avançado.

Os dados confirmam a urgência do tema. De acordo com o Inquérito Dermatológico da SBD, publicado em 2024, os cânceres de pele representaram 6,9% dos atendimentos dermatológicos no Brasil, sendo que 58,3% desses casos foram diagnosticados na rede pública. Isso reforça o papel central do SUS na detecção de casos graves, ao mesmo tempo em que evidencia a necessidade de tecnologias capazes de otimizar a triagem, sobretudo em regiões com poucos dermatologistas.

O uso da inteligência artificial tende a crescer e se diversificar. O futuro aponta para uma medicina cada vez mais personalizada e integrada. Em poucos anos, a IA estará presente em todas as etapas: desde a triagem automatizada em regiões remotas, passando pelo diagnóstico precoce em consultórios, até o suporte à decisão clínica nos tratamentos mais complexos. Novas possibilidades surgirão, como modelos preditivos que avaliam risco individual com base em fatores genéticos, ambientais e de estilo de vida. Isso permitirá que a prevenção seja ainda mais direcionada, reduzindo a incidência dos tumores de pele mais graves.

Brasil e o cenário internacional
No cenário internacional, países como Estados Unidos, Alemanha e Austrália lideram o uso da IA na dermatologia e em programas nacionais de rastreamento de câncer de pele. Ainda assim, o Brasil não fica para trás. Temos grupos de pesquisa de excelência, acesso a imunoterapias modernas no tratamento do melanoma e iniciativas pioneiras de rastreamento populacional. Nosso maior desafio ainda é a desigualdade de acesso.

A IA pode promover maior acesso ao diagnóstico em regiões com poucos especialistas, detecção precoce de cânceres agressivos como o melanoma, redução de custos para sistemas de saúde e suporte ao médico na tomada de decisão. Para países com grande extensão territorial como o Brasil, a IA pode ser uma ferramenta poderosa para reduzir desigualdades regionais, mas precisamos ser críticos.

Embora otimista com os avanços, é preciso estarmos atentos aos riscos da adoção indiscriminada de novas tecnologias. A IA pode reproduzir vieses dos bancos de dados com os quais foi treinada, o que impacta diretamente na segurança do paciente. Além disso, há questões éticas ligadas à privacidade de dados, responsabilidade legal em caso de erro e risco de substituir o julgamento clínico pelo automatismo. A tecnologia deve ser uma aliada, nunca um substituto do olhar humano.

Enquanto a ciência avança, o desafio continua sendo levar informação, diagnóstico e tratamento a todos os brasileiros. A tecnologia pode ser uma ponte nesse caminho, mas o compromisso com a saúde da pele ainda começa na conscientização.

Importância da conscientização e os desafios
Mas nem tudo é tecnologia. Campanhas de conscientização, como o Dezembro Laranja, também desempenham papel crucial na prevenção. Na última edição, em 2024, a ação nacional da SBD realizou cerca de 18 mil atendimentos com o objetivo de diagnosticar precocemente lesões suspeitas e orientar a população sobre a exposição solar segura. Os resultados chamam a atenção:

– O carcinoma basocelular (CBC) foi detectado em 14,84% dos pacientes e outras pré-neoplasias representaram 11,51% dos casos
– O diagnóstico de carcinoma epidermoide (CEC) ocorreu em 4,68% dos casos, enquanto melanomas malignos (MM) em 2,31% e outros tipos de tumores malignos em 1,21% dos consultados
– Com outras dermatoses, foram diagnosticados 41,22%, seguidos pela ausência de dermatoses em 24,23% dos casos

Além disso, os hábitos de exposição solar seguem sendo motivo de alerta: 62,51% dos atendidos declararam se expor ao sol sem proteção, enquanto apenas 31,63% afirmaram usar protetor solar regularmente. Há pessoas e até médicos que ainda duvidam do uso do protetor solar, questionando eficácia, necessidade e até mazelas que o produto pode causar.

Essa dúvida é alimentada muitas vezes pela desinformação, pela circulação de conteúdos não científicos em redes sociais. E também porque os resultados do uso do protetor não são imediatos. Trata-se de uma prevenção de longo prazo, o que pode gerar descrédito, porém a literatura científica é unânime ao afirmar que o uso regular de filtros solares reduz significativamente o risco de câncer de pele, sendo uma medida segura e eficaz, sem contraindicações relevantes para a população em geral.

As raras reações de sensibilidade a determinados filtros podem ser resolvidas com a escolha de produtos alternativos. O grande desafio é criar o hábito diário de fotoproteção, assim como escovar os dentes ou usar o cinto de segurança.

Apesar da prevalência do câncer de pele no Brasil, ainda há grandes desafios de acesso à dermatologia. Um levantamento inédito da SBD em parceria com o Instituto Datafolha e a divisão de Beleza Dermatológica do Grupo L’Oréal no Brasil revelou que cerca de 90 milhões de brasileiros com 16 anos ou mais, o equivalente a 54% da população, nunca consultaram um médico dermatologista.

Esses dados mostram uma realidade preocupante: ainda falta à população a consciência de que a pele pode ser um sinal de alerta para diversas doenças, das mais simples às mais graves. Estar atento a qualquer mudança e procurar um dermatologista para check-up anual deve ser um hábito. Cuidar da pele vai muito além da estética, é uma questão de saúde.

*Carlos Barcaui é presidente da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD)

Fonte: https://veja.abril.com.br/coluna/letra-de-medico/como-a-ia-pode-auxiliar-no-diagnostico-precoce-do-cancer-de-pele/

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29 de outubro de 2025

Embora muitas vezes confundida com uma simples condição dermatológica, a Psoríase é uma doença crônica, imunomediada e sistêmica que vai muito além da pele. Neste Dia Mundial da Psoríase, celebrado em 29 de outubro, a Sociedade Brasileira de Dermatologia amplia o debate sobre essa doença que se manifesta principalmente na pele dos joelhos, cotovelos, couro cabeludo e unhas, mas que também pode atingir outros órgãos do corpo.  

A SBD vem, há mais de 20 anos, por meio de médicos associados, atuando de forma ativa para ampliar o acesso ao tratamento da doença no país, combatendo o estigma e garantindo que pacientes tenham atendimento digno ao diagnóstico e aos cuidados necessários.  

Segundo o Dr. André Carvalho, dermatologista da SBD, a doença ocorre por um desbalanço do sistema imunológico, que passa a reagir de forma exagerada a estímulos externos ou até a estruturas naturais da pele. “Ela tem base genética e é uma doença crônica e sistêmica. Ou seja, a inflamação que vemos na pele também pode atingir outros órgãos”, explica.  

A boa notícia é que a Psoríase tem tratamento. Nos casos mais leves, terapias tópicas costumam ser eficazes. Já quadros moderados a graves ou com artrite psoriásica associada exigem terapias sistêmicas, como imunobiológicos, metotrexato ou fototerapia. “Hoje já contamos com 12 imunobiológicos aprovados para a Psoríase, além de novas medicações orais em estudo. Apesar de ainda não haver cura definitiva, estudos recentes indicam que o tratamento precoce com imunobiológicos pode normalizar a resposta imune e levar alguns pacientes à remissão prolongada”, destaca o Dr. André    

Desde os anos 2000, a SBD tem sido protagonista em debates e ações sobre políticas públicas voltadas à psoríase. A entidade, por meio de seus associados, participou da elaboração dos primeiros Protocolos Clínicos e Diretrizes Terapêuticas junto ao Ministério da Saúde, garantindo que o Sistema Único de Saúde (SUS) ofereça não só terapias tópicas, mas também sistêmicas.  

“De 2009 a 2019, a entidade defendeu ativamente a atualização desses protocolos, contribuindo para a inclusão de terapias biológicas, consideradas essenciais no tratamento de casos mais graves”, explica Dr. Paulo Oldani, médico dermatologista da SBD, que participou dos debates.   

E, de 2020 a 2025, a SBD intensificou sua atuação ao lado de gestores públicos e entidades de pacientes, promovendo capacitações médicas, campanhas educativas e ações contra o estigma.  

Para o Dr. Carlos Barcaui, presidente da SBD, o desafio vai além da incorporação de novos medicamentos. É preciso garantir acesso à informação e à assistência dermatológica, especialmente na rede pública. “Lançamos neste mês o Dossiê Brasil à Flor da Pele, em parceria com a L’Oréal Beleza Dermatológica. O estudo nacional revela que um em cada quatro brasileiros não sabe que o dermatologista é o especialista médico da pele, cabelos e unhas; e apenas 12% foram ao dermatologista no último ano. Entre os jovens de 16 a 24 anos, 70% nunca passaram por atendimento dermatológico”, afirma.  

“Precisamos ampliar esse acesso, principalmente no SUS. Sabemos que quanto mais cedo a descoberta de problemas com a saúde da pele, cabelos e unhas, maiores são as chances de evitar consequências graves. E a SBD tem se empenhado para isso”, completa Barcaui.  

Atualmente, a SBD segue firme no compromisso de orientar, formar e cuidar. A missão é clara: assegurar que pessoas com Psoríase em todo o Brasil recebam diagnóstico precoce, tratamento adequado e respeito. “Vale ressaltar que a Psoríase não é contagiosa, mas sim uma doença que exige acolhimento, informação e acesso ao cuidado”, conclui Dr. Carlos Barcaui.  

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21 de outubro de 2025

Mais de quinhentos dermatologistas de todo o Brasil estiveram reunidos em São Paulo para o 3º Imuno&Derma, evento promovido pela Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) com foco nas doenças imunomediadas da pele. O evento ocorreu nos dias 17 e 18 de outubro (Dia do Médico). Entre os principais temas discutidos estiveram os tratamentos imunológicos para Psoríase e Hidradenite Supurativa.  

A Psoríase, segundo o dermatologista Dr. André Esteves, é uma condição que vai muito além da pele. “É uma doença imunomediada, causada por um desbalanço do sistema imune que reage mais do que o necessário a estímulos externos ou até a estruturas da própria pele. Ela tem base genética e é uma doença crônica e sistêmica. Ou seja, a inflamação que vemos na pele também pode atingir outros órgãos”, explica.  

As lesões mais comuns acometem joelhos, cotovelos, couro cabeludo e unhas. De acordo com o especialista, a doença pode ser classificada como leve ou grave a depender da extensão e impacto na qualidade de vida.  

“A Psoríase leve responde bem aos tratamentos tópicos, mas quando há acometimento maior da pele ou presença de artrite psoriásica, é necessário partir para terapias sistêmicas, como imunobiológicos, metotrexato ou fototerapia. Hoje já contamos com 12 imunobiológicos aprovados para Psoríase, além de novas medicações orais em estudo”, destaca o Dr. André.  

De acordo com ele, ainda não há cura definitiva, mas estudos mostram que o tratamento precoce com imunobiológicos pode normalizar a resposta imune e levar alguns pacientes à remissão prolongada. “Já se discute, inclusive, terapias gênicas que atuam diretamente no genoma do paciente”, afirma o médico.  

Assumindo uma postura ativa de interlocução com os órgãos reguladores e de incorporação tecnológica, em especial Conitec (Sistema Único de Saúde) e ANS (planos privados), a SBD tem atuado em prol da incorporação de terapias para Psoríase, incluindo biológicos, e Dermatite Atópica, além de outras demandas dermatológicas.   

O objetivo é assegurar que a população possa acessar com equidade os tratamentos para doenças imunomediadas da pele, ampliando o acesso aos cuidados dermatológicos.  

“Na última semana, lançamos o Dossiê Brasil à Flor da Pele, em parceria com a L’Oréal Beleza Dermatológica. O estudo nacional revela que um em cada quatro brasileiros não sabe que o dermatologista é o especialista médico da pele, cabelos e unhas; e apenas 12% foram ao dermatologista no último ano. Entre os jovens de 16 a 24 anos, 70% nunca passaram por atendimento dermatológico. Precisamos ampliar esse acesso, principalmente no SUS. Sabemos que quanto mais cedo a descoberta de problemas com a saúde da pele, cabelos, unhas, maiores são as chances de evitar consequências graves. E a SBD tem se empenhado para isso”, diz o Dr. Carlos Barcaui, presidente da entidade. 

Hidradenite Supurativa: diagnóstico precoce é essencial  

Outra doença em destaque no encontro foi a Hidradenite Supurativa, enfermidade inflamatória crônica de forte impacto social e emocional.  

Segundo a dermatologista Dra. Renata Magalhães, o atraso no diagnóstico ainda é um dos maiores desafios. “É uma doença que muitas vezes começa na adolescência, mas estudos mostram que o tempo médio até o diagnóstico pode chegar a 12 anos. O paciente costuma chegar ao especialista já com lesões graves e sequelas”, alerta.  

Caracterizada por nódulos dolorosos, abscessos recorrentes e formação de túneis sob a pele, a Hidradenite Supurativa afeta principalmente axilas e virilha, podendo evoluir para fístulas profundas e infecções secundárias.  

“O tratamento envolve antibióticos de longo prazo, imunossupressores e imunobiológicos. Já temos dois medicamentos biológicos aprovados no Brasil para Hidradenite Supurativa e novas moléculas estão em estudo com resultados promissores.  A remoção cirúrgica de lesões crônicas  recidivantes pode ser necessária”, afirma a Dra. Renata.  

Ela reforça que medidas complementares também fazem parte do cuidado. “Controle de peso, manejo da dor e cessação do tabagismo são fundamentais para melhorar a resposta ao tratamento e reduzir a recorrência das crises”, orienta.  

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12 de outubro de 2025

Com a chegada do Dia das Crianças, celebrado em 12 de outubro, a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) faz um alerta importante: a exposição solar na infância e na adolescência exige atenção especial. 

Segundo a coordenadora do Departamento de Dermatologia Pediátrica da SBD, Dra. Sílvia Soutto Mayor, a exposição ao sol é benéfica e necessária na infância, mas precisa ser feita de forma segura. 

“A diferença entre a exposição solar na infância e na idade adulta é que a criança, em geral, costuma ser mais exposta à radiação ultravioleta, porque brinca mais ao ar livre e tem atividades fora de casa”, explica a especialista.  

Segundo ela, o sol tem papel essencial na síntese da vitamina D e na absorção de cálcio, fundamentais para o crescimento ósseo nesta faixa etária. No entanto, o excesso traz riscos sérios a longo prazo. 

“Mais da metade da radiação ultravioleta acumulada ao longo da vida ocorre na infância e na adolescência. Em alguns estudos, esse índice chega a 80%. Quanto mais queimaduras solares a criança tiver, maior o risco de desenvolver câncer de pele na idade adulta”, ressalta a médica dermatologista.  

Dra. Silvia alerta que as queimaduras solares na infância, aquelas que deixam a pele vermelha, quente, com febre ou até bolhas, podem alterar o DNA das células e aumentar as chances de câncer de pele no futuro. “O maior problema da exposição exagerada ao sol é justamente essa alteração celular que favorece o aparecimento de câncer de pele lá na frente”, explica. 

Proteção desde cedo  

Para garantir uma exposição solar saudável, a médica orienta que bebês com menos de seis meses não usem protetor solar químico. “Nessa fase, a pele é muito fina e permeável. A fotoproteção deve ser mecânica, com roupas, chapéus, bonés e o uso de guarda-sol”, recomenda. 

A partir dos seis meses, o uso de filtros solares infantis passa a ser indicado em casos de exposição prolongada, como idas à praia, piscina ou parques. 

“Os filtros solares infantis são testados para a pele da criança, que é mais sensível. Eles contêm mais componentes físicos do que químicos, sendo menos irritantes e mais seguros”, afirma a dermatologista. 

Ela destaca que, mesmo com protetor solar, é essencial evitar o sol entre 9h e 15h, período em que a radiação ultravioleta B é mais intensa e prejudicial. 

A especialista também chama atenção para o trabalho do dermatologista pediátrico, que tem formação voltada ao diagnóstico e tratamento de doenças de pele típicas da infância. 

“Qualquer dermatologista pode atender crianças, mas o dermatologista pediátrico tem maior experiência em doenças genéticas e mesmo as inflamatórias da pele, como dermatite atópica, psoríase e vitiligo nas crianças e adolescentes”, explica. 

Neste Dia das Crianças, a SBD alerta: brincar ao ar livre faz bem, mas com proteção e responsabilidade. 

“A infância é a fase em que mais acumulamos radiação solar. Cuidar da pele desde cedo é o primeiro passo para prevenir doenças e garantir um crescimento saudável”, conclui Dra. Sílvia Soutto Mayor. 

Dezembro Laranja: a campanha de conscientização do câncer de pele da SBD está chegando! 

Observar as pintas e sinais na pele é um passo importante na prevenção. Valorize o autocuidado e fique atento à saúde da sua criança. A prevenção começa com o olhar. O seu e o de quem está por perto! Observe. Cuide. Previna. 

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26 de junho de 2025

A Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) divulga os resultados do Inquérito Epidemiológico/Dermatológico da SBD 2024, estudo nacional que mapeia os principais diagnósticos realizados por dermatologistas no país, em serviços públicos e privados. A pesquisa revela que a acne é a condição mais comum nos atendimentos da rede privada, sobretudo entre jovens de 13 a 24 anos, enquanto o câncer de pele (neoplasias malignas) lidera nas consultas da rede pública.

Esta é a terceira edição do inquérito dermatológico realizado pela SBD, as anteriores ocorreram em 2006 e 2018. O intervalo entre os estudos reforça a relevância da nova edição, que atualiza o panorama das doenças de pele no Brasil e oferece subsídios atualizados para decisões clínicas, acadêmicas e de saúde pública.

“Contribuir com a formulação de políticas públicas, orientar sobres as prioridades na formação e atualização dos dermatologistas, bem como o planejamento da organização dos serviços credenciados e, por fim, balizar os investimentos e pesquisas da indústria farmacêutica, são os principais objetivos e entregas do inquérito”, explica Dr. Heitor de Sá Gonçalves, médico dermatologista e idealizador do levantamento durante sua gestão como presidente da instituição no Biênio 2023-2024.

Com metodologia rigorosa e participação de dermatologistas associados à SBD, o inquérito possibilitou analisar o perfil dos atendimentos realizados em agosto e setembro de 2024. Os dados revelam que:

 

  • Acne foi o diagnóstico mais frequente, representando 9,5% dos casos — com quase 80% dos atendimentos realizados na rede privada, especialmente entre jovens de 13 a 24 anos.
  • Psoríase, com 7,1% dos registros, predominou entre adultos de 25 a 59 anos, sendo mais comum também no atendimento privado, em grande parte durante consultas de retorno.
  • Neoplasias malignas de pele apareceram em 6,9% dos atendimentos, com 58,3% dos casos diagnosticados na rede pública, evidenciando o papel central do SUS na detecção e encaminhamento de casos graves.

“A prevalência de acne entre os jovens é explicada pela busca por autoestima e pelas opções de tratamento hoje disponíveis, que incluem medicamentos altamente eficazes. O crescimento da rede privada também facilitou o acesso ao dermatologista”, detalha Dr. Heitor.

O câncer de pele, mais prevalente nos atendimentos da rede pública, segue sendo um dos principais focos de atuação da SBD. A entidade realiza anualmente a campanha nacional Dezembro Laranja, dedicada à prevenção, diagnóstico precoce e conscientização da população sobre os riscos da exposição solar sem proteção.

“Os dados nos mostram onde estão os principais desafios e onde devemos atuar. O aumento nos casos de câncer de pele reforça a necessidade de fortalecer campanhas de prevenção, além de ampliar a capacitação dos dermatologistas em cirurgia oncológica”, afirma o atual presidente da entidade, Dr. Carlos Barcaui.

Ele destaca ainda iniciativas como as parcerias com o Ministério da Educação para qualificar a formação médica e reduzir a fila de espera por atendimento de câncer de pele no SUS. Além dos cursos da Universidade da Pele, promovidos pela SBD, que são também voltados à oncologia e cirurgia dermatológica.

O levantamento é uma ferramenta valiosa para a SBD, seus serviços credenciados, dermatologistas e residentes em formação, profissionais da saúde, gestores, formadores de opinião e para toda a sociedade, contribuindo para a construção de um Brasil mais informado e com melhores condições de prevenção, diagnóstico e tratamento das doenças de pele.

Clique aqui e confira a íntegra do inquérito.

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29 de setembro de 2023 0

O Congresso Brasileiro da Sociedade Brasileira de Dermatologia aconteceu durante o feriado de sete a nove de setembro apresentando inovações e reunindo mais de 3.000 profissionais da área em Florianópolis. Gestão Médica, Inteligência Artificial, doenças inflamatórias como psoríase, segurança em procedimentos de beleza e câncer de pele, previsto para chegar neste ano no Brasil, em mais de 220 mil foram alguns temas. “O Congresso de Dermatologia vem com uma característica muito peculiar, já que aborda o todo da dermatologia, em muitas áreas, desde a Cosmiatria, as novas tecnologias, e as doenças como a dermatite atópica, que será tema de importante campanha da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) ainda este mês”, destaca o presidente da entidade, Heitor de Sá Gonçalves.

O evento teve a sede de 2023 em um estado com alta incidência de câncer de pele. Só este ano, Santa Catarina possui aproximadamente 16 mil casos novos de câncer de pele casos estimados pelo INCA/Ministério da Saúde. A SBD começa a planejar agora seu 77º Congresso. Em 2024, o Congresso da SBD será em Natal de 5 a 7 de setembro de 2024. Outra cidade solar!

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19 de setembro de 2023 0

A doença tem base genética que causa inflamação e defeito de barreira na pele, levando ao aparecimento de lesões e coceira. Não é contagiosa e sua causa exata é pouco conhecida, e atinge pessoas de qualquer idade, de crianças a idosos. Ela traz lesões avermelhadas, escamosas, pele ressecada, coceira intensa, que causam prejuízo no sono, na concentração, constrangimento e até isolamento social. Comorbidades são frequentes, como ansiedade, depressão e até mesmo pensamentos suicidas em casos graves.

 

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26 de junho de 2023 0

Em 25 de junho é celebrado o Dia Mundial do Vitiligo: O que sabemos a respeito?

Linda e educada, a modelo canadense Winnie Harlow chama atenção onde vai. Não pela pele que mostra já no rosto o vitiligo, mas pela beleza e elegância.

Apesar da doença não afetar capacidades e talentos, existe muito estigma e preconceito sobre ela. O preconceito, descende da falta de conhecimento. O vitiligo caracterizasse pela perda da coloração da pele em virtude da destruição dos melanócitos, células que formam a melanina, o vitiligo é uma doença genética e autoimune, não contagiosa, muito menos incapacitante, mas que causa sequelas emocionais em virtude da discriminação sofrida por pessoas portadoras. Os impactos desse preconceito variam de pessoa para pessoa, e vão desde impactos psicológicos até restrição no acesso a vagas em concursos públicos.

O Instituto Maurício de Sousa e a Sociedade Brasileira de Dermatologia sabem que hoje é Dia Mundial do Vitiligo. E que essas manchinhas não devem ser motivo de preconceito. Conheça mais sobre. Veja a campanha que entrou nas redes neste domingo.

Há sim fatores desencadeantes como estresse e questões psicológicas, mas não como causa e sim como fator desencadeante. A dermatologista Ivonise Follador, que é a Coordenadora do Departamento de Psicodermatoses (SBD), explica que popularmente se diz muito que a doença “não tem cura”, como se não tivesse tratamento, e isso desestrutura o paciente quando recebe esse diagnóstico. “Precisa haver clareza e acolhimento”, diz. No entanto, existe tratamento após o diagnóstico correto da doença, sua forma clínica, observação do grau de extensão, locais atingidos, se está aumentando ou não), o grau de impacto da mesma no paciente, a presença de outras doenças associadas, entre outros aspectos a serem avaliados.

Depois dessa avaliação, o tratamento é determinado visando primeiro parar o surgimento de novas manchas e, em paralelo, tentar repigmentar o que for possível. Existem várias técnicas, com excelentes e variáveis resultados, a exemplo do uso de corticoide oral, corticosteróides tópicos, inibidores de calcineurina, fototerapia, entre outros. “Medicações novas estão em pesquisa, algumas aprovadas fora do país e breve teremos novidades para o tratamento dessa doença ainda tão órfão de opções e tão estigmatizante. O apoio da família e o acompanhamento psicológico são fundamentais para que o vitiligo não tenha um impacto tão negativo nos pacientes”, enfatiza.
Para compor as ações necessárias para o combate a desinformação,

o presidente da SBD, Heitor Gonçalves, presidente da SBD, explica que “a entidade também tem como alvo o compromisso com a conscientização direta com a sociedade sobre as possibilidades de controle da doença, e na instrução sobre os direitos que os pacientes têm enquanto aos melhores acessos para o tratamento desta doença crônica”.

Ivonise diz que o vitiligo alcança 1% em média da população do mundo. Homens e mulheres. Sendo 25% abaixo dos 5 anos, 50 abaixo dos 10 anos. Mas pode surgir em qualquer idade. Ela tem uma base genética na família, mas não causas muito específicas. Existe uma alta agressão da célula que atinge os melanócitos, não se sabe porquê. O principal é acompanhar, seguir a orientação médica esclarecer que não é contagiosa. Não é puramente genética e nem emocional, pode estar associada à outras doenças como tireoidites, alopecia areata, por exemplo. É comum que haja o estudo da tireoide. Há muita desinformação, vejam que já se provou que não é uma doença incapacitante, mas alguns concursos rejeitam pessoas com vitiligo”.

A grande questão ainda para os portadores de vitiligo é o acesso a esses tratamentos. Segundo Ivonise, as pessoas que mais enfrentam essa dificuldade são os pacientes que dependem do Sistema Único de Saúde (SUS) e estão sem contato com um especialista. Nesses casos, a dermatologista aconselha procurar um serviço universitário e um credenciado pela SBD.

“Em relação à fototerapia, quase todos os serviços credenciados têm a câmara e isso é um trabalho das últimas diretorias. Já nos hospitais universitários, essas máquinas também são utilizadas para psoríase e linfoma e não há um espaço significativo para os pacientes de vitiligo. Então a questão de acesso é uma grande dificuldade e precisamos de centros de referência municipais, estaduais e federais para tratamento desta doença tão estigmatizante”, salienta a médica.

O vitiligo não é uma doença contagiosa e nem incapacitante. Se caracteriza pela perda da coloração da pele. As lesões formam-se devido à diminuição ou ausência de melanócitos, destaca a Organização da Saúde (OMS).

 

 

 

 





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