Dermatologista Gerson Penna é destaque entre os cientistas que atuam no campo das doenças negligenciadas




25 de agosto de 2021 0

Um dos maiores especialistas em hanseníase do Brasil passou a figurar com destaque no ranking divulgado pela consultoria Expertscape que enumera os cientistas de diversos países que mais contribuíram com estudos relacionados a doenças negligenciadas no mundo na última década. O médico dermatologista Gerson Penna, docente do Programa de Pós-Graduação em Medicina Tropical (PPGMT) da Universidade de Brasília (UnB) e ex-diretor da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), em Brasília, figura na oitava posição. O professor também alcançou a primeira colocação no ranking entre profissionais da dermatologia.

“Estar entre os dez cientistas que lideram este ranking e ser o primeiro colocado entre os dermatologistas me honra. Mas não trabalho sozinho. Para o nosso grupo de pesquisa, é um reconhecimento à entrega e ao trabalho diários", ressalta o professor sobre os esforços de pesquisadores da UnB e da Fiocruz em estudos sobre a hanseníase.

Levantamento – Para apontar este resultado, a Expertscape realizou levantamento em 3.489 artigos publicados na base de dados Publimed. Os textos foram publicados entre 2010 e 2021. Ao longo de sua trajetória, Gerson Penna registra mais de 200 artigos divulgados sobre hanseníase, numa produção relacionada a pesquisas sobre novos tratamentos e medicamentos, determinantes sociais e determinação genética de transmissão da doença.

Ao longo dos anos, Gerson Penna tem trabalhado em sintonia com a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), colaborando em iniciativas para aperfeiçoar a assistência oferecida à população brasileira. Isso inclui a elaboração de relatórios que subsidiam a formulação de políticas públicas para doenças negligenciadas, coordenadas pelo Ministério da Saúde. 

Sua contribuição repercute também na formação dos dermatologistas e mesmo na capacitação de médicos de outras especialidades e de equipes de saúde para atuarem na prevenção, diagnóstico e tratamento da hanseníase no País. No entanto, ele alerta: “ainda existe um longo caminho a ser percorrido no combate às doenças negligenciadas”.

Carreira – Membro do Comitê Assessor em Hanseníase do Ministério da Saúde, Penna tem extensa trajetória dentro do serviço público, com participação em atividades nas áreas de ensino e de gestão em saúde, em especial na alta complexidade. Essa experiência tem reflexos em sua atuação, por conhecer as diferentes realidades e o impacto das medidas adotadas na ponta. “Costumo dizer que as pessoas pelas quais a gente trabalha nem sabem e nunca sequer saberão que existimos. Isso nos dá a humildade necessária [para atuar] nesses momentos”, ressaltou. 

Doutor em Medicina Tropical, pela Universidade de Brasília, e com pós-Doutoramento em Saúde Pública, pelo Instituto de Saúde Coletiva na Universidade Federal da Bahia, Penna também é Deputy Editor do PLOS Neglected Tropical Diseases. Para a SBD, o reconhecimento alcançado pelo professor é exemplo do compromisso com a luta contra as desigualdades na área da saúde. 

“Gerson Penna é um profissional que serve de exemplo para a dermatologia brasileira, pela forma como tem atuado, sempre preocupado em criar condições para impedir o surgimento de novos casos de hanseníase e dar atendimento digno aos pacientes com diagnóstico. Esperamos contar com sua contínua colaboração para reforçar essa frente de batalha no campo da saúde pública”, avaliou o vice-presidente da SBD, Heitor de Sá Gonçalves. 

Eliminação – Considerada uma doença negligenciada, a hanseníase esteve, por volta dos anos 2000, próxima da eliminação. Atualmente, ela tem avançado em muitos países, incluindo o Brasil, que perde apenas para a Índia em número de novos registros. Os dados do Ministério da Saúde apontam uma média de 30 mil novos casos da doença por ano no País. 

“Estamos atuando fortemente para prevenir o avanço da hanseníase. O professor Gerson Penna, juntamente com vários outros especialistas, tem oferecido conhecimento essencial a adoção de protocolos e práticas que beneficiam, em especial, o paciente. Trata-se de trajetória brilhante e digna de reconhecimento”, concluiu Sandra Durães, coordenadora do Departamento de Hanseníase da SBD. (Com informações das assessorias da UnB e Fiocruz)

 


10 de junho de 2021 0

Apesar de avanços tecnológicos que têm surgido, o papel do médico dermatologista ainda é fundamental para o diagnóstico de doenças que afetam pele, cabelos e unhas. Essa é a avaliação de especialistas no uso da telemedicina ao avaliar anúncio de lançamento de uma ferramenta pelo Google que ajudaria na identificação de lesões. O serviço, que se chama Derm Assist, pode entrar em operação até o fim do ano, nos Estados Unidos, mas ainda aguarda autorização da Food and Drug Administration (FDA), agência federal de saúde dos Estados Unidos. No Brasil, não há previsão de lançamento.

O coordenador do Departamento de Teledermatologia da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), Daniel Holthausen Nunes, considera que esse tipo de mecanismo pode ser útil, mas não substitui a atuação do médico no fechamento do diagnóstico sobre eventuais problemas. Segundo ele, o objetivo do Derm Assist é útil ao apontar possíveis doenças existentes, ficando a cargo do dermatologista confirmar, ou não, a suspeita.

Software – O Google explica que pelo Derm Assist o usuário poderá encaminhar fotos de sua erupção, lesão ou mancha para análise do software abastecido com imagens de referência de 288 doenças de pele. Após buscar correspondências, a ferramenta indica possíveis transtornos associados ao material enviado, mas não é capaz de fazer o diagnóstico definitivo.  

“Essa tecnologia pode acelerar a ida ao consultório médico, facilitando diagnósticos precoces, especialmente na triagem de lesões graves, como o câncer de pele, que normalmente não causa sintomas evidentes nos primeiros momentos. Não é raro o paciente só buscar por um dermatologista quando a situação já está avançada, com prognóstico negativo”, disse Daniel Holthausen Nunes.

Chao Lung Wen, responsável pela Disciplina de Telemedicina do Departamento de Patologia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP), reforça que a novidade não substituirá os dermatologistas. “Esse mecanismo não invadirá a responsabilidade e os cuidados médicos com os pacientes. Somente o médico pode assumir as condutas terapêuticas e o tratamento, traçando um raciocínio investigativo, a partir das informações clínicas de cada paciente, como o biótipo”, alerta.

Democratização – Questões éticas devem ser consideradas quanto ao uso de plataformas desse tipo, ressalta Chao Lung Wen. Na sua avaliação, a SBD pode assumir um papel importante, em nome da segurança da população, analisando – quando possível – a beneficência e a não maleficência desta ferramenta, a partir dos preceitos da bioética.

O especialista acredita que o médico moderno – com capacidade de análise crítica, investigativa e de comunicação –, com o suporte da tecnologia, pode ser capaz de aperfeiçoar sua relação de confiança com os pacientes, oferecendo assistência e contemplando aspectos de segurança, eficiência e empatia. “Assim, será viável promover maior comprometimento da população, por meio dessas condutas, ajudando-a a conhecer melhor sua saúde, as doenças e os autocuidados”, finaliza.

 


2 de junho de 2021 0

A condução da rosácea ainda representa um desafio à dermatologia. Assim, para discutir as mais recentes indicações a respeito dessa doença e abordar sua relação com outras comorbidades, o SBDcast recebe Clívia Maria Moraes de Oliveira, professora de Dermatologia da Universidade Federal do Pará (UFPA) e presidente da Sociedade Brasileira de Dermatologia – Regional Pará. Ela também é coordenadora da Biblioteca da SBD (Gestão 2021-2022). O programa conta com a moderação do 1º secretário-geral da SBD, Geraldo Magela Magalhães.

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Segundo a convidada, a predisposição familiar deve sempre ser observada com atenção pelos dermatologistas, no momento da avaliação dos pacientes. No entanto, ela explicou que, além da fisiopatologia da doença, também é importante estar atento a determinados gatilhos desencadeantes, como exposição solar, consumo de bebida alcóolica e condimentos, estresse e prática de atividades aeróbicas.

Para ter acesso a outras informações sobre o tema, os participantes dessa edição do SBDcast sugerem a leitura do Consenso Brasileiro sobre Tratamento de Rosácea, publicado em 2020 nos Anais Brasileiros de Dermatologia (ABD).

ACESSO O CONSENSO BRASILEIRO SOBRE ROSÁCEA

Lançado em fevereiro deste ano, o SBDcast é uma iniciativa da Gestão 2021-2022 que traz exposições sobre assuntos de interesse para a dermatologia semanalmente, todas as quartas-feiras, exclusivamente para os associados. Para conferir este programa e edições anteriores, basta acessar o aplicativo da SBD ou a área do associado, no portal.

 

 

 


13 de maio de 2021 0

A Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) emitiu informe, nesta quinta-feira (13), para esclarecer a população e os médicos sobre cuidados na vacinação de pacientes com dermatoses imunomediadas – tais como psoríase, dermatite atópica, hidradenite supurativa e outras.  A SBD destaca que a vacinação é recomendada a pessoas com esse perfil, pois estudos têm demonstrado que portadores dessas doenças apresentam taxas de contaminação pelo SARS-CoV-2 e de desfechos da covid-19 similares às encontradas na população geral.

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“Nota-se ainda que a maioria dos tratamentos utilizados para estas doenças, incluindo os imunobiológicos, também parece alterar pouco o desfecho da covid-19”, cita o documento que, no entanto, recomenda atenção especial em algumas situações. Por isso, reitera a SBD, cada caso deve ser avaliado de forma individualizada e a decisão da vacinação precisa ser sempre compartilhada entre médico e paciente.

“A vacinação para covid-19 é o meio mais seguro e eficaz, reconhecido até agora, para conter o avanço da pandemia causada pelo coronavírus. É importante que a imunização da maioria da população brasileira ocorra de forma rápida. No entanto, diante das dúvidas percebidas entre pacientes e médicos que acompanham doenças dermatológicas sobre possíveis efeitos da vacina, entendeu-se ser relevante a produção de um esclarecimento”, disse Heitor de Sá Gonçalves, vice-presidente da SBD.

 


5 de maio de 2021 0

Em 2019, o sorriso de Paulo Gustavo, um dos maiores humoristas do País, iluminou a campanha do Dezembro Laranja, que todos os anos a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) leva à população para estimular a prevenção e o tratamento do câncer de pele. Ao lado do seu marido, Thales Bretas, médico dermatologista, emprestou sua popularidade para levar essa mensagem aos brasileiros.

Nesta breve participação, Paulo Gustavo, que precocemente partiu em decorrência da covid-19, demonstrou as qualidades que o ajudaram a ser considerado uma unanimidade. Esbanjou simpatia, simplicidade, gentileza, inteligência e um sentimento solidário, de amor e respeito pelo próximo, que deixaram saudades.

Infelizmente, o País perdeu um artista, que soube transformar seu trabalho em meio para combater a desigualdade e o preconceito, e os familiares e amigos deixam de conviver com um homem que transbordava alegria por onde passava.

Em meio a tantas perdas que abalam as famílias brasileiras, a partida de Paulo Gustavo é uma luz que se apaga deixando saudosos seus admiradores e aqueles que tinham nele um exemplo de como é possível ser feliz fazendo os outros sorrirem.

 

 


3 de maio de 2021 0

A partir de cobrança da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), bem como de outras entidades médicas, o Ministério da Saúde anunciou a assinatura de contrato com laboratório farmacêutico para fornecimento para a rede pública do medicamento adalimumabe. O anúncio põe fim a uma situação de desabastecimento que se arrastou por quase nove meses, comprometendo a atenção dispensada a milhares de pacientes. De acordo a Abbvie, empresa vencedora do certame para escolha do fornecedor, até 15 de maio as farmácias das secretarias estaduais de saúde receberão lotes do produto.

“Caso seu paciente esteja com dificuldade de adquirir medicamentos biológicos, em especial o adalimumabe, sugerimos que o informe de que o fornecimento está prestes a ser normalizado na rede pública. É bom lembrar que todas as indicações terapêuticas dessa droga no Sistema Único de Saúde (SUS) também estão disponíveis para os pacientes com planos de saúde, em linha com as coberturas obrigatórias no Rol de Procedimentos da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS)”, ressaltou o coordenador do Comitê de Imunobiológicos da SBD, Paulo Oldani.  

Prejuízos – A falta do adalimumabe havia sido constatada na rede pública desde o segundo semestre de 2020, com prejuízo para pacientes portadores de doenças imunomediadas, que tiveram que conviver com essa situação decorrente do fornecimento irregular da droga em todo o território nacional.  Em 2021, o impasse permaneceu. No primeiro trimestre deste ano, no caso específico do adalimumabe, apesar do Ministério da Saúde (MS) dispor do medicamento originador (Humira®) e de quatro biossimilares, a quantidade fornecida pelo governo federal aos estados foi insuficiente para atender a demanda.

Preocupados com as consequências que a dificuldade de acesso ao adalimumabe provoca na saúde dos pacientes que necessitam de fazer o uso regular da droga, a SBD, juntamente com a Sociedade Brasileira de Reumatologia (SBR) e o Grupo de Estudos da Doença Inflamatória Intestinal do Brasil (GEDIB), enviou carta aberta ao Ministério da Saúde. No ofício, foram cobradas providências urgentes para regularizar a situação e feita a sugestão de compra emergencial para acabar com o desabastecimento da substância.

Descontinuidade – O adalimumabe é um medicamento de alto custo usado no tratamento de doenças de pele, reumáticas, inflamatórias intestinais e oftalmológicas. Segundo Claudia Maia, membro do Comitê de Imunobiológicos, “a descontinuidade pode gerar consequências, como perda de visão, perda de segmento intestinal e deformidades permanentes. Sem o remédio, pacientes com enfermidades controladas tendem a recrudescer a estados mais intensos de sintomas”.

No SUS, o adalimumabe está estabelecido como a primeira opção de tratamento para diversas patologias, como a psoríase. Para outras, como a hidradenite supurativa, uma doença de pele com alta carga inflamatória e grande impacto na vida dos pacientes, não há sequer substituto, sendo a única opção de tratamento imunobiológico.

“A superação dessa crise deixa uma lição: é fundamental que a gestão trabalhe com um planejamento que contemple demandas de médio e longo prazo. Sem isso, além do descontrole da patologia, se abre a porta para gastos desnecessários ao sistema de saúde brasileiro. A Sociedade Brasileira de Dermatologia continuará a fazer o acompanhamento desses processos, pois quer o melhor para os pacientes e os especialistas”, finalizou Heitor de Sá Gonçalves, vice-presidente da SBD.  

 


13 de abril de 2021 0

O desabastecimento no Sistema Único de Saúde (SUS) do medicamento adalimumabe tem causado apreensão em médicos e pacientes. Em carta aberta ao Ministério da Saúde, a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) – em parceria com a Sociedade Brasileira de Reumatologia (SBR) e o Grupo de Estudos de Doenças Inflamatórias Intestinais (GEDIIB) – manifestou preocupação e solicitou providências imediatas para a falta desse medicamento, indispensável ao tratamento de diferentes doenças de pele, reumáticas, inflamatórias intestinais e oftalmológicas.

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“Essa descontinuidade pode gerar consequências irreparáveis para a saúde, como perda de visão, perda de segmento intestinal e deformidades permanentes. Em muitos dos pacientes é a única droga capaz de deixar sua doença inativa”, salienta o texto.

Alto custo – O adalimumabe é um medicamento de alto custo.  Por isso, a maioria dos pacientes depende do fornecimento realizado pela rede pública. No entanto, desde julho do ano passado, a distribuição vem acontecendo de forma irregular. A situação, normalizada no último semestre de 2020, voltou a apresentar instabilidade no início de 2021, quando ressurgiram denúncias de pacientes sobre a falta do medicamento em vários estados do País.

“Há seis meses, o Governo Federal iniciou, via pregão eletrônico, um novo processo de aquisição de lotes do medicamento. Porém, desde então, não ocorreu nenhuma das etapas seguintes necessárias para efetuar a compra e suprir a demanda do SUS”, afirma o coordenador do Comitê de Imunobiológicos da SBD, Paulo Oldani. Segundo informa o especialista, o adalimumabe está estabelecido no SUS como a primeira opção de tratamento para diversas patologias, como a psoríase. Para outras, como a hidradenite supurativa, o remédio é a única opção de tratamento imunobiológico.

Tratamento – “A interrupção ou a substituição desse tipo de tratamento pode impactar negativamente no controle da doença, com graves danos à saúde dos pacientes. A eficácia dos imunobiológicos é reduzida se o paciente já foi exposto a outra terapia biológica. Portanto, de modo geral, essa troca deve ser evitada”, explica. Ainda de acordo com o especialista da SBD, se medidas emergenciais não forem tomadas, os pacientes que estão com enfermidades controladas tendem a recrudescer a estados mais intensos de sintomas.

Paulo Oldani, que acompanha esse processo para a SBD, no caso da hidradenite supurativa – uma doença de pele com alta carga inflamatória e grande impacto na vida dos pacientes –, não há sequer substituto para esta terapia. “Para outras doenças, como a psoríase, até existem alternativas de condução, mas a troca pode levar a perda do controle da patologia e causar gastos desnecessários ao sistema de saúde brasileiro. Todo esse entrave, da falta do adalimumabe, interfere diretamente na vida de milhares de pessoas, que dependem do medicamento para manter a sua saúde física e qualidade de vida”, finaliza.

 


31 de março de 2021 0

A Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) publicou uma cartilha na qual esclarece os principais pontos e dúvidas a respeito da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD – Lei nº 13.709). O dispositivo, aprovado em 2018, está em vigência desde 2020, sendo que suas sanções entrarão em vigor a partir de 1º de agosto deste ano. O material voltado aos associados esclarece, principalmente, o que é a norma e suas implicações.

A LGPD se aplica a pessoas jurídicas de direito público e privado, que realizam o tratamento de dados, como é o caso da SBD; bem como às pessoas físicas que têm seus dados coletados, independentemente do meio (físico ou digital), no país onde estejam ou onde estejam localizadas suas informações.

Dados pessoais – O assunto é de suma importância, pois visa a segurança jurídica, padronizando normas e práticas e promovendo a proteção de dados pessoais de todos os cidadãos, em âmbito nacional. Nesse sentido, considera-se dados pessoais a informação relacionada a pessoa natural identificada ou identificável. Ou seja, quaisquer informações que possam levar a identificação de uma pessoa natural, de maneira direta ou indireta, por referência a um nome, a um número de identificação ou a um ou mais elementos específicos da sua identidade física, fisiológica, psíquica, econômica, cultural ou social.

A cartilha explica, ainda, qual é o papel, nesse contexto, da Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD), órgão que zela pela proteção dos dados pessoais no Brasil. É esclarecido, então, que compete a ANPD fiscalizar e aplicar sanções em caso de descumprimento à legislação, sendo assim sua responsabilidade é definir, em regulamento próprio, como serão aplicadas essas sanções administrativas. As penalidades pelo descumprimento só passarão a ser aplicadas a partir de agosto deste ano, período estipulado para as empresas se adequarem às normas.

Associados – Nesse sentido, a SBD reafirma seu compromisso em empreender todos os esforços para garantir as medidas necessárias ao enquadramento e respeito à Lei nº 13.709/2018. Especialmente considerando o artigo 18, a entidade se coloca à disposição para qualquer esclarecimento sobre o tratamento de dados, sempre que requisitado pelos associados.

A SBD ressalta ainda que, de acordo com a norma, são direitos da população em geral obter a qualquer momento e mediante requisição as seguintes respostas: confirmação da existência de tratamento e acesso a dados; correção de dados incompletos, inexatos ou desatualizados; anonimização, bloqueio ou eliminação de dados desnecessários, excessivos ou tratados em desconformidade com o disposto na Lei.

Os cidadãos podem ainda solicitar a portabilidade dos dados a outro fornecedor de serviço ou produto, mediante requisição expressa e observados os segredos comercial e industrial, de acordo com a regulamentação do órgão controlador; a eliminação dos dados pessoais tratados com o consentimento do titular, exceto em hipóteses previstas na Lei; informação de entidades públicas e privadas com as quais o controlador realizou uso compartilhado de dados; e informação sobre a possibilidade de não fornecer consentimento e sobre as consequências da negativa.

Aproveite para se atualizar. Clique aqui para fazer o download da cartilha.


17 de março de 2021 0

Nesta segunda-feira (15/3), a Associação Médica Brasileira (AMB), suas 27 filiadas e 54 sociedades de especialidades realizaram coletiva de imprensa online para detalhamento do recém-criado Comitê Extraordinário de Monitoramento Covid-19 (CEM). O objetivo do grupo é acompanhar a evolução da doença no Brasil e transmitir orientações atualizadas para a população e profissionais médicos enquanto durar a pandemia. Na ocasião, as entidades divulgaram uma carta aberta à população, cobrando aceleração da vacinação pelo Governo Federal e a manutenção de medidas preventivas para o combate à pandemia do novo coronavírus no país.

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De acordo com o documento, “o CEM funcionará em regime permanente, enquanto durar a crise.  Terá um núcleo executivo formado por médicos com legítima autoridade no campo da prevenção e da atenção aos pacientes acometidos pela doença. Monitorará permanentemente a pandemia em todo o território nacional e as ações dos órgãos responsáveis pela saúde pública, com o intuito de consolidar informações e, a  partir de cenários atualizados, transmitir orientações periódicas de conduta para cuidados e prevenção aos cidadãos e aos profissionais da Medicina.”

O manifesto faz ainda um retrospecto da pandemia, desde seu início, em fevereiro de 2020, enfoca o atual momento da crise, e defende a vacinação em massa, bem como a conscientização da população quanto à importância da manutenção das medidas de prevenção contra o contágio da Covid-19, como o uso de máscaras, higienização das mãos e distanciamento social.

“Nós, os médicos, estaremos sempre disponíveis para ajudar; e ajudaremos. Mas não trazemos a solução; hoje não a temos. A solução para a Covid não está nas mãos de mais de meio milhão de médicos do Brasil. Será resultado das atitudes responsáveis e solidárias de cada um dos cidadãos do País e das autoridades públicas responsáveis por implantar as medidas efetivas que se fazem necessárias para mitigar a enorme dor e sofrimento da população brasileira”, finaliza a carta divulgada pelas entidades médicas.


10 de março de 2021 0

A Associação Médica Brasileira (AMB) e a Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI) emitiram nota conjunta sobre as medidas de proibição de atividades consideradas não essenciais, até adoção de lockdown, para conter o descontrole do novo coronavírus no Brasil. No informativo, afirmam que o país vive o pior momento da pandemia desde a confirmação do primeiro caso de Covid-19, em fevereiro de 2020, com média de 2.300 mortes registradas em 24 horas nesta semana e com recordes batidos diariamente.

ACESSE A ÍNTEGRA DO DOCUMENTO

No texto, divulgado na segunda-feira (8/3), também demonstram preocupação quanto à alta ocupação de leitos hospitalares, incluindo leitos de unidades de terapia intensiva (UTI), que ultrapassam mais de 90% em diversos municípios de muitos estados, chegando a 100% em vários deles, tanto em hospitais públicos quanto privados.

Lockdown – Diante desses números, as entidades médicas ressaltam que medidas de distanciamento social são indicadas e devem ser proporcionais à realidade epidemiológica de cada local, "podendo chegar ao lockdown, quanto mais grave é a carência de leitos hospitalares e a propagação do vírus na comunidade." Na avaliação das entidades, o lockdown deve ser colocado em prática em “situações críticas e quando necessário, por período determinado, sendo uma medida individualizada, na tentativa de evitar o colapso do sistema de saúde local".

O documento frisa ainda a importância da adesão de medidas responsáveis e solidárias, como o uso de máscara (cirúrgica e tecido) e o distanciamento social por parte de todos neste momento.

Documento – "Os cidadãos que se negam a praticar as medidas preventivas, tais como uso de máscara, higienização das mãos, distanciamento físico, permanecer em isolamento respiratório domiciliar quando acometidos pela doença e não participar de aglomerações são os grandes responsáveis pelas graves consequências sociais e econômicas que assola o nosso país de maneira contundente", afirma o documento.

Os especialistas finalizam o texto fazendo um alerta em defesa da saúde da população. Segundo o informe, “nosso papel é agir em defesa de toda e qualquer medida fundamental para a proteção de vidas e, nesse momento, nas cidades e estados que estão próximos ao colapso do sistema de saúde, poucas medidas nos restam, incluindo medidas mais restritivas e rigorosas de distanciamento social, como adoção de toque de recolher e, eventualmente, o lockdown, até que possamos voltar a oferecer leitos hospitalares e atendimento médico digno à nossa população".

Desde o início da pandemia, em fevereiro do ano passado, mais de 270 mil pessoas morreram em decorrência da doença e mais de 11 milhões de casos foram notificados. A partir disso, a SBD vem mostrando seu posicionamento ao lado da ciência e da melhor prática médica em prol da saúde da população brasileira.





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