Em podcast, dermatologistas explicam como os idosos devem cuidar da pele, cabelos e unhas



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27 de setembro de 2022 0

Com o envelhecimento da população, começam a surgir dúvidas sobre os cuidados necessários com a pele, as unhas e os cabelos na terceira idade. Por isso, a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) preparou um episódio para o seu canal Palavra de Dermato especial sobre o tema. Neste podcast, em um bate-papo informal são abordadas questões como características da pele do idoso, queixas mais comuns e as melhores formas de tratá-las.

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O programa, que está disponível no Spotify e em outras plataformas de streaming, conta com a participação do médico dermatologista Luiz Gameiro, coordenador do Departamento de Dermatologia Geriátrica da SBD. Na moderação, está Beni Grinblat, 2º secretário da Sociedade.

Pele seca – De acordo com os especialistas, dentre as queixas dermatológicas de idosos uma que se destaca é coceira decorrente da pele seca, que pode ser intensificado por banhos longos com água quente, especialmente no inverno.

Para evitar essa situação, os médicos dermatologistas recomendam a diminuição desse período, o uso de água morna e a aplicação de um hidrante após. Também sugerem não passar sabão braços e pernas e nem esfregar a pele com qualquer tipo de bucha.

Saudável – Além desse tópico, os médicos dermatologistas também falaram sobre a fragilidade da pele idosa, o surgimento de manchas roxas e as formas de proteção da pele na busca de um envelhecimento mais saudável.

A conversa incluiu ainda esclarecimentos sobre uso de protetor solar, aplicação de tintura nos cabelos, cuidados com as unhas e a importância da vacinação contra a herpes zoster, uma vez que a doença é frequente nos idosos.

O Palavra de Dermato é o canal de podcasts voltado à população da SBD. A cada sexta-feira, tem episódio novo no ar, mostrando o cotidiano das pessoas e os esclarecimentos e respostas para dúvidas, sempre com base científica. O projeto conta com o apoio institucional da Vichy, Skinceuticals, La Roche Posay e Cerave.

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27 de setembro de 2022 0

No mês em que se lembra e conscientiza a população sobre a dermatite atópica, a Associação de Apoio à Dermatite Atópica (AADA) inaugurou a Exposição sobre a Campanha de Conscientização da Dermatite Atópica. A Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) apoia a iniciativa e convida a todos para visitarem a exibição, que estará no Conjunto Nacional, na Avenida Paulista, em São Paulo, até 1º de outubro.

A mostra conta com painéis, telas e totens digitais interativos, e explica para o público em geral, o que é a doença de uma forma lúdica.

“A dermatite atópica é a doença crônica mais comum da pele, que acomete cerca de 20% das crianças e 5% dos adultos. Ela faz parte das doenças atópicas, que incluem a asma, a rinite alérgica e a dermatite atópica. No entanto, a doença de pele permanece desconhecida pela população em geral. Por esse motivo, e por solicitação dos próprios pacientes e seus familiares, foi criada a exposição e a personagem Pipoca Atópica, cujo objetivo é apresentar a doença de forma leve e descontraída”, explica o médico dermatologista e presidente da AADA, Roberto Takaoka.

Serviço:

Exposição sobre a Campanha de Conscientização da Dermatite Atópica

Local: Conjunto Nacional, Avenida Paulista, 2073, São Paulo, SP

Data: 25 de setembro – 01 de outubro de 2022

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22 de setembro de 2022 0

A Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) e a Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (ASBAI) divulgaram uma carta na qual destacam a importância da elaboração de um documento de Protocolo Clínico e de Diretrizes Terapêuticas (PCDT) para a dermatite atópica. Nesse sentido, as entidades solicitam uma reunião com a Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (CONITEC / Ministério da Saúde).

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As signatárias enfatizam que para uma melhor assistência médica é necessário aliar a otimização dos recursos públicos à elaboração do PCDT sobre a doença. Segundo argumentam, isso se justifica por conta de fatores, como: prevalência da dermatite atópica, heterogeneidade da população com a doença, necessidades não atendidas, diferentes opções terapêuticas para pacientes com quadros de moderado a grave, controvérsias em relação à segurança de imunossupressores e necessidade de critérios para tratamentos sistêmicos de alto custo.

Tratamento – Na carta, as sociedades médicas pontuam questões preocupantes em relação ao tratamento da dermatite atópica disponibilizado pelo Sistema Único de Saúde (SUS). O texto destaca que a fototerapia enfrenta limitações devido à rede pública de saúde deficitária e pontua problemas na distribuição de medicamentos. Dentre eles, estão imunobiológicos, pequenas moléculas e ciclosporina, único medicamento imunossupressor aprovado em bula, há mais de 30 anos.

Além disso, também é salientada a aprovação pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) de novas classes terapêuticas, eficazes e seguras para o tratamento das formas moderadas a graves de dermatite atópica. Para as entidades, esse é um grande avanço na assistência médica aos pacientes. Porém, a carta pontua que essas novas classes de fármacos – imunobiológicos e pequenas moléculas – são medicamentos de alto custo, com necessidade de acesso regulado e critérios claros para a incorporação ao SUS.

Doença – A dermatite atópica é uma das principais doenças cutâneas crônicas inflamatórias em crianças e adultos. Ela está associada a várias comorbidades, como asma, rinossinusite crônica, complicações infecciosas cutâneas e alergia alimentar. Essa condição provoca grande impacto na qualidade de vida, com repercussões na escolaridade e produtividade do paciente e seus familiares.

A prevalência da dermatite atópica, segundo estudos internacionais, é estimada entre 5% e 20%, na população pediátrica. Em adultos, fica na faixa de 2% a 10%. De acordo com o International Study of Asthma and Allergies in Childhood (ISAAC), no Brasil, a prevalência em crianças e adolescentes oscila de 3,4% a 12,5%. Esse estudo foi conduzido em 2012, envolvendo sete capitais do País.

Em 23 de setembro, se celebra o Dia Nacional de Conscientização sobre Dermatite Atópica. Para marcar a data, anualmente, a SBD promove uma campanha em prol do tema. Em 2022, o mote é “Dermatite atópica: saiba como controlar”, sendo que a intenção é mostrar que DA tem tratamento e controle.

No período da campanha, serão promovidas diversas iniciativas voltadas à população em geral, bem como também aos dermatologistas, médicos de outras especialidades e diferentes categorias com atuação na área da saúde. Nas peças, um dos principais objetivos é a promoção do combate à falta de informações sobre este tema que tanto impacta a saúde pública.

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21 de setembro de 2022 0

O Simpósio de Dermatologia Tropical da Sociedade Brasileira de Dermatologia (Dermatrop-SBD), reconhecido por trazer a essência da dermatologia clínica ao centro dos debates, ocorrerá entre os dias 7 e 8 de outubro, de forma on-line. Os dois dias de eventos contarão com a presença de experts nacionais e com participação do especialista boliviano Martin Sangueza nas conferências “Clínica e patologia da infecção pelo EBV” e “Dermatoses tropicais – dos Andes à Amazônia”.

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O Dermatrop está com inscrições abertas pelo site da SBD. Podem se inscrever, associados em dia com a entidade, residentes e especializando de serviços credenciados à Sociedade, médicos da rede pública, acadêmicos de medicina, e médicos não associados à entidade.

Na programação científica, estão previstos exposições, mesas redondas e debates sobre doenças infecciosas e de caráter endêmico, como a hanseníase, ISTs/Aids, leishmaniose e tuberculose. Além disso, contará com espaço para abordar outras questões, como viroses, dermatologia tropical, meio ambiente, perspectivas com o aquecimento global, micologia, micobacterioses e discussão de casos clínicos. Também devem ocorrer palestras sobre monkeypox (varíola dos macacos).

Tradicionais – Com mais de 40 anos de existência, o Dermatrop é considerado um dos mais tradicionais eventos da dermatologia brasileira, sendo sempre palco de debates e estudos aprofundados sobre dermatoses que tanto acometem as populações negligenciadas do País.

“Essas doenças fazem parte do grupo das enfermidades que ainda afetam grande número de pessoas no país. Portanto, a promoção de um evento como o Dermatro prova o compromisso da SBD com a melhoria da assistência dos pacientes. Para isso, é fundamental que os dermatologistas e médicos estejam atualizados”, enfatiza Heitor de Sá Gonçalves, vice-presidente da SBD e um dos organizadores do evento.

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21 de setembro de 2022 0

A Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) lançou nesta semana a campanha de 2022 de conscientização sobre a dermatite atópica. Com o mote “Dermatite atópica: saiba como controlar”, o objetivo é alertar a população sobre os cuidados com relação a essa doença que tem tratamento e pode ser controlada. Ao longo de todo o mês, a SBD publicará conteúdo em duas redes sociais (cards, animações, vídeos, textos com informações etc.) voltados para a comunidade, trazendo dicas e orientações.

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Segundo o vice-presidente e um dos coordenadores da campanha de 2022, Heitor de Sá Gonçalves, a dermatite atópica, ou DA como é chamada pelos médicos, não é uma doença contagiosa. “Como dermatologistas ouvimos diariamente relatos de nossos pacientes sobre preconceitos que sofrem em virtude das lesões que aparecem na pele. Por isso, fazemos essa campanha para mostrar à população que essa doença existe, tem tratamento e não existe nenhum perigo de contágio”, disse.

Tratamentos – Nos conteúdos distribuídos pela SBD, serão enfatizados os sinais e sintomas da DA; as formas de tratamentos disponíveis no Sistema Único de Saúde (SUS); e a indicação dos fatores podem desencadear ou piorar o quadro. Além disso, serão exibidos vídeos com depoimentos de dermatologistas da SBD, que foram convidados a esclarecer dúvidas e apresentar a verdade com relação aos mitos e boatos que trafegam pela internet.

“Atualmente, existem ótimas notícias para os pacientes, pois os tratamentos estão evoluindo muito. Um dos mais recentes, que ganhou bastante destaque no Congresso da SBD desse ano, é o uso de drogas inibidoras de JAK, que trata as formas mais graves da dermatite atópica”, destacou Rosana Lazzarini, assessora do Departamento de Alergia Dermatológica e Dermatoses Ocupacionais da SBD e uma das coordenadoras da campanha 2022.

Ela explicou ainda que o objetivo do tratamento da dermatite atópica é buscar o controle da coceira, a redução da inflamação da pele e a prevenção das recorrências. De acordo com a especialista, em virtude da pele ressecada, a base do tratamento é o uso de emolientes ou hidratantes.

“A hidratação da pele é fundamental, pois melhora sua barreira natural. Em geral, com cuidados simples, como aplicação de hidratante várias vezes ao dia e uso de sabonetes suaves, sintéticos, que não agridem o pH da pele, e se evitando banhos quentes e demorados, há um controle no quadro. No entanto, para fazer o tratamento mais adequado é fundamental que o paciente busque um dermatologista, que saberá conduzir de forma correta o caso”, esclareceu Rosana Lazzarini.

Grandes dobras –  A DA é uma doença genética, crônica e que acomete, principalmente, as grandes dobras do corpo, como braços, joelhos e pescoço. Algumas de suas principais características são coceira e pele seca. É uma doença que aparece bastante comum em crianças. Aproximadamente 70% das crianças que apresentam a doença na infância evoluem com remissão na adolescência, embora alguns casos recidivem na vida adulta.

“Em caso de manifestação de quadros de lesões avermelhadas na pele, acompanhadas de coceira intensa, recomenda-se a busca por um dermatologista de confiança. Somente este médico poderá fazer o diagnóstico e indicar o tratamento correto”, concluiu o vice-presidente da SBD.

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20 de setembro de 2022 0

Em setembro, mês de conscientização sobre a alopecia areata, a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) reafirma a importância de que a população fique atenta aos sinais e sintomas dessa doença, contando com o suporte de um médico dermatologista para fazer o diagnóstico e conduzir as etapas do tratamento.

A alopecia areata é uma doença inflamatória que provoca a queda de cabelo. Diversos fatores estão envolvidos no seu desenvolvimento, como a genética e a participação autoimune. Os fios começam a cair, resultando, mais frequentemente, em falhas circulares sem pelos ou fios de cabelo.

“Essa doença pode levar à perda de todo o cabelo do couro cabeludo, além de todos os fios e pelos do corpo. Essas falhas arredondas também podem aparecer em áreas, como sobrancelhas, barba e peitoral. O dermatologista é o médico capacitado para tratar os problemas de cabelo e na alopecia areata não é diferente”, afirma a Fabiane Andrade Mulinari Brenner, coordenadora do Departamento de Cabelos e Unhas da SBD.

Ela salienta, ainda, a importância de um mês dedicado a esclarecimentos sobre a doença. “Muitas vezes, o paciente não conhece a alopecia areata. Em consequência, ele acaba deixando as manifestações evoluírem, recorrendo tardiamente ao dermatologista, já com uma forma extensa da doença”, explicou a coordenadora. Segundo sublinhou, a alopecia areata é frequente, acometendo cerca de 1% da população. “Por isso, é importante haver uma avaliação sempre que o paciente tiver uma perda de cabelos ou pelos localizada”, disse.

Sobre tratamentos para a doença, a coordenadora do Departamento de Cabelos da SBD, contou que há alguns tipos disponíveis, como: medicamentos tópicos e via oral; e infiltrações no couro cabeludo, que podem ser necessárias, dependendo da forma da doença.

“Quem avaliará qual é o melhor caminho a seguir é o dermatologista, mas muitas vezes essa decisão ocorre em conjunto com o paciente”, destacou a especialista, que lembrou um fato ignorado por muitos: a alopecia areata pode acometer adultos e crianças, sendo que nestes casos, as decisões devem ser compartilhadas com os pais.

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20 de setembro de 2022 0

Todos os anos, o Brasil registra quase 30 mil novos casos de hanseníase, mas mesmo assim a doença é ainda pouco falada. Quer entender por que isso ocorre e o que é esse problema de saúde pública? Então, confira o episódio do canal Palavra de Dermato desta sexta-feira (16). Em linguagem acessível, especialistas da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), que montou essa plataforma para esclarecer a população sobre diferentes doenças de pele, abordam as formas de contaminação, os sinais de alerta e o que fazer em caso de suspeita, entre outros tópicos.

O bate papo informal contou a participação da coordenadora do Departamento de Hanseníase da SBD, Sandra Durães, e do vice-presidente da SBD, Heitor de Sá Gonçalves. Conforme eles explicam, a hanseníase está entre as doenças que acometem, em geral, as populações negligenciadas. Questões como saneamento, escolaridade e renda estão diretamente ligadas a esse problema de saúde. No Brasil, as regiões Norte e Centro-Oeste apresentam maior número de casos, seguidas pelas regiões Nordeste, Sudeste e Sul.

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Doença – A hanseníase é uma doença infectocontagiosa transmitida por uma bactéria. O contágio ocorre quando uma pessoa infectada respira muito próximo de outra, ou seja, a transmissão se dá pelo contato com gotículas que ficam suspensas no ar. Outro ponto enfatizado pelos especialistas é que a doença não leva à morte, mas tem alto potencial de causar incapacidades físicas e deformidades. Além disso, suscita preconceito, inclusive por parte de familiares. Por isso, com o programa, a intenção e ajudar a desfazer mitos e boatos que confundem.

De acordo com os especialistas da SBD, o mycobacterium leprae (bactéria causadora da hanseníase) possui afinidade pelos nervos periféricos e pela pele. Estudos mostram que o período de incubação da doença (tempo entre infecção e surgimento de manifestações clínicas) é longo, podendo chegar a sete anos ou mais.

Além disso, as manifestações clínicas variam muito, conforme a resistência imunológica do paciente, frente à doença e do tempo de sua evolução. Entre os sinais e sintomas, podem aparecer manchas brancas ou avermelhadas na pele; congestão nasal; dormência; dificuldade em perceber pelo contato com a pele variações térmicas; entre outros.

Sandra Durães orienta: se uma pessoa suspeitar de hanseníase deve se dirigir à unidade de saúde para fazer um exame dermato-neurológico. Pela sua percepção, na maior parte das vezes pelo exame clínico o diagnóstico pode ser confirmado. Porém, em alguns casos, serão necessários exames complementares, como baciloscopia e biopsia da pele.

Tratamento – Com a evolução do conhecimento e das tecnologias, surgiram novas opções de tratamento.  Atualmente, há um esquema baseado na administração de antibióticos, chamada de poliquimioterapia, considerada eficaz e com condições de interromper o ciclo de transmissão da doença em mais de 95% dos casos. Ou seja, a hanseníase se tornou uma doença curável.

Após diagnóstico e orientação do dermatologista, o paciente positivado começa a tomar as doses dos medicamentos prescritos de forma gratuita em postos do Sistema Único de Saúde (SUS), sempre na presença de médico ou enfermeiro, associada a doses autoadministradas diárias no domicílio do paciente. A medicação é geralmente tolerada, com poucos efeitos colaterais descritos, que são monitorados nas consultas mensais com auxílio laboratorial, se necessário.

Cuidados – Para finalizar, os participantes do Palavra de Dermato abordaram a dinâmica em torno das orientações dadas às pessoas que tiveram contato com o paciente de hanseníase. Conforme os dermatologistas da SBD explicam, não é necessária qualquer medida higiênica ou de isolamento domiciliar, como separação de talheres, mudança de quarto, por exemplo. Eles lembram que estudos comprovam que após a primeira dose supervisionada a chance de contágio diminui de forma considerável.

No entanto, orientam que contato com os pacientes deve acontecer após o exame: comparecer a uma unidade de saúde para realizar exame dermato-neurológico e verificar presença de algum sinal. Neste processo, ainda vale destacar, que pessoas encaminhadas ao tratamento precisam tomar a vacina BCG.

Podcast – O Palavra de Dermato é o canal de podcasts voltado à população da SBD. A cada sexta-feira, tem episódio novo no ar, mostrando o cotidiano das pessoas e os esclarecimentos e respostas para dúvidas, sempre com base científica. O projeto conta com o apoio institucional da Vichy, Skinceuticals, La Roche Posay e Cerave.

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10 de setembro de 2022 0

NOTA TÉCNICA À POPULAÇÃO

Sociedade Brasileira de Dermatologia esclarece sobre a segurança e a eficácia do Minoxidil oral no tratamento das alopecias

Diante do recente destaque da mídia relativo ao uso de Minoxidil oral no tratamento de casos de alopecia, a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), com o apoio de seu Departamento de Cabelos e Unhas, vem a público prestar os seguintes esclarecimentos:

  1. A queda de cabelo está entre os motivos mais frequentes de consulta dermatológica. O diagnóstico correto de suas diversas causas é fundamental para definição do tratamento. A alopecia androgenética á a causa mais prevalente de perda de cabelos na população em geral.

2. O tratamento clínico da alopecia androgenética (calvície) deve ser conduzido de forma individualizada, a partir do diagnóstico realizado por médico dermatologista. Este é o especialista preparado e capacitado para cuidar desses casos.

3. O tratamento embasado da alopecia androgenética envolve o uso de minoxidil tópico, de bloqueadores hormonais e do transplante capilar. Estes apresentam resultados com altos níveis de evidência científica.

4. O Minoxidil oral foi originalmente indicado no tratamento da hipertensão arterial (pressão alta) e seus efeitos colaterais reconhecidos para este uso. Nos últimos anos, seu uso em baixas dosagens foi estudado no tratamento das alopecias.

5. O minoxidil oral pode ser indicado em pacientes selecionados com alopecia. Seu uso criterioso, isolado ou associado a outras abordagens, ocorre por indicação médica. Avaliação clínica e cardiológica do paciente pode ser necessária previamente ao seu uso. No cumprimento de seu papel, o médico dermatologista fará a indicação, a prescrição e o acompanhamento do tratamento. 

6. O medicamento Loniten® não está disponível comercialmente no Brasil, sendo que a manipulação do Minoxidil oral é controlada por receituário médico.

Finalmente, a SBD ressalta que a dermatologia é especialidade médica reconhecida pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) e pela Comissão Mista de Especialidades, vinculada ao Ministério da Educação, como habilitada e capacitada para orientar pacientes em ações de prevenção, diagnóstico e tratamento de doenças relacionadas à pele, cabelos e unhas.  Não há outra especialidade ou área de atuação com essa prerrogativa. 

A SBD está atenta aos avanços técnicos e científicos em dermatologia, sempre atualizando seus associados quanto às melhores práticas clínicas e pronta a esclarecer informações, evitando expor pacientes à insegurança e à ineficácia. 

São Paulo (SP), 10 de setembro de 2022. 

SOCIEDADE BRASILEIRA DE DERMATOLOGIA

Departamento de Cabelos e Unhas

Referências Bibliográficas

1. Adil A, Godwin M.J .The effectiveness of treatments for androgenetic alopecia: A systematic review and meta-analysis. Am Acad Dermatol. 2017 Jul;77(1):136-141. 2. Kanti V, et al. Evidence-based (S3) guideline for the treatment of androgenetic alopecia in women and in men – short version.J Eur Acad Dermatol Venereol. 2018 Jan;32(1):11-22 3. Manabe M, et al. Guidelines for the diagnosis and treatment of male-pattern and female-pattern hair loss, 2017 version.J Dermatol. 2018 Sep;45(9):1031-1043.  4. Cauhe J et al. Effectiveness and safety of low-dose oral minoxidil in male androgenetic alopecia..J Am Acad Dermatol. 2019 Aug;81(2):648-649 5. Sharma AN et al. Low-dose oral minoxidil as treatment for non-scarring alopecia: a systematic review. Int J Dermatol. 2020 Aug;59(8):1013-1019. 6. Randolph M, Tosti A.J. Oral minoxidil treatment for hair loss: A review of efficacy and safety. Am Acad Dermatol. 2021 Mar;84(3):737-746.

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9 de setembro de 2022 0

O bate-papo da última edição do Palavra de Dermato – canal de podcasts voltado à população, produzido pela Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) – aborda tema que afeta a pele de milhões de pessoas: a acne. Temas como a relação desse problema de saúde com os hormônios, as diferentes fases da vida e a alimentação foram esclarecidos, assim como questões como a exposição do paciente com acne ao sol, o uso de hidratante e de maquiagem, e o tratamento de cicatrizes.

Ouça aqui o programa

Todos os tópicos foram destrinchados pela dermatologista Edileia Bagatin, coordenadora do Departamento de Cosmiatria da SBD e professora da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). A conversa foi conduzida por Geraldo Magela Magalhães, 1º secretário da SBD. Durante o programa, os participantes enfatizaram que cada paciente deve consultar um médico dermatologista para que receba orientações de acordo com seu caso. Segundo eles, o tratamento é individualizado.

Tratamento – A acne é popularmente conhecida como espinha ou cravo. Trata-se de uma doença inflamatória e crônica, não contagiosa, que precisa de tratamento prolongado. É um quadro que aparece, principalmente, nos adolescentes, porém não há idade certa para começar, com registros de novos casos mesmo em crianças e na idade adulta.

Com os esclarecimentos feitos pelo Palavra de Dermato, espera-se que os ouvintes estejam em condições de cuidar melhor da saúde da pele, ficando protegidos de boatos e fakenews. Os especialistas ressaltam que a acne é uma doença complexa, com vários fatores envolvidos, que vão desde o desencadeamento da resposta inflamatória da pele até o aumento da produção da queratina (proteína da pele), incluindo alterações da barreira cutânea e fatores ambientais.

Recomendações – Na conversa, os dermatologistas da SBD também desmistificam crenças como o suposto impacto do chocolate, da carne e do açúcar no surgimento das espinhas. Também explicam se o paciente com acne pode ou não usar cremes de pele ou maquiagem, bem como efeitos ou não do uso de pasta de dente na pele; e se espremer espinhas pode causar prejuízo para a pele. Outro assunto discutido foi a prescrição de isotretinoína oral, o que ainda gera dúvidas entre os pacientes.

O Palavra de Dermato lança um novo episódio todas as sextas-feiras no Spotify e em outras plataformas de streaming. A cada semana, são discutidos em linguagem informal e de fácil compreensão assuntos relevantes para os cuidados com a pele, os cabelos e as unhas, sempre trazendo esclarecimentos e respostas para dúvidas, sempre com base científica. O projeto conta com o apoio institucional da Vichy, Skinceuticals, La Roche Posay e Cerave.

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6 de setembro de 2022 0

A Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) informa aos seus associados que, desde o início da semana, acionou sua assessoria jurídica para tomada de providências contra sentença da Justiça Federal que manteve a validade da Resolução nº 198/2019, emitida pelo Conselho Federal de Odontologia (CFO).

O texto que está sendo confrontado pela SBD prevê permissão para que profissionais não médicos realizem procedimentos cosmiátricos invasivos, o que contraria dispositivos da Lei do Ato Médico.

LEIA A NOTA NA ÍNTEGRA

A intenção da SBD é levar a análise desse tema para os tribunais superiores, com a apresentação de recurso, que deve contar com o apoio do Conselho Federal de Medicina (CFM) e de outras entidades médicas.

A Gestão 2021-2022 reitera que o enfrentamento contra as tentativas de invasão de competências tem sido promovido de forma contínua e regular, ao longo dos anos. No centro desse debate, está a proteção às prerrogativas médicas previstas na legislação e a proteção da saúde dos pacientes, evitando expô-los ao risco de complicações e à insegurança clínica.





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