Dezembro Laranja 2025: no dia 13 de dezembro, Mutirão Nacional de Atendimento, oferece consultas gratuitas para prevenção do câncer de pele



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8 de dezembro de 2025

No próximo sábado, 13 de dezembro, a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) realiza o Dia do Atendimento Gratuito, uma das principais ações do Dezembro Laranja, campanha do câncer de pele. O mutirão, que acontece das 9h às 15h, contará com a participação de 2.000 dermatologistas voluntários em mais de 100 postos espalhados por todo o país. O atendimento será feito exclusivamente para avaliar lesões suspeitas de câncer de pele. 

A ação visa identificar precocemente lesões suspeitas de câncer de pele e orientar a população sobre prevenção e cuidados essenciais. Para conferir os postos de atendimento, acesse: https://sbd.org.br/dezembrolaranja/ 

“Lembro à população que o check-up das pintas com o dermatologista deve ser feito anualmente, e essa é uma excelente oportunidade para colocar esse cuidado em dia, diz Dr. Carlos Barcaui, presidente da SBD. 

Desde 1999, a iniciativa já proporcionou mais de 600 mil consultas e possibilitou a identificação de mais de 75 mil casos de cânceres de pele, reforçando o compromisso da SBD com a prevenção e o diagnóstico precoce da doença. 

Em 2024, 62,51% dos atendidos declararam se expor ao sol sem proteção, e apenas 31,63% afirmaram usar protetor solar regularmente. Outros dados também chamam a atenção: o carcinoma basocelular (CBC) foi detectado em 14,84% dos pacientes; pré-neoplasias representaram 11,51% dos casos; carcinoma epidermoide (CEC), 4,68%; melanoma maligno (MM), 2,31%; e outros tumores malignos, 1,21%. Outras dermatoses foram diagnosticadas em 41,22% dos atendimentos, enquanto 24,23% dos pacientes não apresentaram alterações. 

“Os hábitos de exposição solar seguem sendo motivo de preocupação e reforçam a necessidade da adoção de medidas de fotoproteção adequadas, incluindo a aplicação de filtro solar diariamente nas áreas expostas, somada à utilização de proteção física (sombra, roupas e chapéus) nas exposições mais prolongadas, além do acompanhamento  médico através de exame dermatológico completo anualmente” ressalta Dra. Bianca Costa Soares de Sá, coordenadora do Departamento de Oncologia Cutânea da SBD e responsável pela campanha deste ano. 

Observe. Cuide. Previna. Sua pele fala, só o dermatologista entende. 

A campanha de 2025 chama a atenção para a importância do autocuidado, do cuidado com o outro, e da realização do check-up anual com o dermatologista, medidas essenciais para a prevenção e o diagnóstico precoce do câncer de pele. 

Embora os cuidados devam acontecer de dezembro a dezembro, é durante a estação mais quente do ano que a SBD reforça os riscos da exposição solar e as medidas preventivas.  Estimativa 2023 de Incidência de Câncer no Brasil, do INCA, revela que são esperados aproximadamente 220,49 mil novos casos de câncer de pele por ano no triênio 2023-2025.    

Como participar  

Qualquer pessoa poderá fazer uma avaliação da saúde da pele, especialmente quem possui fatores de risco para o câncer de pele, como histórico familiar, muitas pintas, sardas ou que tenha sofrido queimaduras solares severas. 

Basta comparecer em um dos postos de atendimento, disponíveis em todas as regiões do país, levando documento de identidade.  

Serviço:  

Data: 13 de dezembro  

Horário: das 9h às 15h 

Locais: Consulte a lista de postos de atendimento no site da SBD https://sbd.org.br/dezembrolaranja/  

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4 de dezembro de 2025

A Câmara dos Deputados sediou, em 3 de dezembro, o seminário “Dezembro Laranja: câncer de pele no Brasil – um desafio de saúde pública”, organizado pela Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) em parceria com as Comissões de Participação Legislativa e de Saúde. O encontro, aberto ao público, reuniu especialistas, parlamentares e representantes do setor para discutir prevenção, acesso ao diagnóstico, impacto econômico e medidas concretas para conter o avanço da doença: o tipo de câncer mais frequente no país. 

A abertura foi conduzida pelo presidente da Comissão de Legislação Participativa, deputado Fred Costa (PRD-MG), acompanhado do deputado Dr. Frederico (PRD-MG), autor dos requerimentos para a realização do seminário, e do Dr. Carlos Baptista Barcaui, presidente da SBD. 

Um dos temas centrais foi a necessidade de regulamentar a Lei 14.758/2023, que institui a Política Nacional de Prevenção e Controle do Câncer (PNPCC) no SUS. O presidente da SBD, Dr. Carlos Barcaui, destacou a magnitude do problema. “De cada três casos de câncer diagnosticado no Brasil, um deles é de pele”, afirmou. Ele lembrou ainda que o SUS gasta cerca de R$ 3,9 bilhões por ano com câncer, e que melhorias na prevenção podem gerar economia significativa ao Estado. 

Dr. Barcaui também apresentou os tipos mais comuns de tumores: o carcinoma basocelular, o carcinoma espinocelular e o melanoma, este último mais agressivo. O médico citou dados da Organização Mundial da Saúde, de acordo com ele “se nada for feito, a expectativa para 2040 é um aumento de 80% no número de mortos por melanoma no Brasil”. 

Ele chamou atenção para os desafios no acesso ao diagnóstico e ao tratamento, mencionando a Lei dos 60 dias, que estabelece o início do tratamento oncológico nesse intervalo após o laudo da biópsia. “Não temos dados claros sobre o cumprimento da lei. E, muitas vezes, até mesmo chegar à etapa da biópsia já representa um percurso difícil para o paciente”, afirmou.
Segundo ele, os atrasos podem contribuir para afastamentos do trabalho, perda de produtividade e grande sofrimento na vida das famílias.  

O médico dermatologista lembrou que 2025 é o ano em que a OMS classificou a saúde da pele como parte essencial da saúde global. “Não existe saúde integral sem a saúde da pele”, disse. Entre as medidas necessárias, citou a oficialização do Dezembro Laranja, ações educativas nas escolas, ampliação do acesso à dermatologia no SUS, campanhas para grupos de risco e combate ao exercício irregular da medicina. 

Dr. Carlos Barcaui também destacou que o mutirão de atendimento gratuito, realizado pela SBD, entrou para o Guinness Book em 2009 como a maior campanha médica realizada em um único dia. Em 2025, a mobilização nacional ocorrerá em 13 de dezembro, com mais de 100 postos de atendimento pelo país. Os locais podem ser consultados no site da campanha dezembrolaranja.com.br. 

Dr. Jadivan Leite, do Instituto Nacional do Câncer (Inca), apresentou o cenário mundial do câncer de pele e os casos avançados que chegam no Inca. Também mostrou os principais fatores de risco para a doença, entre eles a exposição à radiação ultravioleta, radiação ionizante, tabagismo, uso de imunossupressores e infecções pelo HPV. Ele ainda chamou atenção para “a trend que afirma que o protetor solar não seria eficaz e que ainda causaria câncer, algo que, obviamente, é um desserviço à sociedade leiga”. Segundo ele, “se a epidemiologia continuar evoluindo dessa forma, podemos chegar a 510 mil casos de melanoma e a um risco potencial de quase 100 mil mortes até 2040”. 

Dr. Sergio Palma, membro da diretoria da SBD, apresentou dados da pesquisa Datafolha, feita pela Sociedade Brasileira de Dermatologia em parceria com a divisão de Beleza Dermatológica do Grupo L’Oréal no Brasil. Os dados mostram que 54% dos brasileiros nunca consultaram um dermatologista. 

“O desconhecimento sobre a formação do dermatologista e a ausência de políticas públicas de rastreamento e educação contribuem para esse quadro. Fortalecer o SUS na prevenção e no diagnóstico precoce é indispensável para reduzir o impacto social e econômico do câncer de pele”, disse o especialista. 

A secretária-geral da SBD, Dra. Regina Carneiro, reforçou a importância do diagnóstico precoce. “Se detectarmos esse câncer precocemente, o paciente vai sair da sala de cirurgia curado. Nosso objetivo é tratar no ambulatório, sem necessidade de hospitalização. No SUS, a biópsia não é feita no mesmo local. O paciente é encaminhado, perde tempo. Na rede privada, geralmente tudo é feito no mesmo lugar e a fila anda mais rápido”, explicou. 

O deputado Dr. Frederico reforçou o papel do Legislativo no enfrentamento da doença, agradeceu ainda a SBD pelo trabalho técnico e destacou a importância de manter a pressão social pela implementação das medidas discutidas. 

O seminário também abordou a proposta de inclusão do filtro solar na lista de itens considerados essenciais dentro da Reforma Tributária, distribuição via SUS, subsídios para trabalhadores expostos ao sol e regulamentação mais rígida para garantir equipamentos de proteção solar.  

A presidente da SBD Regional Brasília, Dra. Letícia Oba, apresentou dados sobre o peso econômico da fotoproteção. “Um protetor com FPS 30 custa entre R$ 40 e R$ 120. Uma família de quatro pessoas gastaria pelo menos dois mil reais por ano, isso é 18% de um salário mínimo”, afirmou. 

Com a redução de impostos, estima-se uma queda de custos o que ampliaria o acesso da população ao produto. 

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3 de novembro de 2025

Uma tendência que vem ganhando espaço nas redes sociais tem preocupado especialistas em saúde.

Vídeos com a hashtag #AntiSunscreen, que já ultrapassa 6 milhões de visualizações no TikTok, e #NoSunscreen, com mais de 12 milhões, incentivam jovens (especialmente da geração Z) a trocar o protetor solar por óleos e manteigas vegetais ou até a abandonar completamente o uso.

A justificativa mais comum é a busca por uma rotina “natural” de cuidados com a pele e a crença de que isso favoreceria a absorção de vitamina D.

O movimento, no entanto, pode ter consequências sérias. No Brasil, país de clima tropical marcado pela forte incidência solar em todas as estações do ano, o tema merece atenção redobrada: o câncer de pele corresponde a cerca de 30% de todos os tumores malignos diagnosticados no país.

Pesquisas já mapearam a tendência perigosa nos Estados Unidos. Segundo o jornal americano The New York Times, uma pesquisa online com mais de 1.000 pessoas, publicada no ano passado pela Academia Americana de Dermatologia, mostrou que 28% dos jovens de 18 a 26 anos disseram não acreditar que o bronzeamento causa câncer de pele. E 37% disseram que usavam protetor solar apenas quando eram incomodados por outras pessoas a respeito.

Já o Instituto do Câncer de Orlando Health mostrou, em um outro estudo, que 14% dos adultos com menos de 35 anos acreditavam no mito de que usar protetor solar todos os dias é mais prejudicial do que a exposição direta ao sol.

Mais que estética, uma questão de saúde

Os riscos de não usar protetor solar vão muito além da estética.

“A ausência da proteção favorece o envelhecimento precoce da pele —com rugas, manchas e perda de elasticidade—, mas também aumenta o risco de queimaduras que danificam diretamente o DNA das células e pode desencadear surtos de doenças de pele sensíveis à luz, como melasma, lúpus, porfirias e outras fotodermatoses”, alerta Elimar Gomes, dermatologista membro da SBD (Sociedade Brasileira de Dermatologia).

“A pessoa que opta por não usar protetor solar regularmente fica mais propensa a desenvolver câncer de pele não melanoma, principalmente no Brasil, onde a exposição solar é intensa, especialmente em regiões litorâneas”, completa o oncologista Ramon Andrade de Mello, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Cancerologia.

Ele lembra que o efeito cumulativo da exposição é um dos principais fatores de risco: “Ao longo dos anos, o excesso de sol sem proteção também pode causar carcinoma basocelular e espinocelular. É fundamental entender que o filtro solar é prevenção, não apenas vaidade”.

Toxicidade: mito ou realidade?

Grande parte da resistência ao uso do protetor vem da preocupação com uma possível toxicidade. A dermatologista Leiliane Bregalda Alves, também membro da SBD, esclarece:

“É verdade que alguns ingredientes presentes em protetores solares, especialmente filtros químicos, como octinoxato, avobenzona e homosalato, podem ser absorvidos pela pele e detectados no sangue após o uso repetido. Mas a presença desses compostos na circulação não indica, por si só, toxicidade ou risco comprovado à saúde.”

Ela explica que as concentrações encontradas são extremamente baixas e, até o momento, não há evidências científicas de que causem efeitos adversos em humanos nas quantidades usadas em produtos cosméticos. “Agências regulatórias como a FDA, nosEUA, a Anvisa, no Brasil, e a EMA, na Europa, seguem considerando esses filtros seguros.”

Óleos e manteigas: falsa proteção

Outro ponto que chama a atenção é a substituição do filtro solar por óleos ou manteigas vegetais. Para a dermatologista Mayara Carvalho, formada pela Estácio de Sá, essa prática é perigosa.

“Nenhum óleo ou manteiga vegetal disponível comercialmente apresenta fator de proteção solar (FPS) adequado, estabilidade à radiação UV ou testes dermatológicos que validem sua segurança para esse fim”, diz.

Segundo ela, o uso desses produtos como substitutos de protetor solar pode provocar uma falsa sensação de segurança. “Além de não protegerem efetivamente contra os danos causados pela radiação UV, eles ainda podem gerar acne, manchas e outras dermatites.”

Vitamina D e sol: o equilíbrio possível

Entre os argumentos mais repetidos pelo movimento está a ideia de que o protetor solar impediria a produção de vitamina D. Para o presidente da SBD, Carlos Barcaui, essa preocupação é exagerada.

“A fotoproteção não significa evitar totalmente o sol. Bastam de 10 a 15 minutos de exposição em braços e pernas, fora dos horários de pico (antes das 10h ou após as 15h), para que a maioria das pessoas produza vitamina D suficiente.”

Mayara Carvalho acrescenta que estudos mostram que o uso do filtro não compromete de forma relevante a absorção da vitamina. “Uma revisão publicada no British Journal of Dermatology em 2019 concluiu que o protetor não reduz significativamente os níveis de vitamina D. Em casos de deficiência, a recomendação é fazer reposição oral, e não abrir mão da proteção da pele”, explica.

Escolhendo o protetor certo

A variedade de produtos disponíveis pode gerar dúvidas. Carlos Barcaui ressalta que mais importante do que escolher um FPS altíssimo é aplicar a quantidade correta e reaplicar na frequência adequada.

“Um FPS 30 já bloqueia cerca de 97% da radiação UVB, enquanto o FPS 50 chega a 98%. O ganho não é proporcional ao número. O que realmente garante uma boa proteção é usar o produto da forma correta.”

Também é essencial verificar se ele é de amplo espectro, ou seja, se protege tanto contra os raios UVB quanto contra os UVA.

Mayara Carvalho recomenda avaliar o tipo de pele antes de comprar: “Peles oleosas devem preferir fórmulas oil-free e não comedogênicas (que podem obstruir os poros). Já peles sensíveis se beneficiam de filtros físicos, com toque seco e antioxidantes. Além disso, vale observar se o produto é resistente à água, um diferencial para quem transpira muito, nada ou pratica esportes”.

Fonte: https://www.uol.com.br/vivabem/noticias/redacao/2025/10/07/o-movimento-anti-protetor-solar-e-os-riscos-de-abrir-mao-da-protecao.htm

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3 de novembro de 2025

Em poucos anos, inteligência artificial estará presente em todas as etapas: desde a triagem até o suporte à decisão clínica nos tratamentos mais complexos

A inteligência artificial (IA) deixou de ser uma promessa distante para se tornar realidade nos consultórios dermatológicos brasileiros. Esse é um dos destaques do 78º Congresso da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), que reúne, no Rio de Janeiro, especialistas de todo o país para discutir os avanços e desafios da área.

A IA já vem sendo incorporada como uma ferramenta de apoio na prática clínica, principalmente por meio do diagnóstico por imagem. Hoje conseguimos treinar algoritmos capazes de diferenciar lesões benignas de melanomas (tipo de câncer de pele) com sensibilidade e acurácia superiores à observação clínica isolada.

Além disso, a IA tem se mostrado útil na análise de margens cirúrgicas, no acompanhamento de pacientes com múltiplas lesões e até na teledermatologia, onde auxilia na triagem de casos que necessitam de atenção prioritária. No campo terapêutico, embora ainda em fase inicial, há pesquisas que buscam associar a IA a protocolos de imunoterapia e de terapia-alvo, ajudando a prever resposta ao tratamento e personalizar condutas em casos de melanoma avançado.

Os dados confirmam a urgência do tema. De acordo com o Inquérito Dermatológico da SBD, publicado em 2024, os cânceres de pele representaram 6,9% dos atendimentos dermatológicos no Brasil, sendo que 58,3% desses casos foram diagnosticados na rede pública. Isso reforça o papel central do SUS na detecção de casos graves, ao mesmo tempo em que evidencia a necessidade de tecnologias capazes de otimizar a triagem, sobretudo em regiões com poucos dermatologistas.

O uso da inteligência artificial tende a crescer e se diversificar. O futuro aponta para uma medicina cada vez mais personalizada e integrada. Em poucos anos, a IA estará presente em todas as etapas: desde a triagem automatizada em regiões remotas, passando pelo diagnóstico precoce em consultórios, até o suporte à decisão clínica nos tratamentos mais complexos. Novas possibilidades surgirão, como modelos preditivos que avaliam risco individual com base em fatores genéticos, ambientais e de estilo de vida. Isso permitirá que a prevenção seja ainda mais direcionada, reduzindo a incidência dos tumores de pele mais graves.

Brasil e o cenário internacional
No cenário internacional, países como Estados Unidos, Alemanha e Austrália lideram o uso da IA na dermatologia e em programas nacionais de rastreamento de câncer de pele. Ainda assim, o Brasil não fica para trás. Temos grupos de pesquisa de excelência, acesso a imunoterapias modernas no tratamento do melanoma e iniciativas pioneiras de rastreamento populacional. Nosso maior desafio ainda é a desigualdade de acesso.

A IA pode promover maior acesso ao diagnóstico em regiões com poucos especialistas, detecção precoce de cânceres agressivos como o melanoma, redução de custos para sistemas de saúde e suporte ao médico na tomada de decisão. Para países com grande extensão territorial como o Brasil, a IA pode ser uma ferramenta poderosa para reduzir desigualdades regionais, mas precisamos ser críticos.

Embora otimista com os avanços, é preciso estarmos atentos aos riscos da adoção indiscriminada de novas tecnologias. A IA pode reproduzir vieses dos bancos de dados com os quais foi treinada, o que impacta diretamente na segurança do paciente. Além disso, há questões éticas ligadas à privacidade de dados, responsabilidade legal em caso de erro e risco de substituir o julgamento clínico pelo automatismo. A tecnologia deve ser uma aliada, nunca um substituto do olhar humano.

Enquanto a ciência avança, o desafio continua sendo levar informação, diagnóstico e tratamento a todos os brasileiros. A tecnologia pode ser uma ponte nesse caminho, mas o compromisso com a saúde da pele ainda começa na conscientização.

Importância da conscientização e os desafios
Mas nem tudo é tecnologia. Campanhas de conscientização, como o Dezembro Laranja, também desempenham papel crucial na prevenção. Na última edição, em 2024, a ação nacional da SBD realizou cerca de 18 mil atendimentos com o objetivo de diagnosticar precocemente lesões suspeitas e orientar a população sobre a exposição solar segura. Os resultados chamam a atenção:

– O carcinoma basocelular (CBC) foi detectado em 14,84% dos pacientes e outras pré-neoplasias representaram 11,51% dos casos
– O diagnóstico de carcinoma epidermoide (CEC) ocorreu em 4,68% dos casos, enquanto melanomas malignos (MM) em 2,31% e outros tipos de tumores malignos em 1,21% dos consultados
– Com outras dermatoses, foram diagnosticados 41,22%, seguidos pela ausência de dermatoses em 24,23% dos casos

Além disso, os hábitos de exposição solar seguem sendo motivo de alerta: 62,51% dos atendidos declararam se expor ao sol sem proteção, enquanto apenas 31,63% afirmaram usar protetor solar regularmente. Há pessoas e até médicos que ainda duvidam do uso do protetor solar, questionando eficácia, necessidade e até mazelas que o produto pode causar.

Essa dúvida é alimentada muitas vezes pela desinformação, pela circulação de conteúdos não científicos em redes sociais. E também porque os resultados do uso do protetor não são imediatos. Trata-se de uma prevenção de longo prazo, o que pode gerar descrédito, porém a literatura científica é unânime ao afirmar que o uso regular de filtros solares reduz significativamente o risco de câncer de pele, sendo uma medida segura e eficaz, sem contraindicações relevantes para a população em geral.

As raras reações de sensibilidade a determinados filtros podem ser resolvidas com a escolha de produtos alternativos. O grande desafio é criar o hábito diário de fotoproteção, assim como escovar os dentes ou usar o cinto de segurança.

Apesar da prevalência do câncer de pele no Brasil, ainda há grandes desafios de acesso à dermatologia. Um levantamento inédito da SBD em parceria com o Instituto Datafolha e a divisão de Beleza Dermatológica do Grupo L’Oréal no Brasil revelou que cerca de 90 milhões de brasileiros com 16 anos ou mais, o equivalente a 54% da população, nunca consultaram um médico dermatologista.

Esses dados mostram uma realidade preocupante: ainda falta à população a consciência de que a pele pode ser um sinal de alerta para diversas doenças, das mais simples às mais graves. Estar atento a qualquer mudança e procurar um dermatologista para check-up anual deve ser um hábito. Cuidar da pele vai muito além da estética, é uma questão de saúde.

*Carlos Barcaui é presidente da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD)

Fonte: https://veja.abril.com.br/coluna/letra-de-medico/como-a-ia-pode-auxiliar-no-diagnostico-precoce-do-cancer-de-pele/

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18 de outubro de 2025

No Dia do Médico, celebrado em 18 de outubro, a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), em parceria com a divisão de Beleza Dermatológica do Grupo L’Oréal no Brasil, lança o dossiê “Brasil à Flor da Pele”. O estudo investiga os hábitos de cuidado com a pele da população brasileira e destaca a importância da dermatologia para a saúde, autoestima e bem-estar. A iniciativa reforça a necessidade de ampliar o acesso à especialidade que cuida da pele, maior órgão do corpo humano. De acordo com o levantamento, a renda é um forte preditor de acesso, já que as classes A e B (69% e 66%, respectivamente) apresentam taxas significativamente maiores de acesso à especialidade do que as classes C (46%) e D/E (32%).  

O estudo, realizado pelo Instituto Datafolha em 136 municípios de todas as regiões do país, traz dados inéditos e mostra um Brasil atento, mas ainda distante do cuidado especializado. O levantamento aponta que 1 em cada 4 pessoas não sabe que o dermatologista é médico e apenas 12% dos brasileiros se consultaram com um médico dermatologista no último ano. A iniciativa também visa orientar a população sobre os riscos de se consultar com profissionais não habilitados. Afinal, nem todo “doutor” é médico e entender essa distinção é fundamental para a segurança dos pacientes.  

“Precisa estar muito claro para a população que o dermatologista é médico. O cuidado com a pele vai muito além da estética: envolve saúde, diagnóstico e tratamento de doenças. No entanto, ainda vemos muitas pessoas sendo atendidas por profissionais sem formação em medicina, o que coloca vidas em risco. Nosso papel como entidade médica é alertar: sempre verifique se o profissional é médico, com CRM ativo, ou seja, se tem o registro no Conselho Regional de Medicina e Registro de Qualificação de Especialista (RQE). Essa é uma das mensagens centrais que queremos levar à sociedade neste 18 de outubro com o lançamento deste Dossiê, diz o presidente da SBD, Dr. Carlos Barcaui. 

Entre os jovens de 16 a 24 anos, 70% nunca passaram por atendimento dermatológico, mesmo sendo o grupo mais afetado por acne e suas consequências emocionais. Outro dado relevante mostra que 86% entendem que problemas dermatológicos devem ser tratados por um especialista, enquanto 43% raramente observam pele, cabelos e unhas em busca de sinais de doença. Entre os homens, apenas 37% já consultaram um dermatologista, contra 55% das mulheres. O dado também mostra que 58% das pessoas brancas já foram a uma consulta, contra 41% das pessoas negras.  

As conclusões reforçam a importância da informação científica confiável e da valorização do dermatologista como referência médica em saúde pública, especialmente em um cenário onde 54% da população nunca teve acesso à especialidade. 

Um movimento pela saúde da pele 

“O dossiê Brasil à Flor da Pele é um marco porque transforma dados em direção. Pela primeira vez, conseguimos mapear como a desigualdade de acesso e a desinformação impactam a saúde da pele no Brasil. Esses números nos convocam a agir não apenas como indústria, mas como agentes de transformação social. Cuidar da pele é cuidar da saúde, da dignidade e da autoconfiança das pessoas”, afirma Hanane Saidi, Diretora Geral da divisão de Beleza Dermatológica do Grupo L’Oréal no Brasil. 

Promover uma dermatologia mais diversa e acessível também passa por fortalecer a produção científica sobre grupos historicamente invisibilizados. ‘’No Brasil, atuamos há 25 anos ao lado da comunidade médica. Considerando que o nosso país é um dos mais diversos do mundo em tipos de pele e cabelo, lideramos frentes como o Dermatologia + Inclusiva, que incentiva financeiramente pesquisas que tragam respostas às realidades brasileiras. Reconhecer essa pluralidade e investir em ciência local é o que nos permite inovar com responsabilidade e colocar a dermatologia a serviço de todos os brasileiros’’, complementa. 

Procedimentos invasivos exigem preparo médico e atenção da população 

Embora cuidados e doenças da pele sejam as atribuições mais conhecidas da prática dermatológica (86%), aproximadamente 50% da população ainda desconhece que o dermatologista também realiza cirurgias na pele e trata de doenças capilares, além de cuidar das unhas e mucosas na sua rotina de atendimento a pacientes. 

Para Dr. Carlos Barcaui, presidente da SBD, é fundamental conscientizar a população sobre os riscos envolvidos em procedimentos invasivos. 

“Preenchimentos, toxina botulínica, lasers, peelings profundos e bioestimuladores, apesar de não serem cirurgias, são procedimentos invasivos que envolvem riscos reais. Quando mal indicados ou realizados por pessoas sem formação médica, podem causar consequências graves e permanentes ou até mesmo levar a óbito caso não sejam tratadas de imediato. O médico dermatologista é o profissional com formação específica para avaliar a pele, indicar o melhor tratamento e, principalmente, prever e tratar possíveis complicações”, diz Dr. Barcaui. 

Ele reforça ainda que, mais do que uma questão estética, esse é um tema de saúde pública. O paciente deve fazer check-up anual, uma forma eficaz de prevenir e tratar precocemente doenças graves, como o câncer de pele.  

“O Brasil ainda convive com desigualdades históricas de acesso à dermatologia, especialmente entre homens, jovens e a população negra. Essas desigualdades não impactam apenas o acesso aos serviços, mas também à informação, por isso é importante reforçar que o médico dermatologista é o profissional capacitado para cuidar não só da pele, mas também dos cabelos, das unhas e mucosas. Os dados do dossiê Brasil à Flor da Pele mostram que há interesse e atenção da população, mas falta orientação qualificada. Por isso, essa parceria entre a SBD e a L’Oréal Beleza Dermatológica é tão importante: ajuda a transformar conscientização em prática, unindo ciência, educação e responsabilidade social em torno da saúde integral”, afirma Dr. Carlos Barcaui. 

Veja aqui o Dossiê na íntegra.

Sobre a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) 

A SBD com 113 anos de existência reúne mais de 12 mil dermatologistas associados em todo o país e é a única sociedade de dermatologia reconhecida pelo Conselho Federal e Medicina e Associação Médica Brasileira. Com forte atuação científica, seus membros contribuem continuamente para o avanço da especialidade, especialmente por meio de estudos originais nas áreas de doenças infectocontagiosas, tropicais e dermatologia clínica, cirurgia dermatológica e cosmiatria. Essa produção reconhecida internacionalmente reforça o papel da dermatologia brasileira como referência global, destacando sua relevância na pesquisa, formação médica qualificada e no desenvolvimento ético e técnico da especialidade. 

A entidade é responsável por campanhas públicas de grande impacto, como a Campanha Nacional de Prevenção ao Câncer da Pele (CNPCP), criada em 1987 e institucionalizada em 1999, que realiza atendimentos gratuitos a cerca de 30 mil pessoas por ano, e a Campanha Nacional de Psoríase, promovida desde 2006 com ações educativas em todo o país. Coordena também a concessão do Título de Especialista em Dermatologia (TED), criado em parceria com a Associação Médica Brasileira (AMB), que assegura a qualificação técnica dos profissionais da área. Conta com 96 Serviços Credenciados, fundamentais para a formação de novos especialistas, e mantém iniciativas como o Programa de Educação Médica Continuada (EMC-D) e o fortalecimento das Sociedades Regionais, consolidando sua missão de promover o conhecimento científico e garantir o acesso da população a cuidados dermatológicos de excelência. 

Sobre o Grupo L’Oréal  

O Grupo L’Oréal se dedica à beleza há 115 anos. Com seu portfólio internacional único de 38 marcas  diversas e complementares, o Grupo gerou vendas no valor de 43.48 bilhões de euros em 2024 e conta  com mais de 90 mil colaboradores em todo o mundo. Como líder mundial em beleza, a empresa está  presente em todas as redes de distribuição: mercados, lojas de departamento, farmácias e drogarias,  cabeleireiros, varejo de viagens, varejo de marca e e-commerce. Pesquisa & Inovação, e uma equipe  de pesquisa dedicada de 4.000 pessoas, estão no centro da estratégia da L’Oréal, trabalhando para  atender as aspirações de beleza em todo o mundo. Reforçando seu compromisso de sustentabilidade,  a L’Oréal anunciou o programa L’Oréal Para o Futuro e estabeleceu metas ambiciosas de  desenvolvimento sustentável em todo o Grupo para 2030, visando capacitar seu ecossistema para  uma sociedade mais inclusiva e sustentável.   

No Brasil, o quarto maior mercado de beleza do mundo, a companhia completou 65 anos em 2024 e é  uma das líderes entre as empresas de beleza, com um portfólio de 22 marcas no país, como L’Oréal  Paris, Maybelline, Garnier, Niely, Colorama, Kérastase, L’Oréal Professionnel, Matrix, RedKen, La Roche Posay, Vichy, SkinCeuticals, CeraVe, Lancôme, Giorgio Armani, Yves Saint Laurent, Ralph Lauren,  Cacharel, Prada, Azzaro, Valentino e Mugler.  

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12 de outubro de 2025

Com a chegada do Dia das Crianças, celebrado em 12 de outubro, a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) faz um alerta importante: a exposição solar na infância e na adolescência exige atenção especial. 

Segundo a coordenadora do Departamento de Dermatologia Pediátrica da SBD, Dra. Sílvia Soutto Mayor, a exposição ao sol é benéfica e necessária na infância, mas precisa ser feita de forma segura. 

“A diferença entre a exposição solar na infância e na idade adulta é que a criança, em geral, costuma ser mais exposta à radiação ultravioleta, porque brinca mais ao ar livre e tem atividades fora de casa”, explica a especialista.  

Segundo ela, o sol tem papel essencial na síntese da vitamina D e na absorção de cálcio, fundamentais para o crescimento ósseo nesta faixa etária. No entanto, o excesso traz riscos sérios a longo prazo. 

“Mais da metade da radiação ultravioleta acumulada ao longo da vida ocorre na infância e na adolescência. Em alguns estudos, esse índice chega a 80%. Quanto mais queimaduras solares a criança tiver, maior o risco de desenvolver câncer de pele na idade adulta”, ressalta a médica dermatologista.  

Dra. Silvia alerta que as queimaduras solares na infância, aquelas que deixam a pele vermelha, quente, com febre ou até bolhas, podem alterar o DNA das células e aumentar as chances de câncer de pele no futuro. “O maior problema da exposição exagerada ao sol é justamente essa alteração celular que favorece o aparecimento de câncer de pele lá na frente”, explica. 

Proteção desde cedo  

Para garantir uma exposição solar saudável, a médica orienta que bebês com menos de seis meses não usem protetor solar químico. “Nessa fase, a pele é muito fina e permeável. A fotoproteção deve ser mecânica, com roupas, chapéus, bonés e o uso de guarda-sol”, recomenda. 

A partir dos seis meses, o uso de filtros solares infantis passa a ser indicado em casos de exposição prolongada, como idas à praia, piscina ou parques. 

“Os filtros solares infantis são testados para a pele da criança, que é mais sensível. Eles contêm mais componentes físicos do que químicos, sendo menos irritantes e mais seguros”, afirma a dermatologista. 

Ela destaca que, mesmo com protetor solar, é essencial evitar o sol entre 9h e 15h, período em que a radiação ultravioleta B é mais intensa e prejudicial. 

A especialista também chama atenção para o trabalho do dermatologista pediátrico, que tem formação voltada ao diagnóstico e tratamento de doenças de pele típicas da infância. 

“Qualquer dermatologista pode atender crianças, mas o dermatologista pediátrico tem maior experiência em doenças genéticas e mesmo as inflamatórias da pele, como dermatite atópica, psoríase e vitiligo nas crianças e adolescentes”, explica. 

Neste Dia das Crianças, a SBD alerta: brincar ao ar livre faz bem, mas com proteção e responsabilidade. 

“A infância é a fase em que mais acumulamos radiação solar. Cuidar da pele desde cedo é o primeiro passo para prevenir doenças e garantir um crescimento saudável”, conclui Dra. Sílvia Soutto Mayor. 

Dezembro Laranja: a campanha de conscientização do câncer de pele da SBD está chegando! 

Observar as pintas e sinais na pele é um passo importante na prevenção. Valorize o autocuidado e fique atento à saúde da sua criança. A prevenção começa com o olhar. O seu e o de quem está por perto! Observe. Cuide. Previna. 

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26 de junho de 2025

A Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) divulga os resultados do Inquérito Epidemiológico/Dermatológico da SBD 2024, estudo nacional que mapeia os principais diagnósticos realizados por dermatologistas no país, em serviços públicos e privados. A pesquisa revela que a acne é a condição mais comum nos atendimentos da rede privada, sobretudo entre jovens de 13 a 24 anos, enquanto o câncer de pele (neoplasias malignas) lidera nas consultas da rede pública.

Esta é a terceira edição do inquérito dermatológico realizado pela SBD, as anteriores ocorreram em 2006 e 2018. O intervalo entre os estudos reforça a relevância da nova edição, que atualiza o panorama das doenças de pele no Brasil e oferece subsídios atualizados para decisões clínicas, acadêmicas e de saúde pública.

“Contribuir com a formulação de políticas públicas, orientar sobres as prioridades na formação e atualização dos dermatologistas, bem como o planejamento da organização dos serviços credenciados e, por fim, balizar os investimentos e pesquisas da indústria farmacêutica, são os principais objetivos e entregas do inquérito”, explica Dr. Heitor de Sá Gonçalves, médico dermatologista e idealizador do levantamento durante sua gestão como presidente da instituição no Biênio 2023-2024.

Com metodologia rigorosa e participação de dermatologistas associados à SBD, o inquérito possibilitou analisar o perfil dos atendimentos realizados em agosto e setembro de 2024. Os dados revelam que:

 

  • Acne foi o diagnóstico mais frequente, representando 9,5% dos casos — com quase 80% dos atendimentos realizados na rede privada, especialmente entre jovens de 13 a 24 anos.
  • Psoríase, com 7,1% dos registros, predominou entre adultos de 25 a 59 anos, sendo mais comum também no atendimento privado, em grande parte durante consultas de retorno.
  • Neoplasias malignas de pele apareceram em 6,9% dos atendimentos, com 58,3% dos casos diagnosticados na rede pública, evidenciando o papel central do SUS na detecção e encaminhamento de casos graves.

“A prevalência de acne entre os jovens é explicada pela busca por autoestima e pelas opções de tratamento hoje disponíveis, que incluem medicamentos altamente eficazes. O crescimento da rede privada também facilitou o acesso ao dermatologista”, detalha Dr. Heitor.

O câncer de pele, mais prevalente nos atendimentos da rede pública, segue sendo um dos principais focos de atuação da SBD. A entidade realiza anualmente a campanha nacional Dezembro Laranja, dedicada à prevenção, diagnóstico precoce e conscientização da população sobre os riscos da exposição solar sem proteção.

“Os dados nos mostram onde estão os principais desafios e onde devemos atuar. O aumento nos casos de câncer de pele reforça a necessidade de fortalecer campanhas de prevenção, além de ampliar a capacitação dos dermatologistas em cirurgia oncológica”, afirma o atual presidente da entidade, Dr. Carlos Barcaui.

Ele destaca ainda iniciativas como as parcerias com o Ministério da Educação para qualificar a formação médica e reduzir a fila de espera por atendimento de câncer de pele no SUS. Além dos cursos da Universidade da Pele, promovidos pela SBD, que são também voltados à oncologia e cirurgia dermatológica.

O levantamento é uma ferramenta valiosa para a SBD, seus serviços credenciados, dermatologistas e residentes em formação, profissionais da saúde, gestores, formadores de opinião e para toda a sociedade, contribuindo para a construção de um Brasil mais informado e com melhores condições de prevenção, diagnóstico e tratamento das doenças de pele.

Clique aqui e confira a íntegra do inquérito.

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23 de dezembro de 2024

No dia 7 de dezembro, a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) promoveu uma importante ação de saúde pública, oferecendo atendimento gratuito à população em 103 postos espalhados pelo país. A ação, que teve como objetivo fazer o diagnóstico precoce de lesões suspeitas de câncer de pele e orientar a população sobre medidas de prevenção da doença, contou com cerca de 18 mil atendimentos. 

O carcinoma basocelular (CBC) foi detectado em 14,84% dos pacientes e outras pré-neoplasias representaram 11,51% dos casos. O diagnóstico de carcinoma epidermoide (CEC) ocorreu em 4,68% dos casos, enquanto melanomas malignos (MM) em 2,31% e outros tipos de tumores malignos em 1,21% dos consultados. Com outras dermatoses foram diagnosticados 41,22%, seguidos pela ausência de dermatoses em 24,23% dos casos. Vale ressaltar que um paciente pode ter mais de uma doença. 

Os dados coletados durante a iniciativa também revelaram índices preocupantes sobre os hábitos de exposição solar. Dentre os atendidos, 62,51% (11.014 pessoas) informaram que se expõem ao sol sem a devida proteção, enquanto 31,63% (5.574) afirmaram usar proteção solar e 5,86% (1.032) afirmaram não se expor ao sol.  

“Fica evidente a importância do nosso trabalho. Precisamos que cada vez mais essa conscientização sobre a utilização de filtros solares seja ampliada, assim como o horário em que é preciso evitar a exposição solar, que é de 9h às 15h, período de maior radiação”, explica o presidente da SBD, Dr. Heitor de Sá Gonçalves. 

Das consultas, 61,29% (10.800) foram destinadas ao público feminino, enquanto 38,71% (6.820) foram realizadas em homens. “A diferença de atendimento entre os sexos reflete a preocupação maior das mulheres com a saúde, por isso é fundamental fortalecer que a prevenção é para todos. Os homens também precisam prestar a atenção no seu autocuidado”, diz o coordenador da campanha, Dr Carlos Barcaui. 

Histórico de câncer de pele 

Dos atendidos 16,87% (2.972 pessoas) tinham histórico da doença, enquanto 83,13% (14.648) não possuíam.  Foram identificados como pessoas em risco para o desenvolvimento de doenças dermatológicas 58,77% (10.356), enquanto 41,23% (7.264) não se encontraram nessa condição.  

A iniciativa demonstra a importância de ações preventivas e do diagnóstico precoce para o tratamento eficaz de condições dermatológicas, enfatizando a necessidade urgente de cuidados e prevenção, especialmente em relação ao câncer de pele. 

A SBD reafirma seu compromisso com a educação em saúde e com a promoção do cuidado dermatológico como parte essencial da saúde pública. 

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6 de dezembro de 2023 0

O Dezembro Laranja deu seu pontapé inicial no último sábado, dia 2, com o dia D, atendimento gratuito que acontece anualmente ao público em mais de 110 postos de atendimento espalhados pelo país, entre 9h e 15h, recebendo a população.

Foram cerca de 19 mil atendimentos em todo o país com a participação de mais de 3.500 voluntários entre dermatologistas associados à SBD , residentes e especializados de serviços credenciados e alunos de medicina. Uma participação gratuita, muito simbólica .

    “Vale ressaltar ainda que, no dia de atendimento foi verificada uma incidência de mais de 10% de portadores de prováveis câncer de Pele entre as pessoas atendidas, o que denota a importância da campanha para alertarmos às autoridades públicas sobre a baixa resolutividade da atenção básica, bem como a dificuldade de acesso às atenções secundária e terciária”, destacou Heitor Gonçalves, presidente da SBD.

 

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5 de dezembro de 2023 0

A Diretoria da SBD esteve reunida no Rio de Janeiro, onde fica localizada a sede da SBD, para o lançamento oficial da Campanha Dezembro Laranja 2023.

O presidente instituição, Heitor Gonçalves destacou a importância, realizada anualmente desde 2014 e já beneficiou mais de 600 mil pessoas: “A ideia da campanha surgiu do mutirão de atendimentos, que acontece desde 1999. Queremos reforçar as medidas fotoprotetoras para uma pele saudável e claro prevenir o câncer de pele”.

“A fotoproteção atenua os efeitos do fotoenvelhecimento e previne manchas solares e o câncer de pele. A ideia é criar o hábito também naqueles que acham que não precisam se prevenir da doença. É uma campanha educativa para diminuir a exposição à radiação ultravioleta, incentivando o uso do filtro solar, roupas com proteção UV, além de chapéus e bonés. A proteção ao sol deve ser um hábito”, ressaltou o coordenador da campanha, Dr. Carlos Barcaui.

O Tema da campanha este ano foi intitulado de “Seu Sol, sua pele e sua proteção. Cada um com sua prevenção”.

O lançamento contou com a presença da diretoria, dermatologistas, parceiros e convidados.

 





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