SBD estimula participação dos associados em consultas públicas da Anvisa sobre indicações terapêuticas da talidomida




8 de abril de 2021 0

A Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) informa aos seus associados sobre a realização de duas consultas públicas sobre tema de interesse para a especialidade. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) abriu prazo para receber contribuições aos processos 1.029 e 1.030/2021, que tratam das indicações terapêuticas e do uso da talidomida, respectivamente. Para a Gestão 2021-2022, é importante a participação dos especialistas na tentativa de influenciar posterior tomada de decisões.

Os interessados têm até 25 de maio para enviar sugestões. Podem participar profissionais de saúde, gestores e pacientes. Basta acessar a proposta de RDC nº 11/2011, que dispõe sobre o controle do uso da talidomida, e a RDC nº 50/2015, a respeito das indicações terapêuticas para o medicamento e enviar contribuições por meio de formulários digitais disponíveis no portal da Agência. Abaixo, estão disponíveis os links de acesso.

Medicamento – A talidomida é um medicamento utilizado para o tratamento de diferentes enfermidades, como a hanseníase, ISTs/HIV, mieloma múltiplo, doenças crônico-degenerativas, entre outras. Criado na Alemanha, em 1954, começou a ser vendido no Brasil a partir 1958. Na época, era indicado para tratar náuseas e tonturas, por isso era comum ser usado por gestantes. No entanto, a talidomida traz importantes riscos à saúde, podendo provocar malformações congênitas irreversíveis ao recém-nascido, além de estar sob rígido controle para mulheres em idade fértil.

Em decorrência desses riscos, os casos de tratamento com o medicamento devem seguir a Resolução de Diretoria Colegiada – RDC Anvisa nº 11/2011, na qual mulheres em idade fértil precisam comprovar o uso de contraceptivo e realizar exame de gravidez.

PARA PARTICIPAR DA CONSULTA PÚBLICA 1.029/2021 SOBRE INDICAÇÕES TERAPÊUTICAS DA TALIDOMIDA, CLIQUE AQUI

PARA PARTICIPAR DA CONSULTA PÚBLICA 1.030/2021 SOBRE CONTROLE DA SUBSTÂNCIA TALIDOMIDA E MEDICAMENTOS QUE A CONTENHAM, CLIQUE AQUI
 

 

 


9 de março de 2021 0

Ampliar o diálogo com os associados e o público em geral é um dos compromissos da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), de acordo com Beni Grinblat, 2º secretário da instituição. Em entrevista ao Portal da SBD, ele salientou a importância da comunicação para o crescimento da especialidade, além do objetivo de estreitar a proximidade com os dermatologistas. “É fundamental que o associado se sinta acolhido e parte integrante, porque a SBD realmente é de todos”, afirmou.

Ele evidenciou ainda o papel educativo da entidade em levar informações à população e proporcionar um diálogo acessível com o público sobre doenças e cuidados com a pele. Essa estratégia, segundo o 2º secretário, que é responsável pela área de comunicação da entidade, contribui com o fortalecimento da defesa profissional da dermatologia e beneficia a consolidação da imagem da instituição frente aos especialistas e ao público leigo.

Beni explicou também que entender o perfil dos públicos da SBD é um caminho para a construção de uma comunicação mais assertiva. Um exemplo destacado pelo 2º secretário é o projeto SBDCast, que busca promover debates exclusivos para os associados com a participação de especialistas na área. A iniciativa proporciona a atualização em diversos temas de interesse dos membros da entidade, e aumenta a visibilidade da SBD e da dermatologia.

Confira, a seguir, a entrevista na íntegra com Beni Grinblat.

Portal da SBD: Quais são os principais desafios da comunicação da SBD?
Beni Grinblat:  São vários, mas o principal – e não é algo exclusivo da comunicação da SBD – é essa dificuldade de conseguir comunicar aquilo que se deseja para o público que foi determinado como alvo. Hoje somos bombardeados com informação em excesso, de todos os lados, o que gera uma concorrência enorme. São muitos os “comunicadores”.  Além da disputa com as fontes tradicionais de informação, há blogueiros, youtubers e o problema crescente das fake news. Então, o desafio é conseguir chamar a atenção do nosso público, nesse cenário múltiplo em opções, e se comunicar de forma efetiva.

Portal da SBD: É importante estabelecer um canal de comunicação com o público leigo ou manter esse diálogo apenas com os associados da entidade?
BG: O papel da SBD é reforçar os dois modelos de comunicação. Obviamente, há o foco intenso sobre o associado, mas agora também é fundamental conversar com o público em geral. As nossas regionais já começaram a entender isso também. Acho que é um desafio, porque apesar de serem duas formas de comunicação teoricamente diferentes elas constantemente vão se imbricar. Óbvio que a gente precisa comunicar aos associados as ações e eventos da SBD, mas para o público leigo isso é muito distante se não existir uma tradução dessas iniciativas. É preciso enfatizar a educação em saúde, sempre alertando sobre doenças e cuidados da pele. Além disso, há uma necessidade de explicar propriamente o que é a dermatologia. Algo que já entra na esfera de defesa profissional.

Portal da SBD: O que o público em geral precisa saber sobre a dermatologia?
BG: A população precisa entender o que diferencia um dermatologista de outros profissionais, qual a sua formação e suas competências. Muita gente não compreende essas informações e nosso papel também é educar essa população. Então, sobre o que comunicar ao público leigo, eu acho que há dois focos: esse mais voltado à educação em saúde e outro sobre a especialidade.

Portal da SBD: Como estreitar a relação entre a instituição e os associados?
BG: Em relação ao associado, obviamente precisamos insistir na divulgação dos eventos e demais ações da SBD. Mas acho que a gente também tem que funcionar como um canal próximo de interlocução, de modo que o associado se sinta acolhido e parte integrante. Esse pertencimento é fundamental, porque a SBD realmente é de todos, é dos dermatologistas e para os dermatologistas. Para estreitar essa relação, não adianta entender o que precisa ser comunicado, se a gente não sabe como fazer isso de forma adequada. É imprescindível estabelecer essa comunicação através dos meios nos quais ele está inserido e corriqueiramente acessa. O projeto de desenvolvimento do SBDCast é justamente isso: mais uma forma de se aproximar desse perfil de associado que hoje está integrado ao universo dos podcasts. Para gente chegar próximo ao associado, esse mapeamento das ferramentas disponíveis é um primeiro passo, que abre possibilidades mais assertivas para alcançarmos o nosso público.

Portal da SBD: Quais os diferenciais das comunicações para cada público?
BG: A comunicação para o público leigo e para associados são independentes, mas elas também se relacionam. Por exemplo, vamos fazer uma peça em rede social para o público leigo. É importante que esse conteúdo também chegue ao profissional para que ele também seja um ótimo replicador do que a gente está divulgando para a população. Se eu coloco um post no Instagram focado em proteção solar, se o meu público associado também replica esse post, muito mais gente vai: em primeiro lugar, aprender, ser educada, receber informação de qualidade e confiança; em segundo lugar, muito mais gente vai saber que existe a Sociedade Brasileira de Dermatologia. Então, fortalece das duas maneiras, ajuda a educar e também fortalece a sociedade e a nossa especialidade. Por isso que são comunicações teoricamente diferentes, mas muitas vezes se imbricam.

Portal da SBD: Quais os principais objetivos estabelecidos pela SBD em sua comunicação?
BG: Para o público leigo, nosso objetivo é que as pessoas entendam que existe uma sociedade forte da especialidade e o que é essa especialidade. Perante os associados, temos que mostrar a nossa força, e a comunicação ajuda nisso. Outra coisa que é muito importante na comunicação é a assessoria de imprensa. A gente vê que, por incrível que pareça, nem sempre os dermatologistas serem contatados para falar de assuntos dermatológicos. É preciso educar a imprensa de que existe uma Sociedade Brasileira de Dermatologia e a importância da entidade como porta-voz dos assuntos dermatológicos.

 


2 de fevereiro de 2021 0

Na Gestão 2021-2022, a defesa profissional continuará a ocupar espaço prioritário na agenda institucional. A afirmação é do 1º secretário da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), Geraldo Magela Magalhães, que tem a missão de coordenar essa frente de atuação. Segundo ele, as ações serão desenvolvidas de forma integrada, contemplando atividades junto ao Congresso Nacional e aos Poderes Executivo e Legislativa.

Mineiro de Belo Horizonte, Magalhães também lembra da importância da comunicação neste processo de defesa da especialidade e da necessidade de mostrar para a população o quanto a dermatologia é fundamental para a saúde pública. “À medida que informamos a população sobre a grandeza da dermatologia, suas diversas facetas e sua importância para a saúde pública brasileira, estaremos promovendo defesa profissional”, ressaltou.

Confira, abaixo, a entrevista de Geraldo Magela Magalhães ao Portal da SBD. 

Portal da SBD: Como a atual Gestão da SBD pretende fortalecer suas ações no campo da defesa profissional?

Geraldo Magela Magalhães: A defesa profissional sempre foi uma pauta prioritária para a Sociedade Brasileira de Brasileira. Isso ficou evidente pelo trabalho realizados pelas gestões que antecederam a atual. Assim, o grupo encarregado de conduzir a entidade em 2021 e 2022 tem como proposta dar sequência às ações que se encontram em andamento e também ir além, promovendo novas iniciativas que possam trazer ganhos e visibilidade para o associado.

Portal da SBD: A luta em favor da dermatologia passa por uma maior articulação com os tomadores de decisão? Por quê?

GMM: Sim, a SBD está atenta a essa necessidade de articulação com os tomadores de decisões. Isso inclui estar atentos aos movimentos que ocorrem no Poder Executivo, no Congresso Nacional e mesmo no Judiciário. Hoje, a diretoria conta o suporte de assessorias jurídica e parlamentar robustas e preparadas para dar apoio nessa articulação dentro de órgãos federativos. De modo, integrado pretendemos envolver cada vez mais nossa estrutura de comunicação neste processo, pois fica a cada diz mais claro que os melhores resultados dependem da coordenação de ações de diferentes segmentos.
 
Portal da SBD: Quais itens de pauta se impõem como prioritários neste momento?

GMM: A agenda da defesa profissional da SBD tem como objetivo principal a proteção dos interesses da dermatologia enquanto especialidade médica. Isso exigirá atenção em diferentes frentes. No Congresso, faremos o acompanhamento de projetos de lei de interesse da área, procurando sensibilizar os parlamentares com nossos argumentos técnicos, éticos e científicos. No Judiciário, buscaremos a defesa dos abusos cometidos por profissionais de outras áreas. Cada ataque será respondido à altura, com o protocolo de denúncias nas instâncias cabíveis. Já junto ao Governo, atuaremos por melhores condições de trabalho e de remuneração para nossos associados, bem de atendimento para nossos pacientes.

Portal da SBD: O Judiciário e o Executivo também serão alvo de ações da SBD na defesa profissional? De que maneira?

GMM: Sim, dentro do que foi exposto anteriormente, diversos assuntos relativos à defesa profissional envolvem o Judiciário e o Executivo. Mas outro dado que gostaria de pontuar é que nossa proposta é, também, promover defesa profissional a partir da valorização da dermatologia e do dermatologista junto ao público leigo. Acreditamos que, à medida que informamos a população sobre a grandeza da dermatologia, suas diversas facetas e sua importância para a saúde pública brasileira, estaremos promovendo defesa profissional. Nesse sentido, pretendemos investir tempo e dedicação à uma publicidade médica com esse objetivo. É desafiador e, ao mesmo tempo, gratificante.

Portal da SBD: De que forma o associado pode contribuir com esse esforço que será capitaneado pela diretoria-executiva da Gestão 2021-2022?

GMM: O diálogo com cada dermatologista é fundamental. A SBD está pronta para ouvir o associado e responder às suas demandas. Dispomos de dois canais de comunicação: um deles é no site da SBD (https://www.sbd.org.br/dermatologistas/defesa/), através do e-mail defesaprofissional-juridico@sbd.org.br. O segundo está disponível no aplicativo SBD, que contempla uma aba específica para denúncia. É importante chamar a atenção para o fato que as denúncias devem conter um breve histórico, indicação de possíveis testemunhas e com provas (documentos que devem ser anexados).
 
 

 


1 de fevereiro de 2021 0

Após um tranquilo período de transição, em 1º de janeiro a nova diretoria assumiu a SBD, tendo como presidente Mauro Enokihara. Em entrevista divulgada aqui no portal da entidade e também na nova edição do JSBD, o atual presidente fala sobre os projetos e os desafios que terá no próximo biênio. Segundo ele, a gestão que assume é consequência do trabalho desenvolvido pela diretores que comandaram a SBD entre 2019-2020. A equipe atual já está formada e pronta para conseguir os melhores resultados para a Sociedade. O ponto positivo é que muitos integrantes já faziam parte da gestão anterior e estão familiarizados com a dinâmica de trabalho.

A edição traz ainda notícia sobre relatório contendo as principais iniciativas realizadas durante o trabalho da gestão 2019-2020. Composto por 11 capítulos e 70 páginas, o documento detalha importantes ações conduzidas pela diretoria capitaneada pelo ex-presidente Sergio Palma, como as de defesa profissional e educação continuada, campanhas públicas, eventos e mais.

Outros destaques são as novidades a respeito do 75º Congresso Brasileiro de Dermatologia, que ocorrerá em setembro, em São Paulo, sob a presidência de Cyro Festa Neto; o lançamento da Derma Class, um espaço desenvolvido para a capacitação científica do especialista; e os resultados das campanhas Dezembro Laranja e Janeiro Roxo.

Colunas
Na coluna “Outros Olhares” o médico dermatologista Flávio Luz aborda o impacto das mudanças climáticas nos tratamentos dermatológicos. Em “Entrevista”, conversamos com o dermatologista e coordenador do Departamento de Oncologia Cutânea da SBD, Renato Bakos, sobre a dermatoscopia na avaliação de pacientes com lesões suspeitas de câncer de pele e de tumores benignos, minimizando a realização de biópsias.

E convidamos o dermatologista e assessor do Departamento de Cirurgia Micrográfica da SBD Glaysson Tassara para falar sobre as intervenções cirúrgicas e não cirúrgicas para o carcinoma basocelular na seção “Com a palavra”.

Também são abordados neste número o papel da ocitocina para a saúde da pele, sobretudo no processo de envelhecimento, e as experiências de residentes no atendimento aos pacientes com Covid-19 ao longo da pandemia.

Para acessar a edição novembro/dezembro do JSBD clique aqui.

 


23 de janeiro de 2021 0

Em virtude da explosão de casos de Covid-19, a capital e o estado do Amazonas vivenciam hoje uma situação de colapso em seus hospitais com a falta de oxigênio para manter a respiração dos pacientes que necessitam de intubação. Em posicionamento oficial dirigido à população amazonense, médicos e profissionais de saúde, a Associação Médica Brasileira (AMB) lamenta o ocorrido, presta solidariedade a todos envolvidos e acompanha com preocupação a crise de abastecimento do insumo, que se estende desde o início do mês de janeiro.

Na nota, a Associação também cobra soluções imediatas das autoridades para esse grave problema, como o aumento no número de leitos, bem como o atendimento adequado para todos os pacientes com a doença.

“Conclamamos por providências urgentes com aumento de leitos, com hospitais de campanha e com a garantia de todos as demais necessidades que se façam obrigatórias para o tratamento da Covid-19”, diz o comunicado.

Leia a íntegra do texto.


21 de janeiro de 2021 0

Para contornar o desabastecimento de drogas utilizadas no tratamento da hanseníase no País, a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) decidiu acionar o laboratório Novartis, o principal fornecedor destes medicamentos para o Sistema Único de Saúde (SUS) e em nível internacional, sobre o problema. Um pedido de explicações foi enviado por meio de ofício à empresa nesta semana, há poucos dias da Data Mundial da Luta Contra a Hanseníase (31 de Janeiro).

O problema se instalou no País há três meses, quando serviços que atendem pacientes com essa doença passaram a relatar a falta das cartelas com os esquemas terapêuticos. Diante desse quadro, a SBD quer do laboratório informações precisas sobre sua capacidade de retomar o fornecimento de medicamentos para hanseníase ao serviço público brasileiro. O assunto já vinha sendo monitorado pela SBD desde o ano passado, quando começaram a circular informações sobre a dificuldade de aquisição das drogas pelo Ministério da Saúde, responsável pelo seu repasse aos estados e municípios.

“Estamos no Janeiro Roxo, mês dedicado à prevenção e ao tratamento precoces da hanseníase. Esse é um cenário inadequado e que elimina a possibilidade de comemorações. Ao invés de festejarmos queda nos indicadores de contaminação dessa doença milenar, nos vemos diante da falta de medicamentos que podem trazer cura e segurança para pacientes e familiares. Esperamos logo superar esse desafio”, alertou Mauro Enokihara, presidente da SBD.

Tratamento – Após o diagnóstico da hanseníase, o acesso a essas drogas, que são fornecidas gratuitamente pelo SUS, é fundamental para o êxito do tratamento. A falta dos medicamentos (clofazimina, dapsona e rifampicin) pode comprometer a recuperação dos casos diagnosticados, que já recebem os remédios periodicamente, e atrasa o início dos ciclos terapêuticos nas situações de notificação recente.

Ano passado, a Coordenadoria Geral de Doenças em Eliminação (CGDE) do Ministério da Saúde, alertou em reunião pública com serviços de saúde que haveria redução dos estoques dos medicamentos para tratamento da hanseníase no País. Entre os problemas descritos estavam dificuldades de logística de transporte das drogas, que são fabricadas na Índia, e falta de insumos básicos para sua produção em nível global.

Protocolos – Apesar dessas justificativas, grupos que juntam especialistas e pesquisadores sobre a hanseníase de vários países não identificam situações semelhantes na maioria dos países. Eventuais dificuldades são relatadas, mas como casos pontuais. Isso ocorre num contexto em que a produção das cartelas, que são distribuídas em função dos protocolos clínicos reconhecidos, conta apenas com a Novartis como fornecedor mundial.

“Para o Brasil, essa situação é muito preocupante. Há milhares de pacientes que aguardam a entrega dessas cartelas para darem seguimento aos seus tratamentos. Além disso, todos os anos, em média, 30 mil novos casos são diagnosticados e passam a depender dessa assistência por meio do SUS. Por isso, é preciso encontrar uma solução imediata. Sem isso, uma doença que há muito deveria ter sido erradicada continuará a trazer dor e sofrimento para os brasileiros”, disse o vice-presidente da SBD, Heitor de Sá Gonçalves.

 


21 de janeiro de 2021 0

Os próximos dois anos serão um período marcado pela adoção de medidas que fortaleçam a especialidade e a interação entre as entidades que integram o sistema formado pela Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), ou seja, suas estruturas Nacional e Regional. Essa é a aposta da secretária-geral da Gestão 2021-2022, Claudia Carvalho Alcântara Gomes.

Em entrevista ao portal da SBD, ela destacou ainda a importância da comunicação para entidade, inclusive como meio de conhecer a percepção dos associados sobre diferentes temas. “Nossa Sociedade trabalha para seu associado e sua diretoria têm como prioridades: entender as demandas apresentadas, desenvolver ações em resposta e atuar pela defesa da especialidade em múltiplas esferas. Por isso, é importante manter essa sintonia em dia, o que permitirá à SBD ser mais assertiva em suas propostas”, disse.

Confira, a seguir, a conversa que tivemos com Claudia Carvalho Alcântara Gomes.

Portal da SBD: Quais são os principais projetos e ações da Secretaria Geral para o período que se inicia? 

Claudia Alcântara Gomes: A Gestão 2021-2022 começa com a proposta de que os projetos e as ações implementados pela SBD sejam trabalhados com a participação de todos os membros da diretoria. Como secretária geral, tenho a responsabilidade de garantir as condições para o pleno andamento das determinações que forem tomadas pela presidência e pelos diretores. Assim, estou diretamente envolvida em todos os processos, nas suas diferentes fases: planejamento, execução e avaliação de resultados. Por exemplo, nesse momento, todos estão empenhados nos preparativos para o lançamento do SBDCast, o novo serviço de podcast da SBD; na condução de campanha do Janeiro Roxo, que trata da importância do diagnóstico e tratamento precoces da hanseníase; no desenvolvimento de um perfil no Instagram para o associado; e nos preparativos para as comemorações pelo Dia do Dermatologista, em 5 de fevereiro. Tudo está sendo feito para oferecer ao associado conteúdo de alta de qualidade, um diferencial da nossa entidade.

Portal da SBD: Como a SBD pode estar ainda mais próxima de seus associados?

CCAG: O diálogo entre o associado e a SBD já acontece de várias formas. Há diferentes canais que ajudam a levar informações para os médicos especialistas e, ao mesmo tempo, servem como pontos de escuta, coletando o sentimento da categoria com relação a assuntos de interesse. Essa troca pode ocorrer por meios das páginas da Sociedade nas redes sociais, pelo aplicativo da SBD, pela área do associado, pelo envio de e-mails ou mesmo numa visita à nossa sede. Nossa Sociedade trabalha para seu associado e sua diretoria têm como prioridades: entender as demandas apresentadas, desenvolver ações em resposta e atuar pela defesa da especialidade em múltiplas esferas. Por isso é importante manter essa sintonia em dia, o que permitirá à SBD ser mais assertiva em suas propostas.

Portal da SBD: O que o associado vai receber da SBD enquanto entidade de classe?

CCAG: A SBD tem mais de um século de trajetória em defesa dos interesses da dermatologia. Ao longo desse tempo, tem consolidado seu espaço graças ao compromisso institucional, abraçado pelas sucessivas gestões, em favor do avanço do conhecimento, da capacitação técnica e ética na formação dos especialistas e da oferta de um atendimento qualificado aos pacientes. Esses temas continuam a ser objeto de preocupação para nossa Diretoria-Executiva que, no entanto, tem também pela frente outros desafios, como conduzir as ações de defesa da dermatologia ante as tentativas de invasão de competências por outras categorias profissionais. Dessa forma, em todos esses aspectos, procuraremos dar em retorno aos nossos associados as melhores respostas e encaminhamentos.

Portal da SBD: De que modo as Regionais podem contribuir para o fortalecimento da especialidade?

CCAG: É fundamental para o fortalecimento da SBD, como representante dos dermatologistas do Brasil, que as entidades Nacional e Regionais estejam em sinergia, com atuações próximas e colaborativas. A Gestão 2021-2022 reconhece a grande heterogeneidade que existe dentro do sistema, seja no que se refere ao número de especialistas em cada localidade, seja na capacidade de captação de recursos para eventos e na realização de iniciativas para atender os interesses específicos. Porém, cabe à Diretoria-Executiva da SBD Nacional estar atenta e atuante para estimular medidas que permitam o crescimento equânime dos associados e das entidades regionais. Isso traz ganhos para todos, sobretudo por meio do nosso fortalecimento institucional. Passo importante nessa direção acontecerá em 5 de fevereiro, Dia do Dermatologista, quando o atual grupo diretor fará sua primeira reunião com os presidentes das Regionais.

Portal da SBD: No contexto da pandemia, ainda há dúvidas sobre a retomada de atividades presenciais. Como a SBD está tratando essa questão?

CCAG: Desde o início da pandemia, a SBD disponibilizou uma página no portal SBD com informações relevantes sobre a Covid-19. Nela, o associado encontra documentos e orientações sobre essa doença, os cuidados com o uso de equipamentos de proteção individual (EPIs), as possibilidades de atuação por meio da telemedicina e os critérios de segurança para funcionamento de clínicas e consultórios, entre outros pontos. Esse espaço continuará a ser alimentado e, certamente, abrigará qualquer mudança nas orientações das autoridades sanitárias, inclusive sobre as atividades presenciais. A SBD tem grande preocupação em municiar seu associado com informações respaldadas em critérios científicos, que lhes tragam a percepção de segurança e de eficácia. Essa tradição continuará a ser honrada.

 


18 de janeiro de 2021 0

A Diretoria Executiva da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) agradece o apoio dos associados de todo o País, que empenharam sua confiança neste grupo que tem a missão de comandar os rumos da entidade de 2021 a 2022.

Ciente dos possíveis impactos em decorrência da pandemia sobre o funcionamento de consultórios e clínicas dermatológicas, informamos que neste ano a SBD não reajustará o valor da anuidade. Ou seja, os valores praticados serão os mesmos de 2020, garantindo-se o parcelamento ou desconto para pagamentos à vista, por meio de boleto bancário, efetuados até 28 de fevereiro.

Aos que optarem pelo parcelamento, é possível efetuá-lo por meio de cartão de crédito em até quatro parcelas, com a primeira sendo efetivada em janeiro. Se pagar em fevereiro, poderá dividir o pagamento em três vezes; em março, duas vezes; e em abril, somente à vista. A data final para pagamento da anuidade é dia 30 de abril.

Para emitir o boleto digital e realizar o pagamento à vista com desconto ou de modo parcelado, acesse a área restrita do associado ou utilize o aplicativo da SBD. O documento impresso também está processo de envio pelos Correios.

Aproveite a oportunidade para atualizar o seu cadastro no site da SBD, na aba "Perfil de Dermatologista".

Com a anuidade em dia, o associado garante direito a uma série de benefícios, como acesso a publicações digitais e valores diferenciados em eventos científicos, como o Congresso Brasileiro de Dermatologia, entre outros.

Juntos, poderemos construir uma SBD ainda mais forte e oferecer ao País uma dermatologia de todos, e para todos!

Atenciosamente,

Diretoria da SBD
Gestão 2021-2022

 

 

 


13 de janeiro de 2021 0

A Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) encaminhou nesta quarta-feira (13/1) correspondência ao Conselho Federal de Medicina (CFM) e à Associação Médica Brasileira (AMB) com considerações e recomendações técnicas relacionadas à vacinação contra Covid-19, no País. No texto, a entidade reafirma que, com esse envio, cumpre seu papel de subsidiar o debate técnico e científico com vistas ao aperfeiçoamento da assistência à população.

“Nossa intenção é levar a SBD a manter sua participação ativa nos grandes debates que se relacionam com as ações de saúde pública. Isso fortalece o papel de nossa especialidade como formuladora de propostas que têm ajudado o País, como já ocorreu no enfrentamento da hanseníase e do câncer de pele”, afirmou o vice-presidente Heitor de Sá Gonçalves.

Juntamente com o ofício ao CFM e à AMB foram anexados dois documentos produzidos por especialistas de Departamentos da SBD. No primeiro, constam considerações sobre a implementação de uma campanha nacional de vacinação contra a Covid-19 no Brasil. Este trabalho traz alertas sobre medidas que, na visão dos dermatologistas, devem ser adotadas para garantir maior segurança e eficácia durante o processo.

Dermatologistas – As considerações foram elaboradas pelo grupo formado pelos dermatologistas Paulo Antônio Oldani Felix, Maria Cecilia de Carvalho Bortoletto, Luna Azulay-Abulafia, André Vicente Esteves de Carvalho, Ricardo Romiti, Elizabeth Vaz de Figueiredo Moreno Batista, Jane Marcy Neffá Pinto, Luiza Keiko Matsuka Oyafuso e María Victoria Suárez Restrepo. Posteriormente, o documento foi validado pela Diretoria-Executiva da Gestão 2021-2022.

LEIA A ÍNTEGRA DO POSICIONAMENTO DA SBD SOBRE VACINAÇÃO

O mesmo aconteceu com o outro texto anexado: a manifestação técnica sobre o uso de imunizantes para Covid-19 em pacientes de doenças imunomediadas. Esta nota com relevantes reflexões sobre os cuidados para a cobertura vacinal da população com esse perfil foi, inclusive, compartilhada anteriormente com os associados da SBD.

LEIA A ÍNTEGRA DA MANIFESTAÇÃO DA SBD SOBRE USO DE VACINAS EM PACIENTES COM DOENÇAS IMUNOMEDIADAS

Para o presidente da entidade, Mauro Enokihara, como toda a comunidade médica e científica, a SBD tem acompanhado, desde 2020, a evolução da pandemia de Covid-19 no mundo, a qual tem gerado graves consequências epidemiológicas e econômicas para as populações. “Assim, o surgimento de vacinas capazes de reduzir o número de novos casos e evitar o aparecimento de complicações de maior complexidade configura um alento nos tempos atuais. Por isso, nesse momento, a SBD faz esses aportes, que podem ser úteis ao enfrentamento dessa crise”, lembrou.


8 de janeiro de 2021 0

A consolidação e ampliação das ações visando à atualização científica dos associados é uma das metas que será empreendida pela nova gestão da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), no biênio 2021-2022. Em entrevista ao portal da SBD, Mauro Enokihara, novo presidente da entidade, apresentou algumas de suas preocupações e objetivos para o período, que se desenvolverá sob o slogan “Dermatologia de todos, e para todos”.

Ele salientou que para avançar em seus projetos a diretoria da Gestão 2021-2022 – em conjunto com a equipe de colaboradores da SBD – já iniciou o planejamento do trabalho para atender às principais demandas dos associados. De acordo o presidente, além de promover capacitação técnica de alta qualidade, também estão entre as prioridades ações de defesa profissional e de projeção da imagem institucional no debate público sobre temas de relevância para a dermatologia, a medicina e os pacientes.

Confira, a seguir, uma rápida entrevista com Mauro Enokihara.

Portal SBD – Como o senhor vê o desafio presidir a SBD?

Mauro Enokihara – No primeiro encontro com a atual equipe, eu apresentei uma imagem que julgo ser representativa: um campo vasto e verde, cortado por um caminho de pedras, que tem como destino uma alta montanha. Esse é o desenho da nossa atual conjuntura. Nos próximos meses, sabemos que haverá inúmeros desafios ao longo da estrada. Nesse contexto, se realmente quisermos alcançar novos patamares – chegando ao topo das montanhas –, precisamos estabelecer nossas metas. Nesse sentido, nosso objetivo maior será servir ao associado da SBD. Da mesma maneira que as diretorias anteriores fizeram um ótimo trabalho, sendo que eu como associado usufrui disso, nosso intuito é atender às demandas dos dermatologistas.

Portal SBD – No contexto da pandemia de Covid-19, como será a atuação da SBD?

Mauro Enokihara – Devido ao novo coronavírus, nós tivemos um 2020 extremamente difícil. Mas, nesse cenário de incerteza, que permanecerá pelo menos em curto prazo, houve também oportunidades de aprendizado. Inovamos no modo de promover atividades da SBD e de estabelecer contato com os associados. Com base nessa experiência, já estamos trabalhando para montar uma ampla programação científica, com cursos e eventos. Neste momento, é ainda mais importante elaborarmos planos para superar as indefinições impostas pela Covid-19. Mas uma coisa é certa: em 2021, vamos trabalhar com afinco para que a SBD reforce seus projetos de educação continuada e de apoio ao aprimoramento profissional dos dermatologistas brasileiros, dando atenção aos associados de cada uma de nossas Regionais. Queremos consolidar as boas iniciativas já oferecidas e aperfeiçoar o que precisa ser melhorado.

Portal SBD – Como a SBD pretende trabalhar no campo da defesa profissional?

Mauro Enokihara – Nos últimos anos, diferentes especialidades médicas – sobretudo a dermatologia – têm vivenciado sucessivos ataques às suas competências. São ações promovidas por entidades e indivíduos de outras categorias profissionais. Contra esse movimento, a SBD já tem buscado abrigo na Justiça, com uma série de ações onde essa postura tem alvo de questionamento. Sabemos que esse é um processo longo, com amplo direito a recursos, mas acreditamos que temos argumentos sólidos o suficiente para contrapor essas irregularidades. Também temos buscado sensibilizar parlamentares em favor dessa causa, assim como recebido o apoio de instituições representativas da classe médica, como o Conselho Federal de Medicina (CFM) e a Associação Médica Brasileira (AMB). Essas iniciativas que já acontecem vão ser consolidadas. O último presidente da SBD, Sérgio Palma, juntamente com sua diretoria, encampou esse trabalho de defesa profissional de modo incansável e esse é um compromisso que não será abandonado.

Portal SBD – De que modo a dermatologia brasileira, por meio da SBD, pode contribuir com a formulação de políticas públicas de saúde?

Mauro Enokihara – Costumamos caracterizar a dermatologia como uma especialidade complexa e completa. É a única que engloba mais de três mil doenças, que necessitam de tratamento – clínico ou cirúrgico –, envolvendo uma gama imensa de procedimentos. Além disso, temos também a dermatologia sanitária, que se ocupam das chamadas doenças negligenciadas. Esse é um ponto que precisa ser valorizado. A hanseníase ainda é um exemplo de problema grave e atualíssimo. No passado, sonhávamos que haveria maior controle dessa doença do Brasil, no início dos anos 2000. Já se passaram duas décadas e hoje o nosso País ainda é o segundo no mundo em número de casos. Outro exemplo são as Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs), que têm diversas manifestações cutâneas e vêm se disseminando, especialmente entre os mais jovens. Outro tópico relevante em termos de saúde pública é o cuidado inerente para cada tipo de pele, especialmente no Brasil, onde a miscigenação é uma realidade inegável. Há doenças que são próprias de cada cor ou etnia. Quando identificamos a dermatologia como especialidade completa é por que está atenta a todos esses fatores, além de muitos outros, como as ações nos campos cirúrgico e cosmiátrico. Efetivamente, ela engloba a assistência que cobre pessoas das classes menos favorecidas até as mais abastadas. Por isso, nossos compromissos e metas podem ser consolidados na frase escolhida para nortear a atual gestão em suas ações: “Dermatologia de todos, e para todos”.

Portal SBD –  Qual sua mensagem para os associados da SBD?

Mauro Enokihara – Muitos já me conhecem, em função da minha trajetória. Seja pela atuação no campo clínico, seja na vida associativa. Diante disto, quero reiterar a cada associado da SBD a total seriedade com a qual encaro essa oportunidade de gerir nossa entidade nos próximos dois anos. Para tanto, podem contar com o melhor de nossos esforços – meus e de todos os membros da diretoria – para oferecer aos especialistas uma gestão inovadora, permeada por valores éticos, trabalho árduo e que buscará sempre atender a cada um da melhor maneira, mesmo que para isso muitas vezes seja preciso tornar o impossível possível. 





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