Nova diretoria da SBD dá início aos trabalhos da Gestão 2021-2022




4 de janeiro de 2021 0

A diretoria escolhida para comandar a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) no biênio 2021-2022 começou oficialmente, nesta semana, sua atuação executiva de gerenciamento da entidade. Conduzido ao cargo de presidente da SBD, Mauro Enokihara deu início aos trabalhos ressaltando a meta de dar seguimento às ações de fortalecimento da especialidade, as quais vêm sendo implementadas nas sucessivas gestões. 

Conforme salientou Enokihara, o objetivo do atual grupo gestor é buscar o desenvolvimento da SBD de maneira representativa, mantendo iniciativas consistentes, conduzidas ao longo dos anos especialmente nas esferas de defesa da especialidade e do aprimoramento contínuo da educação médica. “Entramos no segundo século da história de nossa sociedade com um acervo de realizações, o que é motivo de orgulho para os associados desta que é uma das mais antigas instituições da área médica do País”, destacou.

No desempenho das funções à frente da entidade, o presidente da SBD ressaltou ser fundamental para todos os envolvidos o desejo de servir adequadamente às demandas de cada associado. Segundo ele, isso tem sido expresso continuamente pelo time que atuará em diferentes funções, com foco na consolidação do prestígio da dermatologia brasileira nos âmbitos nacional e internacional.

Além de Mauro Enokihara, estarão à frente da SBD, durante o biênio 2021-2022, especialistas reconhecidos por suas trajetórias profissional, acadêmica e associativa. Na avaliação do presidente, a dermatologia ganha ao contar, em sua maior entidade, com a atuação de profissionais que aliam experiência e motivação para inovar. A seguir, conheça um pouco mais sobre cada um dos membros da nova diretoria da SBD:

•    Presidente – Mauro Enokihara
Graduado pela Faculdade de Medicina do ABC. É mestre e doutor em Dermatologia, pela Escola Paulista de Medicina da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), sendo professor adjunto do Departamento de Dermatologia da Escola Paulista de Medicina/Unifesp. Possui título de especialista pela SBD-AMB. Já ocupou as presidências da SBD Regional São Paulo (SBD RESP) e da Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica (SBCD). Atuou como membro da Comissão do Título de Especialista (TED) da SBD e das Câmaras Técnicas de Dermatologia do Conselho Federal de Medicina (CFM) e do Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (CREMESP). É sócio fundador e ex-presidente do Grupo Brasileiro de Melanoma (GBM).

•    Vice-Presidente – Heitor Sá Gonçalves
É dermatologista pela SBD-AMB e doutor em Farmacologia Clínica. Atua como chefe do serviço credenciado da SBD/Centro de Dermatologia Dona Libânia e na Secretaria de Saúde do Estado do Ceará. Também é membro da Comissão do Título de Especialista (TED) da SBD e professor associado de Dermatologia do curso de Medicina da Universidade Estadual do Ceará. Já exerceu as funções de presidente da SBD Regional Ceará, secretário da Diretoria da SBD (Gestão 2005-2006) e coordenador dos Departamentos de Hanseníase e de Doenças Infectoparasitárias.

•    Secretária-geral – Cláudia Alcântara Gomes
Graduou-se em Medicina pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). Possui mestrado em Dermatologia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) – Hospital Universitário Clementino Fraga Filho. Concluiu residência médica em Dermatologia pela UFRJ /Hospital Universitário Clementino Fraga Filho e tem títulos de especialista em Dermatologia pela SBD-AMB e pela Comissão Nacional de Residência Médica (CNRM/MEC). É médica responsável pela Dermatologia do Hospital Barra D´Or e pelo Programa de Prevenção ao Câncer da Pele da FAPES/BNDES. Atuou como médica dermatologista da Secretaria Municipal de Saúde (1999 a 2006) e como professora colaboradora da disciplina de Dermatologia da Faculdade de Medicina da Universidade do Grande Rio (Unigranrio), entre 2005 e 2006. Foi secretária-geral da SBD, na Gestão 2019-2020; tesoureira da SBD Regional Rio de Janeiro (2017-2018); secretária-geral da SBD Regional Rio de Janeiro (2009-2010); e coordenadora do Departamento de Laser da SBD Regional Rio de Janeiro (2007-2008).

•    Tesoureiro – Carlos Baptista Barcaui
É doutor em Dermatologia pela Universidade São Paulo (USP) e mestre em Dermatologia pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp/EPM). Ocupou o cargo de tesoureiro da SBD, no período de 2011 a 2012. Foi presidente da SBD Regional Rio de Janeiro (2009-2010) e secretário-geral da mesma entidade no período de 2007-2008. É professor associado de Dermatologia da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ).

•    Primeiro-secretário – Geraldo Magela Magalhães
Graduado em Medicina pela Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), concluiu residência-especialização em Dermatologia pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). É doutor em Dermatologia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e professor adjunto de Dermatologia da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Ocupou a presidência da SBD Regional Minas Gerais (2013-2014). Na mesma entidade, atuou também como 1º secretário, no período 2009-2010, e coordenador de Eventos Científicos, de 2017 a 2018. Desde 2007, atua como membro do Conselho Deliberativo da SBD, onde também colaborou como assessor do Departamento de Cosmiatria (2015-2016), assessor do Departamento de Laser e Tecnologias (2018-2019), e membro da Comissão do Título de Especialista (TED), desde 2016. Participa como membro da Câmara Técnica em Dermatologia do Conselho Regional de Medicina de Minas Gerais (CRM-MG), desde 2013.

•    Segundo-secretário – Beni Grinblat
Concluiu graduação em Medicina na Universidade de São Paulo (USP) e residência médica em Dermatologia no Hospital das Clínicas da FMUSP. Atuou com secretário da Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica (SBCD), na Gestão 2017-2018, e secretário da SBD Regional São Paulo, na Gestão 2019-2020.  Integrou a Câmara Técnica de Dermatologia do Conselho Regional de Medicina de São Paulo (Cremesp). É médico colaborador do Ambulatório de Terapia Fotodinâmica do HCFM-USP e coordenador do curso de pós-graduação em Oncodermatologia, no Hospital Albert Einstein.

 


27 de novembro de 2020 0

Ficam os Senhores Associados com direito a voto, em pleno gozo de suas prerrogativas e quites com as suas obrigações associativas da Sociedade Brasileira de Dermatologia convocados, na forma do art. 26 e seguintes do Estatuto Social, para se reunirem em Assembleia Geral Extraordinária a realizar-se no dia 13 de dezembro de 2020, na modalidade virtual através da plataforma “zoom” (ID: 910 8006 6124 e Senha: 826051), tendo início às 09h00min em primeira convocação; com a presença da maioria absoluta dos associados; e, às 09h15min em segunda convocação, com qualquer número de presentes, com a seguinte Ordem do Dia:

ASSEMBLEIA GERAL EXTRAORDINÁRIA:

1. Palavra do Presidente;
2. Inscrição para Assuntos Gerais;
3. Relatório da Secretaria Geral;
     3a. Quadro Social Atualizado;
     3b. Atividades da Atual Diretoria;
     3c. Resumo das Deliberações do Conselho Deliberativo;
4. Relatório da Tesouraria;
5. Aprovação de Contas do Exercício de 2019;
6. Posse dos membros da Diretoria Executiva para a gestão do biênio 2021/2022;
7. Alteração do Estatuto Social da Sociedade Brasileira de Dermatologia, nos moldes dos arts. 72 a 74 do Estatuto vigente;
8. Assuntos Gerais.

A íntegra da proposta de alteração do Estatuto encontra-se disponível (clique para conhecer) para o conhecimento e leitura dos associados, aqui no site da Sociedade Brasileira de Dermatologia (www.sbd.org.br), em respeito ao art. 73, II, do Estatuto vigente.
 

Para se inscrever na Assembleia Geral, associado deverá clicar aqui.
 

Rio de Janeiro/RJ, 27 de novembro de 2020.

Sergio Luiz Lira Palma
Presidente da Sociedade Brasileira de Dermatologia

Gestão 2019/2020

 

 


26 de novembro de 2020 0

A SBD informa que o período para alteração da categoria associado eletrônico ou padrão vai do dia 27 de novembro até 18 de dezembro. Para mudar o status é simples, basta acessar o cadastro na área restrita do site e informar a opção desejada.

Vale lembrar que o associado eletrônico garante 15% de desconto em sua categoria na anuidade de 2021 e o acesso às revistas científicas da SBD somente na versão online.

Já o associado padrão, receberá apenas a versão impressa dos Anais Brasileiros de Dermatologia e a versão eletrônica da Surgical & Cosmetic Dermatology.

*O associado que não atualizar o status até o período mencionado continuará na categoria em que se encontra em 2020.

 

 


23 de novembro de 2020 0

Realizada no final do mês de outubro, a reunião do Conselho Deliberativo é o principal destaque da nova edição do JSBD. A avaliação positiva de atividades desenvolvidas pela atual gestão foi a marca do encontro online. Com a participação ativa de delegados, representando a entidade nacional e suas filiadas estaduais, foram debatidas questões fundamentais para a especialidade em diferentes áreas, como fluxos administrativos, defesa profissional, ensino médico e formação de especialistas. Elogiado pela organização, eficiência e dinâmica dos debates, o formato online contou com a aprovação de 92% dos que acompanharam o encontro.

A publicação também apresenta o resumo de 12 lives realizadas de agosto até o começo novembro e a visão do CFM sobre esse tipo de transmissão ao vivo para o acesso à informação em saúde em tempos pandêmicos.

A edição traz também considerações relevantes sobre a relação entre doenças dermatológicas/saúde mental/pandemia, como a tricotilomania e sua relação com a Covid-19. Para falar sobre o assunto, a equipe convidou mais uma vez a psiquiatra e professora do Departamento de Psiquiatria da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP) Carmita Abdo. Segundo a especialista, a combinação do uso de medicamentos e terapia cognitivo-comportamental leva a melhores resultados, mas para isso o paciente precisa desejar iniciar o tratamento.

Neste número ainda apresentamos matéria sobre o movimento antivacinas no país, um assunto tão relevante quando necessário, sobretudo em um momento mundial em que as informações oficiais sobre saúde se chocam continuamente com as fake news.

Outro destaque da nova edição do jornal é o lançamento do Consenso Brasileiro de Psoríase da SBD sob a coordenação dos especialistas Sérgio Palma (PE), Ricardo Romiti (SP), André Vicente E. de Carvalho (RS) e Gleison V. Duarte (BA). O documento tem 35 capítulos e reúne a produção de 80 colaboradores, que fizeram a estratificação de níveis de evidência e seu grau de recomendação sobre diferentes tópicos relacionados à doença.

Essas e outras informações estão disponíveis na nova edição do JSBD, que pode ser acessada aqui.

 


13 de novembro de 2020 0

A Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) iniciou campanha junto aos seus mais de 10 mil especialistas, bem como aos seus pacientes e familiares, na tentativa de ampliar o acesso da população que possui plano de saúde a medicamentos imunobiológicos para o tratamento de doenças graves de pele. A mobilização busca estimular que todos participem de consulta pública que está sendo promovida pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). O resultado influenciará na formulação do novo Rol de Procedimentos e Eventos na Saúde Suplementar.

CLIQUE AQUI PARA PARTICIPAR DA CONSULTA PÚBLICA

Caso as posições defendidas pela SBD sejam incorporadas, os planos de saúde ficarão obrigados a arcar com os custos de medicamentos como adalimumabe e omalizumabe, entre outros, que podem ser usados para o manejo de doenças como psoríase, hidradenite supurativa e urticária crônica espontânea. A medida da ANS, já com ajustes, tem previsão de entrar em vigor em 2021.

Cidadãos – Para Sérgio Palma, presidente da SBD, a participação nesse processo é de grande importância do ponto de vista dos pacientes. “A consulta pública é um meio de defender os interesses de todos os cidadãos. Qualquer pessoa pode participar, mas as contribuições enviadas pelas sociedades médicas e profissionais de saúde têm um peso importantíssimo por conta da validação científica que trazem para o debate”, ressaltou, ao informar que o processo, em princípio, se encerra na próxima semana.

Ao acessar o formulário da consulta, disponível no site da ANS, o interessado deve informar suas posições nos campos específicos. No caso psoríase, a SBD sugere que os participantes concordem com sua recomendação de inclusão dos imunobiológicos para atendimento dos portadores dessa doença, sendo que, complementarmente, se deve pedir que seja regulada pelas Diretrizes de Utilização de Cobertura (DUT 65). Esse texto regulamenta os tratamentos imunobiológicos endovenosos e subcutâneos para o tratamento da artrite reumatoide, artrite psoriásica, espondilite anquilosante e doença de Crohn.

Inclusão – No caso do processo relacionado à medicação para a hidradenite supurativa, a Sociedade Brasileira de Dermatologia orienta que, ao acessar a consulta pública, o interessado manifeste estar de acordo com a inclusão do adalimumabe no Rol de Procedimentos e Eventos na Saúde Suplementar.  Por sua vez, quando houver referência à urticária crônica espontânea (UCE), o médico e o paciente devem se manifestar contra a recomendação de que a droga omalizumabe não seja inserida na cobertura mínima oferecida pelos planos de saúde.

“A opinião de quem dedicar alguns minutos do seu dia pode ser decisiva para a saúde e o bem-estar de milhões de brasileiros. Participar desse esforço para ampliar o suporte farmacológico aos pacientes que enfrentam problemas crônicos, causadores de desconforto físico e problemas psicológicos, é uma prova de solidariedade e compromisso com o próximo. Peço a todos que entrem na consulta e sigam as orientações da SBD”, ressaltou Palma.

Milhões – No Brasil, mais de 5 milhões de pessoas que vivem com a psoríase dependem da melhora da assistência farmacêutica, sem contar as outras doenças citadas nessa consulta pública. SBD já vem atuando para estimular a aprovação de todos os medicamentos disponíveis para o tratamento da psoríase, nos setores público e privado. A única condição é que o dermatologista possa indicar a melhor opção para cada paciente, considerando seu quadro geral.

“Essas medicações são muito eficazes, pois levam ao desaparecimento de lesões cutâneas. A meta atual do tratamento da psoríase, segundo os guias internacionais, é manter o paciente com poucas ou livre de lesões”, justifica Paulo Oldani, que representa a Sociedade nas reuniões no Ministério da Saúde para discutir o tema.

No âmbito do SUS, a inclusão de novos fármacos depende de análise da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias ao Sistema Único de Saúde (Conitec), vinculada ao Ministério. Em 2019, após gestões da SBD, esse grupo aprovou para tratamento da psoríase a oferta pela rede pública de medicamentos biológicos: na primeira linha, adalimumabe; na segunda linha, ustequinumabe e secuquinumabe; e, para crianças, etanercepte.

Recentemente, o risanquizumabe também foi incorporado ao rol de medicações disponíveis no SUS, conforme aponta o Protocolo Clínico e Diretriz Terapêutica (PCDT) para a psoríase, já aprovado pela Conitec. A inclusão também se deveu ao trabalho de convencimento feito pela SBD. “São medicações que apresentam alta eficácia e excelente perfil de segurança”, afirma Oldani.

 


30 de outubro de 2020 0

Milhões de brasileiros que vivem com psoríase estão atentos a uma consulta pública em andamento na Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), cujo desfecho pode ser a senha para sua maior qualidade de vida. Até 21 de novembro, está aberto o processo que receberá sugestões para atualização do rol de procedimentos da ANS, que entra em vigência em 2021. Dentre os itens em análise, está a oferta pelos planos de saúde dos chamados medicamentos imunobiológicos.

O novo texto definirá procedimentos, exames e tratamentos que são de cobertura mínima obrigatória pelas operadoras de planos de saúde. “É uma oportunidade para profissionais de saúde, pacientes, gestores e cuidadores opinarem sobre a inclusão, exclusão e alteração de tecnologias no novo rol. No caso de quem vive com a psoríase ou trata pacientes com essa doença, participar desse processo é um dever”, ressalta o presidente da SBD, Sérgio Palma.

Imunobiológicos – No Brasil, mais de 5 milhões de pessoas que vivem com a psoríase dependem da melhora da assistência farmacêutica. Segundo Palma, um dos autores do novo Consenso Brasileiro de Psoríase 2020 e Algoritmo de Tratamento da SBD, o documento – lançado em 29 de outubro – estabelece um novo padrão para atendimento de pacientes com essa doença. Dentre as mudanças, traz vários avanços com relação a sua versão anterior, divulgada em 2012. Destacam-se a definição de novos desfechos, de metas de tratamento e de critérios de gravidade, bem como o uso de medicamentos imunobiológicos, o que está sendo tema da consulta pública da ANS.

Essas substâncias terapêuticas consideradas de última geração têm grande eficiência no tratamento de doenças autoimunes, como é o caso da psoríase, afirmam os especialistas. Produzidos por sistemas biológicos vivos, com estrutura molecular complexa, de alto peso molecular e homóloga às proteínas humanas, esses medicamentos são capazes de atuar em locais específicos das vias imunológicas e inflamatórias.

Na prática, com a possível mudança, os pacientes portadores de psoríase, com planos de saúde, que não apresentem resposta ou tenham contraindicação às terapias tradicionais, terão acesso a esses medicamentos junto às operadoras, como já ocorre com algumas substâncias no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS). “Dar ao portador da psoríase o tratamento adequado e combater o preconceito em torno da doença são prioridades da SBD, bandeiras que levantamos há mais de 10 anos”, afirma o presidente da entidade.
 
Medicamentos – A SBD tem atuado para estimular a aprovação de todos os medicamentos disponíveis para o tratamento da psoríase, nos setores público e privado. A única condição é que o dermatologista possa indicar a melhor opção para cada paciente, considerando seu quadro geral. “Essas medicações são muito eficazes, pois levam ao desaparecimento de lesões cutâneas. A meta atual do tratamento da psoríase, segundo os guias internacionais, é manter o paciente com poucas ou livre de lesões”, justifica Paulo Oldani, que representa a Sociedade nas reuniões no Ministério da Saúde para discutir o tema.

No âmbito do SUS, a inclusão de novos fármacos depende de análise da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias ao Sistema Único de Saúde (Conitec), vinculada ao Ministério. Em 2019, após gestões da SBD, esse grupo aprovou para tratamento da psoríase a oferta pela rede pública de medicamentos biológicos: na primeira linha, adalimumabe; na segunda linha, ustequinumabe e secuquinumabe; e, para crianças, etanercepte.

Recentemente, o risanquizumabe também foi incorporado ao rol de medicações disponíveis no SUS, conforme aponta o Protocolo Clínico e Diretriz Terapêutica (PCDT) para a psoríase, já aprovado pela Conitec. A inclusão também se deveu ao trabalho de convencimento feito pela SBD. “São medicações que apresentam alta eficácia e excelente perfil de segurança”, afirma Oldani.

O PCDT estabelece critérios de diagnóstico e indica possibilidades de tratamento com medicamentos e demais produtos apropriados, quando couber; assim como posologias recomendadas, mecanismos de controle clínico e formas de verificação de resultados terapêuticos a serem seguidos pelos gestores do SUS.  No momento, esse documento, com foco na psoríase, se encontra em fase de revisão, com envolvimento direto da SBD por meio de seus representantes. O lançamento do Consenso de Psoríase pela entidade deve influenciar os debates.

Custos – Porém, eventuais avanços na ampliação da oferta de medicamentos para psoríase no SUS esbarram em um obstáculo: a exigência de mais recursos para incorporar novas drogas. Isso porque as novas medicações em exame são do grupo dos chamados imunobiológicos, que possuem produção e estrutura molecular complexas. Essas características os diferenciam dos medicamentos sintéticos e implicam em custos elevados.

A solução encontrada pelo Ministério da Saúde, até o momento, tem gerado insegurança entre os dermatologistas. Como houve quebra de patente de alguns destes imunobiológicos, laboratórios começaram a produzir biossimilares para reduzir despesas. Contudo, segundo os técnicos da SBD, diferentemente dos genéricos, em teoria, é impossível se produzir uma cópia fiel dos imunobiológicos por conta de sua complexidade molecular e de produção.

“Por isso, a substituição indiscriminada dos produtos de referência pelos biossimilares gera discussão em torno de potenciais efeitos colaterais e dificuldade de sua rastreabilidade”, salientou Sérgio Palma. Ele ressaltou, inclusive, que, recentemente, o Ministério da Saúde publicou nota técnica na qual informa que o biossimilar do adalimumabe será disponibilizado no SUS ainda em 2020.

Porém a SBD, faz uma crítica: a norma prevê a troca automática do imunobiológico sem o consentimento do médico prescritor e do paciente, o que vai contra nota técnica da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que orienta que essa decisão deve envolver ambos.

“Deve-se evitar a troca em pacientes em uso do produto de referência pelo biossimilar. Caso isso aconteça, deve ser uma única vez. No entanto, médico e paciente precisam estar cientes e concordar com a mudança. Outro cuidado importante é fortalecer a farmacovigilância para rastrear possíveis efeitos adversos”, destacou Palma.

Desconhecida – A psoríase é uma doença inflamatória, crônica, imunomediada, sistêmica e não contagiosa, que acomete principalmente pele e articulações. Ela afeta mais frequentemente joelhos, cotovelos e couro cabeludo com lesões arredondadas, vermelhas e descamativas, gerando coceira e desconforto, dentre outros sintomas. É um transtorno de saúde que muitas vezes gera preconceito e diminui a qualidade de vida dos pacientes.  

A SBD estima que, no Brasil, 1,31% da população tenha psoríase, doença cuja causa ainda é desconhecida, mas que pode ser desencadeada em decorrência de traumas físicos, fumo, infecções, estresse emocional, e uso de determinadas medicações. “O tratamento da doença evoluiu bastante nos últimos anos com surgimento de medicações de alta eficácia e bom perfil de segurança”, comenta Paulo Oldani. Segundo ele, o atendimento dos casos de ser individualizado.

Para Sergio Palma, a psoríase é uma doença desvalorizada. “Ainda tem muita gente que pensa que é uma doença psicológica e o paciente demora a conseguir tratamento adequado”, comenta. “Uma pele sem lesão faria diferença em todos os aspectos da vida do paciente. Nossa luta é para dar qualidade de vida para o paciente”.

 


30 de outubro de 2020 0

Apenas no estado de São Paulo, mais de 11,5 milhões de procedimentos para atendimento de pacientes com psoríase foram realizados por serviços do Sistema Único de Saúde (SUS) nos últimos 10 anos. Desse total, 97,9% se referem à entrega de medicamentos. O restante se divide em exames de diagnóstico, cuidados clínicos e cirúrgicos e ações complementares de atenção, promoção e prevenção em saúde. Os dados, obtidos pela Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), por meio do Sistema de Informações Ambulatoriais (SIA – SUS), se referem ao período entre janeiro de 2010 e agosto de 2020.

A população com idades entre 50 e 59 anos é a que mais tem utilizado esse serviço disponível na rede pública. Os pacientes nessa faixa representam em torno de 25% do total de ações realizadas no período analisado. Na sequência, aparecem os seguimentos de 60 a 69 anos, com 20%; de 40 a 49 anos, com 18%; e de 30 a 39 anos (12%). Os mais jovens, com até 19 anos, representam apenas 4% do volume total.

Dez mais – Os três municípios com retiradas mais expressivas foram: São Paulo, que somou 33% dos procedimentos; Campinas, com 10,3%; e Santo André, com 7,2%. Na sequência, completando a lista dos dez mais, aparecem Sorocaba, Osasco, Botucatu, Santos, Mogi das Cruzes e Piracicaba.

Ao longo do período analisado, de 2010 a agosto de 2020, o volume de recursos do SUS dispensado para o custeio das ações relacionadas aos pacientes com psoríase, incluindo entrega de medicamentos, somou R$ 30.284.250,92. Para o presidente da SBD, Sérgio Palma, os números confirmam a importância do fortalecimento da política de assistência farmacêutica da psoríase. “As estatísticas apontam o peso que o acesso aos medicamentos, muitas vezes inacessíveis para a população de baixa renda, tem para o controle e monitoramento dessa doença”.

Suporte – Na sua avaliação, a procura significativa por medicamentos, dentre todos os serviços disponíveis, revela que para o paciente contar com o suporte terapêutico no âmbito do SUS é essencial, sobretudo para os grupos mais vulneráveis economicamente. Apesar de reconhecer o impacto dos gastos com a compra das substâncias no orçamento público, Sérgio Palma entende que o Governo – em níveis federal, estadual e municipal – pode avançar. “O bem-estar e a qualidade de vida oferecida pelo uso dos remédios certos não têm preço. Essa conta vale o investimento”, ressaltou.
Como os números referentes aos procedimentos disponíveis se referem apenas a São Paulo, a SBD informa que solicitará ao Ministério da Saúde acesso às informações de outros estados e municípios para permitir a visualização do quadro nacional. Palma alega que o conhecimento desses números permitirá aos gestores entenderem as demandas existentes para oferecerem soluções que as contemplem.

 


29 de outubro de 2020 0

Os dermatologistas brasileiros têm, agora, um Manual Prático de Fototerapia que lhes oferece parâmetros para o emprego dessa ferramenta terapêutica em distintos cenários. O documento, elaborado a partir de contribuições de 11 especialistas convidados, tem como proposta fazer uma atualização com base técnica e científica sobre o tema. Com textos objetivos e didáticos, tem uso garantido em consultório, clínicas e hospitais que atendem pacientes em busca desse procedimento.

A elaboração desse trabalho foi iniciativa da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), na Gestão 2019 – 2020, como uma ação voltada ao aperfeiçoamento das práticas profissionais. Na coordenação geral, estão a professora Ivonise Follador, da Universidade Federal da Bahia (UFBA), e o presidente da entidade, Sérgio Palma. Ambos acompanharam os autores dos capítulos – de diferentes gerações de dermatologistas –, os quais tiveram autonomia para desenvolver os temas sob sua responsabilidade, demonstrando conhecimento teórico e técnico, bem como sua vivência na medicina.

Iniciativa pioneira – “Este Manual Prático de Fototerapia é um projeto idealizado há alguns anos que finalmente se concretiza. Sinto-me muito honrada e alegre em poder coordenar este trabalho. Trata-se de uma iniciativa pioneira com o envolvimento de colegas dedicados e integrados na proposta de oferecer, aos associados da SBD e aos membros dos Serviços Credenciados e Especializados de Fototerapia, o acesso a um conhecimento qualificado, que certamente será de grande ajuda, no dia a dia, no exercício da dermatologia”, ressaltou Ivonise Follador.

Na dermatologia, a fototerapia se consolidou como abordagem terapêutica nos anos 1970, com a introdução do psoraleno, antes do procedimento com luz artificial. Atualmente, esse método é adotado na especialidade para cuidados com inúmeras dermatoses, muitas de alta incidência e difícil controle. Como informa o Manual, além dos cuidados nas indicações e protocolos corretos, deve-se assegurar que as revisões médicas periódicas, também fundamentais para o êxito dos tratamentos, transcorram regularmente. É essencial observar questões, como: melhora clínica, necessidade de associação ou mudança de terapêutica associada, coleta de documentação fotográfica, entre outras.

“Doenças como a dermatite atópica, o vitiligo e a psoríase se beneficiam de tratamentos com fototerapia, que melhoram a qualidade de vida dos pacientes, com a redução dos sinais e sintomas causados pelos diferentes transtornos. O método também é indicado para diversas dermatoses com período crônico de evolução, como linfomas cutâneos de células T e eczemas crônicos”, disse Sérgio Palma.

Padronizado – Além disso, ele conta, a fototerapia pode ser utilizada como monoterapia ou associada a algumas drogas, com objetivo de diminuir o tempo de tratamento e as doses de medicações. Por conta dos bons resultados terapêuticos alcançados, “entende-se que essa ferramenta, da qual a dermatologia lança mão regularmente, deve ter seu manejo orientado e padronizado”, acrescentou o presidente da SBD.

Segundo Ivonise Follador, é fundamental, para que um serviço de fototerapia funcione bem, que os técnicos – preferencialmente da área de enfermagem, que fazem diariamente o manejo das máquinas – sejam muito bem treinados. “Devem ser orientados e preparados para atuarem com cuidado e dedicação, adotando, igualmente, postura ética e humanizada na sua relação com pacientes e outros profissionais”, disse.

Os coordenadores do Manual Prático de Fototerapia lembram, ainda, que como esses procedimentos estão vinculados a tratamentos longos, geralmente com idas aos serviços duas a três vezes na semana, durante meses, alguns pontos não podem ser ignorados. Eles destacam a necessidade de preenchimento da ficha clínica e conversas explicativas, com os esclarecimentos aos pacientes, que devem ser frequentes.

“Os dermatologistas e os membros de suas equipes devem participar do processo ativamente, mantendo contato regular com os pacientes nas visitas, para a interação adequada entre eles, favorecendo, assim, excelentes resultados e segurança na prática dessa modalidade terapêutica”, concluiu Palma.

 


30 de agosto de 2019 0

Ficam os senhores associados quites com as suas obrigações associativas da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) convocados, na forma do seu Estatuto Social, para se reunirem em Assembleia Geral Ordinária, a ser realizada no dia 14 de setembro de 2019, às 11h00min em primeira convocação; e caso não seja atingindo o quórum necessário, em segunda convocação a ser realizada às 11h15min, no Auditório Oceânico 13, localizado no 3º andar do Hotel Windsor Oceânico (Rua Martinho de Mesquita 129, Barra da Tijuca, Rio de Janeiro, CEP: 22620-220), com a seguinte Ordem do Dia:

ASSEMBLEIA GERAL ORDINÁRIA:

    
1. Palavra do Presidente;

2. Inscrição para Assuntos Gerais;

3. Relatório da Secretaria Geral;

3a. Quadro Social Atualizado;

3b. Atividades da Atual Diretoria até julho de 2019;

3c. Resumo das Deliberações do Conselho Deliberativo;

4. Relatório da Tesouraria;

5. Aprovação de Contas do Exercício de 2018;

6. Assuntos Gerais.
 

Rio de Janeiro, 30 de agosto de 2019. 

Sérgio Palma
Presidente
Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD)
 


10 de abril de 2019 0

Estão abertas, até o dia 11 de abril, as inscrições para o processo seletivo de Especialização em Dermatologia do Serviço de Dermatologia do Hospital Santa Casa de Curitiba.

Serão oferecidas duas vagas, que têm como pré-requisito dois anos de especialização/residência médica em clínica médica reconhecida pelo Ministério da Educação (MEC).

O programa tem duração de dois anos de atividades práticas e teóricas e é coordenado pelo dermatologista Ney José Lins de Alencar.

O edital e inscrição estão disponíveis no site da Santa Casa: http://santacasacuritiba.com.br/hospital-escola/especializacao.

 

 

 

 





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