SBD lança manual que traz parâmetros para uso correto da fototerapia em serviços de dermatologia



SBD lança manual que traz parâmetros para uso correto da fototerapia em serviços de dermatologia

29 de outubro de 2020
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Os dermatologistas brasileiros têm, agora, um Manual Prático de Fototerapia que lhes oferece parâmetros para o emprego dessa ferramenta terapêutica em distintos cenários. O documento, elaborado a partir de contribuições de 11 especialistas convidados, tem como proposta fazer uma atualização com base técnica e científica sobre o tema. Com textos objetivos e didáticos, tem uso garantido em consultório, clínicas e hospitais que atendem pacientes em busca desse procedimento.

A elaboração desse trabalho foi iniciativa da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), na Gestão 2019 – 2020, como uma ação voltada ao aperfeiçoamento das práticas profissionais. Na coordenação geral, estão a professora Ivonise Follador, da Universidade Federal da Bahia (UFBA), e o presidente da entidade, Sérgio Palma. Ambos acompanharam os autores dos capítulos – de diferentes gerações de dermatologistas –, os quais tiveram autonomia para desenvolver os temas sob sua responsabilidade, demonstrando conhecimento teórico e técnico, bem como sua vivência na medicina.

Iniciativa pioneira – “Este Manual Prático de Fototerapia é um projeto idealizado há alguns anos que finalmente se concretiza. Sinto-me muito honrada e alegre em poder coordenar este trabalho. Trata-se de uma iniciativa pioneira com o envolvimento de colegas dedicados e integrados na proposta de oferecer, aos associados da SBD e aos membros dos Serviços Credenciados e Especializados de Fototerapia, o acesso a um conhecimento qualificado, que certamente será de grande ajuda, no dia a dia, no exercício da dermatologia”, ressaltou Ivonise Follador.

Na dermatologia, a fototerapia se consolidou como abordagem terapêutica nos anos 1970, com a introdução do psoraleno, antes do procedimento com luz artificial. Atualmente, esse método é adotado na especialidade para cuidados com inúmeras dermatoses, muitas de alta incidência e difícil controle. Como informa o Manual, além dos cuidados nas indicações e protocolos corretos, deve-se assegurar que as revisões médicas periódicas, também fundamentais para o êxito dos tratamentos, transcorram regularmente. É essencial observar questões, como: melhora clínica, necessidade de associação ou mudança de terapêutica associada, coleta de documentação fotográfica, entre outras.

“Doenças como a dermatite atópica, o vitiligo e a psoríase se beneficiam de tratamentos com fototerapia, que melhoram a qualidade de vida dos pacientes, com a redução dos sinais e sintomas causados pelos diferentes transtornos. O método também é indicado para diversas dermatoses com período crônico de evolução, como linfomas cutâneos de células T e eczemas crônicos”, disse Sérgio Palma.

Padronizado – Além disso, ele conta, a fototerapia pode ser utilizada como monoterapia ou associada a algumas drogas, com objetivo de diminuir o tempo de tratamento e as doses de medicações. Por conta dos bons resultados terapêuticos alcançados, “entende-se que essa ferramenta, da qual a dermatologia lança mão regularmente, deve ter seu manejo orientado e padronizado”, acrescentou o presidente da SBD.

Segundo Ivonise Follador, é fundamental, para que um serviço de fototerapia funcione bem, que os técnicos – preferencialmente da área de enfermagem, que fazem diariamente o manejo das máquinas – sejam muito bem treinados. “Devem ser orientados e preparados para atuarem com cuidado e dedicação, adotando, igualmente, postura ética e humanizada na sua relação com pacientes e outros profissionais”, disse.

Os coordenadores do Manual Prático de Fototerapia lembram, ainda, que como esses procedimentos estão vinculados a tratamentos longos, geralmente com idas aos serviços duas a três vezes na semana, durante meses, alguns pontos não podem ser ignorados. Eles destacam a necessidade de preenchimento da ficha clínica e conversas explicativas, com os esclarecimentos aos pacientes, que devem ser frequentes.

“Os dermatologistas e os membros de suas equipes devem participar do processo ativamente, mantendo contato regular com os pacientes nas visitas, para a interação adequada entre eles, favorecendo, assim, excelentes resultados e segurança na prática dessa modalidade terapêutica”, concluiu Palma.

 





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