Obsessão feminina por cílios enormes pode ser perigosa, diz especialista




24 de março de 2011 0

Rímeis, cílios postiços e produtos para aumentar o volume dos pelos da região dos olhos se tornaram uma verdadeira obsessão feminina. Os cílios são hoje aliados indispensáveis do visual, fazendo dos olhos uma arma poderosa de sedução.

Vale lembrar, no entanto, que os cílios não são apenas acessórios para embelezar o olhar. Eles têm uma função orgânica de proteção, impedindo a entrada de poeira e de excesso de luz. Desta forma, é necessário adotar cuidados básicos para não danificar essa área tão sensível.

Para ajudar as mulheres na saúde e na beleza dos cílios, o site R7 conversou com a dermatologista Denise Steiner, diretora da Sociedade Brasileira de Dermatologia, que falou sobre cuidados, dicas de limpeza e os principais pontos na hora de turbinar os cílios.

O USO EXCESSIVO DO RÍMEL PODE TRAZER PROBLEMAS, COMO A QUEBRA DOS CÍLIOS, POR EXEMPLO?
Normalmente não. O cílio não tem tanta facilidade de quebrar porque ele é um pelo muito curto, sem tendência a quebrar como um fio de cabelo, que cresce mais e parte ao meio. O que ele tem é um ciclo curto, de troca rápida, e pode cair com mais facilidade. Mas o rímel não costuma levar a esse efeito colateral de quebra do cílio.

QUAIS CUIDADOS SÃO NECESSÁRIOS NA HORA DE ESCOLHER UM RÍMEL?
É preciso ter confiança no produto. Nunca comprar aquela coisa de “fundo de quintal”. Os rímeis têm corantes, que em quantidades e proporções inadequadas podem ser prejudiciais. Deve ser uma marca idônea, trazer em sua embalagem que é não causa alergia, especificar se é um produto resistente ou não à água e aprovação da Anvisa.

E QUAIS OS EFEITOS COLATERAIS QUE O RÍMEL PODE CAUSAR?
Pode causar alergia, porque o produto tem pigmento. Se é um produto de qualidade inferior ou muito grosso, pode entrar resíduo nos olhos, causar conjuntivite, irritação e até terçol por entupimento. Na área dos olhos não é muito comum entupimento, pois não há muitas glândulas. Mas na linha dos cílios isso é possível. Além de alergia de uma maneira geral, que comprometerá a pele.

OS RÍMEIS QUE ALONGAM E ENGROSSAM OS CÍLIOS PODEM CAUSAR ALGUM PROBLEMA?
É a mesma coisa. O que acontece é que se tem dificuldade de retirar, então tem de usar mais produtos. Ou o contrário, como aqueles produtos que saem com qualquer umid…


22 de março de 2011 0

Principalmente quem tem problemas dermatológicos deve consultar um médico antes

O professor Tiago Lacerda Oliveira, 24 anos, há muito quer fazer uma tatuagem. Porém, o desejo sempre foi barrado por um empecilho. Ele sofre de vitiligo e, como qualquer outro problema de pele, necessita cuidado especial na hora de uma intervenção.

— Só discuti com minha dermatologista sobre o tratamento do vitiligo. Agora, pretendo conversar sobre a possibilidade de uma tatuagem. Sei que é uma decisão séria.

As tatuagens, assim como os piercings, deixaram de ser apenas demonstrações de rebeldia, popularizaram-se e saíram dos guetos. Contudo, muita gente ainda acha que basta uma agulha e tinta para gravá-la. A realidade, porém, não é tão simples assim.

— Se vejo uma mancha de nascença, cicatriz, micose ou qualquer alteração na pele, só tatuo com uma autorização do dermatologista. É uma forma de garantir a qualidade do meu trabalho e a saúde do cliente — diz o tatuador Lico.

Há 18 anos no ramo, ele explica que o aval médico é imprescindível, já que a tatuagem pode esconder uma marca de pele com indícios de câncer, por exemplo, se o caso for sério. Lico garante, entretanto, que esse cuidado não é usual entre outros profissionais da área. Segundo ele, 80% dos tatuadores não se preocupam em saber o histórico da pele dos clientes.

A atitude de Lico é celebrada pelos dermatologistas. De acordo com o médico Alexandre Filippo, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia, muitas pessoas têm distúrbios de cicatrização que só serão descobertos depois de feito o desenho.

— Nesse caso, deve-se evitar a tatuagem. Pessoas com alergia aos corantes das tintas também. Essas últimas, inclusive, podem até desenvolver uma alergia crônica — alerta.

A cor da pele só é relevante no caso de arrependimento, segundo o médico:

— A pele negra tem mais melanina, o que dificulta a retirada com laser.

Quanto ao vitiligo e quaisquer outros distúrbios de pigmentação, Filippo avisa que é indispensável um teste dermatológico antes da decisão.

— Não é contraindicado, mas o paciente deve conhecer a situação da própria pele.


18 de março de 2011 0

A alergia à bijuteria é um tipo de dermatite de contato muito comum, principalmente entre as mulheres, e provoca irritação, coceira e vermelhidão. De acordo com a dermatologista Carolina Feijó, este desconforto acontece por sensibilização e é causado pela reação de certa substância com a pele. – Nesse caso, são substâncias liberadas por metais menos nobres que interagem com a pele provocando os sintomas – explica. No entanto, a dermatite de contato tem tratamento e não impede o retorno ao uso dos acessórios de metais. – A utilização do antialérgico indicado pelo médico alivia os sintomas e depois de um tempo a pessoa pode voltar a usar bijuterias tranquilamente. Em alguns casos, pode-se até passar o creme antialérgico no brinco, antes de colocá-lo, por exemplo, para evitar a irritação – explica Carolina.

Segundo ela, somente em casos muitos específicos é preciso um tratamento mais intenso. – Nesses casos, é recomendado que se faça uma investigação para saber qual é exatamente o material que provoca a alergia – aconselha.

Para quem quer se prevenir, a dica, além de manter a pele sempre hidratada, é tomar alguns cuidados, como os recomendados pela especialista:

– Não use bijuterias quando for praticar exercícios físicos; não use colares ou correntes no pescoço para dançar porque a reação com o suor pode ocasionar irritação; não compre bijuterias que tenham um mau aspecto ou já estejam descascadas ou enferrujadas, por exemplo.


4 de março de 2011 0

Saiba como proteger os seus filhos do mosquito da dengue aplicando o produto corretamente, sem perigo de intoxicação

Aplicar repelente nas crianças não é uma tarefa fácil: o pequeno não para quieto, reclama do cheiro, passa a mão e coloca na boca. Para piorar, os pais sofrem sem saber se estão reaplicando o produto da forma certa ou exagerando e expondo o filho a risco de intoxicação. Uma das propostas da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) que COMEÇOU A SER DISCUTIDA ONTEM EM AUDIÊNCIA PÚBLICA é de que todo repelente traga no rótulo princípio ativo, concentração e forma de uso.

Os dois tipos de repelentes mais comuns são o de citronela, que é natural, e o de deet, um composto que impede que os insetos sintam o odor humano. “Quanto maior a concentração de deet, maior o tempo de eficácia. Mas crianças com menos de 12 anos não devem usar repelentes com concentração maior que 10% devido ao risco de intoxicação”, explica Érica França, especialista em cosméticos da Anvisa.

Altas concentrações podem causar nas crianças alergias de pele, enjoo, dor de cabeça e sonolência. “A pele da criança é mais sensível e, por isso, a absorção do produto é maior”, explica Érica.

MEDO DA DENGUE

Com medo de que seus filhos sejam picados pelo Aedes aegypti, mosquito transmissor da dengue, muitos pais acabam exagerando na dose. Mas segundo a dermatologista Lúcia Mandel, um repelente com concentração de 7%, por exemplo, tem eficácia, em média, de 4 horas em crianças. “O ideal é reaplicar o repelente no máximo três vezes por dia. Muitos pais exageram quando não é preciso”, conta Lúcia, da Sociedade Brasileira de Dermatologia.

Outro cuidado é não colocar repelente em regiões do corpo cobertas. “Se a criança está com camisa, não é necessário usar o produto embaixo. Porque ela sua e a transpiração aumenta a absorção do repelente, aumentando o risco de alergia”, diz Érica. “As crianças não devem usar repelente na hora de dormir, pelo mesmo motivo”.

A Anvisa já recomenda que os rótulos tragam informações como o princípio ativo, a concentração e a forma de uso, mas após o fim da consulta pública o órgão deverá publicar resolução tornando as informações obrigatórias.

ORIENTAÇÕES DE ESPECIALISTAS

BEB&Ecir…


4 de março de 2011 0

Suor, umidade, calor e muitos beijos… Na multidão das festas de Carnaval, os vírus, fungos e bactérias também se divertem Para quem gosta de brincar o Carnaval no meio da multidão, é importante seguir algumas orientações para evitar contaminação por vírus, fungos e bactérias. Atitudes comuns e aparentemente inofensivas podem facilitar a ação de doenças. No meio da folia, há quem vista roupa normal, fantasia, roupa de banho.

Alguns tipos de tecidos, aliados ao calor e à umidade, são espaços perfeitos para os fungos.

“Com o aumento da umidade, os fungos colonizam e surgem manchas vermelhas que coçam muito”, explica o presidente Regional Pernambuco da Sociedade Brasileira de Dermatologia, Sérgio Palma.

A recomendação é que evite ficar com a roupa molhada durante muito tempo e evite, também, pegar roupas emprestadas ou emprestar.

“Você pode ter um quadro de dermatite alérgica ou a pele se sensibilizar quando entrar em contato com o tecido sintético”, explica.

Os fungos são superficiais, mas eles podem, sim, causar infecções. “Pode existir a transmissão de uma pessoa para outra. Até mesmo pelos sapatos e tênis. Às vezes, eles ficam úmidos e isso aumenta a proliferação dos fungos. A recomendação é nunca repetir o mesmo tênis dois dias seguidos”, diz o dermatologista.

Outro meio propício para os vírus é a saliva. Por isso, alerta o médico, cuidado com o tal do “beija-beija” no Carnaval. “A mononucleose é uma doença transmitida por vírus e adquirida através do beijo. Quem estiver doente com alguma lesão virótica, como a herpes simples – aquelas bolhinhas nos lábios e na mucosa da boca – de preferência que nem estejam no meio da folia para não transmitir para outras pessoas”, conta.

Outra orientação é em relação à maquiagem. Segundo Sérgio Palma, é muito comum surgirem dermatites alérgicas quando a maquiagem não é usada de forma adequada.

“Tem que procurar, principalmente nas crianças, usar uma maquiagem apropriada e não se esquecer de remover tudo e hidratar a pele quando chegar em casa”, aconselha.

Para quem percebeu sintomas desse tipo de doença, a indicação é procurar um dermatologista, o especialista que cuida da pele. “Existem tratamentos locais e, se necessário, é possível fazer um tratamento com remédios sistêmicos” diz.


9 de fevereiro de 2011 0

Uma nova pílula em fase de testes em hospitais britânicos freia o avanço do câncer de pele e aumenta os índices de sobrevivência do paciente à doença em comparação com os tratamentos freqüentes.

Os resultados dos testes realizados no Royal Marsden Hospital indicam que em 70% dos casos aconteceu uma diminuição do tumor.

Os pesquisadores, no entanto, não revelaram de quanto é o aumento na esperança de vida para os doentes que utilizarem o novo fármaco.

Conhecido como RG7204, o medicamento ataca um gene defeituoso presente em metade dos casos da doença. Segundo o jornal “Daily Telegraph”, o laboratório fabricante está negociando uma licença para testar a pílula em pacientes que estão em fase avançada do câncer.


7 de fevereiro de 2011 0

Em tempos de sol forte e muitos mosquitos, os pais ficam em dúvida sobre o que devem fazer para proteger os filhos. Saiba como usar os dois produtos corretamente

Durante o verão, o excesso de exposição ao sol, o calor e a falta de hidratação são perigos recorrentes quando o assunto é criança. Porém, outras preocupações ainda povoam a cabeça dos pais, já que a estação quente também concentra maior ocorrência de casos de dengue. Especialistas alertam que não basta só proteger os pequenos do sol: repelente de insetos também é item de uso essencial no verão.

Mas será que usar repelente e filtro solar ao mesmo tempo faz mal? Não, afirma o diretor da Sociedade Brasileira de Dermatologia, Carlos Barcaui. Segundo ele, os pequenos podem e devem estar protegidos contra os danos do sol e os insetos simultaneamente. Filtro solar e repelente podem ser usados um sobre o outro, sem importar qual é aplicado primeiro.

INTERVALO DE 15 MINUTOS

“Não há problema em passar os dois produtos juntos, mas o ideal é dar um intervalo de 15 minutos entre um e outro, para que o primeiro seja absorvido pela pele. E o fato de misturar as substâncias, não causa alergia”, explica .

Integrante do Departamento de Infectologia da Sociedade Brasileira de Pediatria, Marcos do Lago lembra que crianças e jovens fazem parte do grupo que está mais suscetível a contrair a dengue. “Pela pouca idade, muitos não tiveram contato com o tipo 1 da doença, que voltou a circular no Brasil. Para que fiquem menos vulneráveis, é importante protegê-los do Aedes aegypti, transmissor da doença, com repelente. E sempre tomar medidas para minimizar o número de criadouros de mosquitos”, afirma o especialista.

ORIENTAÇÕES

ATÉ 6 MESES DE IDADE
O ideal é usar somente protetor de barreira contra insetos, como mosquiteiros e cortinados.

6 MESES A 2 ANOS
O uso do repelente é permitido, junto com a proteção de barreira. Deve-se passar o produto apenas nas costas e pernas, para que o pequeno não suje a mão com repelente e a leve à boca.

ACIMA DE 2 ANOS
Já se pode usar repelente no corpo todo.


4 de fevereiro de 2011 0

O câncer de pele é o tipo mais comum de câncer no Brasil, para homens e mulheres. Por sua localização, o país conta com altos índices de raios ultravioleta (UV) e, apesar disso, a população nem sempre segue à risca as recomendações para se proteger do sol corretamente.

“Estima-se que houve 120 mil casos de câncer de pele no país em 2010”, afirma o médico Dolival Lobão, chefe da seção de dermatologia do Inca (Instituto Nacional de Câncer). A maior parte deles (cerca de 1150 mil) refere-se ao câncer não melanoma, que possui letalidade bem menor que o tipo melanoma.

Os grupos de maior risco são aqueles que possuem pele clara, sardas, cabelos claros ou ruivos e olhos claros. Tanto que a Região Sul é a que tem maior prevalência de câncer de pele no país. Também estão mais predispostos os indivíduos com histórico da doença na família, além daqueles que já sofreramqueimaduras solares, têm dificuldade de se bronzear e apresentam pintas.

Lobão esclarece que o melanoma costuma se caracterizar por pintas escuras, com bordas irregulares, que mudam de cor ou têm o tamanho aumentado. Já o câncer não melanoma é caracterizado por manchas ou feridas que não cicatrizam e costumam sangrar com facilidade. Além de procurar o médico sempre que desconfiar de algo, vale a pena consultar o dermatologista com regularidade para uma avaliação, já que nem sempre conseguimos observar todas as partes do corpo.

PROTETOR SOLAR

O médico explica que evitar o sol entre 10h e 16h é importante para evitar os raios UVB, associados ao câncer de pele. Mas ele alerta que os raios UVA, que têm a mesma intensidade o dia inteiro, são coadjuvantes dos raios UVB e provocam o envelhecimento da pele. Evitar a exposição somente na hora do almoço, portanto, não basta. “Não existe bronzeamento saudável”, enfatiza.

Além do uso de roupas, chapéu com abas largas e óculos (que protegem os olhos da catarata), é preciso prestar atenção ao uso correto do protetor solar. Um estudo realizado pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) em 2009 indica que a população só usa metade da quantidade ideal do produto, o que significa que o fator de proteção solar (FPS) real também fica 50% menor.


1 de fevereiro de 2011 0

Pelo menos 5% dos adultos acima de 35 anos apresentam acne em algum grau, e o problema atinge principalmente as mulheres. Nem sempre ele está relacionado à história da doença na adolescência. Até mesmo fatores emocionais, relacionados a estresse, por exemplo, podem desencadear a infecção. O tema foi o escolhido pelos leitores no site do Jornal O Globo para a coluna desta semana. Segundo a dermatologista Sumaya Neves, da Sociedade Brasileira de Dermatologia e do setor de cosmiatria do Hospital Federal dos Servidores do Estado do Rio, a acne tem solução e mesmo as marcas deixadas pela doença são tratadas com ótimos resultados.

QUAL É A DIFERENÇA ENTRE ACNE NA ADOLESCÊNCIA E NO ADULTO? O PROBLEMA COSTUMA SE MANIFESTAR MESMO SEM HISTÓRIA NA JUVENTUDE?

SUMAYA NEVES: A acne juvenil em geral surge na puberdade em ambos os sexos; às vezes é imperceptível ou dura toda a adolescência formando erupções graves que podem persistir até a idade adulta, deixando cicatrizes em alguns casos. Nos adolescentes ela tem relação com o tamanho da glândula sebácea e a produção de hormônios. Além disso, existe a ação de bactérias que causam a inflamação, produzindo as espinhas. No adulto o problema geralmente ocorre a partir da atividade de hormônios. Nas mulheres as causas mais comuns são desequilíbrio do sistema hormonal, presença de cistos ovarianos e estresse. $homens pode-se dizer que são os fatores genéticos e o estresse. Ainda assim, a acne é prevalente no sexo feminino.

EXISTE ALGUMA FORMA DE PREVENIR ACNE NO ADULTO?

Em primeiro lugar, é necessário investigar as causas e fazer um diagnóstico detalhado para indicar formas de prevenir e tratar. Isso inclui analisar a dosagem hormonal e controlar o estresse emocional. Para prevenir, é importante também evitar o uso de cosméticos que possam causar acne, como pomadas ou cremes, não manusear óleos e não consumir suplementos vitamínicos, corticoides e hormônios e outros produtos sem orientação do médico dermatologista.

QUAL É O TRATAMENTO PARA ACNE NO ADULTO?

Ele dependerá do grau e da intensidade das lesões na pele. Para a acne no adolescente, no caso de cravos e seborreia, são receitadas substâncias de aplicação local para limpeza, como sabões e loções à base de enxofre, ácido salicítico, entre outras. Para retirada dos cravos fechados e limpeza de pele indica-se ainda o uso do medicamento tretinoína 0,025 a 0,05% em gel.

Na fase de adaptação, ele pode causar irritação na pele. Nessa fase deve-se evitar exposição solar e lembrar de aplicar o filtro solar. No caso de espinhas com pus, pode-se usar antibióticos associados ou não ao peróxido de benzoíla, sempre com…


18 de janeiro de 2011 0

Henna pode causar dermatite de contato, principalmente nas crianças Alergia ao uso de bijuterias é um sinal de alerta para evitar procedimento Ter um desenho sobre a pele, mesmo que temporário, é febre durante o verão. Para obter o recurso, uma das opções mais procuradas é a tatuagem de henna, principalmente por crianças e por quem quer apenas experimentar antes de optar por um sinal definitivo. A tatuagem de henna, no entanto, pode causar um inconveniente: alergia na pele, conhecida no meio médico como dermatite de contato. — A própria henna, se a pessoa for alérgica, as substâncias para aumentar a durabilidade ou os pigmentos para deixar a cor mais escura podem causar a dermatite — explica Mauren Seidl, dermatologista e professora na Universidade de Caxias do Sul (UCS).

Mauren e Louise Lovatto, também dermatologista e professora, orientaram a aluna de Medicina Carla Cerutti Mattei, 24 anos, em um trabalho sobre a dermatite de contato causada pela tatuagem de henna. Durante cerca de um ano, elas acompanharam o caso de duas crianças que apresentaram reações alérgicas após utilizar o pigmento. A alergia à henna se manifesta por meio de coceira, vermelhidão, formação de bolhas e descamação. — Uma delas (das crianças acompanhadas) só foi ao médico num segundo momento, quando a coceira e as lesões já haviam passado. A pele já estava com uma marca branca igual à tatuagem, de um escorpião — relata Carla. A orientação, no entanto, é procurar um dermatologista logo no primeiro sinal de irritação.

O procedimento consiste em, primeiramente, remover a tatuagem. Após, a alergia é tratada com pomadas. Nos casos em que a dermatite evoluiu para mancha branca na pele, o tratamento é semelhante ao aplicado em pacientes com vitiligo, com medicações que estimulam a pigmentação da pele, explica Mauren. Nos dois casos, a pele das crianças não apresentou sequelas após o tratamento. No entanto, o trio sugere que a henna não seja utilizada nos pequenos. — As crianças são mais sensíveis, têm propensão maior à alergia. Por isso, deve ser evitado que entrem em contato com potenciais alergênicos. O risco não vale a pena – entende Louise.

SINAL DE ALERTA

A alergia ao uso de bijuterias é um sinal de alerta para não fazer qualquer procedimento com henna. Segundo a dermatologista Rafaela Bergmann Correia, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia, o níquel, presente na maioria das bijus, é uma das substâncias químicas adicionadas à henna natural para potencializar a qualidade da pintura. Partículas de chumbo e fósforo também costumam fazer parte da composição. — O níquel é um grande fator alergênico — diz Rafaela. Segundo a dermatologista, não são apenas as tatuagens com henna que podem causar reações. Tinturas de cabelo e até pintura de sobrancelha com henna podem gerar alergias. Em todos os casos, a orientaç&ati…





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