Repelente sem risco para criança



Repelente sem risco para criança

4 de março de 2011

Saiba como proteger os seus filhos do mosquito da dengue aplicando o produto corretamente, sem perigo de intoxicação

Aplicar repelente nas crianças não é uma tarefa fácil: o pequeno não para quieto, reclama do cheiro, passa a mão e coloca na boca. Para piorar, os pais sofrem sem saber se estão reaplicando o produto da forma certa ou exagerando e expondo o filho a risco de intoxicação. Uma das propostas da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) que COMEÇOU A SER DISCUTIDA ONTEM EM AUDIÊNCIA PÚBLICA é de que todo repelente traga no rótulo princípio ativo, concentração e forma de uso.

Os dois tipos de repelentes mais comuns são o de citronela, que é natural, e o de deet, um composto que impede que os insetos sintam o odor humano. “Quanto maior a concentração de deet, maior o tempo de eficácia. Mas crianças com menos de 12 anos não devem usar repelentes com concentração maior que 10% devido ao risco de intoxicação”, explica Érica França, especialista em cosméticos da Anvisa.

Altas concentrações podem causar nas crianças alergias de pele, enjoo, dor de cabeça e sonolência. “A pele da criança é mais sensível e, por isso, a absorção do produto é maior”, explica Érica.

MEDO DA DENGUE

Com medo de que seus filhos sejam picados pelo Aedes aegypti, mosquito transmissor da dengue, muitos pais acabam exagerando na dose. Mas segundo a dermatologista Lúcia Mandel, um repelente com concentração de 7%, por exemplo, tem eficácia, em média, de 4 horas em crianças. “O ideal é reaplicar o repelente no máximo três vezes por dia. Muitos pais exageram quando não é preciso”, conta Lúcia, da Sociedade Brasileira de Dermatologia.

Outro cuidado é não colocar repelente em regiões do corpo cobertas. “Se a criança está com camisa, não é necessário usar o produto embaixo. Porque ela sua e a transpiração aumenta a absorção do repelente, aumentando o risco de alergia”, diz Érica. “As crianças não devem usar repelente na hora de dormir, pelo mesmo motivo”.

A Anvisa já recomenda que os rótulos tragam informações como o princípio ativo, a concentração e a forma de uso, mas após o fim da consulta pública o órgão deverá publicar resolução tornando as informações obrigatórias.

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