Nota Técnica sobre botulismo iatrogênico



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22 de dezembro de 2025

Prezados(as) associados(as),

O Ministério da Saúde e a Anvisa divulgaram uma Nota Técnica sobre botulismo iatrogênico.

Pontos importantes:

-Os primeiros sinais podem incluir ptose palpebral, visão turva, diplopia, boca seca, disartria, disfagia e dispneia; sintomas mais graves incluem paralisia flácida descendente e simétrica.

-A doença exige atenção médica imediata; quanto mais precoce o tratamento com soro antibotulínico, maior a eficácia.

-Notificação: qualquer suspeita deve ser comunicada à vigilância epidemiológica e à Anvisa via VigiMed.

Ressaltamos a importância de seguir estas orientações para proteger a saúde dos pacientes e garantir a segurança nos procedimentos estéticos e terapêuticos.

Clique aqui e leia a nota na íntegra.

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4 de dezembro de 2025

A Câmara dos Deputados sediou, em 3 de dezembro, o seminário “Dezembro Laranja: câncer de pele no Brasil – um desafio de saúde pública”, organizado pela Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) em parceria com as Comissões de Participação Legislativa e de Saúde. O encontro, aberto ao público, reuniu especialistas, parlamentares e representantes do setor para discutir prevenção, acesso ao diagnóstico, impacto econômico e medidas concretas para conter o avanço da doença: o tipo de câncer mais frequente no país. 

A abertura foi conduzida pelo presidente da Comissão de Legislação Participativa, deputado Fred Costa (PRD-MG), acompanhado do deputado Dr. Frederico (PRD-MG), autor dos requerimentos para a realização do seminário, e do Dr. Carlos Baptista Barcaui, presidente da SBD. 

Um dos temas centrais foi a necessidade de regulamentar a Lei 14.758/2023, que institui a Política Nacional de Prevenção e Controle do Câncer (PNPCC) no SUS. O presidente da SBD, Dr. Carlos Barcaui, destacou a magnitude do problema. “De cada três casos de câncer diagnosticado no Brasil, um deles é de pele”, afirmou. Ele lembrou ainda que o SUS gasta cerca de R$ 3,9 bilhões por ano com câncer, e que melhorias na prevenção podem gerar economia significativa ao Estado. 

Dr. Barcaui também apresentou os tipos mais comuns de tumores: o carcinoma basocelular, o carcinoma espinocelular e o melanoma, este último mais agressivo. O médico citou dados da Organização Mundial da Saúde, de acordo com ele “se nada for feito, a expectativa para 2040 é um aumento de 80% no número de mortos por melanoma no Brasil”. 

Ele chamou atenção para os desafios no acesso ao diagnóstico e ao tratamento, mencionando a Lei dos 60 dias, que estabelece o início do tratamento oncológico nesse intervalo após o laudo da biópsia. “Não temos dados claros sobre o cumprimento da lei. E, muitas vezes, até mesmo chegar à etapa da biópsia já representa um percurso difícil para o paciente”, afirmou.
Segundo ele, os atrasos podem contribuir para afastamentos do trabalho, perda de produtividade e grande sofrimento na vida das famílias.  

O médico dermatologista lembrou que 2025 é o ano em que a OMS classificou a saúde da pele como parte essencial da saúde global. “Não existe saúde integral sem a saúde da pele”, disse. Entre as medidas necessárias, citou a oficialização do Dezembro Laranja, ações educativas nas escolas, ampliação do acesso à dermatologia no SUS, campanhas para grupos de risco e combate ao exercício irregular da medicina. 

Dr. Carlos Barcaui também destacou que o mutirão de atendimento gratuito, realizado pela SBD, entrou para o Guinness Book em 2009 como a maior campanha médica realizada em um único dia. Em 2025, a mobilização nacional ocorrerá em 13 de dezembro, com mais de 100 postos de atendimento pelo país. Os locais podem ser consultados no site da campanha dezembrolaranja.com.br. 

Dr. Jadivan Leite, do Instituto Nacional do Câncer (Inca), apresentou o cenário mundial do câncer de pele e os casos avançados que chegam no Inca. Também mostrou os principais fatores de risco para a doença, entre eles a exposição à radiação ultravioleta, radiação ionizante, tabagismo, uso de imunossupressores e infecções pelo HPV. Ele ainda chamou atenção para “a trend que afirma que o protetor solar não seria eficaz e que ainda causaria câncer, algo que, obviamente, é um desserviço à sociedade leiga”. Segundo ele, “se a epidemiologia continuar evoluindo dessa forma, podemos chegar a 510 mil casos de melanoma e a um risco potencial de quase 100 mil mortes até 2040”. 

Dr. Sergio Palma, membro da diretoria da SBD, apresentou dados da pesquisa Datafolha, feita pela Sociedade Brasileira de Dermatologia em parceria com a divisão de Beleza Dermatológica do Grupo L’Oréal no Brasil. Os dados mostram que 54% dos brasileiros nunca consultaram um dermatologista. 

“O desconhecimento sobre a formação do dermatologista e a ausência de políticas públicas de rastreamento e educação contribuem para esse quadro. Fortalecer o SUS na prevenção e no diagnóstico precoce é indispensável para reduzir o impacto social e econômico do câncer de pele”, disse o especialista. 

A secretária-geral da SBD, Dra. Regina Carneiro, reforçou a importância do diagnóstico precoce. “Se detectarmos esse câncer precocemente, o paciente vai sair da sala de cirurgia curado. Nosso objetivo é tratar no ambulatório, sem necessidade de hospitalização. No SUS, a biópsia não é feita no mesmo local. O paciente é encaminhado, perde tempo. Na rede privada, geralmente tudo é feito no mesmo lugar e a fila anda mais rápido”, explicou. 

O deputado Dr. Frederico reforçou o papel do Legislativo no enfrentamento da doença, agradeceu ainda a SBD pelo trabalho técnico e destacou a importância de manter a pressão social pela implementação das medidas discutidas. 

O seminário também abordou a proposta de inclusão do filtro solar na lista de itens considerados essenciais dentro da Reforma Tributária, distribuição via SUS, subsídios para trabalhadores expostos ao sol e regulamentação mais rígida para garantir equipamentos de proteção solar.  

A presidente da SBD Regional Brasília, Dra. Letícia Oba, apresentou dados sobre o peso econômico da fotoproteção. “Um protetor com FPS 30 custa entre R$ 40 e R$ 120. Uma família de quatro pessoas gastaria pelo menos dois mil reais por ano, isso é 18% de um salário mínimo”, afirmou. 

Com a redução de impostos, estima-se uma queda de custos o que ampliaria o acesso da população ao produto. 

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1 de dezembro de 2025

A Campanha Dezembro Laranja 2025 ingressa, pela primeira vez, na agenda de debates do Congresso Nacional. No dia 3 de dezembro, a Câmara dos Deputados sediará o seminário “Dezembro Laranja: câncer de pele no Brasil – um desafio de saúde pública”. O evento, organizado pela Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) e pela Câmara dos Deputados, por meio das Comissões de Participação Legislativa e de Saúde, reúne especialistas, parlamentares e representantes de entidades de saúde para discutir cenários epidemiológicos, desafios assistenciais e propostas concretas de enfrentamento do câncer de pele no Brasil. 

A iniciativa aberta ao público começa a partir de 14h30, no Plenário 3 do Anexo II da Câmara dos Deputados, em Brasília (DF), e ocorre dentro da campanha Dezembro Laranja 2025, também promovida pela SBD, que busca conscientizar a população, os gestores e os tomadores de decisão para a necessidade de prevenir o câncer de pele, bem como de promover ações que permitam o seu diagnóstico e tratamento precoces. É a primeira vez que a Sociedade insere essa pauta no debate político dentro do Congresso Nacional. 

Entre os temas em debate no seminário está a proposta de inclusão do filtro solar na lista de itens considerados essenciais dentro da Reforma Tributária. Com a redução de impostos, estima-se uma queda de custos o que ampliaria o acesso da população ao produto. 

“Garantir o acesso ao protetor solar, ampliar a prevenção e melhorar o diagnóstico precoce são medidas essenciais para salvar vidas. Estamos pautados em dados e evidências, buscando caminhos que favoreçam a redução dos casos no Brasil. Se queremos reduzir a incidência da doença, precisamos tornar o protetor solar acessível a todos”, diz Dr. Carlos Barcaui, presidente da SBD. 

Clicando aqui você pode conferir a programação completa.

Exposição solar – O câncer de pele, representa cerca de 33% de todos os casos de câncer no Brasil, conforme dados do Ministério da Saúde, ou seja 1 em cada 3 casos de câncer é de pele. Esse cenário se torna ainda mais preocupante quando observamos os hábitos de exposição solar da população. Em 2024, 62,51% dos atendidos durante as ações da campanha Dezembro Laranja declararam se expor ao sol sem proteção, e apenas 31,63% afirmaram usar protetor solar regularmente, ou seja, os hábitos de exposição solar seguem sendo motivo de grande preocupação e reforçam a necessidade de facilitar o acesso a medidas de fotoproteção adequadas. 

Para a SBD, a falta de acesso a cuidados dermatológicos é uma realidade no país. Um levantamento inédito realizado em 2025 pela entidade, em parceria com o Instituto Datafolha e a divisão de Beleza Dermatológica do Grupo L’Oréal no Brasil, revelou um cenário preocupante: cerca de 90 milhões de brasileiros, com 16 anos ou mais (54% da população), nunca consultaram um dermatologista.   

“Esses números revelam um grande desafio que precisamos enfrentar e vencer. O câncer de pele é, em grande parte, evitável, e o diagnóstico precoce pode salvar vidas. Por isso, nosso compromisso é ampliar o acesso à informação para que o cuidado com o maior órgão do corpo humano ganhe visibilidade em todo o país”, diz Dr. Carlos Barcaui. 

Diretrizes de saúde – Outro ponto abordado no seminário será a implementação de normas que, se bem conduzidas, podem ajudar a reduzir o número de casos da doença. Nesse rol, está a Lei 14.758/2023, que institui a Política Nacional de Prevenção e Controle do Câncer (PNPCC) no Sistema Único de Saúde (SUS). De acordo com a Sociedade, é preciso regulamentar a aplicação dessa norma para que o país alcance de forma efetiva os seus objetivos, como reduzir a incidência e mortalidade do câncer. 

Para a SBD, entre os pontos que precisam ser delineados, estão a definição de diretrizes de saúde para a prevenção, rastreamento, tratamento e reabilitação do câncer, além de estabelecer cuidados paliativos para pacientes em fase terminal, inclusive com apoio psicológico para os doentes e seus familiares. 

A abertura do seminário será conduzida pelo presidente da Comissão de Legislação Participativa, deputado Fred Costa (PRD-MG), acompanhado do deputado Dr. Frederico (PRD-MG), autor dos requerimentos, e do Dr. Carlos Baptista Barcaui. Da programação, constam ainda discussões sobre o câncer de pele como emergência global, a apresentação de indicadores epidemiológicos brasileiros, a situação do atendimento nas redes pública e privada; e o impacto econômico da doença no sistema de saúde, entre outros. 

Atendimento gratuito – Além do seminário, o Dezembro Laranja 2025 organiza uma série de mutirões para atendimento gratuito da população em várias cidades do país. A intenção é reforçar o diagnóstico precoce da doença. Outra iniciativa é a divulgação de informações em massa que ajudem a população a entender os riscos, as formas de prevenção e os sinais e sintomas desse tipo de neoplasia. 

Durante esse trabalho, o Dezembro Laranja 2025 também destaca os três tipos mais comuns de câncer de pele: o carcinoma basocelular, o carcinoma escamoso e o melanoma.  O primeiro é o mais comum, representando cerca de 70% dos casos. Ele costuma aparecer em áreas expostas ao Sol, como o rosto e o pescoço, e embora cresça lentamente e raramente se espalhe para outras partes do corpo, deve ser tratado para evitar danos mais profundos à pele.   

O carcinoma escamoso, responsável por cerca de 20% dos casos, é mais agressivo e pode se espalhar se não for tratado. Geralmente, surge em áreas expostas ao Sol e pode se manifestar como lesões ásperas ou feridas que não cicatrizam.  Já o melanoma, embora menos comum, com cerca de 4% dos casos, é o mais perigoso e responsável pela maioria de mortes relacionadas ao câncer de pele. O melanoma pode surgir a partir de pintas já existentes ou como novas manchas de aparência irregular. 

Dezembro Laranja 2025 – Desde sua criação, a campanha Dezembro Laranja da SBD tem educado milhões de brasileiros sobre os riscos do câncer de pele. Em 2025, a ação continua a conscientizar o público sobre os hábitos preventivos e o diagnóstico precoce, abordando o tema de forma ainda mais personalizada, incentivando o autocuidado através da observação das próprias pintas e manchas no corpo, o cuidado com o outro, a vigilância constante e o check up anual com o Médico Dermatologista. 

Como forma de prevenir a doença, a SBD recomenda aplicar diariamente protetor solar com fator de proteção solar (FPS) 30 ou maior; usar roupas adequadas, como camisetas e chapéus para proteger a pele; e portar óculos de sol com proteção UV. Outra medida importante é evitar a exposição ao Sol entre 9h e 15h, quando os raios ultravioletas são mais intensos. Também se recomenda observar pintas e manchas e consultar regularmente um dermatologista associado à SBD para orientações e cuidados. 

Fique por dentro através do instagram @dermatologiasbd. Aqui no nosso site sbd.org.br você também pode encontrar um especialista associado na sua região. Mais informações em https://sbd.org.br/campanha/dezembrolaranja/ 

 

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24 de novembro de 2025

Com ações que vão do atendimento gratuito de parte da população à sensibilização de parlamentares do Congresso Nacional sobre a importância de se melhorar as etapas de prevenção, diagnóstico, tratamento e reabilitação relacionadas aos casos de câncer de pele no Brasil, será lançada em 27 de novembro (quinta-feira), Dia Nacional de Combate ao Câncer, a edição 2025 do Dezembro Laranja, uma campanha organizada pela Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) de conscientização sobre a doença.  

Um dos pontos altos desse grande esforço ocorre em 13 de dezembro (sábado). Nesse dia, das 9h às 15h, em mais de 100 postos espalhados pelo país, acontece um grande mutirão para oferecer orientação, diagnóstico e cuidado à população relacionados ao câncer de pele. A atividade gratuita, contará com a colaboração de mais de dois mil médicos voluntários. Desde a primeira edição dessa iniciativa, em 1999, já foram realizadas mais de 600 mil consultas e identificados mais de 75 mil casos de cânceres cutâneos.  

Acesse e busque o ponto de atendimento em todo o Brasil https://sbd.org.br/dezembrolaranja/. 

Cada atendimento representa uma oportunidade de salvar uma vida. Ao unir dermatologistas voluntários em todo o Brasil, mostramos que a orientação e o diagnóstico precoce são as formas mais eficazes de vencer o câncer de pele”, diz Dra. Bianca Costa Soares de Sá, coordenadora do Departamento de Oncologia Cutânea da SBD e da Campanha Dezembro Laranja deste ano. 

Grande mutirão – Observe. Cuide. Previna. Sua pele fala, só o dermatologista entende. Esse é o mote que orienta esse grande mutirão que integra a campanha Dezembro Laranja. Por meio dessa iniciativa, a SBD chama a atenção para a importância do autocuidado, do cuidado com o outro e da realização do check-up anual com o dermatologista, medidas essenciais para a prevenção e o diagnóstico precoce do câncer de pele, doença que representa cerca de 33% de todos os casos de câncer no Brasil, conforme mostram dados do Ministério da Saúde. 

“Essa é uma ação nacional de conscientização e de prevenção essencial já que o início do verão agrava ainda mais o aumento dos casos de câncer de pele, um problema preocupante, principalmente em um país tropical, onde o Sol brilha quase o ano todo”, diz o presidente da SBD, Dr. Carlos Barcaui.  

Cenário preocupante – Para a SBD, a falta de acesso a cuidados dermatológicos é uma realidade no país. Um levantamento inédito realizado em 2025 pela entidade, em parceria com o Instituto Datafolha e a divisão de Beleza Dermatológica do Grupo L’Oréal no Brasil, revelou um cenário preocupante: cerca de 90 milhões de brasileiros, com 16 anos ou mais (54% da população), nunca consultaram um dermatologista.   

“Esses números revelam um grande desafio que precisamos enfrentar e vencer. O câncer de pele é, em grande parte, evitável, e o diagnóstico precoce pode salvar vidas. Por isso, nosso compromisso é ampliar o acesso à informação para que o cuidado com o maior órgão do corpo humano ganhe visibilidade em todo o país”, diz o presidente. 

Mudanças aparentemente simples, como manchas, feridas que não cicatrizam ou pintas que crescem ou mudam de cor podem ser sinais de alerta para doenças graves. Por isso, manter o check-up anual com o dermatologista é um ato de cuidado e de preservação da vida. 

Fatores de risco – Além da exposição excessiva ao sol sem a devida proteção, alguns fatores podem aumentar o risco de desenvolver câncer de pele. Entre eles, estão: histórico familiar e pessoal com a doença, ter sofrido queimaduras solares graves, apresentar muitas sardas ou pintas pelo corpo, possuir pele muito clara que sempre queima e nunca bronzeia, e, em especial, estar na faixa etária acima dos 65 anos. Todos esses fatores tornam a conscientização e a prevenção ainda mais urgentes. 

O Dezembro Laranja 2025 também destaca os três tipos mais comuns de câncer de pele: o carcinoma basocelular, o carcinoma escamoso e o melanoma.  O primeiro é o mais comum, representando cerca de 70% dos casos. Ele costuma aparecer em áreas expostas ao Sol, como o rosto e o pescoço, e embora cresça lentamente e raramente se espalhe para outras partes do corpo, deve ser tratado para evitar danos mais profundos à pele.   

O carcinoma escamoso, responsável por cerca de 20% dos casos, é mais agressivo e pode se espalhar se não for tratado. Ele geralmente surge em áreas expostas ao Sol e pode se manifestar como lesões ásperas ou feridas que não cicatrizam.  Já o melanoma, embora menos comum, com cerca de 4% dos casos, é o mais perigoso e responsável pela maioria de mortes relacionadas ao câncer de pele. O melanoma pode surgir a partir de pintas já existentes ou como novas manchas de aparência irregular. 

Como forma de prevenir a doença, a SBD recomenda aplicar diariamente protetor solar com fator de proteção solar (FPS) 30 ou maior; usar roupas adequadas, como camisetas e chapéus para proteger a pele; e portar óculos de sol com proteção UV. Outra medida importante é evitar a exposição ao Sol entre 9h e 15h, quando os raios ultravioletas são mais intensos. Também se recomenda observar pintas e manchas e consultar regularmente um dermatologista associado à SBD para orientações e cuidados. 

Políticas Públicas – Em 2025, a Campanha Dezembro Laranja incorpora um elemento inovador em sua estratégia: a inclusão desse tema na agenda de debates do Congresso Nacional. Por iniciativa da SBD, será realizado um fórum no dia 3 de dezembro, na Câmara dos Deputados, quando especialistas apresentarão aos parlamentares e outros convidados dados epidemiológicos recentes dessa doença e algumas alternativas de políticas públicas que podem ser adotadas para reforçar a prevenção, diagnóstico e tratamento.  

Entre as propostas, está a de que o filtro solar seja incluído na lista de itens essenciais na Reforma Tributária. Com a redução de impostos sobre esse produto, acredita-se que a queda do custo final facilite sua compra pela população. Para o presidente da SBD, “garantir o acesso ao protetor solar é uma questão de saúde pública”.   

Além desse tópico, os especialistas pretendem debater com os políticos a implementação de normas que, se bem conduzidas, podem ajudar a reduzir o número de casos da doença. Nesse rol, está a Lei 14.758/2023, que institui a Política Nacional de Prevenção e Controle do Câncer (PNPCC) no Sistema Único de Saúde (SUS).  

De acordo com a Sociedade, é preciso regulamentar a aplicação dessa norma para que o país alcance de forma efetiva os seus objetivos, como reduzir a incidência e mortalidade do câncer. Entre os pontos que precisam ser delineados, estão definição de diretrizes de saúde para a prevenção, rastreamento, tratamento e reabilitação do câncer, além de estabelecer cuidados paliativos para pacientes em fase terminal, inclusive com apoio psicológico para os doentes e seus familiares.   

Dezembro Laranja – Desde sua criação, a campanha Dezembro Laranja da SBD tem educado milhões de brasileiros sobre os riscos do câncer de pele. Em 2025, a ação continua a conscientizar o público sobre os hábitos preventivos e o diagnóstico precoce, abordando o tema de forma ainda mais personalizada, incentivando o autocuidado através da observação das próprias pintas e manchas no corpo, o cuidado com o outro, a vigilância constante e o check up anual com o Médico Dermatologista. 

Fique por dentro através do instagram @dermatologiasbd. No site sbd.org.br você também pode encontrar um especialista associado na sua região. Mais informações em https://sbd.org.br/campanha/dezembrolaranja/ 

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17 de novembro de 2025

Durante o 30º RADESP e 18º Simpósio de Cosmiatria, Laser e Tecnologias da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), em parceria com a Regional São Paulo, médicos dermatologistas de diferentes partes do país debateram temas que vão desde a segurança em procedimentos estéticos até novas abordagens terapêuticas em doenças autoimunes e câncer de pele. O evento ocorreu no último final de semana (14 e 15/11), no Centro de Convenções Frei Caneca, em São Paulo. 

“Reunir dermatologistas de diferentes áreas, com olhares complementares sobre ciência, tecnologia e cuidado humano, é fundamental para que possamos oferecer uma medicina mais segura, eficaz e ética a população”, afirmou o presidente da SBD, Dr. Carlos Barcaui. 

Complicações em procedimentos e importância da qualificação médica 

Para Dr. Márcio Serra, membro da diretoria da SBD, um dos pontos de maior preocupação atualmente é o aumento de complicações causadas por procedimentos realizados por profissionais não médicos. Dados do Dossiê Brasil à Flor da Pele, estudo realizado pelo Instituto Datafolha, promovida pela Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) e pela divisão de Beleza Dermatológica do Grupo L’Oréal no Brasil, apontam que uma em cada quatro pessoas não sabe que o dermatologista é médico e apenas 12% dos brasileiros se consultaram com um médico dermatologista no último ano.   

“Complicações podem acontecer mesmo quando o procedimento é realizado por médicos, mas nós temos o conhecimento e a capacidade de tratá-las, especialmente em casos de infecção. É fundamental que a população compreenda que o dermatologista é o profissional habilitado para realizar procedimentos estéticos invasivos, ou seja, aqueles que penetram a pele, e que evite se submeter a intervenções feitas por não médicos, que não possuem a qualificação necessária para garantir segurança e resultados adequados”, afirmou Dr. Márcio.  

Ele também destacou a importância de se atentar à procedência dos materiais utilizados e ao ambiente em que o procedimento é realizado. 

“Há muito material falsificado ou de má qualidade, o que impacta no preço. Muitas vezes, o indivíduo prioriza o valor em vez da saúde. Além disso, nós médicos seguimos normas da Vigilância Sanitária e do Conselho Federal de Medicina, que garantem maior segurança ao paciente e reduzem complicações”, explicou. 

Alopecia Areata e novas perspectivas terapêuticas 

A dermatologista da SBD Priscila Kakizaki destacou os avanços recentes no tratamento da Alopecia Areata, uma doença autoimune que provoca a queda repentina de cabelo. Segundo a médica, a inflamação ocorre quando o sistema imunológico passa a atacar o próprio folículo piloso, por uma causa ainda desconhecida, mas sem destruí-lo completamente. 

“Embora o folículo não morra, a inflamação interrompe temporariamente o crescimento dos fios. A boa notícia é que, quando o processo inflamatório é controlado, o cabelo pode voltar a crescer, o que traz alívio e esperança a muitos pacientes”, destacou Dra. Priscila. 

Além do impacto físico, a especialista chamou atenção para o aspecto emocional da doença, que afeta autoestima e qualidade de vida. Destacou ainda que, nos últimos anos, os inibidores da JAK surgiram como uma importante inovação terapêutica. 

“Mais do que recuperar os fios, o tratamento devolve bem-estar e autoconfiança. Cada fio que volta a crescer simboliza um recomeço. Hoje temos mais recursos, mais conhecimento e, principalmente, mais esperança para quem convive com essa condição”, concluiu. 

Cirurgia de Mohs: precisão no tratamento do câncer de pele 

Outro destaque do encontro foi a cirurgia micrográfica de Mohs, abordada pela dermatologista Thais Buffo, também da SBD. A técnica é considerada uma das mais precisas no tratamento de câncer de pele, especialmente os tipos carcinoma basocelular e carcinoma espinocelular. 

“Essa cirurgia é feita principalmente para os tipos mais comuns de câncer de pele, mas também pode ser indicada em alguns casos de melanoma e de tumores mais raros”, explicou Dra. Thais. 

O diferencial da técnica é que o tumor é retirado por etapas, com análise microscópica das margens durante a própria cirurgia. “O procedimento termina apenas quando se tem certeza de que todas as margens estão livres de tumor. Essa técnica oferece uma maior taxa de cura e um menor risco da doença voltar, sendo especialmente indicada para tumores localizados no rosto ou lesões que já voltaram após outras cirurgias”, completou a dermatologista. 

“Com tantos temas abordados, o evento mostrou que a dermatologia vai muito além da estética: é sobre cuidar da pele, da saúde e da autoestima”, conclui Dr. Carlos Barcaui. 

 Clique aqui e encontre o dermatologista mais perto da sua região. Lembre-se, o check-up deve ser anual. 

 

 

 

 

 

 

 

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12 de novembro de 2025

A Sociedade Brasileira de Dermatologia tem o prazer de anunciar o lançamento do primeiro Teste de Progresso Individual em Dermatologia (TPI Derma).

A iniciativa inédita marca um passo importante na valorização da formação médica especializada e no aprimoramento contínuo dos Serviços Credenciados da SBD. O TPI Derma tem como objetivo avaliar a evolução do conhecimento dos residentes e especializandos em Dermatologia ao longo da formação, contribuindo para o fortalecimento da qualidade do ensino dermatológico no país.

Nesta primeira edição, o teste será aplicado exclusivamente aos alunos do 1º e 2º anos dos programas credenciados e será realizado em formato on-line, no dia 8 de fevereiro de 2026.

Os resultados do TPI Derma também serão utilizados como bonificação no exame de suficiência para obtenção do Título de Especialista em Dermatologia (TED AMB-SBD), conforme estabelecido no edital.

A participação não é obrigatória, mas representa uma oportunidade única para acompanhar o progresso individual, aprimorar o aprendizado e contribuir para o desenvolvimento da Dermatologia brasileira.

Com o TPI Derma, a SBD reafirma seu compromisso com a excelência, a formação médica de qualidade e o futuro da nossa especialidade. Saiba mais no edital publicado no site da SBD.

As inscrições vão até 24 de novembro!
Clique aqui e confira o edital!

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12 de novembro de 2025

Entre os diversos impactos das mudanças climáticas, que vão desde alterações extremas no clima até consequências sociais e econômicas, estão também os efeitos sobre a saúde. A pele, maior órgão do corpo, é uma das primeiras a refletir essas transformações, ficando vulnerável a doenças e agressões ambientais. O alerta é da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), que chama atenção para a crescente correlação entre as mudanças no meio ambiente e o surgimento ou agravamento de doenças dermatológicas.  

Os eventos climáticos extremos, como ondas de calor, chuvas intensas, incêndios e enchentes podem agravar enfermidades associadas a doença de Chagas, celulite e erisipela, infecções fúngicas, dermatites irritativas e alérgicas, dermatites infecciosas, Infecção por Pseudomonas aeruginosa, conhecida como “dermatite da piscina ou da enchente”, entre outras.  

O tema ganha relevância em meio às discussões da COP 30, 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima, que ocorrerá de 10 a 21 de novembro, em Belém, no Pará.  

“É fundamental reconhecer que as alterações ambientais não afetam apenas o planeta, mas também a biologia. A pele, por ser o maior órgão do corpo e a primeira barreira de contato com o meio externo, é uma das mais vulneráveis”, reforça o presidente da SBD, Dr. Carlos Barcaui.  

Artigo publicado nos Anais Brasileiros de Dermatologia, revista cientifica centenária da entidade, comprova que padrões de prevalência das dermatoses podem refletir mudanças ambientais. Acesse o conteúdo na íntegra aqui 

Dr. Carlos Barcaui reforça que fatores como radiação ultravioleta, variações de temperatura e umidade, e exposição a alérgenos ambientais também causam impacto direto na saúde da pele. “Esses agentes estão associados ao aumento de doenças inflamatórias e alérgicas, como dermatites atópica e de contato, psoríase, acne; envelhecimento cutâneo e câncer de pele”, afirma o médico dermatologista.  

As mudanças climáticas também trazem impactos diretos sobre o envelhecimento da pele, principalmente por meio de fatores extrínsecos. De acordo com a coordenadora do Departamento de Geriatria da SBD, Dra. Marcelle Nogueira, de todos os fatores externos responsáveis pelo envelhecimento cutâneo, a radiação solar é o principal, respondendo por cerca de 90% do envelhecimento da cutâneo.    

“Com o aumento dos índices de radiação ultravioleta devido às alterações na camada de ozônio, esse efeito tende a se intensificar. Além disso, o aumento da temperatura global acelera o envelhecimento biológico da pele. A cada 7 °C de elevação na temperatura da pele, dobramos a perda de água transepidérmica, o que causa desidratação, prejuízo à barreira cutânea e, consequentemente, alteração na função imunológica da pele”, afirma a especialista.    

Ela destaca ainda que o calor eleva a produção de metaloproteinases, enzimas que degradam o colágeno, e favorece o estresse oxidativo, reduzindo a ação das enzimas antioxidantes e promovendo senescência celular precoce. A médica ressalta também o papel da poluição atmosférica, cujas partículas agravam o estresse oxidativo e contribuem para o envelhecimento cutâneo, reforçando a importância do uso de filtros solares, barreiras físicas, cremes hidratantes e produtos antipoluição no cuidado diário.  

Entre as recomendações da SBD estão proteger a pele da radiação solar, manter a hidratação adequada, evitar exposição prolongada a ambientes poluídos e buscar avaliação médica diante de alterações persistentes na pele.  

“Em um momento em que o mundo discute as mudanças climáticas na COP 30, a conscientização ambiental se torna ainda mais urgente e, hoje, representa uma forma eficaz de prevenção em saúde dermatológica”, conclui o Dr. Carlos Barcaui.  

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11 de novembro de 2025

De 20 a 22 de janeiro de 2026, o World Trade Center (WTC), em São Paulo (SP), será palco de um evento inédito na América do Sul: o Congresso Internacional da Epidermólise Bolhosa (EB 2026). 

Pela primeira vez, o encontro global reunirá no Brasil mais de 500 participantes de mais de 50 países, entre pacientes, familiares, profissionais de saúde, pesquisadores, líderes da indústria e representantes de órgãos reguladores. 

Durante três dias de intensa programação, o EB 2026 promete ser um marco na história da pesquisa e do cuidado com a Epidermólise Bolhosa (EB), trazendo palestras de alto nível, apresentações científicas e oportunidades únicas de troca de conhecimento e colaboração internacional. 

Organizado pela DEBRA Brasil, com apoio da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), o congresso reforça o papel do país como centro de inovação e referência em doenças raras. 

Garanta sua participação e faça parte deste momento histórico! Os 10 primeiros inscritos vão ter 20% de desconto.

Se inscreva aqui!

 

 

 

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10 de novembro de 2025

Com pesar, a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) informa o falecimento da médica dermatologista Dra. Claudia Santi.  

A SBD lamenta profundamente o falecimento da Dra. Claudia Santi, renomada dermatologista e docente da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP). Com destacada trajetória acadêmica e profissional, dedicou sua carreira ao estudo e ao cuidado dos pacientes com doenças bolhosas autoimunes, contribuindo de forma inestimável para o avanço da dermatologia brasileira.  Sua competência, generosidade e compromisso com o ensino e a pesquisa deixam um legado de excelência e inspiração para colegas, alunos e pacientes. A SBD expressa sua solidariedade aos familiares, amigos e colegas neste momento de dor e saudade. 

 

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4 de novembro de 2025

A Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) alerta a população e os profissionais da área de beleza sobre os riscos associados ao uso de esmaltes e unhas em gel, especialmente após a recente decisão da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) de proibir duas substâncias químicas, o TPO [óxido de difenil (2,4,6-trimetilbenzol) fosfina] e o DMPT (N,N-dimetil-p-toluidina), também conhecido como dimetiltolilamina (DMTA), utilizadas nesse tipo de produto. 

A medida segue o que já havia sido determinado pela União Europeia e se baseia em estudos com animais que apontaram alterações na fertilidade relacionadas ao TPO e possível desenvolvimento de câncer associado ao DMPT.  

De acordo com a Dra. Rosana Lazzarini, membro da SBD, os estudos foram realizados em cobaias e, até o momento, não há evidências de que essas substâncias causem alterações diretamente na pele humana. Ainda assim, os resultados justificam a substituição por compostos mais seguros e reforçam a importância de precaução. 

A especialista destaca que o maior risco recai sobre as profissionais que aplicam esses produtos, devido à exposição repetida e prolongada. “Essas profissionais manipulam as substâncias várias vezes ao dia, durante anos. Isso aumenta o risco de desenvolver doença ocupacional relacionadas à exposição química, ”, afirma a Dra. Rosana. 

Riscos dermatológicos da esmaltação em gel 

Mesmo com a retirada das substâncias proibidas, a SBD alerta que o uso frequente de esmaltes e unhas em gel pode causar danos fisicos para as unhas e reações alérgicas. As resinas acrílicas utilizadas nesses procedimentos, que precisam ser endurecidas com radiação ultravioleta (UV), são as principais responsáveis por alergias muitas vezes graves, tanto nas usuárias quanto nas profissionais aplicadoras. 

Outros problemas associados incluem: fragilidade, deformidades e manchas nas unhas; infecções bacterianas ou fúngicas, resultantes de aplicação  ou remoção agressiva; reações alérgicas  nos dedos e mãos.  

“A identificação de reações não é simples para o público em geral. Qualquer vermelhidão, descamação ou alteração na textura da unha deve servir de alerta para procurar um dermatologista”, orienta a médica. 

SBD reforça que os cuidados preventivos são fundamentais e recomenda: 

  • Verificar se os produtos utilizados estão regularizados pela Anvisa  
  •  Evite unhas de gel ou similares; 
  • Faça pausas entre uma esmaltação e outra; 
  • Procure sempre profissionais qualificados e locais adequados para realizar os procedimentos; 
  • Profissionais devem utilizar equipamentos de proteção individual (EPIs) e limitar a exposição direta às substâncias químicas. 




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