Segurança do paciente entra em debate diante de complicações graves e banalização de procedimentos estéticos



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11 de março de 2026

O que deveria ser um procedimento estético para melhorar a autoestima acabou se transformando em um longo e traumático processo de recuperação para a jornalista Priscilla Aguiar. Após decidir realizar uma rinomodelação com uma biomédica esteta, ela desenvolveu necrose em três regiões do nariz e precisou enfrentar internação hospitalar, tratamento prolongado e anos de disputa judicial. 

“Eu tinha programado uma viagem de férias e estava consumindo muito conteúdo no Instagram. Terminei optando, impulsivamente, por uma rinomodelação com uma biomédica esteta e sofri necrose em três partes do nariz porque o procedimento deu errado e a profissional não teve expertise de identificar e reverter o problema. Foram 11 dias de internação, com infecção, necrose e risco de cegueira, além de um ano em tratamento e mais de cinco anos lutando por justiça”, conta Priscilla. 

A experiência mudou sua percepção sobre procedimentos estéticos e sobre a escolha do profissional responsável pela realização dessas intervenções. 

“Da minha dolorosa situação, entendi que quem está mais apto a realizar esses procedimentos é quem tem plena capacidade de identificar e reverter problemas. No meu caso, só tenho hoje um nariz graças ao trabalho excepcional de uma dermatologista”, relata. 

A partir do episódio, Priscilla decidiu transformar a própria experiência em um alerta para outras pessoas. Ela criou uma página nas redes sociais chamada Estética de Risco, onde reúne relatos de pacientes que sofreram complicações após procedimentos estéticos. 

“Aceito relembrar todo o trauma para alertar outras pessoas. Recebo inúmeros relatos de complicações após procedimentos estéticos e a esmagadora maioria envolve profissionais de diferentes categorias que hoje atuam nessa área. A pergunta que fica é: será que todos têm a expertise necessária? Honestamente, eu não consigo confiar”, completa. 

O relato da jornalista será um dos destaques do fórum “A Dermatologia brasileira e a defesa do Ato Médico: ciência, ética e proteção da sociedade”, que será realizado no dia 20 de março, das 13h30 às 18h, na Academia Nacional de Medicina (ANM), no Rio de Janeiro. O encontro é promovido pela Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) e reunirá especialistas, representantes de entidades médicas e autoridades do judiciário para discutir os riscos associados ao exercício ilegal da medicina e o impacto desses casos na saúde pública. 

A iniciativa integra o Pacto pela Medicina Segura, firmado em dezembro entre a SBD e o Conselho Federal de Medicina (CFM), que prevê ações conjuntas para fortalecer o exercício ético e legal da medicina e ampliar a proteção aos pacientes. O evento conta ainda com o apoio da Associação Médica Brasileira (AMB) e da ANM. 

Para o presidente da SBD, Carlos Barcaui, o aumento de complicações decorrentes de procedimentos estéticos realizados por profissionais sem formação médica adequada exige uma resposta institucional e um debate mais amplo com a sociedade. 

“Os problemas e complicações decorrentes da invasão e do desrespeito ao ato médico se tornaram um problema de saúde pública. Em meio a esse cenário, a Sociedade Brasileira de Dermatologia firmou um pacto com o Conselho Federal de Medicina para desenvolver ações concretas de enfrentamento, e este fórum é o primeiro passo desse compromisso”, afirma. 

Ele explica que o objetivo do encontro é ampliar o debate sobre segurança do paciente e qualificação profissional. 

“Queremos discutir o problema sob diferentes perspectivas, médica, jurídica e social, para reforçar a importância da qualificação profissional e da segurança do paciente”, completa. 

A abertura solene contará com a participação do próprio presidente da SBD, Dr. Carlos Barcaui; do representante da ANM, Dr. Omar Lupi da Rosa Santos; da representante do CFM, Dra. Yáscara Pinheiro Lages Pinto; e do Diretor Cultural da AMB e Presidente da Associação Médica do Estado do Rio de Janeiro (SOMERJ), Dr. Rômulo Capello Teixeira (RJ). 

A programação inclui ainda mesas de debate sobre os limites regulatórios na dermatologia estética, os riscos de procedimentos invasivos realizados por não médicos e os desafios jurídicos relacionados ao tema. Entre os convidados está o desembargador José Américo Penteado, que discutirá o impacto da questão para pacientes e para a sociedade. 

Clique aqui e veja a programação completa.

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11 de março de 2026

Altamente precisa e com índices de cura superiores aos da cirurgia convencional, a cirurgia micrográfica de Mohs vem se consolidando como uma das técnicas mais eficazes no tratamento do câncer de pele, especialmente nos casos de maior risco e em áreas delicadas da face. O procedimento permite a análise de praticamente 100% das margens cirúrgicas durante a própria operação, aumentando significativamente a chance de remoção completa do tumor já na primeira intervenção.

“Diferentemente da excisão tradicional, na qual apenas pequenas amostras das bordas retiradas são analisadas posteriormente, a técnica micrográfica examina toda a extensão da margem ao microscópio em tempo real. Isso reduz o risco de recidiva, diminui a necessidade de reoperações e preserva o máximo possível de tecido saudável, fator essencial em regiões como pálpebras, nariz, lábios e orelhas”, explica
Dr. Carlos Barcaui, presidente da Sociedade Brasileira de Dermatologia.

Indicada principalmente para carcinomas basocelulares e espinocelulares de alto risco, tumores recorrentes ou com limites mal definidos, a cirurgia de Mohs apresenta taxas de cura que podem ultrapassar 99% em determinados cenários, além de menores índices de progressão da doença. A preservação tecidual também favorece melhores resultados funcionais e estéticos, com cicatrizes menores e reconstruções menos complexas.

“No câncer de pele, a preocupação fundamental é retirar o tumor completamente buscando a cura, mas de preferência, se possível, preservando o máximo de tecido sadio. A cirurgia de Mohs alia segurança oncológica e precisão técnica, o que se traduz em menores taxas de recorrência e maior tranquilidade para o paciente. Em tumores de alto risco, especialmente na face, essa diferença pode ser decisiva”, explica Dr. Glaysson Tassara, coordenador do curso de cirurgia micrográfica de Mohs da SBD.

Atenta à importância de ampliar o acesso à técnica e qualificar especialistas, a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) promoveu, nos dias 5 e 6, o Curso Teórico de Cirurgia Micrográfica de Mohs e, nos dias 6 e 7, o III Simpósio de Oncologia da entidade. As iniciativas reuniram dermatologistas de diversas regiões do país para atualização científica, discussão de casos complexos e debate sobre novas tecnologias aplicadas ao tratamento do câncer de pele. Além dessa atividade, a SBD possui serviços de dermatologia em diferentes cidades do Brasil, que treinam e formam novos dermatologistas cirurgiões de Mohs.

Geralmente, o treinamento é realizado em 1 ano. A SBD possui dois cursos anuais que fornecem conteúdo teórico para os dermatologistas em treinamento e para a reciclagem dos cirurgiões de Mohs.

Durante o treinamento, os dermatologistas aprendem sobre cirurgia, a técnica de Mohs, histologia dos tumores e reconstrução, uma formação completa. E, por fim, a SBD fornece um certificado de Cirurgião de Mohs para os colegas que cumpriram as normas estabelecidas, o que estabelece um padrão de qualidade e uma garantia para que a técnica seja bem praticada.

“O câncer de pele é o mais frequente no Brasil. Garantir que o dermatologista esteja treinado nas técnicas mais modernas e eficazes é uma forma concreta de proteger o paciente e elevar o padrão da assistência”, diz Dr. Carlos Barcaui.

Embora não esteja amplamente disponível em toda a rede pública, a cirurgia micrográfica de Mohs é oferecida pelo Sistema Único de Saúde (SUS) em centros de referência e hospitais universitários que contam com estrutura especializada e equipes capacitadas para a realização do procedimento.

Clicando aqui você consegue verificar todos os serviços credenciados da SBD, a maioria disponibiliza a técnica, como é o caso do Hospital das Clínicas da USP, Hospital das Clínicas da UFMG, Hospital Universitário da UFSC, Hospital Universitário Antonio Pedro (UFF), Hospital Universitário Clementino Fraga Filho (UFRJ), Hospital Sao Paulo (UNIFESP), Hospital das Clinicas da UNESP, Hospital das Clinicas da FMRP-USP, Hospital da PUC-Campinas e Hospital de Amor de Barretos, entre outros. 

Algumas instituições não ofertam o procedimento pelo SUS, mas o realizam para públicos específicos, como o Hospital da Policia Militar de Minas Gerais e o Hospital do Servidor Público Municipal de São Paulo. 

O passo a passo para ter acesso à cirurgia na rede pública pode variar conforme o estado e a instituição, mas, de modo geral, segue o fluxo padrão de regulação do SUS. No caso do Hospital das Clínicas da UFMG, por exemplo, o paciente deve ser encaminhado por um centro de saúde de Belo Horizonte ou por secretarias municipais de saúde do interior de Minas Gerais ao Serviço de Dermatologia do hospital. Após a consulta com a equipe de Dermatologia e a realização do cadastro, estando confirmada a indicação cirúrgica, o paciente torna-se apto a realizar a cirurgia micrográfica de Mohs. 

Neste link localizador – SBD também é possível consultar todos os dermatologista da SBD e encontrar um especialista em mohs. 

 

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7 de março de 2026

Neste mês, quando é celebrado o Dia Internacional da Mulher, em 8 de março, a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) faz um convite para ampliar o olhar sobre a saúde feminina. Em todas as idades, a mulher demonstra crescente preocupação com a aparência e o bem-estar. No entanto, mais do que uma questão estética, os cuidados com a pele, cabelos e unhas estão diretamente ligados à saúde e à qualidade de vida.

“A pele é o maior órgão do corpo humano e exerce papel fundamental como barreira de proteção contra agressões externas, como radiação solar, poluição e micro-organismos. Quando essa barreira cutânea está comprometida, podem surgir ressecamento, sensibilidade, irritações e até doenças dermatológicas”, explica Dr. Carlos Barcaui, presidente da SBD.

As alterações hormonais e o envelhecimento natural também exercem influência significativa na estrutura da pele ao longo da vida. “O estrogênio participa da manutenção da espessura e da qualidade da pele. Quando há redução hormonal, observamos impacto direto na firmeza, na hidratação e até na saúde capilar”, destaca Dra. Marcelle Nogueira, coordenadora do Departamento de Geriatria da SBD.

Além da pele, mudanças podem ser percebidas nos cabelos e nas unhas em diferentes fases da vida. “As alterações dermatológicas podem afetar a autoestima e o bem-estar emocional. Por isso, é importante que a mulher tenha orientação adequada e acesso a tratamentos individualizados”, ressalta Dra. Marcelle.

Hoje, há desde dermocosméticos que ajudam a restaurar a barreira cutânea até procedimentos minimamente invasivos que estimulam colágeno e melhoram a textura da pele. Segundo o Dr. Daniel Coimbra, coordenador do Departamento de Cosmiatria da SBD, o cuidado moderno está cada vez mais associado à prevenção e à naturalidade.

“Hoje falamos em tratar precocemente e até prevenir alterações antes que elas se tornem mais evidentes. Sabemos que mudanças hormonais e o próprio processo de envelhecimento impactam diretamente a qualidade da pele, e a orientação adequada permite preservar firmeza, viço e hidratação por mais tempo”, destaca o especialista.

Entre os procedimentos mais procurados estão a toxina botulínica, utilizada para manter a aparência descansada, os skinboosters, que promovem hidratação profunda e melhora da textura cutânea e os bioestimuladores de colágeno, que auxiliam na manutenção da firmeza. “A tendência atual prioriza resultados naturais, com foco em longevidade e qualidade da pele”, complementa Dr. Daniel.

A busca por tratamentos corporais também tem crescido. “O corpo passou a acompanhar o rosto nas preocupações da mulher atual. A associação de bioestimuladores com tecnologias específicas ajuda a manter firmeza, qualidade muscular e a reduzir gordura localizada, sempre com avaliação médica”, explica.

A adoção de hábitos saudáveis também faz diferença: alimentação equilibrada, proteção solar diária, atividade física regular e sono de qualidade são aliados importantes.

“Cuidar da saúde da pele é parte do cuidado integral com a mulher em todas as fases da vida”, reforça Dra. Marcelle.

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25 de fevereiro de 2026

Neste mês marcado pelo Dia Mundial das Doenças Raras, em 28 de fevereiro, a atenção da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) se volta para o nevo congênito gigante, uma condição rara que pode acometer recém-nascidos, trazendo importantes implicações médicas e estéticas.  

“Nevo é o termo técnico usado para pinta. Nevo melanocítico é sinônimo de pinta. Congênito é aquela pinta que está presente ao nascimento, e o nevo congênito gigante é uma pinta presente desde o nascimento, mas com um tamanho maior. Conceitualmente, considera-se gigante uma lesão que terá mais de 20 centímetros na vida adulta. O que diferencia essa condição é realmente o tamanho”, explica Dra. Flávia Bittencourt, assessora científica da SBD.  

A especialista destaca ainda a raridade da condição. “Os nevos congênitos são lesões muito, muito raras, com incidência que varia de uma lesão a cada 20 mil nascimentos até uma a cada 500 mil, dependendo do tamanho”, diz a médica dermatologista.  

Um dos principais pontos de atenção dessas lesões é o risco de complicações médicas, principalmente o desenvolvimento de melanoma, o tipo de câncer de pele mais grave.  

“O risco de evolução para melanoma no nevo congênito gigante é baixo, algo em torno de 6% e geralmente ocorre na primeira década de vida, envolvendo células profundas, diferente do nevo pequeno, onde a malignização é algo em torno de 1%, às custas de células superficiais e, em geral, mais tardio por volta da terceira, quarta década de vida. Orientamos os pais a fazerem a palpação da lesão, ver se tem algum nódulo surgindo e, em alguns casos, realizar ultrassonografia”, explica o presidente da SBD, Dr. Carlos Barcaui.  

Dr. Barcaui alerta ainda para outra complicação possível, mas também muito rara, que é a melanose neurocutânea, quando há comprometimento do sistema nervoso central. Cerca de 80% dos pacientes com nevos gigantes apresentam lesões menores, chamadas de satélites. E quanto maior o número de lesões satélites associadas ao nevo gigante, maiores as chances de algum comprometimento neurológico e de melanoma.   

Os especialistas lembram que a causa do nevo congênito gigante não está relacionada a fatores genéticos específicos ou a cuidados durante a gestação. “É uma condição aleatória. As famílias querem saber se é algo que podem ter feito ou se poderá ocorrer em outros filhos, mas não há relação com hábitos ou exposições”, explica Dra. Flávia Bittencourt.  

“O Dia das Doenças Raras serve para informar e conscientizar a população sobre condições pouco comuns, reforçando a importância do acompanhamento médico e do apoio às famílias afetadas por essas condições”, conclui Dr. Carlos Barcaui.  

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20 de fevereiro de 2026

A Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) manifesta seu apoio à decisão judicial obtida em ação movida pelo Conselho Federal de Medicina (CFM), que reafirma o que determina a legislação brasileira: a Ordem Médica Brasileira (OMB) não possui competência para ofertar ou divulgar a concessão de título de especialista médico.

A decisão reforça um princípio fundamental do sistema médico brasileiro. No país, o título de especialista é concedido exclusivamente por sociedades de especialidade reconhecidas — como a Sociedade Brasileira de Dermatologia — por meio da Associação Médica Brasileira (AMB), ou por programas de residência médica credenciados pela Comissão Nacional de Residência Médica (CNRM).

Essa definição é essencial para assegurar a segurança da população e a qualidade da assistência prestada. O título de especialista representa o reconhecimento formal de que o médico cumpriu formação específica, treinamento supervisionado e processo rigoroso de avaliação, em conformidade com elevados padrões técnicos e éticos.

A SBD reafirma seu compromisso permanente com a ética, a qualificação adequada dos dermatologistas e a defesa da boa prática médica, sempre em benefício da sociedade brasileira.

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11 de fevereiro de 2026
Com a chegada do Carnaval, entre blocos, desfiles e festas, é fácil se deixar levar pela empolgação, mas não dá para esquecer que a saúde também precisa entrar no ritmo da folia. Pele, cabelos, unhas e até os pés merecem atenção especial para que a festa não termine em desconforto ou problemas de saúde.
O presidente da Sociedade Brasileira de Dermatologia, Dr. Carlos Barcaui, alerta sobre a necessidade do uso do protetor solar. “O uso diário do filtro solar é indispensável para evitar danos causados pelo sol, lembrando de reaplicá-lo a cada duas horas durante a folia, já que o efeito sai com o suor. Também é de extrema importância ter cautela com o uso de maquiagens e itens que possam causar alergia”, orienta.
Pensando nisso, a Sociedade Brasileira de Dermatologia reuniu orientações importantes para quem quer curtir o Carnaval com mais segurança e bem-estar.
Atenção aos produtos usados na pele e no cabelo
Brilhos, maquiagens coloridas, sprays, espumas e tintas capilares fazem parte do visual carnavalesco, mas podem provocar reações alérgicas, coceira, ardência e dermatite de contato. O ideal é evitar excessos e escolher produtos de marcas confiáveis e específicas para uso cosmético. Nas fantasias, prefira tecidos leves e evite materiais sintéticos.
“Caso surja qualquer irritação, lave imediatamente a área com água e sabonete neutro. Se os sintomas persistirem, procure um dermatologista”, ressalta Vanessa Barreto, coordenadora do Departamento de Alergia e Dermatose Ocupacional da SBD.
 Em sbd.org.br você consegue ver o dermatologista mais perto de você.
Hidratação: por dentro e por fora
Calor, sol e longas horas de festa favorecem a desidratação. Por isso, beba bastante água ou água de coco ao longo do dia. Além disso, utilize hidratantes faciais e corporais para evitar o ressecamento da pele, que tende a aumentar nessa época.
Cuidados especiais com os pés
Os pés costumam ser os mais prejudicados durante a folia. Para evitar bolhas, calos e ferimentos, opte por calçados confortáveis, como tênis. Se surgir alguma bolha, não a estoure, proteja a região com um curativo e evite sapatos que causem atrito, prevenindo infecções e permitindo que você continue aproveitando a festa.
Proteção contra Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs)
O uso do preservativo é indispensável durante o Carnaval. Ele ajuda a prevenir infecções como HIV, sífilis, HPV e hepatites B e C, entre outras ISTs que podem trazer consequências sérias à saúde.
Vale lembrar que existe vacina contra o HPV, indicada para meninas a partir dos 9 anos e para meninos de 12 e 13 anos. Por ser preventiva, deve ser aplicada preferencialmente antes do início da vida sexual e está disponível nos postos de saúde.
Sol forte pede proteção redobrada
O verão exige cuidados extras com a exposição solar. Use chapéu ou boné de aba larga, óculos escuros com proteção UV e protetor solar com FPS mínimo de 30.  Protetores solares físicos (com cor) costumam aderir melhor à pele e apresentar maior resistência. Sempre que possível, prefira curtir a folia antes das 9h ou após as 15h, evitando os horários de maior radiação.
Outro ponto importante: após o contato da pele com frutas cítricas, lave bem a região e reaplique o protetor solar para evitar manchas e queimaduras.
Como organizar a rotina de cuidados com a pele
Antes de sair para a festa, comece aplicando o hidratante, depois o protetor solar e, por último, o repelente. Se for usar brilho ou maquiagem artística, evite deixá-los na pele por muito tempo e não aplique em áreas sensíveis, como ao redor dos olhos. Fazer um teste do produto alguns dias antes ajuda a prevenir reações alérgicas. Para fixar o brilho, o protetor labial pode ser usado com moderação, evitando obstrução dos poros e o surgimento de acne.
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1 de fevereiro de 2026

A divulgação dos dados do Dia de Atendimento Gratuito, que integrou a Campanha Dezembro Laranja, de prevenção do câncer de pele, ocorre neste mês de fevereiro, às vésperas da celebração do Dia do Dermatologista, comemorado na próxima quinta-feira (5), data que evidencia a importância da especialidade na luta contra doenças de pele e na promoção do autocuidado. A mobilização nacional realizou 17.562 atendimentos dermatológicos gratuitos em 100 postos por todo o país.

Entre os diagnósticos identificados, os casos de carcinoma basocelular (CBC) corresponderam a 13,96%, seguidos por outras pré-neoplasias (11,67%), carcinoma espinocelular (CEC) (4,49%), melanoma (2,30%) e outros tumores malignos (1,08%). Além disso, 41,47% dos atendimentos identificaram outras dermatoses, enquanto 25,02% não apresentaram alterações dermatológicas.

Já em 2024, o Carcinoma Basocelular (CBC) foi diagnosticado clinicamente em 14,84% dos pacientes, enquanto outras pré-neoplasias representaram 11,51%. O Carcinoma Epidermóide (CEC) foi identificado em 4,68% dos casos, o Melanoma em 2,31% e outros tipos de tumores malignos em 1,21%. O restante dos atendimentos revelou 41,22% de dermatoses diversas, e 24,23% dos pacientes não apresentaram qualquer tipo de doença dermatológica.

Do total de pessoas atendidas em 2025, 61% eram do sexo feminino e 39% do masculino. O dado se manteve em relação ao ano anterior, o que reflete a preocupação maior das mulheres com a saúde. “É fundamental fortalecer que a prevenção é para todos. Os homens também precisam prestar atenção no seu autocuidado”, ressalta Dr. Carlos Barcaui, presidente da SBD.

Em relação à exposição solar, 61% dos atendidos relataram se expor ao sol sem proteção, enquanto 32% afirmaram utilizar proteção solar e 7% disseram não se expor ao sol. A maioria dos participantes não possuía histórico pessoal de câncer de pele (84%), e 71% não relataram histórico familiar da doença.

A campanha também mostrou forte alcance junto à população. A televisão (29%) e a indicação de amigos (29%) foram os principais meios pelos quais os participantes tomaram conhecimento da ação.

A iniciativa amplia a oportunidade de acesso da população ao dermatologista, visto que de acordo com o dossiê “Brasil à Flor da Pele”, uma em cada 4 pessoas não sabe que o dermatologista é médico e apenas 12% dos brasileiros se consultaram com um médico dermatologista em 2024. A pesquisa do Instituto Datafolha, promovida pela Sociedade Brasileira de Dermatologia com a divisão de Beleza Dermatológica do Grupo L’Oréal no Brasil, aponta ainda que a renda é um forte preditor de acesso, já que as classes A e B (69% e 66%, respectivamente) apresentam taxas significativamente maiores de acesso à especialidade do que as classes C (46%) e D/E (32%).

“Os resultados do Dezembro Laranja 2025 evidenciam o papel fundamental do dermatologista na promoção da saúde, no diagnóstico precoce do câncer de pele e na orientação da população. No Dia do Dermatologista, os números da campanha reforçam o compromisso da nossa especialidade com a prevenção e o cuidado integral do paciente”, diz Dr. Carlos Barcaui, presidente da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD).

Clique aqui e confira os dados completos! (https://d1xe7tfg0uwul9.cloudfront.net/sbd-portal-2024/wp-content/uploads/2025/12/23123658/Final-Perfil-Epidemiologico-DL2025.pdf )

Além do impacto direto na saúde da população brasileira, evidenciado pelos resultados do Dezembro Laranja, a Dermatologia Brasileira também vem se destacando no cenário internacional, com reconhecimentos concedidos por importantes entidades médicas mundiais.

Prêmios internacionais e reconhecimento da Dermatologia Brasileira
Ao longo do último ano, dermatologistas do Brasil foram homenageados por importantes entidades internacionais da especialidade, em reconhecimento à excelência científica, à atuação assistencial e à contribuição para o avanço da dermatologia global.

Entre os destaques está a dermatologista Dra. Valeria Aoki,membro da SBD, que recebeu reconhecimento da International League of Dermatological Societies (ILDS) por sua atuação de relevância internacional, contribuindo para o fortalecimento da dermatologia brasileira no cenário científico global.

O dermatologista Dr. Egon Luiz Rodrigues Daxbacher, do Departamento de Hanseníase da SBD, foi contemplado em programa internacional da ILDS por projeto voltado à capacitação profissional e ao enfrentamento da hanseníase, reforçando o compromisso da especialidade com doenças negligenciadas.

Esse reconhecimento se estende ainda à liderança institucional. O presidente da SBD, Dr. Carlos Barcaui, será homenageado pela American Academy of Dermatology (AAD) durante o congresso anual da entidade, que acontece em março, em reconhecimento à sua atuação e contribuição para o fortalecimento da dermatologia.

“Celebrar o Dia do Dermatologista é reconhecer não apenas a dedicação diária dos especialistas ao cuidado da pele da população, mas também o prestígio e a credibilidade conquistados pela Dermatologia Brasileira no cenário mundial”, destaca Dr. Carlos Barcaui.

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28 de janeiro de 2026

No dia 22 de janeiro de 2026, a Sociedade Brasileira de Dermatologia Regional Santa Catarina (SBD/SC) promoveu uma aula on-line com o tema “A tributação das distribuições de lucros a partir de 2026 e o impacto para o dermatologista”.  

O encontro, realizado pela plataforma Zoom, teve como objetivo esclarecer as principais mudanças na legislação tributária previstas para 2026 e seus impactos diretos na prática profissional e na organização financeira do dermatologista.  

A aula foi ministrada por Vicente Lisboa Capella, advogado tributarista, mestre em Direito pela UFSC, doutorando em Direito Fiscal pela Universidade de Lisboa, professor da Escola do Ministério Público de Santa Catarina e pesquisador do Centro de Investigação de Direito Europeu, Econômico, Financeiro e Fiscal (CIDEEFF).  Clique aqui para assistir à aula! 

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22 de dezembro de 2025

Prezados(as) associados(as),

O Ministério da Saúde e a Anvisa divulgaram uma Nota Técnica sobre botulismo iatrogênico.

Pontos importantes:

-Os primeiros sinais podem incluir ptose palpebral, visão turva, diplopia, boca seca, disartria, disfagia e dispneia; sintomas mais graves incluem paralisia flácida descendente e simétrica.

-A doença exige atenção médica imediata; quanto mais precoce o tratamento com soro antibotulínico, maior a eficácia.

-Notificação: qualquer suspeita deve ser comunicada à vigilância epidemiológica e à Anvisa via VigiMed.

Ressaltamos a importância de seguir estas orientações para proteger a saúde dos pacientes e garantir a segurança nos procedimentos estéticos e terapêuticos.

Clique aqui e leia a nota na íntegra.

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4 de dezembro de 2025

A Câmara dos Deputados sediou, em 3 de dezembro, o seminário “Dezembro Laranja: câncer de pele no Brasil – um desafio de saúde pública”, organizado pela Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) em parceria com as Comissões de Participação Legislativa e de Saúde. O encontro, aberto ao público, reuniu especialistas, parlamentares e representantes do setor para discutir prevenção, acesso ao diagnóstico, impacto econômico e medidas concretas para conter o avanço da doença: o tipo de câncer mais frequente no país. 

A abertura foi conduzida pelo presidente da Comissão de Legislação Participativa, deputado Fred Costa (PRD-MG), acompanhado do deputado Dr. Frederico (PRD-MG), autor dos requerimentos para a realização do seminário, e do Dr. Carlos Baptista Barcaui, presidente da SBD. 

Um dos temas centrais foi a necessidade de regulamentar a Lei 14.758/2023, que institui a Política Nacional de Prevenção e Controle do Câncer (PNPCC) no SUS. O presidente da SBD, Dr. Carlos Barcaui, destacou a magnitude do problema. “De cada três casos de câncer diagnosticado no Brasil, um deles é de pele”, afirmou. Ele lembrou ainda que o SUS gasta cerca de R$ 3,9 bilhões por ano com câncer, e que melhorias na prevenção podem gerar economia significativa ao Estado. 

Dr. Barcaui também apresentou os tipos mais comuns de tumores: o carcinoma basocelular, o carcinoma espinocelular e o melanoma, este último mais agressivo. O médico citou dados da Organização Mundial da Saúde, de acordo com ele “se nada for feito, a expectativa para 2040 é um aumento de 80% no número de mortos por melanoma no Brasil”. 

Ele chamou atenção para os desafios no acesso ao diagnóstico e ao tratamento, mencionando a Lei dos 60 dias, que estabelece o início do tratamento oncológico nesse intervalo após o laudo da biópsia. “Não temos dados claros sobre o cumprimento da lei. E, muitas vezes, até mesmo chegar à etapa da biópsia já representa um percurso difícil para o paciente”, afirmou.
Segundo ele, os atrasos podem contribuir para afastamentos do trabalho, perda de produtividade e grande sofrimento na vida das famílias.  

O médico dermatologista lembrou que 2025 é o ano em que a OMS classificou a saúde da pele como parte essencial da saúde global. “Não existe saúde integral sem a saúde da pele”, disse. Entre as medidas necessárias, citou a oficialização do Dezembro Laranja, ações educativas nas escolas, ampliação do acesso à dermatologia no SUS, campanhas para grupos de risco e combate ao exercício irregular da medicina. 

Dr. Carlos Barcaui também destacou que o mutirão de atendimento gratuito, realizado pela SBD, entrou para o Guinness Book em 2009 como a maior campanha médica realizada em um único dia. Em 2025, a mobilização nacional ocorrerá em 13 de dezembro, com mais de 100 postos de atendimento pelo país. Os locais podem ser consultados no site da campanha dezembrolaranja.com.br. 

Dr. Jadivan Leite, do Instituto Nacional do Câncer (Inca), apresentou o cenário mundial do câncer de pele e os casos avançados que chegam no Inca. Também mostrou os principais fatores de risco para a doença, entre eles a exposição à radiação ultravioleta, radiação ionizante, tabagismo, uso de imunossupressores e infecções pelo HPV. Ele ainda chamou atenção para “a trend que afirma que o protetor solar não seria eficaz e que ainda causaria câncer, algo que, obviamente, é um desserviço à sociedade leiga”. Segundo ele, “se a epidemiologia continuar evoluindo dessa forma, podemos chegar a 510 mil casos de melanoma e a um risco potencial de quase 100 mil mortes até 2040”. 

Dr. Sergio Palma, membro da diretoria da SBD, apresentou dados da pesquisa Datafolha, feita pela Sociedade Brasileira de Dermatologia em parceria com a divisão de Beleza Dermatológica do Grupo L’Oréal no Brasil. Os dados mostram que 54% dos brasileiros nunca consultaram um dermatologista. 

“O desconhecimento sobre a formação do dermatologista e a ausência de políticas públicas de rastreamento e educação contribuem para esse quadro. Fortalecer o SUS na prevenção e no diagnóstico precoce é indispensável para reduzir o impacto social e econômico do câncer de pele”, disse o especialista. 

A secretária-geral da SBD, Dra. Regina Carneiro, reforçou a importância do diagnóstico precoce. “Se detectarmos esse câncer precocemente, o paciente vai sair da sala de cirurgia curado. Nosso objetivo é tratar no ambulatório, sem necessidade de hospitalização. No SUS, a biópsia não é feita no mesmo local. O paciente é encaminhado, perde tempo. Na rede privada, geralmente tudo é feito no mesmo lugar e a fila anda mais rápido”, explicou. 

O deputado Dr. Frederico reforçou o papel do Legislativo no enfrentamento da doença, agradeceu ainda a SBD pelo trabalho técnico e destacou a importância de manter a pressão social pela implementação das medidas discutidas. 

O seminário também abordou a proposta de inclusão do filtro solar na lista de itens considerados essenciais dentro da Reforma Tributária, distribuição via SUS, subsídios para trabalhadores expostos ao sol e regulamentação mais rígida para garantir equipamentos de proteção solar.  

A presidente da SBD Regional Brasília, Dra. Letícia Oba, apresentou dados sobre o peso econômico da fotoproteção. “Um protetor com FPS 30 custa entre R$ 40 e R$ 120. Uma família de quatro pessoas gastaria pelo menos dois mil reais por ano, isso é 18% de um salário mínimo”, afirmou. 

Com a redução de impostos, estima-se uma queda de custos o que ampliaria o acesso da população ao produto. 





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