Como parte das ações de defesa profissional e segurança do paciente, SBD participou do evento da OABRJ sobre estética, saúde e defesa do consumidor



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27 de março de 2026

O presidente da SBD, Dr. Carlos Barcaui, e o membro da diretoria Dr. Sérgio Palma, representaram a entidade no evento “Estética, saúde e defesa do consumidor” promovido pela Ordem dos Advogados do Brasil Seccional Rio de Janeiro.

Durante o encontro, que ocorreu no dia 19 de março, um dia antes do Fórum do Ato Médico da SBD, os representantes da entidade abordaram temas relacionados à dermatologia e à segurança do paciente, trazendo uma perspectiva institucional e técnica sobre a atuação médica na área estética. Em conjunto com especialistas do campo jurídico, o evento promoveu uma análise aprofundada sobre a necessidade de regulamentação e fiscalização.

Durante a agenda na OAB, a SBD também estreitou o relacionamento com o Procon. Dr. Carlos Barcaui teve a oportunidade de conversar com a presidente da Instituição no Brasil, Renata Ruback, alinhando ações que impactam diretamente na proteção da sociedade frente às complicações de procedimentos estéticos realizados por não médicos.

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26 de março de 2026

A Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) publicou, nesta quinta-feira (26), o edital de convocação para a realização da Assembleia Geral Extraordinária (AGE), que ocorrerá no dia 11 de abril, em formato virtual. 

A reunião será realizada por meio da plataforma Zoom, com início às 9h, em primeira convocação, com a presença da maioria absoluta dos associados. Caso não haja quórum, uma segunda convocação ocorrerá às 9h15, com qualquer número de participantes. 

A AGE tem como principal objetivo a eleição dos membros da Diretoria Executiva para o biênio 2027/2028. A ordem do dia inclui a abertura da sessão, o encerramento da votação eletrônica, a apuração dos votos por empresa independente responsável pelo sistema e, por fim, a divulgação do resultado. 

O processo eleitoral contará com votação eletrônica, que será realizada entre os dias 7 e 11 de abril de 2026. O período terá início às 00h do dia 7 de abril e será encerrado uma hora após o início da Assembleia Geral Extraordinária. 

Para participar da votação, os associados deverão acessar a plataforma oficial eleicoessbd.webvoto.com.br 

Já a participação na assembleia virtual requer inscrição prévia por meio do link a seguir: https://us06web.zoom.us/meeting/register/BIvqnZj3SfqWRqHypI7-zA  

Veja o edital de convocação: https://d1xe7tfg0uwul9.cloudfront.net/sbd-portal-2024/wp-content/uploads/2026/03/26153310/Edital_Convocacao_11042026.pdf  

 

 

 

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23 de março de 2026

“Descobri no hospital que poderia ter ficado cega ou até morrido. Fiquei internada, parei de trabalhar e passei um ano em tratamento sem ajuda. Foi um dos piores momentos da minha vida e me mostrou a importância de procurar um profissional qualificado. Há mais de 5 anos busco justiça e quero dar voz a outras vítimas que fizeram procedimentos com profissionais não habilitados”, disse a jornalista Priscilla Aguiar, durante o “Fórum do Ato Médico em Dermatologia – Saúde e Segurança do Paciente”, promovido pela Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) na última sexta-feira (20), na Academia Nacional de Medicina (ANM), no Rio de Janeiro. 

A jornalista teve o nariz necrosado após uma rinomodelação com profissional não médico e hoje, por meio página @esteticaderisco no instagram, acolhe pessoas que passaram pelo mesmo problema e alerta a população.  

Na abertura do Fórum, Dr. Carlos Barcaui, presidente da SBD, destacou que “essa não é uma iniciativa corporativa, é uma medida de proteção da sociedade, sendo a segurança do paciente inegociável”.  

Participaram ainda da abertura Dr. Omar Lupi da Rosa Santos, presidente do Colégio Ibero-Latino-Americano de Dermatologia (CILAD) e tesoureiro da Academia Nacional de Medicina (ANM), Dra. Yáscara Pinheiro Lages Pinto, coordenadora da Câmara Técnica de Dermatologia do Conselho Federal de Medicina (CFM), Dr. Rômulo Capello Teixeira, Diretor Cultural da AMB e Presidente da Associação Médica do Estado do Rio de Janeiro (SOMERJ), Dr. Antônio Rodrigues Braga Neto (RJ), presidente do Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio de Janeiro (CREMERJ). 

Dados do Conselho Federal de Medicina (CFM) mostram que o exercício ilegal da medicina é um problema de proporções alarmantes no Brasil. Entre 2012 e 2023, a cada dia pelo menos dois casos passaram a tramitar no Poder Judiciário ou nas polícias civis dos estados. O trabalho dimensiona os riscos aos quais a população está exposta pelas tentativas de invasão de competências da medicina por profissionais de outras categorias da saúde.  

De acordo com a pesquisa, no período o Brasil registrou 9.566 casos de crimes classificados como exercício ilegal da medicina, enquadrados no art. 282 do Código Penal. No Poder Judiciário, foram 6.189 novos processos referentes ao tema. Já as delegacias de Polícia Civil registraram 3.377 boletins de ocorrência (BOs) referentes a prática ilegal. O exercício ilegal da medicina se manifesta de diversas for mas, com predominância em procedimentos estéticos invasivos e prescrições indevidas. 

Durante o evento outros casos de pacientes que tiveram complicações foram apresentados. Entre os principais problemas causados por procedimentos invasivos com profissionais não habilitados estão nódulos, intercorrências vasculares, cegueira e necrose.   

“Uma paciente que investiu 3 mil em uma rinoplastia com profissional não médico, já precisou gastar mais de 30 mil em procedimentos de reconstrução”, disse Dr. Sérgio Palma, membro da diretoria da SBD, durante sua apresentação.  

Dra. Jade Cury, presidente da Regional São Paulo, ressaltou o mote da Sociedade Brasileira de Dermatologia. “A pele fala, só o dermatologista entende, não é só uma frase de efeito, é um alerta. O médico é quem sabe diagnosticar, tratar, indicar e até contraindicar, quando necessário.”  

Além de representantes de entidades médicas, o Fórum também contou com a participação de autoridades do judiciário, como o desembargador do Paraná, José Américo, que palestrou sobre “O Ato Médico na Dermatologia contemporânea: o que está em jogo para o paciente e para a sociedade”. 

“Essas discussões entre as áreas da saúde são importantes para esclarecer exatamente quem tem atribuição para o que. Ante a complexidade desse conhecimento, complexidade de execução, complexidade de tecnologia que nós temos hoje, que só tende a aumentar, é natural que se tenha alguma dificuldade para se delimitar, mas o ponto central vai ser a segurança do paciente”, disse Dr. José Américo.  

A advogada do CFM, Dra. Danyella Lopes, explicou o papel do Conselho Federal de Medicina (CFM), dos Conselhos Regionais de Medicina (CRMs) e da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) na regulamentação e fiscalização da prática médica no Brasil.   

Durante sua apresentação, ela abordou o conceito de “Arquitetura da Segurança Jurídica”, utilizando a chamada pirâmide da legalidade para facilitar a compreensão. No topo dessa estrutura está a Constituição Federal, que garante o direito ao exercício profissional, desde que haja qualificação adequada (Art. 5º, inciso XIII). Em seguida, vêm as leis federais, como a Lei nº 12.842/2013, conhecida como Lei do Ato Médico, que define quais atividades são exclusivas dos médicos.  

Na base da pirâmide estão as resoluções dos conselhos profissionais, que têm caráter infralegal, ou seja, devem seguir o que está estabelecido nas leis superiores. Segundo a advogada, essa hierarquia é fundamental para garantir segurança jurídica e proteger a sociedade. “Um conselho profissional não pode autorizar uma prática que contrarie uma lei federal”, destacou.  

Lançamento da plataforma de relatos e assinatura do Manifesto da Dermatologia Brasileira em Defesa do Ato Médico 

Na ocasião, foi lançado pela SBD o site www.vigiderm.org.br, que ficará disponível em breve. O canal vai funcionar como uma plataforma de vigilância de eventos adversos em saúde. 

“Nosso objetivo é o de subsidiar a SBD com informações, como: quais complicações são mais frequentes, quais produtos estão sendo mais utilizados e quais profissionais realizaram os procedimentos. Como ainda não temos esses dados de forma concreta, a Sociedade entendeu que era o momento de tomar a iniciativa de criar uma plataforma onde tanto pacientes vítimas dessas complicações quanto médicos que os atendem possam relatar seus casos e, assim, gerar informações que nos orientem”, explica o presidente da entidade, Dr. Carlos Barcaui. 

Também ocorreu a assinatura do Manifesto da Dermatologia Brasileira em Defesa do Ato Médico, um documento de compromisso entre as regionais da Sociedade Brasileira de Dermatologia e a nacional, com o objetivo de difundir todo o conhecimento e as ações que vêm sendo realizadas pela SBD após a adesão ao Pacto pela Medicina Segura, firmado com o Conselho Federal de Medicina (CFM), iniciativa que busca fortalecer a prática médica baseada em critérios técnicos e científicos, promover a segurança do paciente e combater a realização de procedimentos por profissionais não habilitados, além de incentivar o acesso a informações confiáveis pela população.

Clique aqui e veja na íntegra o Manifesto da Dermatologia Brasileira em Defesa do Ato Médico.

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11 de março de 2026

O que deveria ser um procedimento estético para melhorar a autoestima acabou se transformando em um longo e traumático processo de recuperação para a jornalista Priscilla Aguiar. Após decidir realizar uma rinomodelação com uma biomédica esteta, ela desenvolveu necrose em três regiões do nariz e precisou enfrentar internação hospitalar, tratamento prolongado e anos de disputa judicial. 

“Eu tinha programado uma viagem de férias e estava consumindo muito conteúdo no Instagram. Terminei optando, impulsivamente, por uma rinomodelação com uma biomédica esteta e sofri necrose em três partes do nariz porque o procedimento deu errado e a profissional não teve expertise de identificar e reverter o problema. Foram 11 dias de internação, com infecção, necrose e risco de cegueira, além de um ano em tratamento e mais de cinco anos lutando por justiça”, conta Priscilla. 

A experiência mudou sua percepção sobre procedimentos estéticos e sobre a escolha do profissional responsável pela realização dessas intervenções. 

“Da minha dolorosa situação, entendi que quem está mais apto a realizar esses procedimentos é quem tem plena capacidade de identificar e reverter problemas. No meu caso, só tenho hoje um nariz graças ao trabalho excepcional de uma dermatologista”, relata. 

A partir do episódio, Priscilla decidiu transformar a própria experiência em um alerta para outras pessoas. Ela criou uma página nas redes sociais chamada Estética de Risco, onde reúne relatos de pacientes que sofreram complicações após procedimentos estéticos. 

“Aceito relembrar todo o trauma para alertar outras pessoas. Recebo inúmeros relatos de complicações após procedimentos estéticos e a esmagadora maioria envolve profissionais de diferentes categorias que hoje atuam nessa área. A pergunta que fica é: será que todos têm a expertise necessária? Honestamente, eu não consigo confiar”, completa. 

O relato da jornalista será um dos destaques do fórum “A Dermatologia brasileira e a defesa do Ato Médico: ciência, ética e proteção da sociedade”, que será realizado no dia 20 de março, das 13h30 às 18h, na Academia Nacional de Medicina (ANM), no Rio de Janeiro. O encontro é promovido pela Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) e reunirá especialistas, representantes de entidades médicas e autoridades do judiciário para discutir os riscos associados ao exercício ilegal da medicina e o impacto desses casos na saúde pública. 

A iniciativa integra o Pacto pela Medicina Segura, firmado em dezembro entre a SBD e o Conselho Federal de Medicina (CFM), que prevê ações conjuntas para fortalecer o exercício ético e legal da medicina e ampliar a proteção aos pacientes. O evento conta ainda com o apoio da Associação Médica Brasileira (AMB) e da ANM. 

Para o presidente da SBD, Carlos Barcaui, o aumento de complicações decorrentes de procedimentos estéticos realizados por profissionais sem formação médica adequada exige uma resposta institucional e um debate mais amplo com a sociedade. 

“Os problemas e complicações decorrentes da invasão e do desrespeito ao ato médico se tornaram um problema de saúde pública. Em meio a esse cenário, a Sociedade Brasileira de Dermatologia firmou um pacto com o Conselho Federal de Medicina para desenvolver ações concretas de enfrentamento, e este fórum é o primeiro passo desse compromisso”, afirma. 

Ele explica que o objetivo do encontro é ampliar o debate sobre segurança do paciente e qualificação profissional. 

“Queremos discutir o problema sob diferentes perspectivas, médica, jurídica e social, para reforçar a importância da qualificação profissional e da segurança do paciente”, completa. 

A abertura solene contará com a participação do próprio presidente da SBD, Dr. Carlos Barcaui; do representante da ANM, Dr. Omar Lupi da Rosa Santos; da representante do CFM, Dra. Yáscara Pinheiro Lages Pinto; e do Diretor Cultural da AMB e Presidente da Associação Médica do Estado do Rio de Janeiro (SOMERJ), Dr. Rômulo Capello Teixeira (RJ). 

A programação inclui ainda mesas de debate sobre os limites regulatórios na dermatologia estética, os riscos de procedimentos invasivos realizados por não médicos e os desafios jurídicos relacionados ao tema. Entre os convidados está o desembargador José Américo Penteado, que discutirá o impacto da questão para pacientes e para a sociedade. 

Clique aqui e veja a programação completa.

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11 de março de 2026

Altamente precisa e com índices de cura superiores aos da cirurgia convencional, a cirurgia micrográfica de Mohs vem se consolidando como uma das técnicas mais eficazes no tratamento do câncer de pele, especialmente nos casos de maior risco e em áreas delicadas da face. O procedimento permite a análise de praticamente 100% das margens cirúrgicas durante a própria operação, aumentando significativamente a chance de remoção completa do tumor já na primeira intervenção.

“Diferentemente da excisão tradicional, na qual apenas pequenas amostras das bordas retiradas são analisadas posteriormente, a técnica micrográfica examina toda a extensão da margem ao microscópio em tempo real. Isso reduz o risco de recidiva, diminui a necessidade de reoperações e preserva o máximo possível de tecido saudável, fator essencial em regiões como pálpebras, nariz, lábios e orelhas”, explica
Dr. Carlos Barcaui, presidente da Sociedade Brasileira de Dermatologia.

Indicada principalmente para carcinomas basocelulares e espinocelulares de alto risco, tumores recorrentes ou com limites mal definidos, a cirurgia de Mohs apresenta taxas de cura que podem ultrapassar 99% em determinados cenários, além de menores índices de progressão da doença. A preservação tecidual também favorece melhores resultados funcionais e estéticos, com cicatrizes menores e reconstruções menos complexas.

“No câncer de pele, a preocupação fundamental é retirar o tumor completamente buscando a cura, mas de preferência, se possível, preservando o máximo de tecido sadio. A cirurgia de Mohs alia segurança oncológica e precisão técnica, o que se traduz em menores taxas de recorrência e maior tranquilidade para o paciente. Em tumores de alto risco, especialmente na face, essa diferença pode ser decisiva”, explica Dr. Glaysson Tassara, coordenador do curso de cirurgia micrográfica de Mohs da SBD.

Atenta à importância de ampliar o acesso à técnica e qualificar especialistas, a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) promoveu, nos dias 5 e 6, o Curso Teórico de Cirurgia Micrográfica de Mohs e, nos dias 6 e 7, o III Simpósio de Oncologia da entidade. As iniciativas reuniram dermatologistas de diversas regiões do país para atualização científica, discussão de casos complexos e debate sobre novas tecnologias aplicadas ao tratamento do câncer de pele. Além dessa atividade, a SBD possui serviços de dermatologia em diferentes cidades do Brasil, que treinam e formam novos dermatologistas cirurgiões de Mohs.

Geralmente, o treinamento é realizado em 1 ano. A SBD possui dois cursos anuais que fornecem conteúdo teórico para os dermatologistas em treinamento e para a reciclagem dos cirurgiões de Mohs.

Durante o treinamento, os dermatologistas aprendem sobre cirurgia, a técnica de Mohs, histologia dos tumores e reconstrução, uma formação completa. E, por fim, a SBD fornece um certificado de Cirurgião de Mohs para os colegas que cumpriram as normas estabelecidas, o que estabelece um padrão de qualidade e uma garantia para que a técnica seja bem praticada.

“O câncer de pele é o mais frequente no Brasil. Garantir que o dermatologista esteja treinado nas técnicas mais modernas e eficazes é uma forma concreta de proteger o paciente e elevar o padrão da assistência”, diz Dr. Carlos Barcaui.

Embora não esteja amplamente disponível em toda a rede pública, a cirurgia micrográfica de Mohs é oferecida pelo Sistema Único de Saúde (SUS) em centros de referência e hospitais universitários que contam com estrutura especializada e equipes capacitadas para a realização do procedimento.

Clicando aqui você consegue verificar todos os serviços credenciados da SBD, a maioria disponibiliza a técnica, como é o caso do Hospital das Clínicas da USP, Hospital das Clínicas da UFMG, Hospital Universitário da UFSC, Hospital Universitário Antonio Pedro (UFF), Hospital Universitário Clementino Fraga Filho (UFRJ), Hospital Sao Paulo (UNIFESP), Hospital das Clinicas da UNESP, Hospital das Clinicas da FMRP-USP, Hospital da PUC-Campinas e Hospital de Amor de Barretos, entre outros. 

Algumas instituições não ofertam o procedimento pelo SUS, mas o realizam para públicos específicos, como o Hospital da Policia Militar de Minas Gerais e o Hospital do Servidor Público Municipal de São Paulo. 

O passo a passo para ter acesso à cirurgia na rede pública pode variar conforme o estado e a instituição, mas, de modo geral, segue o fluxo padrão de regulação do SUS. No caso do Hospital das Clínicas da UFMG, por exemplo, o paciente deve ser encaminhado por um centro de saúde de Belo Horizonte ou por secretarias municipais de saúde do interior de Minas Gerais ao Serviço de Dermatologia do hospital. Após a consulta com a equipe de Dermatologia e a realização do cadastro, estando confirmada a indicação cirúrgica, o paciente torna-se apto a realizar a cirurgia micrográfica de Mohs. 

Neste link localizador – SBD também é possível consultar todos os dermatologista da SBD e encontrar um especialista em mohs. 

 

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7 de março de 2026

Neste mês, quando é celebrado o Dia Internacional da Mulher, em 8 de março, a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) faz um convite para ampliar o olhar sobre a saúde feminina. Em todas as idades, a mulher demonstra crescente preocupação com a aparência e o bem-estar. No entanto, mais do que uma questão estética, os cuidados com a pele, cabelos e unhas estão diretamente ligados à saúde e à qualidade de vida.

“A pele é o maior órgão do corpo humano e exerce papel fundamental como barreira de proteção contra agressões externas, como radiação solar, poluição e micro-organismos. Quando essa barreira cutânea está comprometida, podem surgir ressecamento, sensibilidade, irritações e até doenças dermatológicas”, explica Dr. Carlos Barcaui, presidente da SBD.

As alterações hormonais e o envelhecimento natural também exercem influência significativa na estrutura da pele ao longo da vida. “O estrogênio participa da manutenção da espessura e da qualidade da pele. Quando há redução hormonal, observamos impacto direto na firmeza, na hidratação e até na saúde capilar”, destaca Dra. Marcelle Nogueira, coordenadora do Departamento de Geriatria da SBD.

Além da pele, mudanças podem ser percebidas nos cabelos e nas unhas em diferentes fases da vida. “As alterações dermatológicas podem afetar a autoestima e o bem-estar emocional. Por isso, é importante que a mulher tenha orientação adequada e acesso a tratamentos individualizados”, ressalta Dra. Marcelle.

Hoje, há desde dermocosméticos que ajudam a restaurar a barreira cutânea até procedimentos minimamente invasivos que estimulam colágeno e melhoram a textura da pele. Segundo o Dr. Daniel Coimbra, coordenador do Departamento de Cosmiatria da SBD, o cuidado moderno está cada vez mais associado à prevenção e à naturalidade.

“Hoje falamos em tratar precocemente e até prevenir alterações antes que elas se tornem mais evidentes. Sabemos que mudanças hormonais e o próprio processo de envelhecimento impactam diretamente a qualidade da pele, e a orientação adequada permite preservar firmeza, viço e hidratação por mais tempo”, destaca o especialista.

Entre os procedimentos mais procurados estão a toxina botulínica, utilizada para manter a aparência descansada, os skinboosters, que promovem hidratação profunda e melhora da textura cutânea e os bioestimuladores de colágeno, que auxiliam na manutenção da firmeza. “A tendência atual prioriza resultados naturais, com foco em longevidade e qualidade da pele”, complementa Dr. Daniel.

A busca por tratamentos corporais também tem crescido. “O corpo passou a acompanhar o rosto nas preocupações da mulher atual. A associação de bioestimuladores com tecnologias específicas ajuda a manter firmeza, qualidade muscular e a reduzir gordura localizada, sempre com avaliação médica”, explica.

A adoção de hábitos saudáveis também faz diferença: alimentação equilibrada, proteção solar diária, atividade física regular e sono de qualidade são aliados importantes.

“Cuidar da saúde da pele é parte do cuidado integral com a mulher em todas as fases da vida”, reforça Dra. Marcelle.

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25 de fevereiro de 2026

Neste mês marcado pelo Dia Mundial das Doenças Raras, em 28 de fevereiro, a atenção da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) se volta para o nevo congênito gigante, uma condição rara que pode acometer recém-nascidos, trazendo importantes implicações médicas e estéticas.  

“Nevo é o termo técnico usado para pinta. Nevo melanocítico é sinônimo de pinta. Congênito é aquela pinta que está presente ao nascimento, e o nevo congênito gigante é uma pinta presente desde o nascimento, mas com um tamanho maior. Conceitualmente, considera-se gigante uma lesão que terá mais de 20 centímetros na vida adulta. O que diferencia essa condição é realmente o tamanho”, explica Dra. Flávia Bittencourt, assessora científica da SBD.  

A especialista destaca ainda a raridade da condição. “Os nevos congênitos são lesões muito, muito raras, com incidência que varia de uma lesão a cada 20 mil nascimentos até uma a cada 500 mil, dependendo do tamanho”, diz a médica dermatologista.  

Um dos principais pontos de atenção dessas lesões é o risco de complicações médicas, principalmente o desenvolvimento de melanoma, o tipo de câncer de pele mais grave.  

“O risco de evolução para melanoma no nevo congênito gigante é baixo, algo em torno de 6% e geralmente ocorre na primeira década de vida, envolvendo células profundas, diferente do nevo pequeno, onde a malignização é algo em torno de 1%, às custas de células superficiais e, em geral, mais tardio por volta da terceira, quarta década de vida. Orientamos os pais a fazerem a palpação da lesão, ver se tem algum nódulo surgindo e, em alguns casos, realizar ultrassonografia”, explica o presidente da SBD, Dr. Carlos Barcaui.  

Dr. Barcaui alerta ainda para outra complicação possível, mas também muito rara, que é a melanose neurocutânea, quando há comprometimento do sistema nervoso central. Cerca de 80% dos pacientes com nevos gigantes apresentam lesões menores, chamadas de satélites. E quanto maior o número de lesões satélites associadas ao nevo gigante, maiores as chances de algum comprometimento neurológico e de melanoma.   

Os especialistas lembram que a causa do nevo congênito gigante não está relacionada a fatores genéticos específicos ou a cuidados durante a gestação. “É uma condição aleatória. As famílias querem saber se é algo que podem ter feito ou se poderá ocorrer em outros filhos, mas não há relação com hábitos ou exposições”, explica Dra. Flávia Bittencourt.  

“O Dia das Doenças Raras serve para informar e conscientizar a população sobre condições pouco comuns, reforçando a importância do acompanhamento médico e do apoio às famílias afetadas por essas condições”, conclui Dr. Carlos Barcaui.  

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20 de fevereiro de 2026

A Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) manifesta seu apoio à decisão judicial obtida em ação movida pelo Conselho Federal de Medicina (CFM), que reafirma o que determina a legislação brasileira: a Ordem Médica Brasileira (OMB) não possui competência para ofertar ou divulgar a concessão de título de especialista médico.

A decisão reforça um princípio fundamental do sistema médico brasileiro. No país, o título de especialista é concedido exclusivamente por sociedades de especialidade reconhecidas — como a Sociedade Brasileira de Dermatologia — por meio da Associação Médica Brasileira (AMB), ou por programas de residência médica credenciados pela Comissão Nacional de Residência Médica (CNRM).

Essa definição é essencial para assegurar a segurança da população e a qualidade da assistência prestada. O título de especialista representa o reconhecimento formal de que o médico cumpriu formação específica, treinamento supervisionado e processo rigoroso de avaliação, em conformidade com elevados padrões técnicos e éticos.

A SBD reafirma seu compromisso permanente com a ética, a qualificação adequada dos dermatologistas e a defesa da boa prática médica, sempre em benefício da sociedade brasileira.

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11 de fevereiro de 2026
Com a chegada do Carnaval, entre blocos, desfiles e festas, é fácil se deixar levar pela empolgação, mas não dá para esquecer que a saúde também precisa entrar no ritmo da folia. Pele, cabelos, unhas e até os pés merecem atenção especial para que a festa não termine em desconforto ou problemas de saúde.
O presidente da Sociedade Brasileira de Dermatologia, Dr. Carlos Barcaui, alerta sobre a necessidade do uso do protetor solar. “O uso diário do filtro solar é indispensável para evitar danos causados pelo sol, lembrando de reaplicá-lo a cada duas horas durante a folia, já que o efeito sai com o suor. Também é de extrema importância ter cautela com o uso de maquiagens e itens que possam causar alergia”, orienta.
Pensando nisso, a Sociedade Brasileira de Dermatologia reuniu orientações importantes para quem quer curtir o Carnaval com mais segurança e bem-estar.
Atenção aos produtos usados na pele e no cabelo
Brilhos, maquiagens coloridas, sprays, espumas e tintas capilares fazem parte do visual carnavalesco, mas podem provocar reações alérgicas, coceira, ardência e dermatite de contato. O ideal é evitar excessos e escolher produtos de marcas confiáveis e específicas para uso cosmético. Nas fantasias, prefira tecidos leves e evite materiais sintéticos.
“Caso surja qualquer irritação, lave imediatamente a área com água e sabonete neutro. Se os sintomas persistirem, procure um dermatologista”, ressalta Vanessa Barreto, coordenadora do Departamento de Alergia e Dermatose Ocupacional da SBD.
 Em sbd.org.br você consegue ver o dermatologista mais perto de você.
Hidratação: por dentro e por fora
Calor, sol e longas horas de festa favorecem a desidratação. Por isso, beba bastante água ou água de coco ao longo do dia. Além disso, utilize hidratantes faciais e corporais para evitar o ressecamento da pele, que tende a aumentar nessa época.
Cuidados especiais com os pés
Os pés costumam ser os mais prejudicados durante a folia. Para evitar bolhas, calos e ferimentos, opte por calçados confortáveis, como tênis. Se surgir alguma bolha, não a estoure, proteja a região com um curativo e evite sapatos que causem atrito, prevenindo infecções e permitindo que você continue aproveitando a festa.
Proteção contra Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs)
O uso do preservativo é indispensável durante o Carnaval. Ele ajuda a prevenir infecções como HIV, sífilis, HPV e hepatites B e C, entre outras ISTs que podem trazer consequências sérias à saúde.
Vale lembrar que existe vacina contra o HPV, indicada para meninas a partir dos 9 anos e para meninos de 12 e 13 anos. Por ser preventiva, deve ser aplicada preferencialmente antes do início da vida sexual e está disponível nos postos de saúde.
Sol forte pede proteção redobrada
O verão exige cuidados extras com a exposição solar. Use chapéu ou boné de aba larga, óculos escuros com proteção UV e protetor solar com FPS mínimo de 30.  Protetores solares físicos (com cor) costumam aderir melhor à pele e apresentar maior resistência. Sempre que possível, prefira curtir a folia antes das 9h ou após as 15h, evitando os horários de maior radiação.
Outro ponto importante: após o contato da pele com frutas cítricas, lave bem a região e reaplique o protetor solar para evitar manchas e queimaduras.
Como organizar a rotina de cuidados com a pele
Antes de sair para a festa, comece aplicando o hidratante, depois o protetor solar e, por último, o repelente. Se for usar brilho ou maquiagem artística, evite deixá-los na pele por muito tempo e não aplique em áreas sensíveis, como ao redor dos olhos. Fazer um teste do produto alguns dias antes ajuda a prevenir reações alérgicas. Para fixar o brilho, o protetor labial pode ser usado com moderação, evitando obstrução dos poros e o surgimento de acne.
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1 de fevereiro de 2026

A divulgação dos dados do Dia de Atendimento Gratuito, que integrou a Campanha Dezembro Laranja, de prevenção do câncer de pele, ocorre neste mês de fevereiro, às vésperas da celebração do Dia do Dermatologista, comemorado na próxima quinta-feira (5), data que evidencia a importância da especialidade na luta contra doenças de pele e na promoção do autocuidado. A mobilização nacional realizou 17.562 atendimentos dermatológicos gratuitos em 100 postos por todo o país.

Entre os diagnósticos identificados, os casos de carcinoma basocelular (CBC) corresponderam a 13,96%, seguidos por outras pré-neoplasias (11,67%), carcinoma espinocelular (CEC) (4,49%), melanoma (2,30%) e outros tumores malignos (1,08%). Além disso, 41,47% dos atendimentos identificaram outras dermatoses, enquanto 25,02% não apresentaram alterações dermatológicas.

Já em 2024, o Carcinoma Basocelular (CBC) foi diagnosticado clinicamente em 14,84% dos pacientes, enquanto outras pré-neoplasias representaram 11,51%. O Carcinoma Epidermóide (CEC) foi identificado em 4,68% dos casos, o Melanoma em 2,31% e outros tipos de tumores malignos em 1,21%. O restante dos atendimentos revelou 41,22% de dermatoses diversas, e 24,23% dos pacientes não apresentaram qualquer tipo de doença dermatológica.

Do total de pessoas atendidas em 2025, 61% eram do sexo feminino e 39% do masculino. O dado se manteve em relação ao ano anterior, o que reflete a preocupação maior das mulheres com a saúde. “É fundamental fortalecer que a prevenção é para todos. Os homens também precisam prestar atenção no seu autocuidado”, ressalta Dr. Carlos Barcaui, presidente da SBD.

Em relação à exposição solar, 61% dos atendidos relataram se expor ao sol sem proteção, enquanto 32% afirmaram utilizar proteção solar e 7% disseram não se expor ao sol. A maioria dos participantes não possuía histórico pessoal de câncer de pele (84%), e 71% não relataram histórico familiar da doença.

A campanha também mostrou forte alcance junto à população. A televisão (29%) e a indicação de amigos (29%) foram os principais meios pelos quais os participantes tomaram conhecimento da ação.

A iniciativa amplia a oportunidade de acesso da população ao dermatologista, visto que de acordo com o dossiê “Brasil à Flor da Pele”, uma em cada 4 pessoas não sabe que o dermatologista é médico e apenas 12% dos brasileiros se consultaram com um médico dermatologista em 2024. A pesquisa do Instituto Datafolha, promovida pela Sociedade Brasileira de Dermatologia com a divisão de Beleza Dermatológica do Grupo L’Oréal no Brasil, aponta ainda que a renda é um forte preditor de acesso, já que as classes A e B (69% e 66%, respectivamente) apresentam taxas significativamente maiores de acesso à especialidade do que as classes C (46%) e D/E (32%).

“Os resultados do Dezembro Laranja 2025 evidenciam o papel fundamental do dermatologista na promoção da saúde, no diagnóstico precoce do câncer de pele e na orientação da população. No Dia do Dermatologista, os números da campanha reforçam o compromisso da nossa especialidade com a prevenção e o cuidado integral do paciente”, diz Dr. Carlos Barcaui, presidente da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD).

Clique aqui e confira os dados completos! (https://d1xe7tfg0uwul9.cloudfront.net/sbd-portal-2024/wp-content/uploads/2025/12/23123658/Final-Perfil-Epidemiologico-DL2025.pdf )

Além do impacto direto na saúde da população brasileira, evidenciado pelos resultados do Dezembro Laranja, a Dermatologia Brasileira também vem se destacando no cenário internacional, com reconhecimentos concedidos por importantes entidades médicas mundiais.

Prêmios internacionais e reconhecimento da Dermatologia Brasileira
Ao longo do último ano, dermatologistas do Brasil foram homenageados por importantes entidades internacionais da especialidade, em reconhecimento à excelência científica, à atuação assistencial e à contribuição para o avanço da dermatologia global.

Entre os destaques está a dermatologista Dra. Valeria Aoki,membro da SBD, que recebeu reconhecimento da International League of Dermatological Societies (ILDS) por sua atuação de relevância internacional, contribuindo para o fortalecimento da dermatologia brasileira no cenário científico global.

O dermatologista Dr. Egon Luiz Rodrigues Daxbacher, do Departamento de Hanseníase da SBD, foi contemplado em programa internacional da ILDS por projeto voltado à capacitação profissional e ao enfrentamento da hanseníase, reforçando o compromisso da especialidade com doenças negligenciadas.

Esse reconhecimento se estende ainda à liderança institucional. O presidente da SBD, Dr. Carlos Barcaui, será homenageado pela American Academy of Dermatology (AAD) durante o congresso anual da entidade, que acontece em março, em reconhecimento à sua atuação e contribuição para o fortalecimento da dermatologia.

“Celebrar o Dia do Dermatologista é reconhecer não apenas a dedicação diária dos especialistas ao cuidado da pele da população, mas também o prestígio e a credibilidade conquistados pela Dermatologia Brasileira no cenário mundial”, destaca Dr. Carlos Barcaui.





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