Maternidade, estresse e pele: como as emoções impactam a saúde dermatológica das mães



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6 de maio de 2026

A maternidade é frequentemente associada a afeto e realização, mas também traz desafios intensos que impactam diretamente o corpo, inclusive a pele. Neste mês em que é celebrado o Dia das Mães, a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) chama atenção para a relação entre a pele e a saúde emocional. 

“Ser mãe é maravilhoso, mas o estresse e a sobrecarga emocional, tão presentes na rotina materna, podem ter efeitos diretos na saúde da pele”, explica a dermatologista Juliana Mendonça, coordenadora do Departamento de Psicodermatologia da SBD. 

Segundo a especialista, o estresse interfere diretamente no funcionamento do organismo e pode desencadear ou agravar problemas dermatológicos. “O estresse pode aumentar a secreção das glândulas sebáceas, piorando a acne, e também aumenta a chance de manipularmos a pele, dando aquela “cutucadinha”, o que acaba causando inflamações e até cicatrizes”, explica a dermatologista Juliana Mendonça. 

Além da acne, outras condições também são comuns nesse contexto: “Alergias, dermatite de contato, dermatite seborreica, rosácea, queda de cabelo, olheiras, entre outras. A ansiedade, estresse, privação do sono e alimentação inadequada causada pela correria podem ser fatores desencadeantes destas doenças”, destaca a médica. 

Ela alerta ainda que os impactos vão além da estética. “A privação do sono aumenta a chance de doenças mentais, como ansiedade e depressão, piora o sistema imunológico, desregula hormônios e aumenta o risco de doenças como obesidade, pressão alta e diabetes tipo 2”, ressalta. 

Psicodermatologia e cuidado integral 

Nesse cenário, a psicodermatologia surge como uma abordagem essencial, integrando saúde mental e cuidados com a pele. 

“Muitas vezes, os pacientes procuram melhorar acne ou dermatites, e durante a consulta percebemos que é necessário um cuidado multidisciplinar. É aí que entra o olhar da psicodermatologia”, explica Dra. Juliana Mendonça. 

A especialista ressalta que sinais simples podem indicar a necessidade de atenção emocional, como a própria falta de cuidado consigo mesma, que já representa um sinal de alerta para cuidar do psicológico. 

“Nós mulheres temos várias fases de vida, e há períodos em que temos pouco tempo para nos cuidarmos. Uma rotina de skincare simples ajuda bastante, como: sabonete adequado, hidratante com protetor solar, creme para a área dos olhos, se necessário, e um produto multifuncional à noite. Isso já é suficiente”, orienta a especialista. 

Mais do que estética, Dra. Juliana destaca que o recado é sobre equilíbrio e realismo. “Muitas mulheres sofrem grande pressão para dar conta de tudo, ser a melhor mãe, profissional, estar bonita e saudável. Isso não é fácil. Em períodos com muitas atividades, o melhor é focar no básico que funciona”, conclui.

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30 de abril de 2026

A Justiça Federal da 2ª Vara de Uruguaiana (RS) decidiu manter a proibição do uso de equipamentos de bronzeamento artificial com radiação ultravioleta para fins estéticos.

O caso envolveu uma ação movida por uma empresa do setor de beleza contra o Município de Uruguaiana e a ANVISA, que questionava a validade da norma que proíbe esse tipo de prática no país. A SBD participou do processo como colaboradora técnica, contribuindo com informações científicas sobre os riscos associados à exposição à radiação ultravioleta.

Na decisão, o juiz reconheceu que a restrição adotada pela ANVISA está baseada em evidências científicas e no princípio da precaução, considerando a relação entre o uso desses equipamentos e o aumento do risco de câncer de pele. Também foi destacado que a proteção à saúde deve prevalecer quando há conflito com a atividade econômica.

Com isso, os pedidos da empresa foram negados e a proibição do bronzeamento artificial com fins estéticos foi mantida. A parte autora também foi condenada ao pagamento de custas e honorários.

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30 de abril de 2026

Alopecia androgenética e alopecia areata: duas doenças responsáveis por causas frequentes de queda de cabelo, que afetam mulheres. Elas possuem causas e tratamentos diferentes, por isso a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) recomenda que diante de qualquer quadro de queda de cabelo, a paciente busque avaliação médica dermatológica. 

Com avanços no conhecimento e novas opções terapêuticas, especialistas da entidade reforçam que o diagnóstico é fundamental para garantir o tratamento adequado e melhorar a qualidade de vida das pacientes. A alopecia androgenética é uma condição genética e hormonal que resulta na perda lenta e progressiva da espessura dos fios, já a alopecia areata é uma condição autoimune que causa queda súbita pela raiz.  

Como tratar cada uma delas e reduzir os danos causados para a autoestima das mulheres? 

Alopecia androgenética feminina: relação entre hormônios e queda de cabelo 

Você conhece a relação entre hormônios e queda de cabelo nas mulheres? De acordo com especialistas da SBD decisões sobre métodos anticoncepcionais, uso de DIU hormonal e terapia de reposição hormonal (TRH) devem ser tomadas de forma compartilhada entre dermatologista e ginecologista especialmente nos casos de alopecia androgenética feminina.  

“Ao longo da vida, tanto a escolha dos métodos anticoncepcionais quanto da terapia de reposição hormonal depois da menopausa podem mudar a evolução da alopecia androgenética na mulher, tanto positivamente quanto negativamente, por isso a decisão sempre é compartilhada com o ginecologista, considerando o perfil clínico da paciente, a fase da vida, o risco cardiovascular e os sintomas ginecológicos, além do impacto emocional que a queda do cabelo traz nessas pacientes”, explica Dra. Fabiane Brenner, médica dermatologista da SBD.  

Os anticoncepcionais orais possuem papel relevante, sobretudo em mulheres jovens. Eles atuam inibindo os hormônios androgênicos, associados ao afinamento progressivo dos fios. 

Ainda assim, o anticoncepcional costuma ser um coadjuvante. Em muitos casos, é necessário associar bloqueadores hormonais, o que exige contracepção eficaz durante o tratamento. “Com o uso dos bloqueadores, a paciente não pode engravidar, então obrigatoriamente, precisamos usar o anticoncepcional”, ressalta. 

O DIU hormonal também é frequentemente discutido nesse contexto. Segundo a especialista, apesar da pequena absorção sistêmica de progesterona, o método pode ser utilizado como aliado. “Ele serve como anticoncepcional nos casos de necessidade dos bloqueadores hormonais na mulher”, explica a médica dermatologista. 

Menopausa e terapia de reposição hormonal  

A transição para a menopausa é outro momento crítico, em que muitas mulheres apresentam piora da alopecia androgenética feminina. 

“A reposição hormonal nos ajuda muito. Os estrogênios prolongam a fase de crescimento dos cabelos, melhoram a densidade capilar e reduzem o impacto dos hormônios androgênicos, porém apesar dos benefícios, a reposição hormonal não é um tratamento primário para a alopecia androgenética na mulher. O dermatologista decide junto com o ginecologista se a paciente tem indicação e se não trará outros riscos. Avaliamos, por exemplo, histórico ou risco de câncer de mama”, ressalta Dra. Fabiane. 

A médica dermatologista ressalta ainda que, além das terapias citadas, a alopecia androgenética também pode ser tratada com minoxidil oral e tópico. 

Alopecia areata: doença autoimune que impacta além da estética  

A assessora do Departamento de Cabelos da SBD Dra. Priscila Kakizaki explica que existe uma tendência de enxergar a queda de cabelo como algo apenas estético, mas, na prática, a alopecia areata se trata de uma doença autoimune, que pode ter um impacto emocional importante na vida do paciente. Ela ressalta que o cenário terapêutico mudou nos últimos anos. Hoje, com a chamada era dos inibidores de JAK, ocorreu um avanço importante no tratamento da doença. 

“Pela primeira vez, conseguimos atuar de forma mais específica na doença, o que muda o cenário principalmente para pacientes que não tinham boa resposta aos tratamentos tradicionais. Isso não significa que todos irão responder, nem que todos precisarão dessas medicações, mas hoje temos mais ferramentas e mais caminhos possíveis dentro do tratamento”, explica a médica dermatologista. 

A especialista encoraja aquelas pessoas que já tentaram tratamentos sem sucesso a não desistirem, já que além do avanço atual, novas medicações continuam sendo estudadas, o que permitirá um avanço ainda maior nos próximos anos. 

“Estamos vivendo um momento de transformação na forma como entendemos e tratamos a alopecia areata. Cada caso precisa ser analisado de forma individualizada, e hoje, temos cada vez mais recursos para oferecer uma abordagem mais precisa e eficaz para esses pacientes”, explica a médica. 

A alopecia androgenética e a alopecia areata estão entre os assuntos que serão discutidos no Simpósio de Cabelos e Unhas da Sociedade Brasileira de Dermatologia em parceria com a Regional de São Paulo. O evento, que ocorrerá na capital paulista nos dias 15 e 16 reunirá dermatologistas de todo o Brasil. 

“Essa troca entre dermatologistas e até com outras especialidades é essencial para garantir segurança e melhores resultados”, conclui Dra. Priscila.

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29 de abril de 2026
A plataforma digital que funciona como canal para o registro de complicações decorrentes de procedimentos estéticos invasivos, www.vigiderm.org.br, ficou disponível neste mês de abril, período em que foi celebrado o Dia Mundial da Saúde. A iniciativa da SBD integra as ações da entidade para fortalecer a prática médica baseada em critérios técnicos e científicos, contribuindo para coibir a realização de procedimentos por profissionais não habilitados e para ampliar a segurança dos pacientes no país.

A iniciativa está alinhada ao Pacto pela Medicina Segura, firmado com o Conselho Federal de Medicina (CFM). Com base nos dados coletados, a SBD pretende identificar padrões, orientar ações institucionais e contribuir para políticas de saúde mais eficazes, além de fortalecer práticas baseadas em evidências científicas.

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27 de abril de 2026

A Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) concluiu o processo eleitoral para a escolha de sua Diretoria Executiva para o próximo biênio. A Chapa 1 foi eleita e será responsável pela condução da entidade no período. A nova diretoria é composta por Dóris Maria Hexsel, que assume a presidência, Gisele Viana de Oliveira como vice-presidente, Leninha Valério do Nascimento na tesouraria, Luanna Caires Portela como secretária-geral, Eduardo Miranda Álvares como 1º secretário e Carlos Eduardo Fonseca Parenti como 2º secretário.

A nova diretoria Gestão 2027-2028 assumirá suas funções conforme o calendário institucional, a partir de 1º de janeiro.

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20 de abril de 2026

A eleição para a Diretoria da SBD (gestão 2027-2028) começa nesta terça-feira (21 de abril), e a participação dos associados é fundamental. A votação deve ser feita através do site https://eleicoessbd.webvoto.com.br/. 

Caso ainda tenha dúvidas ou qualquer dificuldade para votar, entre em contato com o Suporte ao Eleitor Webvoto. O atendimento ocorre de segunda a sexta-feira das 08:00 às 18:00 e no sábado das 08:00 às 10:15, por meio do telefone 0800 300 7000. 

O período de votação é das 00h00 do dia 21/04/2026 até uma hora após o início da Assembleia Geral Extraordinária, em 25/04/2026. 

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20 de abril de 2026

A Sociedade Brasileira de Dermatologia firmou uma parceria com a Sociedade Internacional de Dermatologia (ISD), que possibilitará a dois dermatologistas associados à entidade participarem do prestigiado Programa de Mentoria Internacional da ISD. A iniciativa inclui bolsa custeada pela SBD, acompanhamento com alguns dos maiores especialistas mundiais e a oportunidade de networking global.

O processo seletivo seguirá os critérios estabelecidos pela ISD. A parceria foi assinada durante o Congresso Americano, com a presença dos presidentes das sociedades, Carlos Barcaui, pela SBD, e Martin Kassir, pela ISD.

Em breve, serão divulgados todos os detalhes.

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2 de abril de 2026

A Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) apresenta a retificação do edital de convocação da Assembleia para as eleições da Diretoria (biênio 2027/2028), contemplando nova data para a Assembleia e novo período de votação; o cumprimento das medidas permanece condicionado à estabilidade do cenário jurídico.

Clique aqui e veja na íntegra o edital com todas as informações.

 

 

 

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29 de março de 2026

Com o objetivo de alinhar estratégias institucionais, fortalecer a atuação integrada em todo o país e discutir prioridades da especialidade diante dos desafios atuais da prática médica, a SBD nacional promoveu, no dia 21 de março, um encontro com os presidentes de regionais, no Rio de Janeiro.

O encontro reforçou a importância da troca de experiências e da construção conjunta de ações que valorizem a dermatologia e ampliem a segurança da assistência à população.

“Reunir os presidentes das Regionais é essencial para que possamos atuar de forma coesa, compartilhando visões e fortalecendo a dermatologia em todas as regiões do Brasil. Esse alinhamento nos permite responder com mais eficiência aos desafios da especialidade e manter o compromisso da SBD com a excelência da prática médica”, disse o presidente da entidade, Dr. Carlos Barcaui.

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28 de março de 2026

O IV Fórum do Ato Médico do CFM foi realizado em Florianópolis (SC) e reuniu lideranças médicas de todo o país para discutir o fortalecimento de práticas responsáveis na assistência à saúde. A participação da SBD reforçou o compromisso institucional com a segurança do paciente, a qualificação da prática médica e a atuação firme no enfrentamento ao exercício ilegal da medicina.

O presidente da SBD, Dr. Carlos Barcaui esteve presente, além dos membros da diretoria Dra. Regina Carneiro e Dr. Sérgio Palma, assim como a presidente da Regional Santa Catarina, Dra. Mariana Sens. Entre outros participantes estiveram Dr. José Américo Penteado de Carvalho, desembargador e ouvidor do Tribunal de Justiça do Paraná; Dra. Yascara Pinheiro Lages Pinto, dermatologista e conselheira do CFM e Luciana Trindade, dermatologista e membro da Câmara Técnica de Dermatologia.

A SBD reafirmou o compromisso da especialidade com a segurança, a ética e a justiça na defesa dos pacientes.





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