Teraderm reúne quase dois mil médicos dermatologistas de todo o Brasil



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16 de julho de 2026

Realizado nos dias 3 e 4 de julho, no Centro de Convenções Frei Caneca, em São Paulo, o Teraderm reuniu cerca de 2 mil médicos dermatologistas de diferentes regiões do país para discutir os principais avanços no tratamento de doenças dermatológicas e as inovações da especialidade.

O evento também marcou o lançamento da campanha do Dia Mundial da Saúde da Pele, uma iniciativa promovida pela Liga Internacional de Sociedades Dermatológicas (ILDS) e disseminada nacionalmente pela SBD, com o objetivo de conscientizar a população sobre a importância dos cuidados com a saúde da pele e da prevenção de doenças dermatológicas.

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25 de junho de 2026

As doenças de pele afetam entre 4,7 e 4,9 bilhões de pessoas em todo o mundo e figuram entre as principais causas globais de incapacidade, segundo dados publicados pela revista científica The Lancet. O cenário reforça a relevância do Dia Mundial da Saúde da Pele (World Skin Health Day), campanha promovida pela Liga Internacional das Sociedades Dermatológicas (ILDS) e apoiada no Brasil pela Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD). 

Além do impacto físico, as doenças dermatológicas afetam diretamente a qualidade de vida, a saúde mental, a produtividade e o bem-estar social dos pacientes. Apesar dessa dimensão, estima-se que menos da metade da população mundial acometida tenha acesso adequado ao atendimento dermatológico. 

Segundo o documento, existem entre 2 mil e 3 mil doenças cutâneas distintas, incluindo enfermidades infecciosas, doenças inflamatórias crônicas, doenças tropicais negligenciadas e cânceres de pele. 

“Os números demonstram que a saúde da pele precisa ser encarada como uma prioridade em saúde pública. Estamos falando de doenças que afetam bilhões de pessoas e que muitas vezes são negligenciadas. A pele é o maior órgão do corpo humano, sendo, muitas vezes, um importante sinalizador de doenças sistêmicas, infecções, processos inflamatórios e cânceres. Cuidar da saúde da pele é cuidar da saúde como um todo”, afirma o presidente da SBD, Dr. Carlos Barcaui. 

O alerta ganha ainda mais relevância após a aprovação, em 2025, de uma resolução histórica da Organização Mundial da Saúde (OMS), que reconheceu as doenças de pele como uma prioridade global de saúde pública. Entre as recomendações estão a ampliação do acesso ao diagnóstico e tratamento, o fortalecimento da assistência especializada, a educação da população e o combate ao estigma associado às doenças dermatológicas. 

Redes sociais disputam atenção dos pacientes 

No Brasil, dados da pesquisa Datafolha revelam uma população cada vez mais interessada em cuidados com a pele, mas nem sempre acompanhada por orientação médica especializada. 

Segundo o levantamento, 54% dos brasileiros afirmam buscar informações sobre cuidados com a pele, produtos, procedimentos e profissionais. Entre aqueles que procuram esse tipo de conteúdo, as redes sociais aparecem como principal fonte de informação: 19% recorrem a plataformas digitais e criadores de conteúdo, enquanto 9% buscam orientações no youtube. Em contrapartida, apenas 14% afirmam procurar médicos presencialmente e 13% utilizam sites de busca e páginas médicas como fonte de consulta. 

A pesquisa também identificou um dado preocupante: entre os brasileiros de 16 a 24 anos que apresentam acne, principal motivo de consulta dermatológica no país segundo o Inquérito Dermatológico da SBD, 70% ainda não procuraram um dermatologista. 

“Observamos que muitos buscam informações nas redes sociais e experimentam produtos por influência digital, mas deixam de procurar avaliação especializada. A orientação médica continua sendo fundamental para garantir diagnósticos corretos, tratamentos eficazes e segurança para os pacientes”, destaca Dr. Carlos Barcaui. 

O estudo também mostra diferenças geracionais nos motivos que levam os brasileiros a cuidar da pele. Entre os mais jovens, a autoestima aparece como principal fator impulsionador. Já nas faixas etárias mais avançadas, a prevenção de doenças passa a ocupar posição de destaque. 

Projeto Guarita leva assistência dermatológica a comunidades indígenas 

Como parte das ações do Dia Mundial da Saúde da Pele, a Sociedade Brasileira de Dermatologia apoia iniciativa que busca promover assistência periódica à população da Terra Indígena Guarita, localizada no norte do Rio Grande do Sul, com atenção especial às pessoas com albinismo e à prevenção do câncer da pele. 

No Brasil, essa foi uma das regiões que despertou a atenção de pesquisadores já que durante atendimentos realizados pelo Departamento de Genética da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), foi identificada na região uma ocorrência de albinismo superior à observada na população em geral, o que motivou estudos para compreender melhor as características genéticas da população local. 

A partir dessas observações, foi criado um projeto de acompanhamento dermatológico acoplado ao já existente projeto da Genética da UFRGS. Neste ano, a iniciativa passa a contar com o apoio da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) dentro das ações do World Skin Health Day, promovida pela Liga Internacional das Sociedades Dermatológicas (ILDS).  

Como parte dessa mobilização, a ação será denominada Projeto Guarita pela SBD e reunirá dermatologistas voluntários para dar continuidade ao trabalho assistencial já realizado na região em parceria com a UFRGS. A próxima edição será nos dias 16 e 17 de julho e integrará oficialmente as atividades do World Skin Health Day no Brasil. 

“O Projeto Guarita representa de forma concreta o espírito da campanha mundial. Além de conscientizar a população sobre a importância da saúde da pele, buscamos ampliar o acesso ao cuidado dermatológico em populações que enfrentam maiores barreiras de assistência. Essa é uma das missões da SBD e da dermatologia brasileira”, conclui Dr. Barcaui.

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24 de junho de 2026

No Dia Mundial do Vitiligo, celebrado em 25 de junho, a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) reforça a importância da informação correta para combater o preconceito e ampliar o acolhimento às pessoas que convivem com a doença. Apesar de não ser contagioso e não representar risco à saúde física, o vitiligo ainda é cercado por mitos que contribuem para a exclusão social e o sofrimento emocional dos pacientes. 

Caracterizada pelo surgimento de manchas esbranquiçadas na pele, a doença tem origem autoimune e imunomediada, associada à predisposição genética. A condição ocorre quando o sistema imunológico passa a atacar os melanócitos, células responsáveis pela produção de melanina, o pigmento que dá cor à pele. 

Além dos fatores genéticos, eventos emocionais e traumas na pele podem atuar como desencadeadores das lesões em pessoas predispostas. 

“O aspecto emocional está presente em diferentes momentos da jornada do paciente. Muitas vezes, as alterações na aparência e o preconceito social podem afetar significativamente a autoestima e a qualidade de vida, tornando o acompanhamento dermatológico e multidisciplinar ainda mais importante”, ressalta o coordenador do Departamento de Medicina Interna da SBD, Dr. João Renato Gontijo. 

As manchas brancas são o principal sinal clínico do vitiligo e, na maioria dos casos, não provocam sintomas físicos relevantes. Em alguns pacientes, pode ocorrer leve coceira no início das lesões. O diagnóstico é realizado por meio da avaliação clínica do dermatologista, podendo ser complementado pela lâmpada de Wood, exame que facilita a identificação das áreas afetadas. Em situações específicas, também pode ser indicada a biópsia da pele para diagnóstico diferencial. 

Tratamentos oferecem controle da doença 

Embora ainda não exista cura definitiva, os avanços terapêuticos têm proporcionado resultados cada vez mais satisfatórios. Atualmente, a fototerapia com ultravioleta B é considerada uma das principais opções de tratamento, atuando na modulação da resposta imunológica e estimulando a repigmentação da pele. 

Além da fototerapia, o tratamento pode incluir medicamentos tópicos, terapias sistêmicas e imunomoduladores, sempre de forma individualizada, de acordo com as características de cada paciente. 

“O diagnóstico precoce e o início oportuno do tratamento aumentam significativamente as chances de controle da doença e de recuperação da pigmentação. Hoje contamos com abordagens terapêuticas capazes de proporcionar excelentes respostas clínicas”, explica Dr. Gontijo. 

A comunidade médica acompanha com expectativa o desenvolvimento de novas terapias para o vitiligo. Alguns tratamentos inovadores já estão em processo de aprovação regulatória e podem ampliar as opções disponíveis nos próximos anos. 

Cuidados diários também fazem diferença 

Pessoas com vitiligo devem adotar alguns cuidados para evitar o surgimento de novas lesões. Traumas repetitivos na pele podem favorecer o aparecimento de manchas em áreas previamente saudáveis, fenômeno conhecido como Koebner. 

Entre as orientações estão evitar a retirada das cutículas, que pode provocar microlesões, e ter cautela com determinados procedimentos estéticos. A depilação a laser, por exemplo, não costuma ser recomendada para esses pacientes, assim como o uso de clareadores à base de hidroquinona e peelings agressivos, que podem comprometer a integridade da pele e favorecer o agravamento do quadro. 

A Sociedade Brasileira de Dermatologia orienta que pessoas com suspeita de vitiligo procurem avaliação com um dermatologista para diagnóstico e orientação adequados. 

 

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12 de junho de 2026

Celebrado em 13 de junho, o Dia Internacional de Conscientização sobre o Albinismo tem como objetivo ampliar o conhecimento da população sobre a condição genética, combater o preconceito e reforçar a importância do acesso à assistência médica especializada. A data também chama a atenção para os desafios enfrentados por pessoas com albinismo, especialmente em relação à saúde da pele e da visão. 

O albinismo é uma condição genética hereditária caracterizada pela redução ou ausência da produção de melanina, pigmento responsável pela coloração da pele, dos cabelos e dos olhos. Além das características físicas mais conhecidas, pessoas com albinismo costumam apresentar diferentes graus de deficiência visual e são mais vulneráveis aos danos causados pela radiação ultravioleta. 

“A ausência da proteção natural proporcionada pela melanina aumenta significativamente o risco de queimaduras solares, lesões pré-cancerosas e câncer da pele. Por isso, medidas como uso diário de protetor solar, roupas de proteção, chapéus de aba larga e acompanhamento dermatológico regular são fundamentais para a prevenção de complicações”, explica Dr. Renan Bonamigo, médico dermatologista da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD). 

Embora seja considerada uma condição rara na população geral, o albinismo pode ocorrer com maior frequência em determinados grupos populacionais. Em comunidades relativamente isoladas, fatores genéticos e históricos podem favorecer uma maior concentração das variantes hereditárias associadas à condição ao longo das gerações. 

Uma pesquisa conduzida por pesquisadores da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) identificou 18 agrupamentos de albinismo no Brasil, muitos deles em comunidades indígenas. Segundo os autores, fatores como efeito fundador, isolamento geográfico e características históricas da formação dessas populações ajudam a explicar a maior frequência da condição em determinados territórios. 

No Brasil, uma das regiões que despertou a atenção de pesquisadores é a Terra Indígena Guarita, localizada no norte do Rio Grande do Sul. Durante atendimentos realizados pelo Departamento de Genética da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), foi identificada uma ocorrência de albinismo superior à observada na população em geral, o que motivou estudos para compreender melhor as características genéticas da população local. 

A partir dessas observações, foi criado um projeto de acompanhamento dermatológico acoplado ao já existente projeto da Genética da UFRGS, iniciativa que busca promover assistência periódica à população indígena da região, com atenção especial às pessoas com albinismo e à prevenção do câncer da pele. 

Neste ano, a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) apoia a divulgação da iniciativa como parte das ações relacionadas ao Dia Mundial da Saúde da Pele (World Skin Health Day), campanha internacional promovida pela Liga Internacional das Sociedades Dermatológicas (ILDS). A próxima edição da ação está prevista para julho, e neste dia será designado como Projeto Guarita, pela SBD, reunindo profissionais voluntários para dar continuidade ao acompanhamento dermatológico das comunidades atendidas pela UFRGS. 

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3 de junho de 2026

Celebrado em 6 de junho, o Dia Mundial da Hidradenite Supurativa chama a atenção para uma doença inflamatória crônica que ainda é pouco conhecida pela população e frequentemente confundida com outras condições dermatológicas. O tema será um dos destaques de evento da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), no próximo final de semana. Médicos dermatologistas de toda a América Latina vão participar do 4º Imuno&Derma + 5º Congreso de la Sociedade Latinoamericana de Psoriasis y Demoimunologia. Os eventos paralelos, que vão de 4 a 6 de junho, acontecerão no Rio de Janeiro. 

A hidradenite supurativa acomete principalmente áreas como axilas, virilhas, região genital, glútea e abaixo das mamas. Os pacientes costumam apresentar nódulos dolorosos, abscessos recorrentes e drenagem de secreção, com lesões que podem reaparecer repetidamente no mesmo local e deixar cicatrizes permanentes. 

“A cada dia surgem novas descobertas sobre a doença, mas o mais importante continua sendo caracterizá-la, já que ainda é pouco conhecida pela população. Muitas vezes, o paciente acredita que está lidando apenas com um furúnculo recorrente, quando na verdade pode estar diante de uma condição inflamatória crônica que exige acompanhamento especializado”, afirma Dr. André Carvalho, médico dermatologista da SBD. 

O especialista alerta para sinais que merecem atenção, especialmente quando os episódios se repetem. 

“Pacientes que apresentam caroços, abscessos ou inflamações recorrentes sempre no mesmo local devem procurar avaliação médica. A recorrência dessas lesões pode ser um indicativo de hidradenite supurativa, e o diagnóstico precoce é fundamental para evitar a progressão da doença”, destaca. 

A hidradenite supurativa é mais frequente em mulheres e pessoas com excesso de peso. Embora suas causas ainda não sejam completamente compreendidas, sabe-se que a doença está relacionada a mecanismos inflamatórios do organismo e pode ter influência genética. Fatores como obesidade e tabagismo também estão associados ao agravamento do quadro. 

O tratamento varia de acordo com a gravidade e pode incluir medicamentos tópicos e sistêmicos, infiltrações locais, terapias a laser e procedimentos cirúrgicos. 

“Os avanços nas pesquisas têm permitido compreender melhor os mecanismos inflamatórios envolvidos na doença. Com isso, surgem terapias cada vez mais direcionadas a alvos específicos do processo inflamatório, oferecendo novas perspectivas para pacientes que, durante muito tempo, tiveram opções limitadas de tratamento”, explica Dr. André. 

A Sociedade Brasileira de Dermatologia reforça que o dermatologista é o especialista indicado para o diagnóstico e o tratamento da hidradenite supurativa. O reconhecimento precoce dos sintomas pode evitar complicações, reduzir o impacto na qualidade de vida e proporcionar melhores resultados terapêuticos. 

Sobre a hidradenite supurativa 

A hidradenite supurativa é uma doença inflamatória crônica da pele caracterizada pelo surgimento de nódulos dolorosos, abscessos e fístulas em áreas de dobras do corpo, como axilas, virilhas, região genital, glútea e abaixo das mamas. As lesões podem ser recorrentes e evoluir com cicatrizes, comprometendo significativamente a qualidade de vida dos pacientes. Embora não tenha cura definitiva, a doença possui tratamento e seu controle tem avançado significativamente nos últimos anos. 

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27 de maio de 2026

A Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) lamenta profundamente mais uma morte associada ao uso do polimetilmetacrilato (PMMA) em procedimentos estéticos e reafirma seu posicionamento contrário ao uso da substância para fins estéticos e cosmiátricos. 

A atual diretoria da SBD defende, inclusive, o endurecimento do controle sanitário e regulatório do produto junto à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), diante dos riscos graves e permanentes associados ao seu uso. 

Esse entendimento está em consonância com manifestações técnicas anteriormente divulgadas pela SBD, isoladamente e em conjunto com o Conselho Federal de Medicina (CFM), sempre pautadas na defesa da segurança do paciente, da boa prática médica e da medicina baseada em evidências. 

Embora existam propostas de restrição do uso do produto a determinadas especialidades médicas, a SBD ressalta que tal limitação não elimina os riscos intrínsecos relacionados ao PMMA, especialmente em procedimentos estéticos eletivos. 

O PMMA é um preenchedor permanente, não absorvível, associado a complicações imediatas e tardias, incluindo processos inflamatórios, infecções, granulomas, deformidades, sequelas permanentes e, em situações graves, complicações sistêmicas potencialmente fatais. 

A Sociedade Brasileira de Dermatologia reafirma seu compromisso com a proteção da saúde da população brasileira e seguirá atuando de forma técnica, ética e responsável em defesa da medicina segura. 

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19 de maio de 2026

Na reunião ordinária do Conselho Deliberativo que ocorrerá no dia 20 de junho de 2026, no Hotel Inter Continental, localizado na Alameda Santos, 1123 – Jardim Paulista, São Paulo – SP, CEP: 01419-001, será escolhida a cidade sede e o Presidente do Congresso da SBD do ano de 2030.

As cidades candidatas para sediar o Congresso de 2030 são: Salvador  (Regional Bahia), Curitiba (Regional Paraná) e Goiânia (Regional Goiás).

Os associados que preencherem os requisitos dispostos abaixo poderão inscrever sua candidatura para o cargo de Presidente do Congresso de 2030 através de correspondência eletrônica a ser enviada, impreterivelmente, até o dia 18 de junho de 2026 para o e-mail: diretoria@sbd.org.br.

São requisitos para o cargo de Presidente do Congresso da Sociedade Brasileira de Dermatologia:

  • Ser associado honorário ou titular com mais de 10 (dez) anos nessa categoria;
  • Estar quite com suas obrigações sociais;
  • Ter desempenhado cargos diretivos em Regional ou na SBD;
  • Ser filiado à Regional sede do Congresso;
  • Residir no Estado que sediará o Congresso.

Informamos, ainda, que serão concedidos 7 minutos durante a reunião do Conselho para que as Cidades candidatas, representada pela Regional, defendam a sua candidatura. É essencial que nessa apresentação a Regional comprove que a Cidade candidata possui condições de infraestrutura para sediar o Congresso da Sociedade Brasileira de Dermatologia.

Após a escolha da Cidade sede serão concedidos 3 minutos para que cada candidato a Presidente do Congresso de 2030, residente no estado da cidade eleita defenda a sua candidatura. Em seguida será eleito o Presidente do Congresso de 2030.

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6 de maio de 2026

A maternidade é frequentemente associada a afeto e realização, mas também traz desafios intensos que impactam diretamente o corpo, inclusive a pele. Neste mês em que é celebrado o Dia das Mães, a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) chama atenção para a relação entre a pele e a saúde emocional. 

“Ser mãe é maravilhoso, mas o estresse e a sobrecarga emocional, tão presentes na rotina materna, podem ter efeitos diretos na saúde da pele”, explica a dermatologista Juliana Mendonça, coordenadora do Departamento de Psicodermatologia da SBD. 

Segundo a especialista, o estresse interfere diretamente no funcionamento do organismo e pode desencadear ou agravar problemas dermatológicos. “O estresse pode aumentar a secreção das glândulas sebáceas, piorando a acne, e também aumenta a chance de manipularmos a pele, dando aquela “cutucadinha”, o que acaba causando inflamações e até cicatrizes”, explica a dermatologista Juliana Mendonça. 

Além da acne, outras condições também são comuns nesse contexto: “Alergias, dermatite de contato, dermatite seborreica, rosácea, queda de cabelo, olheiras, entre outras. A ansiedade, estresse, privação do sono e alimentação inadequada causada pela correria podem ser fatores desencadeantes destas doenças”, destaca a médica. 

Ela alerta ainda que os impactos vão além da estética. “A privação do sono aumenta a chance de doenças mentais, como ansiedade e depressão, piora o sistema imunológico, desregula hormônios e aumenta o risco de doenças como obesidade, pressão alta e diabetes tipo 2”, ressalta. 

Psicodermatologia e cuidado integral 

Nesse cenário, a psicodermatologia surge como uma abordagem essencial, integrando saúde mental e cuidados com a pele. 

“Muitas vezes, os pacientes procuram melhorar acne ou dermatites, e durante a consulta percebemos que é necessário um cuidado multidisciplinar. É aí que entra o olhar da psicodermatologia”, explica Dra. Juliana Mendonça. 

A especialista ressalta que sinais simples podem indicar a necessidade de atenção emocional, como a própria falta de cuidado consigo mesma, que já representa um sinal de alerta para cuidar do psicológico. 

“Nós mulheres temos várias fases de vida, e há períodos em que temos pouco tempo para nos cuidarmos. Uma rotina de skincare simples ajuda bastante, como: sabonete adequado, hidratante com protetor solar, creme para a área dos olhos, se necessário, e um produto multifuncional à noite. Isso já é suficiente”, orienta a especialista. 

Mais do que estética, Dra. Juliana destaca que o recado é sobre equilíbrio e realismo. “Muitas mulheres sofrem grande pressão para dar conta de tudo, ser a melhor mãe, profissional, estar bonita e saudável. Isso não é fácil. Em períodos com muitas atividades, o melhor é focar no básico que funciona”, conclui.

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30 de abril de 2026

A Justiça Federal da 2ª Vara de Uruguaiana (RS) decidiu manter a proibição do uso de equipamentos de bronzeamento artificial com radiação ultravioleta para fins estéticos.

O caso envolveu uma ação movida por uma empresa do setor de beleza contra o Município de Uruguaiana e a ANVISA, que questionava a validade da norma que proíbe esse tipo de prática no país. A SBD participou do processo como colaboradora técnica, contribuindo com informações científicas sobre os riscos associados à exposição à radiação ultravioleta.

Na decisão, o juiz reconheceu que a restrição adotada pela ANVISA está baseada em evidências científicas e no princípio da precaução, considerando a relação entre o uso desses equipamentos e o aumento do risco de câncer de pele. Também foi destacado que a proteção à saúde deve prevalecer quando há conflito com a atividade econômica.

Com isso, os pedidos da empresa foram negados e a proibição do bronzeamento artificial com fins estéticos foi mantida. A parte autora também foi condenada ao pagamento de custas e honorários.

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30 de abril de 2026

Alopecia androgenética e alopecia areata: duas doenças responsáveis por causas frequentes de queda de cabelo, que afetam mulheres. Elas possuem causas e tratamentos diferentes, por isso a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) recomenda que diante de qualquer quadro de queda de cabelo, a paciente busque avaliação médica dermatológica. 

Com avanços no conhecimento e novas opções terapêuticas, especialistas da entidade reforçam que o diagnóstico é fundamental para garantir o tratamento adequado e melhorar a qualidade de vida das pacientes. A alopecia androgenética é uma condição genética e hormonal que resulta na perda lenta e progressiva da espessura dos fios, já a alopecia areata é uma condição autoimune que causa queda súbita pela raiz.  

Como tratar cada uma delas e reduzir os danos causados para a autoestima das mulheres? 

Alopecia androgenética feminina: relação entre hormônios e queda de cabelo 

Você conhece a relação entre hormônios e queda de cabelo nas mulheres? De acordo com especialistas da SBD decisões sobre métodos anticoncepcionais, uso de DIU hormonal e terapia de reposição hormonal (TRH) devem ser tomadas de forma compartilhada entre dermatologista e ginecologista especialmente nos casos de alopecia androgenética feminina.  

“Ao longo da vida, tanto a escolha dos métodos anticoncepcionais quanto da terapia de reposição hormonal depois da menopausa podem mudar a evolução da alopecia androgenética na mulher, tanto positivamente quanto negativamente, por isso a decisão sempre é compartilhada com o ginecologista, considerando o perfil clínico da paciente, a fase da vida, o risco cardiovascular e os sintomas ginecológicos, além do impacto emocional que a queda do cabelo traz nessas pacientes”, explica Dra. Fabiane Brenner, médica dermatologista da SBD.  

Os anticoncepcionais orais possuem papel relevante, sobretudo em mulheres jovens. Eles atuam inibindo os hormônios androgênicos, associados ao afinamento progressivo dos fios. 

Ainda assim, o anticoncepcional costuma ser um coadjuvante. Em muitos casos, é necessário associar bloqueadores hormonais, o que exige contracepção eficaz durante o tratamento. “Com o uso dos bloqueadores, a paciente não pode engravidar, então obrigatoriamente, precisamos usar o anticoncepcional”, ressalta. 

O DIU hormonal também é frequentemente discutido nesse contexto. Segundo a especialista, apesar da pequena absorção sistêmica de progesterona, o método pode ser utilizado como aliado. “Ele serve como anticoncepcional nos casos de necessidade dos bloqueadores hormonais na mulher”, explica a médica dermatologista. 

Menopausa e terapia de reposição hormonal  

A transição para a menopausa é outro momento crítico, em que muitas mulheres apresentam piora da alopecia androgenética feminina. 

“A reposição hormonal nos ajuda muito. Os estrogênios prolongam a fase de crescimento dos cabelos, melhoram a densidade capilar e reduzem o impacto dos hormônios androgênicos, porém apesar dos benefícios, a reposição hormonal não é um tratamento primário para a alopecia androgenética na mulher. O dermatologista decide junto com o ginecologista se a paciente tem indicação e se não trará outros riscos. Avaliamos, por exemplo, histórico ou risco de câncer de mama”, ressalta Dra. Fabiane. 

A médica dermatologista ressalta ainda que, além das terapias citadas, a alopecia androgenética também pode ser tratada com minoxidil oral e tópico. 

Alopecia areata: doença autoimune que impacta além da estética  

A assessora do Departamento de Cabelos da SBD Dra. Priscila Kakizaki explica que existe uma tendência de enxergar a queda de cabelo como algo apenas estético, mas, na prática, a alopecia areata se trata de uma doença autoimune, que pode ter um impacto emocional importante na vida do paciente. Ela ressalta que o cenário terapêutico mudou nos últimos anos. Hoje, com a chamada era dos inibidores de JAK, ocorreu um avanço importante no tratamento da doença. 

“Pela primeira vez, conseguimos atuar de forma mais específica na doença, o que muda o cenário principalmente para pacientes que não tinham boa resposta aos tratamentos tradicionais. Isso não significa que todos irão responder, nem que todos precisarão dessas medicações, mas hoje temos mais ferramentas e mais caminhos possíveis dentro do tratamento”, explica a médica dermatologista. 

A especialista encoraja aquelas pessoas que já tentaram tratamentos sem sucesso a não desistirem, já que além do avanço atual, novas medicações continuam sendo estudadas, o que permitirá um avanço ainda maior nos próximos anos. 

“Estamos vivendo um momento de transformação na forma como entendemos e tratamos a alopecia areata. Cada caso precisa ser analisado de forma individualizada, e hoje, temos cada vez mais recursos para oferecer uma abordagem mais precisa e eficaz para esses pacientes”, explica a médica. 

A alopecia androgenética e a alopecia areata estão entre os assuntos que serão discutidos no Simpósio de Cabelos e Unhas da Sociedade Brasileira de Dermatologia em parceria com a Regional de São Paulo. O evento, que ocorrerá na capital paulista nos dias 15 e 16 reunirá dermatologistas de todo o Brasil. 

“Essa troca entre dermatologistas e até com outras especialidades é essencial para garantir segurança e melhores resultados”, conclui Dra. Priscila.





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