Não transforme sua tatuagem em cicatriz




22 de julho de 2010 0

Está certa de que quer fazer uma tatuagem? Pense bem, pois os derma­tologistas alertam: o dese­jo de realizar uma obra de arte única ou de expressar uma filosofia de vida na própria pele pode terminar mal se houver arrependi­mento. Tudo porque a di­ficuldade em remover as imagens tatuadas pode re­sultar em cicatrizes.

“Toda tatuagem pode ser removida, mas os pigmen­tos claros são mais difíceis, o que pode levar à cicatriz ou ainda à permanência de pigmento”, diz o Dr. Luiz Henrique Paschoal, médico dermatologista. Ele explica que a tatuagem é feita com a aplicação de pigmentos que atingem a derme ca­mada mais profunda da pele e daí as complica­ções no momento de reti­rá-la, pois as intervenções possíveis podem afetar os tecidos vizinhos, originan­do os problemas que dei­xam as marcas após a reti­rada.

Diante do risco, porém, evitar uma cicatriz futura também depende de certos cuidados. “Manter o local da tatuagem sempre limpo para se evitar infecções de pele e lesões de acne; ob­servar as condições de hi­giene no local onde se pre­tende fazer a tatuagem; exigir o uso de materiais descartáveis e que não são reutilizados, além da higie­ne do próprio profissional”, diz o médico. Existem al­gumas técnicas para a re­moção de tatuagens. To­das devem ser conduzidas por dermatologistas. O Dr. Beni Moreinas Grinblat, membro da Sociedade Bra­sileira de Dermatologia, explica quais são elas.

– Lixamento: trata-se de um lixamento da pele que visa à remoção da tatuagem. Toda a região onde foi feito o desenho é tratada, mas há riscos de manchas e cicatri­zes e por isso esse método é pouco utilizado.

– Retirada cirúrgica da ta­tuagem: como qualquer cirurgia, deixará uma ci­catriz no local.

– Laser q-switched de ruby e/ou de Nd-Yag: ‘o raio la­ser é uma luz que age espe­cificamente na tinta da ta­tuagem, poupando o tecido a seu redor; consequente­mente, com o tratamento a laser há menor risco de ci­catrizes. Os pigmentos es­curos (azul e preto) são os mais fáceis de ser removi­dos; já o amarelo dificil­mente será atingido’. Se­gundo o dermatologista, durante o tratamento com laser, o uso de protetores solares é indispensável.


22 de julho de 2010 0

Nova substância produzida por um cogumelo japonês ajuda a clarear a região das olheiras

As mulheres são avessas a qualquer tipo de marca indesejada, principalmente na face. Manchas arroxeadas e acastanhadas ao redor dos olhos, as olheiras, quebram a estética do rosto e denunciam uma noite mal dormida, porém nem sempre sua origem tem a ver com o sono.

Essa hiperpigmentação que resulta nas olheiras abaixo dos olhos é causada por diversos motivos, entre eles fatores genéticos, étnicos e o avanço da idade, características que contribuem para que a pele fique mais fina nessa região. Esses pontos podem ainda ser agravados com outros fatores, como o tabagismo, o cansaço, o excesso de bebidas alcoólicas e até mesmo o período menstrual.

Para driblar tais inconvenientes surgem os cremes à base de ácido kójico, produtos que proporcionam melhora de 50% das olheiras e ainda possuem um diferencial importante, pois não costumam causar irritação na região que geralmente o tratamento com hidroquinona e a vitamina K causam.

O Ácido Kójico é uma substância produzida por um cogumelo japonês chamado Koji, usado também na fermentação do arroz para produção de saquê. Sua grande vantagem é o fato de não ser fotossensível, ou seja, não produz manchas caso a pele seja eventualmente exposta ao sol, podendo ser usado inclusive durante o dia.

Além do seu efeito despigmentante, o ácido kójico também atua como antisséptico, impedindo a proliferação de fungos e bactérias na pele. Também tem ação antioxidante, ajudando na prevenção do envelhecimento cutâneo e pode ser usado em formulações junto ao ácido glicólico e a vitamina C, entre outros ativos. Já a principal desvantagem é que o ácido Kójico é considerado menos potente do que a hidroquinona como clareador, e por isso os resultados costumam levar mais tempo para aparecer.

Outro forte aliado para a prevenção das olheiras é o uso diário de filtro solar com FPS de fator 15, no mínimo, ao redor dos olhos. “É uma região de fácil pigmentação, por isso a exposição solar agrava o problema”, afirma Andreia Mateus Moreira, dermatologista e coordenadora do Departamento de Cosmiatria da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD). Outra dica é usar o mesmo protetor que se costuma aplicar no rosto, mas desde que ele seja testado oftalmologicamente, para não agredir as pálpebras e os olhos. Algumas versões do produto, em forma de bastão, são específicas para a região.


22 de junho de 2010 0

Durante o verão, os pés costumam receber muitos cuidados. Mas, ao longo dos meses frios, são esquecidos dentro de sapatos fechados. Os resultados do desleixo são variados. A lista conta com calosidades, bromidrose (chulé), unhas deformadas ou encravadas, micose, solado grosso.

Venhamos e convenhamos, os pés merecem atenção. Suportam o peso do corpo, percorrem os caminhos necessários e ainda sofrem com calçados desconfortáveis ou com salto alto. Que tal mantê-los sempre bonitos e saudáveis? Comece com hidratação diária e esfoliação suave semanal ou a cada 15 dias. ‘Se esfoliar com muita intensidade, pode prejudicar, deixando-os grossos’, disse o dermatologista Jorge Mariz, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia e responsável pela Personal Clinic, no Rio de Janeiro.

A próxima etapa é se prevenir dos principais problemas que os atingem com medidas simples, listadas por Mariz. Confira:

1) CALOSIDADES
Ao investir em calçados inadequados, o atrito faz com que a pele engrosse e, assim, aparecem os dolorosos calos. Portanto, a forma de evitar o incômodo é usar sapatos confortáveis ou colocar palmilhas por minimizarem os traumas.

O tratamento consiste em aplicar, sob prescrição médica, produtos ceratolíticos (com ácido salicílico ou ureia, por exemplo), que amolecem as calosidades. O processo é longo. Em alguns casos, leva cerca de três meses. Pode-se ainda lixar suavemente o local. ‘Lixar intensamente estimula a pele a ficar mais grossa.’ Mariz lembra que alguns calos surgem devido a alterações ósseas que aumentam o trauma da pele. A solução é o procedimento cirúrgico.

2) BROMIDROSE
As queixas relacionadas à bromidrose, chamada popularmente de chulé, tendem a ser elevadas nas estações frias. O ambiente úmido dos sapatos fechados propicia o crescimento de bactérias, que geram mau cheiro. ‘Algumas pessoas têm tendência à bromidrose porque suam mais e o calçado torna esse efeito ainda maior.’

As recomendações para driblar o transtorno são arejar os pés o máximo possível, secá-los bem após o banho e deixar diariamente botas, tênis, sapatilhas em lugares ventilados ou com sol. Desodorantes e talcos específicos servem como prevenção e tratamento.

3) UNHAS DEFORMADAS
Calçados apertados podem formar irregularidades nas unhas, mudar sua coloração e fazer com que caiam. Sendo assim, nada melhor que dar adeus aos acessórios incômodos, principalmente os de bico muito fino. Quando a alteração não envolve lesão em sua matriz, a unha volta ao normal naturalmente com a ausência de traumas. Caso tenha afetado a matriz, não há tratamento que a recupere.


22 de junho de 2010 0

Começou a temporada de festas juninas nas escolas e é importante que os pais fiquem atentos na hora de preparar seus filhos para esse evento. A dermatologista Annia Cordeiro Lourenço, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia, alerta sobre os riscos das pinturas no rosto da criança – geralmente os bigodes nos meninos e a bochechinha pintada nas meninas. “Ao utilizar maquiagem regular ou produtos não apropriados, há uma grande tendência de a criança desenvolver alergias e irritações”, comenta.

Já que não existe maquiagem própria para crianças, a orientação é usar produtos hipoalergênicos para proteger a pele dos pequenos. “O ideal é, antes da maquiagem, proteger a pele com um hidratante para pessoas alérgicas. Na hora da pintura, use esponjas e lápis macios que não machuquem a criança, evite áreas muito próximas aos olhos e sempre observe a validade dos produtos”, aconselha.

Após a festa, é importante fazer a higienização assim que possível, utilizando demaquilantes cremosos que não contenham álcool na sua composição. “Se a criança apresentar alguma sensibilidade já conhecida, não insista e não faça a pintura no seu filho. As reações podem sempre piorar”, salienta.

VERDE E AMARELO

As orientações da dermatologista também valem para as pinturas no rosto para a Copa do Mundo, seja em adultos ou crianças. “Pessoas com sensibilidade a produtos químicos não devem pintar o rosto nem o corpo, pois alguns tipos de tinta podem causar irritações e ressecamentos. Para um indivíduo alérgico, apenas um minuto de contato já é suficiente para causar reações”, explica Dra. Annia.

Quem insiste em torcer pelo Brasil com as cores no rosto deve utilizar tintas e produtos específicos para a pele e, depois da comemoração, precisa higienizar bem o rosto com sabonetes líquidos hidratantes.


22 de junho de 2010 0

Nos primeiros meses de vida a assadura é a lesão de pele mais comum entre as crianças.

A pele do bebê é tomada por uma vermelhidão, o local fica levemente inchado e dolorido. A mamãe logo constata que a irritabilidade do pequeno tem uma explicação: assaduras!

Bastante comum, a assadura ou dermatite de fralda, como é conhecida entre os médicos, causa um grande desconforto ao nenê e uma enorme preocupação aos papais que, na maioria das vezes, não sabem por que a inflamação aparece ou como acabar com ela.

Conhecendo um pouco mais sobre o assunto, é possível preveni-la, tratá-la e, até mesmo, reconhecer quando uma visita ao médico se torna necessária.

Trata-se de uma inflamação cutânea causada, principalmente, pela umidade e pelo contato prolongado com as substâncias presentes na urina e nas fezes.

ASSADURA

Nos primeiros meses de vida, período em que corresponde ao uso das fraldas, a assadura é a lesão de pele mais comum entre as crianças, atingindo cerca de 35% dos pequenos. “Trata-se de uma inflamação cutânea causada, principalmente, pela umidade e pelo contato prolongado com as substâncias presentes na urina e nas fezes”, explica a Dra. Jackeline Mota, dermatologista da Sociedade Brasileira de Dermatologia Regional do Estado de São Paulo.

Não por coincidência, as áreas mais afetadas pela assadura são aquelas cobertas pela fralda, ou seja, a região genital, as nádegas, a porção baixa do abdome e a raiz da coxa. “O local fica fechado, a pele acaba ficando abafada e mais sensível. Por isso, se permanecer muito tempo em contato com a urina ou as fezes, o aparecimento da assadura será praticamente garantido”, afirma Mota.

Essa inflamação também pode estar relacionada à alimentação, pois a introdução de novos alimentos na dieta pode fazer com que as fezes fiquem mais ácidas.

O mais importante é evitar que a pele inflamada tenha contato com as substâncias irritantes.

TRATAMENTO

Quando a assadura já existe, o mais importante é evitar que a pele inflamada tenha contato com as substâncias irritantes. “A troca precisa ser ainda mais frequente. O intervalo que era de 3h deve diminuir para apenas uma, pois a fralda precisa estar sempre seca e limpinha”, ensina a dermatologista.

Ela ainda alerta que os lencinhos umedecidos devem ser evitados, pois contêm substâncias químicas que podem irritar ainda mais o local. “Água morna &ea…


22 de junho de 2010 0

Todos nós queremos uma pele maravilhosa de pêssego o ano inteiro não é mesmo? O inverno onde os dias são pouco iluminados é a estação ideal para quem quer fazer o tratamento. O processo consiste na descamação da pele, que pode ser superficial, média ou profunda e retira manchas e rugas, principalmente. Cicatrizes de acne e oleosidade excessiva também podem ser resolvidos. O número de aplicações e o tipo de peeling a ser aplicado vai variar de acordo com o diagnóstico do dermatologista e o tempo que você tem disponível para tratar a pele. Os tipos de peeling são:

SUPERFICIAL: ele atinge apenas a epiderme e é indicado para manchas e melasmas, por exemplo. Não há necessidade de preparação prévia, mas exige protetor solar até que a pele fique totalmente recuperada, sem descamação ou vermelhidão.

MÉDIO: atinge a derme e é indicado para rugas, marcas mais profundas, degeneração e cicatrizes. Há dermatologistas que preparam a pele com aplicações de ácido retinóico ou com um peeling superficial.

PROFUNDO: é muito útil para peles extremamente enrugadas.

‘É como se a paciente fizesse uma cirurgia plástica, mas o peeling não muda a feição e ainda tira qualquer mancha da pele. O procedimento é feito em uma clínica, com anestesia, monitoramento cardíaco e das funções hepáticas para garantir que a química utilizada não caia na corrente sangüínea e para que não sinta dor’, revela o dermatologista Ival Peres Rosa, membro da sociedade Brasileira de Dermatologia – Regional São Paulo.

Dica importante: ‘O tratamento não é recomendado para quem tem pele negra, porque pode manchar ou formar quelóides, mas geralmente, não causa problemas a quem o procura’, revela o dermatologista.

O bloqueador solar também é extremamente necessário porque a pele formada é muito sensível.


22 de junho de 2010 0

Na lista de queixas de pele que mais atormentam as mulheres, as manchas aparecem em segundo lugar, perdendo apenas para a acne. E não é para menos. Trata-se de um problema estético muito visível e, o pior, difícil de ser tratado.

São muitos os aspectos que a pigmentação descontrolada da pele pode ter: uns são marrons, outros bem claros, pode também ser pintas brancas espalhadas ou um monte de pontinhos bem escuros concentrados em uma determinada região do rosto ou colo. Difícil é não perceber. Seja como for, mesmo as mais clarinhas, são muito visíveis. E justamente por isso as manchas se tornaram um dos principais problemas estéticos que, inclusive, piora com o passar do tempo – tanto é que na faixa etária entre 40 e 65 anos, elas pulam da segunda para a primeira posição e se tornam campeãs das reclamações nos consultórios dermatológicos, de acordo com a SOCIEDADE BRASILEIRA DE DERMATOLOGIA.

SARDAS, MELASMAS, MELANOSES SOLARES, CERATOSES OU NEVOS: SAIBA IDENTIFICAR OS TIPOS DE MANCHAS DE PELE

Muitas são de nascença, outras adquiridas, mas o fato é que uma vez instaladas precisam ser acompanhadas pelo resto da vida. A boa notícia é que a maioria não representa ameaça à saúde, porém qualquer alteração de cor, tamanho e textura requer análise de um dermatologista, pois significa que algo está errado. A má notícia é que a solução pode ser demorada e dificilmente 100% eficaz. Já que ao menor contato com o sol, voltam a aparecer.

Os fatores que provocam essa disfunção são basicamente alterações hormonais, idade, predisposição genética e exposição solar excessiva. Todas essas situações atuam na raiz do problema: a melanina, pigmento que dá cor à pele. Quando a produção dessa substância fica descontrolada o resultado é a formação desses sinais com coloração diferente da cor natural predominante que visualmente incomodam bastante.

O GRANDE VILÃO

O sol é um dos maiores estímulos para a formação das manchas, ele dispara o mecanismo natural da melanina que desgovernada produz os sinais indesejados. Por isso ao final do verão é tão comum que apareçam manchas que não existiam antes da temporada de calor. Sendo assim é aconselhável fazer os tratamentos no inverno, pois a radiação mais amena favorece o sucesso dos procedimentos. Daí a importância do filtro solar que protege a pele e tem ain…


22 de junho de 2010 0

Quando a umidade relativa do ar chega em torno de 30%, coloca a cidade e a pele de muita gente em alerta. Para a saúde em geral a indicação é ingerir muita água e, para a pele, a regra não muda. Mas o líquido em questão é de um tipo ainda mais especial: a água termal.

O ideal é não esperar que o clima fique seco ou muito quente para usufruir dos benefícios da água termal, que é 100% pura e nutritiva. Segundo especialistas, basta algumas borrifadas para hidratar, acalmar e até equilibrar o pH da pele. ‘Por ter propriedades terapêuticas e conter nutrientes e oligoelementos, seu efeito geralmente é imediato, mesmo após um peeling, queimadura ou outra ação irritante’, diz a dermatologista Flávia Addor, da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD).

A dermatologista Carolina Ferolla, especialista em clínica médica pela Sociedade Brasileira de Clínica Médica, explica que a água termal é indicada até para as peles mais sensíveis, podendo ser aplicada inclusive nas assaduras de bebês. ‘O produto também é indicado para o ano todo. Além de evitar aquele ressecamento característico do inverno, ameniza os males do verão, como queimaduras de sol, sem contar que as borrifadas em dias de calor refrescam muito’, indica Carolina. A especialista ainda acredita que o maior benefício do produto é o equilíbrio da hidratação da pele. ‘A água termal hidrata as mais ressecadas e diminui a oleosidade das mais oleosas. O produto, inclusive, auxilia no tratamentos médicos desses dois problemas’, esclarece.

A dermatologista Carla Vidal explica que a água termal é um importante coadjuvante em tratamentos estéticos, sobretudo por que, além de suas propriedades calmantes e minerais, não tem efeitos colaterais. ‘Nesses casos, borrife antes de aplicar o cosmético em questão. E, se possível, converse com o médico sobre a melhor forma de uso’, sugere.

A água termal, além de ser encontrada em spray, também pode estar nas composições de alguns cremes hidratantes faciais e corporais. ‘Neste caso, vai estar descrito no rótulo. As empresas têm apostado muito neste componente. A água termal ainda pode reforçar o efeito dos ativos presentes nos cosméticos’, avalia Carla.

DICAS DE USO

A água termal pode ser usada a qualquer hora do dia e em qualquer lugar. Ela pode, inclusive, ser levada na bolsa. ‘Apesar de não ter nenhum cuidado específico em relação ao seu armazenamento, deve ser abrigada do calor e da pressão, por estar contida em lata’, alerta Flávia Addor, da SBD.

– Borrife pela manhã, ao acordar. Pode ser antes da maquiagem e de outros cosméticos.

– À noite, borrife novamente, após limpar a pele e antes de aplicar outro hidratante.


22 de maio de 2010 0

Como todos já sabem, o outono e o inverno são estações de baixas temperaturas e reduzida umidade do ar, com reflexos importantes sobre a pele das pessoas. Mais do que gerar incômodos e deixar uma aparência ruim, estas condições favorecem o ressecamento e a sensibilidade, podendo provocar doenças ou agravar situações já existentes. Isso sem contar com a falsa impressão de que o sol “fraco” não exige a mesma proteção contra as radiações ultravioleta quando se está no campo ou na montanha.

Segundo a Dra. Denise Steiner, dermatologista membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia – SP é preciso tomar alguns cuidados nestas estações do ano, como, por exemplo, evitar banhos muito quentes e demorados, não esfregar muito o sabonete durante o banho e não usar buchas, que esfoliam demais a pele, retirando a proteção natural. Se possível, as pessoas também devem evitar o contato direto e prolongado da pele com roupas feitas com tecidos sintéticos ou lã – que estimulam a coceira -, além de utilizar produtos hidratantes após o banho e, se necessário, várias vezes ao dia.

“Esses cuidados ajudam não apenas as pessoas com maior sensibilidade a eczemas (irritação da pele com vermelhidão) ou com alguma doença pré-existente. Qualquer outra deve observá-los, pois, além de prevenir algumas doenças, mantém a pele sempre saudável, sem fissuras ou escamações”, explica a Dra. Denise. Outro alerta feito pela dermatologista é para as pessoas que viagem para o campo ou para a montanha, imaginando que neste período do ano não há necessidade de uso do protetor solar. Segundo ela, “em regiões mais altas a radiação ultravioleta é muito forte e a exposição da pele acaba sendo grande, devido à sensação de que o sol não esquenta como no verão”, completa.


22 de maio de 2010 0

Os especialistas são unânimes: as cicatrizes devem ser a maior preocupação de quem tem acne. De acordo com o dermatologista Gilvan Alves, presidente da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) – Regional DF, a acne é uma alteração fisiológica da adolescência e apenas 10% das pessoas passam ilesas pela doença.

“O maior problema não são os surtos, mas o resultado deles. As marcas causadas pela acne são complicadas de tratar e podem marcar definitivamente a pele da pessoa. O fator genético determina a intensidade dessas cicatrizes”, diz Alves. A boa notícia é que o controle da acne é possível e as cicatrizes, evitáveis. A dermatologista Grace Caldas explica que, quanto antes o tratamento for iniciado, maiores são as possibilidades de a doença ser contornada sem causar danos estéticos e emocionais.

“A acne pode ser agravada devido a uma alimentação pobre em verduras, legumes e frutas e à sensibilidade que alguns pacientes têm a determinados alimentos, como castanhas e açúcar, por exemplo”, ensina. “A questão da higiene também deve ser observada com atenção, porque a grande quantidade da bactéria Propionyobacterium acnes na pele também predispõe a quadros mais graves.”

O equilíbrio é uma dica dos especialistas. A médica observa ainda que é preciso controlar a oleosidade sem descuidar da hidratação. “Onde tem água, não tem óleo e onde tem óleo, não tem água. O estresse e a ansiedade típicos da adolescência também contribuem para agravar a doença, tanto que, em meninas, as espinhas costumam aparecer mais severamente na TPM”, diz.

O tratamento varia de acordo com o paciente e o tipo de acne. As formas mais utilizadas são à base de antibióticos orais ou tópicos para os casos mais graves; de medicamentos secativos e peróxido de benzila para os leves e moderados; ou de vitamina A ácida oral para casos gravíssimos. Cicatrizes podem ser amenizadas com técnicas de subcisão e preenchimento, que visam liberar as marcas das fibroses que estão sob a pele. Ácidos, peelings mais profundos, lasers ablativos e uma série de variações de técnicas também são disponibilizadas de acordo com a gravidade de cada caso.





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