Cuidados com o cabelo durante a gravidez




13 de outubro de 2010 0

A gravidez é uma caixinha de surpresas. O corpo todo se modifica, as emoções ficam à flor da pele, surgem os desejos inesperados. Com o cabelo não é diferente. Então, prepara-se para as mudanças. Quando os hormônios entram em ação, o resultado é imprevisível. Se seus cabelos são secos, na gestação podem se tornar oleosos e vice-versa. Os lisos talvez ganhem cachos e os ondulados, quem sabe alisem. Mas ainda que você tenha que se adaptar com o novo visual e as mudanças do seu corpo, a boa notícia é que as transformações capilares costumam ser animadoras.

Em geral, a espera do filhote torna os cabelos mais bonitos, cheios e sedosos. ‘Durante os nove meses de gestação, os fios permanecem em sua fase anágena (de crescimento) e estimulados pelos hormônios (progesterona e estrogênio) tornam-se mais espessos, diminuindo a queda e avolumando a cabeleira’, revela a dermatologista Aline Vieira.

TESTE: COMO ANDA O SEU CABELO?

Mas nem tudo são flores nesse período e as mamães adeptas de escovas progressivas, tinturas e permanentes podem ter que ficar algum tempo longe dos salões de beleza.

A POLÊMICA

O Ministério da Saúde e a Sociedade Brasileira de Dermatologia não recomendam o uso de química nos cabelos durante a gravidez. ‘Acredita-se que alguns componentes usados nos produtos para cabelos são teratogênicos (geram defeitos no feto), tóxicos e até cancerígenos’, justifica Aline Vieira. A amônia, o benzeno, o formol e metais pesados como chumbo, alumínio e cobre são algumas das substâncias vetadas pelos especialistas.

A proibição pode durar mais de nove meses. ‘Ainda que não se tenham estudos que comprovem a passagem dessas substâncias do couro cabeludo para o sangue e para o leite da mãe, o recomendado é só recorrer a esses produtos ao fim do aleitamento materno’, aconselha a especialista.

“As manifestações alérgicas podem ser das mais leves como irritação, coceira e vermelhidão até quadros mais graves como reações anafiláticas”

O tema é controverso e gera polêmica nos consultórios médicos. ‘Não existem provas conclusivas dos males dessas substâncias na gestação. Como não é ético testar o efeito desses produtos em pacientes grávidas, as possíveis conseqüências são desconhecidas’, argumenta Aline Vieira. Por isso, enquanto alguns especialistas reprovam o uso dessas substâncias químicas durante a gestação, outros liberam sua utilização. ‘Alguns especialistas acreditam que a absorção desses produtos do couro cabeludo para o sangue é mínima e que dificilmente as substâncias tóxicas alcançam a pl…


4 de outubro de 2010 0

Pele descamada e repuxada e lábios rachados são sinais evidentes de que o corpo pede socorro. Esses sintomas são consequência da baixa umidade relativa do ar, situação que tem se tornado rotina em São Paulo. De acordo com a dermatologista Carolina Ferolla, o tempo seco faz com que a pele perca água, sobretudo se não estiver protegida. ‘Basta um dia assim para desencadear o quadro de ressecamento que, se não tratado imediatamente, pode até tornar-se crônico’, alerta. A face, por estar mais exposta, é a área mais agredida. Quando a pele perde água, sua barreira cutânea, uma espécie de filme protetor natural, responde com o ressecamento.

Nesses casos, além de ingerir muito líquido, é preciso tratar externamente, esclarece a dermatologista Luciana Conrado, da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD). ‘De preferência com hidratantes fluidos, para o tipo específico de pele. Loções para bebês também são ótimas para peles sensíveis’, afirma. Se o quadro de descamação for crítico, é melhor procurar um dermatologista para avaliação da pele. E, para se prevenir, a regra é caprichar na dobradinha hidratação e proteção. ‘O mercado tem muitas opções de FPS com hidratantes’, diz Luciana.

A limpeza também é importante, uma vez que, nesse clima, a pele fica mais vulnerável à poluição. Os especialistas indicam o uso de sabonetes neutros, que tenham o Ph baixo. ‘Do contrário, o quadro piora. Também não é bom lavar-se com água quente’, adverte a médica.

Segundo o dermatologista Marcelo Bellini, membro da Academia Americana de Dermatologia, os lábios são outra área sensível ao tempo seco, principalmente se a pessoa insiste em molhá-los com a saliva, que tem um Ph ácido. ‘A sensação inicial é de alívio, mas depois o ressecamento piora’, afirma Bellini. Para hidratar, ele recomenda os produtos específicos para esse fim.

AÇÃO E REAÇÃO – A dermatologista Carolina Ferolla diz que todos os tipos de pele, até as mais oleosas, sofrem com a baixa umidade do ar. E de formas distintas. ‘Todas vão precisar de cuidados’, afirma. Confira as diferentes reações:

– Peles finas, sensíveis e muito brancas: surgem manchas com aspecto ressecado e avermelhado e erupções similares à acne;

– Muito oleosas: também apresentam ressecamento, pois a pele perde água, não óleo. Se não tratadas, a oleosidade pode aumentar, como uma defesa da pele;

– Mistas: ressecam e podem descamar em áreas mais sensíveis e expostas.


30 de setembro de 2010 0

As DSTs (Doenças sexualmente transmissíveis) são causadas por diversos agentes, sendo o principal o sexo sem camisinha. As primeiras manifestações aparecem em uma ou duas semanas após o contágio, pois é o tempo que o organismo leva para criar anticorpos em números significativos.

Algumas DSTs podem não apresentar sintomas e isso requer, no casos de sexo sem proteção, visitas periódicas ao médico. Essas doenças quando não diagnosticadas e tratadas a tempo, podem evoluir para complicações graves, como infertilidade, câncer e até a morte.

Ainda que assustadora, as DSTs são os problemas de saúde mais comuns em todo o mundo e estão entre as cinco principais causas de procura dos serviços de saúde nos países em desenvolvimento, segundo dados da OMS (Organização Mundial da Saúde). Além disso, as DSTs são a porta de entrada para infecção pelo vírus HIV podendo, conforme o tipo de lesão, facilitar em até 18 vezes essa infecção.

Confira a seguir orientações sobre as principais DSTs, seus sintomas, tratamentos e prevenção. As informações são do médico RICARDO SHIRATSU, coordenador do ambulatório de doenças sexualmente transmissíveis da Universidade Federal de São Paulo e assessor do departamento de DST da Sociedade Brasileira de Dermatologia.

AIDS

Outras formas de contágio – Pelo sexo, contato com sangue contaminado por meio de agulha ou transfusão e transmissão de mãe para filho na gravidez ou amamentação.

Sintomas – No início, gripe, emagrecimento, febre e diarréia. Depois, doenças oportunistas ligadas à baixa imunidade, como tuberculose.

Tratamento – Não tem cura, mas o coquetel anti-retroviral inibe a reprodução do HIV.

Prevenção – Fazer sexo com camisinha e não compartilhar o uso de seringas.

CANDIDÍASE

Outras formas de contágio – O fungo está presente na maioria das pessoas e a doença pode ser causada pela queda de resistência do organismo.

Sintomas – Corrimento semelhante à nata de leite, coceira intensa na região genital e também dor durante o sexo.

Tratamento – Antifúngicos via oral e/ou cremes vaginais.

Prevenção – Fazer sexo com camisinha e evitar roupas sintéticas e justas, como lycra.

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22 de setembro de 2010 0

Pode causar espanto, mas os dermatologistas garantem que a calvície feminina é um problema comum. O transtorno, debatido no 65° Congresso da Sociedade Brasileira de Dermatologia, que aconteceu neste fim de semana no Rio, tem as causas mais diversas. Entre as mais comuns estão as mudanças hormonais, a genética e distúrbios como a anemia e o hipotireoidismo. Segundo o dermatologista Marcio Rutowitsch, chefe do setor de dermatologia no Hospital dos Servidores do Estado, cerca de 30% das mulheres com 50 anos têm algum grau de calvície. É preciso ficar atento aos sinais, já que a queda de cabelo no sexo feminino costuma ser diferente da no masculino.

– São raras as mulheres que ficam completamente carecas. O que acontece é um afinamento progressivo, geralmente a partir dos 30 anos – explica Rutowitsch.

O dermatologista Celso Tavares Sodré, professor da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ), alerta que as mulheres devem ficar atentas a alguns sinais especiais, já que, todo dia, as pessoas perdem cerca de 100 fios. Essa perda só preocupa se os fios começam a se acumular no ralo da pia ou do chuveiro, na escova, nas roupas ou no travesseiro. Quando todo o cabelo fica mais ralo, caem tufos ou há um afinamento onde os fios são repartidos, é hora de procurar um médico. Os tratamentos respondem melhor quando a calvície está em fase inicial e vai variar de acordo com o tipo de queda. Para um diagnóstico completo, os médicos costumam recomendar exames clínicos e laboratoriais, como o tricograma (análise dos fios). Em alguns casos, é necessário fazer a biópsia do couro cabeludo.

Um dos tipos mais comuns de queda de cabelo é o eflúvio telógeno, caracterizado pela diminuição dos fios em toda a cabeça. A queda pode ser aguda ou crônica e geralmente é causada por febres altas, dengue, anemias (causadas por menstruações intensas ou deficiências nutricionais), dietas radicais, medicamentos e no pós-parto.

– Doenças endocrinológicas, como as da tireoide, e estresses importantes também podem fazer o cabelo cair. Em geral, o distúrbio se resolve espontaneamente ou em até seis meses quando a causa é corrigida – afirma Sodré.

Outra causa comum é a alopecia androgenética – a calvície hereditária – que chega a atingir uma em cada cinco mulheres, de acordo com a Academia Americana de Dermatologia, nos Estados Unidos. Rutowitsch explica que, nesses casos, os fios da linha da testa são preservados e a mulher não ganha entradas, mas o cabelo da parte de trás e no alto da cabeça vai ficando mais ralo. A predisposição genética é que vai determinar o grau de queda, mas o excesso de hormônios masculinos, muitas vezes elevados por problemas no ovário ou nas glândulas suprarrenal e hipófise, pode contribuir para o seu agravamento.

Foi o que aconteceu com a organizadora de eventos Julia Andrade, de 29 anos, que passou quase um ano lutando contra a rarefação dos fios. A culpa era da síndrome dos ovários pol…


22 de setembro de 2010 0

Técnicas apresentadas em Congresso apostam em laser e radiofrequência, com ótimos resultados para as gordurinhas

As mais recentes conquistas da medicina na área de dermatologia foram apresentadas durante o 65º Congresso da Sociedade Brasileira de Dermatologia que reuniu 5 mil dermatologistas no Rio de Janeiro.

Entre as novidades mais discutidas estiveram o uso de aparelhos de radiofrequência, de infravermelho, laser fracionados, tecnologias combinadas e luz intensa pulsada para tratar flacidez, gordura localizada e celulite.

A nova tecnologia Tripollar, terceira geração da radiofreqüência, é capaz de tratar ao mesmo tempo os três problemas e ainda atua na regeneração do colágeno, melhorando a textura da pele – além de ser capaz de reduzir as rugas e linhas finas.

Segundo Alexandre Felippo, coordenador do Departamento de Laser da Sociedade Brasileira de Dermatologia, o Tripollar tem a vantagem de ser um tratamento indolor, mas com grande poder de penetração nas camadas mais profundas da pele e na gordura subcutânea. “O calor, que chega a 44°C na pele, não queima, não incomoda e não apresenta riscos de complicação. São em média de 6 a 8 sessões, que podem ser semanais ou quinzenais”, explica o dermatologista.

A dermatologista Doris Hexel aponta que é possível conseguir excelentes resultados com a subcisão, técnica cirúrgica para combater a celulite.


22 de setembro de 2010 0

Pessoas com acne estão abusando dos antibióticos. Os problemas maiores são automedicação e consumo desregrado de drogas, segundo dermatologistas ouvidos pela reportagem do jornal Folha de S. Paulo.

Segundo Omar Lupi, presidente da Sociedade Brasileira de Dermatologia, é comum que as pessoas comecem a tomar antibióticos para acne por conta própria, seguindo tratamentos de amigos: ‘Brasileiro tem mania de automedicação. Quem tem que receitar o antibiótico é só o médico’.
A dermatologista Denise Steiner lembra que muitos dos antibióticos comumente receitados contra a acne, como os que usam a eritromicina por base, podem ser os mesmos que combatem infecções nos pulmões e na bexiga, por exemplo.

De acordo com Steiner, muitos pacientes fazem uso prolongado desses medicamentos, por mais de um ano, sem respeitar a dosagem prescrita, o que pode acabar criando resistência não só ao tratamento da pele, como às medicações indicadas para outros problemas, como os respiratórios.
Andréia Mateus, da Sociedade Brasileira de Dermatologia, também vê um risco na associação desmedida entre os antibióticos de via oral com aqueles de uso tópico (aplicados na pele): ‘O mau uso pode criar resistência às bactérias combatidas por ambos os medicamentos. Deve haver cautela ao misturar os usos.’

Segundo a dermatologista, o uso oral de antibióticos, em casos de acne leve, é prática comum, embora deva ser evitada.


22 de agosto de 2010 0

O 65º Congresso da Sociedade Brasileira de Dermatologia que ocorrerá de 4 a 7 de setembro, no Riocentro (RJ), pretende alertar os pais para uma doença que se manifesta de forma frequente nas crianças e pode se tornar muito grave. A afecção chamada de mastocitose é pouco conhecida e muitas vezes é confundida com alergias comuns, mas pode ter consequências mais graves.

A mastocitose caracteriza-se pelas múltiplas máculas e pápulas pequenas, pruríticas, pigmentadas de castanho-avermelhadas

Uma pesquisa realizada em São Paulo aponta que 92% dos casos ocorrem em bebês com 1 ano de vida e pode evoluir para outras doenças. É uma doença em que há proliferação de mastócitos na pele e em outros órgãos e tecidos. “É uma patologia predominantemente cutânea e infantil. Por apresentar sintomas parecidos com o de uma alergia comum, pode ser diagnosticada de maneira errada e em raros casos pode ser sistêmica. O diagnóstico precoce é importante, já que na evolução da doença, os pacientes podem ter sintomas respiratórios, ou de outra natureza’, disse a dermatologista pediátrica do Hospital Municipal Jesus, Ana Mósca.

O tratamento para a doença é uma combinação de anti-histamínicos que os pacientes devem toma. Alguns medicamentos como o de ácido acetil salicílico, anestésicos opiáceos, substâncias contendo álcool, podem piorar as manifestações.

O desaparecimento da mastocitose ocorre na maioria das vezes na adolescência. Caso não seja tratada adequadamente, ela pode eventualmente se converter em manifestações alérgicas intratáveis. Nos adulto, o acompanhamento é importante porque pode estar relacionado com neoplasias malignas. O evento em questão contará com a presença de Mósca, além de vários médicos nacionais e internacionais, discutindo os mais diversos temas da área.


22 de agosto de 2010 0

Ana Mósca, dermatologista pediátrica do Hospital Municipal Jesus, falará no 65º Congresso da Sociedade Brasileira de Dermatologia, sobre uma afecção chamada Mastocitose muito confundida com as alergias comuns. Apesar de pouco conhecida, conforme pesquisa realizada em São Paulo, 92% dos casos ocorrem em bebês com 1 ano de vida e pode evoluir para outras doenças. É uma doença em que há proliferação de mastócitos na pele e em outros órgãos e tecidos.

Apesar de pouco conhecida, conforme pesquisa realizada em São Paulo, 92% dos casos ocorrem em bebês com 1 ano de vida e pode evoluir para outras doenças. É uma doença em que há proliferação de mastócitos na pele e em outros órgãos e tecidos.

“É uma patologia predominantemente cutânea e infantil. Por apresentar sintomas parecidos com o de uma alergia comum, pode ser diagnosticada de maneira errada e em raros casos pode ser sistêmica. O diagnóstico precoce é importante, já que na evolução da doença, os pacientes podem ter sintomas respiratórios, ou de outra natureza. Por isso é importante detectá-la o quanto antes”, diz a médica.

A mastocitose, quando bem diagnosticada, pode ser tratada e controlada. O tratamento para a doença é uma combinação de anti-anti histamínicos que os pacientes devem tomar durante o curso da afecção. Alguns medicamentos como o de ácido acetil salicílico, anestésicos opiáceos, substâncias contendo álcool, podem piorar as manifestações.

O desaparecimento da mastocitose ocorre na maioria das vezes na adolescência. Caso não seja tratada, ela pode eventualmente cursar com manifestações alérgicas intratáveis. Nos adultos o acompanhamento é importante porque pode estar relacionado com neoplasias malignas. Ana falará sobre o tema no dia 07 de Setembro, no Riocentro e, além da dermatologista, o evento contará com vários médicos nacionais e internacionais, discutindo os mais diversos temas da área.


22 de agosto de 2010 0

Especialistas recomendam a procura por uma orientação profissional

Comum principalmente entre as mulheres, a celulite movimenta um grande comércio de produtos e serviços que nem sempre são aprovados pelas autoridades ou médicos. Por isso, o tema tem recebido atenção especial de diversos especialistas, que recomendam a procura por uma orientação profissional e alimentação balanceada.

Muitas vezes o tratamento da celulite é complicado. A origem do problema pode estar, entre outras coisas, ligada a fatores genéticos e comportamentais.

A dermatologia oferece tratamentos que utilizam a associação de diversas tecnologias como laser, radiofrequência, raios infravermelhos, ultrassom e massagens.

Segundo Aldo Toschi, dermatologista da Sociedade Brasileira de Dermatologia, esses tratamentos atuam de diferentes formas, em prol da restauração da pele comprometida.

— A massagem dérmica ou drenagem linfática reduz o inchaço, melhorando a elasticidade e a tonificação cutânea; o uso de laser de diodo e dos raios infravermelhos reduz o tecido gorduroso; a aplicação de ultrassom favorece a quebra de moléculas de gordura e potencializa sua eliminação pelo suor e pela urina.

Além desses, ele aponta as emissões de ondas de radiofrequência que aquecem e remodelam as fibras de colágeno reduzindo a flacidez, a estimulação elétrica que fortalece o tônus muscular, os procedimentos de subcisão (um tipo de cirurgia dermatológica) e o uso de preenchedores (como o ácido hialurônico) que diminuem as depressões cutâneas geradas pela celulite.

Mas, Toschi observa que ‘é preciso, que o paciente consulte um profissional para ter a indicação mais adequada de cada técnica, com base em exames gerais e hormonais, que poderá orientar, quando for o caso, uma consulta com médicos de outras especialidades como endocrinologistas ou cirurgiões vasculares’.

Não menos importante estão os cuidados com a alimentação, peso corporal e o índice de massa corporal (IMC). Há relação direta entre a obesidade, celulite e equilíbrio hormonal.

— É preciso observar uma dieta adequada tanto em relação ao que se pode e ao que não se recomenda comer e beber, pois junto com o sedentarismo e a disposição genética, os alimentos inadequados geram celulite — explica Denise Steiner, também da SBD – Regional São Paulo.

PREVENÇÃO NO PRATO

A médica sugere o consumo de alimentos com lecitina (soja), ácidos graxos essenciais (salmão, amêndoas e azeite), aminoácidos (peixe branco, feijão, frango e legumes) e com vitamina C para criação do colágeno saudável (frutas cítricas), como forma de se evitar ou reduzir o problema. E desaconselha alimentos ricos em açúcar, sal, café e bebidas cafeinadas, álcool e alimentos como batatas fritas, pratos prontos e sopas enlatadas, entre outros, pois eles contribuem para o acúmulo de gordura.

— Mas, também as dietas devem ser determinadas por um nutricionista sob a orientação do endocrinologista, para que o tratamento não tenha efeito temporário e o paciente volte a enfrentar a celulite — alerta Denise.

Ela também explica que, no caso das mulheres, o hormônio feminino favorece a retenção hídrica em geral, com agravamento do quadro no período pré-menstrual.

— Por isso dizemos que a alimentação contribui, mas não é a causa principal da formação de celulite, o que reforça a necessidade de acompanhamento médico para o tratamento de cada pessoa — completa a dermatologista.


22 de agosto de 2010 0

Todo mundo tá cansado de saber que fumar faz muito mal. O pulmão e o coração sofrem, aumentando as chances de doenças graves como câncer, o cabelo perde brilho e até o paladar é prejudicado. Com relação à pele, o hábito não é menos prejudicial. “Pessoas fumantes possuem marcas acentuadas de envelhecimento na pele. O calor da chama e o contato da fumaça com a pele provocam o envelhecimento e a perda de elasticidade cutânea”, comenta o doutor Aldo Toschi, sócio efetivo e conselheiro da Sociedade Brasileira de Dermatologia.

Este envelhecimento precoce se dá porque as substâncias presentes no cigarro entopem a circulação sanguínea, como explica o também dermatologista Abdo Salomão Jr. “A nicotina entope a microcirculação e inibe a formação de colágeno e fibras elásticas pela pele. Além disso, promove as linhas de expressão e uma tonalizada amarelo-acinzentada”. O doutor Toschi completa: “o fumo reduz o fluxo sanguíneo da pele, dificultando a oxigenação dos tecidos. A redução deste fluxo parece contribuir para o envelhecimento precoce da pele e para a formação de rugas”.

Além disso, o hábito de fumar em si também acelera a formação de rugas em volta dos lábios. “O ato de puxar a fumaça exercita a musculatura labial repetidas vezes, o que contribui com o aumento das rugas de expressão ao redor da boca, mais desenvolvidas nos fumantes”, explica Abdo.

Com base nesses dados bastante negativos, a indústria de cosméticos tem apostado em produtos especialmente para fumantes. Mas será que eles funcionam? “Os danos já existentes são dificilmente reparados por cosméticos. Os antioxidantes e retinóides e fotoprotetores podem, se tanto, anular os efeitos nocivos do cigarro. O processo de reparação de colágeno e redução de alterações circulatórias crônicas são de difícil reparo por cremes uma vez que sua penetração é restrita ás camadas mais superficiais da pele”, comenta Toschi.

Opinião semelhante tem o doutor Abdo Salomão. “Estes novos produtos ainda estão em fase de estudo. Seus reais benefícios ainda não estão comprovados. Além do mais, causam uma falsa impressão de que os usando o indivíduo estaria protegido dos malefícios da nicotina”, fala. Ou seja, a única solução é mesmo parar de fumar.

Para quem não consegue vencer o vício de jeito nenhum, os médicos apelam para que essas pessoas ao menos diminuam o consumo. “Reduzir ao máximo o consumo de nicotina e aumentar a ingestão de líquidos e alimentos com antioxidantes, além de usar fotoprotetores podem ajudar a reduzir os danos à pele”, esclarece o doutor Toschi. “De fato o melhor caminho é cessar este hábito, que prejudica todo o organismo e não somente a cútis. Nos casos de impossibilidade de cessar, orienta-se tomar muita água (mais de dois l…





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