SBD esclarece dermatologistas sobre emissão de laudos sobre cor, raça ou etnia




13 de novembro de 2019 0

Fruto de percepção pessoal do indivíduo, a declaração de raça e etnia para subsidiar laudo destinado ao sistema de cotas deve ser feita por um médico dermatologista apenas quando o profissional for nomeado assistente técnico para perícia, se necessário. Essa é a orientação da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) para os médicos da especialidade.

Além de garantir segurança ao especialista, a recomendação atende aos interesses do candidato que vier a precisar de avaliação por determinação judicial. “Fizemos um exame jurídico aprofundado e essa recomendação atende o melhor interesse dos candidatos. A declaração de raça e etnia é uma prerrogativa pessoal do cidadão. Um médico especialista deve ser ouvido apenas se houver dúvida”, diz o presidente da SBD, Sérgio Palma.

Pedidos – O tema entrou na pauta da entidade diante do aumento do volume de pedidos de pacientes que buscam dermatologistas para a emissão de laudo para comprovação de raça, cor e/ou etnia para comprovar autodeclaração prestada ao sistema de cotas em concurso público ou privado. Essa demanda decorre do interesse de muitos candidatos em buscar o aumento de suas chances de aprovação ao utilizar essa via.

O Departamento Jurídico da SBD, entretanto, alerta que, caso seja levantada dúvida pelo examinador ou constatada declaração falsa pelo candidato, este deverá comprovar em um processo administrativo a veracidade das suas declarações. Esse tipo de comprovação deve ser produzido em atenção aos parâmetros estabelecidos pelo edital de cada certame.

O sistema de cotas raciais foi instituído pela lei federal nº 12.990/2014, segundo a qual podem concorrer às vagas reservadas a candidatos negros aqueles que se autodeclararem pretos ou pardos no ato da inscrição no concurso público. Para isso, devem ser observados os critérios de cor, raça ou etnia apontados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Processo – Declaração considerada falsa pode eliminar o candidato e, caso tenha sido nomeado, poderá ver anulada a sua admissão ao serviço ou emprego público. Nesse caso, é instaurado um processo administrativo, garantindo o contraditório e a ampla defesa. Na avaliação da SBD, na dermatologia, a questão da cor da pele só tem importância no ato médico quando necessária manifestação do especialista para fins de terminação de um tratamento dermatológico.

A Sociedade Brasileira de Dermatologia reitera que mobilizou seu Departamento Jurídico para dirimir dúvidas dos especialistas. Nesse sentido, médicos dermatologistas podem buscar esclarecimento e orientação pelo e-mail: defesa-juridico@sbd.org.br.


13 de novembro de 2019 0

A SBD comunica com pesar o falecimento da dermatologista Iza Maria Correia Bottene, do Serviço de Dermatologia da Faculdade de Medicina de Jundiaí. Ela faleceu na manhã desta quarta-feira (13/11).

Em nome dos mais de 10 mil associados, a SBD lamenta a perda e oferece sua solidariedade aos familiares, amigos e colegas.


13 de novembro de 2019 0

O trabalho da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) foi destaque da edição nº 72 da newsletter da European Academy of Dermatology and Venereology (EADV). A publicação reproduziu texto redigido pelo presidente da SBD, Sérgio Palma, onde aborda alguns algumas das principais preocupações da atual gestão da entidade.

CLIQUE AQUI E CONFIRA O TEXTO COMPLETO

A newsletter destaca ainda pontos do histórico da entidade e o tamanho da população de especialistas em dermatologia associados à SBD, que já chega aos 9,5 mil profissionais. Também traz informações sobre o investimento em produção científica e as ações sociais e em prol dos especialistas capitaneadas pela entidade.

Dezembro – Por exemplo, no que se refere à parte científica, o texto evidencia o papel fundamental dos Anais Brasileiros de Dermatologia (ABD) para a SBD, dentre outros pontos. Já com respeito às ações sociais foram citadas as campanhas de prevenção à hanseníase e ao câncer de pele, com especial foco no Dezembro Laranja de 2018, na qual foram promovidas atividades em diversos estados. A campanha também contou com ampla cobertura da mídia nacional e, com isso, as diretrizes da SBD sobre o tema foram divulgadas em maior escala.

Na esfera da defesa profissional, foi ressaltado o contínuo trabalho da SBD na luta contra a invasão de competências em dermatologia promovida por outras especialidades médicas e por outras categorias profissionais da área da saúde, com ênfase em atividades nos campos da estética e da cosmiatria.

Invasão – “É válido lembrar que essa confrontação fomentada pela SBD na esfera legal contra a tentativa de invasão de outras categorias profissionais levou a mais de 440 representações legais nos últimos três anos e resultou em diversas decisões favoráveis aos dermatologistas brasileiros”, cita trecho do texto.

A publicação europeia foi criada em 1925 e é uma referência para a especialidade ao trazer artigos científicos atualizados e baseados nas mais recentes evidências científicas, além de ser bilíngue (português e inglês), o que ajuda no maior alcance dos estudos.

 

 


7 de novembro de 2019 0

Para fortalecer a conscientização da importância de os homens se prevenirem contra o câncer de próstata, o presidente da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), Sérgio Palma, gravou vídeo de apoio à campanha #Azultitute, liderada pelo Instituto Lado a Lado pela Vida (LAL), de São Paulo (SP). O grupo foi o criador da Campanha Novembro Azul, no Brasil. Na mensagem, o líder nacional da SBD reforça a importância das consultas regulares ao médico urologista para falar sobre prevenção, diagnóstico precoce e tratamento da doença.

ASSISTA AQUI À MENSAGEM DE VÍDEO

Para Sérgio Palma, participar dessa iniciativa é importante, “uma vez que os homens brasileiros não se preocupam tanto com a saúde”. Para ele, a falta de informação e o preconceito são alguns dos motivos pelos quais os homens deixam de lado procedimentos simples, indolores e fundamentais para a identificação de doenças, como o câncer de próstata, por exemplo.

“Precisamos falar de prevenção a todo instante. Muitos homens, por questões culturais, emocionais e psicológicas, só procuram o médico em situações extremas. Isto é, quando realmente se sentem muito mal”, adverte. Segundo o presidente da SBD, “foi uma honra participar do movimento e colaborar com a promoção e prevenção à saúde integral do homem”.

O câncer de próstata é o segundo mais comum entre os homens, com mais de 68 mil casos, em 2018. Por ano, há registro de 15 mil mortes, segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA).  Em contrapartida, apesar de grave, a doença tem 90% de chances de cura se for detectada precocemente, o que reforça a importância de consultas médicas e exames frequentes, em especial para homens acima de 50 anos ou de 45 anos, no caso dos que têm histórico familiar da doença ou são afrodescendentes.

Pesquisa – Além da campanha #Azultitude, o Instituto Lado a Lado pela Vida realizou uma pesquisa inédita, em parceria com o Grupo Abril, sobre a saúde do homem brasileiro. O trabalho, intitulado “Um novo olhar para a saúde do homem”, chamou a atenção para o quadro de fragilidade emocional desse segmento da população. Segundo os dados, 63% sentem ansiedade, 46% sofrem com tristeza e 23% lutam contra a depressão.

Problemas financeiros e a falta de disponibilidade de consultas nos postos de saúde são apontados como os principais obstáculos apontados pela baixa adesão dos homens às práticas preventivas. Na sequência, vem a auto percepção de que a pessoa está bem de saúde.

“Essa ilusão preocupa ainda mais se levarmos em conta que 23% dos respondentes dizem substituir uma consulta por uma pesquisa na internet com certa frequência”, afirma Marlene Oliveira, presidente e fundadora do Instituto Lado a Lado pela Vida.

Outros pontos preocupantes relacionados à prevenção do câncer de próstata reiteram esses pontos. Os números revelam que, entre os homens com mais de 40 anos, quase metade não têm o hábito de ir ao urologista. Esse percentual se eleva para 54% no Sul do País. Entre os usuários do Sistema Único de Saúde (SUS), 58% não vão ao urologista, o que ocorre somente com o encaminhamento após o primeiro contato do usuário na rede pública, que é feito pelo clínico geral.
 
Um dado positivo da pesquisa foi confirmar que a Campanha Novembro Azul, lançada em 2011, é conhecida por 94% dos entrevistados: 24% afirmam estar mais atentos com a saúde e 8% começaram a fazer exames regularmente, após esse lançamento.

“Desde o início, o objetivo da campanha Novembro Azul é o de informar os homens sobre a importância da prevenção e diagnóstico precoce do câncer de próstata e o resultado do estudo mostrou que houve uma mudança de comportamento e alguns homens passaram a tomar as rédeas de sua saúde. Entretanto, muitos ainda demonstram uma resistência quase natural para fazer exames de rotina ou mesmo diagnosticar algum problema alertado por um sintoma”, diz Marlene.

Com informações do Instituto Lado a Lado pela Vida.

*Foto G1


5 de novembro de 2019 0

No último dia dos eventos organizados pela Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), no Rio Grande do Sul, exposições e debates trataram de diferentes temas de interesse dos especialistas. As palestras abordaram aspectos do trabalho de defesa profissional, coordenado pela entidade; de formas éticas de uso das redes sociais; e de inovações técnicas e científicas com o intuito de aperfeiçoar os procedimentos oferecidos nos consultórios. 

A atualização da defesa profissional foi o tema da palestra do presidente da SBD, Sérgio Palma, no sábado (2/11), durante o encerramento do IV Simpósio Internacional de Cabelos e Unhas, da 27ª Jornada Sul Brasileira de Dermatologia e da 44ª Jornada Gaúcha de Dermatologia, em Gramado (RS). 

“Estamos atuando fortemente contra a invasão de competências em nossa especialidade. Constantemente, estamos nos reunindo com parlamentares e representantes do Ministério da Saúde, Ministério Público e Poder Judiciário a tomarem providências imediatas contra a realização de procedimentos estéticos invasivos por pessoas sem formação médica”, destacou.

Na oportunidade, ele ainda falou sobre “Abordagem e condução do paciente com complicação de tratamentos estéticos realizados por não médicos. Durante as atividades, Palma esteve acompanhado por outros três membros da diretoria nacional da SBD: Mauro Yoshiaki Enokihara (vice-presidente), Cláudia Carvalho Alcântara Gomes (secretária-geral) e Egon Luiz Rodrigues Daxbacher (tesoureiro). 

Outro tema tratado no mesmo dia foi a utilização das redes sociais por médicos a fim de divulgar seu trabalho. O assunto foi apresentado pelo coordenador médico de Mídia Eletrônica da SBD, Maurício Amboni Conti (foto acima), na conferência “Imagem nas mídias sociais: como fazer de forma ética? ”.

“Nas redes sociais, o médico precisa falar de problemas que podem ajudar a sociedade e não de si próprio. Não há um engajamento ao mostrar foto do médico. Independente de qual rede social é possível praticar o que pode ser chamado de “olha para isso” ao invés de “olha para mim”. O importante é falar sobre o que é relevante para o paciente”, explicou.

Outros temas – Na sequência, o cirurgião plástico David Sena falou da tecnologia digital aplicada à gestão de consultórios e a médica Ana Paula Manzoni discorreu sobre novos procedimentos em cosmiatria. 

Também houve discussões em torno de questões científicas. Aproximadamente um terço das crianças com dermatite atópica moderada e grave apresentam alguma alergia alimentar associada. O alerta foi feito durante palestra da Magda Blessmann Weber, membro da Comissão Científica da SBD. 

A médica reforçou que dietas restritivas não devem ser aplicadas de rotina para tratamento por não apresentarem benefícios, salvo em casos com alergia comprovada. Outro aspecto é a mudança cultural nos tempos atuais, na qual os pais superprotegem as crianças impedindo a criação de anticorpos.

“O contato das crianças pequenas ocorre mais tarde e há relato de casos de crianças que são criadas naquilo que chamamos de “bolha”, acabam tendo alergias que podem até mesmo evoluir para quadros de anafilaxia, por conta de não terem sido “vacinadas” contra alguns alérgenos”, afirmou.

Os sinais de alerta para diagnóstico de linfomas cutâneos foi o tema da assessora do Departamento de Fotobiologia, Tatiana Basso Biasi. “O linfoma cutâneo não é tão frequente quanto os outros, mas não deixa de ser importante. Podem se apresentar como manchas na pele avermelhadas que descamam e alguns pacientes podem ter coceira. Geralmente é um diagnóstico que demora para ser feito porque os sintomas se confundem com outras doenças”, salientou.

O bloco teve aula também dedicada a atualização em vacinas, com André Avelino Costa Beber; diagnóstico diferencial de lesões pigmentadas em crianças, com Thaís Corsetti Grazziotin e manejo dos tumores e malformações vasculares nos pacientes pediátricos, com Flávia Pereira Reginatto.

O IV Simpósio Internacional de Cabelos e Unhas, a 27ª Jornada Sul Brasileira de Dermatologia e a 44ª Jornada Gaúcha de Dermatologia foram uma realização da SBD, em parceria com a Secção RS (SBD-RS).

Com informações da assessoria de imprensa SBD-RS


5 de novembro de 2019 0

O sucesso do IV Simpósio Internacional de Cabelos e Unhas, da 27ª Jornada Sul Brasileira de Dermatologia e da 44ª Jornada Gaúcha de Dermatologia foi destacado pelo presidente da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), Sérgio Palma, no encerramento do evento ocorrido entre os dias 31 de outubro e 2 de novembro, em Gramado (RS). Aproximadamente mil médicos participaram dos eventos. 

“Foram três dias de aprendizado e troca de experiências na área da dermatologia. Ressalto o embasamento científico que tivemos. Há sempre muita inovação e tecnologia, mas trouxemos essa visão com uma abordagem baseada em evidências. Aqui é um ambiente acadêmico de formação que traz suporte ao médico em benefício dos pacientes”, comentou.

Palma ressaltou também a parceria forte entre a SBD e regional Rio Grande do Sul e o brilhante trabalho desenvolvido pela presidente da filiada, Taciana Dal’Forno Dini. Durante as atividades, ele esteve acompanhado por outros três membros da Diretoria da SBD Nacional: Mauro Yoshiaki Enokihara (vice-presidente), Cláudia Carvalho Alcântara Gomes (secretária-geral) e Egon Luiz Rodrigues Daxbacher (tesoureiro).

“O que ouvimos nos últimos dias foram só elogios, tanto em relação a infraestrutura quanto da qualidade das aulas. Tivemos experts de todo o país, cada um em sua área de atuação, falando de doenças infecciosas, oncologia, cosmiatria, laser e tecnologia e cirurgia dermatológica. Entregamos um evento amplo que abordou a dermatologia em sua forma integral e blocos dedicados a outros temas como defesa profissional, aspectos éticos e de marketing”, afirmou.

Cursos – Além do sucesso das conferências, palestras e mesas-redondas, outro momento elogiado pelos participantes foi em relação aos cursos realizados no evento. Diversos membros da atual Diretoria da SBD estiveram à frente de atividades e disseminaram conhecimentos entre os congressistas.

As assessoras do Departamento Científico de Cabelos e Unhas, Bruna Duque-Estrada e Giselle Martins Pinto, abordaram a tricoscopia nas alopecias cicatriciais e a aplicação em alopecias não cicatriciais, respectivamente. Já a coordenadora do Departamento de Cosmiatria Dermatológica, Alessandra Ribeiro Romiti (foto abaixo), transmitiu ensinamentos sobre a anatomia aplicada aos procedimentos injetáveis. A médica falou também sobre o uso da toxina botulínica na melhora do contorno facial.

Outro curso de destaque foi conduzido pelo assessor do Departamento de Doenças Infecciosas e Parasitárias da SBD, André Avelino Costa Beber. O especialista ministrou aula dedicada à atualização em vacinas. O IV Simpósio Internacional de Cabelos e Unhas, a 27ª Jornada Sul Brasileira de Dermatologia e a 44ª Jornada Gaúcha de Dermatologia foi uma realização da SBD, em parceria com a Secção RS (SBD-RS).

Com informações da assessoria de imprensa da SBD-RS
 


18 de outubro de 2019 0

 

Neste 18 de outubro, data dedicada aos médicos, a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) lança uma campanha focada nos seus associados, mostrando o quão importante eles são para a medicina, o País e seus pacientes. Dedicação, competência, cuidado, eficácia, segurança: estes são atributos reconhecidamente presentes na prática na especialidade, que serão destacados em mensagens positivas e direcionadas a quem atua na linha de frente.

“Esperamos que todos compartilhem essas peças com seus amigos, colegas e pacientes. É importante que todos reconheçam no dermatologista um profissional competente e altamente preparado para cumprir seu papel. É preciso jogar foco sobre essas qualidades que sempre estiveram presentes, mas que acabam perdendo espaço na correria do dia-a-dia”, ressaltou o presidente da SBD, Sérgio Palma.

Faça o download das peças e compartilhe!

Além das peças distribuídas em redes sociais e por Whatsapp, Sergio Palma enumera outras iniciativas que buscam o reconhecimento das características que fazem parte da prática dermatológica no Brasil. Segundo contou, não só em 18 de outubro, mas de forma contínua, a atual gestão da SBD está ampliando sua atuação em diferentes frentes para assegurar a valorização da especialidade. A equipe que preparou o material sugere que as peças sejam compartilhadas em canais de redes sociais, como cards ou mesmo como layouts. Também podem ser instaladas como banners em sites ou mesmo compartilhadas em grupos de trocas de mensagens.

Boa notícia – Ponto positivo nesse trabalho foi a presença da SBD em audiência pública, nesta semana, organizada pela Comissão de Seguridade Social e Família (CSSF) da Câmara dos Deputados. Do encontro, os dermatologistas, representados por Sergio Palma, sairão com uma boa notícia. Os parlamentares decidiram recomendar à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) que todos os medicamentos e substâncias para aplicação injetável sejam vendidos mediante prescrição médica.

Os políticos também sugeriram a criação de normas que imponham ao produtor e distribuidor informar data, lote de fabricação e validade desses produtos, assim como que seja informada sua destinação e o registro do médico responsável. A Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) ofereceu subsídios aos parlamentares que levaram a essa tomada de decisões. “A SBD está cada vez mais presente no Congresso Nacional. Os resultados começam a aparecer quando conseguimos sensibilizar os tomadores de decisão para questões importantes, como estas”, disse Palma.

Com as ações práticas, de convencimento de parlamentares e de fortalecimento do trabalho da instituição em campos como educação, pesquisa e ciência, a SBD entende que “todos os dias serão dias do médico, sobretudo do dermatologista”, como reiterou Sergio Palma.

“Ao buscar o reconhecimento de nosso papel, de nossas competências e de nosso compromisso com a saúde individual e coletiva, estimularemos o retorno aos dermatologistas daquilo que tanto merecem: a gratidão pelo empenho na assistência”, destacou. Segundo o presidente da SBD, a Gestão 2019-2020 tem atuado nesse sentido e continuará a fazê-lo nos campos jurídico, da comunicação e político, dentre outros.

 


11 de outubro de 2019 0

<p style=”text-align: justify;”>Após quase uma década de pleito para inclusão dos imunobiológicos no tratamento da psoríase moderada a grave, a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) comemorou, recentemente, a publicação dos Protocolos Clínicos e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) de Psoríase e Hidroadenite. Os textos incorporam alguns medicamentos imunobiológicos para pacientes não controlados com as terapias vigentes, o que, certamente, trará grande alívio para quem sofre dessas doenças crônicas de difícil controle.</p>

<p style=”text-align: justify;”><a href=”http://admin.sbd.org.br/mm/cms/2019/10/11/posicionamento-biosimilares–site-sbd-e-redes-sociais.pdf” target=”_blank”>Leia a íntegra do texto.</a></p>


11 de outubro de 2019 0

O Termo de Consentimento Informado é um documento que presta esclarecimentos ao paciente ou a seus responsáveis sobre a realização de procedimentos com segurança. Nele, são apresentados por meio de escrita simples e linguagem acessível a proposta terapêutica e os procedimentos a utilizar, assim como possíveis complicações ou riscos da assistência prestada. Deve possuir dados de identificação do paciente, de seu responsável e do médico, bem como a assinatura dos envolvidos; emitido em duas vias, uma delas fica com o paciente. 

Para o presidente da SBD, Sérgio Palma, é fundamental que o médico ofereça todas as orientações relativas aos cuidados que prestará, bem como aos procedimentos e possibilidade de efeitos colaterais e intercorrências.

“É primordial manter a comunicação efetiva com o paciente. Dessa maneira, não se deve apenas pedir que o paciente ou seu responsável assine um papel para cumprimento das exigências, mas sim informá-lo detalhadamente sobre todo o tratamento/procedimento”, frisa, lembrando a sugestão de deixar um espaço no termo para que o paciente escreva do próprio punho suas observações.

A Sociedade Brasileira de Dermatologia disponibiliza sugestão de documento a fim de auxiliar o médico dermatologista em sua missão de agir com o máximo de atenção e zelo, em benefício da saúde de seus pacientes, conforme determinam os Princípios Fundamentais do Código de Ética Médica. A entidade ressalta que o presente modelo é uma sugestão e não isenta o profissional de sua responsabilidade sobre o Ato Médico.

Clique para ver sugestão de modelo do formulário para futuras reproduções. O profissional é livre para adaptar ao termo o que achar mais adequado.


2 de outubro de 2019 0

O presidente da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), Sergio Palma, representou a especialidade em dois importantes atos nesta semana, em Brasília. Na manhã de quarta-feira (1º de outubro), ele acompanhou a posse do novo procurador Geral da República, Augusto Aras. Na noite do dia anterior (30), participou da solenidade em que o médico Mauro Luiz de Britto Ribeiro assumiu o comando do Conselho Federal de Medicina (CFM).

“Foi importante acompanharmos essa solenidade. Tanto o CFM quanto o MPF são parceiros dos dermatologistas na luta em favor de seus pleitos. No Conselho, temos participado ativamente da Câmara Técnica que se dedica a nossa especialidade, onde temos apresentado nossas preocupações, inclusive a atualização das regras de publicidade médica. No âmbito do Ministério Público, há inúmeras denúncias encaminhadas pela SBD e, em diversas oportunidades, essa instância tem apoiado a Sociedade em suas críticas à invasão de competências contra o ato médico”, disse Sérgio Palma.

O procurador Augusto Aras defendeu a continuidade da “lavajato" e o combate à corrupção. “Nosso trabalho terá ênfase no enfrentamento de toda criminalidade. Esse é o compromisso que assumimos neste momento para velarmos pela Constituição", disse na cerimônia. Ele afirmou, ainda, que tudo será feito para que o Brasil seja elevado ao status que merece, com valores e garantias, respeito ao meio ambiente e às minorias. “Como representante legítimo, estou consciente da importância e da gravidade do cargo. Terei como objetivo a busca da pacificação para fazer um país dos sonhos, com desenvolvimento e justiça", reiterou.

Por sua vez, o novo presidente do CFM fez um discurso emocionado, de mais de 30 minutos, durante o qual agradeceu o apoio da família e dos amigos e elencou uma série de desafios e de prioridades que serão enfrentados pelo Conselho Federal de Medicina. Em sua fala, ele enfatizou a necessidade de união das entidades médicas e de todos os conselheiros (efetivos e suplentes) para o enfrentamento dos desafios impostos.

“A crise na medicina brasileira é tão grave, que, neste momento, temos de nos despir de nossas vaidades, sentarmo-nos juntos e fazermos realmente algo que faça a diferença”, enfatizou. A abertura indiscriminada de escolas médicas, a defesa do Revalida e a realização do exame de proficiência para os egressos dos cursos de medicina foram alguns dos pontos destacados por Mauro Ribeiro em seu discurso.

Confira alguns trechos do discurso

Escolas médicas – No governo da presidente Dilma Rousseff, foi vendido para a imprensa e para a sociedade brasileira que havia falta de médicos no Brasil. Com base nessa falácia, o governo autorizou a abertura de inúmeras escolas médicas, com o objetivo de popularizar a medicina, formar médicos a granel e levá-los para o interior, e, assim, oferecer saúde para a população. Nada mais falso do que isso. Nós podemos pegar o médico mais capaz, colocá-lo numa cidadezinha no interior do meu Mato Grosso do Sul, mas ele não fará diferença nos indicadores de saúde daquela comunidade. O que devemos ter é uma equipe de profissionais naquele local, com condições mínimas de atendimento, medicamentos, um mínimo de exames. Só assim será possível fazer a interiorização da saúde.

Demografia médica – Há seis anos, formávamos 14 mil médicos no Brasil; hoje, são 24 mil médicos formados anualmente. E, quando todas essas faculdades abertas estiverem formando, daqui a 8 anos, serão 35 mil novos médicos no Brasil todos os anos. Levando em conta que os médicos trabalham por 44 anos, segundo levantamento feito pelo professor Milton de Arruda Martins, daqui a 40 ou 50 anos, teremos 1,5 milhão de médicos no Brasil. E, se houver flexibilização para esses brasileiros que foram estudar no exterior, serão mais 500 mil médicos. Ou seja, em 40 ou 50 anos chegaremos à marca inacreditável de 2 milhões de médicos para uma população de 230 milhões de pessoas. É a popularização total da medicina. Sem ser catastrofista, será o fim da nossa profissão. Estarei morto até lá, mas este é um legado que temos de resolver agora.

Residência médica – O que a presidenta Dilma Rousseff e seu ministro Alexandre Padilha fizeram foi uma expansão absurda no número de vagas, em lugares sem a menor condição de um processo de ensino e aprendizagem. Só hoje temos 35% de vagas ociosas, em termos gerais, nesses programas de residência médica. No caso da Medicina de Família e Comunidade, há 74% de vagas ociosas. Em terapia intensiva, que agora passamos para o acesso direto, a ociosidade é de 50%. Não existe infraestrutura hospitalar, no Brasil, que permita um aumento no número de vagas na residência médica para acompanhar esse aumento exponencial de vagas de graduandos. Esse é o tamanho do problema que temos de resolver. Temos de desarmar essa bomba.

União das entidades médicas – É intenção dessa gestão atuar junto da Associação Médica Brasileira, da Fenam, da FMB, que são nossas grandes parceiras. Muitas vezes esse relacionamento é prejudicado por razões políticas, mas a crise na medicina brasileira é tão grande, tão grave, que neste momento temos de nos despirmos de nossas vaidades, sentarmo-nos, e fazermos realmente alguma coisa que faça a diferença na medicina brasileira.

Críticas ao CFM – Muito do que o CFM foi criticado – em relação à vinda dos médicos cubanos para o Brasil, em relação ao Revalida e à abertura de escolas médicas, como se fosse omisso nesses pontos –  é justamente o conjunto de grandes bandeiras pelas quais mais batalhou, em todos os níveis, junto com as outras entidades médicas. As críticas não deixaram qualquer tipo de sequela, qualquer tipo de sentimento negativo. Pelo contrário, nos fizeram refletir no sentido de que como nós nos comunicamos mal com os médicos brasileiros. Porque se nós trabalhamos tanto, inclusive no setor de comunicação, e não conseguimos passar nem aquilo que são as nossas bandeiras, é um momento de refletirmos e de darmos um passo adiante.

Fiscalização – Um dos pilares das competências legais dos conselhos de medicina é a fiscalização, que vai estar mais uma vez sob a responsabilidade do conselheiro Emmanuel Fortes, que faz um trabalho brilhante há dez anos. Existem resistências, por isso vamos aprimorar, dialogar com os conselhos regionais. O CFM está pronto para mudar o que for necessário, mas uma vez que cheguemos a um consenso, vamos pedir para que os conselhos regionais sigam o que estiver determinado pelo CFM em resolução. Isso é fundamental, não para o CFM, mas para o próprio Ministério da Saúde. Precisamos juntar todas as informações para podermos encaminhar as políticas dentro do CFM. Os dados também serão úteis até nas políticas públicas dentro do Ministério da Saúde, no sentido de fazermos um raio-X de como está a saúde no Brasil, tanto a básica quanto hospitalar no Brasil.

Cubanos – A posição do CFM é clara, não só para médicos cubanos, mas para os brasileiros formados no exterior também. O CFM não admite, nunca admitiu, médicos trabalhando neste país sem CRM. Quer trabalhar? Formou no exterior? É estrangeiro, ou é brasileiro, não tem problema. O nosso único pedido, sem arrogância e sem prepotência, é que essas pessoas façam o Revalida. Que eu sempre repito, não é um exame aplicado pelo CFM, nem pelas outras entidades médicas, é um exame do MEC, aplicado pelo Inep. Qual a culpa das entidades médicas e do CFM se as pessoas formadas no exterior não conseguem passar no Revalida? No Revalida de 2017, que terminou agora em 2019, eram quase 8.500 candidatos, passaram 300 e pouco, 4%. Que culpa que nós temos disso?

Revalida – O Revalida é uma luta: por três vezes, em negociações no Inep, o CFM, com o apoio da Associação Médica Brasileira (AMB), esteve a ponto de ser o responsável pela aplicação do Revalida, mas infelizmente, em todos esses momentos, houve troca no governo. Em todos os países do mundo (Estados Unidos, Europa ocidental, Canadá, Austrália, Nova Zelândia), quem defende a sociedade em relação a quem quer imigrar para lá são o Executivo, o Legislativo e o Judiciário. E aqui no Brasil é o contrário, são as entidades médicas que ficam lutando com nossos representantes dentro do Congresso Nacional para que essas barbaridades não ocorram. Agora, há um movimento dentro do Congresso Nacional para flexibilizar a revalidação de títulos, o que é inconcebível para todas as entidades médicas´. Nisso estamos juntos, estamos unidos, porque é inconcebível. Não por uma questão de mercado, mas de defesa da sociedade. E é essa a mensagem que tentamos passar dentro do Congresso Nacional.

 





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