SBD investe no credenciamento de serviços de ensino pelo Brasil




26 de setembro de 2019 0

Para garantir a qualidade da formação profissional dos dermatologistas, a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) tem trabalhado de forma contínua na avaliação e credenciamento dos serviços de ensino e pesquisa da especialidade de todo o País. Atualmente, a Comissão de Ensino da entidade chancela a atuação de 89 centros de residência e especialização (lato sensu), distribuídos nos 26 estados e Distrito Federal.

Para conferir os Serviços Credenciados, clique aqui.

Conforme reforça a presidente da Comissão de Ensino da SBD na gestão 2017/2018, Cacilda Souza, o objetivo da iniciativa é garantir que todos os médicos possuam as competências necessárias para a prática profissional ao concluir sua especialização em Dermatologia.  

“Assim como a Comissão Nacional de Residência Médica (CNRM), a SBD também avalia os centros de residência e especialização, mas com base em normas dispostas em um regimento próprio. São critérios de avaliação semelhantes, relacionados à composição do corpo docente, à carga horária – mínima e máxima –, à infraestrutura da localidade, entre outros. Queremos assegurar qualidade de ensino aos estudantes e um bom atendimento aos futuros pacientes”, informa Cacilda Souza.

Descentralização – Segundo a especialista, outro foco do trabalho – conduzido já há alguns anos – é estimular o credenciamento de instituições em regiões mais distantes, em especial no Norte e Nordeste, onde a oferta de dermatologistas ainda é menor em comparação ao eixo Sul-Sudeste. Em sua avaliação, é fundamental que a entidade alcance também essas localidades, para auxiliar no adequado desenvolvimento dos serviços estaduais.

“Quando a Comissão Verificadora faz uma visita de inspeção, o objetivo não é punir ou depreciar o centro de ensino. A intenção é avaliar para identificar possíveis problemas e buscar soluções em conjunto. Se existirem inconsistências, serão apontados os meios de resolução, sempre atrelados a um prazo. No geral, esse tempo de chancela a uma instituição pode variar entre um e seis anos. Em visitas seguintes, é avaliada a possibilidade de recredenciar o serviço em função dos avanços demonstrados”, explica.

Nos últimos cinco anos, o número de serviços com vagas credenciadas pela Comissão de Ensino da SBD aumentou 15,5%, passando de 77 centros de ensino em Dermatologia, em 2015, para 89, em 2019. Nesse período, somente no Norte e Nordeste, foram incorporados serviços nos estados do Maranhão, Pará, Paraíba, Alagoas e Piauí.

Qualificação – De acordo com o presidente da SBD, Sergio Palma, os médicos que optam por estudar num centro sem o credenciamento da entidade estão sujeitos a lacunas na sua formação, principalmente no que se refere à prática clínica, não obtendo assim o conhecimento mínimo indicado para atuar na área dermatológica.

“O grande risco é a qualidade questionável da formação. Há cursos em que o estudante passa apenas dois ou três dias em atendimento e nos demais ele foca somente em questões teóricas. Se o aluno tem uma carga horária de atendimento tão reduzida, o treinamento fica prejudicado e como consequência será bem diferente do residente com experiência prática e vivência junto a pacientes”, conclui ele.

Palma lembra ainda que cursos de pós-graduação lato sensu não conferem ao médico o direito de se inscrever nos conselhos de medicina como especialistas ou anunciarem tais títulos. "Atualmente, apenas duas formas podem levar o médico a obter a especialização: por meio de uma prova de títulos e habilidades das sociedades de especialidades filiadas à Associação Médica Brasileira ou por residência médica reconhecida pela Comissão Nacional de Residência Médica", explica.


Reunião entre Diretoria e membros da Comissão de Ensino da SBD

 


25 de setembro de 2019 0

A conversão da Medida Provisória nº 881 na Lei nº 13.874, de 20 de setembro de 2019, (Denominada Lei da Liberdade Econômica), não suspendeu os efeitos das normas éticas que regulam a publicidade e a propaganda médicas no País. O alerta foi dado pela Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) em nota enviada aos especialistas e à população.

VEJA ABAIXO A ÍNTEGRA DA NOTA DA SBD

De acordo como esclarecimento, preparado pela Assessoria Jurídica da entidade, “entende-se que a Lei nº 13.874/2019 atribui à administração pública e demais entidades vinculadas a regulação de questões éticas do exercício profissional, conforme previsão legal”. No caso do Conselho Federal de Medicina (CFM), essa outorga está expressa na Lei nº 3.268/57.

Econômica/financeira – Outro argumento é que a atividade médica não pode ser entendida como atividade econômica/financeira, ficando, assim, excluída do alcance da nova lei. “Nesse sentido, as normas vigentes sobre publicidade médica, regulamentadas pelos Conselhos de Medicina, não são indevidas e nem restringem o mercado de trabalho e a liberdade econômica, sendo que a não observação das regras que ainda estão em vigor ficará sujeita à fiscalização dos Conselhos de Medicina”, alerta a SBD.

Contudo, o presidente da Sociedade, Sérgio Luiz Palma, reitera que a entidade continuará trabalhando pela modernização dessa norma. Segundo ele, o CFM tem sido acionado para que faça ajustes, ouvindo a comunidade médica. “Nosso interesse é abrir um debate que leve à reflexão sobre o escopo em vigor, atualizando-o para que o médico possa contar com proteção ética e atuar em sintonia com as mudanças nas relações em sociedade e com as novas tecnologias de comunicação”, afirmou.

Download da Nota SBD

 


23 de setembro de 2019 0

A Sociedade Brasileira de Dermatologia lamenta o falecimento do médico dermatologista Clarence Pires, aos 86 anos, no dia 21 de setembro (sábado), em João Pessoa. Clarence foi um dos fundadores da Regional Paraíba, prefeito de Sousa (PB) e ex-deputado. Teve importante atuação no controle, diagnóstico e tratamento da hanseníase na Paraíba.

Em nome dos associados, a Diretoria da SBD expressa solidariedade e apresenta condolência a todos os familiares, amigos e colegas.


Na foto, Clarence (de camisa azul) participa da celebração pelos 50 anos de criação da SBD-PB, ocorrida em janeiro, ao lado de ilustres dermatologistas paraibanos, como Francisca Estrella (lado dir.)


13 de setembro de 2019 0

O simpósio coordenado pelo vice-presidente da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), Mauro Enokihara, a respeito do "melanoma" – câncer de pele extremamente agressivo – foi um dos destaques do segundo dia de atividades científicas do 74º Congresso da SBD, que acontece no Rio de Janeiro até o dia 14 de setembro. Na oportunidade, os palestrantes do simpósio apresentaram tópicos sobre conceituação, métodos diagnósticos e tratamentos disponíveis para a doença.
 
Em sua participação, Mauro Enokihara ressaltou a importância do caráter interdisciplinar na assistência ao paciente com melanoma e abordou aspectos relacionados ao desenvolvimento da inteligência artificial, com foco na capacidade dos sistemas de interpretar corretamente dados e transformá-los em informações úteis, que podem auxiliar no diagnóstico do melanoma.

 
"A introdução de aparelhos na dermatologia vem ocorrendo já faz alguns anos. Em 2017, ocorreu a primeira publicação científica sobre a classificação das lesões dermatológicas feitas por computador. Redes neurais artificiais analisaram cerca de 130 mil imagens, com sucesso na diferenciação entre lesões benignas e malignas, demonstrando alto nível de competência", informou.
 
De acordo com o vice-presidente da SBD, o auxílio de computadores de alto desempenho tende a ser uma realidade no futuro. No entanto, garante ele, não há motivos para preocupação por parte dos especialistas, pois as máquinas – além de serem passíveis de falhas – não podem substituir a relação médico-paciente, hoje ancorada na afetividade, no acolhimento integral do indivíduo doente e na compreensão dos diversos aspectos inerentes à natureza humana.
 
Já a oncologista clínica e Chefe da Divisão de Pesquisa do Instituto Nacional de Câncer (Inca), Andreia Melo, comentou o atual estado do tratamento sistêmico do melanoma. Segundo ela, muitos avanços aconteceram recentemente e diferentes substâncias com eficácia balizada por pesquisas e com perfis de toxicidade já estão disponíveis para os pacientes.
 
"Os estudos sobre melanoma têm conseguido trazer respostas para dúvidas a respeito das alterações moleculares, das mutações de genes, entre outros fatores sobre o modo como esses tumores se desenvolvem. As evidências têm indicado a utilização de terapia alvo combinadas como uma das alternativas (imunoterapia) mais eficazes para tratar a doença e garantir qualidade de vida aos pacientes", disse.


Melanoma acral – Também na coordenação do simpósio, Carlos Barcaui ministrou palestra sobre temas clínicos do melanoma acral, tipo raro de câncer, mais frequente em peles morenas e sem relação direta com a exposição ao sol. "Cerca de 30% desses casos recebem um diagnóstico equivocado. Os dermatologistas devem investir mais em examinar a região plantar e ter em mente essa patologia nos episódios de lesão acral inespecífica", salientou.


O encontro contou ainda com a participação de Juan Piñeiro-Maceira, docente da Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), comentando a histopatologia do melanoma acral. Para o palestrante, os dermatologistas precisam estar capacitados para reconhecer as características de lesões e diferenciar manifestações benignas e malignas.
 
"No melanoma, é importante atentar ao padrão de cristas paralelas durante a dermatoscopia. No entanto, qualquer diagnóstico preciso deve ser fundamentado no comprometimento da junção da derme e epiderme e, em alguns casos, pela extensão da proliferação para a derme superior, atestada por um patologista", explicou.

 

 


12 de setembro de 2019 0


Os médicos dermatologistas Sérgio Palma (atual presidente da SBD), Claudia Maia, José Antonio Sanches (presidente da SBD gestão 2017/2018), Sineida Berbert e Paulo Oldani

O Brasil passa a contar com um protocolo clínico e diretrizes terapêuticas para o atendimento de pacientes com psoríase. A Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) comemora a publicação da portaria nº 10/2019, da Secretaria de Atenção Especializada à Saúde, vinculada ao Ministério da Saúde, como resultado do esforço da entidade, por meio de seus representantes, para sensibilizar o Governo acerca dessa necessidade.

Entre os aspectos que passam a ser regulados, estão a forma de acesso dos pacientes com psoríase à medicação gratuita dentro da rede pública; os critérios para fechamento de diagnóstico; a exigência de que gestores do SUS observem as normas; e a obrigação de que os médicos informem o paciente, ou seu responsável legal, sobre os potenciais riscos, benefícios e efeitos adversos relacionados ao uso dos medicamentos preconizados. 

Especialistas – O texto foi publicado no Diário Oficial da União (DOU) no dia 6 de setembro, pouco antes da realização do 74º Congresso Brasileiro da Sociedade Brasileira de Dermatologia (DermatoRio 2019), que começou nesta quarta-feira (11), no Rio de Janeiro (RJ), e termina no sábado (14). O encontro reúne cerca de 4 mil especialistas que analisarão diferentes aspectos relacionados ao diagnóstico e ao tratamento de doenças que afetam pele, cabelo e unhas, além de cuidados estéticos e cosmiátricos. 

“Foi uma feliz coincidência que coroa um trabalho realizado pela SBD ao longo dos anos. O esforço dos dermatologistas para sensibilizar o Governo sobre a necessidade de estabelecer parâmetros mínimos para o atendimento de pacientes na rede pública envolveu membros de diferentes gestões que levaram seu dever adiante, comprometidos com o bem-estar da população e em oferecer condições de atendimento aos especialistas”, ressaltou o presidente da SBD, Sergio Luiz Palma, que acompanhou de perto os debates. 


Claudia Maia e Paulo Oldani em reunião com o ministro Alexandre Padilha e o senador Delcidio do Amaral no Ministério da Saúde

Protocolo – Nos últimos anos, também com o apoio dos dermatologistas Cláudia Maia (RJ) e Paulo Oldani (RJ), e outros, a SBD se manteve firme na defesa dessa proposta no âmbito do Ministério da Saúde. O protocolo final, que contém o conceito geral da psoríase, traz critérios de diagnóstico; de inclusão e de exclusão; recomendações para o  tratamento; e definição sobre mecanismos de regulação, controle e avaliação; está  disponível em: http://portalms.saude.gov.br/protocolos-e-diretrizes.

A norma, de caráter nacional, serve de orientação para o funcionamento de serviços que atendem pacientes com esse transtorno, devendo ser seguido pelas Secretarias de Saúde dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios. Isso vale para as etapas de regulação do acesso assistencial, de autorização, de registro e de ressarcimento dos procedimentos correspondentes.

Em sua exposição de motivos, o Ministério da Saúde afirma que o novo documento foi elaborado para atender a necessidade de atualização de parâmetros para atenção à psoríase no Brasil. No processo, argumentou o órgão, foram levadas em consideração diretrizes nacionais para diagnóstico, tratamento e acompanhamento dos indivíduos com a doença.

Paciente – Pelo protocolo, entre outros pontos, torna-se “obrigatória a cientificação do paciente, ou de seu responsável legal, dos potenciais riscos e efeitos colaterais relacionados ao uso de procedimento ou medicamento preconizados para o tratamento da psoríase”.

Segundo os especialistas da SBD, o normativo estabelece que a dispensação dos medicamentos não será imediata. Os prazos vão variar de estado para estado, dependendo da capacidade de organização administrativa de casa um, pois será exigida a parametrização de um sistema de códigos, o que pode levar alguns meses. Com relação às fórmulas, ficou definido que os biológicos só estão indicados para ocorrências de psoríase classificadas como de moderada a grave, sendo não responsivas ou intolerantes às terapias tradicionais (metotrexate, acitretina e ciclosporina). 

Biológicos – Os medicamentos biológicos incorporados pelo Sistema Único de Saúde (SUS) para o tratamento de psoríase em adultos são: 1ª linha: adalimumabe (Humira®); 2ª linha: ustequinumabe (Stelara®) e secuquinumabe (Cosentyx®); e para casos pediátricos só está liberado o etanercepte (Enbrel®).

A psoríase é uma doença sistêmica inflamatória crônica, não contagiosa, que apresenta predominantemente manifestações cutâneas, ungueais e articulares. Costuma ter características clínicas variáveis e acomete cerca de 2% da população mundial. No Brasil, o Censo Dermatológico da Sociedade Brasileira de Dermatologia mostra que o diagnóstico de psoríase foi verificado em 1.349 de um total de 54.519 pessoas que consultaram dermatologistas em estabelecimentos públicos e privados, totalizando 2,5% dessa amostra. 

Estudo mais recente, realizado por consulta telefônica, mostrou uma prevalência de 1,31% de uma amostra de 8.947 pessoas em 3.002 residências pesquisadas. Pode ser uma doença incapacitante tanto pelas lesões cutâneas – fator que dificulta a inserção social – quanto pela presença da forma articular que configura a artrite psoríaca. Sua fisiopatologia não está completamente elucidada, sendo classificada como doença autoimune. A predisposição genética é um fator relevante na psoríase.


23 de agosto de 2019 0

Uma nova técnica chamada BB Glow tem despertado atenção com a promessa de deixar a pele livre de manchas e com aparência semelhante ao de um rosto com maquiagem. O alerta, no entanto, é que trata-se de procedimento invasivo, que deve ser realizado por médicos, e apenas se a pele estiver livre de infecções e/ou doenças inflamatórias. Entre os riscos apontados estão a piora de doenças cutâneas; efeito de tatuagem mais permanente; resultado diferente do esperado; desenvolvimento de alergias aos produtos aplicados e risco de queimaduras, se ocorrer aplicação de Luz Intensa Pulsada ou lasers após o “BB Glow”.

– O chamado “BB Glow” consiste num procedimento invasivo realizado através da aplicação de microagulhamento seguida de “Drug Delivery” de pigmentos e outras associações (que variam conforme o produto ou formulação utilizada). O “Drug Delivery” consiste no depósito direto na derme de produtos através de um procedimento prévio que facilita a entrega destes na derme, neste caso, o microagulhamento – explica a presidente da Sociedade Brasileira de Dermatologia – Secção RS (SBD-RS), Taciana Dal´Forno Dini,

Segundo a médica o procedimento não é isento de riscos, pois pode transmitir doenças, caso os materiais não sejam devidamente esterilizados ou estejam contaminados. Outro risco é o contato direto destes pigmentos com a derme, o que provoca um efeito de tatuagem. Esta tatuagem geralmente tem um efeito temporário, mas pode permanecer por mais tempo, caso seja depositada muito profundamente na derme. Estes pigmentos também podem mudar de cor com o passar do tempo, deixando um efeito indesejado e de difícil tratamento. Também é preciso considerar o risco das pessoas desenvolverem alergia a qualquer um dos pigmentos e componentes do “Drug Delivery” aplicado após o microagulhamento.

Os dermatologistas associados da SBD estão atentos na orientação e no atendimento de qualquer complicação de procedimentos invasivos realizados por profissionais não médicos. O alerta para população é que antes de procurar qualquer atendimento, sempre tenha em mente que o dermatologista é o médico especialista no tratamento de problemas médicos ou estéticos da pele, dos cabelos e das unhas.

Por Marcelo Matusiak | SBD-RS


22 de agosto de 2019 0

A Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) informa com pesar o falecimento da médica dermatologista Rita de Cassia Miori Pitta, ocorrido em Piracicaba (SP), em 5 de agosto. A médica tinha 61 anos de idade e era casada com o também dermatologista Renato Rossini.

A Diretoria da SBD presta condolências aos familiares, amigos e colegas neste momento de dor.
 


19 de agosto de 2019 0

A forte atuação da assessoria parlamentar da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) – com o monitoramento permanente da tramitação dos principais projetos de lei de interesses da especialidade – tem sido a tônica da atual diretoria. Ao longo dos primeiros meses à frente da instituição, a Diretoria-Executiva identificou e tem monitorado pelo menos 78 propostas na Câmara dos Deputados e outras 11 no Senado Federal que tratam de temas de interesse da especialidade. 

Além do acompanhamento da tramitação de projetos de impacto na rotina dos dermatologistas, a SBD também tem procurado estar presente nos principais debates dentro do Parlamento. No Senado, por exemplo, alertou aos congressistas, durante audiência pública, sobre os riscos para população causados pela realização de procedimentos estéticos invasivos por não médicos.

Outra importante questão para a SBD, e que foi alvo de discussão na Comissão de Assuntos Sociais do Senado, é o uso dos filtros solares na prevenção de doenças dermatológicas, entre elas o câncer da pele. Em audiência pública sobre o Projeto de Lei (PL) 616/2019, que dispõe sobre a regulação ambiental de cosméticos e sobre a proibição de protetores solares considerados tóxicos para recifes de corais, representante da entidade destacou que “qualquer decisão no sentido de restringir o acesso aos protetores solares pode causar um grande impacto negativo à saúde da população”.

Para o presidente da SBD, Sérgio Palma, esse monitoramento do cenário político e a rotina de corpo-a-corpo serão mantidos, sempre na expectativa de conquistar apoio aos argumentos apresentados pelos médicos. “Também participamos de audiências para discutir questões relacionadas à modernização da Tabela SUS e da Criação da Semana de Prevenção e Combate ao Câncer de Pele”, complementa.

Sensibilização – Durante os primeiros 150 dias de gestão, também foram visitados cinco gabinetes de deputados federais e senadores para tratar de assuntos de interesse dos dermatologistas, tais como o reconhecimento da área de Estética e Cosmetologia e/ou Saúde Estética aos profissionais da Saúde e sobre a regulamentação das profissões de Esteticista, que compreende o Esteticista e Cosmetólogo, e de Técnico em Estética.

Uma dessas audiências foi realizada com o senador Marcos do Val, que recebeu das mãos do presidente da SBD um dossiê com diversas denúncias que foram levadas a órgãos de fiscalização, como o Ministério Público, Vigilância Sanitária, Conselhos Profissionais de Classe e Poder Judiciário. Com encontros assim, a SBD espera sensibilizar os políticos sobre sua responsabilidade de coibir o exercício ilegal da medicina na área dermatológica.

Parcerias – Outro passo importante foi o estabelecimento de parcerias com os novos gestores do Ministério da Educação para fazer a vistoria dos Programas de Residência Médica credenciados pela SBD. A iniciativa foi articulada pela Diretoria de Desenvolvimento da Educação em Saúde.

“Além disso, a SBD cobrou da Associação Médica Brasileira (AMB) a tomada de providências com respeito à proliferação de cursos de pós-graduação lato sensu pelas distorções que trazem ao afirmar que dão direito aos participantes a portarem um título de especialista”, destaca Sérgio Palma.


7 de agosto de 2019 0

Um plano de comunicação para dar maior visibilidade internacional à revista Surgical & Cosmetic Dermatology (S&CD) – publicação científica da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), o que, consequentemente, deve ampliar seu número de citações e fator de impacto – está sendo implementado pela atual gestão da instituição. Em constante crescimento, a S&CD tem obtido excelentes resultados. Em 2018, o fator de impacto no Scimago Journal & Country Rank apontou uma evolução de 0,143 contra 0,141 do ano anterior.

Entre as ações previstas, estão o estímulo a maior participação de autores internacionais na publicação por meio do envio de cartas às sociedades internacionais de dermatologia; o fortalecimento da identidade da S&CD junto ao público internacional; a inserção de conteúdos e ações específicas nas redes sociais corporativas da SBD (Facebook, Twitter e Linkedn); o aumento da presença da revista em redes acadêmicas como Academia.edu, Mendeley e ResearchGat; o desenvolvimento de conteúdos para parceiros, mídia especializada e grande imprensa; além de entrevistas com autores.

Para o presidente da SBD, Sérgio Palma, é extremamente importante que os serviços credenciados em dermatologia estimulem os jovens residentes à produção científica para que estes submetam artigos científicos na Surgical. “Essa dinâmica servirá de estímulo para que busquem não só a qualificação, mas também o interesse pela pesquisa científica, tão importante para o desenvolvimento de qualquer profissional”, salienta.

Indexação – Segundo a atual editora científica da S&CD, Bogdana Victoria Kadunc, a equipe de editores está constantemente em busca de melhorias para a publicação a fim de ampliar a visibilidade da revista. “Hoje não é fácil indexar numa base grande como o Pubmed, por exemplo. Há uma grande concorrência e inúmeras publicações são criadas o que torna o processo mais exigente no que se refere aos tipos de artigos, à qualidade científica, à distribuição geográfica de origem desses artigos e ao aumento da participação de autores estrangeiros nas edições”, observa.

Criada em 2009 com a missão de divulgar a cirurgia dermatológica, a oncologia cutânea, a cosmiatria brasileira e tecnologias, a revista Surgical atualmente está indexada nas bases de dados Scopus, Directory of Open Access Journais (DOAJ), LILACS, Sumários.org, Latindex, Periódica e Redalyc. A revista – cuja edição impressa é em português e a versão online em português e inglês – possui edições trimestrais, com sistema de submissão online e revisão feita por pares.

“Nesses dez anos de existência, a S&CD despertou a atenção de muitos jovens dermatologistas para a investigação científica e para as publicações. Essa nova geração é que tem alimentado a revista com seus artigos de qualidade. Ou seja, a Surgical tem cumprido dois papéis: a divulgação da cirurgia dermatológica e da cosmiatria brasileira e o despertar dos jovens para produção de artigos científicos”, frisa Bogdana Kadunc.

Após dez anos como editora-chefe, Bogdana Kadunc passará o cargo de editora-chefe para Hamilton Stolf, que assumirá a função a partir de janeiro de 2020. Para ela, delegar as tarefas da Surgical permitirá o surgimento de novos ângulos, caminhos e horizontes. “O novo editor é um colega cirurgião muito querido que atua na Unicamp e que com certeza acrescentará muito à revista, fazendo-a crescer ainda mais”, salienta.

Sergio Palma destacou a brilhante atuação de Bogdana Victoria na S&CD e deseja ao novo editor uma excelente condução na gestão da revista. “Foram anos de dedicação da Bogdana para o pleno desenvolvimento da Surgical, fazendo com que a publicação se tornasse referência em nossa especialidade. Tenho a certeza de que o Hamilton desenvolverá com maestria esse mesmo trabalho”, finaliza.

Novo editor – Hamilton Stolf é mestre e doutor pela Escola Paulista de Medicina da Unifesp, ex-coordenador da Cirurgia Dermatológica no Departamento de Dermatologia da FMB-Unesp e atualmente professor colaborador na Disciplina de Dermatologia da FCM- Unicamp. Já foi presidente da SBD-Resp (gestão 2012) e da Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica (SBCD) na gestão 2008-2009.

Para ele, o lançamento da S&CD marcou definitivamente o início da histórica união entre a SBD e SBCD, oferecendo aos associados informações disponíveis na literatura médica mundial, bem como a experiência e opinião dos especialistas brasileiros e estrangeiros, além dos artigos do Programa de Educação Médica Continuada (EMC).

Ao assumir a nova função, pretende dar continuidade ao trabalho realizado por Bogdana Victória nos últimos dez anos. Segundo destacou, a meta é aperfeiçoar a cirurgia dermatológica (em seu planejamento, execução e complicações), procurando apoiar a melhor decisão do cirurgião dermatológico junto ao paciente, fomentando a discussão prática diante dos inúmeros artigos disponíveis na literatura.

 “Devemos aperfeiçoar, firmar e diferenciar as raízes de pesquisa e ensino da Surgical desde a cirurgia básica e avançada, cosmiatria e laser, harmonizando os conteúdos dos temas abordados. O câncer cutâneo é um tema que tem que estar presente de maneira marcante devido à sua relevância”, destaca.

Acessos – Entre janeiro e junho deste ano, o número de acessos aos artigos da S&CD chegou a quase 6 mil. As quatro últimas edições, além do suplemento anual da Surgical, possuem 78 artigos publicados, 70 em revisão, 17 aprovados e outros 63 recusados, totalizando 218 submissões. Dos que foram publicados, 50% são artigos originais, 15% de revisão e 35% englobam relatos de casos, novas técnicas ou outros. Nove são internacionais, oriundos de Portugal (3), Estados Unidos (2), Suíça (1), Malásia (1), Indonésia (1) e Irã (1).

Entre os temas mais abordados estão tricologia, microagulhamento, dermatoscopia, preenchimento-complicações, tecnologias, reconstrução, CMMohs, tumores raros, estatísticos e outros. As instituições que mais contribuíram nas publicações 2018-2019 da S&CD foram  Universidade do Estado do Pará (UEPA); Santas Casas de Misericórdia do Rio de Janeiro e de São Paulo; Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (CHUC); Clínica Célia Kalil-Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRS); Hospital do Servidor Público Municipal de São Paulo (HSPM); Universidade de Mogi das Cruzes (UMC), Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto (FAMERP) e a Faculdade de Medicina do ABC (FMABC).

Meta – O amplo incentivo aos jovens dermatologistas para que se dediquem às pesquisas científicas é um trabalho amplo que vem sendo desenvolvido pelo Conselho Editorial da Surgical. O objetivo é fazer a publicação crescer ainda mais em número de submissões e acessos.

Para cumprir esse desafio, Bogdana sugere aos chefes dos serviços credenciados que coloquem como prioridade aos seus residentes o envio de Trabalhos de Conclusão de Cursos (TCCs) para a Surgical. Ela pede também aos presidentes de Congressos para que vinculem os trabalhos apresentados à publicação na revista.

“Os autores em geral devem citar a Surgical quando publicam em outras revistas a fim de aumentar o nosso fator de impacto e incentivar amigos-autores estrangeiros a mandarem artigos para conseguirmos cumprir a exigência da Scielo de 20% de autores internacionais. Além disso, é preciso estimular os residentes e colegas que vão estagiar em outros países a publicarem trabalhos científicos em conjunto”, solicita.


2 de agosto de 2019 0

“O Programa Médicos pelo Brasil, que acaba de ser lançado pelo Governo Federal, incorpora uma nova lógica na contratação de profissionais da medicina que atuarão em unidades básicas de saúde de áreas de difícil provimento. Ao contrário do Mais Médicos, que foi implementado nas gestões anteriores, a iniciativa atual propõe remuneração diferenciada e vínculo empregatício com carteira assinada. 

“Em princípio, as condições são melhores para atrair e fixar o médico na rede pública. Acreditamos que um passo importante foi dado, mas é preciso acompanhar de perto para nos certificarmos que tudo será realizado conforme a proposta”, disse o presidente da Sociedade Brasileira de Dermatologia, Sergio Palma, que acompanhou a solenidade de lançamento, no Palácio do Planalto, em Brasília (DF). 

Critérios – Ao todo, serão 18 mil vagas previstas, sendo cerca de 13 mil em municípios de difícil provimento. O Governo Federal priorizará a participação de municípios em regiões carentes. Para isso, adotou metodologia do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), baseada em estudo da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico) que classifica as cidades em espaços rurais e urbanos, considerando o tamanho da população, densidade demográfica e distância de grandes centros urbanos. Assim, os municípios foram divididos em 5 categorias: rurais remotos, rurais adjacentes, intermediários remotos, intermediários adjacentes e urbanos.

Todas as regras constam da Medida Provisória que dá escopo legal à iniciativa e que deverá ser votada pelo Congresso Nacional. Pela MP, os médicos serão selecionados por meio de processo seletivo eliminatório e classificatório que contemplará duas funções diferentes: médicos de família e comunidade e tutor médico. Para a função de Médico de Família e Comunidade, serão selecionados médicos com registro no Conselho Regional de Medicina (CRM). Se aprovados na prova escrita, serão alocados em USF pré-definidas pelo Ministério da Saúde para realização do curso de especialização em Medicina de Família e Comunidade.

Para a função de Tutor Médico serão selecionados especialistas em Medicina de Família e Comunidade ou de Clínica Médica com CRM. Nessa modalidade, os profissionais aprovados na prova escrita já ingressam, por meio de contratação via CLT, e ficam responsáveis pelo atendimento à população nas USF a que foram designados e pela supervisão dos demais médicos ingressantes no Programa Médicos pelo Brasil, durante o período do curso de especialização.

Remuneração – Ao longo dos dois primeiros anos no Programa Médicos pelo Brasil, os profissionais realizarão o curso de especialização, recebendo bolsa-formação no valor de R$ 12 mil mensais líquidos, com gratificação de R$ 3 mil adicionais para locais remotos (rurais e intermediários) e de R$ 6 mil adicionais para Distritos Sanitários Indígenas (DSEIs), além de localidades ribeirinhas e fluviais. Se aprovados no curso, os médicos realizarão uma prova para adquirirem titulação de especialista em Medicina de Família e Comunidade e poderão ser contratados via Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), permanecendo nas USF em que realizaram a formação.

A contratação via CLT apresenta quatro níveis salariais, com progressão a cada três anos de participação no programa, além de gratificação por desempenho vinculada ao alcance de indicadores de qualidade de atendimento e satisfação das pessoas atendidas. Este adicional por desempenho pode variar entre 11% e 30% em relação ao salário. O primeiro nível salarial pode chegar até R$ 21 mil e, gradativamente, até R$ 31 mil, considerando o acréscimo máximo da gratificação por desempenho e local de difícil provimento. Esses valores também incluem gratificação de R$ 1 mil mensais para os médicos que acumularem o cargo de tutor.

Durante a participação no programa, os médicos serão avaliados através de métodos científicos e indicadores de saúde da população, a partir da valorização da opinião das pessoas e de critérios de desempenho clínico. O médico também avaliará a estrutura de USF e da rede de serviços do município em que trabalha. Essa avaliação ajudará no fortalecimento da qualidade da Atenção Primária à Saúde no Brasil.

Especialização – O curso de especialização em Medicina de Família e Comunidade será obrigatório para a contratação federal via CLT. O médico cumprirá jornada semanal de 60 horas, sendo 40 horas voltadas à integração ensino-serviço, desenvolvendo atividades de atendimento direto à população, e 20 horas de atividades teóricas.

Os médicos serão supervisionados por seus respectivos tutores e passarão uma semana, a cada dois meses, na Unidade de Saúde da Família do tutor, realizando atendimentos em conjunto. Além disso, o tutor deverá estar disponível para supervisão de casos à distância a qualquer momento. Os médicos também contarão com a possibilidade de discussão de casos via telessaúde, de médico para médico, utilizando os recursos já ofertados pelo Ministério da Saúde.

O componente teórico será realizado por instituição de ensino superior parceira, com a participação da Sociedade Brasileira de Medicina de Família e Comunidade (SBMFC), na modalidade de ensino à distância. As avaliações serão semestrais, com aprovação obrigatória para continuidade no Programa. Ao final do curso, o médico deverá realizar um trabalho de conclusão que consistirá na identificação e priorização de um problema existente na população vinculada a sua USF, acompanhado da intervenção para a melhoria desse problema.

Com informações da Agência Saúde
 





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