Seminário da Sociedade Brasileira de Dermatologia discute cuidados com intervenções estéticas




26 de abril de 2019 0

RIO — De malas prontas para viajar, Priscilla Aguiar precisou adiar os planos ao ser internada dois dias após realizar uma rinomodelação com aplicação de ácido hialurônico, pois seu nariz estava com necrose. O procedimento não havia sido conduzido por um cirurgião ou dermatologista, que são os profissionais indicados, mas por uma biomédica. As consequências poderiam ser ainda piores, como cegueira ou derrame.

— Eu sempre paro, respiro e penso em toda a sorte que eu tive no atendimento médico após o incidente. É incrível olhar uma foto do início do tratamento e perceber que só restaram mesmo cicatrizes pequenas — conta ela, que se arrepende de não ter procurado um serviço especializado.

A saúde da pele e os riscos de procedimentos estéticos realizados por não especialistas serão tema do seminário “Cosmiatria e Laser: beleza à luz da medicina”, que será realizado, no dia 7 de maio, pela Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), em parceria com O GLOBO. A inscrição é gratuita e poderá ser feita através do link https://oglobo.globo.com/projetos/cosmiatriaelaser/.

O evento, que acontecerá no auditório do jornal, na Rua Marquês de Pombal, 25, debaterá, a partir das 9h, a importância da formação adequada na especialidade, os riscos da realização de tratamentos com profissionais não habilitados.

— Existe uma banalização das práticas estéticas. É importante alertar a população sobre como não cair em nenhuma armadilha na hora de buscar a cosmiatria. É possível buscar um ajuste estético com segurança junto a profissionais capacitados para isso — comenta o presidente da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), Sérgio Palma. — Estamos lidando com o maior bem que é a nossa vida.

O seminário será estruturado em três blocos “Beleza e saúde da pele: a dermatologia no centro da atenção”, “A era dos injetáveis: habilitação e segurança dos procedimentos” e “Tratamentos e cuidados dermatológicos: o futuro é agora”. A atriz Luiza Brunet também participará do evento, falando sobre sua experiência com o vitiligo, autoestima e padrões de beleza. O encontro reunirá médicos, atrizes, jornalistas, pesquisadores e representantes do poder público.

Fonte: O Globo


25 de abril de 2019 0

Ainda estão abertas as inscrições para participar do seminário “Cosmiatria e laser: beleza à luz da medicina”, organizado pela Sociedade Brasileira (SBD), em parceria com O Globo. O evento ocorrerá no dia 7 de maio, a partir das 9h, no auditório do jornal. Os interessados devem acessar o site seminariocosmiatriaelaser.com.br para garantir sua vaga gratuita. 

Acesse a programação e inscreva-se

Com a participação de personalidades públicas, especialistas em comunicação e médicos dermatologistas, o seminário propõe um amplo debate sobre a cosmiatria, especialidade da dermatologia dedicada ao tratamento e prevenção de alterações estéticas da pele.

Bem-estar – Um dos focos incide sobre como essa área de atuação do dermatologista auxilia na promoção da saúde e do bem-estar das pessoas. Entre os convidados que confirmaram presença no evento, estão as atrizes Luiza Brunet e Alessandra Richter e a diretora de Redação da Revista Ela, Marina Caruso.

Além delas, na abertura a jornalista Priscila Aguiar, de Recife (PE), dará seu testemunho sobre os problemas que enfrentou após se submeter a procedimento estético com profissional não médico. Ela apresentou complicações após aplicação malsucedida de ácido hialurônico com biomédico. “Procurei essa profissional para fazer um peeling. Gostei do trabalho dela e vi que no seu consultório tinham outras máquinas de estética. Ela comentou sobre a aplicação do ácido hialurônico. Na hora, me passou muita confiança, disse que não havia riscos e que três dias eu estaria recuperada”, disse Priscila, na época.

Pontos de vista – Para o presidente da SBD, Sérgio Palma, que será um dos palestrantes, ouvir essas histórias é uma oportunidade: “Contar com os depoimentos dessas mulheres, com destacada atuação em seus campos de atividade, permitirá aos participantes ver a cosmiatria a partir do ponto de vista de quem se beneficia desses procedimentos. Também poderemos conhecer, por meio delas, as expectativas e os medos comuns a quem quer esse tipo de cuidado”.

Entre os especialistas convidados, estão as dermatologistas Meire Parada, Alessandra Romiti (coordenadora do Departamento de Cosmiatria da SBD), Patrícia Ormiga (assessora do Departamento de Cosmiatria da SBD) e Bruna Duque Estrada (assessora do Departamento de Cabelos e Unhas da SBD). Também participarão dos debates Carmita Abdo, presidente da Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP); e Simone Braga, gerente da Coordenação de Vigilância em Saúde do Município do Rio de Janeiro.
 


25 de abril de 2019 0


Clique na imagem para assistir a entrevista.

A SBD e O Globo convidaram seus seguidores nas redes sociais para enviarem perguntas para a médica dermatologista Alessandra Romitti, coordenadora do Departamento de Cosmiatria da SBD, que esteve ao vivo no Facebook Live do jornal na manhã desta quinta-feira (25/4).

Em sua participação, a médica enfatizou a importância da procura de um médico habilitado para os cuidados com a pele, cabelos e unhas, bem como na realização de procedimentos estéticos dermatológicos. Segundo a médica, antes de qualquer tratamento, é fundamental uma avaliação individualizada de cada paciente, já que cada pessoa possui suas demandas e especificidades.

“Não podemos pensar na beleza a qualquer preço, a saúde deve vir sempre em primeiro lugar. Daí importância de o paciente procurar um médico para que seja feita uma avaliação minuciosa antes do tratamento; é preciso ter indicação e contraindicação individualizada para cada pessoa. A beleza pode ser uma aliada para nos sentirmos bem, mas temos que ter responsabilidade”, disse. “Atualmente a estética é uma área muito estudada e procurada na dermatologia, mas não deixamos de lado a parte das doenças de pele. O dermatologista é o médico habilitado para auxiliar na beleza e do bem-estar do paciente tanto quanto das doenças”, complementa. 

Alessandra Romiti afirmou que manchas, câncer da pele, pintas, psoríase, dermatite em geral e acne são as queixas mais frequentes no consultório. 

Os internautas participaram e tiraram suas dúvidas sobre melasma, beleza masculina, queda de cabelo, sardas, unhas e proteção solar diária para todos os tipos de pele.

Os temas abordados na entrevista, bem como os avanços tecnológicos, a ética e as complicações em tratamentos serão debatidos no seminário “Cosmiatria e laser: beleza à luz da medicina” promovido pela Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) numa parceria com O Globo

O encontro ocorrerá no dia 7 de maio, na sede do jornal, e terá inscrições gratuitas, porém limitadas no site: https://oglobo.globo.com/projetos/cosmiatriaelaser/.
Saiba mais e inscreva-se.
 


24 de abril de 2019 0

Na próxima quinta-feira (25/4), às 11h, a dermatologista Alessandra Romiti, coordenadora do Departamento de Cosmiatria da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), participará de uma live no Facebook do jornal O Globo para falar sobre a importância de se buscar um profissional habilitado para o tratamento da pele, cabelos e unhas, incluindo procedimentos cirúrgicos e estéticos.

Acompanhe e envie suas perguntas nos comentários na página do O Globo e da SBD.


18 de abril de 2019 0

Os desafios da cosmiatria, especialidade da dermatologia que estuda e trata a beleza, e como essa área auxilia na saúde e bem-estar das pessoas serão debatidos no Seminário “Cosmiatria e Laser: Beleza à luz da medicina” no dia 7 de maio, a partir das 9h, no auditório d'O Globo. As inscrições serão gratuitas e poderão ser feitas pelo site seminariocosmiatriaelaser.com.br.

Com realização do jornal O Globo e parceria da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), o encontro reunirá dermatologistas, psiquiatra, jornalistas, atrizes e representantes do Conselho Federal de Medicina (CFM) e da Subsecretaria de Vigilância Sanitária para discutir os avanços da área, novas substâncias e processos, além dos riscos de tratamentos sem comprovação científica. Clique para programação e inscrições.

 


12 de abril de 2019 0

Diante de relatos de violência contra profissionais da área de saúde, o Conselho Federal de Medicina (CFM) recorreu aos Ministérios da Saúde e da Justiça e Segurança Pública. Na quarta-feira (10/4), enviou ofícios aos ministros Sergio Moro (Justiça) e Luís Henrique Mandetta (Saúde) pedindo que invistam em ações para ampliar a proteção dos profissionais.

A Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) está alinhada com essa preocupação e espera que sejam adotadas medidas que eliminem o sentimento de insegurança que paira nas equipes. “A violência, em suas mais variadas formas, se tornou recorrente no Brasil. No entanto, não podemos perder a capacidade de nos indignar contra essas situações e cobrar providências”, ressaltou o presidente da entidade, Sergio Palma.

Segundo o CFM, a má alocação de recursos, inclusive por gestores públicos, contribui para o problema. A falta de leitos, medicamentos, insumos e equipamentos, bem como de recursos humanos (médicos e outros integrantes das equipes de atendimento) capacitados, somada à demanda crescente, tem aumentado o tempo de espera por atendimento.

“As deficiências nesses itens, presentes em inúmeras unidades, tem contribuído para o surgimento de um clima de tensão e agressividade nos serviços, o que prejudica os trabalhos e tem levado ao adoecimento dos profissionais e até a decisão de se desligarem dos serviços”, relata o CFM nos ofícios.  

Estratégias – Entre os pedidos do CFM estão o reforço de policiamento nas unidades de saúde e a consolidação, por parte do Ministério da Justiça, de um relatório que reúna informações sobre os casos. O documento, argumenta o CFM, auxiliaria na elaboração de estratégias mais efetivas de combate aos ataques. Dados corroboram com o diagnóstico. Estudo feito pelos Conselhos Regionais de Enfermagem de São Paulo (Coren) e de Medicina de São Paulo (Cremesp) revelou que 59,7% dos médicos e 54,7% dos profissionais de enfermagem sofreram, mais de uma vez, situações de violência no trabalho.

Vulnerabilidade – O levantamento mostrou também que sete em cada dez profissionais da saúde já sofreram alguma agressão cometida por paciente ou por um familiar dele. De acordo com a autarquia, maior vulnerabilidade é observada entre os médicos que integram a rede pública de saúde do país.

Além de encaminhar as demandas ao Poder Executivo, o CFM também pediu ao Congresso Nacional que contribua para a coibir os crimes. Como providência na alçada da Câmara dos Deputados, o conselho cita dar urgência à tramitação do Projeto de Lei nº 6.749/16.  O texto, que se encontra pronto para votação em Plenário, aumenta as penas para os agressores de médicos e outros profissionais da saúde em ambiente de trabalho.

Para o 3º vice-presidente da autarquia, Emmanuel Fortes Cavalcanti, os casos de agressão decorrem também de uma percepção induzida junto à população contra os médicos. Segundo ele, os médicos têm sido responsabilizados até mesmo por reformulações no sistema de saúde que desagradam aos usuários dos serviços.

* Com informações da Agência Brasil.

 


10 de abril de 2019 0

Está aberta até o dia 22 de abril a consulta pública n. 22 do Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) da Psoríase. Médicos, pacientes e população estão convocados para acessar o site da Conitec e contribuir com suas sugestões ou críticas ao protocolo apresentado pelo MS.

Confira o resumo das propostas de incorporação dos medicamentos. 

Conheça posicionamento oficial da SBD nesta consulta pública. A sociedade médica:

  1. defende que a melhor opção é a liberação de todos os imunobiológicos elencados no tratamento da psoríase no PCDT (adalimumabe, etanercepte, ustequinumabe e secuquinumab) deixando a escolha a cargo do médico assistente, que avaliaria as comorbidades e características clínicas de cada paciente individualmente, em vez de estabelecer linhas terapêuticas;
     
  2. não concorda com a não liberação da combinação "calcipotriol + dipropionato de betametasona", uma vez que esta formulação tem melhor perfil de segurança, maior adesão ao tratamento por parte dos pacientes e melhor eficácia do que princípios ativos isolados;
     
  3. sugere que a lista de exames laboratoriais elencada no PCDT não deva ser caracterizada como “exigência” para a dispensação dos medicamentos, e sim, como uma "diretriz" para a condução da terapêutica.

Acesse o passo a passo para sua contribuição.

É fácil participar. Médicos, pacientes e população geral podem e devem contribuir com essa importante decisão para os pacientes com psoríase!

Contribua: http://formsus.datasus.gov.br/site/formulario.php?id_aplicacao=46546.


3 de abril de 2019 0

Um tratamento estético que está fazendo sucesso nas redes sociais pode trazer riscos sérios à saúde de muita gente. A aplicação de plasma sanguíneo, que é feita, por exemplo, em clínicas de rejuvenescimento facial, não é uma técnica reconhecida no Brasil.

Clique para assistir a reportagem veiculada pela TV Brasil.

 

 


27 de março de 2019 0

Não são só pulmão e coração que sofrem a cada tragada de um fumante. Fumar é um vício que traz repercussões para diversos órgãos do corpo humano, inclusive para o maior deles: a pele. “É um hábito que causa dano oxidativo ao organismo e liberação de radicais livres (moléculas produzidas pelo corpo que reagem com outros componentes e causam envelhecimento da pele). Tomar sol em excesso e estresse são fatores que aumentam a produção de radicais livres”, explica Alessandra Romiti, Coordenadora do Departamento de Cosmiatria Dermatológica da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD).

Confira a seguir cinco danos que o cigarro pode causar à pele.

1. Códigos de barra

Esse é o nome popular das linhas de expressão que se formam próximas à boca do fumante. As marcas são uma consequência da repetição de movimentos dos músculos do rosto ao tragar. Aline Pinheiro, médica dermatologista da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), explica que o efeito é o mesmo de quem tem o hábito de franzir a testa para enxergar contra o sol. As marcas ficam: “Isso é bem comum. O hábito de tragar é como se fosse um exercício físico, você faz um determinado movimento muitas vezes”.

2. Ressecamento

Os “danos oxidativos” citados por Alessandra são um dos responsáveis por uma pele mais seca. A maior produção de radicais livres inibe a produção de colágeno, proteína importante para hidratar e dar elasticidade à pele.

Outra característica do cigarro contribui para uma pele seca e rígida: quem fuma experimenta a diminuição do diâmetro de seus vasos sanguíneos, a chamada vasoconstrição. O transporte de substâncias importantes para a pele, portanto, torna-se mais difícil.

“Há dificuldade por esse déficit na circulação sanguínea. Com os vasos mais fechados, as substâncias necessárias para hidratar a pele não transitam tão facilmente pelo corpo”, analisa Catarine Padoveze, dermatologista e pós-graduada em cosmiatria.

3. Cicatrização complicada

A diminuição da capacidade de regeneração da pele é outra consequência da vasoconstrição e do aumento de radicais livres provocados pelo cigarro. Assim como substâncias hidratantes não “encontram” o caminho em meio a vasos finos, o mesmo ocorre com elementos que auxiliam na recuperação da pele. E o chamado “dano oxidativo” causado pelos radicais livres acelera o processo de envelhecimento, impactando na capacidade de regeneração.

Não à toa os cirurgiões estéticos costumam fazer uma recomendação importante aos fumantes que estão prestes a se submeter a algum procedimento. “Em geral se exige que o paciente fique sem fumar durante algumas semanas, para facilitar a cicatrização”, conta a dermatologista Juliana Piquet, membro efetivo da SBD e da Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica (SBCD).

4. Manchas

Talvez a manifestação mais evidente dos efeitos do cigarro sobre a pele, as manchas amareladas que aparecem principalmente na ponta dos dedos, são resultado da impregnação da nicotina no local. O calor do cigarro potencializa este processo. “O cigarro vai ficando pequeno, e o calor bem próximo da pele causa uma alteração de coloração não só na ponta dos dedos, mas também nas unhas, que ficam completamente impregnadas”, afirma Aline.

5. Celulite

Bem mais comum entre as mulheres, a celulite é um depósito de gordura sob a pele. Suas causas são das mais variadas e incluem fatores hereditários, mas o cigarro aumenta a possibilidade de ela aparecer.

Provocada pelo fumo, a piora da circulação sanguínea é a vilã. Quando o sangue não flui da melhor forma possível, prejudica-se a drenagem das toxinas, o que deixa mais viscoso o líquido que fica entre as células, facilitando a formação dos depósitos de gordura.

Fonte: G1

 


22 de março de 2019 0

Um caso denunciado pela imprensa, nesta semana, prova que a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) tem razão ao afirmar que profissionais de outras categorias da saúde não estão aptos a realizarem procedimentos estéticos e invasivos. Segundo reportagem (clique para assistir) exibida em jornal veiculado pela RBS (retransmissora da TV Globo no Rio Grande do Sul), quatro mulheres foram vítimas de complicações após serem atendidas por uma farmacêutica, no munícipio de Três de Maio (RS).

As pacientes procuraram a farmacêutica, que não teve seu nome divulgado, para realizar procedimentos no rosto com o objetivo de estimular a produção de colágeno. Segundo o médico Jean Zanette, que as atendeu em caráter de emergência, no Hospital São Vicente de Paulo, elas tiveram uma reação ao uso excessivo de lidocaína.

Ao deixarem o atendimento causador do quadro, as mulheres relataram sintomas como frequência cardíaca baixa, vômitos e diminuição dos sentidos. Socorridas pelos familiares foram levadas ao pronto-socorro local, onde receberam atendimento. Pelo menos uma delas precisou ficar internada em Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

Interdição – A gravidade da situação levou a Vigilância Sanitária a interditar o local onde a farmacêutica fez os atendimentos. Será realizada uma sindicância para apurar os motivos que levaram às reações adversas e a profissional foi chamada a prestar esclarecimentos.

O ato da farmacêutica desrespeitou decisão da Justiça Federal, em Brasília (DF), que atendeu a pedido da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), e determinou a suspensão de Resolução do Conselho Federal de Farmácia (CFF) que autorizava aos profissionais dessa área a atuação no campo da saúde estética. Na oportunidade, a juíza Luciana Raquel Tolentino de Moura, da 7ª Vara Federal Cível da Seção Judiciária do Distrito Federal (SJDF), entendeu que o CFF extrapolou suas competências legais ao editar norma. Em sua decisão, ela determinou "a imediata suspensão dos efeitos da Resolução nº 669/2018 do CFF e seu anexo".

Indicação – A Lei do Ato Médico (Lei Federal nº 12.842/2013) define os atos privativos de médico no seu artigo 4º, entre eles, a indicação da execução e execução de procedimentos invasivos, sejam diagnósticos, terapêuticos ou estéticos.

Conforme ressaltou o presidente da SBD, Sergio Palma, “farmacêuticos, biomédicos, enfermeiros, fisioterapeutas e odontologistas não possuem em suas leis regulamentadoras autorização para a realização de procedimentos invasivos estéticos como laser, aplicação de toxina botulínica, ácido hialurônico, microagulhamento e peelings médios e profundos, por exemplo”.

Sergio Palma lembrou ainda que procedimentos estéticos podem causar sérios danos à saúde se executados por profissional não habilitado. “O conhecimento e domínio das técnicas, da anatomia local com base no estudo amplo das doenças que envolvem a pele, são fundamentais para alcançar melhores resultados, bem-estar e segurança do paciente. Também é de extrema importância que o profissional executor do procedimento estético esteja preparado para prontamente reconhecer, avaliar e lidar com possíveis efeitos adversos”, alertou.





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