Médicos pedem ao Governo Federal ajuda para impedir violência contra profissionais no trabalho



Médicos pedem ao Governo Federal ajuda para impedir violência contra profissionais no trabalho

12 de abril de 2019
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Diante de relatos de violência contra profissionais da área de saúde, o Conselho Federal de Medicina (CFM) recorreu aos Ministérios da Saúde e da Justiça e Segurança Pública. Na quarta-feira (10/4), enviou ofícios aos ministros Sergio Moro (Justiça) e Luís Henrique Mandetta (Saúde) pedindo que invistam em ações para ampliar a proteção dos profissionais.

A Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) está alinhada com essa preocupação e espera que sejam adotadas medidas que eliminem o sentimento de insegurança que paira nas equipes. “A violência, em suas mais variadas formas, se tornou recorrente no Brasil. No entanto, não podemos perder a capacidade de nos indignar contra essas situações e cobrar providências”, ressaltou o presidente da entidade, Sergio Palma.

Segundo o CFM, a má alocação de recursos, inclusive por gestores públicos, contribui para o problema. A falta de leitos, medicamentos, insumos e equipamentos, bem como de recursos humanos (médicos e outros integrantes das equipes de atendimento) capacitados, somada à demanda crescente, tem aumentado o tempo de espera por atendimento.

“As deficiências nesses itens, presentes em inúmeras unidades, tem contribuído para o surgimento de um clima de tensão e agressividade nos serviços, o que prejudica os trabalhos e tem levado ao adoecimento dos profissionais e até a decisão de se desligarem dos serviços”, relata o CFM nos ofícios.  

Estratégias – Entre os pedidos do CFM estão o reforço de policiamento nas unidades de saúde e a consolidação, por parte do Ministério da Justiça, de um relatório que reúna informações sobre os casos. O documento, argumenta o CFM, auxiliaria na elaboração de estratégias mais efetivas de combate aos ataques. Dados corroboram com o diagnóstico. Estudo feito pelos Conselhos Regionais de Enfermagem de São Paulo (Coren) e de Medicina de São Paulo (Cremesp) revelou que 59,7% dos médicos e 54,7% dos profissionais de enfermagem sofreram, mais de uma vez, situações de violência no trabalho.

Vulnerabilidade – O levantamento mostrou também que sete em cada dez profissionais da saúde já sofreram alguma agressão cometida por paciente ou por um familiar dele. De acordo com a autarquia, maior vulnerabilidade é observada entre os médicos que integram a rede pública de saúde do país.

Além de encaminhar as demandas ao Poder Executivo, o CFM também pediu ao Congresso Nacional que contribua para a coibir os crimes. Como providência na alçada da Câmara dos Deputados, o conselho cita dar urgência à tramitação do Projeto de Lei nº 6.749/16.  O texto, que se encontra pronto para votação em Plenário, aumenta as penas para os agressores de médicos e outros profissionais da saúde em ambiente de trabalho.

Para o 3º vice-presidente da autarquia, Emmanuel Fortes Cavalcanti, os casos de agressão decorrem também de uma percepção induzida junto à população contra os médicos. Segundo ele, os médicos têm sido responsabilizados até mesmo por reformulações no sistema de saúde que desagradam aos usuários dos serviços.

* Com informações da Agência Brasil.

 





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