O que é e como tratar o fogo selvagem?




26 de julho de 2019 0

Na doença popularmente conhecida como fogo selvagem, forrnam-se bolhas na pele e posteriormente lesões. Trata-se de um tipo especifico, endémico da América do Sul – inclusive Brasil, na região Centro-Oeste –, da doença autoimune chamada pénfigo.

Os pénfigos são divididos, de forma geral, em dois grupos. O vulgar, que costuma ser mais grave – afeta também mucosas, como a boca – e atinge pacientes de meia idade. E a foliáceo, que só ocorre na pele e começa geralmente na face, tronco superior ou couro cabeludo – há casos em que as bolhas podem se espalhar por todo o corpo.

O fogo selvagem é uma forma do pénfigo foliáceo e ocorre em pessoas entre os 10 e os 50 anos, segundo Gunter Hans FIlho, assessor do departamento de doensus bofficsas da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD). "Sáo lesões que ardem como fogo", diz Hans Filho. Já o selvagem do nome vem do fato das pessoas atdrigidas pela doença normalmente residirem na área rural.

O problema é causado pelo sistema imunológico que começa a atacar moléculas de adesão celular na epiderme, o que leva á formagáo de bolhas. Segundo o especialista, a doença tem relação com questões de susceptibilidade genética, em alguns casos com exposição a medicamentos e também pode haver ligação com fatores ambientais.

O tratamento para o problema costuma ser agressivo, feito com corticoldes e imunobiológicos. Normalmente, o tempo mínimo de tratamento é de três anos e, depois de controlada, a condição não necessariamente terá desaparecido permanentemente. Hans Filho diz que há pacientes com a doença controlada por mais de dez anos que apresentam recidivas.

Assim, o quadro é imprevisível. No passado, a cada dez pacientes com o quadro, nove acabavam morrendo por sepsia. Hoje, a morte é rara.

Fonte: Folha de S. Paulo

Imagem: Portal Drauzio Varella


25 de julho de 2019 0

A Sociedade Brasileia de Dermatologia (SBD) encaminhou ofício às diretorias de Jornalismo e de Entretenimento das principais emissoras de TV e de rádio do Brasil cobrando atenção por parte das equipes na hora de convidar profissionais para tratar de temas relacionados à saúde da pele, do cabelo e das unhas, inclusive no se refere à estética e à cosmiatria. O texto, divulgado nesta quinta-feira (25/7), também foi enviado às redações de jornais e revistas de grande circulação. O objetivo é, sobretudo, estimular a observação pelos veículos de critérios que protegem a população e garantem a valorização dos que estão realmente habilitados pelas entidades da área médica para executar essas ações. 

No documento, a SBD reitera a importância de as emissoras respeitarem a legislação que protege o Ato Médico (Lei nº 12.842/2013), pela qual apenas graduados em medicina podem realizar procedimentos estéticos invasivos e fazer o diagnóstico e o tratamento de doenças. Para a entidade, a participação de não médicos em reportagens sobre esses assuntos, desrespeita pressuposto legal e coloca o espectador numa situação de vulnerabilidade ao informá-lo erroneamente sobre quem pode executar determinados serviços, como aplicações de preenchimentos e de toxina botulínica. Nesse caso, em pautas sobre a saúde e os cuidados com a pele, cabelos e unhas o ideal é ouvir dermatologistas, conforme reitera a Sociedade da especialidade. 

“Os veículos de comunicação são peça-chave na formação de hábitos e comportamentos saudáveis. Desse modo, ao solicitar que observem aspectos normativos vigentes, reconhecidos por diferentes instâncias judiciais, a SBD está apenas alertando-os para que cumpram com rigor sua tarefa de repassar boas informações ao seu público. Temos certeza de que rádios, TV, jornais e revistas serão sensíveis ao nosso pleito, pois têm compromisso com a ética e com a legalidade”, ressaltou o presidente da entidade, Sergio Palma.

Especialista – Além desse tema, a SBD solicitou ainda aos responsáveis pelos veículos de comunicação que ao creditarem médicos convidados a falar sobre assuntos relativos à dermatologia, apenas nomeiem como especialista na área da dermatologia os que tiverem seu título registrado junto ao Conselho Federal de Medicina (CFM), ou seja, possuam um número no Registro de Qualificação de Especialista (RQE). 

A queixa decorre do crédito indevido a alguns médicos que desconsideram as regras da publicidade médica e se anunciam como especialista sem possuírem a titulação devida, o que é proibido e passível de processo ético-profissional. Da mesma forma, a SBD espera que os veículos de comunicação fiquem sensíveis a esse pleito. 

“Para ser um dermatologista, o médico estuda mais de oito mil horas de estudo, apenas na residência. A imprensa deve reconhecer e valorizar esse esforço. Atribuir título a quem não passou por esse processo não reconhece o mérito de quem trabalhou para atuar no tratamento e no diagnóstico de doenças da pele e de seus anexos, assim como agride as normas que regulam a categoria médica”, disse Sergio Palma. 

Informação – Recentemente, ocorreu episódio desse tipo no programa da apresentadora Ana Maria Braga, que contou com a participação de uma médica que, mesmo sem ter título de especialista em dermatologia registrado no CFM, foi creditada como tal. Na avaliação de Palma, “mesmo que o profissional diga ser detentor de determinado atributo, os jornalistas devem checar a veracidade da informação”.

Inclusive, a SBD se colocou à disposição para identificar nomes de referência para oferecer esclarecimentos em entrevistas e reportagens. Também foi informado como verificar a situação de todos os médicos brasileiros, os veículos de comunicação e qualquer pessoa podem acessar o portal do CFM (https://bit.ly/1O55zWK). No campo busca de médico, ao informar o nome do profissional, o interessado terá acesso a dados como números do CRM e do RQE, o que atesta ser ele um especialista em determinada área. No caso da dermatologia, no site da SBD, é possível encontrar informações sobre todos os que possuem título, atribuído após aprovação em exame específico organizado pela entidade. 

Para se tornar dermatologista é preciso ser graduado em Medicina, curso que compreende seis anos de estudo em período integral. A seguir, concluir um curso de residência médica em dermatologia reconhecido pela Comissão Nacional de Residência Médica (CNRM) ou de especialização em Serviço Credenciado à SBD, com aprovação no Exame de Título de Especialista em Dermatologia (TED), promovido pela entidade em parceria com a Associação Médica Brasileira (AMB). Ao fim dessas etapas, o médico ainda necessita se registrar no Conselho Regional de Medicina (CRM) do estado onde atuará, informando ser especialista em dermatologia para poder se anunciar dessa forma. 


15 de julho de 2019 0

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Entre os meses de janeiro e maio de 2019, a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) foi citada por mais de 3.110 reportagens publicadas em todo o país. As menções, em sua quase totalidade positivas, aconteceram em sites, blogs, jornais, revistas e programas de rádio e de TV. O resultado alcançado graças ao trabalho das equipes de comunicação da SBD reforça a importância estratégica dessas ferramentas para defender os interesses da especialidade.  Esse é mais um marco dos 150 primeiros dias de atividade da nova gestão da entidade. 

Como essas inserções aconteceram em conteúdo editorial espontâneo, ou seja, sem custo para a SBD, esse trabalho gerou economia para a instituição. Calcula-se que se esses espaços tivessem sido cobrados, representariam uma despesa de mais de R$ 20 milhões. “A questão não reside apenas nos valores monetários, mas no valor simbólico. Ao ver a posição da Sociedade numa reportagem ou editorial, o leitor tende a dar mais credibilidade à informação. Isso é importante no momento em que os médicos enfrentam as tentativas de invasão de competências promovidas por outras categorias”, disse o presidente Sergio Palma. 

Estética – Só na área de Defesa Profissional foram mais de 50 reportagens veiculadas e destacando as atividades da diretoria da SBD no Congresso Nacional. Foram abordados temas como a mudança no Projeto de Lei (PL) que permite a prática da estética por outras categorias; a apresentação das sugestões dos médicos para modernizar a tabela SUS; as denúncias feitas ao Ministério Público sobre a ação dos não-médicos na área de estética; entre outros. 

Além do trabalho com a grande imprensa (nacional e regional), a comunicação com os associados e a sociedade civil por meio de canais alternativos é um pilar defendido e promovido pela atual gestão da SBD. As redes sociais (Facebook e Instagram) são os meios utilizados pela instituição para levar informações confiáveis e de qualidade aos especialistas e à população. 

“Em primeiro lugar, a atual gestão da SBD tem acompanhado de perto o que se faz e se fala nas redes sociais. Essa preocupação ajuda a entender o universo do dermatologista e as preocupações dos pacientes. Assim, fica mais fácil fazer um diagnóstico das ações necessárias para atingir ambos os públicos. Em segundo lugar, a entidade conta com empresas e colaboradores experientes e motivados para definir boas estratégias focadas nos profissionais e na população em geral”, declara Cláudia Alcantara Gomes, secretária-geral da SBD.

Redes sociais – Atualmente, a SBD conta com perfis no Facebook e Instagram e com a inserção diária de pelo menos um post nessas plataformas em suas diferentes páginas. Entre janeiro e maio deste ano foram publicados mais de 180 posts, que conquistaram mais de 170 mil interações nas redes, seja por meio de cliques, curtidas, comentários, compartilhamentos e reações. Neste período, também foram capturadas mais de 19 mil menções sobre a entidade, sendo a maior parte positiva.

Além disso, foi possível observar ainda um aumento dos números de fãs/seguidores das redes sociais da instituição. O Instagram foi a rede que mais apresentou crescimento, com um aumento de 4,7% de seguidores nos últimos meses, passando de 78.337, em janeiro, para 82.063 seguidores em abril. 

Outra ação promovida pela SBD nas redes é a manutenção de um grupo voltado aos dermatologistas. Na comunidade são compartilhadas ações, campanhas, eventos e entrevistas dos especialistas da entidade. Entre janeiro e maio foram feitas por volta de 150 publicações, que estimularam a participação dos membros e permitiram que os especialistas estivessem atualizados sobre os acontecimentos mais recentes da área. 

“Esse universo das mídias digitais está em evolução constante, e a Sociedade ainda está procurando compreender e se adequar, mas cujos limites precisam ser muito bem estabelecidos para não comprometer questões éticas fundamentais que regem a relação médico-paciente”, explica Cláudia. 

Outro caráter importante do trabalho da SBD nas redes sociais é seu teor educativo, de promoção da saúde e de prevenção de doenças. Segundo Claudia, com o apoio dos colaboradores, temos conseguido ocupar espaço relevante para esclarecer a população sobre diversos temas. 

“Dessa forma, consolidamos o respeito junto aos leitores, que nos identificam como profissionais realmente preparados para lhes oferecer cuidados. Outra frente de ação tem sido ampliar a divulgação de temas com foco na defesa da categoria, abordando questões como a realização de procedimentos estéticos invasivos por profissionais não qualificados e a necessidade de melhor remuneração dos valores pagos pelo SUS e pelas operadoras de saúde”, conclui. 


8 de julho de 2019 0

O Conselho Federal de Medicina (CFM) publicou nesta segunda-feira (8/7), um comunicado a respeito da decisão liminar da 2º Vara Federal Cível da Seção Judiciária do Distrito Federal (SJDF), que libera a divulgação de imagens de pacientes do tipo antes e depois.

No documento, a autarquia destaca a sua atribuição legal de disciplinadora do exercício da profissão, prevista na Lei nº 3.268/1957, enfatizando que a decisão liminar representa interferência externa nas prerrogativas legais dos conselhos de medicina e que ela vale apenas para um único caso, ou seja, não é extensiva aos outros médicos.

Leia íntegra do documento:

COMUNICADO AOS MÉDICOS

ORIENTAÇÕES SOBRE O USO DE IMAGENS DE PACIENTES

Com relação a informações que têm circulado em grupos de WhatsApp e redes sociais sobre decisão liminar da justiça que libera a divulgação de imagens de pacientes do tipo antes e depois, o Conselho Federal de Medicina (CFM) esclarece os seguintes pontos:

1. De acordo com a Lei nº 3.268/1957, cabe ao CFM e aos Conselhos Regionais de Medicina atuarem como órgãos de supervisão da ética médica no Brasil, podendo ser, simultaneamente, fiscais, julgadores e disciplinadores do ético exercício da profissão, com vistas a manter seu prestígio e bom conceito, bem como proteger pacientes e profissionais;

2. A Coordenação Jurídica do CFM faz a análise dessa decisão liminar que representa interferência externa nas prerrogativas legais dos conselhos de medicina, o que obstrui a fiscalização de atos médicos que podem estar relacionados a desvios éticos na relação médico-paciente;

3. Essa decisão liminar vale apenas para um único caso, ou seja, não é extensiva aos outros médicos, os quais devem observar os critérios previstos no Código de Ética Médica e nas resoluções que tratam da publicidade e propagandas médicas;

4. O CFM oferecerá às instâncias competentes todos os argumentos técnicos, legais e éticos para eliminar dúvidas sobre o tema e assegurar a manutenção das diretrizes e princípios previstos em suas normas.

Brasília, 8 de julho de 2019.

CONSELHO FEDERAL DE MEDICINA (CFM)


8 de julho de 2019 0

A Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) emitiu nesta segunda-feira (8/7) uma nota informativa a respeito da decisão liminar da 2º Vara Federal Cível da Seção Judiciária do Distrito Federal (SJDF) que libera a divulgação de imagens de pacientes do tipo antes e depois. Na publicação, a entidade informa que já acionou o seu Departamento Jurídico para considerar todos os desdobramentos relacionados.

Segundo indica o texto, nesse primeiro momento, o parecer da Justiça tem implicação específica sobre o pedido de concessão impetrado por especialista do Estado de Minas Gerais, sem efeito extensivo a outros médicos. 

No informativo, a SBD ressalta compreender a importância do tema para os dermatologistas brasileiros, mas explica que é necessário, acima de tudo, manter o padrão de exercício ético da medicina, sem colocar pacientes e profissionais em situação de vulnerabilidade.

Leia a seguir a íntegra da nota da SBD:

INFORME AOS DERMATOLOGISTAS

Com relação a informações que têm circulado em grupos de WhatsApp e redes sociais sobre decisão liminar da justiça que libera a divulgação de imagens de pacientes do tipo antes e depois, a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) informa aos seus associados que: 

1)  Já acionou seu Departamento Jurídico para analisar essa liminar com o objetivo de compreender as implicações relacionadas ao tema e se pronunciar sobre o assunto; 
2)  No entanto, num primeiro momento, já se identificou que a decisão é especifica para um único caso, ou seja, ela não é extensiva a todos os outros médicos; 
3) Considerando que se trata de questão polêmica e complexa, que merece ser discutida com profundidade, aguarda-se manifestação do Conselho Federal de Medicina (CFM), o qual não foi citado no processo que resultou na decisão.

A SBD compreende a relevância desse tema para os especialistas, mas ressalta a importância de que, acima de tudo, seja promovido o ético exercício da medicina sem colocar pacientes e profissionais em situação de vulnerabilidade. 

Rio de Janeiro, 8 de julho de 2019.

SOCIEDADE BRASILEIRA DE DERMATOLOGIA (SBD)
Gestão 2019/2020

 


5 de junho de 2019 0

Junho é o mês das festas juninas, uma tradição folclórica marcada por muitas comidas típicas, brincadeiras, quadrilhas e roupas caipiras ou quadriculadas. Para muitas pessoas a festa também é marcada por estalinhos (brinquedos com pólvora), fogueiras, balões e fogos de artifício. Por isso, a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) aproveita a época e pede que a população fique bem atenta aos riscos de queimaduras decorrentes de brincadeiras com fogo. 

As fogueiras são um símbolo das festas juninas, mas é preciso ter muito cuidado com a aproximação do fogo, principalmente, com crianças pequenas que não conseguem ter dimensão do perigo. Os fogos de artifício, se manuseados de forma incorreta, podem causar queimaduras, além de mutilações nos dedos, machucados nos olhos e até a surdez. Os inocentes estalinhos, feitos de pólvoras, também são perigosos, podendo causar grandes acidentes. Já o ato de fabricar, vender, transportar ou soltar balões que possam provocar incêndios nas florestas, áreas urbanas ou qualquer tipo de assentamento humano, além de proibido, é considerado crime ambiental e pode causar sérios riscos à saúde.  

É válido lembrar que queimaduras são lesões na pele provocadas geralmente pelo calor, mas também podem ser provocadas pelo frio, pela eletricidade, por certos produtos químicos, por radiações e até fricções. Segundo o médico dermatologista da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) Samuel Mandelbaum “a pele pode ser destruída parcialmente ou totalmente, atingindo desde pelos até músculos e ossos. Os tipos de queimaduras são: 1º grau, quando atinge a camada mais superficial da pele, a lesão é vermelha, quente e dolorosa; 2º grau superficial, que gera bolhas e muita dor; 2º grau profunda, quando é menos dolorosa, a base da bolha é branca e seca; e 3º grau, indolor, acomete todas as camadas da pele e pode chegar até aos ossos e gerar sérias deformidades”, alerta Dr. Samuel.

Festa Junina SBD – Cuidado para não se queimar! Clique na imagem para assistir ao vídeo.

Quando o cuidado não for o suficiente e a o acidente com o fogo acontecer, a SBD recomenda algumas ações de primeiros socorros. Coloque a área queimada debaixo da água fria ou compressas limpas e frias sobre a queimadura até que a dor desapareça. Esse é o melhor tratamento de urgência da queimadura até que se procure atendimento médico. Para as queimaduras de 1º grau, é importante manter a área de queimadura hidratada, usando óleo mineral ou vaselina líquida. Já no caso de formação de bolhas, as mesmas não devem ser retiradas, pois elas servem de curativo biológico. Deve-se procurar um médico, e após a cicatrização, é necessário usar filtro solar para evitar o surgimento de manchas.

A SBD também alerta que tratamentos caseiros de queimaduras podem causar infecções na ferida e alergias. Não é recomendado usar pasta de dente, clara de ovo, manteiga ou outras receitas indicadas por amigos ou buscadas na internet. Os tratamentos dependerão do tipo de cada queimadura e extensão e podem ser indicados por um médico dermatologista. Para mais informações, acesse nosso site www.sbd.org.br e procure uma médico associado à SBD.

Busque atendimento médico imediato se:

  • – A queimadura for considerada de segundo ou terceiro graus.
  • – A área queimada for grande, mesmo que a queimadura não pareça grave, ou sempre que a queimadura parecer cobrir mais de 15 a 20% do corpo.
  • – A queimadura for provocada por fogo, corrente elétrica ou substância química.
  • – A queimadura for no rosto, couro cabeludo, articulações ou genitais.
  • – A queimadura parecer estar infectada (inchada, com pus, cada vez mais roxa ou com linhas roxas na pele que rodeia a ferida).

 


4 de junho de 2019 0

A Sociedade Brasileira de Dermatologia lançou uma campanha com personalidades para alertar sobre os riscos desses tratamentos sem um médico habilitado. Além disso, a SBD também protocolou um documento no Ministério Público Federal em que pede providências quanto a essas irregularidades.

Para entender um pouco mais sobre esse assunto, o Jornal da Câmara recebeu o Dr. Mauro Enokihara, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Dermatologia.

Clique na imagem para ver a íntegra da entrevista.

 


2 de junho de 2019 0

No Brasil, dados de 2019 evidenciam que 96,2% dos usuários de internet têm perfil em alguma rede social – 18,2% a mais que no ano passado. Os profissionais da saúde podem se tornar influenciadores digitais? De maneira geral, a figura do médico tem a confiança do público, mas, para ter relevância no ambiente digital, é preciso conquistar seguidores.

A oficina "Mídias sociais para profissionais de saúde", organizada em São Paulo pela empresa Banca de Conteúdo Comunicação Estratégica, é uma das que oferecem recomendações aos que buscam ocupar esse espaço. Treinadas na elaboração de mensagens de alto impacto, as organizadoras evento foram categóricas em afirmar que: quem não tiver tempo para as mídias sociais, pode acabar com horários vagos no consultório.

Instagram, Twitter, Facebook, LinkedIn…

Existem muitos canais, e cada um deles tem as próprias peculiaridades. O LinkedIn é uma rede profissional que permite a publicação de artigos longos e oferece aceso ao perfil profissional do usuário. Já o Instagram é onde as pessoas "se encontram" com os amigos e acompanham as celebridades. Os médicos youtubers são cada vez mais frequentes, mas manter um blog continua sendo uma boa maneira de compartilhar conteúdo de forma pessoal, complementando a informação profissional disponibilizada em páginas web, que podem ser utilizadas de forma institucional.

Independente da plataforma escolhida, quem decide tentar desbravar este território não pode esquecer um princípio básico: no caso dos médicos, as postagens nas mídias sociais devem ter caráter educativo.

Algumas recomendações

# Os usuários procuram conteúdo relevante; Evite as postagens com "cara de propaganda";
# Invista em produzir conteúdo original e autêntico;
# Se não tiver tempo ou não queira fazer as postagens, contrate profissionais qualificados para fazerem isso para você;
#  Interaja com o público. As interações mais comuns são por meio de enquetes ou da disponibilização de campos para os usuários fazerem perguntas e, em seguida, o médico publica as respostas;
# Recomenda-se que os vídeos tenham legendas. Existem aplicativos grátis que oferecem esta ferramenta;
# Evite as transmissões ao vivo (lives). O profissional pode cair em armadilhas, dar alguma resposta incorreta ou prestar uma consulta médica, o que é proibido; e

# Organize-se: regularidade é fundamental. Reserve um dia por semana para pensar a sua comunicação, e então poste diariamente.

Também é possível fazer postagens pagas nas redes sociais, o que nada mais é do que direcionar o conteúdo para os usuários que se quer atingir, com base em parâmetros variados, como, por exemplo, interesses e localização geográfica. Também é possível enviar conteúdos específicos para as pessoas que assistiram pelo menos 50% de um vídeo seu, ou criar públicos "lookalike", para atingir pessoas que, em tese, se interessariam pelo seu conteúdo.

Fazer anúncios deste tipo não é proibido, mas o médico deve respeitar as normas do Conselho Federal de Medicina (CFM) referentes ao conteúdo. "O médico pode usar o impulsionamento de postagens respeitando os limites, tem que ter caráter exclusivo de educação", disse ao Medscape a Dra. Andreia Luz, do Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp) e integrante da Comissão de Divulgação de Assuntos Médicos (Codame) do Cremesp, comissão que, entre outras atividades, apura denúncias relacionadas com a publicidade médica irregular.

Cuidados

O novo Código de Ética Médica (CEM) revisto e publicado pelo CFM está em vigor desde 30 de abril de 2019. [2] "No capítulo Publicidade médica foi suprimido o artigo 114 do CEM anterior, que falava que era vedado ao médico diagnosticar ou prescrever por meio de qualquer veículo de comunicação. Agora, o artigo 37 do novo código expressa que a prestação de atendimento remoto aos pacientes será regulada por meio de resoluções específicas."

O novo código de ética complementa documentos anteriores [3] que estabeleciam os limites, compromissos e direitos dos profissionais e pacientes. Além do caráter educativo da informação, é importante que o profissional da saúde se identifique na descrição do perfil, compartilhando seu nome completo, estado no qual atua e CRM, além de Registro de Qualificação de Especialista (RQE).

Os perfis pessoais devem ser separados dos profissionais que, de forma geral, não podem:

# Compartilhar conteúdo sensacionalista;
# Ser autopromocionais;
# Difundir inverdades ou tratamentos não reconhecidos no meio científico;
# Ter "amizade" ou responder comentários dos pacientes, pois isso quebra o sigilo do paciente;
# Prometer resultados;
# Publicar imagens do tipo "antes e depois";
# Expor a imagem dos pacientes em divulgação de técnica, método ou resultado de tratamento;
# Fazer selfie com paciente;
# Publicar fotos do paciente recém-nascido com os familiares ou no centro cirúrgico para relatar o procedimento que foi ou será realizado;
# Divulgar valores da consulta, dos procedimentos ou formas de pagamento, por caracterizar mercantilismo;
# Divulgar aparelhos e equipamentos como vantagens;
# Divulgar marcas. (Nenhuma marca, nem mesmo de produtos relacionados com a atividade, como medicamentos ou cosméticos.);
# Oferecer prêmios, consultas ou avaliações gratuitas;
# Anunciar o telefone do profissional na descrição do perfil ou em algum post;
# Anunciar especialização/área de atuação não reconhecida ou para a qual o profissional não esteja qualificado e devidamente registrado junto aos conselhos de medicina;
# Publicar elogios ou agradecimentos por parte de terceiros e prêmios que não tenham valor científico.

A Codame, do Cremesp, abriu 298 sindicâncias entre 2018 e 22 de maio de 2019, no conjunto de veículos, jornal, revista, televisão, site e mídias sociais. "As mais frequentes são sensacionalismo ou autopromoção, e há matérias veiculadas na televisão ou nos jornais, assim como Facebook, site e/ou Instagram. É obrigação do médico conhecer o código que rege a profissão", destacou a Dra. Andreia.

"Há bastante desconhecimento, mas como a Codame tem por objetivo educar, não apenas punir, respondemos bastantes consultas. Por exemplo, nos enviam o site e perguntam se está todo ok. Avaliamos e muitas vezes encontramos nomes de medicamentos ou de aparelhos que não deveriam estar lá", disse a médica. Sempre que houver dúvida, o médico pode consultar os conselhos regionais.

Fonte: Medscape

Leia mais:

Guia de Boas Práticas nas Redes Sociais da SBD disponível para download


28 de maio de 2019 0

A Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) aderiu ao Dia Mundial sem Tabaco, criado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), a fim de conscientizar a população sobre os riscos do tabagismo para a saúde da população. Liderado pela Associação Médica Brasileira (AMB), o o movimento Viva Sem Tabaco terá início no 31 de maio no Brasil. 

O consumo de tabaco diminuiu significativamente desde os anos 2000, segundo a OMS. No entanto, essa redução ainda é insuficiente para atingir as metas acordadas globalmente – segundo a organização, a prevalência do tabagismo está diminuindo mais lentamente nos países de baixa renda do que nos países de alta renda. 

O tabagismo – incluindo o passivo – contribui para doenças pulmonares e cardiovasculares (as principais causas de morte no mundo), cânceres, mas também faz mal à pele. “Aderir à campanha ganha relevância para o esclarecimento da população brasileira. O fumo, além de outros problemas para a saúde, acelera o envelhecimento cutâneo, deixa os cabelos opacos, resseca a pele, diminui a capacidade de cicatrização, gera manchas amareladas no rosto, mãos e unhas”, alerta o presidente da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), Sergio Palma.

De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (Inca), fumar é um vício causado pela substância nicotina que está presente no derivado do tabaco e é considerada droga por ter propriedades psicoativas, que ao ser inalada, produz alteração no sistema nervoso central, causando modificação no estado emocional e comportamental do usuário que pode induzir ao abuso e dependência. No Brasil, a cada ano, cerca de 157 mil pessoas ainda morrem precocemente devido às doenças causadas pelo tabagismo.

Para quem deseja auxílio para parar de fumar, a Sociedade Brasileira de Dermatologia informa que o INCA é o órgão do Ministério da Saúde responsável pelo Programa Nacional de Controle do Tabagismo (PNCT) e pela articulação da Rede de Tratamento do Tabagismo no SUS, em parceria com Estados e Municípios e Distrito Federal. Para mais informações, procure o INCA ou uma unidade de saúde do SUS para saber sobre os locais e horários de tratamento. 

#VoceConsegue
#DiaMundialSemTabaco

 


28 de maio de 2019 0

O cantor Paulo Ricardo; a modelo Luiza Brunet; as atrizes Cris Vianna e Alexandra Richter; e a jornalista Marina Caruso. Essas são algumas das personalidades que participam de campanha da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) com o objetivo de conscientizar a população sobre a importância de fazer procedimentos estéticos com dermatologistas.

Assista aos vídeos gravados pelas personalidades

Em mensagens de vídeo, que começam a circular em canais de redes sociais nesta semana, essas personalidades informam sobre os riscos de fazer tratamentos com pessoas não habilitadas e asseguram que o sucesso dos cuidados passa pela escolha de profissionais preparados.

Invasivos – O alerta da SBD surge de uma constatação: está cada vez mais frequente a realização de procedimentos estéticos invasivos por profissionais não habilitados, aumentando os riscos de erros que podem ser irreversíveis. Queimaduras e deformações no rosto e no corpo são exemplos de efeitos adversos enfrentados por pacientes que foram atendidas inicialmente por pessoas sem formação e depois recorrem a dermatologistas na espera de reverter os quadros.

Assim, profissionais não habilitados, clínicas clandestinas e desinformação formam o caldo ideal que traz dores de cabeça para quem quer ser bonito a qualquer custo. “A cosmiatria deve ser realizada por médico especializado, como o dermatologista, o qual está habilitado para isso e preparado para tratar também eventuais complicações que possam ocorrer. Aquele que pretende fazer um tratamento estético não deve se colocar sob os cuidados de não médicos ou mesmo de médicos que não possuem a formação adequada”, explica o presidente da SBD, Sérgio Palma.

Todos os contribuíram com a campanha participaram do Seminário Cosmiatria e Laser: beleza à luz da medicina, organizado pela Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), em parceria com o jornal O Globo. A presidente da Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP), Carmita Abdo, que também gravou uma mensagem, lembrou, aliás, que o dermatologista ajudará a entender a real necessidade dos procedimentos a partir da avaliação do paciente.

“Muitas vezes, uma lesão de pele tem origem interna, e isso é o dermatologista que identificará. Outras vezes, o procedimento que a pessoa deseja fazer é descabido, e é o médico dermatologista que explicará o melhor caminho a seguir. É preciso ter cuidado com os procedimentos estéticos, pois, por menos invasivos que pareçam, poderão trazer consequências sérias e irreversíveis”, ponderou.

Ato Médico – Segundo a SBD, a Lei do Ato Médico reserva aos profissionais da medicina a realização de procedimentos chamados de estéticos ou cosmiátricos considerados invasivos. Isso vale para serviços como aplicações de toxina botulínica e outras substâncias, criolipólise e preenchimentos. O entendimento legal se baseia na compreensão de que esses atendimentos exigem conhecimento mais profundo do organismo humano, o que garante a segurança do paciente.

“Cabe ao especialista definir as quantidades das substâncias a ser aplicadas, considerando aspectos como a harmonia do rosto ou do corpo e possíveis reações adversas que podem decorrer do seu uso. Considerando-se que, mesmo se todos os cálculos forem corretos, a paciente ainda pode sofrer uma reação (mais ou menos grave), o dermatologista está preparado para uma intervenção imediata de emergência para garantir a vida e a integridade de quem ele trata. A ação de não médicos deve ser combatida pelas autoridades, pois traz insegurança a pacientes e seus familiares”, afirmou o Sérgio Palma.

Integridade – Os problemas decorrentes de procedimentos feitos por não especialistas e não médicos levaram a SBD a pedir ajuda ao Ministério Público Federal. Recentemente, a entidade protocolou no MPF documento no qual solicita providências sobre o assunto. Segundo Sérgio Palma, entre 2017 e 2019, a Sociedade realizou mais de 800 denúncias de prática irregular na realização de procedimentos estéticos aos Ministérios Públicos estaduais, às Vigilâncias Sanitárias de estados e municípios, e aos conselhos de classe de profissionais da saúde não médicos.

Em 2017, foram protocoladas 351 denúncias; em 2018, outras 371; e 111, até abril de 2019. No período, os destaques em termos de quantidade de ações recaíram sobre os seguintes estados: São Paulo, com 199 denúncias; Minas Gerais, com 94; Rio de Janeiro, com 88; Santa Catarina, com 85; Paraná, com 55; Rio Grande do Sul, com 51; Espírito Santo, com 48; Goiás, com 45; e Bahia, com 28. Os processos têm sido montados com base em informações de pacientes, médicos e até notícias veiculadas pela imprensa apontando situações de abuso.

O presidente da SBD, Sérgio Palma, espera que essa ação provoque uma tomada de posição efetiva dos Ministérios Públicos em que tramitam as representações. “Essa é uma situação que deve ser coibida por dois motivos. Em primeiro lugar, a realização desse tipo de procedimento por não médico é vetada em lei. Então, falamos de um ato ilegal que deve ser coibido pelas autoridades. Por outro lado, e ainda mais grave, é a situação de risco aos quais milhares de pessoas estão sendo expostas cotidianamente. Não são poucos os casos de sequelas e doenças causados por erros cometidos por essas pessoas. Em algumas situações, até mortes já foram registradas”, argumentou.

Leia mais sobre o assunto:

https://www.sbd.org.br/noticias/dermatologistas-apelam-ao-ministerio-publico-contra-atos-praticados-por-nao-medicos-na-area-da-estetica/

https://www.sbd.org.br/noticias/tratamento-estetico-com-nao-medico-coloca-integridade-de-paciente-em-risco-alerta-sbd/

https://www.sbd.org.br/noticias/celebridades-destacam-importancia-do-dermatologista-para-quem-pensa-em-fazer-procedimentos-esteticos/





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