Ex-presidente da SBD toma posse na Academia Nacional de Medicina




16 de maio de 2011 0

Omar Lupi, ex-presidente da Sociedade Brasileira de Dermatologia (2009/2010), toma posse na Academia Nacional de Medicina no próximo dia 17 de maio. O profissional, de 43 anos, foi eleito com votação expressiva, e é o mais jovem acadêmico nos últimos 20 anos da entidade. Lupi, que vai ocupar a 57ª cadeira da secção de medicina, também coordena a ONG “Protetores da Pele”, que leva ao público informações atualizadas na área de dermatologia e prevenção de doenças da pele.


13 de maio de 2011 0

A consulta entre pessoas interessadas em fazer cirurgia plástica e o médico agora será guiada por uma espécie de check list. O Conselho Federal de Medicina (CFM) lançou ontem um protocolo da cirurgia, com informações mínimas que têm de ser passadas para o paciente e cuidados que profissional devem adotar em todas as fases do procedimento: desde a primeira consulta até a alta. A expectativa é de que o documento ajude a reduzir as queixas feitas por pacientes contra profissionais. Fruto de mais de dois anos de discussões da Câmara Técnica de Cirurgia Plástica do CFM, o protocolo indica o básico.

Por exemplo, que médicos têm de informar como e onde a cirurgia vai deixar cicatriz, a necessidade ou não do uso de dreno depois da operação, ou o telefone, para que paciente possa encontrá-lo depois de deixar o hospital. Além de informações simples, o protocolo traz ainda dados sobre os cuidados do pré-operatório, as medidas adotadas na sala cirúrgica e justificativa caso tenha ocorrido uma mudança de planos iniciais – como a técnica ou extensão da operação feita no paciente.

O protocolo estará disponível no site da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica e, dentro de aproximadamente um mês, deverá ser adotado pelos profissionais. O documento, preenchido em duas vias (uma para o paciente, outra para o médico), no entanto, não deverá substituir o prontuário médico, obrigatório. ‘Além de melhorar a informação, o documento vai ajudar a reduzir o número de aventureiros nessa área’, avalia o cirurgião plástico Antonio Pinheiro, integrante do comitê do CFM. Uma pesquisa feita em São Paulo durante 2006 e 2007 indica que 90% dos médicos alvo de reclamações de pacientes não eram especialistas em cirurgia plástica.


12 de maio de 2011 0

A psoríase é uma enfermidade crônica inflamatória, não contagiosa, que afeta a pele, couro cabeludo, unhas e mucosas e atinge cerca 190 milhões de pessoas no mundo (2 a 3% da população) e por volta de 3 milhões somente no Brasil. Porém, estima-se que somente 5% dos pacientes esteja em tratamento.

“Embora a psoríase tenha causa ainda não conhecida, sabe-se que as escamas ocorrem porque as células da pele se reproduzem com rapidez excessiva”, explica Letícia Secco, médica dermatologista da Sociedade Brasileira de Dermatologia. “Normalmente, a pele leva de 21 a 28 dias para ser substituída, mas nas pessoas com psoríase, as células se reproduzem de maneira muito rápida, entre 2 e 6 dias, o que explica o aspecto espessado da pele”, completa.

Segundo a especialista, existe uma suspeita que os linfócitos T, células encarregadas de defender o organismo de qualquer ataque inimigo, estimulem a proliferação de células epidérmicas, provocando a queratinização acelerada e a inflamação da pele. Além disso, estatísticas mostram que um indivíduo que tenha um dos pais com a doença, tem 14% de probabilidade de sofrer de psoríase. Quando ambos os pais sofrem com a doença, as cifras aumentam para 40%.

“É muito importante evitar a automedicação e o uso indiscriminado de produtos com corticosteróide, que podem ter efeitos colaterais importantes”, alerta Dra. Letícia. “Ter a indicação de um tratamento adequado e cumprir as orientações do médico são fatores-chave para o controle da psoríase e para a melhora do paciente”, finaliza.

Apesar de não ser a causa exata, existem outros fatores desencadeantes que podem causar ou agravar a psoríase, entre eles a ansiedade e as infecções de vias aéreas superiores.

Os sintomas são lesões na pele, com placas avermelhadas e escamas. Pode vir acompanhada de coceira e acometer em qualquer parte do corpo.

DIAGNÓSTICO

O diagnóstico da psoríase é relativamente simples. Um médico dermatologista pode, com uma simples análise clínica visual, detectar a doença. Nos casos de dificuldade para estabelecer um diagnóstico claro, uma biópsia é realizada. Existem diferentes tipos de psoríase, com diferentes manifestações, entre elas a psoríase em placas, mais comum de todas, em partes do corpo muito definidas; psoríase em gotas, com múltiplos pequenos pontos vermelhos dispersos; a psoríase pustulosa, que provoca lesões em pústulas e psoríase eritrodérmica, que causa o avermelhamento de todo o corpo. Outros tipos menos comuns de psoríase são ungueal (das unhas) e a do couro cabeludo. Dentre os pacientes com psoríase, até 30% deles enfrentam tam…


2 de maio de 2011 0

BRASÍLIA, 29 DE ABRIL DE 2011

NO DIA 7 DE ABRIL OS MÉDICOS BRASILEIROS SUSPENDERAM O ATENDIMENTO A PLANOS E SEGUROS DE SAÚDE EM TODO O PAÍS POR HONORÁRIOS DIGNOS, PELO FIM DAS INTERFERÊNCIAS ANTIÉTICAS NA AUTONOMIA PROFISSIONAL E POR CONDIÇÕES ADEQUADAS DE ASSISTÊNCIA À POPULAÇÃO.

A manifestação, liderada pela Associação Médica Brasileira (AMB), Conselho Federal de Medicina (CFM), Federação Nacional dos Médicos (Fenam) e pelo conjunto das sociedades de especialidades médicas, foi bem sucedida, conforme avaliação de reunião ampliada das entidades médicas em 28 de abril de 2011, em Brasília.

Neste momento, nos dirigimos publicamente às operadoras da saúde suplementar para informar que os médicos que atendem planos de saúde entram – a partir de hoje – em estado de alerta nacional.

Até junho, as entidades estaduais – representadas em Comissões de Honorários Médicos – conduzirão o processo de negociação com as empresas, contando com o amplo apoio da AMB, do CFM e da Fenam.

Abertos ao diálogo, esperamos ver atendida a seguinte pauta mínima:

a) reajuste dos honorários médicos tendo como referência os valores da CBHPM (Classificação Brasileira Hierarquizada de Procedimentos Médicos), já corrigidos pela inflação;

b) contratualização com os planos de saúde, conforme exigência da Resolução Normativa nº 71/2004, da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), o que significa inserção dos critérios de reajuste nos contratos.

c) fim da interferência antiética e desrespeitosa dos planos de saúde na autonomia do trabalho médico.

Após o prazo limite, assembleias de médicos serão realizadas em todos os estados para analisar propostas concretas das operadoras e definir as próximas ações do movimento. Esperamos que as negociações cheguem a bom termo, evitando enfrentamentos e desdobramentos possíveis.

A AMB, CFM e Fenam têm ainda a expectativa de que os pleitos serão atendidos, pois embasam um movimento em defesa da saúde e da vida dos cidadãos.


13 de abril de 2011 0

ADQUIRIR UM TRATAMENTO ESTÉTICO COM DESCONTOS DE ATÉ 80% NOS SITES DE COMPRAS COLETIVAS PODE SER TENTADOR, MAS É SEGURO?

Os sites de compras coletivas definitivamente viraram mania e um dos serviços mais comercializados por estes portais são os tratamentos estéticos. Depilação a laser, peeling, máscaras faciais, e tantos outros tipos estão cada vez mais acessíveis para o consumidor, que pode adquiri-los com grandes descontos. O problema é que muitos dos compradores pensam apenas nos ganhos financeiros, e não verificam se o tratamento possui algum tipo de contra indicação para seu perfil, ou mesmo se o estabelecimento presta um serviço de qualidade. Afinal, tratamentos estéticos, quando não indicados ou feitos em excesso, podem trazer algum mal à saúde?

Segundo Denise Steiner, dermatologista e membro da diretoria da Sociedade Brasileira de Dermatologia, qualquer procedimento estético mal indicado e mal realizado pode prejudicar a pele. Os peelings podem evoluir com manchas e cicatrizes, se forem muito agressivos. A limpeza de pele pode deixar manchas e feridas quando praticada de forma irregular. “A pessoa não deve adquirir ‘pacotes estéticos’ sem consultar um dermatologista, pois pode gastar dinheiro à toa, sem haver uma indicação específica para as suas necessidades”, explica Denise.

O uso indiscriminado desses tratamentos podem causar danos mais graves à pele dos compradores, pois cada uma necessita de cuidados específicos. “A cicatriz é um problema sério que muitas vezes não poderá ser resolvido, além de causar danos emocionais e físicos aos pacientes. Lesões infeccionadas como herpes ou impetigo podem também se disseminar”, esclarece Steiner.

Para a dermatologista, esse tipo de venda “engana” o consumidor, além de colocar a saúde dos mesmos em risco. “Isso é um desserviço à população. As pessoas devem consultar um dermatologista. E caso haja algum problema durante o tratamento, recorra a um médico especialista e ao órgão de defesa do consumidor”, conclui.


6 de abril de 2011 0

A finasterida, droga mais usada contra a calvície, pode reduzir a libido e causar impotência mesmo após a suspensão do uso, segundo estudo da Universidade George Washington, nos EUA.

A pesquisa avaliou 71 homens entre 21 e 46 anos que se queixavam das reações. Segundo os autores do trabalho, publicado no ‘Journal of Sexual Medicine’, os efeitos colaterais persistiam por 40 meses após a interrupção do tratamento, em média.

LABORATÓRIO DIZ QUE METODOLOGIA USADA É LIMITADA

Foram observados impotência e perda da libido até seis anos após o uso, em um quinto dos pesquisados.

Para o endocrinologista Michael Irwig, um dos autores, os homens devem estar cientes do risco. ‘O estudo deve mudar a forma como médicos conversam com pacientes sobre a medicação.’No Brasil, assim como nos EUA, a bula da finasterida menciona a diminuição da libido e a impotência como efeitos colaterais, mas afirma: ‘Esses efeitos desapareceram nos homens que descontinuaram a terapia e em muitos que mantiveram’.

A Merck Sharp & Dohme, que produz o remédio Propecia, à base de finasterida, contesta a metodologia do estudo.

A finasterida bloqueia a ação da enzima 5-alfa-redutase, que transforma o hormônio testosterona em DHT (dihidrotestosterona).

Em homens com folículos capilares mais sensíveis à ação da DHT, os fios de cabelo ficam mais finos e caem.

A dihidrotestosterona também atua na estimulação sexual. Ao inibir a produção desse hormônio, a droga pode interferir nessas funções.

Segundo o cirurgião plástico Marcelo Pitchon, especializado em implantes capilares, a pesquisa lança um ‘sinal amarelo’ no tratamento da calvície. ‘Sempre se considerou que as funções sexuais voltavam ao normal depois de interrompido o tratamento’, diz. ‘Agora, precisamos revisar o estudo.’

Elaine Costa, endocrinologista do Hospital das Clínicas de São Paulo, não estranha os efeitos colaterais prolongados. ‘Bloqueando um hormônio, pode ser que ele demore a voltar ao normal.’


4 de abril de 2011 0

Os médicos têm um imperativo ético que os obriga a compartilhar decisões importantes com os pacientes. E os pacientes têm o direito de assumir um papel de participantes nos seus cuidados no mesmo nível decisório que os especialistas.

As afirmações constam em uma declaração internacional, publicada esta semana, exortando pacientes e médicos ‘para trabalhar em conjunto para serem co-produtores da saúde.’

A declaração é resultado de um evento que reuniu especialistas de 18 países no Seminário Mundial de Salzburgo, realizado na Áustria.

Os especialistas argumentam que grande parte dos cuidados que os pacientes recebem baseia-se na capacidade e na disponibilidade de clínicos individuais para fornecê-los, e não em padrões amplamente aceitos de melhores práticas ou preferências dos pacientes por um determinado tratamento.

Essa visão está fundamentada nos resultados de uma pesquisa anual feita com pacientes de câncer. Foram constatadas variações significativas nas escolhas e nas informações dadas aos pacientes e na sua participação nas decisões sobre o tratamento.

Os especialistas também afirmam que os médicos são muitas vezes lentos em reconhecer a extensão com que os pacientes desejam se envolver no entendimento dos seus próprios problemas de saúde, em conhecer as opções disponíveis para eles, e de participar na tomada de decisões que levem em conta suas preferências pessoais.

Com base nessas constatações, o documento apela aos médicos para estimularem um fluxo de informações de mão-dupla com os pacientes, fornecendo informações precisas sobre o tratamento, adequando a informação às necessidades individuais dos doentes e dando-lhes tempo suficiente para considerarem todas as opções.

Falando aos pacientes, os pesquisadores os incentivam a fazer perguntas e falar sobre suas preocupações, a reconhecer que têm o direito de atuarem como participantes em igualdade de condições quanto aos seus tratamentos, e para buscarem e utilizarem informações de saúde de alta qualidade.

O documento apela ainda aos gestores públicos para adotarem políticas que incentivem a tomada de decisão compartilhada e apoiem o desenvolvimento de habilidades e ferramentas para a tomada de decisão compartilhada entre os médicos.


28 de março de 2011 0

O FDA, a agência americana de regulação de medicamentos, aprovou nesta sexta-feira uma droga considerada promissora para o tratamento do melanoma metastático, um tipo de câncer de pele geralmente fatal. A agência só havia aprovado até hoje outros dois medicamentos para o melanoma avançado – sendo que a última liberação ocorreu há 13 anos.

Conhecida comercialmente como Yervoy, a droga injetável ipilimumab prolongou em até quatro meses a vida dos pacientes, quando a situação destes foi comparada com a de pessoas tratadas com drogas já existentes no mercado. Segundo os especialistas, apesar do pouco tempo de sobrevida, a droga é considerada um marco importante para o tratamento dessa forma letal do câncer de pele, que muitas vezes não apresenta respostas a outras terapias.

‘Os riscos de vida entre os usuários de ipilimumab caíram 32%’, diz Carlos Dzik, oncologista do Centro de Oncologia do Hospital Sírio-Libanês, que participou do estudo clínico com a droga no Brasil.

O FDA aprovou a droga baseando-se em um estudo realizado com 676 pessoas diagnosticadas com um melanoma avançado e que não haviam respondido aos outros tratamentos existentes. Os pacientes foram divididos em grupos e submetidos a três tratamentos: ipilimumab, ipilimumab combinado a outra droga que estimula o sistema imunológico e um remédio que estimula o sistema imunológico isoladamente. Os resultados mostraram que a média de sobrevivência dos pacientes que tomaram ipilimumab foi de dez meses, contra seis meses de quem recebeu as demais drogas. Um grupo muito pequeno de pacientes sobreviveu mais de seis anos.

‘Os próximos estudos vão tentar identificar quais são as pessoas que respondem melhor ao ipilimumab. Em um tratamento, sempre há um grupo de pacientes que se beneficiam e outro que não’, afirma Dzik. Em cerca de 85% dos pacientes estudados, a droga apresentou pouco efeito. Segundo os pesquisadores, a taxa de sucesso é maior quando o remédio é administrado nos estágios iniciais da doença.

DEFESA FORTALECIDA

O medicamento faz parte de um grupo de outras drogas que têm como objetivo estimular o sistema imunológico para combater o câncer. A droga bloqueia uma molécula ligada ao melanoma chamada CTLA-4, que interfere na atividade dos glóbulos brancos, cuja função é combater a doença. Quando a molécula é bloqueada, as células se comportam normalmente e ajudam a lutar contra o câncer.

De acordo com Dzik, estão sendo realizados estudos com ipilimumab para o tratamento de outros tipos de câncer. No Brasil, o especialista é responsável pelo estudo com pacientes diagnosticados com câncer de próstata, mas ainda não pode divulgar resultados.


24 de março de 2011 0

Mais duas crianças nasceram com deformidades físicas por causa do uso incorreto da talidomida – ambas no Maranhão. Com esses casos, sobe para sete o número de vítimas no País desde 1997.

Os casos vieram à tona ao mesmo tempo em que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou resolução que torna a prescrição, a dispensação e o descarte da talidomida mais rigorosos.

O registro mais recente é o de uma menina que nasceu sem braços e com as pernas encurtadas em dezembro do ano passado, em uma cidadezinha chamada Cajari. A menina é a sexta filha de uma dona de casa de 27 anos, que descobriu ter hanseníase em 2007 e fazia o uso do remédio para tratamento das dores provocadas pela doença.

Segundo relatório que o Estado teve acesso, a mãe da menina não aderia ao tratamento corretamente e fazia o uso indiscriminado do medicamento. Além disso, tentou por várias vezes pegar a medicação no posto de saúde sem apresentar receita, mas não conseguiu. No prontuário dela consta que duas médicas negaram a prescrição da talidomida porque a moça ainda podia ter filhos e não tinha feito a operação de ligação das trompas.

A medicação não saiu do posto de saúde, mas foi obtida diretamente na prefeitura da cidade pelo pai da menina, sem apresentação de receita médica. Até então, aparentemente, a mulher não sabia que estava grávida.

O pai da criança, Walteir Pinheiro Santos, diz que não foi orientado por ninguém sobre os riscos do uso da talidomida na gravidez. Mas, no relatório, consta que a mulher assinou um documento que a informava dos riscos. ‘Minha mulher tomava porque tinha dores horríveis e só esse remédio passava’, diz.

De acordo com ele, só no terceiro mês de gravidez é que eles souberam que a criança poderia nascer sem braços e sem pernas. ‘Paramos o uso do remédio. Paguei um ultrassom e foi aí que vimos que a menina tinha cabeça e corpo, mas não tinha braços e só um tinha um toquinho das pernas. Foi muito triste.’

O casal, que é evangélico, cogitou um aborto, mas desistiu da ideia após conversar com o pastor.

Doze anos depois. O outro caso é o de um menino de 12 anos, que nasceu sem os dois braços e com as pernas deformadas. Ele foi diagnosticado por acaso quando a equipe da geneticista Lavínia Faccini, do Instituto Nacional de Genética Médica Populacional, vinculado à Universidade Federal do Rio Grande do Sul, fazia os exames na criança recém-nascida de Cajari.


16 de março de 2011 0

Para prevenir acidentes com animais aquáticos, o dermatologista Vidal Haddad Junior, professor da Faculdade de Medicina da Unesp – Botucatu, produziu o informativo Animais Marinhos: prevenção de acidentes e primeiros cuidados. O trabalho foi feito em parceria com pesquisadores da USP.

O folder apresenta detalhes de como o banhista deve se portar caso se depare com um animal marinho, quais tipos de cuidados os mergulhadores devem tomar ao entrar em contato com esses bichos e como deve ser a preparação para fazer uma caminhada em costões rochosos e praias, entre outras situações. Prefeituras, órgãos de saúde e centrais turísticas podem imprimir o encarte e distribuí-lo gratuitamente.

De acordo com Haddad, das mais de 1.200 lesões causadas por espécies marinhas registradas em Ubatuba, Litoral Norte de São Paulo, 50% foram causadas por ouriços-do-mar, animais recobertos por espinhos. Os demais casos foram provocados por águas-vivas, caravelas (semelhantes às águas-vivas, mas com uma bolsa púrpura ou avermelhada que flutua acima da linha da água) e outros peixes venenosos, como os bagres, arraias e peixes-escorpião.

“As pessoas se expõem facilmente a acidentes por falta de conhecimentos sobre os ambientes e animais que lá vivem’, explica o médico. Para ele, o ideal é que haja divulgação e discussão de medidas de prevenção e primeiros-socorros antes de falar a respeito dos tratamentos, o contrário do que normalmente é feito pelas campanhas de saúde promovidas no período de verão.

ÁGUA DOCE

Outra cartilha, desenvolvida pelo professor Haddad com a ajuda de alunos da UNESP, traz informações sobre acidentes com animais fluviais. Foram observados mais de mil registros nos rios Tietê, Paraná, Paraguai, Araguaia e Negro. Os casos ocorrem principalmente com pescadores, por ferroadas de mandis, mordidas de piranhas e dourados.

Um outro perigo está nas arraias de água doce, que acabam ferroando pessoas que pisam nelas em águas rasas. Essas espécies estão cada vez mais presentes nos rios paulistas, o que não se verificava há 20 anos. O encarte está disponível neste link.





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