Nem tudo o que se fala sobre calvície é real




14 de março de 2011 0

Especialistas esclarecem dúvidas ‘cabeludas’ sobre o problema que atinge 50% dos homens com até 50 anos de idade

Colocar anticoncepcional dentro do xampu acelera o crescimento dos fios? Homem só fica careca depois dos 30? Quando o assunto é calvície, o que não faltam são simpatias sobre como se livrar do problema. É bom ficar atento: antes de testar poções milagrosas na esperança de salvar os fios que restam, saiba que muito do que se fala sobre o tema não passa de mito. Mas não precisa se descabelar: a calvície tem tratamento. Basta seguir as orientações comprovadas cientificamente. E força na peruca!

Segundo o especialista da Sociedade Brasileira de Dermatologia Celso Sodré, a primeira informação que se deve ter em mente é que nem toda queda de cabelo é calvície. O problema, que atinge cerca de 50% da população masculina até os 50 anos, caracteriza-se pela miniaturização do fio. “Quando cai um fio, o que nasce no lugar é mais fino e curto. Com o tempo, ele vira uma miniatura e deixa de aparecer. A causa principal é a genética”, explica Celso.

BONÉ E CREME: SEM CULPA

Por isso, dizer que usar bonés, gel e condicionador acelera o processo de perda é afirmação sem fundamento. “O gel e o condicionador atuam diretamente no pelo, não penetram no couro cabeludo. Os produtos podem até ressecar os fios, mas não causam queda. Já o boné pode ser ruim para quem tem dermatite no couro cabeludo, porque aumenta a oleosidade. Mas não causa calvície”, esclarece o especialista em medicina capilar Ademir Jr.

O profissional ressalta que quem sofre de calvície também não deve acreditar que, por conta do problema, tem mais testosterona — ou seja, é mais potente. “A perda de cabelo é provocada pelo hormônio DHT. Quem tem calvície produz mais a enzima 5-alfa-redutase, que transforma a testosterona nesse hormônio. Isso não tem nada a ver com virilidade”, diz.

Também não vale culpar a natação ou a escovação: o cabelo pode cair independentemente dessas atividades. “Quando o cabelo completa seu ciclo de vida, ele cai. Isso ocorre na escovação ou mais tarde, espontaneamente. Já o cloro resseca os fios, mas não deixa ninguém calvo”, diz Ademir. Na dúvida, procure um especialista.


2 de março de 2011 0

Prezado cidadão, prezada cidadã,

Os médicos de todo o País irão suspender o atendimento aos planos e seguros de saúde no próximo 7 de abril, Dia Mundial da Saúde.

Nesse dia, os médicos não realizarão consultas e outros procedimentos. Os pacientes previamente agendados serão atendidos em nova data. Todos os casos de urgência e emergência receberão a devida assistência.

A paralisação é referendada pela Associação Médica Brasileira (AMB), Conselho Federal de Medicina (CFM), Federação Nacional dos Médicos (Fenam) e pelo conjunto das sociedades de especialidades médicas.

Trata-se de um ato em defesa da saúde suplementar, da prática segura e eficaz da medicina e, especialmente, por mais qualidade na assistência prestada aos cidadãos.

O objetivo é protestar contra a forma desrespeitosa com que os médicos e os pacientes são tratados pelas empresas que atuam no setor.

Os planos de saúde interferem diretamente no trabalho do médico: criam obstáculos para a solicitação de exames e internações, fazem pressão para a redução de procedimentos, a antecipação de altas e a transferência de pacientes.

Os contratos entre as operadoras e os médicos também são irregulares, estão em desacordo com as normas estabelecidas pela Agencia Nacional de Saúde Suplementa (ANS).

Nos últimos dez anos, os reajustes dos honorários médicos foram irrisórios, enquanto os planos aumentaram suas mensalidades bem acima da inflação.

Alertamos a sociedade que tal situação é hoje insustentável, com riscos de sérios prejuízos à saúde e à vida daqueles que decidiram adquirir um plano de saúde, na busca de uma assistência médica de qualidade.

As empresas de planos de saúde precisam urgentemente atender a reivindicação das nossas entidades, estabelecendo regras contratuais claras que respeitem a autonomia do médico e definam critérios e periodicidade de reajustes dos honorários profissionais.

É necessário também que a ANS exerça seu papel fiscalizador, exigindo dos planos de saúde o cumprimento da regulamentação.

Brasília, 28 de fevereiro de 2011.

ASSOCIAÇÃO MÉDICA BRASILEIRA

CONSELHO FEDERAL DE MEDICINA


28 de fevereiro de 2011 0

Nunca se discutiu tanto e tão abertamente os prós e contras do uso da toxina botulínica para fins estéticos, recurso utilizado hoje até por adolescentes

Visto como um verdadeiro elixir contra as rugas, o botox tem provocado tanto interesse quanto preocupação, sobretudo devido ao uso precoce. Recentemente, houve uma reação em cadeia de médicos e cientistas à exibição de um vídeo em que Charice Pempengco, 18 anos, atriz do seriado Glee, aparece fazendo uma aplicação da toxina. A justificativa?

— Uma refrescada no visual.

Cresceu o número de adolescentes em busca do milagre que paralisa músculos. Segundo os dados da Sociedade Americana de Cirurgia Plástica, 12 mil doses do medicamento foram injetadas em americanos entre 13 e 19 anos, um número 2% maior do que em 2008. No Reino Unido, a classe médica divulgou um manifesto chamado Teen Toxing, lembrando aos adolescentes que a toxina não impede o envelhecimento natural. O cirurgião plástico Ruben Penteado, diretor do Centro de Medicina Integrada, alerta que o botox em adolescentes em casos apenas estéticos pode provocar a paralisia dos nervos faciais, além de interferir na mastigação, na fala e no sorriso.

O uso precoce da toxina botulínica não é o único exagero que permeia a relação das pessoas com os procedimentos antienvelhecimento. Para especialistas, o equilíbrio e o bom-senso devem prevalecer. Nessa luta contra a passagem do tempo, destacam-se também os tratamentos não cirúrgicos, que respondem por 85% dos 10 milhões de procedimentos realizados em 2009, segundo dados da Sociedade Americana de Cirurgia Plástica. Entre eles, está a toxina botulínica. Para se ter uma ideia da procura, foram 2,5 milhões de aplicações em um ano

Como todo e qualquer movimento cultural, o apelo da juventude eterna ganhou uma contracorrente. O estilista Tom Ford fez seu protesto ao colocar dois idosos protagonizando beijos quentes em um editorial de moda da Vogue Paris, no último mês de dezembro.

— Estou cansado da rejeição cultural à velhice e do estigma relacionado a rugas e cabelos brancos. Para este ensaio, eu imaginei um homem e uma mulher que estão juntos há muito tempo, fiéis um ao outro e sempre incandescentes de desejo — disse à publicação.

Em outra revista badalada, a alemã Madame, quem estampou a capa foi Carmem Dell’Orifice, nascida em 1931 e uma das principais modelos da década de 1950. Hoje, com rugas e cabelos brancos e volumosos, fez bonito entre editoriais de meninas jovens e esqueléticas. São ambas iniciativas importantes, mesmo que pontuais, no mundo da moda.

Na mesma li…


21 de fevereiro de 2011 0

A cura da calvície pode ter sido descoberta por acidente. Cientistas da Universidade da Califórnia, que investigavam como o estresse afeta a função gastrointestinal, podem ter encontrado um composto químico que induz o crescimento de cabelos, através do bloqueio do hormônio associado à queda. A descoberta foi publicada no jornal online PLoS One.

– Nossa descoberta mostra que a duração do tratamento com o composto causa um enorme crescimento a longo prazo em camundongos cronicamente estressados – diz Million Mulugeta, professor de medicina na divisão de doenças digestivas da David Geffen School of Medicine e autor da pesquisa. – Isto pode abrir novas possibilidades de tratamento de queda de cabelo em humanos através da modulação dos hormônios receptores de estresse, particularmente os relacionados ao estresse crônico e à idade.

Para o experimento, foram usados camundongos geneticamente alterados para produzir mais CRF, os hormônios de estresse. Com o passar do tempo esses roedores perdem pelos e ficam carecas nas costas, visualmente diferentes dos demais. O Salk Institute desenvolveu então o composto químico, um peptídeo chamado astressin-B, com habilidade de bloquear a ação do CRF.

O composto foi injetado nos ratos carecas uma vez por dia durante cinco dias e os colocaram de volta nas gaiolas com outros ratos peludos. Três meses depois os pesquisadores não conseguiram mais distinguir os camundongos injetados dos demais.

Por enquanto, o efeito foi testado apenas nos camundongos, mas os pesquisadores também usaram nos roedores o minoxidil, que é usado em humanos e, como em humanos, teve um crescimento brando como resultado. Isto sugere que o astressin-B pode também ser usado com humanos para modular os receptores de CRF encontrados na pele humana.


17 de fevereiro de 2011 0

A diretoria da AMB recebeu relatos de que golpistas estão usando o nome da entidade para enganar pessoas de boa-fé. O golpe consiste em enviar uma carta em nome da Associação dos Servidores Médicos Pensionistas e Aposentados do Brasil (ASMPPB) informando sobre a liberação de um pecúlio mais aposentadoria de alguns salários mínimos. Ao ligar para os telefones disponíveis na correspondência, além dos dados pessoais, é pedido depósito antecipado de 5% do valor para assessoria jurídica como condição para o pagamento do pecúlio. A AMB esclarece que não tem ligação com a ASMPPB e sua única relação quanto à assistência aos associados é por meio do Clube Médico.


17 de fevereiro de 2011 0

Já está em vigor o decreto que isenta a cobrança do ICMS sobre estes remédios

Os medicamentos usados no tratamento quimioterápico contra o câncer devem ficar mais baratos em Santa Catarina. O decreto assinado pelo governador Raimundo Colombo, que isenta a cobrança do ICMS sobre esses produtos, já está em vigor. A medida deve beneficiar cerca de 20 mil pessoas no Estado.

Sem a alíquota do imposto, os medicamentos ficarão 17% mais baratos nas farmácias. A redução vai ter forte impacto no bolso das famílias que têm pacientes em tratamento. Um exemplo: no caso do Arimidex, medicamento para câncer de mama, que custa R$ 611 hoje, o corte de preço passa de R$ 100. O remédio vai custar R$ 508.

O câncer de mama é o que mais atinge as catarinenses, sem considerar câncer de pele não melanoma: de acordo com as estimativas do Instituto Nacional do Câncer (Inca), o número de novos casos registrados em Santa Catarina foi de 1.570 no ano passado (18% do total), ou 49,58 a cada 100 mil mulheres.

Dados do Inca apontam que, em 2010, a cada 100 mil homens catarinenses 10.160 tiveram câncer. Nas mulheres, 8.970 desenvolveram algum tipo da doença.

A isenção do ICMS sobre os medicamentos deve reduzir a arrecadação de R$ 10 milhões ao ano para o Estado. Por isso, o governo estuda novas modalidades de incentivo fiscal, como em relação ao pão francês e ao feijão.


4 de fevereiro de 2011 0

Mais freqüente na juventude, problemas de acne podem deixar marcas desagradáveis para a vida adulta.

Novas tecnologias tornam possível a remoção completa das cicatrizes.

Acne sempre é algo que incomoda. Seu surgimento é mais comum na adolescência, época em que a glândula sebácea, que produz a oleosidade da pele, começa realmente a funcionar, induzida pela produção dos hormônios femininos e masculinos – na infância a glândula permanece inibida. O excesso de oleosidade pode gerar cravos, espinhas, cistos, caroços e por fim, cicatrizes. Como resultado disso tudo, insatisfação com a própria aparência, e, em muitos casos, queda na autoestima.

No entanto, a acne também pode ser motivo de queixa na idade adulta, causada por alterações hormonais, herança genética, stress e alimentação desequilibrada.

“Hoje em dia, conseguimos evitar que a acne deixe cicatrizes, mas há algum tempo atrás, não existiam tantos recursos e muita gente acabou se acostumando a conviver com as marcas”, explica a médica dermatologista Christiana Blattner.

A boa notícia é que já é possível eliminar as cicatrizes. A remoção é um processo complexo, que exige muitas vezes a realização de procedimentos que se alternam, mas que trazem excelentes resultados.

De acordo com Christiana Blattner, membro efetivo da Sociedade Brasileira de Dermatologia, novas tecnologias de laser, como o CO2 Fracionado, conseguem atingir as camadas mais profundas da pele, possibilitando uma sensível melhora na textura do rosto marcado pela cicatriz, sem que o paciente precise se afastar das atividades diárias. “Essa tecnologia é chamada de fracionada justamente porque o laser é dividido em pequenos microfeixes, que conseguem atingir regiões bem pontuais e profundas, remodelando as cicatrizes”, esclarece a médica responsável pela clínica Dermatolaser, em Campinas.

Micro enxertos, micro preenchimentos, micro lixamentos, uso de laser vascular, entre outros tratamentos, também são armas poderosas usadas pelosdermatologistas para eliminar de vez a lembrança visível da acne no rosto.


2 de fevereiro de 2011 0

Quem sofre com as manifestações do herpes deve redobrar os cuidados preventivos durante o Verão.

Os raios ultravioleta são mais intensos neste período, e ativam o vírus, que atinge 94% da população. Os dados são da Sociedade Brasileira de Dermatologia.

Mesmo não tendo cura, a doença pode ser tratada quando aparecem os primeiros sintomas. Isto evita o aparecimento da ferida que, é muito dolorida.

Boa parte da população tem o Herpes Vírus Simplex (VHS), adquirido ainda na infância, mas que nem sempre se manifesta, como ressalta o vice-presidente daSociedade Brasileira de Dermatologia, sessão Minas Gerais, Glaysson Tassara.

O vírus persiste no organismo, sendo capaz de apresentar manifestações periódicas. No Verão, essas manifestações aumentam devido à exposição solar mais frequente em praias e piscinas.

Os tipos mais comuns da doença se dão nas formas labial e genital.

‘Praticamente todo mundo tem, em algum momento, contato com o vírus do herpes simples, que pode ser transmitido por meio da saliva do beijo, por relação sexual ou por outras secreções”, destaca o dermatologista.

Glaysson Tassara ressalta que, erroneamente, muitos acreditam que o contágio maior se dá por meio do beijo, quando na verdade o vírus se prolifera principalmente por vias áreas.

No caso de recém-nascidos, deve-se evitar a permanência em locais fechados , assim como beijos.

Segundo a dermatologista Ana Clara de Oliveira, o vírus sobrevive, podendo se manifestar em qualquer fase da vida. “A maioria das pessoas é portadora do vírus e não chega a desenvolver a lesão”, atesta a médica.

O herpes labial se divide em quatro estágios, começando com uma coceira e ardência. O inchaço aparece formando bolhas frequentemente dolorosas.

Quando essas bolhas rompem-se e juntam-se ocasionando uma ferida com secreção é que o vírus pode ser transmitido a outras pessoas com maior facilidade.

“A ferida seca e sara. Formam-se crostas e ocorre a cicatrização. O vírus pode infectar outras partes do corpo se tocada logo após o contato com a ferida labial”, enfatiza Ana Clara.

Estas lesões reaparecem com frequência variada em cada pessoa. No caso da vendedora S C T, 38 anos, por exemplo, o herpes labial já se manifestou duas vezes em toda a sua vida. Sua sorte, como conta, é que a doença sempre se manifestou de forma mais branda.

“Sempre procurei proteger os lábios com batons que têm protetor solar justamente para prevenir o herpes. Agora estou grávida e vou tomar muito cuidado para não contagiar meu filho”, disse a vendedora.

A ferida do herpes costuma de…


31 de janeiro de 2011 0

Um em cada três pacientes que sofrem com doenças de pele sofre com problemas emocionais, como estresse, ansiedade e depressão. É a estimativa da SBD (Sociedade Brasileira de Dermatologia). Na avaliação de dermatologistas, com a maior expectativa de vida da população e o dia a dia mais corrido, a tendência é de aumento do número de pessoas com esses problemas.

O fenômeno, chamado de psicodermatose, é percebido em qualquer doença de pele, como vitiligo, acnes, manchas, psoríase e dermatite atópica.

Para a diretora do Instituto Superior de Medicina e Dermatologia, Roberta Motta, diversos estudos já comprovaram que ‘a pele é o espelho do alma’. Segundo a médica, o problema atinge todas as faixas etárias.

– Estresse, depressão e ansiedade podem ocasionar distúrbios sérios, podendo chegar até a automutilação, como a tricotilomania, que é quando o paciente arranca os próprios cabelos.

Roberta afirma que o primeiro passo para o tratamento é identificar o problema na pele e, em seguida, o fator psicológico provocador.
– Fizemos um estudo com dois grupos de crianças que tinham vitiligo. Um fazia tratamento com medicamento e com acompanhamento psicológico, o outro grupo não. Identificamos que a taxa de cura foi 80% maior no primeiro grupo. Entre as crianças, muitas vezes, o nascimento de um irmão, entrada na escola ou até separação dos pais eram desencadeadores da doença.

Um dos casos que chamaram a atenção da dermatologista é de uma mulher que tinha vitiligo desde jovem e nunca havia tratado a doença, pois dizia não acreditar na cura. Mas, quando a filha dela, de seis anos, manifestou a doença e melhorou com tratamento, a mãe também começou a melhorar, devido ao apoio psicológico.
Ana Regina Coelho de Andrade, dermatologista e coordenadora Estadual de Dermatologia Sanitária da Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais, observa que os tipos mais comuns de doenças na pele provocadas por problemas emocionais são a acne, caspa, irritações, psoríase, queda de cabelo, e lesões em joelhos e cotovelos.

– Percebemos nos exames que não se trata de problema imunológico e, sim, sentimental. Então, encaminhamos para tratamento psicológico, paralelamente ao da pele. A pele e o sistema nervoso se originam do mesmo folheto embrionário. Por isso, um influencia tanto o outro. O importante é tratar o mais rapidamente possível, antes que vire um problema crônico.

O analista de suporte Leandro Lacerda Ruppo, 33 anos, conta que descobriu a psoríase há dez a…


31 de janeiro de 2011 0

Um em cada três pacientes que sofrem com doenças de pele sofre com problemas emocionais, como estresse, ansiedade e depressão. É a estimativa da SBD (Sociedade Brasileira de Dermatologia). Na avaliação de dermatologistas, com a maior expectativa de vida da população e o dia a dia mais corrido, a tendência é de aumento do número de pessoas com esses problemas.

O fenômeno, chamado de psicodermatose, é percebido em qualquer doença de pele, como vitiligo, acnes, manchas, psoríase e dermatite atópica.

Para a diretora do Instituto Superior de Medicina e Dermatologia, Roberta Motta, diversos estudos já comprovaram que ‘a pele é o espelho do alma’. Segundo a médica, o problema atinge todas as faixas etárias.

– Estresse, depressão e ansiedade podem ocasionar distúrbios sérios, podendo chegar até a automutilação, como a tricotilomania, que é quando o paciente arranca os próprios cabelos.

Roberta afirma que o primeiro passo para o tratamento é identificar o problema na pele e, em seguida, o fator psicológico provocador.
– Fizemos um estudo com dois grupos de crianças que tinham vitiligo. Um fazia tratamento com medicamento e com acompanhamento psicológico, o outro grupo não. Identificamos que a taxa de cura foi 80% maior no primeiro grupo. Entre as crianças, muitas vezes, o nascimento de um irmão, entrada na escola ou até separação dos pais eram desencadeadores da doença.

Um dos casos que chamaram a atenção da dermatologista é de uma mulher que tinha vitiligo desde jovem e nunca havia tratado a doença, pois dizia não acreditar na cura. Mas, quando a filha dela, de seis anos, manifestou a doença e melhorou com tratamento, a mãe também começou a melhorar, devido ao apoio psicológico.
Ana Regina Coelho de Andrade, dermatologista e coordenadora Estadual de Dermatologia Sanitária da Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais, observa que os tipos mais comuns de doenças na pele provocadas por problemas emocionais são a acne, caspa, irritações, psoríase, queda de cabelo, e lesões em joelhos e cotovelos.

– Percebemos nos exames que não se trata de problema imunológico e, sim, sentimental. Então, encaminhamos para tratamento psicológico, paralelamente ao da pele. A pele e o sistema nervoso se originam do mesmo folheto embrionário. Por isso, um influencia tanto o outro. O importante é tratar o mais rapidamente possível, antes que vire um problema crônico.

O analista de suporte Leandro Lacerda Ruppo, 33 anos, conta que descobriu a psoríase há dez a…





SBD

Sociedade Brasileira de Dermatologia

Av. Rio Branco, 39 – Centro, Rio de Janeiro – RJ, 20090-003

Copyright Sociedade Brasileira de Dermatologia – 2021. Todos os direitos reservados