Especialista afirma que tratamento adequado cura hanseníase




27 de janeiro de 2011 0

Dados do Ministério da Saúde (MS) revelam que foram registrados no Brasil em 2009 aproximadamente 38 mil novos casos de hanseníase, também conhecida por lepra, significando uma media de 19 casos em cada 100 mil habitantes. Já em Alagoas, dados da Secretaria de Estado da Saúde, apontam que foram registrados 409 casos novos, sendo 13 casos para cada 100 mil habitantes.

Segundo a Sesau, somente no ano passado o estado registrou 333 novos casos de hanseníase. Os registros foram feitos em 58 dos 102 municípios alagoanos. Na última segunda-feira (24), foi celebrado o Dia Mundial do Hanseniano.

De acordo com a coordenadora Nacional do Programa de Hanseníase, Maria Aparecida de Farias Grossi, que esteve em Alagoas nos últimos dias para participar do seminário promovido pela Sesau sobre a hanseníase, todo ano é feita uma programação de acordo com o número de pacientes. ‘É importante que os estados e municípios estejam preparados para atender esses pacientes, proporcionando o tratamento medicamentoso e tratamento de reabilitação com fisioterapias, para evitar e restabelecer as lesões’, explica Maria Aparecida.

Segundo ela, no Brasil foram registrados cerca de três mil novos casos registrados em crianças e adolescentes menos de 15 anos, 28 registrados em alagoas.

‘São atribuições do Ministério da Saúde o controle da doença e apoiar os estados e municípios proporcionando treinamentos, capacitações e material educativo, além de repassar a medicação para os estados, que são distribuídos aos municípios’, ressaltou Maria Aparecida Grossi.

Conforme a coordenadora, todo tratamento da doença, como medicação e fisioterapia estão disponíveis na rede pública na atenção básica e primária. Os novos casos são notificados no registro de notificação compulsória para assim ter o controle de cada paciente que está iniciando o tratamento.

Nem toda forma de hanseníase é contagiosa, mesmo que o paciente apresente a forma de contagio, na primeira dose do tratamento, 99% dos bacilos são eliminados e não há mais chances de contaminação, com isso o mesmo já não passa mais a transmitir.

‘É uma doença causada pelo bacilo de Hansen, o Mycobacterium leprae: é um parasita que ataca a pele e nervos periféricos, mas pode afetar outros órgãos como o fígado, os testículos e os olhos’, explicou a coordenadora.

O diagnóstico consiste, principalmente, na avaliação clínica: aplicação de testes de sensibilidade, força motora e palpação dos nervos do…


24 de janeiro de 2011 0

Um dos órgãos mais vulneráveis às emoções, a pele sinaliza quando elas fogem ao controle. Ouvir o alarme, procurar um médico e seguir o tratamento nem sempre resolve o problema. Você precisa também equilibrar o que está nos bastidores dessa trama

Segundo maior órgão do corpo, a pele é mais do que uma embalagem: é um espelho do que acontece co nosco. A naturalista americana Diane Ackerman diz em seu livro Uma História Natural dos Sentidos (ed. Bertrand Brasil) o quanto ela é importante: “A pele respira e produz secreções, protegendo-nos contra os raios nocivos e os micróbios, isolando-nos do calor e do frio, regulando o fluxo sanguíneo, atuando como moldura para nosso tato, auxiliando-nos na atração sexual, definindo nossa individualidade”. Rica em terminações nervosas e dotada de intensa rede de vasos sanguíneos, está tão conectada ao cérebro que sofre os efeitos dos altos e baixos emocionais. Uma equipe da PUC do Rio Grande do Sul achou evidências da sua conexão com o emocional. Na pesquisa, de 2009, psicólogos avaliaram 205 pessoas entre 20 e 49 anos com problemas de pele: 63% haviam passado pouco antes por stress. “Perda de uma pessoa querida, de emprego, brigas na família ou uma cirurgia podem desencadear, por exemplo, a psoríase”, afirma o dermatologista Alan Menter, da Universidade de Baylor, em Dallas, nos Estados Unidos.

Ele estava à vontade para comentar: é o presidente do Conselho Internacional de Psoríase, presente no Congresso da Sociedade Brasileira de Dermatologia, que discutiu o tema no Rio de Janeiro há três meses. Mas nem sempre basta recorrer a medicamentos. “Psicoterapia ou métodos que controlam o stress, como acupuntura e ioga, podem ajudar a diminuir os sintomas e ainda previnem novas crises”, afirma a dermatologista Denise Steiner, de São Paulo. Veja as principais doenças de pele que são agravadas pela ansiedade, tristeza, angústia e outros sentimentos.

VITILIGO

Distúrbio em que ocorre perda de melanócitos, células que produzem a melanina, pigmento que dá cor à pele. Surgem manchas lisas e esbranquiçadas.

CAUSA Predisposição genética. O próprio sistema de defesa entra em curto e produz anticorpos que destroem essas células.

EMOÇÕES Fatores como a tristeza por perdas (morte ou separação) podem desencadear ou piorar as manifestações da doença.

TRATAMENTO Para estimular a pigmentação, laser e cre mes (sensíveis à luz, com ação oposta à do protetor solar) combinados à radiação ultravioleta, corticoides e transplante de pele.

NOVIDADES Imunomoduladores, como imiquimod, estão em e…


21 de janeiro de 2011 0

Raios ultravioleta são mais intensos neste período do ano e ativam o vírus, que atinge 94% da população

Quem sofre com as manifestações do herpes deve redobrar os cuidados preventivos durante o Verão. Os raios ultravioleta são mais intensos neste período, e ativam o vírus, que atinge 94% da população. Os dados são da Sociedade Brasileira de Dermatologia.

Mesmo não tendo cura, a doença pode ser tratada quando aparecem os primeiros sintomas. Isto evita o aparecimento da ferida que, é muito dolorida.

Boa parte da população tem o Herpes Vírus Simplex (VHS), adquirido ainda na infância, mas que nem sempre se manifesta, como ressalta o vice-presidente da Sociedade Brasileira de Dermatologia, sessão Minas Gerais, Glaysson Tassara.

O vírus persiste no organismo, sendo capaz de apresentar manifestações periódicas. No Verão, essas manifestações aumentam devido à exposição solar mais frequente em praias e piscinas.

Os tipos mais comuns da doença se dão nas formas labial e genital. “Praticamente todo mundo tem, em algum momento, contato com o vírus do herpes simples, que pode ser transmitido por meio da saliva do beijo, por relação sexual ou por outras secreções”, destaca o dermatologista.

Glaysson Tassara ressalta que, erroneamente, muitos acreditam que o contágio maior se dá por meio do beijo, quando na verdade o vírus se prolifera principalmente por vias áreas.

No caso de recém-nascidos, deve-se evitar a permanência em locais fechados , assim como beijos. Segundo a dermatologista Ana Clara de Oliveira, o vírus sobrevive, podendo se manifestar em qualquer fase da vida. “A maioria das pessoas é portadora do vírus e não chega a desenvolver a lesão”, atesta a médica.

O herpes labial se divide em quatro estágios, começando com uma coceira e ardência. O inchaço aparece formando bolhas frequentemente dolorosas. Quando essas bolhas rompem-se e juntam-se ocasionando uma ferida com secreção é que o vírus pode ser transmitido a outras pessoas com maior facilidade.

“A ferida seca e sara. Formam-se crostas e ocorre a cicatrização. O vírus pode infectar outras partes do corpo se tocada logo após o contato com a ferida labial”, enfatiza Ana Clara.

Estas lesões reaparecem com frequência variada em cada pessoa. No caso da vendedora…


21 de janeiro de 2011 0

Cientistas localizaram um mecanismo molecular em camundongos que ajuda as células do câncer de pele a confundir o sistema imunológico do animal, de acordo com um estudo publicado esta quarta-feira na revista científica britânica Nature.

A descoberta, se reproduzida em humanos, pode um dia resultar em tratamentos capazes de bloquear este mecanismo e, consequentemente, o crescimento do câncer, destacou a pesquisa.

Nos experimentos com ratos, os cientistas demonstraram pela primeira vez que uma proteína chamada interferon-gama (IFN-gama) desempenha um papel chave na disseminação do melanoma, uma forma sabidamente agressiva de câncer resistente à quimioterapia padrão.

O mesmo tipo de radiação ultravioleta que causa queimaduras de pele fez com que os glóbulos brancos do sangue infiltrassem a pele dos roedores, explicou Glenn Merlino, cientista do Instituto Nacional do Câncer dos EUA e principal desenvolvedor do estudo.

As células brancas do sangue, ao contrário, ‘podem produzir o IFN-gama. Acreditamos que o IFN-gama pode provocar o melanoma em nosso sistema modelar e, talvez, nas pessoas’, destacou em mensagem enviada por e-mail.

Os cientistas descobriram que injetar anticorpos nos ratos que bloqueiam o IFN-gama interrompeu este processo sinalizador, reduzindo efetivamente o risco de aparecimento de câncer de pele induzido por UV.

‘Nós estamos tentando desenvolver inibidores que sejam mais práticos que os anticorpos, uma molécula pequena, por exemplo’, disse Merlino.

De forma ideal, este tratamento significaria que alguém exposto a grandes doses de radiação UV – como longos verões na praia sem protetor, por exemplo – poderia escapar da ameaça potencialmente letal do câncer de pele.

‘Mas nós nunca encorajaríamos tal exposição ao sol, mesmo se tal tratamento estivesse disponível’, alertou Merlino.

Casos de melanoma cutâneo estão crescendo mais rápido do que qualquer outro tipo de câncer.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), no ano 2000, cerca de 200 mil casos de melanoma foram diagnosticados e houve 65.000 mortes associadas a este tipo de tumor.

A descoberta pode derrubar suposições sobre os vínculos entre as proteínas de interferon e o câncer.

Até agora, acreditava-se que os interferons impedissem a formação de tumores cancerígenos. Um em particular, o interferon-alfa, tem sido amplamente usado para tratar o melanoma, tanto como uma droga de primeira linha quanto como auxiliar.

Uma pesquisa anterior levantou dúvidas sobre a eficácia do tratamento, que também tem sérios efeitos colaterais.

A maior incidência registrada foi na Austrália, onde as taxas anuais são de 10 a 20 vezes as da Europa, respectivamente, para homens e mulheres.

Os maiores fatores de risco são a alta exposição ao sol e outras fontes de UV como câmaras de bronzeamento, além de fatores genéticos.

A doença é muito comum em pessoas de pele clara, olhos azuis e cabelos ruivos ou claros.

Até agora, acreditava-se que os interferons impedissem a formação de tumores cancerígenos. Um em particular, o interferon-alfa, tem sido amplamente usado para tratar o melanoma, tanto como uma droga de primeira linha quanto como au…


6 de janeiro de 2011 0

Cientistas da Universidade da Pensilvânia, nos EUA, descobriram que as células-tronco podem ter um papel decisivo na calvície masculina. Um estudo, divulgado nesta terça-feira (4) pela publicação científica ‘Journal of Clinical Investigation’, mostrou que esse tipo de célula não funciona como deveria no couro cabeludo dos carecas. Para que um cabelo cresça, células-tronco se transformam em outras células, chamadas progenitoras, que dão origem aos fios. Esse processo ocorre dentro dos folículos capilares, que são pequenas estruturas da pele onde se prendem as raízes do cabelo. Os pesquisadores analisaram folículos capilares de pessoas calvas e com cabelos normais. Chegaram à conclusão de que o número de células-tronco era praticamente o mesmo em ambas, mas havia uma grande falta de células progenitoras nos carecas. A conclusão é que as células-tronco não estão se transformando em progenitoras, como deveria acontecer. Isso quebra o ciclo de formação do cabelo e, em vez de formar fios grandes e vistosos, os folículos – que ficam muito menores nos carecas – geram cabelos microscópicos. ‘Há um problema na ativação das células-tronco na conversão para células progenitoras no couro cabeludo calvo’, explica o pesquisador George Cotsarelis, um dos autores do estudo. O próximo passo na pesquisa é descobrir como fazer as células-tronco funcionarem como deveriam e dar alívio aos homens que não querem perder o penteado. ‘O fato de que há um número normal de células-tronco em um couro cabeludo careca nos dá esperança de poder reativar essas células’, diz Cotsarelis.


6 de janeiro de 2011 0

Uma pesquisa internacional divulgada nesta terça-feira (4) alerta sobre problema de buscar informações sobre saúde na internet, sem checar se o site é confiável. O estudo, feito com mais de 12 mil pessoas de Austrália, Brasil, Reino Unido, China, França, Alemanha, Índia, Itália, México, Rússia, Espanha e Estados Unidos, indica que 81% dos internautas usam a para obter orientações sobre saúde, remédios ou condições que requerem cuidados médicos.

A pesquisa, feita por técnicos da London School of Economics (LSE) e encomendada pela empresa Bupa, do setor privado de saúde, mostrou que, com os notebooks e smartphones prestes a superar os computadores de mesa em 2012, mais informação sobre saúde está disponível online e há mais meios de acessá-las do que antes. Os russos são os que mais buscam orientação na internet, seguidos pelos chineses, indianos, mexicanos e brasileiros. Os franceses são os que menos recorrem às informações online sobre saúde, de acordo com o levantamento.

O estudo também constatou que 68% dos internautas usam a rede para buscar orientação sobre determinados remédios e 4 em cada 10 procuram informações a respeito de experiências de outros pacientes em relação a um problema de saúde. O pesquisador sênior David McDaid, da LSE, diz que ‘as novas tecnologias estão ajudando mais pessoas em todo o mundo a saber mais sobre sua saúde e tomar decisões mais bem fundamentadas’. – Mas as pessoas precisam se certificar de que a informação que encontram as ajudarão a melhorar, e não a piorar. Os especialistas alertam que muita informação sobre saúde encontrada na internet não é checada e os usuários têm dificuldade em saber no que confiar. Segundo a pesquisa, dos 73% dos britânicos que dizem utilizar a internet para obter orientação sobre saúde, mais de 60% procuram dados sobre remédios e mais da metade (ou 58%) usa essa informação para fazer um diagnóstico. Mas somente um quarto das pessoas dizem checar a origem da orientação. Annabel Bentley, diretora médica da Bupa, diz que ‘confiar em informação enganosa pode facilmente levar as pessoas a assumir riscos com tratamentos e exames inadequados’ – Além disso, as pessoas podem fazer uma checagem online e desconsiderar sintomas graves, em vez de buscar orientação com um médico.


4 de janeiro de 2011 0

Um novo teste sanguíneo que encontra e captura células cancerígenas entre bilhões de células sadias pode chegar em breve ao mercado. Cientistas do Hospital Geral de Massachusetts, nos EUA, e uma multinacional do ramo da saúde devem anunciar uma parceria para produzir o exame em larga escala.

Os cientistas imaginam que, inicialmente, o teste facilitará o tratamento de tumores, pois pode ser feito diariamente e é um jeito rápido de descobrir se medicamentos e terapias estão fazendo efeito. ‘É como uma biópsia líquida’, que evita a retirada dolorosa de tecidos, diz o médico Daniel Haber, chefe do centro de câncer do hospital e um dos inventores do teste.

O exame também poderá, no futuro, ajudar a diagnosticar o câncer antes que ele se espalhe, atuando paralelamente a testes tradicionais, como a mamografia e a colonoscopia.

Hoje, o único exame sanguíneo disponível no mercado para a detecção de tumores apenas conta as células doentes, mas não consegue capturá-las, impedindo que os médicos possam obter mais informações sobre o problema.

O exame usa um microchip do tamanho de um cartão de crédito, coberto por 78 mil pequenos cilindros, como cerdas de uma escova de cabelo. Os cilindros contêm uma substância que faz as células cancerígenas grudarem. Quando o sangue atravessa o chip, as células batem nos cilindros como uma bola em um jogo de pinball. As células cancerígenas se prendem e um corante faz com que elas brilhem. Assim os cientistas podem contá-las e capturá-las.

O próximo passo na pesquisa será encontrar um plástico barato para produzir os testes, que hoje custam centenas de dólares por unidade. Enquanto isso, o exame será usado experimentalmente em quatro institutos dos EUA.


27 de dezembro de 2010 0

Não é difícil encontrar pessoas com mais de 25 anos de idade, principalmente mulheres, reclamando do aparecimento de espinhas mesmo sem as terem tido durante a adolescência. Uma estimativa feita pela Sociedade Brasileira de Dermatologia apontou que a causa dos problemas de pele em cada um de três pacientes é emocional – como estresse, ansiedade e depressão.

‘O estresse, quando é muito intenso, aumenta a produção de cortisol e estimula os hormônios androgênios, que por sua vez acionam ainda mais a glândula sebácea’, explica a dermatologista da instituição Denise Steiner. Segundo a especialista, a acne está associada ao estresse entre 3 e 5% dos casos.

Uma pesquisa realizada pela Universidade Livre de Berlim, na Alemanha, mostrou que um hormônio (liberador da corticotropina, ou CRH) associado ao estresse, que afeta a liberação de óleos na pele, pode ser uma causa potencial de problemas cutâneos.

De acordo com o estudo, além de ser produzido pelo sistema nervoso central, o CRH também é feito pelas glândulas sebáceas da pele.

Denise afirma que o hormônio envolvido na produção de acne através do estímulo das glândulas sebáceas é o androgênio, que é masculino. ‘Como a mulher tem pouco hormônio masculino, qualquer alteração pode estimular a glândula e provocar acne’, diz.

A especialista salienta que a acne na vida adulta além de ser potencializada pelo estresse, pode aparecer em mulheres com ovário policístico ou com alterações hormonais.

De acordo com Denise, não há diferenças entre as espinhas causadas por fatores diversos. ‘No tratamento são usados antibióticos e retinoides. Além disso, podem ser adotados peelings e lasers’, sugere.

CUIDE DE SUA PELE
Conheça alguns cuidados básicos para se livrar ou diminuir a intensidade da acne:

– Lave a pele suavemente e sem exagero, duas vezes ao dia, com sabão neutro. Esfregar a pele não evita acne e pode piorar o problema;

– Evite tocar sua pele. Espremer uma espinha pode aparentar que tenha desaparecido temporariamente, no entanto, removê-la pode fazê-la ficar por mais tempo, causando inchaço, irritação e cicatrizes vermelhas ou marrons;

– Previna-se do sol. Muitas medicações para acne podem causar queimaduras em algumas pessoas. Ficar sob o sol por muito tempo pode causar rugas e aumentar o risco de câncer de pele. Faça uso de filtros sem óleo na fórmula.


22 de dezembro de 2010 0

Se o potinho de cosmético não faz milagres nem mesmo em peles com celulite menos aparente, em casos extremos não traz efeito algum, explica o dermatologista Adilson Costa.

‘O creme não proporciona efeito imediato’, diz o dermatologista Adilson Costa

Especialistas afirmam que o creme anticelulite pode fazer efeito, porém os resultados só devem ter efeito após três meses de uso. Esse é exatamente o intervalo de tempo que separa as mulheres do verão, quando os efeitos estarão mais à mostra e à prova.

‘O creme vai agir como um tratamento. Ele não proporciona efeito imediato’, diz o dermatologista Adilson Costa, Coordenador do Núcleo de Pesquisa Clínica em Dermatologia da PUC-Campinas.

Contudo, o uso por um ano consecutivo, por exemplo, não produz resultados garantidos. Denise Steiner, dermatologista da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), alerta que o produto não tem poder nenhum sozinho. ‘Ele é apenas um coadjuvante”, diz. O creme anticelulite, na opinião dos médicos, só ajuda a amenizar o problema de quem possui uma rotina saudável. Isso inclui alimentação balanceada e atividades físicas regulares, uma vez que alimentos e sedentarismo, ao lado de alterações de hormônios e genética, também são fatores responsáveis pelos indesejáveis furinhos na pele.

Se o potinho de cosmético não faz milagres nem mesmo em peles com celulite menos aparente, em casos extremos não traz efeito algum. Segundo Costa, figuram nesse grupo as pessoas muito acima do peso, com celulites muito antigas e níveis avançados do problema (são aqueles casos em que, mesmo sem fazer movimento, a celulite fica aparente, com aspecto similar à textura de um colchão). Nessas situações, é melhor procurar um médico. Só ele pode indicar o melhor tratamento, de acordo com o tipo de pele e o grau de celulite. ‘A tecnologia, hoje, oferece muitas soluções’, afirma Denise.

Há também a questão da variedade dos produtos contra a celulite. A dica é ficar de olho no rótulo. ‘Algumas substâncias têm efeito comprovado cientificamente, como as mais encontradas: a cafeína e a carnitina (ou carnitilina), que têm efeito lipolítico, o retinil palmitato, derivado do retinol, que melhora a superfície da pele, e a ginkgo biloba, que possui efeito anti-inchaço’, explica Costa. São esses ativos, assegura o médico, que fazem com que o produto permeie a pele. ‘Só não há como saber qual é a quantidade dessas substâncias nos produtos. Como isso faz parte da patente das marcas, elas não revelam’, explica.


21 de dezembro de 2010 0

Os homens são as principais vítimas do câncer no país, segundo a pesquisa Saúde Brasil 2009, divulgada pelo Ministério da Saúde no dia 14 de dezembro. As neoplasias (cânceres) são a segunda categoria de doenças que mais mata no país, com uma taxa de 75,5 mortes para cada 100 mil brasileiros. O estudo aponta que há diferenças nos índices de morte entre os sexos: 82,7 para cada 100 mil homens e 62,5 para cada 100 mil mulheres.

As regiões mais ricas são as que têm os índices mais elevados. Na região Sul, a taxa corresponde a 92,6 mortes a cada 100 mil pessoas. Levando em consideração apenas os homens, esse índice é bem maior, de 106,5.

Já a região Norte apresenta as menores taxas, sem diferenças significativas entre homens e mulheres, com 57,7 por 100 mil habitantes.

Outros fatores fazem a mortalidade masculina ser maior do que a feminina no Brasil. A cada três mortes de pessoas adultas, duas são de homens. Eles vivem, em média, sete anos menos do que as mulheres e têm mais doenças do coração, câncer, diabetes, colesterol e pressão arterial mais elevada.

O risco de morte nos homens é 40% maior do que entre as mulheres, considerando todas as idades. O Sistema de Informação de Mortalidade do Ministério da Saúde registrou 612,8 mil óbitos masculinos e 453,5 mil femininos em 2008.

Entre os homens, o maior número de mortes se concentrou na faixa etária entre 20 e 29 anos, que registrou 7,2% do total de óbitos masculinos, enquanto que para as mulheres esse percentual é de 2,4%. Isso significa que 43.886 homens perderam a vida nessa faixa etária no ano de 2008, quatro vezes mais do que as 10.786 mulheres que morreram na mesma faixa etária.

Por causa desses números, o Ministério da Saúde lançou em 2009 a Política Nacional de Saúde do Homem, com foco na prevenção. De acordo com o governo, ‘os agravos do sexo masculino são um problema de saúde pública’.





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