Dia Mundial da Psoríase: Sociedade Brasileira de Dermatologia atua para ampliar o tratamento no Brasil



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29 de outubro de 2025

Embora muitas vezes confundida com uma simples condição dermatológica, a Psoríase é uma doença crônica, imunomediada e sistêmica que vai muito além da pele. Neste Dia Mundial da Psoríase, celebrado em 29 de outubro, a Sociedade Brasileira de Dermatologia amplia o debate sobre essa doença que se manifesta principalmente na pele dos joelhos, cotovelos, couro cabeludo e unhas, mas que também pode atingir outros órgãos do corpo.  

A SBD vem, há mais de 20 anos, por meio de médicos associados, atuando de forma ativa para ampliar o acesso ao tratamento da doença no país, combatendo o estigma e garantindo que pacientes tenham atendimento digno ao diagnóstico e aos cuidados necessários.  

Segundo o Dr. André Carvalho, dermatologista da SBD, a doença ocorre por um desbalanço do sistema imunológico, que passa a reagir de forma exagerada a estímulos externos ou até a estruturas naturais da pele. “Ela tem base genética e é uma doença crônica e sistêmica. Ou seja, a inflamação que vemos na pele também pode atingir outros órgãos”, explica.  

A boa notícia é que a Psoríase tem tratamento. Nos casos mais leves, terapias tópicas costumam ser eficazes. Já quadros moderados a graves ou com artrite psoriásica associada exigem terapias sistêmicas, como imunobiológicos, metotrexato ou fototerapia. “Hoje já contamos com 12 imunobiológicos aprovados para a Psoríase, além de novas medicações orais em estudo. Apesar de ainda não haver cura definitiva, estudos recentes indicam que o tratamento precoce com imunobiológicos pode normalizar a resposta imune e levar alguns pacientes à remissão prolongada”, destaca o Dr. André    

Desde os anos 2000, a SBD tem sido protagonista em debates e ações sobre políticas públicas voltadas à psoríase. A entidade, por meio de seus associados, participou da elaboração dos primeiros Protocolos Clínicos e Diretrizes Terapêuticas junto ao Ministério da Saúde, garantindo que o Sistema Único de Saúde (SUS) ofereça não só terapias tópicas, mas também sistêmicas.  

“De 2009 a 2019, a entidade defendeu ativamente a atualização desses protocolos, contribuindo para a inclusão de terapias biológicas, consideradas essenciais no tratamento de casos mais graves”, explica Dr. Paulo Oldani, médico dermatologista da SBD, que participou dos debates.   

E, de 2020 a 2025, a SBD intensificou sua atuação ao lado de gestores públicos e entidades de pacientes, promovendo capacitações médicas, campanhas educativas e ações contra o estigma.  

Para o Dr. Carlos Barcaui, presidente da SBD, o desafio vai além da incorporação de novos medicamentos. É preciso garantir acesso à informação e à assistência dermatológica, especialmente na rede pública. “Lançamos neste mês o Dossiê Brasil à Flor da Pele, em parceria com a L’Oréal Beleza Dermatológica. O estudo nacional revela que um em cada quatro brasileiros não sabe que o dermatologista é o especialista médico da pele, cabelos e unhas; e apenas 12% foram ao dermatologista no último ano. Entre os jovens de 16 a 24 anos, 70% nunca passaram por atendimento dermatológico”, afirma.  

“Precisamos ampliar esse acesso, principalmente no SUS. Sabemos que quanto mais cedo a descoberta de problemas com a saúde da pele, cabelos e unhas, maiores são as chances de evitar consequências graves. E a SBD tem se empenhado para isso”, completa Barcaui.  

Atualmente, a SBD segue firme no compromisso de orientar, formar e cuidar. A missão é clara: assegurar que pessoas com Psoríase em todo o Brasil recebam diagnóstico precoce, tratamento adequado e respeito. “Vale ressaltar que a Psoríase não é contagiosa, mas sim uma doença que exige acolhimento, informação e acesso ao cuidado”, conclui Dr. Carlos Barcaui.  

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21 de outubro de 2025

Mais de quinhentos dermatologistas de todo o Brasil estiveram reunidos em São Paulo para o 3º Imuno&Derma, evento promovido pela Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) com foco nas doenças imunomediadas da pele. O evento ocorreu nos dias 17 e 18 de outubro (Dia do Médico). Entre os principais temas discutidos estiveram os tratamentos imunológicos para Psoríase e Hidradenite Supurativa.  

A Psoríase, segundo o dermatologista Dr. André Esteves, é uma condição que vai muito além da pele. “É uma doença imunomediada, causada por um desbalanço do sistema imune que reage mais do que o necessário a estímulos externos ou até a estruturas da própria pele. Ela tem base genética e é uma doença crônica e sistêmica. Ou seja, a inflamação que vemos na pele também pode atingir outros órgãos”, explica.  

As lesões mais comuns acometem joelhos, cotovelos, couro cabeludo e unhas. De acordo com o especialista, a doença pode ser classificada como leve ou grave a depender da extensão e impacto na qualidade de vida.  

“A Psoríase leve responde bem aos tratamentos tópicos, mas quando há acometimento maior da pele ou presença de artrite psoriásica, é necessário partir para terapias sistêmicas, como imunobiológicos, metotrexato ou fototerapia. Hoje já contamos com 12 imunobiológicos aprovados para Psoríase, além de novas medicações orais em estudo”, destaca o Dr. André.  

De acordo com ele, ainda não há cura definitiva, mas estudos mostram que o tratamento precoce com imunobiológicos pode normalizar a resposta imune e levar alguns pacientes à remissão prolongada. “Já se discute, inclusive, terapias gênicas que atuam diretamente no genoma do paciente”, afirma o médico.  

Assumindo uma postura ativa de interlocução com os órgãos reguladores e de incorporação tecnológica, em especial Conitec (Sistema Único de Saúde) e ANS (planos privados), a SBD tem atuado em prol da incorporação de terapias para Psoríase, incluindo biológicos, e Dermatite Atópica, além de outras demandas dermatológicas.   

O objetivo é assegurar que a população possa acessar com equidade os tratamentos para doenças imunomediadas da pele, ampliando o acesso aos cuidados dermatológicos.  

“Na última semana, lançamos o Dossiê Brasil à Flor da Pele, em parceria com a L’Oréal Beleza Dermatológica. O estudo nacional revela que um em cada quatro brasileiros não sabe que o dermatologista é o especialista médico da pele, cabelos e unhas; e apenas 12% foram ao dermatologista no último ano. Entre os jovens de 16 a 24 anos, 70% nunca passaram por atendimento dermatológico. Precisamos ampliar esse acesso, principalmente no SUS. Sabemos que quanto mais cedo a descoberta de problemas com a saúde da pele, cabelos, unhas, maiores são as chances de evitar consequências graves. E a SBD tem se empenhado para isso”, diz o Dr. Carlos Barcaui, presidente da entidade. 

Hidradenite Supurativa: diagnóstico precoce é essencial  

Outra doença em destaque no encontro foi a Hidradenite Supurativa, enfermidade inflamatória crônica de forte impacto social e emocional.  

Segundo a dermatologista Dra. Renata Magalhães, o atraso no diagnóstico ainda é um dos maiores desafios. “É uma doença que muitas vezes começa na adolescência, mas estudos mostram que o tempo médio até o diagnóstico pode chegar a 12 anos. O paciente costuma chegar ao especialista já com lesões graves e sequelas”, alerta.  

Caracterizada por nódulos dolorosos, abscessos recorrentes e formação de túneis sob a pele, a Hidradenite Supurativa afeta principalmente axilas e virilha, podendo evoluir para fístulas profundas e infecções secundárias.  

“O tratamento envolve antibióticos de longo prazo, imunossupressores e imunobiológicos. Já temos dois medicamentos biológicos aprovados no Brasil para Hidradenite Supurativa e novas moléculas estão em estudo com resultados promissores.  A remoção cirúrgica de lesões crônicas  recidivantes pode ser necessária”, afirma a Dra. Renata.  

Ela reforça que medidas complementares também fazem parte do cuidado. “Controle de peso, manejo da dor e cessação do tabagismo são fundamentais para melhorar a resposta ao tratamento e reduzir a recorrência das crises”, orienta.  

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27 de novembro de 2024

Coordenado por Heitor de Sá Gonçalves, presidente da Sociedade Brasileira de Dermatologia, e tendo como revisor geral e editor-chefe, Ricardo Romiti, coordenador da Campanha Nacional de Psoríase, o “Novo Consenso De Psoríase 2024” teve como co-editores André de Carvalho, Gleison Duarte e Juliana Nakano, bem como contou com a colaboração de especialistas de todo o país.  

“Esse Consenso é uma ferramenta essencial para especialistas, médicos, gestores públicos e tomadores de decisões judiciais, pois reflete os avanços no manejo da psoríase e no bem-estar dos pacientes, além de ser crucial para a incorporação de novos tratamentos no sistema de saúde”, diz Dr. Heitor de Sá Gonçalves. 

A publicação traz atualizações significativas sobre os mecanismos fisiopatológicos da psoríase e as terapias emergentes, considerando particularidades da nossa população, como diversidade étnica e faixa etária, e as características geográficas que impactam a prevalência e gravidade da doença. Através de metodologia capaz de refletir a escuta de múltiplos profissionais de saúde, buscou-se a melhor adaptação científica à realidade brasileira. 

“Com rigor científico e atualização constante, a elaboração deste consenso reafirma a liderança da SBD no estudo e controle da psoríase no Brasil, com a contribuição de especialistas em todo o país e inovações no tratamento, incluindo novos fármacos e abordagens clínicas”, diz Dr. Ricardo Romiti. 

Caro(a) associado(a), existem duas formas para visualizar a publicação na íntegra, após logar na área restrita do site da SBD: clique diretamente no link ou acesse o menu Biblioteca >> Publicações da SBD >> Consenso Brasileiro de Psoríase. 

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22 de outubro de 2024

Caracterizada como relativamente comum, crônica e não contagiosa, a psoríase é uma doença inflamatória da pele, na qual por predisposição genética, junto com fatores ambientais ou de comportamento, causam o aparecimento de lesões avermelhadas e que descamam. Com o objetivo de orientar e esclarecer as dúvidas da população sobre essa dermatose que acomete de 3 a 5 milhões de pessoas no país, a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) promove campanha de conscientização.  

Entre as ações está uma live no Dia Mundial da Psoríase, em 29 de outubro, às 19h, no instagram @dermatologiasbd. O coordenador da Campanha Dr. Ricardo Romiti irá participar junto com a cantora e influencer Kelly Key, portadora da doença. 

“As campanhas, já marcas registradas da SBD, são fundamentais para promover esclarecimentos sobre doenças, muitas vezes, negligenciadas apenas por falta de conhecimento, então, procuramos alertar incentivando a busca pelo profissional correto, que é o médico dermatologista, para o diagnóstico precoce e tratamento adequado. Além disso, também temos como missão coibir o preconceito, que afeta muitos pacientes. A psoríase não é contagiosa e o contato não precisa ser evitado”, explica Dr. Heitor de Sá Gonçalves, presidente da SBD.  

O coordenador da campanha, Dr. Ricardo Romiti, conta que não se conhece a causa da psoríase, mas sabe-se que apresenta relação com fatores genéticos e imunológicos. Além disso, alguns gatilhos podem desencadear ou agravar o quadro, como estresse, infecções, banhos longos e muito quentes, uso de certas medicações e mesmo o tempo frio.  

“Formas graves podem estar associadas à obesidade, hipertensão e outras manifestações da síndrome metabólica, aumentando o risco de infarto e acidente vascular cerebral (derrame). Além de acometer a pele, mais ou menos um terço dos pacientes pode ter uma inflamação articular, conhecida como artrite psoriásica, que, se não tratada adequadamente, pode desencadear deformidades”, ressalta o médico dermatologista.  

O diagnóstico das lesões é eminentemente clínico, mas, em alguns casos, também pode ser necessária a realização de uma biópsia da pele para confirmação da psoríase e afastar a possibilidade de outras doenças.    

“Ainda não tem cura, porém é possível tratar essa dermatose de maneira eficaz obtendo controle completo ou quase completo de seus sinais e sintomas”, diz Romiti.  

Tratamentos  

A escolha do tratamento depende da extensão do quadro. De acordo com o médico dermatologista Ricardo Romiti, 70 a 80% dos pacientes possuem a forma mais leve da doença, ou seja, placas nas regiões do cotovelo, joelho ou couro cabeludo, podendo aparecer em qualquer parte do corpo, mas de forma limitada. “Essas formas nós manejamos com tratamentos tópicos, como cremes, pomadas e loções que vão ter um efeito anti-inflamatório para regredir o quadro”, explica.  

Já os casos mais graves, extensos e disseminados pelo corpo, necessitam dos tratamentos convencionados, que vão desde a fototerapia até medicação oral.   

“Se o paciente não responder ou tiver alguma contraindicação, temos ainda os tratamentos imunobiológicos que são direcionados contra a inflamação específica da psoríase. São medicamentos muito eficazes para as formas mais graves da doença, com um perfil de segurança favorável mas de custo mais elevado e, portanto, indicados para pacientes que tiveram alguma falha ou contraindicação aos tratamentos convencionais”, detalha o médico.  

Fique por dentro da campanha através do Instagram @dermatologiasbd.

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21 de novembro de 2022 0

Psoríase e uma doença da pele relativamente comum, crônica e não contagiosa. É cíclica, ou seja, apresenta sintomas que desaparecem e reaparecem periodicamente.  É uma doença auto inflamatória da pele, na qual por predisposição genética, junto com fatores ambientais ou de comportamento, causam o aparecimento de lesões avermelhadas e que descamam na pele.

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7 de novembro de 2022 0

O presidente do Tribunal de Justiça de Minas Gerais, desembargador José Arthur de Carvalho Pereira Filho, recebeu, nesta segunda-feira (24/10), uma visita de cortesia de membros da startup Nanonib.

Durante o encontro, os empresários apresentaram ao chefe da corte mineira uma nova tecnologia fabricada a partir de um material avançado, que utiliza o nióbio para produzir uma nanotecnologia aplicada ao tratamento da psoríase.

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7 de novembro de 2022 0

O Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE), adere à Campanha Nacional de Conscientização da Psoríase, em parceria com a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), com objetivo de informar a população sobre a doença, auxiliar na melhoria da assistência médica e combater o preconceito.

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7 de novembro de 2022 0

O Tribunal de Justiça do Estado do Paraná (TJPR) apoia a Campanha Nacional de Conscientização da Psoríase, uma iniciativa da Sociedade Brasileira de Dermatologia, com objetivo de informar a população sobre a doença, auxiliar na melhoria da assistência médica e combater o preconceito. A ação acontece entre os dias 24 e 29 de outubro.

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