SBD orienta médicos sobre disponibilidade no SUS e planos de saúde de medicamentos de alta eficácia contra psoríase e outras doenças graves




29 de outubro de 2021 0

A Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) divulga nesta semana um informe aos mais de 10 mil médicos da especialidade a respeito da disponibilização das terapias imunobiológicas que ajudarão no tratamento de doenças dermatológicas graves, que afetam a qualidade de vida de milhões de pessoas. Neste informe, a SBD lembra que os pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) já podem ter acesso as terapias imunobiológicas para o tratamento da psoríase e da hidradenite supurativa e os pacientes do sistema privado (operadoras de saúde) já têm cobertura obrigatória desta terapia para psoríase, hidradenite supurativa e urticária crônica espontânea. 

Com esse aviso, a SBD orienta os profissionais sobre a possibilidade da obtenção dessas drogas, o que era uma reinvindicação antiga. “Além do envio de mensagens para os médicos, vamos promover lives para discutir com os dermatologistas os avanços no tratamento de doenças que afetam a pele. Isso faz parte de uma estratégia que ocorre em outubro, mês dedicado à psoríase. Trata-se de uma doença inflamatória, não contagiosa e crônica, cujo cuidado representa um desafio para todos”, ressalta André Carvalho, coordenador da Campanha Nacional de Conscientização sobre Psoríase, promovida pela SBD.

Segundo ele, os avanços foram incorporados, mas nem todos os dermatologistas estão cientes disso ou sabem como solicitar o acesso aos medicamentos para seus pacientes. Por isso, a SBD decidiu atuar junto aos seus associados, o que permitirá a eles alcançar melhores resultados no acompanhamento dos casos da doença. Carvalho explica que para saber como proceder em cada estado, o médico deve buscar as secretárias estaduais ou municipais de saúde e centrais de atendimento que as operadoras disponibilizam aos profissionais.

Comemoração – A possibilidade de contar com esse suporte terapêutico é motivo de comemoração, acreditam os especialistas da SBD. Depois de anos de negociação com o governo e representantes dos planos de saúde, as pessoas que sofrem com a psoríase podem solicitar acesso a medicamentos de alta eficácia dentro da rede pública e junto aos planos de saúde. O número de beneficiados diretos é grande: cerca de cinco milhões de brasileiros.

A aprovação da incorporação dos imunobiológicos foi publicada em setembro de 2019, no Sistema Único de Saúde (SUS). Em abril de 2021, foi a vez da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) aprovar a inclusão dessas drogas no Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde. No entanto, apesar dos avanços, a SBD espera que essa relação seja ampliada nas duas esferas, por isso mantém tratativas no âmbito da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec) e da ANS.

"A SBD vem há anos trabalhando junto ao Ministério da Saúde e aos planos para incorporar os imunobiológicos na assistência dos pacientes. Essa luta visa melhorar o atendimento para pacientes com psoríase e com outros problemas”, conta Paulo Oldani, coordenador do Comitê de Imunobiológicos da SBD. Segundo ele, essas drogas (produzidas a partir de células vivas) são muito eficientes no tratamento de doenças imunomediadas. Elas agem em pontos específicos bloqueando o processo inflamatório, responsável pelo surgimento da doença.

Terapias – Em 2019, os medicamentos imunobiológicos incluídos no Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) para psoríase no âmbito do SUS foram: adalimumabe, como primeira opção de tratamento; secuquinumabe e o ustequinumabe, indicados numa segunda etapa, após falha ou contraindicação da primeira opção; e o etanercepte, para pacientes pediátricos, que falharam ou tenham contraindicação à terapia tradicional. Este ano o risanquizumabe também foi incorporado ao SUS, mas ainda não está sendo dispensado aos pacientes. 

No segmento dos planos de saúde, a mudança começou dois anos depois (2021) com incorporação de sete medicamentos imunobiológicos ao rol de procedimentos e eventos em saúde, após a aprovação pela ANS. Adalimumabe, etanercepte, guselcumabe, infliximabe, ixequizumabe, secuquinumabe e ustequinumabe aparecem nesta relação. A SBD espera que em breve outras duas drogas – risanquizumabe e o certolizumabe – passem a fazer parte destas opções de tratamento para quem tem plano de saúde.

Na avaliação dos especialistas, o benefício é evidente. “Nós tínhamos uma demanda reprimida. No SUS, havia vários casos de pacientes que estavam com medidas judiciais. Nos planos de saúde, alguns conseguiam por liberalidade. Agora o acesso é garantido e facilitado. Então, com certeza houve uma melhora na saúde e na qualidade de vida dessas pessoas, pois eram pacientes que já não tinham mais opção de tratamento”, afirmou Oldani.

Arsenal – A principal vantagem para o dermatologista aparece no aumento do arsenal terapêutico para a assistência à pessoa com psoríase. “Com essas novas opções, o tratamento pode ser individualizado. Há pacientes que respondem melhor a um mecanismo de ação do que outros. Então, termos alternativas ajuda bastante. Além disso, a psoríase grave gera várias comorbidades, o que, muitas vezes, exige ajustes nos procedimentos para poder se adequar a elas", disse Heitor de Sá Gonçalves, vice-presidente da SBD.

Para ele, o acesso aos medicamentos marca um novo tempo.  Na sua avaliação, essa oferta, hoje disponível, era impensável há dez anos. “A tendência é melhorar, porque temos algumas perspectivas já saindo do forno, para outras formas de psoríase, como a do tipo pustulosa. Com isso, vamos conseguir gerar economia para o SUS, ao reduzir despesas com o tratamento de comorbidades, e oferecer ao paciente condições de se integrar à sociedade, o que ajuda até na sua saúde mental e produtividade", ressaltou.

Há inúmeras opções de tratamento, que incluem medicamentos de uso tópico, sistêmico, biológico e com fototerapia, conforme a gravidade e o estágio da doença. A principal meta do tratamento é eliminar total ou quase totalmente as lesões na pele, diminuindo o impacto da doença na qualidade de vida funcional, física e psíquica. Para saber o tratamento mais indicado, procure um dermatologista.


28 de outubro de 2021 0

Estão abertas até o dia 8 de novembro as inscrições para o IV Curso de Formação em Cirurgia Micrográfica, organizado pela Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) e a Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica (SBCD). O objetivo é capacitar especialistas na execução de cirurgias micrográficas para tumores cutâneos. Podem se candidatar os associados quites com as duas instituições.

CLIQUE AQUI PARA ACESSAR O EDITAL COMPLETO

Os interessados deverão enviar os documentos pedidos no edital para  micrografica@sbcd.org.br.  Em 10 de novembro, serão divulgados os candidatos selecionados para a prova e entrevista.  Ambas as etapas ocorrerão em 20 de novembro, na sede da SBCD, em São Paulo (SP).

A prova para os candidatos selecionados será composta de 30 questões, divididas da seguinte forma: 10 de oncologia cutânea, 10 de histopatologia e 10 de cirurgia dermatológica. A bibliografia será a mesma do exame do Título de Especialista em Dermatologia (TED). A análise de currículo, a prova e a entrevista terão o mesmo peso na classificação final. O resultado do processo seletivo será divulgado no dia 6 de dezembro.

O curso será realizado no Centro de Procedimentos Ambulatoriais (CPA) da SBCD, em São Paulo (SP). A atividade será dividida em módulos cirúrgicos quinzenais (às quintas e sextas-feiras) e módulos teórico-práticos mensais (aos sábados). Durante os procedimentos, os alunos serão orientados por cirurgiões micrográficos certificados pela SBD e as sessões de patologia serão ministradas por dermatopatologistas convidados.

 

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7 de outubro de 2021 0

O Brasil acumulou mais de 360 mil casos de sífilis entre janeiro de 2018 e junho de 2020, revelam os últimos dados disponíveis sobre o assunto. O problema é que este quadro pode não retratar a realidade do País. Especialistas da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), que fizeram o levantamento a partir de bases do Ministério da Saúde, com a pandemia de covid-19, que tem impactado negativamente na realização de consultas e de exames de prevenção, estima-se que milhares de pacientes não procuraram os serviços de saúde ao manifestarem sinais e sintomas dessa doença.

CONFIRA OS DADOS COMPLETOS DE 2010 A 2020

Para os dermatologistas, são altas as chances de um quadro instalado de subnotificação, o que compromete as estratégias de enfrentamento desse problema de saúde pública. Os últimos números disponibilizados pelo Ministério da Saúde, referentes ao intervalo de janeiro a junho de 2020, dão conta de 49 mil ocorrências de sífilis adquirida. Isso corresponde a uma média de 8,2 mil casos registrados por mês, ou seja, uma queda de 36% em comparação ao que foi informado a cada 30 dias em 2019.

Vigilância – Já entre janeiro e dezembro de 2019, o sistema de vigilância epidemiológica apontou a existência de 152,9 mil casos de sífilis adquirida, o que representa uma média mensal de 12,8 mil registros. Em 2018, o acumulado no ano havia sido de 158,9 mil ocorrências, ou 13,2 mil por mês. Apesar da constatação de uma tendência de queda – de um ano para outro -, essa variação não chegou a 4% no pré-pandemia (2018-2019).

“Mesmo que os números continuassem a cair, que é o desejado por todos, dificilmente isso ocorreria numa proporção em torno de 30%. A sífilis é uma infecção sexualmente transmissível que tem preocupado muito os médicos pela forma endêmica como se instalou no Brasil, muito em função de padrões de comportamento e de lacunas nas políticas de prevenção e tratamento”, afirma Heitor de Sá Gonçalves, vice-presidente da SBD.

O quadro da sífilis se agrava quando se amplia a série histórica. Entre 2010 e 2020, o Brasil alcançou a soma de 783 mil casos de sífilis adquirida, seguindo uma proporção de crescimento exponencial. Há 11 anos (2010), foram registradas 3.925 ocorrências dessa infecção. Uma década depois, esse número foi 39 vezes maior (152,9 mil). A taxa de detecção seguiu o mesmo ritmo. Ela cresceu 34 vezes: foi de 2,1 registros por grupo de 100 mil habitantes, em 2010, para 72,8, em 2019.

Mulheres grávidas – Pelos dados do Ministério da Saúde, essa infecção afeta principalmente a população masculina. Entre 2010 e 2020, dos quase 800 mil casos registrados 59,8% eram homens. As mulheres representavam 40,2%. No entanto, mesmo com um percentual menor, elas agregam um fator a mais de preocupação, pois muitas manifestam sintomas durante a gestação, com alto risco de contaminação dos recém-nascidos, dando origem à sífilis congênita.

No período de 2010 a 2020, foram 357,1 mil mulheres diagnosticadas com sífilis adquirida durante a gravidez. A maioria delas estava na faixa etária dos 20 aos 29 anos (53% dos casos). Na sequência, apareciam, respectivamente, pacientes de 15 a 19 anos (25%); e de 30 a 39 anos (19%). Outros períodos etários somavam apenas 3%.  Outro indicativo relevante é a baixa escolaridade das infectadas.

Ensino e poder aquisitivo – Do total de mulheres grávidas com sífilis, 29% tinham o ensino fundamental incompleto, o que sugere a maior prevalência em populações socioeconomicamente mais vulneráveis. Em seguida, estavam os grupos com ensino médio completo (17%); médio incompleto (14%); e fundamental completo (10%). Aquelas com ensino superior representavam apenas 2% e as analfabetas 1%. No entanto, 27% não informaram escolaridade.

Outro dado que reforça o maior risco ao qual a população com menor poder aquisitivo ou grau de instrução está exposta é o de origem étnica das infectadas. Mais da metade (55,9%) das mulheres com sífilis adquirida, entre 2010 e 2020, eram pardas e 9,9% pretas. Por sua vez, as grávidas da cor branca somavam 23,7% dos registros; amarelas e indígenas, juntas, eram apenas 0,4% do total. As que não fizeram declaração de cor/raça chegam a 9,7%.

Segundo os dados oficiais, a sífilis congênita – relacionada diretamente à contaminação de mulheres – também é um problema em crescimento. Nos primeiros seis meses de 2020, o País registrou 8,9 mil diagnósticos da doença em recém-nascidos, ou seja, 1,5 mil pacientes a cada mês. Onze anos antes, em 2010, a média era bem menor e girava em torno de apenas 579 registros mensais. Na comparação do período de 2010 a 2019, os casos saltaram de 6.946 para 24.130 diagnósticos ao ano.

Subnotificação – Para o coordenador do Departamento de IST & Aids da SBD, Márcio Soares Serra, o quadro de subnotificação deve ser observado com bastante atenção, uma vez que pode agravar a situação em longo e médio prazos. “Muita gente não tem conseguido ou tem receio de agendar consultas por causa da covid-19. Há, por exemplo, a diminuição de pré-natal entre as mulheres. Outro ponto é que não temos uma busca ativa de contactantes no Brasil. Além disso, apesar da sífilis ser uma doença de notificação obrigatória, nem sempre isso é feito. Somados, todos esses fatores podem complicar ainda mais nossa situação epidemiológica”, disse.

Segundo Márcio Serra, o diagnóstico precoce faz com que o paciente tenha mais chances de não desenvolver formas mais graves da doença. “A sífilis primária e a secundária podem evoluir sem tratamento. Caso o paciente permaneça com síndrome latente por muito tempo, vai continuar transmitindo. Acho que esse é um dos piores fatores que pode agravar ainda mais o que temos visto atualmente”, enfatizou. Ele também alerta para a falta de campanhas de conscientização de doenças sexualmente transmissíveis. “Antigamente, tínhamos campanhas de ISTs durante o Carnaval e outros períodos. Agora, nem isso”, lamentou.

Tendência – A alta prevalência dessa infecção sexualmente transmissível aparece também em outros países. Nos Estados Unidos, na última década, a sífilis se consolidou como um problema de saúde pública. Segundo o Centers for Disease Control and Prevention (CDC), em 2019, foram notificados 129.813 casos naquele país. Desde que atingiu uma baixa histórica em 2000 e 2001, a taxa de sífilis entre os norte-americanos vem aumentando anualmente, com variação de 11% a mais nos números, quando se comparam 2018 e 2019 (último dado disponível).

“Essa é uma tendência internacional e o Brasil faz parte do grupo de nações com números alarmantes. Por ser uma doença com evolução grave, até mesmo fatal se não tratada adequada e precocemente, é fundamental que médicos e autoridades públicas permaneçam em alerta, atuando em ações educativas de prevenção e apoiando as fases de diagnóstico e tratamento”, avalia Heitor de Sá Gonçalves.

Sinais e sintomas – Causada pela bactéria Treponema pallidum, a sífilis é uma infecção sexualmente transmissível (IST) com diferentes estágios de evolução e variados sintomas clínicos, entre eles, manifestações dermatológicas. Conforme salienta o vice-presidente da SBD, embora ainda seja altamente prevalente, a doença tem tratamento simples e eficaz, por meio do uso de penicilina benzatina, que é administrada de acordo com o estágio clínico do paciente.

A sífilis pode ser classificada como sífilis primária, secundária, latente ou terciária. No estágio primário, ela geralmente se apresenta como uma pequena ferida, no local de entrada da bactéria (pênis, vagina, colo uterino, ânus ou boca), que aparece alguns dias após o contágio. A ferida normalmente é indolor e desaparece sozinha, depois de poucas semanas.

Estágios – Quando a infecção não é tratada, a bactéria permanece no organismo e a doença evolui para os estágios de sífilis secundária (quando podem ocorrer manchas, pápulas e outras lesões no corpo, incluindo palmas das mãos e plantas dos pés, além de febre, mal-estar, dor de cabeça e ínguas) ou então sífilis latente (fase assintomática, quando não aparece mais nenhum sinal ou sintoma).

Após o período de latência, que pode durar de dois a 40 anos, a doença evolui para a sífilis terciária, condição grave que leva à disfunção de vários órgãos e pode causar a morte do paciente, costumando apresentar lesões ulceradas na pele, além de complicações ósseas, cardiovasculares e neurológicas.

Além da sífilis adquirida, outra forma de manifestação dessa IST é a sífilis congênita, transmitida por via placentária da mãe para o filho. A condição provoca diferentes sintomas no recém-nascido, como: baixo peso ao nascer ou dificuldade de ganhar peso; sequelas neurológicas; inflamação articular; dores nos ossos; perda visual; audição reduzida ou surdez; entre outros. A doença comumente é responsável por abortos espontâneos, prematuridade e óbito neonatal.

Prevenção – O uso do preservativo masculino ou feminino durante a relação sexual é a forma mais segura de prevenção contra a sífilis. Todo paciente que mantem atividades sexuais de risco ou se expõe a relações desprotegidas deve procurar o mais rápido possível uma unidade de saúde para realizar o teste rápido de detecção da sífilis. O exame é de graça na rede pública.

As gestantes também devem testar para a sífilis. Se a grávida receber o diagnóstico e realizar tratamento adequado, é possível prevenir a transmissão para a criança. “Por isso, é de suma importância insistir na testagem de pacientes com vida sexual ativa. Aos dermatologistas, a recomendação da SBD é para que redobrem a atenção, uma vez que as manifestações na pele são sinais relevantes e recorrentes neste tipo de infecção”, concluiu Sá Gonçalves.


27 de setembro de 2021 0

O Jornal da Sociedade Brasileira de Dermatologia (JSBD) traz como manchete, em sua nova edição, a comemoração de um importante fato para especialidade e o trabalho realizado pela entidade. O periódico mostra que os Anais Brasileiros de Dermatologia (ABD) aumentaram em 69% seu fator de impacto ao longo de 12 meses. O índice passou de 1,121, relativos a 2019, para 1,896, no ano seguinte. O cálculo feito pelo Journal of Citation Reports (JCR) foi divulgado recentemente.

Além desta conquista, que confirma o investimento da Sociedade Brasileira de Dermatologia em produção de conhecimento, o JSBD mostra ainda outro avanço da entidade na área das publicações científicas. Uma reportagem apresenta o novo layout do site da revista Surgical & Cosmetic Dermatology (S&CD). Com o mesmo endereço, mas com uma página completamente reformulada, esta publicação oferece a partir de agora um fluxo contínuo de artigos ao longo do ano, juntamente com outras novidades. 

O leitor do JSBD também poderá conhecer nesta edição os detalhes de outra inovação lançada pela Sociedade, que criou um perfil exclusivo no Instagram para seus associados – o @associadosbd. O espaço criado dentro do Instagram tem acesso restrito e ajudará na troca de experiências e formação de networking entre os membros, de forma ágil e dinâmica. 

O JSBD apresenta ainda um bate-papo entre a coordenadora cientifica da SBD, Flávia Vasques Bittencourt, e o professor Celso Sodré. Os dois experts falaram sobre os riscos e possibilidades de antiandrógenos nas alopecias. Entre outros assuntos, os leitores também poderão ficar por dentro sobre as eleições para a Diretoria-Executiva na gestão 2023-2024 e os resultados da capacitação sobre prevenção, diagnóstico e tratamento em hanseníase que a SBD ofereceu para membros de equipes da Atenção Primária em sete estados.

A íntegra da edição está disponível na área restrita do site. Para leitura, clique aqui.
 


22 de setembro de 2021 0

Quem acompanhar o episódio do SBDcast dedicado ao corticoide oral terá acesso a uma atualização prática sobre como fazer o uso dessa substância. São abordados aspectos como critérios para escolha do medicamento, definição das doses para pacientes com dermatoses graves e exames solicitados para tratamento de longo prazo.

Neste programa, a professora Celina Wakisaka Maruta, do Departamento de Dermatologia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, compartilhou sua experiência no uso da corticoterapia em bate-papo com Flávia Vasques Bittencourt, coordenadora científica da SBD.

Apaixonada pelo tema, Celina Maruta ainda fez uma abordagem ampla sobre os efeitos colaterais do corticoide oral e os fatores de risco para seu surgimento, assim como o esquema para a redução do uso deste medicamento.

O SBDcast é um serviço exclusivo e gratuito para associados da SBD criado pela gestão 2021-2022. Toda quarta-feira é disponibilizado um novo episódio no aplicativo ou na área do associado no site da Sociedade.


15 de setembro de 2021 0

Indicações atualizadas sobre o uso de medicamentos sistêmicos no tratamento de casos graves de dermatite atópica foram abordadas pelo SBDcast. Em episódio sobre o tema, também foi discutida a adoção de recursos terapêuticos de baixo custo e fácil acesso, como a técnica dos panos úmidos, que ajudam a aliviar o desconforto causado pelas lesões.

ACESSE A ÍNTEGRA DO EPISÓDIO DO SBDCAST

Essas informações foram compartilhadas por Daniel Lorenzini, preceptor dos Ambulatórios de Dermatite Atópica Infantil e Adulto, na Santa Casa de Porto Alegre (RS). Na conversa com Heitor de Sá Gonçalves, vice-presidente da SBD, o convidado especial do programa trouxe ainda orientações sobre a prescrição de corticoides e o uso de imunobiológicos.

Lançado em fevereiro deste ano, o SBDcast é uma iniciativa da Gestão 2021-2022 que traz exposições sobre assuntos de interesse para a dermatologia semanalmente, todas as quartas-feiras, exclusivamente para os associados. Para conferir este programa e edições anteriores, basta acessar o aplicativo da SBD ou a área do associado, no portal.

 


15 de setembro de 2021 0

Um total de 1.911 médicos e membros de equipes que atuam em postos de saúde foram capacitados pela Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) para fazer a prevenção, diagnóstico e tratamento da hanseníase. As atividades, realizadas entre junho e julho, beneficiaram profissionais de sete estados (Bahia, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Pará, Pernambuco e Tocantins), que foram escolhidos com base em critérios epidemiológicos, por conta dos altos índices de incidência e prevalência da doença em seus territórios. 

Como desdobramento do projeto contínuo de qualificação da assistência aos pacientes, visando, sobretudo, facilitar o diagnóstico e o tratamento precoces dessa doença, a SBD articula com o Ministério da Saúde, o Conselho Nacional de Secretários Estaduais de Saúde (Conass) e a Organização Pan-americana de Saúde (OPAS) uma nova rodada de atividades, ampliando o treinamento a todos os estados brasileiros.

Dados do Ministério da Saúde confirmam a importância deste projeto desenvolvido pela SBD. Entre 2010 e 2019, no Brasil, foram diagnosticados 312 mil novos casos de hanseníase, ou seja, uma média de 30 mil registros por ano. Esse quadro deixa o país na segunda posição no ranking mundial desta doença, atrás apenas da Índia.

Treinamento – A etapa que acabou de ser realizada levou formação específica para quase dois mil médicos, enfermeiros e outros profissionais da saúde. No Maranhão, o treinamento atingiu 595 pessoas. Em Pernambuco, foram 276 beneficiados; no Pará, 275; no Mato Grosso, 266; em Tocantins, 199; na Bahia 171; em Goiás, 129.

A capacitação, que ocorreu na modalidade on-line, permitiu acesso a cinco módulos em vídeo, elaborados por alguns dos maiores especialistas em hanseníase no Brasil. Além de acompanhar as exibições, os participantes puderam tirar dúvidas, em tempo real, respondidas por dermatologistas convidados.

Para o vice-presidente da SBD, Heitor de Sá Gonçalves, um dos responsáveis pela coordenação deste projeto, a alta frequência demonstra a carência de informações sobre o tema. Deste modo, explica, a iniciativa preenche essa lacuna e fortalece o combate à hanseníase. "O curso foi um sucesso, pois quem participou teve a chance de aumentar seu conhecimento sobre essa doença, ainda tão negligenciada no Brasil. Vale sempre lembrar que quanto mais rápido o diagnóstico, maiores são as chances de cura”, destacou.

Especialistas – O curso foi coordenado por Heitor de Sá Gonçalves (CE) e pela professora Sandra Durães (RJ), responsável pelo Departamento de Hanseníase da SBD. Os especialistas que participaram das aulas foram: Egon Daxbacher (RJ), coordenador do Departamento de Doenças Infecciosas e Parasitárias da SBD; professora Maria Araci Pontes (CE), assessora do Departamento de Hanseníase da SBD; Maria Eugenia Noviski Gallo (RJ), colaboradora da Secretaria de  Vigilância Epidemiológica do Estado do Rio de Janeiro; professora Maria Katia Gomes (RJ); professora Maria Leide Wand Del Rey de Oliveira (RJ); Maurício Nobre (RN), assessor do Departamento de Hanseníase da SBD; professora Lúcia Martins Diniz (ES), assessora do Departamento de Hanseníase da SBD;  e Sérgio Palma (PE), ex-presidente da SBD e coordenador científico do Jornal da entidade.

Entre os assuntos abordados durante a formação constavam conteúdo sobre agente etiológico, transmissão e situação epidemiológica; manifestações clínicas e diagnóstico; exame neurológico e prevenção de incapacidades; tratamento e manejo de casos; estados reacionais e seu tratamento; e vigilância de contatos e do potencial incapacitante. O trabalho foi organizado pela SBD, com o apoio institucional do Ministério da Saúde, Organização Pan-americana de Saúde (OPAS) e a ONG DAHW Brasil, de origem alemã.

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15 de setembro de 2021 0

A dermatite atópica é uma doença genética, crônica e não contagiosa, cujos principais sintomas são pele seca e erupções que coçam, provocando a descamação da região afetada. Ela acomete principalmente braços, joelhos e pescoço. Rosana Lazzarini, assessora do Departamento de Alergia Dermatológica e Dermatoses Ocupacionais da SBD, destaca que, apesar do incômodo, esse problema de saúde dermatológico tem tratamento.

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Fonte: Portal Doutor Jairo


13 de setembro de 2021 0

Por questões sociais, culturais, de trabalho e, sobretudo, de saúde, os banhos diários devem ser realizados e estimulados. A orientação à população é da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) que, com o Guia do banho, lançado nesta segunda-feira (13), se posiciona diante de uma série de notícias veiculadas em sites e redes sociais que afirmam que esse ritual de higiene e limpeza traria prejuízos para a pele, como a retirada de camadas de proteção que ajudam a mantê-la hidratada.

ACESSE A ÍNTEGRA DO GUIA DO BANHO

No texto, essa informação é desmentida. Além disso, o Guia lembra que o banho diário “ajuda o organismo a se manter saudável e equilibrado, eliminando impurezas, inclusive as causadas pela poluição e pelo suor, trazendo a sensação de bem-estar”.

Limpeza – Dentre os pontos abordados no documento dos dermatologistas, estão orientações práticas sobre o uso de produtos de limpeza corporal, o tempo recomendado para uma ducha e qual a temperatura que a água deve ter. Também se fala sobre o emprego de buchas e esponjas, qual a melhor forma de se enxugar e a importância de se aplicar creme hidratante ao sair do box.

Com essas dicas simples, de fácil compreensão, a SBD espera conscientizar os brasileiros sobre a manutenção desse importante hábito. Os dermatologistas admitem que fatores externos, como o clima, o tipo de atividade realizado e o acesso à água, podem influenciar na quantidade de banhos por dia, porém não podem justificar o abandono dessa rotina, que deve ser diária.

Celebridades – Além das notícias inverídicas que circulam nas redes sociais, a SBD decidiu reforçar a importância do banho em função de manifestações inadequadas de celebridades, que podem influenciar seus admiradores na mudança de hábitos de higiene e limpeza. Alguns artistas renomados declararam em entrevistas que evitam tomar banho por receio de prejudicar a pele.

Em um reality show de veiculação nacional, recentemente realizado, também chamou a atenção do público a baixa frequência de banhos de alguns de seus participantes. Há casos de apenas 27 duchas ao longo de 51 dias de confinamento, ou seja, um banho a cada 45 horas.

Hábito – “Todos queremos ter saúde e manter uma imagem positiva para nós mesmos e diante de nossos familiares, amigos e colegas de trabalho e escola. Para tanto, manter o hábito de tomar banhos regularmente, pelo menos um por dia, é fundamental. Assim, para ajudar você a entender a necessidade dessa rotina de higiene e limpeza, a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) preparou esse pequeno guia prático para tornar o seu banho diário ainda mais agradável”, afirma o texto. 

GUIA DO BANHO

10 dicas para tornar seu ritual de higiene um hábito ainda mais agradável

Todos queremos ter saúde e manter uma imagem positiva para nós mesmos e diante de nossos familiares, amigos e colegas de trabalho e escola. Para tanto, manter o hábito de tomar banhos regularmente, pelo menos um por dia, é fundamental.

Assim, para ajudar você a entender a necessidade dessa rotina de higiene e limpeza, a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) preparou esse pequeno guia prático para tornar o seu banho diário ainda mais agradável.

Leia e compartilhe essas recomendações simples, mas que podem fazer a diferença na sua vida e nas das pessoas que você gosta e com quem convive.

  1. O banho diário é um hábito que deve ser praticado e estimulado nas diferentes faixas etárias, pois a falta de higiene pode ser prejudicial à saúde, em especial neste período de pandemia, quando a limpeza da pele e cabelos, ajuda na proteção contra o coronavírus. Porém, há outros problemas que podem ocorrer pela falta de banho e higiene. São exemplos: micoses, doenças infecciosas por bactérias, agravo do envelhecimento cutâneo pela deposição na pele de hidrocarbonetos da poluição ambiental e impregnação por detritos de descamação cutânea e oleosidade.
  2. A definição da quantidade de banhos por dia deve levar em conta questões ambientais (temperatura, umidade, clima), o tipo de atividades praticadas em cada período e o acesso à água, entre outros fatores.
  3. O hábito do banho ajuda o organismo a se manter saudável e equilibrado, eliminando impurezas, inclusive as causadas pela poluição e pelo suor, trazendo sensação de bem-estar.
  4. A rotina de limpar o corpo com o banho diário com água fria e morna não compromete a camada de sebo que ajuda na hidratação da pele.
  5. O banho deve ser curto. O tempo de duração varia de cinco a dez minutos. Recomenda-se o uso de água fria ou morna, evitando-se a com temperatura elevada.
  6. A água quente contribui com o ressecamento da pele e dos cabelos. Por sua vez, a água fria ajuda a aumentar os níveis de alerta e a liberação de endorfina. Além disso, os banhos desta forma são mais econômicos pelo menor gasto de eletricidade.
  7. O uso de produtos de limpeza corporal (sabão e sabonetes, em barra, líquido ou gel) deve ser adotado, especialmente os de pH próximo a 5, que é o pH natural. Eles facilitam a retirada de impurezas e mantêm a integridade da pele.
  8. Não se recomenda o uso rotineiro e indiscriminado de sabonetes antissépticos em todo o corpo, pois, geralmente, têm um pH alcalino (alto), o que danifica a integridade da barreira natural da pele.
  9. Durante o banho, sugere-se evitar também o uso excessivo de produtos de limpeza. Quando aplicados, devem ser usados predominantemente nas mãos, pés e regiões de dobras (axilas, mãos, pés, pescoço, entre glúteos, perianal e genitais). Também não se recomenda esfregar demais a pele com buchas ou esponjas.
  10. Recomenda-se o uso de hidratante logo após a ducha, se possível ainda dentro do banheiro, o que facilita a penetração do creme na pele. Por sua vez, o enxugamento do corpo deve ser feito de forma suave, sem movimentos bruscos.

2 de setembro de 2021 0

Já está no ar o novo site da revista Surgical & Cosmetic Dermatology (S&CD), publicação científica da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD). A plataforma entra em funcionamento com um novo layout, mais moderno, e novas funcionalidades, com área de notícias e busca avançada de artigos. Uma inovação importante é que tudo estará em formato responsivo, ou seja, com visualização adaptada automaticamente a celulares, tablets e smartphones. O acesso à ferramenta, em português e inglês, pode ser feito pelo endereço www.surgicalcosmetic.org.br.

Outro ganho que chega com a reestruturação do site é a possibilidade de publicação de um fluxo contínuo de artigos ao longo do ano. Anteriormente, isso ocorria apenas a cada trimestre. “Isso permitirá acesso a textos recentes, sem a necessidade de aguardar três meses por uma nova edição. Esse formato é adotado por diversas revistas reconhecidas internacionalmente, ou seja, estamos em sintonia com as melhores práticas do meio científico”, explica Hamilton Ometto Stolf, editor científico da Surgical.

Audiência – Ele acrescenta ainda que as mudanças implementadas permitirão que os novos artigos sejam localizados por meio da busca do Google pelo nome, o que facilita a localização e aumenta significativamente a audiência do site. “Haverá acesso interativo dos textos, sendo que os mais recentes aparecerão entre os destaques na página inicial do site", ressaltou. 

Os ajustes na interface do site, bem como o incremento das funcionalidades, foram desenvolvidos pela percepção de que a plataforma anterior era pouco atrativa e não contribuía com a meta da revista de ampliar seu alcance. Na avaliação de Stolf, a partir de agora, com esta nova ferramenta, S&CD poderá conquistar novas indexações, aumentar o recebimento de artigos e ganhar maior destaque internacional. 

Resultados – "Produzir uma revista científica de alta qualidade e relevância é o que move a equipe editorial da Surgical há mais de 10 anos. Os desafios são enormes, porém os resultados a cada ano mostram que isso é possível, sobretudo com a participação ativa da SBD. Assim, vamos continuar a estimular o aperfeiçoamento de procedimentos cirúrgicos e cosmiátricos, bem como o estudo da oncologia cutânea", afirmou o editor. O trabalho de reestruturação do site contou com a participação e esforço do editor-científico, da co-editora, Bogdana Victoria Kadunc, de todo o corpo editorial e da equipe técnica da SBD.

O presidente da SBD, Mauro Enokihara, considera que a revista está seguindo o exemplo das melhores práticas editoriais, o que traz vantagens para a especialidade e os associados. “Como apoiadores desta iniciativa, buscamos constantemente oferecer aos pesquisadores e profissionais científicos um veículo de comunicação ágil e de qualidade, atendendo aos interesses de todos, independentemente de onde atual, no Brasil e no exterior”, complementou.
 





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