Em nove anos, Pará registrou 31 mil casos de hanseníase




21 de janeiro de 2021 0

Oficializada em 2016 pelo Ministério da Saúde, a Campanha Janeiro Roxo busca em mais um melhorar o controle da hanseníase e conscientizar a população sobre a gravida­de da doença, a importân­cia do diagnóstico precoce e do tratamento imediato. Por muito tempo, a enfer­midade causada pela bac­téria Mycobacterium leprae ou bacilo de Hansen foi co­nhecida como lepra, cau­sando grande estigma e pre­conceito que até hoje  di­ficultam o tratamento e o combate de sua dissemi­nação. Segundo um estu­do divulgado pela Sociedade Brasileira de Dermato­logia (SBD), os números da doença cresceram em todo país na última década, com destaque para o Pará, que passou a ocupar o terceiro lugar no ranking dos esta­dos com maiores registros.

De todos os novos casos registrados na popula­ção geral pelo Sistema de Informação de Agravos e Notificação (Sinan), do Ministério da Saúde, um ter­ço se concentra apenas no Pará, o que corresponde a 31.611 pacientes diagnosti­cados entre 2010 e 2019. Segundo o médico e as­sessor do Departamento de Hanseníase da SBD, Mauricio Lisboa, um dos motivos desse aumento nos números está relacionado às péssimas condições de habitação.

"O Pará é um es­tado historicamente endêmico para hanseníase, e vem registrando muitos ca­sos desde o século passa­do. Há outras áreas que historicamente também são endêmicas. Geralmente são aquelas que houve movi­mentos migratórios impor­tantes, como é o caso do Pará, desde o ciclo da borra­cha e mineração. Esses movimentos atraem um gran­de número de pessoas que são acomodadas de for­mas inadequadas, forman­do aglomerados populacio­nais sem infraestrutura, facilitando assim a transmis­são da hanseníase",explica.

Mesmo com grandes avanços nos estudos e tratamento da doença, o asses­sor do SBD diz que ainda há lacunas a serem preen­chidas. "Apesar dessa bacté­ria ser conhecida há maisde 100 anos, o tratamento que usamos hoje ainda é o mes­mo introduzido há 50 anos. Por exemplo, também ain­da não temos um teste laboratorial que auxilie nesse
di­agnóstico de pacientes. Há inclusive uma carência de estudos que suportem no­vas drogas, e de políticas de saúde que expandam o arsenal terapêutico", observa.

CONTROLE
Embora a hanseníase seja uma doença que tem cura, ela precisa ser tratada de maneira precoce para evitar possíveis sequelas no futuro. "A doença surge como lesões de pele, algu­mas mais localizadas que lembram micoses, impinges ou com lesões mais difusas contendo nódulos em partes do corpo. Outra ca­racterística muito peculiar da hanseníase é a dormên­cia. Então, essas sensações de choques nas mãos e pés, agulhadas e dormências são indicativas de um possível diagnóstico de hansenía­se", ressalta Maurício.

Mesmo com os percen­tuais elevados, o SBD pre­vê ainda o aumento de ca­sos de hanseniase nos pró­ximos anos, especialmen­te pela falta de diagnósti­cos em 2020.

"A hanseníase é uma doença silenciosa e com poucos sinais e sinto­mas. As campanhas de di­agnóstico que geralmente são feitas em escolas ou na comunidade, os exames familiares e campanhas edu­cativas precisaram ser sus­pensos por causa da pande­mia da Covid-19. Com isso. te­mos certeza de que muitos ca­sos perderam a chance de serem diagnosticados nes­se último ano e com a doença avançando", finaliza.

PRIMEIRO DIAGNÓSTICO
1873 foi o ano da descoberta da hanseníase, que é uma das enfermldades mals antigas que acometem a humanidade, com registros de casos da doença há mais de quatro mil anos.

Fonte: Diário do Pará

 

 

 

 

 


21 de janeiro de 2021 0

Levantamento inédito da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) revela que Mato Grosso ocupa o segundo lugar no Brasil em número de novos casos de hanseníase, antigamente conhecida como lepra.

Com base no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan), do Ministério da Saúde, a SBD identificou, entre 2010 e 2019, a ocorrência de 33.104 novos casos da doença, no Estado.

Do total, 33% dos pacientes chegaram aos consultórios com algum grau de incapacidade, ou seja, quando a doença causa alguma deformidade física, diminuição ou perda de sensibilidade nos olhos, nas mãos e nos pés.

“É uma região hiperendêmica e a hanseníase por ser uma doença transmissível quanto maior o número de casos maior a chance de outras pessoas também contraírem. Há a necessidade de um plano de ações, de conscientização da população e dos profissionais no sentido de fazer o diagnóstico e o tratamento precoce dos pacientes para que eles parem a transmissão”, alertou a dermatologista Araci Pontes Aires, assessora do Departamento de Hanseníase da SBD.

De acordo com o levantamento, Mato Grosso só perde para o Maranhão, com 36.482 casos.

Na terceira colocação está o Pará (31.611), seguido de Pernambuco (25.274) e da Bahia (24.393).

Além disso, no mesmo período, o Estado apresentou aumento no número de registros da doença. Em 2010, foram 2.653 notificações. Em 2019, 4.617 (74%).

Contudo, esse incremento pode ser justificado pela implementação das ações de políticas públicas de saúde.

“Há locais em que está havendo uma queda, mas até que ponto essa queda é real ou simplesmente é por que os pacientes estão ficando sem serem diagnosticados? Então, se aí em Mato Grosso está havendo um aumentando também é reflexo dessa busca de casos”, observa Araci Pontes.

Ainda no Estado, os dados da SBD mostram que, em 2010, os casos novos diagnosticados com algum tipo de deformidade (grau 2) e com diminuição ou perda da sensibilidade nos olhos, mãos ou pés (grau 1) representavam 28,2% do total.

Os últimos dados nacionais disponíveis, referentes a 2019, mostram que essa proporção saltou para 40,3%.

Para evitar sequelas, a detecção precoce é fundamental e também diminui a chance de transmissão para outras pessoas, em especial, aquelas com quem convive de maneira regular e próxima.

Porém, ainda hoje, a hanseníase é uma doença estigmatizada e negligenciada que acomete, principalmente, pessoas em estado social mais desfavorável.

E, por ser uma infecção crônica que pode começar com uma mancha mais clara e avermelhada e, geralmente não incomodar, muitas vezes, o paciente retarda a procura por atendimento médico.

Outras vezes, ele até vai ao posto de Saúde mais o profissional também não valoriza e não investiga se pode ser ou não a hanseníase.

Assim, é importante a busca ativa dos casos.

“O recomendado é que todos que tiverem convívio muito próximo com alguém com diagnóstico de hanseníase sejam encaminhados para uma unidade de saúde para que se investigue não só se tem mais doentes como também para àqueles que não estejam com a doença tomem um reforço da vacina BCG, que é para tuberculose. Não temos vacina para hanseníase, mas a gente recomenda a BCG por que melhora a imunidade do paciente. Ao melhorar essa imunidade, a pessoa se resvala da hanseníase e, se ela adoecer, será da forma mais leve”, informou.

Araci Pontes reforça que a hanseníase tem cura e, se iniciado, o tratamento de forma precoce evita-se as famosas sequelas. Para conscientizar, janeiro é o mês dedicado ao combate e à prevenção da doença no país.

“Janeiro Roxo é uma campanha que a Sociedade Brasileira de Dermatologia faz anualmente, desde 2009, com o objetivo de alertar a população ou mesmo os profissionais da saúde quanto aos sinais da hanseníase e para a importância do diagnóstico precoce, do exame de contatos que são os que moram próximos do doente e da importância de se fazer o tratamento até o final porque muitos começam a tomar a medicação, começam a melhorar, acham que já estão bons e param o tratamento e isso não pode acontecer”, disse.

A hanseníase é uma doença infecciosa causada por uma bactéria chamada Mycobacterium leprae ou bacilo de Hansen. Ela é transmitida por vias áreas, por meio de espirros e tosse.

Em caso de suspeita da doença, a pessoa deve procurar a unidade mais próxima para fazer o exame que detecta ou não o agravo.

O tratamento é fornecido pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e varia de seis meses a um ano.

Fonte: Diário de Cuiabá


19 de janeiro de 2021 0

Janeiro é o mês da conscientização sobre a hanseníase. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), o Brasil tem 30 mil casos da doença por ano. É o segundo país com mais registros, só fica atrás da índia. A hanseníase tem cura, mas uma falha na produção dos remédios distribuidos gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS) tem deixado os pacientes preocupados.

Na matéria veiculada no Repórter Brasil, da TV Brasil, você ficará sabendo sobre o assunto, e também a respeito da Campanha Janeiro Roxo, realizada este mês pela Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD). Coordenada pela médica dermatologista Sandra Durães, a iniciativa estimula o diagnóstico precoce e o tratamento imediato contra a doença.

Clique na imagem abaixo para assistir a íntegra da reportagem.


19 de janeiro de 2021 0

"A hanseníase é negligenciada, a sua saúde não". Este é o alerta da campanha lançada neste mês pela Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), em apoio ao chamado Janeiro Roxo, mês dedicado à conscientização sobre uma doença que, apesar de todo os avanços técnicos e científicos, ainda faz milhares de vítimas todos os anos no país. Pelo diagnóstico precoce e contra o estigma, o Tarde Nacional conversou com a assessora do Departamento de Hanseníase da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), Lucia Martins Diniz.

Na entrevista, ela explica o que pode ser um sinal de hanseníase. O Brasil é o segundo país no mundo em casos e ela é considerada ainda uma doença negligenciada. Mais ligada à pobreza, a hanseníase é a antiga lepra, que todo mundo tem medo. Ou seja, mudou de nome mas continua endêmica no país e precisamos, portanto, dar importância. Para tanto, Lucia defende mais diagnósticos e mais esclarecimentos à população.

"Por ser uma doença silenciosa, ela não dá sintomas, não coça, nao dói. Ela só tem a alteração de dormência. Ou seja, a pessoa deixa de sentir determinados pontos da pele como temperatura fria, dor. E isso vai evoluindo com o aparecimento de manchas ou infiltrações disseminadas pelo corpo. Então, como ela demora mais na sua evolução, as pessos acabam não dando muita importância e com isso demorando mais a procurar a ajuda médica", esclarece a médica.

Causada por uma bactéria, a hanseníase compromete a pele, os nervos periféricos e, às vezes, evolui para órgãos internos. Ainda de acordo com a especialista, a doença pode comprometer o nervo do braço, da pele e levar a deformidades. Portanto, ela não é somente superficial.

Para marcar o Janeiro Roxo, a SBD planeja realizar eventos online, divulgar depoimentos de pacientes e celebridades, estimular a iluminação em roxo de espaços públicos e monumentos. No bate-papo, Lucia comenta também sobre os antigos leprosários que existiam no país.

Saiba mais no site da EBC.


18 de janeiro de 2021 0

O Ceará ocupa o sexto lugar no Brasil em número de casos novos de hanseníase. O alerta é da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), que, com base no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan), do Ministério da Saúde, identificou no estado a ocorrência de 19.068 casos novos da doença entre 2010 e 2019. Deste total, cerca de 26% chegaram aos consultórios e ambulatórios com algum grau de incapacidade, isto é, quando a doença causa alguma deformidade física ou causa diminuição ou perda de sensibilidade nos olhos, nas mãos e nos pés.

JANEIRO ROXO – Como janeiro é o mês dedicado à conscientização, combate e prevenção da hanseníase no País, a SBD somou forças para apontar a importância de se enfrentar essa doença tropical de evolução crônica, que se manifesta principalmente por meio de lesões na pele e sintomas neurológicos, como dormência e diminuição de força nas mãos e nos pés.

Proporcionalmente, a Região Nordeste do País concentra o maior número de casos novos detectados ao longo da última década: 43% do total, o equivalente a 132,7 mil casos. Em segundo lugar, aparece o Centro-Oeste, com 19,5% dos casos, seguido do Norte (19%) e Sudeste (15%). Somente 3,5% dos novos pacientes identificados nos últimos dez anos estão no Sul do Brasil.

Um terço dos casos novos registrados na população geral durante o período se concentraram apenas no Maranhão (36.482) e outras duas unidades da federação: Mato Grosso (33.104) e Pará (31.611). Os estados de Roraima, Rio Grande do Sul e Amapá diagnosticaram menos de 1.500 casos novos da doença na década.

Fonte: O Povo


18 de janeiro de 2021 0

Mais de 18 mil casos de hanseníase foram registrados em Goiás nos últimos dez anos. O estado está entre as dez unidades federativas com mais casos da doença no Brasil. O dado é resultado de levantamento realizado pela Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD).

Para falar sobre o assunto, o Bom Dia Goiás entrevista o médico dermatologista Hugo Alexandre Lima. O especialista fala sobre a campanha de conscientixação da hanseníase (Janeiro Roxo) realizada pela SBD, ressaltando a importância do diagnóstico precoce, bem como os principais sintomas e o tratamento disponível para a doença.

Clique na imagem para assistir a íntegra da matéria.


16 de janeiro de 2021 0

O Maranhão ocupa o primeiro lugar no Brasil em número de casos novos de hanseníase. O alerta é da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), que, com base no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan), do Ministério da Saúde, identificou naquele estado a ocorrência de 36.482 casos novos da doença entre 2010 e 2019. Desse total, cerca de 30% chegaram aos consultórios e ambulatórios com algum grau de incapacidade, isto é, quando a doença causa alguma deformidade física ou causa diminuição ou perda de sensibilidade nos olhos, nas mãos e nos pés.

Ranking dos estados

Proporcionalmente, a região Nordeste do país concentra o maior número de casos novos detectados ao longo da última década: 43% do total, o equivalente a 132,7 mil casos. Em segundo lugar, aparece o Centro-Oeste, com 19,5% dos casos, seguido do Norte (19%) e Sudeste (15%). Somente 3,5% dos novos pacientes identificados nos últimos anos estão no Sul do Brasil.

Um terço dos casos novos registrados na população geral durante o período se concentram apenas no Maranhão e outras duas unidades da federação: Mato Grosso (33.104) e Pará (31.611). Os estados de Roraima, Rio Grande do Sul e Amapá diagnosticaram menos de 1.500 casos novos da doença na década.

Fonte: O ProgressoNet.com

 

 


14 de janeiro de 2021 0

O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) está iluminado neste mês para a campanha “Janeiro Roxo”, de conscientização sobre a hanseníase. Promovida pelo Ministério da Saúde, com participação da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), a mobilização incentiva o diagnóstico precoce e o tratamento da doença. O Brasil é o segundo país com mais casos de hanseníase no mundo, atrás apenas da Índia. A parceria do Judiciário reforça a importância da prevenção e amplia o conhecimento sobre a enfermidade.

A hanseníase é uma doença crônica infectocontagiosa, causada por uma bactéria que pode deixar lesões permanentes na pele e nos nervos periféricos de mãos e pés, principalmente. Pode afetar pessoas de ambos os sexos e de qualquer idade desde que a pessoa tenha um longo período de exposição à bactéria mycobacterium leprae, que é transmitida principalmente pelas vias áreas superiores, por meio de contato próximo e prolongado com uma pessoa doente sem tratamento.

Segundo a SBD, o diagnóstico da hanseníase é essencialmente epidemiológico e clínico, realizado por meio da análise histórica e das condições de vida do paciente e dos exames geral e dermatoneurológico, para identificar manchas, lesões ou áreas da pele com alteração de sensibilidade ou comprometimento de nervos periféricos, com alterações sensitivas. “A doença tem um alto potencial de causar incapacidade e deformidades físicas. Mas também é potencialmente curável se tratada desde o início. Por isso, é importante que a população conheça os sinais e problemas da doença”, explica Sandra Durães, coordenadora do Departamento de Hanseníase da SBD.

De acordo com ela, é preciso estar atento à perda de sensibilidade, formigamento ou falta de força nas mãos ou pés. Em 95% dos casos, a pele é comprometida. “Encostar em uma panela quente ou andar com uma pedra no sapato se tornam questões perigosas quando se perde a sensibilidade, pois podem causar uma infecção profunda e levar à perda dos dedos das mãos ou dos pés.”

O CNJ, por meio do Fórum Nacional de Saúde, tem lidado com questões referentes à judicialização da saúde, incluindo a hanseníase. Para a a conselheira do CNJ Candice Lavocat Galvão Jobim, coordenadora do Fórum, o trabalho dos Núcleos de Apoio Técnico do Poder Judiciário (NatJus) junto aos magistrados oferece esclarecimentos sobre a gravidade da doença e suas formas de tratamento. “Somos totalmente favoráveis à campanha como forma de alertar a população e os magistrados que, se a hanseníase for diagnosticada e tratada precocemente, o paciente pode ser completamente curado.”

Justiça

No Sistema e-NatJus, banco de pareceres de saúde mantido pelo CNJ para apoiar a tomada de decisão de magistrados e magistradas, há notas técnicas para vários casos referentes à hanseníase. Elas destacam a garantia do direito das pessoas de acesso ao tratamento, orientam sobre o uso de medicamentos adequados ao tratamento da doença e até mesmo esclarecem sobre a importância de aderir ao tratamento e sua continuidade para proteção do paciente e das pessoas próximas a ele.

Em um dos questionamentos registrados no e-NatJus, era pedida a internação compulsória de um paciente com hanseníase, pois se negava a tratá-la. A nota técnica registra que, ainda que se trate de doença transmissível, a hanseníase não se enquadra na Política Nacional de Transtorno Mental – já que não era o caso do paciente – e não há estrutura no SUS para internação compulsória para esses casos. Por tal, é direito da pessoa negar o tratamento. Dessa forma, foram feitos os esclarecimentos sobre a doença e seu tratamento, mas também sobre os direitos do paciente.

Em outro caso, a nota validou como favorável o tratamento de um rapaz de 21 anos, no Maranhão, com diagnóstico para hanseníase. O relatório explicou o que é a doença, como ela pode se agravar e que o tratamento – disponível no Sistema Único de Saúde (SUS) – era recomendável para a situação descrita. “A hanseníase é curável, contudo, se não tratada na forma inicial, quase sempre evolui, de forma lenta e progressiva, tornando-se transmissível e podendo levar a danos físicos irreversíveis”, ressaltou a nota técnica.

Os NatJus subsidiam os magistrados com informações técnicas para a tomada de decisão com base em evidência científica nas ações relacionadas com a saúde, pública e suplementar. O sistema e-NatJus reúne as notas técnicas em um banco nacional de pareceres, disponível aos magistrados de todo o país, levando em conta a evidência científica, inclusive com abordagem sobre medicamentos similares já incorporados pela política pública.

“A parceria com o Conselho Nacional de Justiça configura um importante apoio na luta contra a hanseníase, essa doença milenar que, mesmo com todo avanço econômico e científico no mundo, continua a fazer milhares de vítimas todos os anos”, afirma o presidente da Sociedade Brasileira de Dermatologia, Mauro Enokihara. Apenas no Brasil, em média, são 30 mil novas ocorrências que entram para as estatísticas a cada período. “No país, o combate a esse problema exige, assim, a união de todos os setores, como médicos, movimentos da sociedade, políticos e os responsáveis pela condução das instâncias jurídicas. Ter o CNJ como aliado mostra que estamos no caminho certo.”

Além das luzes na cor da campanha, o CNJ também vai divulgar, em suas redes sociais, orientações sobre a importância da prevenção da hanseníase, além de reforçar com os demais tribunais que também adiram à campanha.

Diagnóstico e tratamento

No Brasil, o tratamento para a hanseníase é gratuito e oferecido pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Os pacientes podem se tratar em casa, com supervisão periódica nas unidades básicas de saúde.

O tratamento precoce promove a cura. Ao primeiro sinal de lesões cutâneas com diminuição da sensibilidade na pele, é preciso procurar atendimento médico nas Unidades de Pronto Atendimento ou nas equipes de saúde da família.

Entre os sinais e sintomas que podem surgir, estão manchas esbranquiçadas, amarronzadas e avermelhadas na pele, com mudanças na sensibilidade dolorosa, térmica e tátil; sensação de fisgada, choque, dormência e formigamento ao longo dos nervos dos membros; perda de pelos em algumas áreas e redução da transpiração; inchaço e dor nas mãos, pés e articulações; dor e espessamento nos nervos periféricos; redução da força muscular, sobretudo nas mãos e pés; e caroços no corpo, entre outros.

Lenir Camimura Herculano

Fonte: Agência CNJ de Notícias


14 de janeiro de 2021 0

Por acaso você viu, nos últimos dias, um prédio público ou algum monumento iluminado de roxo? Caso tenha visto, saiba que é uma forma chamar a atenção da sociedade para a hanseníase. O Janeiro Roxo foi criado em 2016 e tem o último domingo do mês como data símbolo. Nesse dia é celebrado o Dia Mundial de Combate e Prevenção da Hanseníase. São 30 mil novos casos da doença por ano no Brasil, que é o país com o segundo maior número de casos, perdendo apenas para a Índia.

Neste mês, a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) vai divulgar, com apoio de médicos da área, material sobre a doença. Entre as informações, a descrição de sinais e sintomas da hanseníase e orientações sobre onde buscar diagnóstico e iniciar o tratamento. A hanseníase, segundo especialistas, é uma doença estigmatizada e cercada de preconceito.

“Combater o estigma é salvar vidas. Por isso, queremos auxiliar a sociedade a compreender essa doença. Desfazer mitos e fazer prevalecer a verdade sobre a hanseníase são as principais formas de ajudar profissionais da área de saúde, familiares, amigos e principalmente aqueles que buscam por tratamento”, afirmou o vice-presidente da SBD, Heitor Gonçalves.

De acordo com a Sociedade Brasileira de Clínica Médica (SBCM), a partir de dados do Ministério da Saúde, a doença é mais frequente nas regiões Nordeste, Centro-Oeste e Norte, que respondem por quase 85% dos casos do país. O Brasil concentra mais de 90% dos casos da América Latina.

A campanha de 2021 tem como slogan: A hanseníase é negligenciada, mas a saúde não!. Além da SBD, participam da campanha de esclarecimento à população as secretarias de Saúde dos estados, o Conselho Federal de Medicina (CFM), a Associação Médica Brasileira (AMB), a Confederação Nacional de Municípios (CNM), a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e o Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

“Os portadores da doença eram, até a década de 70, excluídos do convívio social e condenados ao confinamento em colônias”, explica o Movimento de Reintegração das Pessoas Atingidas pela Hanseníase, em seu site. A hanseníase é uma doença causada pela bactéria Mycobacterium Leprae que atinge os nervos e se manifesta na pele.

Apesar do passado triste envolvendo a hanseníase, a doença tem cura, seu tratamento é simples e custeado pelo Sistema Único de Saúde (SUS). E tão logo ele seja iniciado, a doença deixa de ser transmissível. O tratamento pode ser buscado, no caso da rede pública, em postos de saúde ou com uma equipe de saúde da família.
hanseníase

Sintomas

Os sintomas da doença aparecem, principalmente, nas extremidades das mãos e dos pés, no rosto, orelhas, nádegas, costas e pernas. São manchas esbranquiçadas, amarronzadas ou avermelhadas, com perda de sensibilidade ao calor, ao toque e à dor. É possível uma pessoa queimar a pele na chama do fogão ou em uma superfície quente e sequer perceber. A sensação de formigamento também é um sinal da doença.

Outros sintomas são sensação de fisgada, choque, dormência e formigamento ao longo dos nervos dos membros; perda de pelos em algumas áreas e redução da transpiração; redução de força na musculatura das mãos e dos pés; e caroços no corpo, em alguns casos avermelhados e dolorosos. Condições precárias de moradia e saneamento favorecem a ação da Mycobacterium Leprae.

Quem tem diagnóstico para hanseníase deve começar a tomar os medicamentos prescritos de imediato. O tratamento deve ser seguido à risca. As pessoas que convivem com pacientes diagnosticados com a doença devem ser examinadas pelo médico.

“A prevenção consiste no diagnóstico e tratamento precoces, o que ajuda a evitar a transmissão e o consequente surgimento de novos casos. Precisamos frisar: hanseníase tem cura e quanto antes o tratamento for iniciado, menor o risco de sequelas”, afirmou Sandra Durães, coordenadora do Departamento de Hanseníase da SBD.

Fonte: Agência Brasil

 


4 de janeiro de 2021 0

“A hanseníase é negligenciada, a sua saúde não! ”. Este é o alerta da campanha lançada neste mês pela Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), em apoio ao chamado Janeiro Roxo, mês dedicado à conscientização sobre uma doença que, apesar de todos os avanços técnicos e científicos, ainda faz milhares de vítimas todos os anos no País. Além de material publicitário (cards, posts, vídeos), também foi desenvolvido um site sobre o tema.

CONHEÇA O SITE DO JANEIRO ROXO 2021

Ao longo do mês, os dermatologistas brasileiros, em apoio à tradicional mobilização do Ministério da Saúde, farão circular entre médicos, pacientes e outros profissionais da saúde informações de utilidade pública preparadas por especialistas da SBD. Entre os tópicos abordados estão a descrição de sinais e sintomas da hanseníase e orientações sobre onde buscar diagnóstico e iniciar o tratamento. Também será abordada a necessidade de se eliminar o estigma e o preconceito contra as pessoas com a doença.

“Situação negligenciada é aquela que é alvo de desatenção, desconsideração, displicência, descaso, indiferença, menosprezo. Infelizmente, apesar da detecção de 30 mil novos casos da doença a cada ano, a hanseníase ainda é considerada assim: uma doença negligenciada”, pontuou o presidente da SBD, Mauro Enokihara.

Segundo ele, ao alertar a população sobre este tema, a entidade pretende assegurar a todos o acesso a informações que ajudem a tirar o Brasil de uma triste posição: o segundo lugar mundial em número de casos de hanseníase, perdendo apenas para a Índia. Todos os anos são diagnosticados, em média, 30 mil novos casos da doença no País.

Campanha 2021 – O Janeiro Roxo, iniciativa instituída no Brasil em 2016, tem como data símbolo o último domingo deste mês, quando é celebrado o Dia Mundial de Combate e Prevenção da Hanseníase. Para marcar o período, a SBD planeja também realizar eventos online, divulgar depoimentos de pacientes e celebridades, estimular a iluminação em roxo de espaços públicos e monumentos. Todas as ações visam reforçar o compromisso de prevenir e combater a hanseníase, por meio do diagnóstico e tratamento precoces.

Outra preocupação da SBD é com o preconceito. “Combater o estigma é salvar vidas. Por isso, queremos auxiliar a sociedade a compreender essa doença. Desfazer mitos e fazer prevalecer a verdade sobre a hanseníase são as principais formas de ajudar profissionais da área de saúde, familiares, amigos e principalmente aqueles que buscam por tratamento”, ressaltou o vice-presidente, Heitor Gonçalves.

Para dar dimensão a esse alerta, a SBD convidou neste ano instituições de referência nacional. Além de representantes das Secretarias de Saúde dos Estados (Conass) e Municípios (Conasems), também foram convidados a encampar esta luta – por meio da iluminação de suas sedes e filiais ou distribuição de conteúdo digital – o Conselho Federal de Medicina (CFM), a Associação Médica Brasileira (AMB), a Confederação Nacional de Municípios (CNM), a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e o Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

Precoces –  A campanha da SBD também chama a atenção para um outro ponto importante: no Brasil, o tratamento para a hanseníase é gratuito e oferecido pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Os pacientes podem se tratar em casa, com supervisão periódica nas unidades básicas de saúde. De acordo com Sandra Durães, coordenadora do Departamento de Hanseníase da SBD, trata-se de uma doença infecciosa que pode levar a incapacidades físicas, mas o tratamento precoce promove a cura.

Segundo ela, a hanseníase é transmitida por meio do contato próximo e prolongado com pessoas que tenham a doença e não estejam em tratamento. Por isso, familiares, amigos e colegas de trabalho de pessoas com hanseníase também devem ser avaliadas por médicos. “A prevenção consiste no diagnóstico e tratamento precoces, o que ajuda a evitar a transmissão e o consequente surgimento de novos casos”, lembra Sandra Durães.. “Precisamos frisar: hanseníase tem cura e quanto antes o tratamento for iniciado, menor o risco de sequelas”, complementou.





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