Brasil tem quase 30 mil novos casos de hanseníase por ano




26 de janeiro de 2021 0

Manchas brancas ou avermelhadas pelo corpo, sensação de dormência e não sentir calor ou frio são sintomas de uma doença que tem cura, mas ainda é estigmatizada e negligenciada por muitos brasileiros: a hanseníase.

No Brasil, foram 312 mil novos casos registrados nos últimos dez anos, o que coloca nosso país na segunda posição no ranking mundial da doença, atrás da Índia. Aqui, a média é de 30 mil novos casos por ano. O número vem se mantendo com uma discreta queda, mas ela ainda não é considerada significativa para se dizer que a doença está em declínio, destacou o vice-presidente da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), Heitor Gonçalves, em entrevista à Agência Brasil.

Atenção aos sintomas
O vice-presidente da SBD, diz que, mesmo áreas sem manchas, em que a pessoa se queime e não perceba, ou que se machuque e não sinta dor, indicam falta de sensibilidade no local. Isso é provocado por lesões nos nervos causadas pela hanseníase. “Esses casos de mancha, dormência ou insensibilidade são suspeitos e necessitam formalmente de uma assistência para diagnóstico médico clínico”, observou.

O período de incubação da hanseníase, desde o momento em que a pessoa entra em contato com a micróbio até a doença aparecer, vai de dois até dez anos pois a bactéria responsável pelos sintomas se multiplica muito lentamente. Por isso, a doença atinge muitas crianças e jovens. “Quanto mais jovem a pessoa, mais anos ela vai viver e mais chances tem de adoecer”, afirma Gonçalves.

Do total dos 312 mil registros feitos de 2010 até 2019, 30% foram diagnosticados com algum grau de incapacidade física, ou seja, apresentavam perda de força ou da sensibilidade ou ainda deformidades visíveis nas mãos, pés ou olhos, o que compromete o trabalho ou a realização de atividades do dia a dia, alertou o especialista.

Para o presidente da SBD, Mauro Enokihara, a detecção e o tratamento precoces da doença são fundamentais para que o paciente possa se tratar e não apresente sequelas, além de diminuir a chance de transmissão para outras pessoas, em especial aquelas com as quais convive.

Incidência e transmissão
Heitor Gonçalves explicou que o maior fator de risco para a hanseníase são condições socioeconômicas de aglomerações. Um exemplo são as deficiências de habitação que fazem com que mais pessoas morem juntas e acabem transmitindo a doença por meio da tosse. A aglomeração no transporte é outro fator. Contribuem ainda o baixo nível educacional e a dificuldade de acesso a sistemas de saúde. Eles dificultam diagnóstico precoce e facilitam a transmissão.

Gonçalves informou que a maior incidência da hanseníase no Brasil está nas regiões com menor índice de desenvolvimento humano (IDH). O maior número de casos novos identificados na última década está na Região Nordeste (43% do total, ou o equivalente a 132,7 mil pacientes). Em seguida, vêm o Centro-Oeste, com 20% dos casos; o Norte (19%); e o Sudeste (15%). Apenas 4% dos novos pacientes registrados nos últimos dez anos apareceram na Região Sul do país. O vice-presidente da SBD chamou a atenção, entretanto, que, no Rio Grande do Sul, se perdeu a cultura de buscar casos de hanseníase e de se divulgar a doença no estado. Com isso, pacientes chegam nos médicos para diagnóstico já com incapacidade física. “Essa é uma sequela da falsa eliminação”.

Preconceito
O vice-presidente da SBD esclareceu que menos da metade dos pacientes com hanseníase transmite a doença, mesmo sem tratamento, porque mais de 50% têm imunidade razoável contra o micróbio.  A transmissão também não é tão fácil como muitos pensam. Segundo Gonçalves, “o bacilo não salta de dentro da pele do doente para fora”. Isso significa que tocar a mão de uma pessoa doente não transmite hanseníase. É preciso que o doente tenha um ferimento na pele, bem como a outra pessoa, e que esses ferimentos se encontrem para que o bacilo passe de um para o outro. Por isso, o dermatologista afirmou que é difícil a transmissão pela pele. O principal fator de transmissão é a tosse, reiterou.

De acordo com o Ministério da Saúde, a hanseníase acomete mais os homens do que as mulheres. Nos dez anos compreendidos entre 2010 e 2019, foram detectados 172.659 casos novos entre pessoas do sexo masculino e 139.405 em mulheres. Essa diferença, contudo, está diminuindo, indicou o vice-presidente da SBD. O que ocorre, “provavelmente, é que o homem ainda se expõe mais que as mulheres”, avaliou. Os homens, além disso, não têm costume de ir ao médico, como as mulheres. Considerando as classes sociais mais desfavorecidas, os homens saem mais do que as mulheres. “Esse talvez seja o motivo”, estimou o dermatologista.

Campanha
Gonçalves afirmou que a SBD tem como princípio e missão resgatar seu papel na abordagem das doenças negligenciadas que acometem a pele. A principal delas é a hanseníase. Há também a leishmaniose, sífilis, entre outras.

Em apoio à mobilização do Ministério da Saúde, os dermatologistas brasileiros farão circular entre médicos, pacientes e outros profissionais da saúde informações de utilidade pública preparadas por especialistas da SBD, descrevendo sinais e sintomas da hanseníase e orientando sobre onde buscar diagnóstico e iniciar o tratamento. A campanha do Janeiro Roxo, criada no Brasil em 2016, aborda também a necessidade de se combater o estigma e o preconceito contra as pessoas que têm a doença.

O tratamento para a hanseníase é gratuito no país e oferecido pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Os pacientes podem se tratar em casa, com supervisão periódica nas unidades básicas de saúde. A coordenadora do Departamento de Hanseníase da SBD, Sandra Durães, salientou que apesar de ser uma doença infecciosa que pode levar a incapacidades físicas, seu tratamento precoce promove a cura. Segundo enfatizou, a prevenção consiste no diagnóstico e tratamento precoces, porque isso ajuda a evitar a transmissão e o surgimento de novos casos.

Fonte: Agência Brasil

 


26 de janeiro de 2021 0

De acordo com a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) são 30 mil novos casos de hanseníase no Brasil, que é o segundo país em maior número de casos depois da Índia. A médica dermatologista e coordenadora da campanha de conscientização da hanseníase, Sandra Durães, falou sobre sintomas, além de diagnóstico e tratamento precoces no Diário TV.

Clique na imagem para assistir a íntegra da entrevista.

 

 


26 de janeiro de 2021 0

Ao longo dos últimos dez anos, o Brasil registrou 312 mil casos novos de hanseníase, o que coloca o País no segundo lugar do ranking mundial dessa doença milenar, que tem cura, mas ainda continua a fazer vítimas. Deste total de registros, cerca de 30% (90 mil pessoas) já foram diagnosticados com algum grau de incapacidade física, ou seja, apresentavam perda de força e/ou da sensibilidade protetora ou deformidades visíveis nas mãos, pés ou olhos, comprometendo o trabalho ou a realização de atividades cotidianas.

O alerta da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) ocorre no Janeiro Roxo, mês dedicado à conscientização sobre a hanseníase. A necessidade de combater essa doença fez com que a entidade lançasse uma campanha, voltada para as redes sociais, sob o tema “A hanseníase é negligenciada, mas a saúde não! ”. Com a iniciativa, a entidade pretende colocar o assunto em debate, buscando a qualificação da assistência e a defesa dos direitos dos pacientes.

Pelos números apurados pela SBD, por meio do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan), do Ministério da Saúde, em 2010 o total de casos novos diagnosticados com algum tipo de deformidade (Grau 2) e com diminuição ou perda da sensibilidade nos olhos, mãos ou pés (Grau 1) aumentou. Desse modo, o percentual passou de 30,8% dos casos avaliados, em 2010, para 39,4%, em 2019.


 Fonte: Ministério da Saúde/SVS – Sistema de Informação de Agravos de Notificação – Sinan Net

“São números preocupantes e, apesar disso, a hanseníase ainda é uma doença negligenciada. Trata-se de um contexto contra o qual a SBD e muitos gestores públicos têm trabalhado arduamente a fim de conscientizar a população sobre as manifestações clínicas dessa doença e sobre a importância da prevenção”, ressalta Mauro Enokihara, presidente da SBD.

Segundo ele, a detecção e o tratamento precoces da doença são fundamentais para que o paciente evolua sem sequelas e para diminuir a chance de transmissão para outras pessoas, em especial aquelas com quem convive regularmente. “Infelizmente, observamos um aumento na proporção de novos casos que chegam ao médico com incapacidades físicas, às vezes irreversíveis”, pontua.

Distribuição – No Brasil, a hanseníase está mais presente nas áreas com menores indicadores de desenvolvimento humano (IDH). A Região Nordeste concentra o maior número de casos novos detectados ao longo da última década, 43% do total, o equivalente a 132,7 mil pacientes. Em segundo lugar, aparece o Centro-Oeste, com 20% dos casos, seguido do Norte (19%) e Sudeste (15%). Somente 4% dos novos pacientes identificados nos últimos dez anos estão na região Sul.

Um terço dos casos novos registrados na população geral durante o período se concentra em apenas três unidades da federação: Maranhão (36.482), Mato Grosso (33.104) e Pará (31.611). Os estados de Roraima, Rio Grande do Sul e Amapá diagnosticaram menos de 1.500 casos novos da doença na década.


Fonte: Ministério da Saúde/SVS – Sistema de Informação de Agravos de Notificação – Sinan Net   

Perfil – Um dado que chama a atenção é a distribuição dos casos por sexo. Como ocorre na maior parte dos países, há maior incidência da doença entre os homens, que representam 55% dos casos novos detectados na última década.
 
Para Sandra Durães, coordenadora do Departamento de Hanseníase da SBD, isso pode estar relacionado a uma série de fatores, inclusive biológicos, ainda não bem conhecidos. “Para suspeitar da hanseníase, a pessoa precisa estar atenta aos sinais do seu corpo e muitas vezes as manchas da doença são silenciosas, não doem e não coçam. Além disso, sabemos que, culturalmente, o homem brasileiro tem mais dificuldade de ir ao médico e cuidar da própria saúde”, ressalta.


 Fonte: Ministério da Saúde/SVS – Sistema de Informação de Agravos de Notificação – Sinan Net

Os números do Ministério da Saúde revelam ainda que a hanseníase afeta, principalmente, os analfabetos e pessoas com ensino fundamental incompleto. Esse grupo representa 54% das notificações da doença na década.

“A hanseníase está classificada entre as doenças ditas negligenciadas, que atingem populações com baixo IDH. O Brasil, apesar de estar entre as grandes economias mundiais, apresenta grande desigualdade social. Nas periferias de suas metrópoles, existem grandes bolsões de pobreza caracterizados por habitações insalubres e difícil acesso aos serviços de saúde, o que facilita a transmissão dessa doença”, lembra Heitor de Sá Gonçalves, vice-presidente da SBD.

Ele lembra, no entanto, que, por se tratar de uma endemia, a rigor toda a população está exposta à hanseníase, mesmo as pessoas de maior poder aquisitivo ou grau de escolaridade. Pelos números oficiais, quase 50 mil pacientes diagnosticados com hanseníase (16%), desde 2010, tinham ensino médio ou superior completo.


Fonte: Ministério da Saúde/SVS – Sistema de Informação de Agravos de Notificação – Sinan Net    

Finalmente, a SBD alerta para o perfil etário dos pacientes. No período de 2010 a 2019, foram diagnosticados no Brasil 21.433 casos novos de hanseníase em menores de 15 anos, tendo sido registrado no último ano o menor volume de casos da série histórica para essa faixa etária.

“Devido ao longo período de incubação da doença, a ocorrência de casos até os 15 anos indica focos de transmissão ativa, ou seja, pessoas infectadas, sem tratamento, dentro das residências. Esse é um importante sinalizador para o monitoramento da endemia”, completa o vice-presidente.

Mais da metade dos pacientes com diagnóstico de hanseníase na década tinham entre 30 e 59 anos de idade (com proporções semelhantes entre aqueles na 4ª, 5ª e 6ª décadas de vida). Outra parcela significativa tinha mais de 60 anos (22%). Isso confirma se tratar de uma doença de evolução lenta, que pode levar mais de cinco anos para apresentar sinais e sintomas. “É preciso trabalhar para mudar essa realidade. A demora no diagnóstico, com consequente atraso no início do tratamento, pode ter implicações graves na vida dos pacientes”, concluiu o presidente Mauro Enokihara.


 Fonte: Ministério da Saúde/SVS – Sistema de Informação de Agravos de Notificação – Sinan Net

 


25 de janeiro de 2021 0

O mês de janeiro chama a atenção para a prevenção da hanseníase. O Maranhão ocupa o primeiro lugar em casos da doença no Brasil. O diagnóstico precoce pode fazer toda diferença no tratamento da doença.

"É importante que o diagnóstico precoce seja feito o mais cedo possível para evitar as sequelas", disse o médico dermatologista Eduardo Lago.

Saiba mais na reportagem veiculada no site Suacidade de São Luis/MA.

 

 


25 de janeiro de 2021 0

A uma semana do dia Mundial da Luta Contra a Hanseníase, o Brasil não tem motivos para comemorar.

Segundo a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), o remédio para o tratamento da doença já está em falta em Mato Grosso, Pernambuco, Ceará e Amazonas.

A situação é preocupante, já que em média 30 mil novos casos da doença são diagnosticados por ano.

O problema começou no ano passado, quando a Coordenadoria Geral de Doenças em Eliminação (CGDE) do Ministério da Saúde alertou em uma reunião pública que haveria redução dos estoques dos medicamentos.

Entre os argumentos descritos estavam dificuldades de logística de transporte das drogas, que são fabricadas apenas num laboratório na Índia, e falta de insumos básicos para sua produção em nível global.

Apesar dessas justificativas, grupos que reúnem especialistas e pesquisadores internacionais sobre a hanseníase não identificam situações semelhantes na maioria dos países.

Após o diagnóstico da hanseníase, o acesso a estas drogas, que são fornecidas gratuitamente pelo SUS, é fundamental para o êxito do tratamento.

A falta dos medicamentos (clofazimina, dapsona e rifampicina) pode comprometer a recuperação dos casos diagnosticados, que já recebem os remédios periodicamente.

“Há milhares de pacientes que aguardam a entrega dessas cartelas para darem seguimento aos seus tratamentos. Sem uma solução imediata, essa doença que há muito deveria ter sido erradicada continuará a trazer sofrimento para os brasileiros”, disse o vice-presidente da Sociedade Brasileira de Dermatologia, Heitor de Sá Gonçalves.

Fonte: Época.

Foto: Berg Silva/Agência O Globo


25 de janeiro de 2021 0

Aproximadamente duas mil pessoas foram diagnosticadas com incapacitações provocadas pela hanseníase no Espírito Santo, entre 2010 e 2019. O número corresponde a 27% do total de casos registrados no estado e sinaliza que grande parte dos pacientes ainda chega ao consultório em estados avançados da doença. O alerta faz parte de um levantamento inédito da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), baseado em dados do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan), do Ministério da Saúde.

Ao todo, a entidade identificou a ocorrência de 6.814 casos novos da doença no estado na última década. As incapacidades da hanseníase são geralmente representadas por alguma deformidade física e diminuição ou perda de sensibilidade nos olhos, nas mãos e nos pés.

JANEIRO ROXO – Como janeiro é o mês dedicado à conscientização, combate e prevenção da hanseníase no País, a SBD somou forças para apontar a importância de se enfrentar essa doença tropical de evolução crônica, que se manifesta principalmente por meio de lesões na pele e sintomas neurológicos, como dormência e diminuição de força nas mãos e nos pés.

A Região Sudeste do País figura na quarta posição em número de casos novos detectados ao longo da última década: 15% do total, o equivalente a 47.272 mil casos. Em primeiro lugar aparece o Nordeste, com 43% dos registros, seguido do Centro-Oeste, com 19,5%. Na terceira posição, está a Região Norte (19%). Somente 3,5% dos novos pacientes identificados nos últimos dez anos estão no Sul do Brasil.

Entre os estados, o Espírito Santo aparece na décima primeira posição, com 2% dos pacientes registrados de 2010 a 2019. Na liderança do ranking estão: Maranhão, com 36.482 registros (12%); Mato Grosso, com 33.104 (11%); e Pará, com 31.611 (10%). Os estados de Roraima, Rio Grande do Sul e Amapá apresentam os melhores índices, diagnosticaram menos de 1.500 casos novos da doença na década.

Leia a íntegra da matéria publicada na Folha Vitória aqui.


22 de janeiro de 2021 0

“No Brasil, cerca de 30 mil novos casos de hanseníase são detectados todos os anos. Esse número revela a dimensão do problema de saúde pública que a doença ainda representa. Ciente desse cenário, a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) entende que prevenir e combater a hanseníase são desafios que dependem da ação contínua de todos: do poder público, dos pacientes, dermatologistas, médicos de outras especialidades e demais profissionais de saúde”.

Com essas palavras, o presidente da SBD, Mauro Enokihara, deu início à superlive organizada pela entidade, nesta sexta-feira (22/1). O evento que durou três horas, de 9h às 12h, é uma das iniciativas organizadas pela entidade como forma de lembrar a passagem do Janeiro Roxo, mês dedicado à conscientização e ao enfrentamento da doença.

Janeiro Roxo – Na abertura do evento online, transmitido pelo canal da SBD em rede aberta, Mauro Enokihara destacou ainda a participação ativa dos associados e o empenho da atual diretoria da SBD na construção do Janeiro Roxo, primeira campanha coordenada pelo novo grupo gestor da entidade, que coordenará as ações no período de 2021 a 2022. O conteúdo foi gravado e está disponível no perfil da SBD no YouTube.

CLIQUE AQUI PARA ASSISTIR À LIVE

O vice-presidente da SBD, Heitor de Sá Gonçalves, salientou também que nos próximos dois anos temas da dermatologia sanitária, assim como é o caso da hanseníase, serão enfatizados pela atual gestão. “Capitaneados por Mauro Enokihara, estaremos empenhados em dar visibilidade a problemas de saúde, como as manifestações dermatológicas, ainda negligenciadas, sempre com o intuito de prover melhores condições de tratamento à população e destacar o papel central dos dermatologistas nesses atendimentos”, disse.

Esquema terapêutico – Sá Gonçalves deu início à série de explanações técnicas e científicas da superlive. Ele abordou o tema “Novos métodos diagnósticos para a hanseníase”. O especialista foi sucedido pelo assessor do Departamento de Hanseníase, Maurício Lisboa Nobre, que discorreu sobre “Evidências da poliquimioterapia (PQT) ”, esquema terapêutico estabelecido como padrão de tratamento no Brasil.

A grade de apresentações técnicas contou também com a participação do coordenador do Departamento de Doenças Infecciosas, Egon Daxbacher, falando sobre “Efeitos adversos da PQT”; e das assessoras do Departamento de Hanseníase, Maria Araci Andrade Pontes e Lucia Martins Diniz, discorrendo respectivamente a respeito do “Tratamento com Esquema Uniforme de Multidrogas (UMDT) ” e “Quadro clínico dos Estados reacionais”.

Estados reacionais – Na oportunidade, a coordenadora do Departamento de Hanseníase, Sandra Durães, ainda protagonizou a sessão de comentários sobre “Tratamento dos Estados reacionais”. Durante a sua palestra, a especialista também ressaltou o compromisso da SBD de promover eventos com alto padrão científico, elaborados para fornecer aos espectadores as informações mais atualizadas segundo as evidências da literatura médica.

Coube à professora da Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Rio Janeiro (UFRJ), Maria Leide Wand del Rey de Oliveira, encerrar as palestras individuais, fornecendo ponderações técnicas sobre os “Prós e contras da quimioprofilaxia”. Ao final das apresentações, os experts da superlive da SBD responderam ainda uma série de questões encaminhadas pelo público, entre elas: baciloscopia no acompanhamento após a alta do paciente; análise de exames diagnósticos após medicação; inclusão de insumos nos protocolos do Ministério da Saúde; tratamento indicado para estados reacionais; entre outras.

 


22 de janeiro de 2021 0

A campanha Janeiro Roxo tem o objetivo de conscientizar as pessoas sobre a prevenção à hanseníase. É iniciativa do Ministério da Saúde com o apoio de entidades como as Sociedades Brasileiras de Dermatologia e de Hansenologia. A hanseníase é uma doença crônica e transmissível, causada por uma bactéria que se multiplica lentamente, levando a sintomas que podem demorar até 20 anos para aparecer. Entre os efeitos mais comuns da doença estão deformidades nas mãos e nos pés e até perda de visão.

Acompanhe a reportagem de Pedro Pincer, da Rádio Senado.


22 de janeiro de 2021 0

A Bahia ocupa o quinto lugar no Brasil em número de casos novos de hanseníase, segundo o Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan), do Ministério da Saúde. No estado, foram 24.393 casos novos entre 2010 e 2019. Deste total, cerca de 21,8% chegaram aos consultórios e ambulatórios com algum grau de incapacidade, quando a doença causa alguma deformidade física ou causa diminuição ou perda de sensibilidade nos olhos, nas mãos e nos pés.

O mês de janeiro é dedicado à conscientização no combate e prevenção da hanseníase no Brasil. Proporcionalmente, a região Nordeste do país concentra o maior número de casos novos detectados ao longo da última década: 43% do total, equivalente a 132,7 mil casos. Já em segundo lugar, aparece o Centro-Oeste, com 19,5% dos casos, seguido do Norte (19%) e Sudeste (15%). Somente 3,5% dos novos pacientes identificados nos últimos dez anos estão no Sul do Brasil.

No Brasil, 41% dos casos novos registrados na população geral durante o período se concentraram em apenas quatro estados: Bahia (24.393), Maranhão (36.482), Mato Grosso (33.104) e Pará (31.611). Enquanto que, os estados de Roraima, Rio Grande do Sul e Amapá têm os melhores índices, pois diagnosticaram menos de 1.500 casos novos da doença na década.

"São números alarmantes e, apesar disso, a hanseníase ainda é considerada uma doença negligenciada", afirmou Mauro Henokihara, presidente da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD).

"Infelizmente, observamos um aumento na proporção de novos casos que chegam ao médico com o que chamamos de Grau 1 e 2 de incapacidade física, deformidades e incapacidades físicas às vezes irreversíveis", pontuou o dermatologista.

Perfil do paciente

Na maior parte do mundo, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), as mulheres são as mais afetadas pela hanseníase. No Brasil, no entanto, são os homens os mais afetados: 55% dos casos novos detectados na última década.

No país, mais da metade dos pacientes com diagnóstico de hanseníase na década tinham entre 50 e 59 anos (18%), 40 e 49 anos (18%) e 30 e 39 anos (17%). Outra parcela significativa tinha mais de 60 anos (22%) ou estava na faixa entre 20 e 29 anos (12%).

Fonte: A Tarde


21 de janeiro de 2021 0

Pacientes com hanseníase estão com a saúde em risco por falta de remédios nas farmácias públicas. E não há previsão de quando eles vão chegar. Sem medicamento adequado, quem tem a doença volta a sofrer com sintomas. Além dos remédios, médicos defendem políticas públicas destinadas à informação e atenção básica da saúde.

Clique na imagem para assistir à reportagem sobre o assunto, veiculada nesta quinta-feira (21/1), no Bom dia MT.

 

 





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