Bahia ocupa 5º lugar no país em casos de hanseníase



Bahia ocupa 5º lugar no país em casos de hanseníase

22 de janeiro de 2021
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A Bahia ocupa o quinto lugar no Brasil em número de casos novos de hanseníase, segundo o Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan), do Ministério da Saúde. No estado, foram 24.393 casos novos entre 2010 e 2019. Deste total, cerca de 21,8% chegaram aos consultórios e ambulatórios com algum grau de incapacidade, quando a doença causa alguma deformidade física ou causa diminuição ou perda de sensibilidade nos olhos, nas mãos e nos pés.

O mês de janeiro é dedicado à conscientização no combate e prevenção da hanseníase no Brasil. Proporcionalmente, a região Nordeste do país concentra o maior número de casos novos detectados ao longo da última década: 43% do total, equivalente a 132,7 mil casos. Já em segundo lugar, aparece o Centro-Oeste, com 19,5% dos casos, seguido do Norte (19%) e Sudeste (15%). Somente 3,5% dos novos pacientes identificados nos últimos dez anos estão no Sul do Brasil.

No Brasil, 41% dos casos novos registrados na população geral durante o período se concentraram em apenas quatro estados: Bahia (24.393), Maranhão (36.482), Mato Grosso (33.104) e Pará (31.611). Enquanto que, os estados de Roraima, Rio Grande do Sul e Amapá têm os melhores índices, pois diagnosticaram menos de 1.500 casos novos da doença na década.

"São números alarmantes e, apesar disso, a hanseníase ainda é considerada uma doença negligenciada", afirmou Mauro Henokihara, presidente da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD).

"Infelizmente, observamos um aumento na proporção de novos casos que chegam ao médico com o que chamamos de Grau 1 e 2 de incapacidade física, deformidades e incapacidades físicas às vezes irreversíveis", pontuou o dermatologista.

Perfil do paciente

Na maior parte do mundo, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), as mulheres são as mais afetadas pela hanseníase. No Brasil, no entanto, são os homens os mais afetados: 55% dos casos novos detectados na última década.

No país, mais da metade dos pacientes com diagnóstico de hanseníase na década tinham entre 50 e 59 anos (18%), 40 e 49 anos (18%) e 30 e 39 anos (17%). Outra parcela significativa tinha mais de 60 anos (22%) ou estava na faixa entre 20 e 29 anos (12%).

Fonte: A Tarde





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