Pandemia dificulta diagnóstico precoce de câncer de pele, diz SBD




2 de dezembro de 2020 0

A pandemia de covid-19 no Brasil, que completa dez meses em dezembro, levou muitas pessoas a evitar os hospitais, a não ser em situações de urgência. Com isso, acendeu-se um alerta na Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD). A entidade verificou que a pandemia afastou pacientes de câncer de pele de consultórios e ambulatórios, comprometendo o diagnóstico da doença e, consequentemente, o tratamento precoce. Em 2019, foram 210.032 pedidos de biópsias para detecção do câncer de pele, entre janeiro e setembro. Em 2020, no mesmo período, foram 109.525, 48% a menos.

Com exceção de Sergipe, todos os estados do país registraram queda. Os dados foram apurados pela SBD a partir de informações disponíveis do Sistema de Informações Ambulatoriais do Sistema Único de Saúde (SUS).

Proporcionalmente, o Acre foi o estado com a maior redução nesse tipo de demanda, com 64% a menos em relação ao mesmo período de 2019. Outros estados com queda significativa foram Roraima e Bahia (-63%), Alagoas (-58%), Maranhão e São Paulo (-57%), Piauí (-50%), Santa Catarina (-49%), Goiás (-48%) e Paraná (-46%).

Para o presidente da SDB, Sérgio Palma, esses números fazem parte do “triste legado” da pandemia. Ele lembra que, no início da crise, os próprios serviços de saúde desestimularam a ida de pacientes sem gravidade, para evitar a exposição desnecessária ao vírus. Mas, após esse primeiro momento, o cenário não mudou por iniciativa dos próprios pacientes.

“Depois, a população, por medo de contaminação pelo vírus, passou a evitar as consultas, mesmo com a retomada dos atendimentos. Os gestores não têm responsabilidade por esse cenário, mas recai sobre eles o desenvolvimento de estratégias para resolver o problema.”

Houve queda expressiva na procura por esse atendimento, entre 50% e 60%, em quase todas as faixas etárias. Pessoas com idade de 44 a 80 anos foram as que mais deixaram de fazer as avaliações dermatológicas na comparação entre períodos. Por exemplo, entre adultos entre 50 e 54 anos, a redução foi de 51%. Em 2019, foram 17.017 atendimentos, já em 2020 foram 8.287.

A situação traz um problema adicional, já que a tendência é que, nos próximos meses, ocorra um acúmulo de atendimentos na rede pública, com a ida de pessoas que deveriam ter ido em 2020, além de outras com chance de iniciar o tratamento precoce da doença.

“As consequências desse problema serão percebidas em médio e longo prazos. O paciente, ao retardar o seu diagnóstico e início de tratamento, perde a chance de efetivamente reduzir os efeitos nefastos que um câncer de pele pode causar e que, no limite, pode levar o paciente à morte. Temos que pensar em estratégias para reduzir essa lacuna”, disse a coordenadora do Departamento de Oncologia Cutânea da SBD, Jade Cury.

Dezembro Laranja

Desde 2014, a SBD promove o Dezembro Laranja, iniciativa que faz parte da Campanha Nacional de Prevenção ao Câncer da Pele. No último mês do ano são realizadas ações em parceria com instituições públicas e privadas para informar a população sobre as principais formas de prevenção e a procurar um médico especializado para diagnóstico e tratamento.

Fonte: Agência Brasil


19 de novembro de 2020 0


Ação que completa sete anos em 2020 será feita exclusivamente no formato digital e em todos os canais de comunicação da SBD, começando no dia 1 de dezembro. O tema escolhido enfatiza que câncer da pele é coisa séria e que a conscientização deve começar na infância

Mais um #DezembroLaranja, campanha do câncer de pele, se aproxima. Este ano, crianças e adolescentes são porta-vozes para abordar o tema de forma didática e descomplicada, mostrando a importância de não subestimar a doença e de levar em consideração medidas de fotoproteção desde a infância. E para liderar e colorir o Brasil e o mundo de #DezembroLaranja, a campanha desse ano tem como embaixadores os irmãos e influenciadores digitais Maria Clara e JP (IG:https://bit.ly/33l2SiC / YT: https://bit.ly/3l8Xk0B), líderes de audiência entre os canais infantis do YouTube Brasil. Com 23 milhões de inscritos, a dupla embarcou na campanha do #CancerdePele junto com a SBD para convidar toda a criançada, os adolescentes e os adultos a conscientizarem suas famílias, amigos e seguidores das redes sociais sobre os riscos da doença, como preveni-la, fatores de risco e tratamentos disponíveis.
 
De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (INCA),em 2020 os números de câncer de pele no Brasil são preocupantes. A doença corresponde a 27% de todos os tumores malignos no país, sendo os carcinomas basocelular e espinocelular (não melanoma) responsáveis por 177 mil novos casos da doença por ano. Já o câncer de pele melanoma tem 8,4 mil casos novos anualmente. “Os números de incidência do câncer de pele são maiores do que os cânceres de próstata, mama, cólon e reto, pulmão e estômago. Na campanha deste ano, queremos compartilhar conteúdo que seja útil às pessoas, de acordo com as peculiaridades e necessidades de cada uma, para isso contaremos com a participação e o engajamento dos médicos dermatologistas, que também fazem a diferença na hora de passar a informação segura”, afirma Dr. Sérgio Palma, presidente da Sociedade Brasileira de Dermatologia.
 
A campanha de 2020 destaca ainda que os hábitos de exposição solar na infância são capazes de influenciar tanto no envelhecimento quanto no desenvolvimento do câncer de pele. Por isso, é importante que os pequenos tenham conhecimento, desde cedo, da necessidade de cuidar da pele a partir de hábitos de fotoproteção, que incluem usar de óculos de sol e blusas com proteção UV, bonés ou chapéus, preferir a sombra, evitar a exposição solar entre 9h e 15h e utilizar filtro solar com FPS igual ou superior a 30, reaplicando a cada duas horas ou sempre que houver contato com a água.
 
A exposição solar exagerada e desprotegida ao longo da vida, além dos episódios de queimadura solar, são os principais fatores de risco do câncer de pele. Segundo o coordenador do #DezembroLaranja, Dr. Elimar Gomes, “qualquer um de nós pode desenvolver um câncer de pele, porém existem pessoas mais propensas como as de pele, cabelos e olhos claros; indivíduos com histórico familiar de câncer de pele; múltiplas pintas pelo corpo e pacientes imunossuprimidos e/ou transplantados. Estas pessoas precisam de um cuidado a mais com a pele e de avaliação frequente de um médico dermatologista”, frisa o especialista.
 
É preciso prestar a atenção em pintas que crescem, manchas que aumentam, sinais que se modificam ou feridas que não cicatrizam pois podem revelar o câncer de pele. “O autoexame frequente facilita o diagnóstico e tratamento precoces. Ao notar algum dos sintomas, procure um médico especialista em dermatologia da SBD”, orienta Dr. Elimar Gomes.
 
A coordenadora do Departamento de Oncologia Cutânea da SBD, Dra. Jade Cury Martins, dá outras dicas de diagnóstico e prevenção ao câncer de pele: “É importante que se examine familiares, pois muitas vezes os cânceres podem aparecer em regiões em que não é possível reconhecer sozinho. Além disso, sempre que for necessário se expor ao sol, não esqueça de proteger as áreas descobertas do corpo, mesmo em dias frios e nublados”. E lembre-se: o autoexame não substitui a ida ao médico dermatologista.
 
Há sete anos a Sociedade Brasileira de Dermatologia realiza o #DezembroLaranja e convoca a população a apoiar a causa. Conversar com seus filhos, sobrinhos, netos, crianças e adolescentes sobre medidas para evitar exposição solar desprotegida e prevenir as queimaduras solares na infância é essencial para a prevenção da doença no futuro. “É na infância que os conceitos da vida são fixados. Ensine-os a se prevenir dos danos solares desde cedo e, quando adultos, manterão os mesmos hábitos, evitando um possível surgimento da doença”, enfatiza Dr. Sergio Palma.
 
O #DezembroLaranja conta com patrocínio da Galderma, Johnson&Johnson, La Roche-Posay, Vichy e Nivea.

Ações de divulgação
A divulgação nas plataformas digitais (Facebook, Instagram, Youtube e Site) terá as hashtags #DezembroLaranja, #CancerdePeleECoisaSeria, #CancerdePele #CampanhaCancerdePele2020. O público interessado pode se engajar na campanha e compartilhar nas redes sociais, customizando a foto de perfil e as publicações da SBD, por exemplo. Assim como nos anos anteriores, diferentes personalidades participarão do movimento vestindo a cor laranja e prédios e monumentos nacionais serão iluminados com a cor símbolo da campanha, frisando o compromisso com a prevenção, diagnóstico e tratamentos precoces. Além disso, em vídeo, crianças e adolescentes falam sobre os grupos de risco e como identificar as lesões de pele.

Sobre o Mutirão de Atendimento Gratuito do Câncer de Pele
Devido ao avanço da pandemia do novo coronavírus que o Brasil e o mundo enfrentam, o atendimento nacional gratuito para prevenção e diagnóstico do câncer de pele que acontece há 21 anos foi cancelado.

Sobre o câncer da pele
Este tipo de câncer é provocado pelo crescimento anormal das células que compõem a pele. Existem diferentes tipos de câncer da pele que podem se manifestar de formas distintas, sendo os mais comuns denominados carcinoma basocelular e carcinoma espinocelular – chamados de câncer não melanoma – e que apresentam altos percentuais de cura se diagnosticados e tratados precocemente. Um terceiro tipo, o melanoma, apesar de não ser o mais incidente, é o mais agressivo e potencialmente letal. Quando descoberta no início, a doença tem mais de 90% de chance de cura.

Saiba mais sobre os tipos de câncer de pele mais comuns:

Carcinoma basocelular – É o câncer de pele mais frequente na população, correspondendo a cerca de 70% dos casos. Se manifestam por lesões elevadas peroladas, brilhantes ou escurecidas que crescem lentamente e sangram com facilidade.

Carcinoma espinocelular – É o segundo tipo de câncer de pele de maior incidência no ser humano. Ele equivale a mais ou menos 20% dos casos da doença. É caracterizado por lesões verrucosas ou feridas que não cicatrizam depois de seis semanas. Geralmente causam dor e possuem sangramentos.

Câncer de pele melanoma – Apesar de corresponder apenas cerca de 10% dos casos, é o mais grave pois pode provocar metástase rapidamente – espalhamento do tumor para outros órgãos do corpo humano – e levar à morte. É conhecido pintas ou manchas escuras que crescem e mudam de cor e formato rápido. As lesões também podem vir acompanhadas de sangramento.


23 de setembro de 2020 0

Durante o mês de setembro, a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) em parceria com a Abbvie realiza diferentes divulgações digitais pela campanha de esclarecimento da dermatite atópica (DA). Direcionadas aos especialistas e população em geral, as atividades começaram no dia 15 de setembro e vão até o dia 23, que é o Dia Nacional de Conscientização da Dermatite Atópica. Para ampliar o alcance, durante essa semana a campanha está sendo veiculada em rádios de cinco cidades brasileiras: Rio de Janeiro, São Paulo, Brasília, Recife e Curitiba, além da Radioweb. No Instagram, são intensificadas as mensagens da ação deste ano com postagens no feed, e as fotos de capa do perfil no Facebook passam a ter a identidade da campanha atual. Para que a população receba informação de qualidade e com segurança, um vídeo abordando os sintomas, fatores desencadeantes e os impactos da doença na vida dos pacientes foi divulgado nas redes sociais da entidade (abaixo).

O primeiro de uma série de encontros virtuais que abordam a doença ocorreu em 15 de setembro. Em live para médicos dermatologistas foram tratados os principais conceitos gerais da doença, barreira cutânea e microbioma. O encontro foi conduzido pela assessora do Departamento de Dermatologia Pediátrica da SBD, Clarissa Prati, e mediada pelo presidente da SBD, Sérgio Palma, e diretor financeiro da SBD, Egon Daxbacher.

A imunologia da DA para além da resposta imune TH2 ganhou destaque em live realizada na terça-feira (22/9). Na atividade, exclusiva para médicos, a dermatologista e mestre pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP), Ana Paula Galli Sanchez, compartilhou seus conhecimentos sobre a temática. A mediação ficou a cargo do presidente da SBD, Sérgio Palma, e do professor adjunto de Dermatologia da Santa Casa de Curitiba e coordenador do Jornal da SBD, Caio de Castro. Essas edições do SBD Live estão disponíveis para consulta em área de acesso restrita aos associados da entidade.

Já na quarta-feira, dia 23, especialistas falam para sobre mitos e verdades da dermatite atópica para a população geral. O objetivo é esclarecer dúvidas recorrentes que surjam não apenas no consultório médico, mas também em conversas entre amigos e familiares. Essa atividade será transmitida ao vivo pelo canal do YouTube da SBD, a partir das 17 horas. O encontro reunirá os médicos dermatologistas Clarissa Prati, Guilherme Muzy e contará com a moderação do presidente Sérgio Palma. Será um momento para a população tirar suas dúvidas e trocar informações com os especialistas convidados.

Assista ao vídeo da campanha.


14 de setembro de 2020 0

Como forma de apoiar a campanha mundial (14/09) e nacional (23/09) da Dermatite Atópica, a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), em parceria com a Abbvie, faz ampla campanha de conscientização sobre a doença de pele crônica e inflamatória, não contagiosa, caracterizada por coceira de intensidade variável, lesões avermelhadas e descamativas e ressecamento da pele.  

A Dermatite Atópica é uma dermatose inflamatória pruriginosa, de alta prevalência, com etiologia multifatorial, que inclui defeitos da barreira cutânea, disfunção imunológica e alterações do microbioma. É mediada por fatores genéticos, ambientais e psicológicos, e requer manejo terapêutico que contemple os diversos aspectos de sua complexa etiopatogenia.  

As lesões são mais frequentes no rosto, no pescoço, nas dobras internas dos braços e parte de trás dos joelhos, porém, elas podem aparecer por todo o corpo e também variar de acordo com a faixa etária, sendo mais comum em crianças. Além disso, a Dermatite Atópica está presente em pacientes com história pessoal ou familiar de outras doenças atópicas, como asma, rinite ou a própria DA.  

A doença vai muito além das lesões da pele e incômodos, provocando preconceito pela aparência, pois coça e descama a pele, impactando no convívio social e no bem-estar. “81% dos pacientes com dermatite atópica relataram dificuldade importante para dormir devido à coceira intensa. Outros dados mostram que pessoas que vivem com esta condição faltaram em média 5,8 dias ao trabalho a cada seis meses”, afirma o Dr. Sergio Palma, Presidente SBD.  

A conscientização da população sobre a doença, o suporte do médico especialista e o apoio da família e amigos são fundamentais para o sucesso do tratamento e melhoria da qualidade de vida do paciente com dermatite atópica. “O preconceito provoca isolamento social e até bullying. A dermatite atópica não pega, não é contagiosa”, explica a Dra, Clarissa Prati, Assessora do Departamento de Dermatite Atópica da SBD.

Os tratamentos da doença têm como principal objetivo minimizar a intensidade da coceira, reduzir o número, a duração e a intensidade das crises. Para isso, os dermatologistas geralmente prescrevem tratamentos que utilizam cremes hidratantes, medicamentos tópicos (Ex: pomadas) e medicamentos orais que ajudam a melhorar o desequilíbrio imunológico.

“A terapia básica compreende a hidratação, o tratamento tópico anti-inflamatório, o afastamento dos fatores agravantes e os programas educacionais com abordagem multidisciplinar. A terapêutica sistêmica deve ser indicada para doença refratária ou grave, após esgotadas as tentativas de tratamento tópico”, conclui Sérgio Palma.  

Procure um médico dermatologista associado à SBD para diagnóstico e tratamento. Mais informações aqui no site da SBD: www.sbd.org.br.


10 de julho de 2020 0

A valorização do papel do dermatologista na assistência à população – tanto no tratamento e diagnóstico de doenças, quanto na realização de procedimentos cosmiátricos – é o tema de uma campanha institucional iniciada nesta sexta-feira (10/7) pela Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD). O primeiro passo dessa iniciativa foi a veiculação de um vídeo, com a participação da Diretoria da entidade. Na peça, eles falam sobre a capacitação, a responsabilidade e o compromisso ético desse especialista com o paciente. 

No vídeo é reforçado que, no dermatologista, o paciente encontra o apoio para tratar de sua saúde e encontrar soluções que melhoram seu bem-estar, estabelecendo-se uma relação que se baseia na confiança e na segurança. O recado ainda ressalta a necessidade de que os pacientes procurem identificar se o profissional escolhido realmente é um dermatologista. Para tanto, basta acessar o site da SBD ou do Conselho Federal de Medicina (CFM). 

Para saber quem são os dermatologistas brasileiros, acesse: 

Sociedade Brasileira de Dermatologia

Conselho Federal de Medicina

Nos próximos dias, outras peças – com a participação de representantes da especialidade de vários estados e áreas de atuação – também serão exibidas nas redes sociais. Ao mesmo tempo, a SBD enviou mensagem aos seus associados estimulando-os a gravar pequenos depoimentos para exibirem em suas páginas pessoais e encaminhar para inserção nos canais da Sociedade Brasileira de Dermatologia no Facebook e no Instagram. 

Algumas dessas mensagens gravadas pelos associados poderão compor outros vídeos que serão divulgados oportunamente. “Temos trabalhado em diferentes frentes para valorizar o papel do dermatologista. Trata-se de uma ação contínua de defesa profissional. Entendemos que essa é uma oportunidade de mostrar para a população, os pacientes e aos nossos próprios colegas a importância da nossa especialidade”, disse o presidente da SBD, Sergio Palma. 

Segundo ele, além dos vídeos de engajamento, outras iniciativas continuarão sendo promovidas, sempre com o foco no fortalecimento da especialidade. “A Gestão 2019-2020 tem procurado qualificar e ampliar sua atuação no campo parlamentar, na esfera judicante, na comunicação com a sociedade. Daremos seguimento a esse trabalho, com o apoio dos colegas, ciente de que é uma luta de longa duração”, concluiu. 

Clique para assistir aos vídeos:
 


 


3 de junho de 2020 0

<p style=”text-align: justify;”>A SBD organiza Campanha sobre Hidradenite Supurativa durante a primeira semana de junho, mês mundial de conscientização sobre a doença. As ações realizadas nas redes sociais da entidade esclarecem sobre a doença, que afeta 41 a cada 10 mil brasileiros e atinge mais mulheres do que homens. <br />
<br />
As publicações também ressaltam a importância da consulta com um médico dermatologista, profissional habilitado para diagnóstico e tratamento da hidradenite supurativa.<br />
<br />
Acesse a <a href=”http://www.facebook.com/SociedadeBrasileiradeDermatologia” target=”_blank”>página da SBD no Facebook</a> e conheça as informações oficiais divulgadas pela sociedade.<br />
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6 de maio de 2020 0

JSBDv24n2 – março/abril 2020

Campanha incentiva a não realização de atos médicos desnecessários e promove uma reflexão sobre a adequação do cuidado com a saúde visando não causar danos ao paciente e evitar sobrecarregar os sistemas de saúde do país

A  importância de fazer escolhas sensatas na prática médica é o mote da campanha mundial Choosing Wisely, lançada pela American Board of Internal Medicine (Abim), nos Estados Unidos, em 2012. A iniciativa reúne diferentes sociedades médicas de mais de 25 países e faz um alerta para a realização de procedimentos e tratamentos que não geram nenhum benefício aos pacientes, mas que ainda continuam sendo prescritos pelos médicos e sobrecarregando os sistemas de saúde. Desde então, centenas de recomendações de exames e tratamentos foram rediscutidos com relação à efetividade clínica e publicados nos sites das entidades médicas. Essas listas de recomendações são baseadas em evidências sobre práticas médicas frequentes que devem ser reduzidas ou eliminadas.

No Brasil, a iniciativa teve início em 2015, com a adesão de dezenas de sociedades de especialidade. A SBD aderiu à campanha no começo deste ano e atualmente elabora uma lista de procedimentos e indicações de tratamentos e condutas referentes à dermatologia clínica. “Tendo em vista a relevância dos assuntos abordados pela Choosing Wisely, como também a necessidade de mais sociedades médicas brasileiras participarem dessa campanha, considero essenciais a adesão e o posicionamento da SBD”, explica o coordenador do grupo Hélio Miot. Segundo o médico, essa primeira edição abordará a dermatologia clínica, sendo direcionada a procedimentos diagnósticos ou terapêuticos desnecessários ou mesmo danosos, que devem ser evitados na prática médica.

No caso do Brasil, é preciso cumprir alguns pré-requisitos para elaboração da lista, que deve ter no mínimo cinco e no máximo dez recomendações a levar em conta por médicos e pacientes, todas elas necessariamente de acordo com o escopo de atuação da especialidade; seu processo de desenvolvimento precisa ser rigorosamente documentado e transparente desde o início; devem ser priorizados testes, procedimentos ou tratamentos utilizados com bastante frequência e que podem prejudicar pacientes − secundariamente, os que representem abordagens diagnósticas ou terapêuticas de baixo valor agregado;
carece existir um bom corpo de evidências científicas que suporte a recomendação; iniciar toda recomendação com as expressões "Não" ou "Reflita muito antes de"; evitar sugestões de práticas, como "Não prescreva medicação sem olhar interações", e recomendações genéricas, como "Não solicite exame sem indicação específica".

O grupo de especialistas – que conta com a atuação de dermatologistas de todo o país, bem como residentes dos Serviços de Dermatologia da Santa Casa de Curitiba e do Rio Grande do Sul – já iniciou a primeira etapa do trabalho com a elaboração de lista contendo 50 recomendações, que posteriormente serão submetidas à avaliação dos associados da SBD por meio de votação aberta.

“Com base nessas recomendações, será elaborada consensualmente listagem a ser submetida à consulta pública dos associados, para a formação democrática dos dez itens finais que irão compor o documento”, considera Miot.

O médico dermatologista salienta que a tendência internacional ganha valor ao proporcionar mais segurança e eficiência nos cuidados com a saúde dos pacientes, assim como ao fortalecer a sociedade médica como fonte confiável de informação da especialidade. “Nossa participação é importante, pois, além de divulgar a especialidade, traz recomendações que objetivam melhorar a assistência dermatológica no país”, frisa Hélio Miot.

Também fazem parte do grupo os médicos dermatologistas Andrea Ramos (Minas Gerais), Clivia Carneiro (Pará), Caio Castro, Paulo Criado e Luciana Abbade (São Paulo), Magda Weber e Renan Bonamigo (Rio Grande do Sul), Mayra Ianhez (Goiás) e Pedro Dantas (Sergipe).


7 de fevereiro de 2020 0

Silenciosa e negligenciada pelas autoridades sanitárias em anos anteriores, a hanseníase acumula milhares de vítimas ano após ano no Brasil. Entre 1999 e 2018, foram diagnosticados 768.215 casos desta doença, que pode ser detectada com facilidade. Mesmo com as constantes campanhas educativas, com foco no diagnóstico precoce, a detecção de novos casos tem indicado uma média de 38 mil registros por ano, no período. Atualmente, a Organização Mundial da Saúde (OMS) coloca o Brasil no segundo lugar no mundo em casos de hanseníase. Perde apenas para a Índia, que em 2017 apresentou 126.164 registros. 

Para a coordenadora da Campanha Nacional de Hanseníase da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), Sandra Durães, trata-se de uma doença que afeta, sobretudo, regiões com menor Índice de Desenvolvimento Humano (IDH). Apesar de o Brasil ser considerado uma potência econômica, a existência de desigualdades regionais repercute na forma como o registro de novos casos se materializa, explicou. 

Clique e acesse informações sobre casos novos

Nessas duas décadas analisadas, no Brasil, as maiores detecções de novos casos, em números absolutos, foram registradas no Maranhão (84.628 notificações); Pará (83.467); Mato Grosso (63.779); Pernambuco (57.355); e Bahia (52.411). Os dados foram apurados e avaliados pela Sociedade Brasileira de Dermatologia com base em informações da Secretaria de Vigilância em Saúde, do Ministério da Saúde. 

Prevenção – Como janeiro é o mês dedicado a conscientização, combate e prevenção da hanseníase no País, a SBD somou forças para apontar a importância de se enfrentar essa doença tropical de evolução crônica, que se manifesta principalmente por meio de lesões na pele e sintomas neurológicos, como dormência e diminuição de força nas mãos e nos pés. 

Seu diagnóstico, tratamento e cura dependem de exames clínicos e, principalmente, da capacitação do médico. Nesse sentido, Sergio Palma, presidente da SBD, afirma que a entidade tem colaborado com a capacitação de médicos de outras especialidades e generalistas, o que contribui para o fortalecimento da rede de detecção dessa doença. “No entanto, fica o alerta: quando descoberta e tratada tardiamente, a hanseníase pode trazer deformidades e incapacidades físicas”, ressaltou.

Ao longo dessas duas décadas, a avaliação dos números da hanseníase comprova que seu enfrentamento exige o desenvolvimento de diferentes estratégias devido à complexidade de seus determinantes. Múltiplos fatores estão envolvidos nessa questão, entre eles a dificuldade de acesso da população aos serviços de saúde, principalmente no Norte, Centro-Oeste e Nordeste, levando ao diagnóstico tardio. 

Por um lado, percebe-se um movimento de queda constante no total de novos casos identificados entre 1999, quando o Brasil contabilizou 43.617 registros da doença, e 2016, onde esse total baixou para 25.214. Porém, os dados do Ministério da Saúde apontam uma pequena alta a partir de então, com 26.875 notificações, em 2017, e 28.657, no ano seguinte. 

Detecção – No que se refere à taxa de detecção da doença na população geral, os indicadores também oscilam. Em 2000, ela era de 25,44 casos por 100 mil habitantes, chegando a 12,23, em 2016. Porém, como na contagem de números absolutos, esse índice também voltou a apresentar alta nos anos seguintes: 12,94 notificações, em 2017, e 13,70, em 2018.

Clique e acesse informações sobre índices de detecção

“Isso não significa necessariamente uma piora repentina. A doença não se comporta como uma epidemia viral. Na verdade, é a prova de que a rede de atendimento, buscou mais ativamente os casos para fazer o diagnóstico mais precoce. Contudo, mostra que o volume de pessoas portadores da hanseníase ainda é significativo, sendo que muitos não sabem que possuem essa condição”, alerta Egon Daxbacher, diretor da SBD e especialista no assunto.

Segundo ele, esse aumento no número de novos casos detectados, entre 2016 e 2018, resulta de mudanças na estratégia de prevenção e combate à doença. Dados do Ministério da Saúde apontam, por exemplo, que houve aumento no total de casos detectados a partir de ações como campanhas, exames feitos em pessoas que mantém contato (direto ou periférico) com pacientes e exames de coletividade.

O percentual de contactantes examinados passou de 60,9%, em 2000, para 81,4%, em 2018. “Mudou o modo de detecção, que deixou de ser apenas por demanda espontânea ou por encaminhamentos”, lembrou Daxbacher. Além disso, continuou ele, o tamanho da rede assistencial na atenção básica, onde a grande maioria dos pacientes recebe acompanhamento, quase triplicou. Há 18 anos, eram 3.327 serviços que atuavam nesse sentido. Atualmente, são 9.051.

Clique e acesse informações sobre taxa de mortalidade

Carregada de estigmas, a hanseníase apresenta uma taxa de mortalidade relativamente baixa, em comparação com o número de casos diagnosticados no período. Entre 2008 e 2017, em todo o Brasil foram registrados 1.801 óbitos decorrentes dessa doença. O maior volume de mortes aparece no Maranhão (269), Bahia (136), Ceará (135), Rio de Janeiro (134) e Pará (126). 

Por sua vez, o tratamento da doença, o qual é eminentemente ambulatorial, tem gerado inúmeros pedidos de internação para o acompanhamento de pacientes com maiores complicações, com necessidade de cuidados mais especializados e até mesmo cirúrgicos para tratar as sequelas deixadas.

Internação – Nas duas décadas analisadas, o Sistema Único de Saúde (SUS) processou 38.745 pedidos de internação para pacientes por conta da hanseníase, com o custo total estimado em R$ 27,6 milhões (valores não atualizados). Ao longo do período, esses procedimentos foram mais adotados no Paraná (4.514 casos), Pernambuco (4.341), Santa Catarina (3.246), Goiás (2.811) e São Paulo (2.682 pedidos). 

Clique e acesse informações sobre internações por hanseníase

Se na Idade Média as pessoas com hanseníase eram obrigadas a anunciar sua presença carregando um sino, o preconceito se arrastou pelos séculos. No Brasil, há algumas décadas o isolamento compulsório era adotado, separando famílias e amigos. No entanto, até hoje muitos ignoram que essa doença tem tratamento eficaz, disponível na rede pública. 

O Grau de Incapacidade Física (GIF) nos casos diagnosticados, como de Grau 2, fica em 10,2 ocorrências por milhão de habitantes. Nos pacientes com atestação de cura, 68% foram avaliados quanto a incapacidade. Conforme explicou Sandra Durães, durante a evolução da doença, o acometimento do nervo periférico faz com que o paciente apresente alterações motoras e sensoriais. “Com o tempo, se lesiona e desenvolve infecção na pele que pode se transmitir ao osso. Também corre o risco de perder tecidos, como ocorria no passado. Atualmente, isso é muito raro, porque o tratamento é eficaz”.

Conforme explicou Egon Daxbacher, o diagnóstico precoce é muito importante e crucial para o controle da doença. “Se o paciente conta com atendimento médico e dos outros profissionais da equipe de saúde e toma seus remédios vai ficar bem. Mas se não houver acompanhamento e adesão ao tratamento, a hanseníase evolui, com possibilidade de aumentar o dano neural. As manchas reduzirão e o doente deixará de ser um agente de transmissão, mas as perdas motoras não serão recuperadas. Em decorrência, essa pessoa exigirá acompanhamento multiprofissional e de médicos de diferentes especialidades para não se lesionar e reduzir o risco de ficar incapacitada”, disse.


6 de fevereiro de 2020 0

Um levantamento feito pela Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) apontou que em 20 anos a hanseníase atingiu 768 mil brasileiros e quase 156 mil pessoas são da Região Norte. Segundo o Ministério da Saúde, cerca de seis mil novos casos foram registrados em 2018 na referida região, sendo 2.574 no Pará; 1.713 no Tocantins; 741 em Rondônia; 425 no Amazonas; 133 no Acre; 109 no Amapá e 107 em Roraima. 

A hanseníase só é transmitida quando não é identificada; a partir do diagnóstico e do início do tratamento não há mais risco de trasmissão.

Clique na imagem para assistir a íntegra da reportagem veiculada no Bom Dia Amazônia.


28 de janeiro de 2020 0


A hanseníase pode acometer qualquer pessoa em qualquer faixa etária. A doença é silenciosa, mas tem cura e pode ser tratada gratuitamente pelo SUS

Dados do Ministério da Saúde mostram que quase 52 mil brasileiros foram diagnosticados com hanseníase em 2003, o recorde da série histórica que começou no início da década de 1990, quando foram computados mais de 28 mil casos. Desde então, o número de casos vinha caindo, até que em 2017 foi registrada a primeira alta significativa em 13 anos. Um novo aumento veio em 2018, com 28 mil novos casos registrados no Brasil. 
 


Brasil é o foco da OMS, já que em números proporcionais à população somos o primeiro no ranking com a maior taxa de incidência mundial

"A doença é longa, ficando escondida no organismo de dois a sete anos em média. Quando começam a aparecer os sintomas, não é um caso tão novo assim, mas sim um caso novo descoberto. Dessa maneira, estamos falando em um aumento de busca ativa, isto porque cada paciente transmissor que não foi detectado pode estar tornando outros pacientes doentes", afirma o diretor da SBD, Egon Daxbacher.

Clique na imagem para assistir a íntegra da matéria veiculada no jornal da Globonews desta segunda-feira (27/1).

 

 





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