DNA poderá reunir brasileiros cujos pais tiveram hanseníase



DNA poderá reunir brasileiros cujos pais tiveram hanseníase

26 de agosto de 2011

Inspirado na iniciativa das Avós da Praça de Maio, na Argentina, o Morhan (Movimento de Reintegração das Pessoas Atingidas pela Hanseníase) pretende ajudar cerca de 40 mil brasileiros cujos pais tiveram hanseníase a reencontrarem suas famílias por meio de exames de DNA.

Enquanto na Argentina as crianças foram separadas por causa da ditadura, no Brasil foi a lei federal 610, de 13 de janeiro de 1949, que dividiu pais, filhos e irmãos.

A medida, que perdurou até 1986, determinava a internação compulsória dos portadores da doença em hospitais-colônias, onde eram mantidos isolados.

Aqueles que tivessem filhos eram obrigados a entregá-los ao Estado ou a parentes, muitas vezes perdendo o contato com as crianças.

Em parceria com o Inagemp (Instituto Nacional de Genética Médica Populacional), o Morhan pretende fazer um mapeamento do histórico e dos documentos dos familiares de pessoas com hanseníase.

O parentesco poderá ser comprovado por exames de DNA. O material será coletado de amostras de saliva cedidas pelos voluntários e enviadas ao Inagemp.

Por enquanto, o movimento conta com 10 mil familiares de doentes cadastrados.

‘A lei disse para acabar com a segregação, mas não disse o que fazer com os filhos já separados’, explica o coordenador nacional do Morhan, Artur Custódio.

A geneticista Lavínia Schuler Faccini, médica do Inagemp e responsável pela parceria com o Morhan, foi quem sugeriu a Custódio a técnica de mapeamento e exames de DNA usada pelas
Avós de Maio. ‘Todos temos direito não só à verdade, mas a uma identidade’, afirma.

Em 2007, foi aprovada uma lei que concede indenização aos pacientes internados nos hospitais-colônias.

São R$ 750 mensais vitalícios, mais garantia de fornecimento de próteses, realização de cirurgias e assistência médica pelo SUS.

O movimento, agora, tenta estender esses direitos aos filhos dos portadores de hanseníase.

TRATAMENTO HOJE É FEITO COM COMBINAÇÃO DE MEDICAMENTOS

Uma combinação de medicamentos, tomados por seis ou 12 meses, dependendo do caso, é suficiente para curar a hanseníase, sem necessidade de internação.

Segundo Joel Lastoria, do departamento de hanseníase da Sociedade Brasilei…





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