Médicos suspendem atendimento a planos de saúde a partir de 1º de setembro



Médicos suspendem atendimento a planos de saúde a partir de 1º de setembro

1 de setembro de 2011

Os médicos de São Paulo dão início à suspensão do atendimento eletivo a planos de saúde por especialidade a partir de 1 de setembro. O protesto atende a uma deliberação de Assembleia Estadual realizada em 30 de junho e se dará em esquema de rodízio.

De 1 a 3 de setembro parará a ginecologia e obstetrícia; em seguida, interromperão o atendimento a dermatologia (3 a 6 de setembro), a otorrinolaringologia (8 a 10 de setembro), pediatria (14 a 16 de setembro), cardiologia (16 a 19 de setembro), ortopedia e traumatologia (19 e 20 de setembro), pneumologia (21 a 23 de setembro) e cirurgia plástica (28 a 30 de setembro). A anestesiologia acompanhará as especialidades paradas não realizando procedimentos das mesmas.

A Comissão Estadual de Mobilização Médica para a Saúde Suplementar, composta por APM, Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo, Sindicatos dos Médicos, Academia e Sociedades de Especialidades, anuncia que a interrupção alcançará inicialmente os seguintes planos: AMEPLAN, COMPANHIA DE ENGENHARIA DE TRÁFEGO (CET), INTERMÉDICA, NOTREDAME E VOLKSWAGEN

É necessário registrar que um grupo de empresas demonstrou sensibilidade ao diálogo. Entretanto, parte delas teve as propostas consideradas insuficientes. Nesse caso específico, a Comissão optou por dar mais um mês de prazo para a readequação de propostas. Se as negociações não chegarem ao aguardado, tais empresas entrarão no rodízio de suspensão do atendimento a partir da próxima fase do movimento, em outubro.

Conforme divulgado desde a Assembleia Estadual de junho, as urgências e emergências serão garantidas e os protestos dos médicos terão continuidade até que todas as empresas procuradas se posicionem. 
 
Nas demais regiões de São Paulo, foram eleitas outras operadoras com maior participação em cada contexto. Há também especialidades que participarão do movimento com encaminhamentos particularizados.  
 
A pauta de reivindicações do movimento estadual inclui: consulta a R$ 80,00 e procedimentos atualizados de acordo com a Classificação Brasileira Hierarquizada de Procedimentos Médicos (CBHPM), inserção do índice de reajuste anual nos contratos entre médicos e empresas e fim das interferências sobre a autonomia do médico.

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