Diagnóstico correto: essencial para o bem-estar



Diagnóstico correto: essencial para o bem-estar

19 de outubro de 2016
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Quando descobriu que estava com psoríase, o hoje aposentado Alexandre Altamari já havia tratado de seu problema por cinco anos, com o diagnóstico inicial de micose de unha. "As escamações já tinham se espalhado para outros lugares do corpo", relembra ele. Hoje, aos 73 anos, depois de passar por muitos médicos, a doença está sob controle. Apesar de o diagnóstico da psoríase não ser dos mais complexos, muitas vezes não é feito por falta de informação sobre a doença ou pelo fato de as lesões serem confundidas com outras enfermidades, como alergias, dermatites diversas e até mesmo a caspa.

Segundo o dermatologista Ricardo Romiti, coordenador do Grupo de Psoríase da Sociedade Brasileira de Dermatologia, o dermatologista é o profissional indicado para realizar o diagnóstico de psoríase e afastar outras doenças que podem se assemelhar ao quadro, como micoses e alergias.

"Normalmente, o diagnóstico é feito pelas características clínicas, mas às vezes é necessário realizar uma biopsia. As lesões geralmente são avermelhadas e descamativas, afetando principalmente áreas como cotovelos e joelhos. Mas podem estar em qualquer parte do corpo, como no couro cabeludo", reforça Cláudia Pires Amaral Maia, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD).

Além dessas áreas, os pés, mãos, unhas e região genital também podem ser afetados. A psoríase é uma doença crônica, inflamatória, não contagiosa e com gravidade variável. Pode apresentar formas mais leves, de mais fácil tratamento, a moderadas e graves, que podem atingir até mesmo as articulações (artrite psoriásica). Outro problema é que muitas vezes o diagnóstico da psoríase não é valorizado, pelo fato de a doença ser vista apenas como uma doença emocional, que só causa problema estético, lembra o dermatologista Paulo Oldani Felix, também da SBD. "A noção de que a psoríase é uma doença sistêmica é relativamente nova. Mas o processo inflamatório não acontece só na pele, acontece no corpo todo. As substâncias produzidas em decorrência do processo inflamatório na pele caem na corrente sanguínea e agem em outros órgãos também", esclarece Oldani.

Doenças como hipertensão e diabetes, por exemplo, têm mecanismo imunológico parecido e acabam se associando umas às outras. Por esses motivos, é de vital importância que o paciente tenha um diagnóstico correto o mais cedo possível, o que possibilita o tratamento correto e uma vida pessoal e social mais saudável.





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