Procura por tratamentos estéticos sobe no inverno




28 de junho de 2018 0

A jornalista Priscilla Aguiar precisou passar duas semanas internada após uma necrose no nariz originada por excesso de ácido hialurônico aplicado por profissional não médico para corrigir pequenos defeitos.

No programa Bem Estar desta quinta (28/6) as dermatologistas Gleyce Fortaleza e Meire Parada comentam sobre o caso e ressaltam a necessidade da escolha de profissional habilitado para a realização de procedimentos médicos estéticos. 

Clique na imagem para assistir a íntegra da reportagem.

A Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) reforça que o preenchimento com ácido hialurônico é seguro, desde que realizado por médico capacitado e habilitado a executá-lo. 

Para isso, é importante que a população se certifique se o profissional escolhido para realizar um procedimento estético é médico especialista capacitado e membro de sociedade médica reconhecida pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) e pela Associação Médica Brasileira (AMB). 


26 de junho de 2018 0

O dermatologista da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) Paulo Criado fala sobre medicação para artrite reumatoide que pode recuperar a pele com vitiligo. A entrevista foi ao ar no Jornal da Band desta segunda-feira (25/6), Dia Mundial do Vitiligo.

"A perspectiva é que cada vez mais, nós consigamos controlar a doença precocemente, e reverter a área despigmentada da pele em uma maior quantidade de pacientes", explica.

A modelo Eliane Medeiros, que tem vitiligo desde a adolescência e participa da Campanha de Conscientização sobre o Vitiligo da SBD, também dá seu depoimento. 

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14 de junho de 2018 0

Representantes da SBD estarão em Brasília, no dia 21 de junho, para o EXAME Fórum Saúde, que debaterá realidade da saúde no país. O encontro ocorrerá das 9h às 12h30 e será transmitido ao vivo na página de Exame no Facebook.

Entre os palestrantes confirmados, estão o ministro da Saúde, Gilberto Occhi, o diretor-presidente da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), Leandro Fonseca, entre outros.
 


25 de maio de 2018 0

A Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) informa que a isotretinoína oral, utilizada para tratamento sistêmico da acne vulgar moderada a grave desde 1982, é uma substância chamada retinoide, derivada da vitamina A, com ação principal na glândula sebácea, via mecanismo de ligação com receptores retinoides, sem qualquer ação hormonal direta ou indireta

Como não é uma droga de depósito, dois ciclos menstruais após o término do uso da mesma, se desejar, a paciente pode engravidar. O que não pode é engravidar durante o uso da medicação. Os efeitos colaterais da utilização da droga são bastante conhecidos e o especialista sabe prevenir, detectar e tratar, passando pela indicação correta, dose e tempo de tratamento, assim como acompanhamento adequado. 

Não há relatos consistentes muito menos estudos clínicos prospectivos que sugiram a real associação de uso de isotretinoína oral na juventude com menopausa precoce. Existe um estudo realizado com 82 jovens mulheres na Turquia, publicado por partes em dois diferentes periódicos, que mostra uma diminuição da função ovariana após seis meses do término do tratamento com normalização dos parâmetros após mais seis meses, ou seja, após 12 meses do término do tratamento os parâmetros de função ovariana estavam normais, sugerindo uma diminuição temporária da produção ovariana. Pacientes que usam a isotretinoína, usam também contraceptivos que certamente levam à diminuição da função ovariana. Não há nada publicado em menopausa. 

Esses estudos, para mostrar eficácia científica, precisariam ser realizados em grande número de mulheres e com muito mais tempo de acompanhamento. O que pode acontecer é a paciente fazer uma associação da sua menopausa precoce ao uso da medicação na juventude, sem qualquer base de realidade, podendo estar relacionada a outros fatores e outros medicamentos. 

A prática dermatológica com essa substância nos últimos quase 40 anos mostra eficácia, segurança, excelentes resultados prevenindo cicatrizes físicas e psicológicas.

Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD)
Gestão 2017/2018


4 de abril de 2018 0

O aplicativo SBD Eventos já está funcionando. A ferramenta é compatível com smartphones e tablets com sistema Android, além de iPhones e Ipads. O objetivo da entidade com o lançamento do app é que o participante tenha acesso a informações rápidas e relevantes de todos os eventos promovidos pela SBD em seu próprio celular, como programação, expositores, planta do local, pontos turísticos, hotéis credenciados, local do evento, incluindo como chegar, mapas, GPS, entre outros.

No aplicativo o médico consegue montar a própria agenda e “favoritar” as aulas de interesse. No mural de fotos, é possível publicar imagens pessoais via app e, posteriormente, acessar páginas e arquivos referentes ao fechamento do encontro. Quem estiver presente no evento também pode usar a ferramenta para enviar perguntas aos palestrantes.

Para download pelo sistema operacional Android, acesse a Play Store. Para o sistema IOS, dos Iphones e Ipads, o procedimento é basicamente o mesmo. Deve ser baixado na App Store.

Instale o aplicativo no seu dispositivo móvel e acompanhe todos os eventos realizados pela SBD.

 

 

 


3 de abril de 2018 0

De que forma podemos deixar o organismo abastecido de vitamina D? O 1º secretário da SBD, Hélio Miot, fala sobre o assunto em reportagem veiculada neste sábado (31/3) pela TEM Notícias.

O médico dermatologista comentou sobre estudo inédito promovido pela SBD que identificou que a utilização do fotoprotetor e exposição leve ao sol não afeta a capacidade de síntese cutânea de vitamina D.

Clique na imagem para assistir e compartilhe essa informação.

 


6 de fevereiro de 2018 0

Em 13º lugar entre os países que mais produzem artigos científicos no mundo, o Brasil tem a maior porcentagem disponível gratuitamente e sem entraves via internet – o chamado acesso aberto. Os dados estão em relatório publicado em janeiro pela Science-Metrix, uma empresa norte-americana dedicada a avaliar atividades ligadas a ciência e tecnologia.

Dos artigos publicados em periódicos brasileiros, 74% têm acesso aberto. O fenômeno se deve em grande parte à biblioteca virtual  SciELO (sigla de Scientific Electronic Library Online), que reúne 283 periódicos brasileiros e por volta de mil de outros países. O acesso aberto parece ser uma estratégia relevante para difusão da ciência produzida em cada país, dado que artigos facilmente disponíveis têm mostrado um índice de citação maior. O engajamento Brasileiro nessa tendência foi detalhado na edição de setembro de 2017 de Pesquisa FAPESP.

Nos Estados Unidos, o país com maior produção científica no mundo, dois terços dos artigos publicados têm acesso aberto gratuito. Esse tipo de publicação não é homogêneo em todas as áreas do conhecimento, tendo preponderância em ciências da saúde e ciências naturais, mas traz benefícios em todas as áreas. Um achado curioso é que a chamada via verde de acesso aberto, em que os artigos são postos à disposição pelos próprios autores, rende mais citações do que a via dourada, em que a ação é do periódico. Entender essas tendências requer estudo de longo prazo, já que são necessários alguns anos para se avaliar o quanto um artigo é citado.

Fonte: Revista Pesquisa Fapesp


30 de outubro de 2017 0

Com cerca de 25 mil casos por ano, o Brasil é o segundo país no mundo, depois da Índia, em diagnósticos de hanseníase, doença negligenciada e considerada um problema de saúde pública. Atualmente, são cerca de 30 mil casos por ano, principalmente no Norte, Nordeste e Centro-Oeste. Segundo os palestrantes, além da hanseníase, doenças como a psoríase, o vitiligo, doenças bolhosas e dermatite atópica precisam de mais atenção de médicos, da indústria farmacêutica, da mídia e do governo. Apesar da alta relevância epidemiológica e social, há pouco interesse no desenvolvimento de novos estudos de medicamentos no campo da ciência.

“Precisamos avançar muito, pois são grandes os desafios para chegar a eliminação desse problema de saúde pública”, ponderou Carmelita Ribeiro, coordenadora da área referente a essa patologia no Ministério da Saúde, completando que muitas pessoas preferem fazer o tratamento num hospital longe de casa, às vezes até em outro município, para que ninguém saiba, tamanho é o preconceito. A médica defende um trabalho mais eficiente na Atenção Básica à Saúde para a hanseníase e também mais preparo na formação de estudantes, pois a qualidade do serviço tem sido prejudicada. “Temos que aumentar o número de médicos de Atenção Básica à Família e atenção primária que saibam reconhecer os sintomas.”

Na sua exposição, o médico responsável pelo ambulatório de psoríase do Departamento de Dermatologia do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, Ricardo Romiti, comentou que a atenção do médico é na saúde do ser humano, de acordo com o compromisso assumido pelos profissionais no Código de Ética.

"As doenças são comuns na nossa rotina em consultórios e hospitais, mas existe muito desconhecimento fora deles. Tomar sol é ótimo para diminuir os sintomas de doenças como a psoríase, mas o paciente acaba cobrindo as lesões e não frequentando diversos ambientes, causando sequelas psicológicas e sociais", explica Romiti. O dermatologista citou o trabalho realizado pela SBD para estimar a prevalência da psoríase, e chegou ao índice de 1,3% da população brasileira. “Esse número vem aumentando, o que talvez possamos atribuir aos hábitos de vida. Só quem tem a doença sabe o que ela representa. Então, o que podemos fazer como médicos é mostrar ao paciente que ele tem alguém com quem contar.”

Para a dermatologista do Hospital das Clínicas e especialista em doenças bolhosas Claudia Giuli Santi, há uma falta de empatia no combate ao preconceito, que deve ser resgatada na escola médica. "A propedêutica médica já sensibiliza e educa a empatia. Se colocar no lugar do paciente é fundamental. O próprio médico precisa ser educado, pois o que vemos é um distanciamento entre quem trata e quem é tratado. Outra questão é sensibilizar o estudante de medicina a comprometer-se mais com os problemas de saúde da população”, salientando a importância da bagagem clínica do ponto de vista do conhecimento geral.

Para combater a discriminação, a criação de grupos de pais, pacientes e médicos, fora do ambiente de hospital é uma ideia que atua na disseminação de ações não apenas de saúde, mas de educação e cultura, segundo o fundador da Associação de Apoio à Dermatite Atópica (Aada), o dermatologista Roberto Takaoka.

"A experiência do paciente é diferente da visão científica do médico. É preciso aproximar as duas, e grupos de apoio para pacientes e familiares podem ajudar no desenvolvimento e qualidade de vida dessas pessoas", considera.

Saiba mais:

Fórum Saúde da Pele: Especialistas debatem terapias mais eficazes no tratamento de doenças como a psoríase e o vitiligo

Fórum Saúde da Pele: Papel do governo é falho na garantia do acesso a imunobiológicos na saúde do país


30 de outubro de 2017 0

Na terceira mesa do Fórum da Saúde, encontro organizado pela Folha de S. Paulo e Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), o debate girou em torno do acesso a novos tratamentos por intermédio do governo e planos de saúde. A dermatologista da Comissão de Ética e Defesa Profissional da SBD e professora-assistente do Departamento de Dermatologia da Policlínica Geral do Rio de Janeiro, Claudia Maia, questionou a não inclusão dos medicamentos imunobiológicos para o tratamento da psoríase, assim como ocorre na artrite psoriática, no rol dos medicamentos da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) e cobrou empenho dos gestores para uma melhoria nessa situação.

“Quando as terapias clássicas não funcionam, o paciente fica sem tratamento. Por que na manifestação de uma doença o tratamento é aceito como eficaz e seguro, e em outra não?”, questiona, lembrando da existência de um protocolo clínico para a fototerapia, mas também da sua pouca disponibilidade no país pelo SUS. “Há mais de 10 anos, a SBD vem realizando em reuniões com o Ministério da Saúde na tentativa de regulamentar essas medicações e permitir o direito a um tratamento igualitário”, ressalta.

O coordenador-geral de Atenção às Pessoas com Doenças Crônicas do Departamento de Atenção Especializada do Ministério da Saúde, Sandro José Martins, afirmou que o parecer sobre a não inclusão do tratamento foi dado pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec) em 2012. Segundo ele, faltou tempo de acompanhamento dos efeitos dos medicamentos imunobiológicos, já que existiam dúvidas sobre a falta de segurança para sua utilização a longo prazo. Após cinco anos, há evidências de segurança no uso a longo prazo do tratamento, informa Sandro Martins, sugerindo reavaliação por parte da Comissão.

A dermatologista Claudia Maia reivindicou a presença da SBD na revisão do Protocolo Clínico e Diretrizes de Tratamento da Psoríase (PCDT) do Ministério da Saúde e enfatizou a falta de resposta da instituição mesmo depois de envio pela SBD de dossiê atualizado sobre a doença em 2014. O documento baseou-se em níveis de evidência científica e revisão sistemática, incluindo todas as formas de tratamento, desde os tópicos, fototerapia e terapias sistêmicas tradicionais e biológicas, com estudo farmaeconômico e impacto orçamentário.

Para a presidente da associação de apoio a pacientes Psoríase Brasil, Gladis Lima, parece haver pouco interesse do governo pela incorporação de novos medicamentos e tratamentos. Ela cita a dificuldade geral de pacientes e médicos no preenchimento de formulário para participação de consultas públicas sobre a inclusão desses tratamentos. "O que pesa mais para o governo é o bolso, o quanto essa inclusão vai custar, e não o paciente", disse.

A gerente-geral de regulação assistencial da ANS, Raquel Lisbôa, ressaltou que a maior dificuldade da agência é balancear as necessidades dos pacientes e os interesses das empresas privadas que gerenciam os seguros. Lisbôa afirmou que o alto custo das novas drogas (de cinco a dez mil por mês) e a falha metodológica de estudos apresentados levaram a agência a não incluir os biológicos no rol dos medicamentos obrigatórios. Claudia Maia frisou que, desde 2012, havia resultados de pesquisas, confirmados por estudos internacionais, que comprovavam a segurança do tratamento a longo prazo.

Em outubro, foi implementada uma Frente Parlamentar no Congresso, que pleiteia a inclusão dos biológicos e mais atenção na rede básica. A SBD esteve presente no encontro.

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