Médicos apresentarão sugestões para modernizar Tabela SUS




18 de junho de 2019 0

JSBD – Ano 23 – N.02 – MARÇO-ABRIL

As sociedades de especialidades e outras entidades representativas dos médicos brasileiros entregarão à Câmara dos Deputados, nos próximos 30 dias, sugestões de revisão da chamada Tabela SUS. O compromisso foi firmado nesta terça-feira (11/6), durante reunião técnica do Grupo de Trabalho Tabela SUS, da Comissão de Seguridade Social e Família, na qual participaram o presidente da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), Sérgio Palma, além dos dermatologistas associados Débora Ormond e Moyses Lemos.

A expectativa do grupo que discute o tema, coordenado pelo deputado federal Dr. Luiz Antonio Teixeira Jr. (PP-RJ), é partir das sugestões dos médicos e outros setores da saúde para a definir uma proposta de revisão da tabela, que detalha os serviços realizados no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS) e é usada para remuneração dos prestadores de serviço. A avaliação dos deputados é que a tabela precisa ser reajustada, ampliando os honorários médicos, e reclassificada, simplificando procedimentos e incorporando tecnologias.

Uma das propostas discutidas pelos parlamentares com representantes médicos é a adoção dos parâmetros da Classificação Brasileira Hierarquizada de Procedimentos Médicos (CBHPM), instrumento reconhecido pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) para cálculo dos honorários médicos pelos planos de saúde. Para o presidente da SBD, atualmente a CBHPM não atende completamente a dermatologia, mas pode ser um importante documento para nortear a atualização da Tabela SUS.

“A Sociedade Brasileira de Dermatologia está atenta a esse compromisso e também já instituiu um grupo de especialistas para elaborar uma proposta dentro do prazo de 30 dias. Atualmente, a CBHPM não atende a dermatologia completamente, principalmente em termos de precificação e de procedimentos. Então, essa sugestão ainda precisa ser bem discutida, pois alguns procedimentos devem ser excluídos e outros incluídos”, antecipou Sérgio Palma.

De acordo com o dirigente, cada uma das especialidades médicas terá que discutir suas especificidades na questão da defasagem da Tabela SUS. “Parabenizamos os parlamentares pela iniciativa e o apoio que estão dando à saúde do Brasil, e a SBD está à disposição para colaborar e construir esse projeto com todos vocês”, enfatizou.

Além da atualização dos valores da Tabela SUS, a coordenação do Grupo de Trabalho também informou que buscará reduzir o rol de procedimentos com o objetivo de diminuir o número de códigos que devem ser colocados no sistema para procedimentos realizados em conjunto. O relatório com as conclusões e sugestões do grupo, criado há dois meses, serão apresentados ao Poder Executivo ainda em 2019.

Invasão de competências – Durante a audiência, Palma também relatou aos parlamentares que muitos procedimentos que devem ser feitos por dermatologistas estão sendo realizados por outros profissionais, o que tem trazido preocupação para a SBD. “Temos recebido muitos pacientes que buscam tratamento com os dermatologistas somente após o tratamento estético não ter sido bem sucedido. Em alguns casos, o procedimento é irreversível, inclusive. Precisamos da atenção do Congresso Nacional sobre este tema também”, defendeu.

Para o presidente da SBD, a dermatologia é uma das especialidades médicas mais invadidas por outras profissões da saúde. “O cuidado estético é multiprofissional, mas é exclusividade do médico a atuação em procedimentos invasivos, em que são utilizados injetáveis, como a toxina botulínica, os preenchedores, os lasers e as tecnologias invasivas, pois se aprofundam em camadas do tecido, invadem e perfuram a pele”, alertou.

Ele lembrou que diversos projetos de lei que tramitam na Casa são relacionados à saúde estética e outorgam a saúde estética a outros profissionais não médicos e isso abre um campo de risco que pode comprometer a saúde e a vida dos brasileiros. “Por isso, é importante que para qualquer procedimento cosmiátrico, o paciente consulte um dermatologista, para avaliação diagnóstica, análise de contraindicações e definição da conduta terapêutica estética mais apropriada”, recomendou.

O deputado Dr. Luiz Antônio Teixeira Jr. (PP-RJ) reconheceu a importância do tema e garantiu ao representante da Dermatologia que em breve apresentará requerimento de audiência pública na Comissão de Seguridade Social e Família para que o tema seja amplamente debatido.


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JSBD – Ano 23 – N.02 – MARÇO-ABRIL

Presidido por Marcio Serra, o 74º Congresso Brasileiro de Dermatologia está programado para o segundo semestre (11 a 14 de setembro). As inscrições estão abertas desde março, com descontos progressivos, e o próximo vencerá em 15 de julho. A redução dos valores das taxas de inscrição é um dos atrativos desta edição.

“O congresso está sendo organizado em função das solicitações dos associados da SBD, e estamos vendo que, em resposta a isso, com aproximadamente dois meses de inscrições abertas, já temos quase três mil inscritos”, informou o presidente do evento.

Com o esgotamento das vagas para os cursos práticos de preenchimento e toxina, a Comissão Organizadora decidiu criar o Painel de Procedimentos ao Vivo (PPV), no dia 13 de setembro pela manhã. “Pretendemos com isso proporcionar a um maior número de congressistas a oportunidade de entrar em contato com novas técnicas e produtos utilizados por expoentes da cosmiatria nacional”, comenta.

A programação científica está praticamente finalizada. Até o início de junho, confirmaram presença os palestrantes estrangeiros Lemperle Gottfried (Ale), Toby Maurer (EUA), Tomecki Kenneth (EUA), Martin Sangueza (BOL), Samantha Guerra (Canadá) e Adilson Costa (EUA), representante de Relações Internacionais da SBD Nacional.

“Queremos resgatar o Congresso Brasileiro de Dermatologia como o principal evento da dermatologia com temas atuais, desafiadores, inovadores e instigantes, mas que ao mesmo tempo venham trazer benefícios para o dia a dia dos dermatologistas”, salienta o presidente Marcio Serra. “Espera-se maciça participação de nossos associados em um congresso mais barato, mais bem localizado, no Windsor Expo Convention Center”, acrescenta o tesoureiro da SBD e do DermatoRio 2019, Egon Daxbacher.

Para os médicos interessados, a submissão dos trabalhos científicos pode ser feita até o dia 13 de junho.

“Este é o maior evento do nosso calendário dermatológico, no qual temos a oportunidade de nos atualizar em todas as áreas da dermatologia, seja nas patologias, cirurgias, oncologia e cosmiatria. Convidados renomados nacionais e estrangeiros estarão presentes, trazendo todas as atualizações científicas; teremos também a oportunidade de tirar nossas dúvidas, além de fazer networking para ampliar nossa rede de contatos (nacional ou internacional).

O programa científico foi elaborado com foco na melhor formação e informação dermatológicas. Portanto, vamos todos fazer crescer nossa SBD, apoiando esse grande evento e, dessa forma, crescer dermatologicamente!”, convida a dermatologista Meire Brasil Parada, de São Paulo.

O DermatoRio ocorrerá no Windsor Convention & Expo Center, no Rio de Janeiro. Inscrições e envio de trabalhos deverão ser feitos pela página do evento: http://www.sbd.org.br/dermato2019//inscricao.aspx. O espaço reúne informações sobre palestrantes, programações científica e social, bem como outros assuntos de interesse do congressista.

 

 

O cirurgião plástico Lemperle Gottfried, da Alemanha, inventor de um dos primeiros preenchedores permanentes (Artecoll – colágeno + PMMA), falará a respeito de efeitos adversos dos preenchedores em geral e sobre a polêmica dos biofilmes.

Toby Maurer (EUA), dermatologista da UCSF (University of California, San Francisco), uma das referências mundiais em dermatologia e Aids, abordará uma possível nova epidemia do sarcoma de Kaposi.

Kenneth Tomecki (EUA), próximo presidente da Academia Americana de Dermatologia (AAD), focalizará em uma das palestras atualização em vacinas e outras doenças emergentes.

O dermatopatologista Martin Sangueza (BOL) mostrará a importância da correlação da clínica com a patologia.

Dermatologista e mestre em ciências médicas, Samantha Guerra, radicada em Montreal, vem se especializando em psicodermatologia e compartilhará seu estudo para o doutorado em Dermindfulness.


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JSBD – Ano 23 – N.02 – MARÇO-ABRIL

Por Luiz Gameiro
Departamento de Dermatologia Geriátrica da SBD

O envelhecimento é fenômeno mundial. Populações de países desenvolvidos e em desenvolvimento enfrentam inúmeros desafios para se adaptar a uma nova realidade. Globalmente, a expectativa de vida atinge níveis jamais vistos na história da humanidade. No Brasil, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 1900, a expectativa de vida média do brasileiro era de 33,7 anos. Atualmente está em 75,8 anos. Ou seja, em praticamente um século mais do que dobramos a esperança de vida ao nascimento!

Há que reconhecer o extraordinário avanço da ciência e tecnologia nesse processo. Contudo, diante de tamanha transformação demográfica (envelhecimento populacional), surgem novas e delicadas demandas relacionadas a políticas públicas para atender às necessidades da pessoa idosa. Esse grupo já representa 14,5% de nossa população e resulta em mais de 30 milhões de indivíduos com 60 anos ou mais, de acordo com o IBGE. Consequentemente, os desafios econômicos, sociais, culturais e de assistência à saúde são enormes não apenas para a esfera governamental como também para instituições acadêmicas e organizações privadas.

Como enfatiza o médico gerontologista Alexandre Kalache, países desenvolvidos passaram pelo processo de envelhecimento populacional gradualmente à medida que enriqueciam. Por outro lado, no mundo em desenvolvimento essa transformação tem sido rápida demais, e a geração de riqueza não acompanha esse ritmo. Estimativas da Organização Mundial da Saúde (OMS) revelam que, em 2033, o Brasil deve dobrar o número de idosos, e esse grupo etário representará 20% da população. Tal evolução terá ocorrido num prazo de apenas 23 anos, ao passo que países como a França demoraram 145 anos para atingir taxa igual.

Assim, diante desse cenário global de expressiva transformação demográfica, a OMS publicou em 2002 um importante documento sobre as bases de uma política de saúde focada no envelhecimento ativo. Essa expressão se refere ao “processo de otimização das oportunidades de saúde, participação e segurança, com o objetivo de melhorar a qualidade de vida à medida que as pessoas ficam mais velhas”. Como o processo de envelhecimento gera inúmeros desafios para governos e instituições, políticas que atendam às necessidades da pessoa idosa são fundamentais.

Demandas na área de serviço social e de saúde são árduas, uma vez que dependem fortemente de forte planejamento econômico, com estratégias de longo prazo. Com o passar dos anos, os custos dos serviços de saúde para indivíduos em processo de envelhecimento são mais elevados não apenas no que tange às despesas relacionadas a exames diagnósticos e tratamentos clínicos e cirúrgicos. Outros obstáculos complexos no atendimento desse grupo etário envolvem questões de segurança, transporte, acessibilidade, vida social, educação, oportunidades de trabalho (remunerado e voluntário), cultura, lazer e espiritualidade.

Vivemos num mundo disruptivo que está em constante transformação. Aprender é tarefa de todos; de pessoas de todas as idades e todos os dias… O universo digital democratizou o acesso à informação e tem estimulado o contínuo aprendizado da pessoa idosa, além de contribuir com a forma como ela se relaciona, consume produtos e se locomove. Cada vez mais rompem-se novos paradigmas, e aquele que associa a terceira idade a pessoa aposentada, doente e dependente está ultrapassado. Certamente, esse conceito não representa a maioria dos indivíduos com 60 anos.

No meu ponto de vista, envelhecer ativamente é conceito amplo e bastante interessante. Ao governo cabe, por um lado, a implementação de políticas públicas que garantam a qualidade de vida dessas pessoas, bem como, por outro, estímulo à adoção de hábitos saudáveis pela sociedade − quanto antes eles forem incorporados à rotina, melhor.

Ademais, diversos estudos sobre longevidade têm destacado a importância fundamental da vida social e dos vínculos afetivos na busca da senescência saudável e duradoura. Nessa linha de cuidado, a promoção da saúde e a prevenção de doenças tornam-se ainda mais impactante. Sabe-se que é menos custoso prevenir enfermidades do que tratá-las. Como exemplo, nos EUA, o Centro de Controle de Doenças (CDC, 1999) numa pesquisa concluiu: cada dólar investido em incentivos para prática de atividade física moderada gerou uma economia de mais de três dólares em gastos médicos. Programas focados no controle das doenças crônicas (físicas e mentais) devem ser prioritários. Tais medidas são essenciais na prevenção de incapacidades ou, pelo menos, na redução do processo de deterioração.

E o médico dermatologista, que papel poderia desempenhar nesse processo? As dermatoses aumentam com a idade, e estima-se que cerca de 2/3 dos indivíduos com mais de 65 anos têm alguma alteração dermatológica que mereça uma avaliação médica. Penso que para atender adequadamente a esse perfil de pessoas precisamos compreender o paciente idoso de forma integral. Saber ouvir a visão dele sobre a própria doença, quais são suas expectativas e medos sobre os procedimentos diagnósticos e possíveis abordagens terapêuticas. Explicar cuidadosamente ao doente e a seu cuidador/familiar é essencial. Outro aspecto importante é a importância de um exame completo do tegumento. As neoplasias aumentam com o passar dos anos e a prevenção do câncer da pele e/ou diagnóstico precoce é responsabilidade primordial do dermatologista. Por fim, destaco a evolução da cosmiatria que evoluiu muito nos últimos anos. Além disso, tem contribuído muito para melhorar a qualidade de vida e autoestima de uma população cada vez mais ativa, tanto no ambiente de trabalho quanto na sociedade.

Referências:

  1. Envelhecimento ativo: uma política de saúde / World Health Organization. Tradução Suzana Gontijo. Brasília: Organização Pan-Americana da Saúde, 2005. 60p.: il.
  2. United Nations. World population ageing 2015 [cited 2018 Nov 4]. Available from: http://www.un.org/en/development/desa/population/publications/pdf/ageing/WPA201 5_Report.pdf
  3. Envelhecimento com saúde. O Globo, Rio de Janeiro, 26 de agosto de 2018. Publicação apresentada pela Sociedade Brasileira de Dermatologia.
  4. Oliveira N. IBGE: expectativa de vida dos brasileiros aumentou mais de 40 anos em 11 décadas [citado 2018 out 15]. Disponível em: http://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2016-08/ibge-expectativa-de-vida-dos- brasileiros-aumentou-mais-de-75-anos-em-11.
  5. IBGE. Expectativa de vida do brasileiro sobe para 75,8 anos [citado 2019 mar 02]. Disponível em: https://agenciadenoticias.ibge.gov.br/agencia-noticias/2012-agencia- de-noticias/noticias/18469-expectativa-de-vida-do-brasileiro-sobe-para-75-8-anos.
  6. BGE. Número de idosos cresce 18% em 5 anos e ultrapassa 30 milhões em 2017 [citado 2018 out 15]. Disponível em: https://agenciadenoticias.ibge .gov.br/agencia-noticias/2012-agencia-de-noticias/noticias/20980-numero-de-idosos- cresce-18-em-5-anos-e-ultrapassa-30-milhoes-em-2017.
  7. Hitchcott PK, Fastame MC, Ferrai J, Penna MP. Psychological Well-Being in Italian Families: An Exploratory Approach to the Study of Mental Health Across the Adult Life Span in the Blue Zone. Eur J Psychol. 2017 Aug 31;13(3):441-454. doi: 10.5964/ejop.v13i3.1416. eCollection 2017 Aug.
  8. Beauregard S, Gilchrest BA. A survey of skin problems and skin care regimens in the elderly. Arch Dermatol. 1987;123(12):1638-43.
  9. Gilchrest BA. Skin aging and photoaging: An overview. J Am Acad Dermatol 1989;21(3 pt 2):610-3.

 

 

 


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JSBD – Ano 23 – N.02 – MARÇO-ABRIL

A humanização da relação médico/paciente tem sido cada vez mais abordada dentro da medicina como forma de melhorar a resposta ao tratamento prescrito. Porém, infelizmente, nem sempre os especialistas estão preparados para dar essa atenção.
 
Médicos, terapeutas corporais e cuidadores em geral precisam estar sincronicamente conectados com aquele de quem cuidam. E, para isso, é preciso mais do que os conhecimentos técnicos e científicos. É necessário, de fato, estar disposto a se aprofundar não apenas no outro, mas em seu autoconhecimento, dedicando parte do tempo a práticas que permitam o enfrentamento de medos, dificuldades e frustrações.
 
O não cuidado consigo e o negligenciamento com a própria saúde, seja física ou mental, acaba, consequentemente, gerando um atendimento de baixa qualidade, que não valoriza as questões pessoais e as necessidades do paciente. “Quem está sendo atendido capta, com toda certeza, pela postura, pela voz, pelo jeito da pessoa olhar, que aquele médico não está bem”, pontua Marcia Senra, coordenadora do Departamento de Psicodermatologia da Sociedade Brasileira de Dermatologia. E ao perceber isso, a confiança no especialista e o resultado do tratamento passado podem não ser os esperados.
 
Para Senra, a saúde e o bem-estar do médico são de suma importância para o sucesso do tratamento com o paciente. Ela explica que, quando uma pessoa não está bem fisicamente ou com qualquer problema emocional, é difícil olhar para o outro. “É impossível estar ali, olhando para o outro com total foco e tranquilidade para colocar toda a atenção na queixa do paciente. Precisamos ouvir, olhar e examinar com muita paciência. Então, paralelamente, o especialista também tem que se cuidar”, diz.
 
A forma como cada um vai procurar o próprio bem-estar depende de si mesmo. Além dos hábitos já tão falados, como ter uma boa alimentação, praticar exercícios e fazer o que gosta – inclusive hobbies -, há no campo das terapias inúmeras opções, como meditações, terapias reichianas, constelações familiares, massoterapia, entre outras opções. Na massoterapia, por exemplo, o toque é usado para inúmeras finalidades, como terapia antiestresse, para relaxamento, na parte estética e esportiva, para melhorar as articulações etc. “O tocar é uma linguagem, uma comunicação que cria o relacionamento humano. A gente sabe que a pele, o sistema nervoso, vem do mesmo folheto embrionário. Então, a atitude do tocar induz a várias alterações neuronais, glandulares, musculares. São muitas as vantagens dessa prática para o autocuidado. Cada pessoa se adapta a um tipo e tem uma necessidade”, explica.
 
Mas há também quem não goste de ser tocado, que sinta uma sensação desagradável, uma intimidade que gera mal-estar. Para essas pessoas, a massoterapia talvez não seja a mais indicada. Por isso, Marcia diz que cada um deve buscar o seu próprio caminho, desde que o faça com o coração aberto e com a disposição de mergulhar fundo. E vai além: “A rotina médica é altamente demandante. Além dos aspectos da própria profissão, há, ainda, as pressões do dia a dia. A maneira como cada um vai lidar com os estressores faz muita diferença. Por isso, investir no autoconhecimento e não se comparar com outros profissionais é fundamental. É preciso ajustar a sua personalidade ao que quer na sua vida e fazer escolhas. Porque se não prestar atenção nessa carga, com certeza vai adoecer”, enfatiza a coordenadora da SBD.

 

 

 


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Catarinense de Balneário Camboriú, o jovem Gerson Dellatorre já pensava na medicina ainda na fase escolar. Filho de cardiologista, a predileção pelas matérias biologia e química já davam indícios do caminho que seguiria. Hoje, com 34 anos, enveredou pelo campo da produção científica, após concluir residência médica em dermatologia no Hospital Santa Casa de Curitiba, onde é preceptor há mais de cinco anos. Suas descobertas, até agora, que ele classifica como feitas por acaso, na verdade causaram bastante empolgação no meio acadêmico. Não à toa três artigos seus foram aceitos no JAAD e um no British Journal.

Com publicações em várias áreas de dermatologia, Gerson ultimamente tem veiculado casos inéditos na temática do transplante de melanócitos, como o primeiro caso da aplicação da técnica em paciente com lúpus eritematoso cutâneo subagudo (Journal of Cosmetical Dermatology) e também em paciente transplantado de órgão sólido com vitiligo (Anais Brasileiros de Dermatologia).

“Meu interesse dentro da dermatologia é amplo, mas, em especial, em cirurgia dermatológica (câncer da pele, transplante de melanócitos, vitiligo etc.).  Gosto muito de pérolas, sejam clínicas ou cirúrgicas; são de fácil reprodução e provocam grande impacto prático na vida do leitor, pois mudam sua rotina na prática”, comenta Delatorre. Quatro de suas publicações recentes, aliás, foram nesse formato: “Reliable head bandage”; “Syringe pen: an alternative skin-marking tool in dermatologic surgery”; “Wide area digital dermoscopy” e “Stamped adhesive ruler”, todas no Blue Journal.

Gerson começou a publicar ainda na graduação, mas por acaso. Quando acadêmico, sofreu um acidente por um tipo específico de água-viva, a Linuche unguiculata. Ao consultar seu professor e incentivador na dermatologia André Luiz Rossetto, este o informou que estava registrando casos para um estudo clínico-epidemiológico. “No final das contas, acabei entrando para a casuística do estudo e fui convidado para ser co-autor desse artigo, que foi publicado na Revista do Instituto de Medicina Tropical de São Paulo (“Seabather's eruption: a clinical and epidemiological study of 38 cases in Santa Catarina State, Brazil”)”, comenta. Mais tarde, já na época da residência, um conselho fundamental foi dado pelo amigo Caio Castro: a importância do ineditismo antes de pensar em fazer qualquer estudo.

Para seus papers, além do ineditismo já citado, a inspiração parte da vontade incessante de responder a dúvidas e tentar arranjar soluções para problemas da prática dermatológica. “Já tive ideias até dormindo. Acho que uns dos pontos que favorecem esse surgimento é a curiosidade interminável. Isso acaba fazendo com que sempre estejamos com a cabeça em funcionamento. Acredito muito também em serendipidade (descobertas feitas por acaso). Duas de nossas últimas publicações internacionais sobre uma nova técnica de dermatoscopia vieram de uma ideia que tive enquanto estava buscando uma solução para uma questão de edição de imagens num software de computador. E dali saiu o conceito de dermatoscopia digital de campo amplo (wide area digital dermoscopy)”, explica. E esse modus operandi tem dado certo. Prova disso é que, nos últimos 12 meses, foram publicados sete trabalhos, sendo quatro deles em seis meses. “Não considero um número expressivo, mas no Brasil, infelizmente, acabamos publicando por paixão e não por profissão. Ou seja, para nos debruçar sobre um paper, temos que acabar sacrificando tempo da vida pessoal ou de consultório para conseguir produzir artigos de qualidade”, complementa.

Para o futuro, mestrado e doutorado estão em seus planos. Mas com um porém: que o tema central seja empolgante e traga impacto para a sociedade científica. “Estou aguardando surgir uma boa ideia”, pontua. Ninguém duvida de que ela logo aparecerá.


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A Comissão Organizadora da XXXVIII Jornada Norte/Nordeste de Dermatologia tem trabalhado na elaboração de grade científica de excelência, a qual priorizará o enfoque na terapêutica, clínica e cosmiatria, sem esquecer os aspectos diagnósticos fundamentais ao especialista. “Já contamos com cerca de 50 palestras confirmadas, além de abrirmos espaço para apresentação de trabalhos científicos e discussões clínicas. Gostaríamos de convidá-lo(a) para o evento, que este ano, terá como sede a cidade de Teresina (PI), no período de 1º a 3 de agosto, no moderno Espaço de eventos Coco Bambu”, informou a presidente da jornada, Yáscara Pinheiro Lages Pinto.

Para mais detalhes e inscrições, acesse o site:
 

 


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JSBD – Ano 23 – N.02 – MARÇO-ABRIL

Mais de 170 dermatologistas participaram do Curso de Atualização Terapêutica Dermatológica realizado pela SBD-BA no dia 6 de abril. Entre os palestrantes, experientes e renomados dermatologistas, como Selma Cernea (SP), Dóris Hexsel (RS), Gabriel Sampaio (RN) e Beatriz Monteiro (DF). Da Bahia, prestigiaram o evento José Carlison, Gleison Duarte, Fabiola Leal, Rodrigo Guedes, Antonio Bandeira, Jorge Valente e as ex-presidentes da SBD-BA, Ariene Paixão e Ivonise Follador.
 
Foram apresentados diversos assuntos, como urticária crônica, teste de contato, sífilis, sarampo e esporotricose, tratamento clínico e cirúrgico do câncer da pele, novas indicações para a toxina botulínica, acne da mulher adulta, rejuvenescimento corporal, implantes hormonais e efeitos colaterais na pele.

“Abordamos diversos temas importantes e atuais na dermatologia, além de contar com a participação de palestrantes de alto nível científico com excelentes aulas e discussões”, comentou a presidente da SBD-BA, Tais Valverde. Ela ressaltou que a Diretoria já está focada na preparação da Jornada Baiana de Dermatologia, evento que ocorrerá nos dias 12 e 13 de julho com aulas teóricas e práticas, visando sempre à atualização e ao aperfeiçoamento dos associados.

 

 


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A Regional irá realizar o 1º Fórum de Cosmiatria Capilar no dia 19 de junho, no auditório do Conselho Regional de Medicina do Maranhão (CRM-MA). Para participar, não é necessário fazer inscrição prévia.


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Com intuito de valorizar o dermatologista e de informar a população, a SBD-PB desenvolveu novo formato de divulgação pelas redes sociais, o #sbdresponde. Os associados interessados no projeto gravam seus vídeos, com o suporte da equipe de marketing da SBD-PB respondendo a dúvidas comuns nos consultórios. A cada semana um vídeo será publicado trazendo novidades e mais interação com o público.

 


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No dia 16 de fevereiro, o Fundo de Apoio à Dermatologia do Estado de São Paulo (Funadersp), ligado à SBD-Resp, realizou em São Paulo o curso "Como conceber, escrever e publicar um trabalho científico”. Em sua apresentação, a ex-presidente da SBD e coordenadora do curso, Bogdana Kadunc, abordou o percurso da pesquisa: da escolha do tema à publicação em periódicos científicos. O Funadersp é presidido pelo Prof. Mauricio Alchorne.

 

 





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