Relógios digitais do RJ vão mostrar índices de radiação ultravioleta




17 de fevereiro de 2016 0

relogio-digital

Além de marcar a hora e a temperatura, os relógios públicos dos bairros da Zona Sul do Rio de Janeiro vão passar a divulgar os índices de radiação ultravioleta (UV) em tempo real. A mudança ocorre até julho e faz parte de uma parceria entre a Sociedade Brasileira de Dermatologia Regional Rio e a Subprefeitura da Zona Sul, com o objetivo de alertar a população sobre a importância do uso de proteção contra os raios ultravioleta (UV) para a prevenção do câncer da pele.

O Rio é a primeira cidade da América do Sul a fornecer gratuitamente esse tipo ação.


12 de fevereiro de 2016 0

A publicação de janeiro/fevereiro, traz a manchete “Eleição SBD 2017/2018: exerça seu direito ao voto de forma consciente!”, mostrando as propostas das duas chapas que concorrem à direção da entidade nos próximos dois anos. Na matéria sobre o tema, os associados terão acesso ao processo eleitoral e à datas importantes para a escolha de seus representantes. A edição mostra ainda temas como os destaques científicos do próximo Congresso Brasileiro de Dermatologia, em Porto Alegre; o Curso Teórico-Prático de Anatomia da Face e Mãos em Cadáver Fresco, a ser realizado no Washington Institute of Surgical Enginnering, no dia 3 de março, véspera do Congresso da Academia Americana de Dermatologia; a entrevista com a dermatologista Rosalina Suhet, recém-formada em gastronomia; além de reportagem sobre acidentes de pele com animais aquáticos no verão com o especialista no assunto, o dermatologista Vidal Haddad Júnior.  

Estão definidos para o primeiro semestre de 2016 os fóruns de Dermatologia e de Telemedicina do Conselho Federal de Medicina (CFM). O Fórum de Dermatologia vai debater temas como a liberação de medicamentos e produtos dermatológicos pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e a interface da especialidade com outras áreas de atuação. Segundo o coordenador da Câmara, José Fernando Maia Vinagre, após a apresentação das demandas dos dermatologistas, foi avaliado que um fórum será um bom espaço para a reflexão e o debate de soluções. No dia 14 de junho, Brasília sediará o Fórum de Telemedicina. Na ocasião, será avaliada a atualidade da resolução que regulamenta atualmente a telemedicina (nº 1.643/2002) e se a mesma está adequada à realidade.

Neste número, o leitor também poderá conhecer os novos projetos implementados pela atual Diretoria, por ocasião do Dia do Dermatologista: o SBD Care e o SBD Capacita. Outras informações sobre essas ações estão disponíveis no site da SBD.  

Acesse a edição completa na plataforma de publicações online da SBD.

 


5 de fevereiro de 2016 0

O Ministério da Saúde inicia o ano de 2016 com um déficit de pelo menos R$ 2,5 bilhões em seu orçamento. Segundo a Lei Orçamentária Anual (LOA) sancionada em janeiro, a pasta conta com a previsão de R$ 118, 5 bilhões – cifra 2% menor que a estabelecida no ano passado (R$ 121 bilhões). Pelo extrato das contas do Ministério, conforme tem revelado frequentemente o Conselho Federal de Medicina (CFM), acredita-se que, até o fim do ano, novos cortes e contingenciamentos comprometam ainda mais o financiamento do Sistema Único de Saúde (SUS).

No ano passado, por exemplo, cerca de R$ 15 bilhões deixaram de ser aplicados pelo Ministério da Saúde, apesar do maior orçamento já executado na história da pasta – R$ 106 bilhões. O valor efetivamente gasto representou 88% do previsto (R$121 bilhões), segundo informações do Sistema Integrado de Administração Financeira (Siafi). Segundo o presidente do CFM, Carlos Vital, o Governo Federal usa mal o dinheiro que tem disponível para custeio das despesas obrigatórias e também para investimentos – parcela conceituada pelos gestores como gasto nobre e essencial.

“A repercussão destes números na prática assistencial à saúde ajuda a entender o significado da gestão ineficaz. É origem de sucessivas denúncias da falta de estrutura, de ausência de leitos e de acesso restrito a medicamentos e tratamentos importantes, como hemodiálise, radioterapia e quimioterapia, que se materializam nas formas de invalidez e mortes. Quase metade dos R$ 15 bilhões não utilizados deveria ter sido investido na realização de obras e compra de equipamentos. Apenas para estes fins, eram previstos R$ 10,3 bilhões. Até 31 de dezembro, no entanto, R$ 4,1 bilhões foram efetivamente pagos pelo Ministério da Saúde, incluindo os restos a pagar quitados (compromissos assumidos em anos anteriores rolados para os exercícios seguintes).

FALTA DE EXECUÇÃO – Entre 2003 e 2015, segundo dados apurados pelo CFM, foram autorizados R$ 97,5 bilhões específicos para a realização de obras e aquisição de equipamentos – em valores já corrigidos pela inflação (VEJA AQUI A TABELA). No entanto, apenas R$ 38,2 bilhões foram efetivamente gastos e outros R$ 59,3 bilhões deixaram de ser investidos – valor que representa 61% de todo o recurso não utilizado no período. Em outras palavras, de cada R$ 10 previstos para a melhoria da infraestrutura em saúde, R$ 6 deixaram de ser aplicados. Ao todo, o Ministério da Saúde deixou de aplicar cerca de R$ 136,7 bilhões no SUS desde 2003. No período apurado, mais de R$ 1,2 trilhão foi autorizado para o Ministério da Saúde no Orçamento Geral da União (OGU). Os desembolsos, no entanto, chegaram a pouco mais de R$ 1 trilhão. “O SUS tem conquistas que devem ser mantidas e ampliadas a todo custo. O desequilíbrio econômico, causado em grande parte pela corrupção, e as exigências de caixa, contábeis e fiscais, não podem determinar as decisões numa esfera tão sensível, diretamente ligada a valores absolutos, como a vida e a saúde. Esperamos que os gestores públicos reconheçam suas falhas e as corrijam, com reverência às responsabilidades assumidas perante a sociedade”, defendeu o presidente do CFM.

 

Fonte: CFM


5 de fevereiro de 2016 0

Os médicos dermatologistas têm muitas razões para celebrar o seu dia (5 de fevereiro). A cada ano, a categoria mostra sua força se unindo em grandes mobilizações em todo o país. Juntos, lutam por melhorias na profissão e qualificação na assistência. Mais do que uma data comemorativa, 5 de fevereiro é a oportunidade da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) reconhecer sua determinação para superar os desafios no atendimento aos pacientes e no fortalecimento de nossa Sociedade, que hoje também celebra 104 anos de fundação.

De acordo com o Medscape’s 2016 Physician Lifestyle Report, um documento que reúne vários dados a respeito do estilo de vida dos médicos, os dermatologistas são os profissionais mais felizes no ambiente de trabalho. O relatório reuniu as respostas de mais de 15.800 médicos de 25 especialidades diferentes, e a dermatologia ocupou o primeiro lugar quanto ao grau de satisfação com a especialidade. Esse é mais um ótimo motivo para comemorar!

Dessa maneira, a SBD parabeniza os dermatologistas brasileiros neste dia de incentivo e de especial homenagem. Sua dedicação à dermatologia é sempre um orgulho para nossa Sociedade!

Web


1 de fevereiro de 2016 0

Os médicos que atuam na Saúde Suplementar devem estar atentos às novas regras para contratos escritos firmados com as operadoras de planos de assistência à saúde. Para o Conselho Federal de Medicina (CFM) e a Associação Médica Brasileira (AMB), há uma grande preocupação com possíveis contratos que não contemplem a cláusula de livre negociação entre as partes ou que proponham fracionamento do índice a ser aplicado no reajuste de honorários.

Se você atende pacientes de planos de saúde, antes de assinar os contratos, observe as seguintes diretrizes:

1. Não assine contrato que não contemple a cláusula de livre negociação entre as partes;

2. Não assine contrato que proponha fracionamento de qualquer índice. O índice regulamentado pela ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar) é o IPCA cheio, que deverá ser adotado em sua integralidade.

3. Contratos que não atendam a essas diretrizes deverão ser comunicados diretamente à AMB pelo e-mail cbhpm@amb.org.br;

Em breve, a Diretoria da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) enviará comunicado explicando outros itens importantes (glosas, fator de qualidade) dos contratos entre planos de saúde e prestadores de serviços médicos.

UMA LUTA HISTÓRICA

A aprovação no Congresso Nacional e sanção presidencial da LEI 13.003/14 foram possíveis graças à mobilização de médicos e lideranças de todo o país e com a articulação política das entidades nacionais. Sua aceitação veio na esteira do protesto nacional que teve início abril de 2014 e que tinha os textos que deram origem à legislação (PLS 276/04 e PL 6.964/10) como prioridade.


1 de fevereiro de 2016 0

O jornal Folha de São Paulo publicou, na edição desta segunda-feira (1/2), o artigo “A saúde, o orçamento e a dengue”, de autoria do presidente do Conselho Federal de Medicina (CFM), Carlos Vital. No texto, o médico analisa a execução orçamentária do Ministério da Saúde (MS) e seus efeitos: “o Governo Federal não conseguiu gastar de forma competente os recursos autorizados para manter as ações na área da assistência à saúde”. Carlos Vital aponta que, de 2003 a 2015, “de cada R$ 10 programados para melhoria da infraestrutura na área, R$ 6 ficaram pelo caminho”. Leia o artigo na íntegra:  

A SAÚDE, O ORÇAMENTO E A DENGUE

  POR CARLOS VITAL TAVARES CORRÊA LIMA Após a análise da execução orçamentária do Ministério da saúde em 2015, a competência administrativa do Órgão é colocada mais uma vez sob suspeita. Como tem ocorrido nos últimos 12 anos, o Governo Federal não conseguiu gastar de forma competente os recursos autorizados para manter as ações na área da assistência à saúde. No ano passado, as verbas devolvidas aos cofres do Tesouro Nacional ultrapassaram o montante de R$ 15 bilhões. Com isso, foram gastos 88% de tudo que estava orçado para a saúde. A dotação inicial de R$ 121 bilhões acabou reduzida a R$ 106 bilhões, conforme dados do Sistema Integrado de Administração Financeira (Siafi). Desde 2003, considerando-se as despesas com investimento e custeio, o Ministério da Saúde deixou de aplicar no Sistema Único de Saúde (SUS) valor maior que R$ 136,7 bilhões. O rombo corresponde ao orçamento de um ano inteiro. Portanto, a população foi penalizada nesse período com atenção mais precária à saúde, em consequência da incapacidade de aplicação do orçamento. O Ministério da Saúde usa mal o dinheiro que tem disponível para custeio das despesas obrigatórias, como pagamento de salários, serviços, insumos e medicamentos. Além disso, é preciso ressaltar os prejuízos em investimentos, parcela conceituada pelos gestores como gasto nobre e essencial. A metade dos R$ 15 bilhões que deveria ter sido investida na realização de obras (construções e reformas) e aquisição de equipamentos deixou de ser executada no ano passado. Até 31 de dezembro, apenas 41% dos R$ 10,3 bilhões disponíveis para esse fim haviam sido efetivamente gastos. Outros R$ 3,4 bilhões foram empenhados como verba para contratação de produtos ou serviços, não entregues ou realizados. Entre 2003 e 2015, segundo informações do próprio Governo, foram aplicados em investimentos na saúde menos da metade (R$ 38,2 bilhões) de tudo que estava previsto. Ao longo desses anos, de cada R$ 10 programados para melhoria da infraestrutura na área, R$ 6 ficaram pelo caminho. A repercussão destes números na prática assistencial à saúde ajuda a entender o significado da gestão ineficaz. É origem de sucessivas denúncias da falta de estrutura, de ausência de leitos e de acesso restrito a medicamentos e tratamentos importantes, como hemodiálise, radioterapia e quimioterapia, que se materializam nas formas de invalidez e mortes. Outro exemplo dos efeitos deletérios causados por essa má gestão orçamentária aparece no combate ao Aedes aegypti, transmissor de agentes virais capazes de matar e sequelar, configurando a perspectiva de uma geração sob o estigma de malformações congênitas. Na comparação entre 2013 e 2015, identifica-se a redução de 60% no volume de recursos repassados às prefeituras com a finalidade de controle do vetor dessas doenças e mazelas. De acordo com dados divulgados pela imprensa, o montante destinado ao controle desse mosquito caiu de R$ 363,4 milhões para R$ 143,7 milhões, com aumento recorde no total de casos e óbitos por dengue. Em 2015, houve 1,6 milhão de registros da doença, que causou 863 mortes. Ocorreu ainda a intensificação dos problemas relacionados à zicavirose, microcefalopatia e síndromes por danos fetais provocados ao tubo neuronal durante a gestação. Os prefeitos alertam para o recrudescimento destas epidemias em 2016, o que exige do Ministério da Saúde incremento e agilidade nos repasses necessários, a serem efetuados em tempo de evitar o agravamento de um quadro epidêmico presente ao longo de mais de três décadas. O SUS tem conquistas que devem ser mantidas e ampliadas a todo custo. O desequilíbrio econômico, causado em grande parte pela corrupção, e as exigências de caixa, contábeis e fiscais, não podem determinar as decisões numa esfera tão sensível, diretamente ligada a valores absolutos, como a vida e a saúde. Assim, esperamos que os gestores públicos reconheçam suas falhas e as corrijam, com reverência às responsabilidades assumidas perante a sociedade.


27 de janeiro de 2016 0

Aproxima-se a data das eleições para o preenchimento dos cargos da Diretoria Executiva para o biênio 2017/2018: DIA 30 DE ABRIL.

Os associados quites com as obrigações associativas poderão exercer o voto por correspondência ou presencialmente, na Assembleia Geral Extraordinária, que ocorrerá na mesma data, na sede da SBD, localizada na Avenida Rio Branco n. 39, 18º andar, Centro, Rio de Janeiro, das 9h40 às 11h.

Os associados receberão o material para a votação por correspondência – que inclui cédula eleitoral, envelope para inserção da cédula, etiquetas com o nome das chapas, envelope próprio para postagem de retorno pago e ficha de identificação.

É importante lembrar que apenas os votos por correspondência que estiverem na CAIXA POSTAL 260, CEP 20010-974, RIO DE JANEIRO – RJ, NO DIA 28 DE ABRIL, ÀS 10H, serão contabilizados.

A SBD informa que as correspondências serão retiradas apenas com a presença dos membros da Comissão Eleitoral e de representantes das chapas.

A apuração será realizada após o término do período de votação presencial, sendo proclamados eleitos os candidatos da chapa que obtiver o maior número de votos válidos. Qualquer sinal de rasura na cédula, bem como a identificação do eleitor, anularão o voto.

As chapas que concorrem ao pleito para o biênio 2017/2018 da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) podem ser consultados aqui.


19 de janeiro de 2016 0

O Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio de Janeiro (Cremerj) está investigando a clonagem do seu site, cujo domínio oficial é www.cremerj.org.br. No ato ilícito, sobre o qual se teve conhecimento nessa segunda-feira, 11, o endereço usado é www.crmrj.com.br. A assessoria jurídica do Conselho fará uma denúncia à Delegacia de Crimes Virtuais e o setor de Tecnologia da Informação está averiguando o caso. O CRM pede aos médicos e demais usuários do site que redobrem a atenção e informem à Central de Relacionamento do Cremerj qualquer atividade suspeita. “Frisamos que o site oficial é www.cremerj.org.br e que estamos trabalhando para reforçar a segurança da nossa página”, alerta a entidade.

 

Fonte: Cremerj


6 de janeiro de 2016 0

Os desafios da residência médica no Brasil é tema de uma série de reportagens do Fantástico, da TV Globo. A matéria mostra o cotidiano de seis médicos residentes, que, acompanhados por preceptores, salvam vidas de pacientes tomando decisões em segundos.

O primeiro capítulo do quadro “Residentes 1” foi exibido em 3 de janeiro, e destacou a correria, o cansaço, as decisões difíceis, urgentes, a pressão de ser responsável por vidas no dia a dia de três jovens médicos, em hospitais públicos da capital de São Paulo.

A reportagem que inicia a série está disponível na página do Fantástico no G1. Mais de 23 mil alunos se formam anualmente em medicina no Brasil.


15 de outubro de 2015 0

Os serviços de saúde no Brasil são péssimos, ruins ou regulares para 93% dos brasileiros. Entre os usuários do Sistema Único de Saúde (SUS), 87% dos entrevistados têm uma avaliação negativa dos serviços oferecidos. Cerca de dois em cada dez brasileiros atribuem nota zero para ambos (saúde no Brasil e SUS). Em todas as regiões e segmentos avaliados, o índice de péssimo/ ruim é mais elevado, com destaque entre os moradores do Sudeste e regiões metropolitanas, entre as mulheres e quanto mais escolarizado for o entrevistado.

Essas avaliações integram a segunda edição de pesquisa realizada pelo Instituto Datafolha a pedido do Conselho Federal de Medicina (CFM) sobre o atendimento na área da saúde. Na comparação com a edição anterior, realizada no ano passado, a pesquisa reforça necessidades de aprimoramento na gestão, infraestrutura e financiamento na rede pública. A pesquisa teve abrangência nacional, incluindo áreas metropolitanas e cidades do interior de diferentes portes, moradores nas cinco Regiões do país.

Foram ouvidas 2.069 pessoas – 59% delas residentes no interior – entre os dias 10 a 12 de agosto. A amostra composta por homens e mulheres com idade superior a 16 anos ou mais respondeu a um questionário estruturado que, entre outros pontos, avaliou ainda a percepção do grupo acerca do acesso, utilização e qualidade dos serviços oferecidos pelo SUS. Algumas questões também se detiveram sobre o tempo de espera pelos diferentes procedimentos e a avaliação sobre a capacidade da gestão de cuidar bem dos interesses da população nesta nevrálgica das políticas públicas e sociais.

CLIQUE AQUI PARA ACESSAR A PESQUISA NA ÍNTEGRA

Área prioritária – De acordo com o inquérito do Datafolha, a saúde no Brasil é apontada por 43% dos entrevistados como tema que deveria ser tratado como prioridade pelo Governo Federal. Chamou a atenção o fato de que as áreas de educação (27%) e combate à corrupção (10%) tiveram crescimento na escala apontada pelos entrevistados. Contudo, apesar do avanço, a distância entre elas e a saúde permanece significativa.

O relatório da pesquisa revela ainda que a importância atribuída à Saúde é maior entre as mulheres, os mais velhos e no grupo de pessoas com menor escolaridade. Por outro lado, a educação ganha destaque entre os homens, entre os entrevistados mais jovens e com maior nível educacional.

Também constam da relação citada pelos entrevistados o combate ao desemprego (7%), segurança (6%), e combate à inflação (3%), assim como moradia, transporte e meio ambiente, todos com menos de 2% na pesquisa. O posicionamento alcançado pela saúde, o mesmo do estudo de 2014, reforça a percepção medidas em outras sondagens, o que demonstra que a saúde permanece como o grande nó da gestão em diferentes governos.

Dificuldade de acesso – Essa necessidade de que a saúde tenha maior destaque no âmbito governamental resulta de uma percepção declarada que aponta para uma grande dificuldade de acesso aos serviços da rede pública. Num primeiro momento, os entrevistados revelaram que o SUS é um sistema constantemente acionado pela população. Um total de 86% deles (diretamente ou por proximidade com alguém da família) declarou ter procurado a rede pública.

Porém, o grau de resolutividade cai à medida que o nível de complexidade dos procedimentos solicitados aumenta. Atendimento nos postos de saúde e consultas médicas foram os serviços mais procurados e os mais utilizados pela população nos últimos dois anos. Porém, na avaliação feita para cada um dos dez serviços estudados, mais da metade dos entrevistados que buscou o SUS relatou ser difícil ou muito difícil conseguir o procedimento pretendido, especialmente quando se trata de cirurgias (63%).

Atendimento domiciliar e procedimentos específicos de maior complexidade (diálise, radioterapia, quimioterapia, entre outros) – ambos com 50% – também possuem uma avaliação crítica. Dentre os dez serviços estudados, apenas aqueles que se referiam ao atendimento nos postos de saúde e à distribuição gratuita de remédios pela rede pública tiverem índice de reprovação menor, chegando a 43%.

Qualidade dos serviços – A pesquisa também procurou medir a opinião dos brasileiros sobre a satisfação com o atendimento ofertado. Mas os números estão longe de serem bons. Aproximadamente sete em cada dez pessoas que buscaram o SUS disseram estar insatisfeitos e atribuíram à rede pública como um todo conceitos que vão do péssimo a regular. As percepções mais negativas estão relacionadas aos atendimentos de emergências nos prontos-socorros (69%) e nos postos de saúde (65%).

Na sequência, com índices negativos que vão de 60% a 50%, aparecem, em ordem decrescente, consultas com médicos, exames de laboratório, internações hospitalares, consultas com não médicos, procedimentos específicos de média e alta complexidade, distribuição de remédios gratuitos e atendimento domiciliar. O serviço com avaliação menos negativa foi a oferta de cirurgias, com 45% dos entrevistados atribuindo-lhe conceitos correspondentes a péssimo, ruim e regular. Por outro lado, 55%, consideraram cirurgias boas, ótimas ou excelentes.

Para a maioria dos usuários dos serviços que deram avaliação negativa ao atendimento pelo SUS (54%), o tempo de espera (36%), o baixo número de médicos (19%) e a falta de estrutura (15%) e de organização (9%) foram os fatores que mais impactaram nesta percepção. Já para os que deram notas positivas ao Sistema Único de Saúde (46%), a pouca demora (19%), a disponibilidade dos médicos (17%), o cuidado dispensado por esses profissionais (15%) e a estrutura existente (11%) ajudaram no processo.

Tempo de espera – Dos entrevistados, 29% declararam estar à espera de atendimento na rede pública. O número é um ponto percentual menor que o de 2014. Deste grupo, 36% aguardavam para fazer consultas, 33% buscavam exames e 28% cirurgias. Neste aspecto o que se destaca é o aumento do volume daqueles que estão na fila por uma resposta do SUS há mais de seis meses. O índice passou de 29%, no ano passado, para 41%, em 2015.

Não por acaso, o tempo de espera para atendimento é o fator que tem pior avaliação no âmbito do SUS. Para 89% dos entrevistados, esta dimensão merece notas que representam os conceitos péssimo, ruim ou regular. Na sequência aparecem os seguintes aspectos: quantidade de médicos (85% de avaliação negativa), qualidade da administração das unidades (83%) e quantidade de leitos de internação ou de UTI (81%).

Problemas de gestão – Para parcela significativa dos brasileiros, a percepção ruim sobre os serviços do SUS também decorre da ausência de medidas que assegurem o bom funcionamento da rede pública. As avaliações negativas não se restringem à atividade fim do sistema de saúde (atendimento). Há críticas também à gestão e ao financiamento do SUS.

De acordo com a pesquisa, para a maioria da população (77%) o governo tem falhado na gestão dos recursos da saúde pública. Na opinião de 53% dos entrevistados, o SUS não tem recursos suficientes para atender bem a todos, de forma equânime. Por outro lado, é elevada a concordância com a ideia de que os médicos precisam de estrutura para trabalhar (93%) e que merecem ser valorizados (86%).

Para o presidente do CFM, Carlos Vital, essa percepção sobre as finanças do setor está diretamente relacionada à má gestão dos recursos públicos na área. “Levantamentos recentes elaborados pelo CFM têm denunciado a situação do financiamento e da infraestrutura da saúde no país. O último deles revelou que, entre 2003 e agosto deste ano, mais de R$ 171 bilhões do orçamento do Ministério da Saúde deixaram de ser efetivamente gastos. A população tem observado que não há um esforço para priorizar a Saúde. Sem estes recursos, os brasileiros certamente serão ainda mais prejudicados pela falta de infraestrutura e equipamentos fundamentais para a assistência”.

Ao concluir sua avaliação, Vital lembrou ainda que “os problemas começam com a definição de prioridades e se estendem para a transposição de metas e para o orçamento e sua execução. Trata-se de um perverso ciclo, reforçado pela carência de recursos e pela descontinuidade das ações administrativas nos estados e municípios, além da leniência e da corrupção”.

Fonte: CFM





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