Tecnologias fracionadas são comparadas na 12ª edição do SBD Live



Tecnologias fracionadas são comparadas na 12ª edição do SBD Live

5 de agosto de 2020
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A comparação de tecnologias fracionadas no tratamento de estrias, cicatrizes, envelhecimento e outros problemas da pele foi o ponto central do debate promovido pela Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), em parceria com a Lummex Medical Devices, na 12ª edição do projeto SBD Live. O encontro virtual, transmitido na terça-feira (4/8), por meio de plataforma exclusiva para associados, foi mais uma ação empreendida pela SBD para levar atualização profissional de qualidade aos dermatologistas, nesse período de pandemia de Covid-19 e distanciamento social. O evento foi organizado pela coordenadora do Departamento de Lasers e Tecnologias da SBD, Taciana Dal’Forno Dini.

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A chefe do Ambulatório de Lasers do Hospital Universitário Evangélico Mackenzie (HUEM), Juliana Jordão, deu início às apresentações científicas comentando aspectos relacionados a duas tecnologias populares entre os dermatologistas: lasers fracionados ablativos e não ablativos. De acordo com a médica, em função da menor afinidade com a água, os lasers de propriedade não ablativa alcançam maiores profundidades e, por não interferirem na epiderme, são considerados seguros para todos os fototipos de pele.

“Em contraponto, a tecnologia ablativa realiza a vaporização da epiderme. Por isso, é mais indicada aos pacientes de fototipos mais baixos. Após a aplicação destes tipos de lasers, o tempo de recuperação da pele é mais demorado. Em parâmetros mais intensos, pode chegar de sete a dez dias”, frisou. Em sua avaliação, é fundamental destacar as limitações de ambas as técnicas, sendo sempre mais eficazes quando utilizadas em conjunto com outros procedimentos.

Radiofrequência – Na sequência, a coordenadora do Ambulatório de Cosmiatria da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Luiza Pitassi, abordou tópicos sobre a aplicação da radiofrequência fracionada microagulhada, modalidade de tecnologia diferente de lasers, com utilização relativamente recente no Brasil.

“A corrente elétrica desse equipamento é responsável por criar calor em camadas profundas da pele e estimular a produção de colágeno. O efeito está associado à melhora da flacidez e do tônus, uma espécie de lifting. Aos dermatologistas, que utilizam a radiofrequência, é importante sempre avaliar os parâmetros de energia e duração de pulso para diminuir os riscos de complicações pós-procedimento. Além disso, também devem ser observadas as particularidades das ferramentas, com agulhas isoladas e não isoladas”, afirmou.

Termomecânica – Na última apresentação, a coordenadora do Departamento de Lasers da SBD, Taciana Dal’Forno Dini, discorreu sobre a ablação termomecânica fracionada, outra novidade mais recente ainda para os especialistas brasileiros. Segundo a dermatologista, os equipamentos disponíveis com o método possibilitam o uso do calor fracionado de modo ablativo e não ablativo, além de possuírem propriedade autoesterilizante.

“De modo geral, essa é uma das tecnologias de recuperação mais rápida, após a realização do procedimento. Isso é extremamente relevante, pois os pacientes estão cada vez menos dispostos a ficarem dias submetidos a limitações, em função de tratamentos estéticos. Na ablação termodinâmica fracionada, os resultados são semelhantes àqueles proporcionados pelos tradicionais lasers ablativos, com a vantagem de um rápido retorno do paciente às suas atividades”, afirmou.

Após o encerramento das explanações individuais, os especialistas ainda esclareceram em conjunto diferentes dúvidas encaminhadas pelos quase 500 dermatologistas associados da SBD espectadores da live. Entre as questões respondidas: diferença entre os resultados da luz intensa pulsada e do laser fracionado ablativo no tratamento de estrias; uso do laser para rejuvenescimento facial em pacientes com melasma; utilização da radiofrequência cirúrgica; entre outras.





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