SBD reitera segurança e eficácia dos filtros solares para prevenir câncer de pele e tratar doenças dermatológicas



SBD reitera segurança e eficácia dos filtros solares para prevenir câncer de pele e tratar doenças dermatológicas

24 de março de 2021
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Nesta semana, a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) emitiu uma nota pública para reiterar a total segurança e eficácia dos filtros solares, sobretudo para prevenir o câncer de pele e auxiliar no tratamento terapêutico de inúmeras doenças agravadas pela exposição inadequada ao sol. O comunicado da entidade tem o intuito de esclarecer eventuais dúvidas suscitadas após a recente publicação do estudo Downs CA, et al, que discorre sobre os efeitos deletérios causados pelo octocrileno, um ingrediente encontrado na composição de diferentes fotoprotetores.

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Conforme salienta a SBD, a pesquisa em questão foi realizada de forma experimental, ou seja, in vitro, em laboratório, com uma superdosagem de octocrileno que não corresponde à concentração verificada em nenhum filtro solar comercializado no mundo. Desse modo, não é possível utilizar tais conclusões para analisar os protetores utilizados no dia a dia, por milhares de pessoas.

“Para tal, primeiro, seriam necessários estudos in vivo, envolvendo voluntários; segundo, utilizar uma concentração de octocrileno acima de 10%. Tais estudos, com esses parâmetros, dificilmente seriam aprovados pela Comissão Nacional de Ética em Pesquisa (Conep) e pela Anvisa”, frisa o texto.

Além disso, segundo a entidade, pesquisas anteriores em seres humanos – também realizadas com concentrações elevadas – indicam que, mesmo quando essa substância foi encontrada na corrente sanguínea dos voluntários, o achado em si não implicou em risco aumentado de câncer em órgãos internos, efeitos hormonais, assim qualquer perigo para a gestação e lactação.  

Regulação – A nota da SBD destaca ainda que todos os produtos aprovados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para comercialização no Brasil são criteriosamente avaliados por meio de uma série de testes, que incluem análises técnicas sobre sensibilização, mutagenicidade, absorção, irritação e toxicidade. Desse modo, o órgão sanitário estabelece critérios científicos rígidos quanto às substâncias permitidas, sempre definindo suas concentrações máximas.

“Os benefícios do uso rotineiro dos filtros solares são comprovados, de forma cientificamente robusta, na redução dos efeitos danosos da radiação solar sobre a pele. Nesse sentido, a SBD acompanha atentamente os resultados de estudos sobre o assunto e, até o momento, mantém as recomendações para o uso dos protetores aprovados e registrados na Anvisa, de acordo com o Consenso de 2014 e a legislação brasileira sobre fotoproteção”.

 





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