Dia Mundial do Vitiligo: Sociedade Brasileira de Dermatologia alerta que é possível resgatar a autoestima e combater o preconceito



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25 de junho de 2025

Com a chegada do Dia Mundial do Vitiligo, celebrado em 25 de junho, a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) ressalta que com informação, acolhimento e tratamento adequado, é possível resgatar a autoestima dos pacientes e combater o preconceito. 

“É dever de todos abraçar os pacientes com vitiligo, para que se sintam incluídos, respeitados e acolhidos, mas isso só é possível com informação. Ainda há quem acredite, erroneamente, que o vitiligo é contagioso, o que alimenta o preconceito e o isolamento. Por isso, a SBD convida todos a acompanharem nossos canais oficiais, onde divulgamos conteúdos confiáveis sobre as doenças de pele. Educar a população é uma forma de combater o estigma e promover empatia. Afinal, a informação salva vidas e derruba barreiras. Nosso objetivo é contribuir para o resgate da autoestima de pessoas com doenças estigmatizadas como o vitiligo”, afirma o presidente da entidade, Dr. Carlos Barcaui. 

Caracterizado pela perda de coloração da pele, o Vitiligo é uma doença autoimune e genética, que embora não cause prejuízos à saúde física nem seja contagioso, ainda carrega forte impacto emocional e social sobre quem convive com ela. Segundo Dra. Ivonise Follador, médica a dermatologista da SBD, a condição ocorre quando o próprio sistema imunológico ataca os melanócitos, células responsáveis por produzir melanina, o pigmento que dá cor à pele.  

“É uma doença que tem base genética e um forte componente inflamatório. Mas além da predisposição genética, fatores emocionais e traumas físicos na pele também podem desencadear as lesões”, explica a médica. 

Ela destaca que o emocional não deve ser visto apenas como uma possível causa, mas também como uma consequência. “O impacto emocional não se limita ao início da doença. O preconceito e as mudanças na aparência provocam sofrimento psicológico, o que pode agravar ainda mais o quadro”, afirma. 

Na maioria dos casos, o vitiligo se manifesta por manchas brancas na pele, que geralmente não causam sintomas físicos. Em alguns pacientes, no entanto, pode haver coceira leve no início das lesões. O diagnóstico é feito com avaliação clínica, complementada pelo uso da lâmpada de Wood, que ajuda a destacar as áreas afetadas. Em situações específicas, pode ser necessário realizar uma biópsia da pele. 

Controle e avanços 

Embora o vitiligo ainda não tenha cura, há controle eficaz da doença. A principal terapia atualmente é a fototerapia com radiação ultravioleta B, que atua na raiz do problema. “Esse tratamento modula a resposta imunológica de diversas maneiras, aumentando o número de melonócitos, permitindo que as células que produzem pigmento retornem às lesões e repigmentem a pele”, detalha Dra. Ivonise. 

Outras abordagens incluem medicações tópicas, orais e inibidores imunológicos, aplicadas de forma personalizada. “Os resultados são cada vez melhores. Existem casos com respostas profundas ao tratamento, principalmente quando a terapia é iniciada precocemente”, diz a dermatologista. 

No entanto, cuidados específicos são necessários para evitar o agravamento das lesões. Ela alerta que traumas na pele são gatilhos comuns. Uma orientação eficaz, por exemplo, é não retirar as cutículas, apenas empurrá-las. A retirada pode causar microlesões que facilitam o aparecimento de novas manchas. 

Outros procedimentos estéticos também exigem atenção. “Depilação a laser não é recomendada, pois pode destruir os folículos pilosos, que são importantes reservatórios de melanócitos. Da mesma forma, clareadores à base de hidroquinona e peelings agressivos, como o de fenol, devem ser evitados, pois danificam as camadas da pele e podem piorar o quadro”, completa a médica. 

Esperança com novos tratamentos 

Dra. Ivonise ressalta a importância de manter viva a esperança, já que, embora as terapias atuais estejam em constante aprimoramento, a medicina já vislumbra novas abordagens terapêuticas, com potencial para resultados ainda mais eficazes. “Já existem tratamentos inovadores em fase de aprovação, ainda não disponíveis pelo SUS nem liberados pela ANS, mas que devem trazer novas perspectivas para os pacientes em breve”, ressalta. 

Para a especialista, é essencial reforçar que o vitiligo não é contagioso e que muitas pessoas conseguem viver com a doença controlada e com qualidade de vida. “O fato de não ter cura não significa que não tenha solução. Há casos excelentes de controle e melhora. O paciente não deve perder a esperança”, conclui. 

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18 de junho de 2025

Em seu ano centenário, os Anais Brasileiros de Dermatologia (ABD) conquistam um marco sem precedentes: atingiram fator de impacto 3,6, o maior entre todas as revistas científicas brasileiras. 

Além disso, os ABD ocupam agora a 18ª posição entre os 96 periódicos de dermatologia no mundo, consolidando-se como referência internacional na publicação científica da especialidade. 

Este resultado extraordinário, alcançado justamente no ano em que celebramos 100 anos de história, reflete o compromisso contínuo com a excelência, a ética e o avanço da ciência dermatológica no Brasil e no mundo. 

O centenário dos ABD é celebrado com um feito que enche de orgulho toda a comunidade dermatológica brasileira. Uma conquista construída graças à dedicação de autores, revisores, editores, conselhos científicos e de toda a Sociedade Brasileira de Dermatologia. 

Ciência brasileira que atravessa gerações, rompe fronteiras e se consolida no cenário internacional. Agradecemos a todos que contribuíram para esse excelente trabalho.

 

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17 de junho de 2025

“Meta sem plano não é meta, é sonho. Por isso, estamos trabalhando. Queremos ouvir o Conselho e ajustar o rumo desse transatlântico que é a SBD”, afirmou o presidente da Sociedade Brasileira de Dermatologia, Dr. Carlos Barcaui, na abertura da reunião do Conselho Deliberativo, realizada no último sábado (14), no Hotel Intercontinental, em São Paulo. O encontro contou com a presença de 69 participantes, entre membros da diretoria, ex-presidentes, presidentes das regionais e delegados.  

Entre as principais decisões, o Conselho aprovou mudanças importantes nos Anais Brasileiros de Dermatologia, que passarão a publicar artigos exclusivamente em inglês. Todos os manuscritos submetidos a partir de janeiro de 2026 deverão estar traduzidos para o idioma.  

Também foi aprovada a modernização da marca da SBD, cuja proposta será avaliada pela diretoria, com participação ativa dos associados no processo de escolha da nova identidade visual.  

Outro ponto de destaque foi a escolha da sede do 82º Congresso Brasileiro de Dermatologia, que será em 2029, em Belo Horizonte, sob presidência da Dra. Flavia Vasques Bittencourt.  

Eleições de Comissões e Editoria  

Durante a reunião, foram realizadas eleições para diversas comissões da entidade. Os nomes escolhidos foram:  

Comissão de Título de Especialista: Dr. Walmar Roncalli Pereira Oliveira (SP)  

Comissão Científica: Dra. Xinaida Taligare Vasconcelos Lima (CE)  

Comissão de Ensino: Dra. Maria de Fátima de Medeiros Brito (PE)  

Comissão de Ética e Defesa Profissional: Dra. Annia Alves Rodrigues Cordeiro (PR)  

Editor Científico dos Anais Brasileiros de Dermatologia: Dr. Hiram Laranjeira de Almeida Jr. (RS)  

Apresentações de relatórios  

A reunião teve início com a apresentação do relatório da secretária-geral, Dra. Regina Carneiro, seguida pela exposição dos demais relatórios. Entre eles, destacam-se o dos Anais Brasileiros de Dermatologia, apresentado pelo Dr. Silvio Alencar Marques; o relatório financeiro de 2024 e a previsão orçamentária de 2026, ambos conduzidos pelo Dr. Marcio Soares Serra; o relatório do Conselho Fiscal, pelo Dr. Abdiel Figueira Lima; o relatório da Comissão Científica, apresentado pelo Dr. Eduardo Henrique Jorge Lago; da Comissão de Ensino, pelo Dr. John Verrinder Veasey; da Comissão de Ética e Defesa Profissional, pela Dra. Ana Claudia de Brito Soares; e da Surgical & Cosmetic Dermatology, apresentado pelo Dr. Hamilton Ometto Stolf. Também houve a apresentação do projeto do Congresso de 2026 e sua previsão orçamentária, conduzida pela Dra. Sílvia Helena Rodrigues Teixeira De Carvalho, entre outros informes.  

Entre os pontos elogiados da reunião, destacou-se a apresentação do Núcleo de Honorários Médicos da SBD, que, entre os integrantes, conta com a condução da Dra. Rosana Lazzarini, 2ª secretária da entidade, e do Dr. Lucas Campos Garcia, que durante apresentação online, ressaltou uma conquista histórica para a especialidade: o reconhecimento oficial do caráter clínico-cirúrgico da Dermatologia.    

“O processo teve início com a demanda de uma associada impedida de realizar crioterapia no consultório. Com base em nota técnica elaborada pela SBD, ela conseguiu autorização da operadora para realizar o procedimento fora do ambiente hospitalar. Isso evidenciou a limitação imposta pela antiga classificação do CBO (Classificação Brasileira de Ocupações), que reconhecia o dermatologista apenas como médico clínico”, explicou Dr. Lucas.  

A partir desse caso, com atuação direta da Dra. Rosana Lazzarini, foi solicitado ao Ministério do Trabalho o reconhecimento da especialidade como clínico-cirúrgica. Após mais de um ano de tramitação, o pedido foi aprovado em maio de 2025, um marco para a valorização da especialidade.   

“Os dermatologistas elegem a diretoria esperando esse tipo de trabalho. Essa conquista começou na gestão do Dr. Heitor de Sá Gonçalves e continua agora. Estão todos de parabéns, Dr. Lucas e Dra. Rosana. Dá orgulho ver esse nível de atuação na nossa especialidade”, destacou Dr. John Veasey.  

Regras sobre impedimentos são mantidas  

Foram discutidas disposições do Estatuto da entidade referentes aos impedimentos dos membros da Diretoria Executiva (artigo 40, § 7º) e Presidente do Congresso da SBD (artigo 64, § 3º). O Conselho se posicionou a favor da manutenção do artigo 40, § 7º que impede membros da Diretoria Executiva de atuarem como speakers, participarem de boards da indústria e realizarem cursos privados com patrocínio da indústria.

Também se posicionou pela manutenção dos impedimentos do presidente do Congresso Brasileiro de Dermatologia — conforme o Artigo 64, § 3º — que proíbe a realização de cursos privados com patrocínio da indústria, participação como speaker ou presença em boards da indústria tanto no ano anterior quanto no ano de realização do evento.  

Formação e Comunicação  

Dra. Renata Ferreira Magalhães, durante a apresentação do relatório da Comissão de Título de Especialista, destacou que mais de 80% dos residentes e especializandos de serviços credenciados da SBD foram aprovados no exame do TED, enquanto menos de um terço dos médicos oriundos de serviços não credenciados da SBD tiveram aprovação. “Isso mostra a importância desses serviços na formação dos nossos futuros dermatologistas”, afirmou.   

A comunicação institucional da SBD, conduzida pela Dra. Juliana Kida e Dr. Sérgio Palma, também foi valorizada pelos presentes. Dra. Ana Luisa Sampaio elogiou o trabalho realizado nas redes sociais e o posicionamento da entidade na mídia. “Tenho grande preocupação com a visibilidade da especialidade, e acredito que a SBD tem acertado bastante no tom. Essa atuação tem sido fundamental para aproximar a Dermatologia do público, especialmente dos jovens, sempre com ética e responsabilidade nas redes”, disse a médica.  

A organização, dinâmica e o cronograma da reunião do Conselho também foi elogiada pelos participantes. Dr. Thiago Jeunon de Sousa Vargas considerou positiva e bem conduzida: “Foi um encontro muito produtivo. Quem esteve aqui certamente sentiu que seu tempo foi bem investido. Tivemos discussões relevantes e decisões importantes”, destacou o médico.  

Ao encerrar o evento, Dr. Carlos Barcaui agradeceu a participação de todos e reforçou seu compromisso com o diálogo e a transparência. “Vocês têm meu contato direto, fiquem à vontade para contribuir. Vamos seguir juntos, buscando sempre o melhor caminho para a nossa sociedade”, concluiu o presidente da SBD. 

 

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13 de junho de 2025

No dia 13 de junho é celebrado o Dia Internacional de Conscientização sobre o Albinismo, uma data instituída pela ONU em 2014 com o objetivo de dar visibilidade às pessoas com albinismo, combater o preconceito e ampliar o conhecimento da sociedade sobre essa condição genética rara. Em um avanço recente para a garantia de direitos e cuidados especializados, entrou em vigor, em maio, a Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com Albinismo, estabelecida pela Lei nº 15.140. A Sociedade Brasileira de Dermatologia considera essa política uma oportunidade para a implementação de medidas concretas que melhorem a qualidade de vida de quem nasce com essa condição.  

“Trata-se de um importante instrumento para combater a invisibilidade social e garantir o acesso a cuidados de saúde adequados para uma população altamente vulnerável, especialmente em um país de clima tropical como o Brasil”, diz Dr. Carlos Barcaui, presidente da SBD. 

O médico dermatologista explica que o albinismo é caracterizado pela ausência ou deficiência de melanina, pigmento responsável por dar cor à pele, olhos e cabelos, e que atua como uma barreira natural contra os efeitos nocivos da radiação solar, portanto a falta de melanina torna a pele dessas pessoas extremamente sensível à luz solar, aumentando significativamente o risco de queimaduras graves e o desenvolvimento precoce de câncer de pele. 

“Os tipos mais comuns de câncer de pele entre pessoas com albinismo são os carcinomas não melanoma, especialmente o carcinoma espinocelular (epidermoide) e o carcinoma basocelular. O carcinoma espinocelular, em particular, pode evoluir de forma agressiva e com maior risco de metástase se não for diagnosticado e tratado precocemente”, destaca Dr. Barcaui. 

Em países com alta incidência de radiação ultravioleta, como o Brasil, a exposição solar representa um risco constante. Por isso, a SBD tem atuado ativamente na defesa de políticas públicas que assegurem a prevenção, o diagnóstico precoce e o tratamento adequado do câncer de pele. “A campanha Dezembro Laranja, por exemplo, reforça anualmente a importância da fotoproteção como medida essencial de saúde pública, principalmente para grupos de maior risco como as pessoas com albinismo”, diz Dr. Carlos Barcaui, que coordenou a iniciativa em 2024. 

Ele reforça a importância de medidas preventivas rigorosas, como o uso diário de protetor solar com alto fator de proteção, no mínimo FPS 30, além de roupas adequadas com barreira contra raios UV, chapéus de aba larga e óculos escuros com proteção UVA e UVB, mas também reconhece que o alto custo desses itens representa uma barreira significativa para grande parte da população. 

“A SBD defende a implementação de políticas públicas que assegurem a distribuição gratuita de protetores solares e roupas adequadas, especialmente para grupos de risco. Entre as propostas, destaca-se a inclusão dos fotoprotetores na Relação Nacional de Medicamentos Essenciais (RENAME), permitindo sua oferta contínua e gratuita pelo Sistema Único de Saúde (SUS)”, explica o presidente da entidade. 

Além disso, a entidade recomenda a criação de programas estaduais e municipais de fotoproteção, com distribuição regular desses produtos, e a articulação com a indústria nacional para incentivar a produção de fotoprotetores de alta qualidade a preços acessíveis.  

“Essas medidas visam garantir não apenas o acesso, mas também a adesão ao tratamento preventivo, reduzindo significativamente a incidência de câncer de pele entre as pessoas com albinismo. Acreditamos que a nova Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com Albinismo representa uma oportunidade valiosa para consolidar essas ações e estamos comprometidos em colaborar tecnicamente para a efetivação dessas políticas, com base em evidências científicas e na experiência acumulada no cuidado dermatológico da população brasileira”, conclui Dr. Carlos Barcaui. 

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4 de junho de 2025

O Dia Mundial da Hidradenite Supurativa é em 6 de junho, data importante para conscientizar a população sobre essa condição de pele ainda pouco conhecida, mas com grande impacto na qualidade de vida dos pacientes. A Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) chama atenção para a importância do diagnóstico precoce e do tratamento adequado, que pode incluir desde mudanças de hábitos até cirurgias especializadas. 

“Reforçamos a importância da informação de qualidade e do acompanhamento com dermatologistas especializados, em busca de alertar para a população sobre os riscos da automedicação e das informações desencontradas disponíveis na internet. Nenhuma notícia substitui a consulta com o dermatologista para ter o melhor resultado possível”, diz Dr. Carlos Barcaui, presidente da SBD. 

Se trata de uma doença inflamatória crônica que afeta o folículo piloso, com manifestações frequentes em áreas de dobras do corpo, como axilas, virilha, região glútea, entre outras. “A enfermidade é caracterizada por abscessos dolorosos, nódulos e túneis sob a pele, que inflamam e desinflamam repetidamente. São bastante dolorosas, podem soltar secreção e também, muitas vezes, um odor desagradável”, explica Dra. Maria Cecilia Rivitti, médica dermatologista da SBD, 

A causa envolve fatores genéticos e de estilo de vida, como obesidade, tabagismo e dieta rica em carboidratos. Alterações hormonais, segundo a dermatologista, são raramente observadas. Apesar de não haver cura definitiva, há possibilidade de controle e até de remissão prolongada das lesões, desde que o paciente mantenha acompanhamento regular e adote hábitos saudáveis. 

O diagnóstico é essencialmente clínico, mas pode ser complementado por exames de imagem, como a ultrassonografia. “A combinação de medicamentos, mudanças comportamentais, uso de lasers e cirurgia, quando indicada, pode trazer bons resultados, principalmente se iniciada nas fases iniciais da doença”, conta Dra. Maria Cecília. 

 

Cirurgia de Hidradenite Supurativa 

Para os casos mais avançados, a cirurgia torna-se uma alternativa importante. Dr. Mário Chaves, médico dermatologista da SBD, explica que é indicada para pacientes em estágios moderados a graves da doença. 

“No estágio moderado, o paciente tem lesões nodulares que formam túneis e episódios repetidos de inflamação. Já no estágio grave, essas lesões acometem uma área anatômica inteira. Nesses casos, mesmo com tratamento clínico otimizado, a cirurgia ajuda a controlar a doença ao remover áreas que funcionam como verdadeiras fábricas de mediadores inflamatórios”, detalha Dr. Chaves. 

As técnicas variam desde drenagens simples até excisões amplas com reconstrução, sendo essa última a que apresenta melhores resultados segundo estudos de metanálise. Ainda assim, o especialista ressalta que a cirurgia sozinha não é suficiente. 

“A cirurgia anda de mãos dadas com o tratamento clínico e o controle dos fatores de risco, como sobrepeso, tabagismo e atrito no local. Quando bem conduzida, ela pode induzir a remissão da doença por longos períodos”, afirma. 

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4 de junho de 2025

A Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) reconhece como um avanço importante a recente atualização dos Protocolos Clínicos e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) para o tratamento da Dermatite Atópica no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS). Após um longo período sem revisões, a incorporação de medicamentos tópicos, como o tacrolimo (Portaria SECTICS/MS nº 31, de 12 de maio de 2025) e o furoato de mometasona (Portaria SECTICS/MS nº 18, de 12 de maio de 2025), além do metotrexato para uso sistêmico (Portaria SECTICS/MS nº 17, de 12 de maio de 2025), representa uma evolução no cuidado aos pacientes que convivem com a doença. 

Ainda assim, a SBD reforça que essas atualizações, embora relevantes, não contemplam de forma plena os casos graves de Dermatite Atópica, especialmente entre a população adulta. Já estão disponíveis no Brasil, com aprovação da Anvisa e incorporação ao rol da ANS, terapias alvo-específicas como o dupilumabe — medicamentos que têm se mostrado eficazes na modificação do curso da doença e na melhora expressiva da qualidade de vida dos pacientes. 

A Portaria SECTICS/MS nº 48, de 3 de outubro de 2024, aprovou a incorporação do uso do dupilumabe para crianças e do upadacitinibe para adolescentes com formas graves de Dermatite Atópica. Contudo, esses tratamentos ainda não foram efetivamente disponibilizados na rede pública. 

Nesse contexto, a Instituição manifesta sua preocupação com a ausência de opções terapêuticas modernas e eficazes para os adultos que enfrentam formas severas da doença, o que compromete os princípios de equidade e integralidade preconizados pelo SUS. 

A SBD reitera sua disposição em colaborar tecnicamente com o Ministério da Saúde na formulação e aprimoramento de políticas públicas que assegurem acesso universal, seguro e digno a todos os pacientes com dermatite atópica no Brasil. 

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28 de maio de 2025

A forte atuação da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), junto ao Ministério do Trabalho e do Emprego (MTE), resultou em uma importante e histórica conquista: a Classificação Brasileira de Ocupações (CBO), instrumento oficial do Governo Federal, passou a reconhecer formalmente o título de “Médico Cirurgião Dermatologista”. A mudança reforça a habilitação dos Dermatologistas para a realização de procedimentos cirúrgicos, alinhando a descrição da profissão à formação e à prática médica da especialidade. 

Anteriormente, a CBO se referia de forma genérica ao “Dermatologista”, sem menção expressa às competências cirúrgicas da especialidade. Isso gerava distorções, especialmente no âmbito dos planos de saúde, onde o dermatologista frequentemente recebia valores inferiores pelos mesmos procedimentos realizados por cirurgiões, devido à limitação da antiga nomenclatura, que apontava a especialidade apenas como clínica. 

Com a atualização, os planos de saúde deverão reconhecer e igualar a remuneração de procedimentos cirúrgicos realizados por dermatologistas, conferindo maior equidade e valorização profissional. 

O novo título também oferece maior clareza e respaldo técnico à atuação dos profissionais da área. “Trata-se de um marco na valorização do exercício médico da Dermatologia, oferecendo maior segurança jurídica e fortalecendo o reconhecimento da especialidade frente a tentativas de restrição indevida ou à concorrência desleal de profissionais não médicos”, declara Carlos Barcaui, Presidente da SBD. 

A mudança é fruto da articulação da SBD junto a órgãos públicos e entidades reguladoras, reafirmando o compromisso da entidade com a defesa das prerrogativas do Médico Dermatologista e com a valorização da Dermatologia como especialidade médica baseada na ética, formação especializada e cuidado integral à saúde. 

 

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20 de maio de 2025

O uso do minoxidil oral no tratamento da queda de cabelo, as doenças dos cabelos na infância e os tumores ungueais estão entre os destaques do Simpósio de Cabelos e Unhas da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), que ocorreu em São Paulo, no último final de semana (16/05 e 17/05), em parceria com a Regional local. O evento reuniu especialistas de todo o Brasil e destacou os avanços científicos no diagnóstico e tratamento de doenças capilares e ungueais. 

Entre os assuntos, o uso do Minoxidil, tradicionalmente utilizado como medicamento vasodilatador para hipertensão, tem conquistado espaço no tratamento de condições como a alopecia androgenética – também conhecida como calvície. 

“É uma medicação muito eficaz, com baixos efeitos colaterais se feito em acompanhamento com médico dermatologista. Embora o uso seja mais comum em adultos, em casos específicos o minoxidil oral pode ser utilizado em crianças, sempre com doses individualizadas e avaliação cuidadosa”, explicou a dermatologista Dra. Isabella Doche, que abordou o assunto no evento. 

A especialista também destacou a possibilidade de associar com outras medicações para a alopecia androgenética para ampliar os resultados desde que indicado adequadamente. “Discutimos as doses, como começar o uso, fazer a manutenção, as melhores combinações com o minoxidil 5% tópico”, contou. 

Outro tema que gerou grande interesse entre os participantes foram as doenças capilares na infância. 

Entre os tópicos discutidos estiveram a tinea capitis (micose do couro cabeludo), a tricotilomania e a alopecia areata. A médica dermatologista Dra. Caroline Romanelli alertou para os cuidados com a tinea capitis, que é contagiosa e comum em crianças entre 4 e 7 anos. “É importante orientar as famílias a evitar o compartilhamento de pentes, escovas e manter uma higiene adequada”, destacou. 

A tricotilomania, por sua vez, é um transtorno psicológico em que a criança tem o impulso de arrancar os próprios cabelos. “É essencial abordar esse problema de forma multidisciplinar, com acompanhamento psicológico e apoio familiar. O tratamento pode envolver terapia comportamental, uso de medicamentos ansiolíticos e cuidados dermatológicos para estimular o crescimento dos fios”, explicou Dra. Caroline. 

Já a alopecia areata, doença autoimune que pode provocar perda parcial ou total dos cabelos, foi abordada com otimismo diante dos avanços terapêuticos. A médica destacou a aprovação recente do ritlecitinibe, um inibidor de JAK, para uso em pacientes a partir dos 12 anos.  

“Esses medicamentos têm mostrado resultados positivos em restaurar o crescimento do cabelo em muitos pacientes”, afirmou. Segundo ela, o diagnóstico precoce e o tratamento adequado fazem toda a diferença, especialmente diante do impacto emocional que a condição pode causar. 

Outro debate entre os médicos dermatologistas ocorreu sobre os tumores ungueais. Segundo Dr. Nilton Gioia Di Chiacchio, responsável por conduzir o assunto, esse grupo de doenças ainda é pouco discutido fora dos meios especializados, apesar de sua gravidade potencial. 

“Existem inúmeros tumores ungueais, benignos e malignos. Os malignos, como o melanoma e o carcinoma espinocelular, têm potencial de metástase e podem ser fatais”, alertou. O médico destacou a importância do diagnóstico precoce como principal ferramenta para mudar o prognóstico dos pacientes. “Alterações na unha, como manchas, vermelhidão ou áreas esbranquiçadas, podem ser confundidas com micoses e acabam sendo negligenciadas”, explicou. 

Além disso, o especialista reforçou que é fundamental que o dermatologista esteja preparado para diferenciar essas condições de outras doenças como psoríase, líquen plano ungueal ou infecções.  

“Tratamos esse tema com carinho, para que os dermatologistas tenham acesso à melhor informação e possam aplicá-la na prática diária, beneficiando assim os pacientes, nosso principal foco”, concluiu. 

Simpósio de Cabelos e Unhas 

O evento reforçou seu papel como uma das principais iniciativas da dermatologia nacional ao promover discussões de alto nível científico e incentivar a troca de experiências entre os profissionais da área. Com temas que vão da infância à vida adulta, da estética ao risco oncológico, o encontro mostrou que a dermatologia capilar e ungueal é uma área cada vez mais estratégica para a saúde e qualidade de vida dos pacientes. 

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13 de maio de 2025

Informamos que na próxima reunião do Conselho Deliberativo da SBD, que acontecerá no dia 14 de junho de 2025, haverá eleição para membros das Comissões Permanentes da SBD.

Comissão de Ética e Defesa Profissional  – 1 vaga

Comissão de Título de Especialista – 1 vaga

Comissão de Ensino  – 1 vaga

Comissão Científica – 1 vaga

Para se candidatar a qualquer vagas das Comissões é exigido que o candidato seja associado titular da SBD há mais de 5 (cinco) anos e quite com suas obrigações sociais.

Conforme disposto no art. 7° do Estatuto da SBD, “são associados titulares todos os médicos dermatologistas, residentes ou não no Brasil, inscrito para esse fim, portador de Título de Especialista em Dermatologia (TED) emitido pela Associação Médica Brasileira após aprovação no exame promovido pela SBD e que possui o registro da especialidade Dermatologia (RQE – Registro de Qualificação do Especialista) no Conselho Regional de Medicina competente”. Para o cargo de membro das Comissões de Título de Especialista, Científica e de Ensino é exigido, ainda, que os candidatos sejam professores titulares, livre-docentes ou doutores.

O associado da SBD que preencher os requisitos dos cargos acima mencionados e tiver interesse em se candidatar deverá encaminhar solicitação de inscrição de sua candidatura endereçada à Diretoria da SBD para o e-mail diretoria@sbd.org.br, impreterivelmente, até o dia 14/05/2025, contendo nome completo e o nome da Comissão de interesse. Os candidatos às vagas nas Comissões de Título, Científica e de Ensino deverão enviar, ainda, no mesmo e-mail, a comprovação de que são professores titulares, livre-docentes ou doutores. Não serão aceitas inscrições recebidas após o prazo acima mencionado, o que inclui a não aceitação de inscrições durante a reunião do Conselho Deliberativo.

Além disso, solicitamos que o candidato envie um mini-currículo no formato PDF, de no máximo 1 página, em letra Arial ou Times New Roman, tamanho 12, com informações sobre sua formação profissional e demais tópicos referentes à vaga pretendida.

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12 de maio de 2025

Na reunião ordinária do Conselho Deliberativo que ocorrerá no dia 14 de junho de 2025, no Hotel Inter Continental, localizado na Alameda Santos, 1123 – Jardim Paulista, São Paulo – SP, CEP: 01419-001, será escolhida a cidade sede e o Presidente do Congresso da SBD do ano de 2029.

As cidades candidatas para sediar o Congresso de 2029 são: Goiânia  (Regional Goiás), Belo Horizonte (Regional Minas Gerais) e Curitiba (Regional Paraná).

Os associados que preencherem os requisitos dispostos abaixo poderão inscrever sua candidatura para o cargo de Presidente do Congresso de 2029 através de correspondência eletrônica a ser enviada, impreterivelmente, até o dia 12 de junho de 2025 para o e-mail: diretoria@sbd.org.br.

São requisitos para o cargo de Presidente do Congresso da Sociedade Brasileira de Dermatologia:

  • a Ser associado honorário ou titular com mais de 10 (dez) anos nessa categoria;
  • a Estar quite com suas obrigações sociais;
  • a Ter desempenhado cargos diretivos em Regional ou na SBD;
  • a Ser filiado à Regional sede do Congresso;
  • a Residir no Estado que sediará o Congresso.

Informamos, ainda, que serão concedidos 7 minutos durante a reunião do Conselho para que as Cidades candidatas, representada pela Regional, defendam a sua candidatura. É essencial que nessa apresentação a Regional comprove que a Cidade candidata possui condições de infraestrutura para sediar o Congresso da Sociedade Brasileira de Dermatologia.

Após a escolha da cidade sede serão concedidos 3 minutos para que cada candidato a Presidente do Congresso de 2029, residente no estado da cidade eleita defenda a sua candidatura. Em seguida será eleito o  Presidente do Congresso de 2029.





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