Dermatologistas da Sociedade Brasileira de Dermatologia participam de Conselho Científico da Psoríase Brasil



Dermatologistas da Sociedade Brasileira de Dermatologia participam de Conselho Científico da Psoríase Brasil

19 de outubro de 2016
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Foi oficializada, no último dia 8 de setembro, a formação do Conselho Técnico Científico da ONG Psoríase Brasil, agora também integrado por quatro especialistas da Sociedade Brasileira de Dermatologia. A formalização do Conselho ocorreu por ocasião do 71º Congresso da SBD, em Porto Alegre (RS). Os médicos que integram o órgão – André Esteves de Carvalho, Cláudia Pires Amaral Maia, Paulo Antônio Oldoni Felix e Marcelo Arnone – participaram de cerimônia com a presidente da ONG, Gladis Lima. Entidade civil sem fins lucrativos, a Psoríase Brasil combate o preconceito, fornece informações sobre a doença e luta pela implantação de programas de saúde pública, como a garantia de diagnósticos e tratamentos adequados a serem oferecidos pelas redes pública e privada.

Segundo Gladis Lima, todas as informações que a entidade traz a público passam pelo crivo do Conselho Técnico Científico, que apoia a entidade no levantamento de dados, pesquisas e enquetes sobre a doença em todo o Brasil.

"O objetivo é trazer informação de qualidade para o paciente. São dados preciosos, que servem também para pesquisas acadêmicas e para médicos. É muito importante termos conosco dermatologistas que nos auxiliem", resume. O próximo passo é fazer com que o Conselho passe a ser integrado também por médicos reumatologistas, de modo a fazer com que se ampliem as informações sobre artrite psoriásica.

Para Cláudia Pires Amaral Maia, da SBD, a participação dos dermatologistas possibilitará melhorar as abordagens nos esclarecimentos sobre a doença e a atuação na luta para o acesso às medicações.

"São duas forças diferentes que se unem e, com troca de informações entre os dois segmentos, pacientes e médicos, tudo fica mais fácil e tende a funcionar melhor", diz. A ONG luta pela implementação da Resolução da Organização Mundial de Saúde (OMS), de 2014, que reconhece a psoríase como uma doença crônica grave, incapacitante, não transmissível, dolorosa, desfigurante e para qual ainda não existe cura, indicando a necessidade da oferta de tratamentos públicos adequados.

Recentemente, a Psoríase Brasil foi convidada pela IFPA – Internacional Federation of Psoriasis Associations – (Federação Internacional das Associações de Psoríase) para apresentar, em Genebra, o trabalho que tem realizado no país em prol da implementação da Resolução da OMS. A entidade foi a única associação mundial de psoríase convidada a apresentar case em evento paralelo à 69ª. Assembleia Mundial da Saúde, organizada pela IFPA.

"Somos exemplo mundial de entidade dedicada à doença que está atuando politicamente com a Resolução depois do reconhecimento pela OMS", comenta Gladis Lima.





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