Demografia médica: número de médicos aumenta no país, mas persistem desigualdades de distribuição




20 de março de 2018 0

Abertura sem precedentes no número de cursos e escolas médicas levou ao aumento no tamanho da população médica, que, no entanto, carece de políticas públicas que estimulem a migração e a fixação de profissionais em áreas do interior e menos desenvolvidas 

Nunca houve um crescimento tão grande da população médica no Brasil num período tão curto de tempo. Em pouco menos de cinco décadas, o total de médicos aumentou 665,8%, ou 7,7 vezes. Por sua vez, a população brasileira aumentou 119,7%, ou 2,2 vezes. No entanto, esse salto não trouxe os benefícios que a sociedade espera. 

Apesar de contar, em janeiro de 2018, com 452.801 médicos (razão de 2,18 médicos por mil habitantes), o Brasil ainda sofre com grande desigualdade na distribuição da população médica entre regiões, estados, capitais e municípios do interior. 

Os dados constam da pesquisa Demografia Médica 2018, realizada pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), com o apoio institucional do Conselho Federal de Medicina (CFM) e do Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp), e divulgado nesta terça-feira (20). O levantamento, coordenado pelo professor Mário Scheffer, usou ainda bases de dados da Associação Médica Brasileira (AMB), Comissão Nacional de Residência Médica (CNRM), Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e Ministério da Educação (MEC)

O Sudeste é a região com maior razão de médicos por 1.000 habitantes (2,81) contra 1,16, no Norte, e 1,41, no Nordeste. Somente o estado de São Paulo concentra 21,7% da população e 28% do total de médicos do País. Por sua vez, o Distrito Federal tem a razão mais alta, com 4,35 médicos por mil habitantes, seguido pelo Rio de Janeiro, com 3,55.

Na outra ponta estão estados do Norte e Nordeste. O Maranhão mantém a menor razão entre as unidades federativas, com 0,87 médico por mil habitantes, seguido pelo Pará, com razão de 0,97. “Há uma desproporção gritante entre as unidades da federação e entre as regiões: 39 cidades com mais de 500 mil habitantes concentram 60% dos médicos, enquanto os 40% estão distribuídos no país para atender o restante da população”, pontuou o presidente do CFM, Carlos Vital, que diante do quadro apresentou propostas para uma melhor distribuição dos médicos. “Um ponto fulcral é a criação de uma carreira de Estado para o médico e demais profissionais de saúde, que dê segurança jurídica, permita a educação continuada, ofereça condições de trabalho e valorize o trabalho do profissional para que ele se fixe nas cidades do interior”, defendeu Vital durante coletiva à imprensa nesta terça-feira (20), em Brasília.

O aumento total registrado e a má distribuição dos profissionais pelo território nacional têm relação direta com o fenômeno da abertura de novas escolas e cursos de Medicina no Brasil. Considerando-se que a graduação em Medicina dura seis anos, sem praticamente haver evasão ou repetência entre os alunos, cada vaga oferecida em 2018 corresponderá a um novo médico, em 2024. “Os resultados do estudo sustentam o debate sobre o grande número de escolas em funcionamento no país, que podem comprometer a qualidade da formação médica. Após diversas manifestações públicas do Cremesp e de demais conselhos e organizações de especialidades médicas, contra a abertura indiscriminada de escolas médicas no Estado, o governo federal comprometeu-se em assinar uma moratória para proibir a abertura de novos cursos de Medicina no país durante cinco anos”, enfatiza o presidente do Cremesp, Lavínio Camarim. “Essa medida servirá para que os cursos em funcionamento, atualmente, passem por avaliações e adequações que se fizerem necessárias para a boa formação do estudante de Medicina”, conclui Camarim, também presente na coletiva.

Naquele ano, estima-se que serão 28.792 profissionais egressos das escolas (três vezes o número de 2004, quando foram registrados 9.299 registros de novos médicos). Em duas décadas (com base nos números de 14 anos atrás), o crescimento previsto é de 200% no número de novos registros.

Para o presidente da AMB, Lincoln Lopes Ferreira, a Demografia Médica ajuda a sociedade a compreender melhor a distribuição dos médicos no país, já que o que se tinha até então eram dados e números dispersos, que não permitem uma visão do todo. “A atualização constante da Demografia Médica nos fornece insumos na busca de soluções para as questões da medicina, do médico e da saúde no Brasil, com base em análise de fatos e dados, e não puramente em ideologias”, afirma. Lincoln Ferreira enfatiza que a Demografia Médica 2018 consolida o entendimento de que não há falta de médicos no país, mas condições, estratégias e gestão para todas as regiões onde há necessidade. “Não precisamos de médicos importados, precisamos de carreira médica de Estado e de condições de trabalho nas mais diversas localidades”, defendeu Ferreira, durante a coletiva.

Contudo, na avaliação das entidades médicas, o grande número de profissionais, que deve aumentar exponencialmente nos próximos anos, enfrenta um grande problema: existem deficiências nas políticas públicas que geram maior concentração de médicos nas grandes cidades e no litoral, em especial nas áreas mais desenvolvidas, e nos serviços particulares em detrimento do Sistema Único de Saúde (SUS). 

A manutenção desse problema, na avaliação das lideranças médicas, decorre da ausência de políticas públicas que estimulem a migração e a fixação dos profissionais nas áreas mais distantes dos grandes centros, de modo particular no interior das Regiões Norte e Nordeste.  

Dentre os problemas, está a precariedade dos vínculos de emprego, a falta de acesso a programas de educação continuada, a ausência de um plano de carreira (com previsão de mobilidade) e inexistência de condições de trabalho e de atendimento, com repercussão negativa sobre diagnósticos e tratamentos, deixando médicos e pacientes em situação vulnerável.  A secretária-executiva da Comissão Nacional de Residência Médica (CNRM), Rosana Melo, destacou, durante a coletiva, que o Brasil vive uma situação paradoxal, “em que faltam médicos e não faltam médicos”. Disse, também, que o governo está atento para que a formação de especialistas atenda às necessidades do país.

Nos textos a seguir, os números são detalhados, apresentando diferentes nuances dos números encontrados, como o aumento da participação das mulheres no total da população médica; a redução na idade média dos profissionais; e a distribuição deles entre as especialidades médicas reconhecidas. São números que ajudam a fazer o diagnóstico de uma situação que exige respostas urgentes do poder público. 

PARA TER O DETALHAMENTO DESTE ESTUDO ACESSE OS SEGUINTES LINKS:

Brasil chega a quase meio milhão de médicos, com cada vez mais mulheres e jovens entre os profissionais
Desigualdade marca a distribuição geográfica dos médicos pelo País
Capitais têm quatro vezes mais médicos do que os municípios do interior brasileiro
Municípios do Brasil oscilam entre a África e a Europa quanto à distribuição de médicos
6 em cada 10 médicos do Brasil possuem pelo menos um título de especialista
Quatro especialidades concentram 39% dos especialistas do País

Fonte: CFM


7 de março de 2018 0

A Cielo informa que em decorrência de uma falha do sistema, as taxas de algumas transações realizadas por clientes que solicitaram principalmente o equipamento móbile foram cobrados indevidamente.

De acordo com a empresa, os valores incorretos praticados serão estornados e o retorno é feito no prazo de 5 dias e o crédito em extrato Cielo em até 3 dias após o retorno. O valor será mencionado no extrato e creditado em conta corrente juntamente com os valores a serem creditados das transações. Todas as solicitações do associado serão respondidas pela Cielo, que busca soluções para agilizar esse atendimento. 

A parceria SBD/Cielo tem validade até setembro de 2019, e dentro deste período, todas as taxas acordadas serão praticadas.

Para dúvidas sobre taxas, o associado deve enviar um e-mail para sbdassociados@cielo.com.br.

Atenciosamente,

Departamento Financeiro da SBD


27 de fevereiro de 2018 0

O dermatologista é o médico mais habilitado para realizar qualquer procedimento relacionado à especialidade. Daí a importância da atenção redobrada na hora de procurar atendimento médico, seja por motivos estéticos ou patológicos. Casos de doenças de pele, cabelos, unhas, cirurgias e tratamentos estéticos merecem acompanhamento de especialista com registro do Conselho Regional de Medicina (CRM) e registro de especialidade (RQE).

De acordo com a Resolução 1.974/2011 do Conselho Federal de Medicina (CFM), que entrou em janeiro de 2012 e estabelece normas para publicidade médica, o número do registro de especialidade deve ser informado junto com o número do CRM em anúncios publicitários, cartões de visita, carimbos e receituários. O médico que não possui o RQE não poderá se qualificar como especialista de determinada área.

Nem todos sabem que é obrigatório por parte de médicos especialistas o registro de sua especialidade no CRM do estado em que atua. Importante frisar que o CRM e o CFM só reconhecem oficialmente a especialidade se o médico solicitar o registro de seu Título de Especialista e/ou Certificado de Residência Médica junto ao CRM. 

Afinal, o que é RQE?

O RQE significa registro de qualificação do especialista. É essencial para transmitir aos pacientes mais segurança e credibilidade, pois por meio dele fica comprovada a capacidade de especialização em determinada área reconhecida pelo CRM. Dessa forma, antes de se consultar com um médico especialista, é importante que o paciente confira se o mesmo possui RQE. Trata-se de uma maneira eficaz de evitar fraudes e profissionais despreparados. 

Confie o cuidado da sua pele a um médico especialista da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD).

Encontre dermatologistas certificados e com Registro de Qualificação de Especialista (RQE) nos portais da SBD (www.sbd.org.br) e CFM (www.cfm.org.br).


21 de fevereiro de 2018 0

A eleição que definirá a gestão 2019/2020 é o principal destaque da nova edição do JSBD. A publicação detalha como o médico deve proceder para votar por correspondência e mostra os membros da chapa única inscrita no processo eleitoral deste ano, intitulada Inovar SBD: com participação e união. O material eleitoral contendo as instruções para o voto chegará em março aos associados e a votação ocorrerá no dia 28 de abril. 

Para ler esse e outros temas, como as ações da SBD Nacional, Regionais e Serviços Credenciados pelo Dia Nacional de Combate à Hanseníase (Janeiro Roxo), a Síndrome de Burnout entre os médicos, a linfadenectomia após pesquisa do linfonodo sentinela no melanoma (tema atual e controverso na especialidade), o atendimento médico a bordo de aeronaves, o trabalho realizado pela SBD visando à negociação de reajustes para procedimentos dermatológicos, acesse a plataforma de publicações na área restrita do site da SBD.
 

 

 

 


20 de fevereiro de 2018 0

Com a proximidade da eleição para a escolha dos novos representantes da SBD, em abril, a entidade informa que é necessário que os associados estejam com o cadastro atualizado até a próxima quinta-feira, dia 22 de fevereiro.

Confira se seu endereço está atualizado para evitar transtornos no envio do material. O processo é simples e rápido:

– Acesse a área restrita com seu CPF e senha.

– Clique em ‘Atualize seu perfil’. 

– Atualize seus dados em ‘Meu cadastro'.

 

Atualize seu cadastro agora.


6 de fevereiro de 2018 0

O Conselho Federal de Medicina (CFM) e a Associação Médica Brasileira (AMB) convocam, a partir da primeira semana de fevereiro, todos os médicos que prestam serviços junto a operadoras de planos de saúde a preencher formulário específico com informações sobre suas qualificações profissionais. As informações, que devem ser enviadas à Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) até o dia 9 de março, servirão para compor o chamado Fator de Qualidade (FQ), indicador que deverá ser aplicado pela ANS para reajuste anual dos contratos entre operadoras e prestadores.

O FQ deve ser utilizado pela Agência apenas nos casos em que o contrato preveja livre negociação como única forma de reajuste e que as partes não cheguem a um acordo até os primeiros 90 dias do ano. O Fator de Qualidade é o elemento de cálculo que tem como objetivo refletir a qualificação do prestador no reajuste. Sua aplicação depende do cumprimento dos requisitos de qualidade previstos na Nota Técnica nº 87/2017.

Todos os prestadores privados poderão responder aos questionários, que serão diferenciados para cada tipo de prestador (pessoas físicas, consultórios isolados, clínicas ambulatoriais, hospitais, maternidades, etc). Ao final do período de apuração dos dados, a ANS divulgará a lista de prestadores que preenchem os critérios relativos aos níveis 105% e 100% do Fator de Qualidade.

De acordo com Salomão Rodrigues, coordenador da Comissão Nacional de Saúde Suplementar (COMSU), o CFM e a AMB reiteram seu compromisso com a defesa de interesses dos médicos brasileiros e da medicina brasileira, bem como dos pacientes e da sociedade em geral. "Acreditamos que a formação dos profissionais configura etapa importante na base da boa assistência médica", destacou.

Quais os níveis possíveis de reajuste?

No caso dos médicos e pessoas jurídicas que prestam serviços médicos a operadoras de planos de saúde, são os seguintes os níveis de percentuais definidos:

 1. 100% do IPCA no reajuste, que será aplicado na data de aniversário do contrato em 2018, para os médicos que não têm Título de Especialista (TE) e não preencherem o formulário da ANS; 

 2. 105% do IPCA no reajuste, que será aplicado na data de aniversário do contrato em 2018, para os médicos que têm Título de Especialista e não preencherem o formulário da ANS; 

 3. Mais 5% do IPCA para os que preencherem o formulário da ANS, totalizando 105% do IPCA para os que não têm TE e 110% do IPCA para os que possuem TE.

Como acesso o formulário?

Por meio do portal da ANS, na área destinada aos prestadores, ou no portal das respectivas entidades representativas. 

Fonte: CFM


5 de fevereiro de 2018 0

Uma segunda-feira especial para a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD). Dia 5 de fevereiro é comemorado o Dia do Dermatologista. A SBD, por meio da Diretoria Executiva, parabeniza os 8.755 especialistas brasileiros pela data, ressaltando a valorização do dermatologista no diagnóstico, tratamento de doenças e cuidado com a saúde da pele do cidadão brasileiro.

Para marcar a ocasião, a entidade publicou um vídeo nas redes sociais com informações sobre o papel do dermatologista e o que ele pode fazer pela saúde da pele do cidadão brasileiro.

Assista:


3 de fevereiro de 2018 0

O combate ao câncer deve se acentuar nos próximos anos. Isso porque a estimativa é que até 2019 surgirão mais de 1,2 milhão de novas casos da doença no Brasil.

Os dados foram divulgados no dia 2 de fevereiro pelo Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (Inca). Estão previstas 600 mil ocorrências até o fim do ano. Segundo o órgão, as doenças e agravos não transmissíveis (Dant) já são os principais responsáveis por mortes ao redor do mundo entre eles estão problemas cardiovasculares e tumores malignos.

O câncer da pele não melanoma é o mais frequente, e a perspectiva é de que continue assim nos próximos dois anos. Ao todo, cerca de 165 mil podem ser afetados por essa moléstia no país.

Segundo os dados da pesquisa, há, provavelmente, mais casos de câncer em homens do que em mulheres. Enquanto para eles a estimativa é de cerca de 300 mil novos diagnósticos, para elas, o número fica em 282 mil.

Além disso, os tipos da doença mudam de acordo com o gênero. No sexo masculino, os mais comuns são de próstata, com 31,7%; pulmão, 8,7%; intestino, 8,1%; estômago, 6,3%; e cavidade oral; 5,2%. No feminino, grande parte dos casos é devido à mama, com 29,5%, em seguida intestino, 9,4%; colo do útero, 8,1%; pulmão, 6,2%; e tireoide, 4%.

O estudo também divide os casos por região. Sul e Sudeste devem concentrar cerca de 70% dos novos episódios nos próximos anos. Nesses locais, há o predomínio de cânceres de próstata e de mama feminina, assim como pulmão e intestino. Já no Centro-Oeste, a incidência maior é do de colo do útero e do de estômago.

No Norte e Nordeste, apesar de a próstata e a mama liderarem o ranking, o de colo de útero e o de estômago também têm bastante impacto. A Região Norte é a única do país onde as taxas da doença na mama e no colo de útero se equivalem entre as mulheres. Há, no entanto, vários fatores que podem estar entrelaçados no aumento de casos de câncer no país.

Para o oncologista Paulo Lages, do Instituto Onco-Vida, a expectativa de vida é uma delas. Como o brasileiro, agora, tem uma longevidade maior, há também mais ocorrências de doenças atribuídas ao envelhecimento. "Eu costumo dizer que o câncer se beneficia de todos os avanços da medicina. Antes, havia menos incidência porque as pessoas morriam cedo. Com o avanço da cardiologia, da neurologia e de todas as outras especialidades médicas, os pacientes param de morrer de outras doenças e passam a morrer de câncer", comentou. Outro fator, segundo Lages, é a melhora técnica da medicina. Os diagnósticos são feitos com maior precisão e há aparelhos mais modernos, além da frequência dos exames preventivos.

"É claro que tudo isso também está combinado ao estilo de vida. Hoje, com o dia a dia corrido, as pessoas priorizam menos a atividade física e a alimentação saudável. Isso certamente tem influência, nõs só não sabemos contabilizar quanto", avaliou. Sobre os diferentes tipos de câncer em cada região do país, Lages comenta que há hábitos culturais ou desenvolvimento socioeconômico que podem explicar, a depender de onde a pessoa reside.

"No Sul, por exemplo, há o costume de tomar bebidas quentes, e acaba tendo incidência maior de câncer de esôfago, por exemplo. Da mesma forma, o Nordeste, às vezes, por ser mais pobre e pela condição sociocultural, favorece outros tipos ligados à alta incidência de HPV na região", disse.

Hábitos

Já para o oncologista Rafael Gadia, diretor de radioterapia do Hospital Sírio-Libanês, as principais causas estão ligadas ao consumo e aos hábitos das pessoas. "O clássico e mais bem definido é o cigarro. Tem gente que fumou multo tempo durante a vida, parou, mas a marca não sai. Assim como abuso de bebida alooólica, principalmente associada ao cigarro. E estilo de vida, com certeza, desde o hábito alimentar ao sedentarismo", explicou. Entre outros motivos, está a correlação com infecções, como é o caso do HPV. De acordo com ele, é necessário colocar numa perspectiva número de ocorrências. "Nós temos de ver se está aumentando ou não. A percepção é de que está, mas tem câncer que tem diminuído (a incidência) e tem tipo aumentando", comentou. Apesar de não haver uma justificativa absoluta sobre o motivo que leva mais homens a terem câncer do que mulheres, segundo Gadia, há hábitos que podem influenciar. "Homens fumam mais que as mulheres, e o câncer de pulmão é algo que acontece mais para a frente.

Pode ser também a exposição a agentes químicas. Mas a tendência é de que as mulheres alcancem os homens nisso", previu. Para que a população reduza os riscos ou aumente a detecção precoce, é necessário seguir as recomendações. "Evitar a exposição ao tabaco e o consumo exagerado de álcool, além de mudar hábitos de vida, como sedentarismo", ressaltou o oncologista.

Incidência no mundo

De acordo com o Inca, em 2012, aconteceram 14,1 milhões de novos casos de câncer no mundo. Desse número, 8,2 milhões foram a óbito. Ainda assim, há um predominio masculino na incidência, corn 53%, e também na mortalidade: 57%. As maiores taxas, no entanto, foram observadas nos países desenvolvidos da América do Norte e da Europa Ocidental, além do Japão. As menores, em parte da África e Sul e Oeste da Ásia.

Outro dado é que em países desenvolvidos os tipos de cânceres estão associados à urbanização são os de pulmão, próstata, mama, cólon e reto, enquanto nas nações com menor desenvolvimento, é possível perceber a doença ligada a infecções, como colon do útero, estômago, esôfago e fígado.

Fonte: Correio Braziliense


1 de fevereiro de 2018 0

Com eleição agendada para o final do mês de abril, a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) apresenta, oficialmente, no dia 1º de fevereiro, a chapa única inscrita para a escolha da nova Diretoria, que tomará posse em janeiro de 2019.

A chapa aprovada na Reunião do Conselho Deliberativo da SBD, durante o 72º Congresso Brasileiro de Dermatologia, na Costa do Sauípe (BA), representará a sociedade médica nos próximos dois anos. A chapa é composta pelo presidente Sérgio Palma (PE); vice-presidente Mauro Enokihara (SP); além da secretária-geral Cláudia Alcântara (RJ); tesoureiro Egon Daxbacher (RJ); primeira secretária Flávia Vasques Bittencourt (MG); e segundo secretário Leonardo Mello (ES). Clique aqui e acesse o hotsite da chapa.

O dermatologista Sérgio Palma, que vem respondendo pela vice-presidência, será o 60º presidente da história da SBD, que iniciou suas atividades em 1912.

 

 

 


31 de janeiro de 2018 0

Na manhã desta quarta-feira (31/1) foi realizada a primeira edição do webmeeting de Hanseníase da SBD. A iniciativa promovida pelos Departamentos de Teledermatologia e Hanseníase reforça as ações promovidas pela entidade no mês de mobilização internacional para o controle da doença (Janeiro Roxo). Sob o comando da coordenadora do Departamento de Teledermatologia da SBD, Maria Leide Wand-Del-Rey Oliveira, e do vice-presidente da SBD, Sérgio Palma, os associados inscritos acompanharam online, discutiram aspectos importantes da doença e deram suas sugestões para novas atividades em educação médica continuada em hanseníase.

A atividade contou com a participação dos dermatologistas convidados Inara Pinto Saavedra, referência de hanseníase de Telessaúde de Santa Catarina, e Luiz Claudio Dias, assessor do Departamento de Teledermatologia da SBD.

A expectativa para este ano é que sejam realizados novos encontros para o debate de aspectos relevantes do manejo da doença, com foco no diagnóstico e diagnóstico diferencial.

As videoconferências da SBD visam promover o estímulo à educação médica continuada e ampliar o diálogo entre acadêmicos, professores e especialistas interessados.

 

 





SBD

Sociedade Brasileira de Dermatologia

Av. Rio Branco, 39 – Centro, Rio de Janeiro – RJ, 20090-003

Copyright Sociedade Brasileira de Dermatologia – 2021. Todos os direitos reservados