Laser e luz pulsada contra o excesso de pelos




17 de novembro de 2010 0

A aplicação de luz pulsada, assim como o laser, destrói os pelos totalmente em várias sessões. Problemas nutricionais, uso de determinados medicamentos e alterações hormonais estão entre as principais causas de excesso de pelos no corpo. O tema foi o escolhido no site do GLOBO pelos leitores para consulta a um especialista na coluna desta semana. Segundo a dermatologista Graça Silveira, especialista pela Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) e com experiência em cosmiatria na Escola de Medicina do Hospital Mount Sinai em Nova York, até mesmo um trauma repetido numa área do corpo pode estimular um maior crescimento de pelos. Daí a importância do diagnóstico exato para fazer a diferenciação, por exemplo, entre um aumento do número de pelos de origem congênita e o hirsutismo, doença endócrina que ataca as mulheres, que começam a produzir pelos onde normalmente só homens têm. Para se livrar do problema de forma definitiva, duas boas opções são a depilação com laser e a aplicação de luz intensa pulsada.

Quais são as principais causas de excesso de pelos no corpo?

GRAÇA SILVEIRA: Em ambos os sexos, uma possibilidade é a hipertricose, que é o aumento de pelos, que também ficam mais espessos, em áreas onde ele normalmente existe, como braços, pernas, barba etc. Isso pode ter várias causas, inclusive um trauma repetido no local. Alguns medicamentos também podem estimular o crescimento de pelos, como fenitoína, um fármaco do grupo dos antiepilépticos, antibioticos, como a estreptomicina, e corticoides. O excesso de pelos também pode ser de origem familiar, congênito. Nas mulheres, uma causa comum é o hirsutismo, uma disfunção hormonal que leva ao crescimento de pelos terminais em áreas de distribuição masculina, como barba, buço, tronco e braços.

Como é feito o diagnóstico?

GRAÇA: A diferenciação entre hipertricose e hirsutismo é importante. Na primeira hipótese, o médico investiga as possíveis causas. No caso de suspeita de hirsutismo, é preciso submeter o paciente a uma avaliação hormonal, para ver a ação de $ênios sobre a pele, assim como o funcionamento das glândulas supra-renais.

Quais são os cuidados que as pessoas com excesso de pelos devem ter com relação à higiene ou para evitar complicações?

GRAÇA: Podem, por exemplo, aparar um pouco os pelos para evitar o acúmulo de resíduos na pele e mesmo o risco de um pelo encravar.

Qual é o tratamento de rotina contra o excesso de pelos?

GRAÇA: Se o problema não for causado por doença, o tratamento padrão é o uso de laser Light…


3 de novembro de 2010 0

Estudos relacionados à substância explicam porque algumas pessoas não reagem a ela e porque os raios UVB e o cálcio bloqueiam os efeitos da toxina

Comumente utilizada no combate às rugas, a toxina botulínica ficou conhecida principalmente pela forma como age no organismo, reduzindo a contração dos músculos faciais e, consequentemente, a formação das rugas de expressão. Pesquisas recentes apontam que os efeitos esperados da substância podem ser afetados pela incidência de raios ultravioleta (UVB) e também pelo excesso de cálcio no organismo.

‘Após o tratamento com toxina botulínica, uma região que recebe radiação UVB pode ter os efeitos reduzidos, se comparada à outra que não incidiu com os raios. Por ter resultados temporários, o estudo aponta que o seu tempo de duração diminuiria’, comenta a Dra. Ana Paula Gomes Meski, dermatologista da Sociedade Brasileira de Dermatologia, regional São Paulo (SBD-SP).

A relação entre a substância e o cálcio se dá em esfera biomolecular. ‘A toxina botulínica bloqueia a transmissão neuromuscular, inibindo a contração dos músculos responsáveis pelo aparecimento das temidas rugas e pés-de-galinha. O excesso de cálcio no organismo atrapalha esse processo bloqueador, fazendo com que os resultados durem menos tempo’, explica a Dra. Meire Parada, dermatologista da SBD-SP. ‘Em contrapartida os estudos evidenciam que o uso de bloqueadores do canal de cálcio pode potencializar os efeitos da toxina botulínica’, completa a especialista.

A dermatologista Bhertha Tamura, também da SBD-SP, alerta que ‘a toxina botulínica dependendo do local onde será aplicada, da quantidade injetada e da doença a ser combatida pode apresentar efeitos adversos. Por isso deve ser aplicada apenas por médicos qualificados e com experiência comprovada’.

AUTOIMUNES À TOXINA BOTULÍNICA

Existem raríssimas pessoas que não respondem ao tratamento com toxina botulínica, pois, conforme explica Dra. Bertha, ‘alguns indivíduos, em casos raros, não apresentam as enzimas apropriadas para responder ao tratamento. Ainda não existem meios de saber se uma pessoa é imune à toxina botulínica antes de sua aplicação, mas não há relatos de efeitos adversos nos pacientes, exceto a eventual falta de resposta ao tratamento’, explica a médica.


25 de outubro de 2010 0

Pesquisa inédita feita em oito capitais revela o quanto a psoríase, uma doença que atinge 3% da população, ainda é cercada pelo medo e desconhecimento. Pessoas entrevistadas não hesitam em afirmar que evitariam contratar, frequentar a mesma piscina e até mesmo serem vistas na companhia de alguém com a doença. ‘Mais do que dificuldades para tratamento, pacientes se queixam de segregação’, conta a chefe do serviço de dermatologia da Pontifícia Universidade Católica de Campinas, a dermatologista Lúcia Arruda.

Feita pelo Ibope a pedido do laboratório Janssen-Cilag, a pesquisa apresentou aos entrevistados fotos de pacientes tanto com a forma leve quanto com a forma grave da psoríase. As reações eram de pena, tristeza e nojo, mesmo diante das imagens da doença no estágio mais ameno. O desejo de ficar longe de pacientes com a doença ficou evidente, principalmente entre homens. Das 602 pessoas entrevistadas, 83% disseram que não namorariam ou não manteriam relações sexuais com portadores de psoríase e 67% não levariam os filhos em pediatras com a doença.

Outros 63% disseram que não contratariam um portador de psoríase para um cargo de gerência. Os porcentuais foram encontrados quando entrevistados estavam diante de fotos da forma mais leve da doença. Em fotos de pacientes com estágio mais adiantado, a resistência encontrada foi maior. Confundida no passado com hanseníase, a psoríase está longe de ser contagiosa. As manchas vermelhas, que muitas vezes descamam, encontradas em várias partes do corpo, são provocadas por processo inflamatório.

‘Vários fatores podem desencadear o problema: características hereditárias, reações a medicamentos, doenças respiratórias e até traumas emocionais’, diz Lúcia. Quando o processo é disparado, células do sistema imunológico, as células T, passam a se replicar e a se diferenciar, levando a uma produção exagerada de citocinas, substâncias ligadas ao processo inflamatório. ‘Mesmo passado o estímulo, o organismo acaba guardando a memória dessa reação exagerada. Uma nova crise poderá vir, tão logo o paciente seja exposto a um fator desencadeante’, afirma a professora.

O preconceito acaba se tornando mais um inimigo para essas pessoas. ‘Cria-se um círculo vicioso: o paciente que está num período de crise da doença nota a repulsa, o que aumenta o estresse e a dificuldade de o processo inflamatório ser debelado.’ Lúcia está convicta de que, para melhorar o problema, é preciso campanhas de esclarecimento. ‘As pessoas precisam ter em mente que a doença é controlável, acolher o paciente. Quanto mais bem aceito o portador se sentir, melhores as chances de uma crise não retornar.’

Ela cita o caso de um cobrador de ônibus que muitas vezes apresenta a doença nas mãos. ‘As pessoas se recusam a receber o bilhete que ele entrega. Imagine o estresse diário.’ Algumas vezes, o funcionário pede para ser afastado. ‘Ele não tem incapacidad…


20 de outubro de 2010 0

Fotoproteção é um conjunto de medidas. Aplicar o filtro solar diariamente é uma delas.

Assim que acorda você lava o rosto, escova os dentes e toma banho. Tem certeza de que não está se esquecendo de nenhum cuidado básico, desses que temos obrigação de realizar diariamente? Se a resposta foi sim, então provavelmente você engrossa a enorme massa que ignora o tubo de filtro solar.

Uma pesquisa da Sociedade Brasileira de Dermatologia constatou que cerca de 70% dos brasileiros não utilizam o produto diariamente, nem mesmo nos dias quentes de verão.

Para piorar, vivemos sob uma cultura que ainda valoriza e enxerga o bronzeado marcado como um sinal de beleza e saúde.

O American Cancer Center indica que, atualmente, há um aumento de 10% de casos de câncer de pele por ano no mundo. Só no Brasil, o Inca (Instituto doCâncer) aponta que sejam registrados até dezembro deste ano quase 120 mil diagnósticos positivos da doença.

Estatísticas mostram que é indispensável o uso do filtro todos os dias para nos proteger dos raios emitidos pelas luzes que atingem a pele. Sim, porque o sol não é o único vilão nessa história.

A luz das lâmpadas e do computador, por exemplo, também tem sua parcela de culpa. A exposição desprotegida ao sol e às luzes é a responsável pelo aspecto envelhecido mais temido entre as pessoas: a pele manchada e marcada por rugas.

A dermatologista Luciana Lourenço, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia, explica a ação dos principais raios: ‘O UVA, embora também causecâncer, está mais relacionado ao fotoenvelhecimento. Ele oxida as células, causando uma inflamação. Quando a célula não consegue mais se regenerar dos danos causados, aparece uma cicatriz, no caso, a ruga. Os raios UVB são os principais causadores de câncer, já que incidem de forma perpendicular à pele, causando a vermelhidão. Os danos acontecem no DNA da célula. Por fim, o infravermelho é o calor que a pele recebe e que atua no fotoenvelhecimento’.

Por isso é extremamente importante saber como escolher o filtro ideal. Não se atenha apenas ao FPS da embalagem, que trata principalmente do poder de ação contra raios UVB. O FPS, para o dia a dia, nunca deve ser menor que 30 para rosto e mãos (regiões da pele mais sensível) e 15 para o restante do corpo. Procure por filtros que especifiquem o índice de proteção contra raios UVA também. A nomenclatura é PPB, e deve ser 10 ou 15. Se indicada por meio do s&…


20 de outubro de 2010 0

A realização de tarefas corriqueiras como apertar a mão de outras pessoas, segurar uma folha de papel ou pegar um transporte coletivo, pode ser difícil para as pessoas que têm Hiperidrose ou Sudorese, alteração no nervo que produz o suor.

O organismo produz o suor como mecanismo de defesa e controle da temperatura corporal. Mas, a pessoa com a Hiperidrose transpira excessivamente. A doença não é considerada grave. Contudo, pode trazer consequências perigosas para o convívio social dos portadores.

A estudante de jornalismo Marcele Mendes, 23 anos, faz parte de uma pequena parcela da população que tem esse problema. De acordo com o cirurgião de tórax, Sérgio Tadeu Pereira, apenas 1% da população brasileira tem a doença. O simples gesto de apertar a mão de outra pessoa exige um certo cuidado. “Eu até toco, mas tem todo um processo de enxugar mesmo antes de tocar”, explica Mendes.

A Hiperidrose pode ser primária ou secundária, atingindo as pessoas em maiores ou menores proporções. No primeiro caso, pode acometer a área das mãos, pés ou axilas. Já na secundária, a transpiração é generalizada, acorrendo no corpo inteiro. Contudo, a única maneira de se livrar da Hiperidrose primária é a realização da cirurgia conhecida como simpatectomia que pode ser realizada a partir dos dez anos.

Para a felicidade de quem tem o problema, mas tem medo da cirurgia, as opções para atenuar a doença são diversas: fórmulas a base de cloreto de alumínio, cremes e até a toxina botulínica, o botox. A toxina tem duração de até um ano.

A Presidente da Sociedade Brasileira de Dermatologia-Bahia, Anete Olivieri, acredita que o uso do botox é uma boa alternativa para quem tem o problema, apesar de cada sessão custar R$ 1.500. “Você usa nas mãos e nas axilas. Tem um resultado bom, apesar de ter um custo bem mais alto”, pondera a dermatologista.

De acordo com Pereira, a realização da simpatectomia torácica vem sendo bem sucedida. “Em 97% dos casos tem efeitos positivos”, garante o cirurgião. Já para quem transpira muito nos pés, o procedimento a ser realizado é a simpatectomia lombar. Todavia, em cerca de 30 a 40% dos casos, os pacientes podem ter sudorese, menos intensa, em outras partes do corpo: pernas, barriga e costas. A operação é coberta pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e dura em média 10 minutos.

O efeito colateral da cirurgia não assusta Mendes, que está decidida a se submeter à operação em novembro. Essa é a sua chance de parar de transpirar tanto pelas mãos e pés. “Eu vou poder realizar minhas atividades com muito mais tranqüilidade. Minhas expectativas são as melhores. Eu acho que vou ficar mais confortável em todos os sentidos”, desabafa a estudante.


13 de outubro de 2010 0

O Ministério da Saúde vai receber mais de R$ 330 milhões para o combate de doenças sexualmente transmissíveis. O dinheiro virá do Banco Mundial e será aplicado até 2014. O repasse está condicionado ao cumprimento de metas, como melhora de acesso aos serviços de prevenção, diagnóstico e tratamento.

Deverá haver um aumento do acesso ao diagnóstico e a preservativos pelas populações consideradas mais vulneráveis à contaminação pelo HIV.

Nessa categoria, se enquadram homossexuais, profissionais do sexo e usuários de drogas. Uma das medidas recém-adotadas é a liberação de medicamentos antirretrovirais para pessoas que tiveram relações sexuais desprotegidas e correm o risco de se ser cotaminadas pelo HIV.

Os medicamentos têm vários efeitos colaterais e o Ministério da Saúde ressalta que os métodos preventivos ainda são os mais adequados. Para receber os antirretrovirais, é preciso procurar um centro de referência no tratamento de HIV e Aids até 72 horas após a relação sexual desprotegida. O tratamento dura 28 dias.


11 de outubro de 2010 0

O senador Augusto Botelho (sem partido-RR) advertiu nesta quinta-feira (7) que triplicou, nos consultórios médicos, o número de pacientes com sífilis em todo o Brasil. A maioria dos infectados, observou, é composta por jovens que, por acaso, se descobrem com a doença.

Oficialmente, conforme dados citados pelo senador, há 1 milhão de doentes no país, ‘mas esse número pode ser muito maior’.

A Sociedade Brasileira de Dermatologia informou à revista Veja que, em duas décadas, nunca se viu tantos casos de sífilis no país.

De acordo com Augusto Botelho, que é médico, a principal causa do aumento de paciente com a doença está no descaso, principalmente com a resistência de parte da população ao uso de preservativo.

O senador citou pesquisa do Ministério da Saúde segundo a qual apenas 21% dos brasileiros usam preservativos – 31% menos que a média de países desenvolvidos.

DRAMA

Na Região Norte, o drama é ainda maior, como adverte Augusto Botelho: muitos ribeirinhos, indígenas e agricultores familiares, que vivem isolados na floresta, na beira dos rios, vão às cidades comprar alimentos e equipamentos necessários à sua manutenção e sobrevivência, entram em contato com a doença na cidade e a transmitem a suas companheiras em suas aldeias e comunidades.

O senador disse que, como o acesso ao atendimento médico nesses locais é bastante precário, a maioria dos infectados por doenças venéreas, moradores de região isolada na Região Norte, demora muito para diagnosticar a doença.

A sífilis, segundo afirmou, chama a atenção dos médicos por ser a única doença venérea a reunir duas características temerosas: altamente transmissível, seus sintomas podem passar despercebidos.

Estamos correndo o risco de ver a sífilis virar, no Brasil, uma epidemia grave – afirmou.

INFECÇÃO

O processo infeccioso da sífilis, como explicou o senador, pode durar até dez anos e é interrompido com apenas uma dose de antibiótico.

O cenário muda na etapa avançada, quando a bactéria começa a matar os neurônios e a atacar o sistema nervoso dos pacientes. Em tal fase, o tratamento nem sempre é eficaz. Cerca de 10% dos pacientes morrem em decorrência da doença.

Augusto Botelho recorreu à história para explicar as origens da sífilis: uma das primeiras not&iac…


8 de outubro de 2010 0

Imagine a possibilidade de conservar durante quase toda a vida a mesma pele que se tinha aos 20 anos de idade. A busca pela aparência jovial nunca esteve tão próxima de ser concretizada graças a descoberta do cientista norte-americano Peter Agre, que lhe rendeu o Prêmio Nobel de Química em 2003. Isso porque Agre descreveu o funcionamento das Aquaporinas, principal sistema de irrigação dos tecidos do corpo humano. Mas o que isso tem a ver com pele e com rejuvenescimento? Tudo.

O que Agre fez foi resolver o ponto chave que impedia os avanços da ciência neste campo. Desde o conceito moderno de produtos de beleza com loções e cremes para cada tipo de pele, os cientistas emperravam suas descobertas, principalmente por que não se sabia como penetrar nas camadas mais profundas da pele. Em suma, os produtos químicos mantinham a hidratação da epiderme apenas nas horas seguintes a sua aplicação. A descoberta das aquaporinas abre espaço para a indústria cosmética interferir nas células menos irrigadas, portanto envelhecida.

‘Hoje, os hidratantes não atuam na função celular, mas sim atraem e retêm água na superfície da pele. A possibilidade de cremes que alcancem camadas mais internas da pele e que a mantenham irrigadas ocasionará uma revolução no conceito de hidratação’, comenta Flávia Addor, dermatologista e membro do Departamento de Cosmiatria da Sociedade Brasileira de Dermatologia.

As aquaporinas são canais formados por proteínas que atravessam a membrana celular e permitem a entrada e saída de água. ‘Como as células do corpo humano, à exceção dos tecidos ósseos, são, em sua grande parte, formadas por água (79% no caso do coração, 76% no do cérebro e 70% no caso da pele), as aquaporinas são indispensáveis para o funcionamento correto da pele, realizando dupla função de hidratação, por dentro e por fora da célula’, explica a dermatologista Carla Albuquerque.

Porém, no processo natural de envelhecimento, as aquaporinas perdem seus efeitos e fazem com que as células fiquem menos irrigadas. Além disso, fatores como lesões e doenças inflamatórias ou alérgicas da pele podem interferir no funcionamento dessas estruturas protéicas.

As aquaporinas são de diferentes tipos, de acordo com os órgãos que irrigam. A pele, assim como os rins e os aparelhos digestivo e respiratório, é irrigada pela aquaporina 3. Cientistas das indústrias de cosméticos estão trabalhando em prolongar o funcionamento perfeito desse tipo de aquaporina e, assim, adiar o envelhecimento da pele.

Uma alternativa testada tem a ver com os cremes compostos por proteínas sintéticas, semelhantes às naturais, que são quebradas em partículas minúsculas para facilitar a entrada na membrana celular. Há, ainda, outro método que utiliza o glicerol com o objetivo de aumentar a quantidade de aquaporina 3 na membrana celular.


7 de outubro de 2010 0

O QUE SÃO OS PONTOS BRANCOS NAS UNHAS?

Os pontos brancos nas unhas podem ter diversas causas, sendo a mais frequente os traumas. Um exemplo é quando se retira a cutícula com o alicate e acaba traumatizando a lâmina ungueal muito próxima da matriz. Conforme a unha vai crescendo, os pontos brancos vão aparecendo. Outra causa são as carências nutricionais, especialmente da vitamina B12. Dentre as doenças dermatológicas, que podem causar pontos brancos, estão psoríase e líquen. O ideal seria procurar um dermatologista, para fazer o diagnóstico correto e optar pelo melhor tratamento.

Quem responde: Fernanda Casagrande, dermatologista

POR QUE APARECEM QUELOIDES NA PELE?

Queloide é uma cicatriz grossa, vermelha, endurecida, dolorosa e pruriginosa que surge por uma resposta exagerada das células formadoras de colágeno. Ocorre, principalmente, em negros, orientais e mestiços. São frequentes na orelha, face, ombros e tronco superior. É impossível ao médico prever o problema. Contudo, o profi ssional pode ter condutas que reduzam essa possibilidade. Por isso, é fundamental informar ao médico caso haja histórico familiar do problema antes de uma cirurgia. Exemplos de causas são espinhas, piercings, cicatriz de cirurgia, cistos ou pintas, pelo encravado e foliculite queloidiana da nuca.

Quem responde: Aldo Toschi, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia


28 de setembro de 2010 0

Pouco conhecida no país, a cirurgia micrográfica é o melhor tratamento contra o câncer de pele Com a chegada do calor e o apelo do sol em praias e piscinas, é bom saber o que é cirurgia micrográfica. Pouco difundida no país, a técnica que remove tumores cutâneos de forma extremamente precisa, porque além de retirar o câncer, evitando a remoção excessiva de tecido sadio peritumoral, também avalia microscopicamente todas as margens da lesão durante a cirurgia. Quem dá algumas seguras dicas sobre a doença e a técnica é Luís Fernando Kopke, ex-presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica (SBCD) e integrante do Grupo Brasileiro de Melanoma (GBM) e da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD).

1– O QUE É A CIRURGIA MICROGRÁFICA?

Cirurgia micrográfica é um método cirúrgico e laboratorial que permite ao cirurgião retirar apenas o tumor, controlando microscopicamente todo o procedimento.

2– A CIRURGIA MICROGRÁFICA PODE SER INDICADA PARA QUAIS TIPOS DE DOENÇAS?

Ela é indicada em cânceres da pele, principalmente aqueles com margens clínicas pouco definidas, ou em situações em que poupar milímetros tem importância estética ou funcional, como no caso dos tumores na face, e em todo câncer que volta depois de ser operado (recidiva).

3– COMO É REALIZADA ESTA TÉCNICA? QUANDO COMEÇOU A SER UTILIZADA?

A cirurgia micrográfica surgiu na década de 30, descoberta por Frederic Mohs. Atualmente, é realizada geralmente de forma ambulatorial, sob anestesia local. O cirurgião retira o tumor sem margens de segurança alargada, de forma a preservar o máximo de tecido sadio possível. O exame micrográfico analisa toda a margem cirúrgica e decide se há ou não a necessidade de retirar mais tecido acometido pelo tumor e assim por diante. Ou seja, a cirurgia é feita por ciclos ou estágios até que todo o câncer seja retirado.

4– QUAIS SÃO OS TUMORES QUE PODEM SER RETIRADOS COM A CIRURGIA MICROGRÁFICA?

O tipo de câncer mais operado com cirurgia micrográfica é o carcinoma basocelular (câncer de pele mais comum entre pessoas de pele clara). Mas, uma grande variedade de outros tumores, como espinocelulares (tumor de pele maligno, mais invasivo e com desenvolvimento mais rápido que o do carcinoma basocelular), certos tipos de melanoma, tumores de anexos, o dermatofibrossarcoma e outros tumores do tecido fibroso. Também é indicada para tumores com margens mal delimitadas e áreas críticas, como ao redor dos olhos, nariz, boca e outras regiões em que a extensão do tumor pode provocar deformidades depois da cirurgia.

5– TODO DERMATOLOGISTA ESTÁ APTO A REALIZAR ESTA TÉCNICA?

Não. A cirurgia micrográfica necessita de um aprendizado especial. Do ponto de vista técnico, ela é um procedimento complexo. Da&i…





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