Documento de esclarecimento às entidades médicas e à mídia sobre os perigos de procedimentos estéticos realizados por não médicos




3 de novembro de 2014 0

A recente morte de uma mulher em uma clínica de estética Goiânia por aplicação de hidrogel nos glúteos acende sinal de alerta para o exercício ilegal da medicina. Diante deste fato, a SBD divulgou nota oficial com o seu posicionamento, frisando os riscos da realização de procedimentos sem acompanhamento de um médico devidamente qualificado, e ainda enviou um documento para os principais órgãos institucionais de saúde (Associação Médica Brasileira – AMB, Conselho Federal de Medicina – CFM e Agência Nacional de Vigilância Sanitária – Anvisa), além de mídias eletrônicas, impressas e televisivas.

Com essa ação, a entidade quis reforçar a importância da escolha de profissionais médicos qualificados e habilitados para a realização de procedimentos invasivos em cosmiatria.

 

Veja o documento a seguir:  

 

Recentemente, uma mulher de 39 anos morreu devido a complicações após preenchimento aplicado nos glúteos por uma pessoa não médica. A Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) vem alertando há muito tempo sobre os perigos e riscos de procedimentos invasivos estéticos realizados por profissionais não médicos. A situação agora chega a um ponto culminante, com a morte de uma pessoa sem ter a chance de tratar as complicações do procedimento. Alertamos que os órgãos competentes precisam se posicionar, pois caso contrário poderemos ter outras mortes.

Para a realização de procedimentos injetáveis é necessário conhecimento profundo da anatomia, da fisiologia, da imunologia, da farmacologia dos medicamentos injetáveis. Além disso, é necessário saber quando há indicação para o procedimento, quais são as possíveis complicações e, acima de tudo, reconhecer a ocorrência dessas complicações e saber tratá-las. Essa jovem mulher morreu devido a uma complicação clínica, e pelo telefone o médico já poderia reconhecer a necessidade de atendimento imediato.

A pessoa que aplicou o produto, ao contrário, não reconheceu a gravidade da situação, e pediu para a paciente “dormir” e descansar. Um dossiê de complicações graves de procedimentos realizados por não médicos foi encaminhado para alguns deputados federais e senadores, assim como para o Ministério Público. É importante que as autoridades na área da saúde e segurança estejam cientes de que as Leis que regem as profissões nestas áreas não estão sendo devidamente seguidas, colocando em risco a saúde e a vida da população. A

Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) se coloca à disposição para enfrentar, em conjunto, essa situação complexa, que infelizmente trouxe o fim de uma vida sem que a mesma tivesse a chance de ser salva.  

 

DENISE STEINER

PRESIDENTE SOCIEDADE BRASILEIRA DE DERMATOLOGIA

Gestão 2013/2014


9 de novembro de 2011 0

Um aparelho desenvolvido por pesquisadores da USP e da Universidade Federal de São Carlos usa radiação infravermelha para turbinar os benefícios dos exercícios físicos à saúde. E com um efeito que deve interessar às mulheres: menos celulite.

A invenção consiste de duas placas contendo vários arranjos de LED (pequenas luzes). Elas são instaladas em uma esteira comum de academia, uma de cada lado, mais ou menos à altura dos glúteos.

Embora não seja perceptível a olho nu, essa radiação é absorvida pela pele e inicia uma série de reações químicas no organismo.

A radiação infravermelha acelera o transporte de elétrons na mitocôndria (uma estrutura que fica dentro das células) e a síntese de ATP, molécula que é uma espécie de combustível que dá energia ao organismo.

O uso de ATP, no entanto, gera um subproduto indesejado: os ácidos lácticos, que dão sensação de dor. O infravermelho diminui o acúmulo dessa substância e, por isso, tem uma ação anti-inflamatória e analgésica no organismo.

‘A pessoa consegue se exercitar com mais qualidade’, diz Fernanda Rossi Paolillo, doutora em bioquímica e uma das criadoras da técnica. O infravermelho ajuda ainda na regeneração de tecidos, como pele, músculos, ossos e nervos.

‘Esse uso já é conhecido. Mas, em geral, o infravermelho é sempre usado em repouso. Como em clínicas de estética, por exemplo. Nosso diferencial foi aplicá-lo durante o exercício. O infravermelho associado ao movimento teve muito mais efeito’, completa Paolillo.

RESULTADOS

O estudo, feito durante um ano com voluntárias pós-menopausa, indicou que as mulheres que se exercitaram com o aparelho tiveram melhora significativa.

As mulheres faziam duas sessões de exercícios por semana, cada uma com 45 minutos de duração. Além de terem menor perda de massa óssea –um dos efeitos da menopausa–, elas também tiveram redução do colesterol ruim até 20% maior do que as mulheres no grupo-controle.

O exercício ‘turbinado’ com o infravermelho também acelerou o fluxo de oxigênio e de sangue, melhorando um problema que é mais estético do que de saúde: a celulite.

O infravermelho combinado ao exercício diminui a retenção de líquido e melhora a circulação na região das pernas e do bumbum, ajudando, e muito, a reduzir os furinhos. Os melhores resultados foram nos casos de celulite mais…


28 de outubro de 2011 0

Técnicos do Instituto Nacional do Câncer (Inca) estiveram em Roraima até esta terça-feira para estabelecer uma parceria com o Estado, no que diz respeito à informação de casos novos de câncer no Estado. Roraima será o primeiro Estado a adotar o sistema informatizado, criado pelo instituto, chamado Sistema de Base Populacional (Sisbasepop).

Todas as instituições ligadas ao câncer, sejam elas privadas ou públicas, participaram de uma reunião, no auditório da Coordenação Geral de Vigilância em Saúde (CGVS). “As informações de casos da doença são baseadas somente pelos índices da capital. Isso acontece nos demais estados”, explicou Viviane Filgueiras, gerente do Núcleo de Doenças e Agravos não Transmissíveis (Dantes).

De acordo com Marceli de Oliveira, técnica da Divisão da Informação da Coordenadoria de Prevenção do Inca, todas as unidades federativas serão visitadas, na medida do possível. Segundo ela, o objetivo, é montar um esquema padronizado com um sistema único, para que as unidades estaduais possam ter o mesmo software, a fim de registrar o número correto de câncer.

Conforme a técnica, com o sistema sendo atualizado via internet, o Ministério da Saúde poderá conhecer melhor a realidade de cada Estado. Sobretudo, gerenciar os recursos da melhor forma, para que seja usado para a necessidade estadual. “Um Estado pode ter maior índice de câncer de pele e outro Estado pode ter outro tipo de caso confirmado”, exemplificou Marceli.

DADOS

Segundo os hospitais públicos, unidades de referência do Estado e laboratórios públicos e privados, o câncer de pele é a doença que mais atingiu a população roraimense nos anos de 2008 a 2010. Em 2008, registraram-se 207 casos confirmados. Já em 2009, subiu o número para 230, e em 2010, o índice caiu para 209 casos de câncer de pele.

De acordo com o Inca, o câncer de pele tipo melanoma cutâneo tem origem nos melanócitos (células produtoras de melanina, substância que determina a cor da pele) e tem predominância em adultos brancos. Embora só represente 4% dos tipos de câncer de pele, o melanoma é o mais grave, devido a sua alta possibilidade de metástase.


14 de outubro de 2011 0

ESTUDO CONCLUIU QUE ÁLCOOL ESTÁ ASSOCIADO A CASOS DE CÂNCER

Os efeitos do consumo do álcool a curto prazo são conhecidos: ressacas, cansaço, má aparência. A longo prazo, a ingestão da substância está associada a várias condições, entre elas o câncer da mama, câncer oral, doenças cardíacas, derrames e cirrose hepática, entre outras.

Pesquisas também associaram o consumo de álcool em doses elevadas à problemas de saúde mental, perda de memória e diminuição da fertilidade.

Entretanto, estudos também concluíram que, ingerida com moderação, a substância pode ter um efeito benéfico, ajudando a proteger o coração ao elevar os índices de bom colesterol no organismo e impedir a formação de coágulos sanguíneos.

As mensagens são contraditórias, levando especialistas ouvidos pela BBC a recomendar que as autoridades sejam mais claras em suas campanhas de conscientização. Não existe nível absolutamente seguro de consumo de álcool, dizem. Mas se você quer beber, não exceda 21 unidades por semana para homens e 14 unidades por semana para mulheres.

Consumo em excesso: efeitos menos conhecidos

– Problemas digestivos
– Espinhas e inchaço no rosto
– Celulite
– Perturbações ao sono
– Depressão
– Perda de memória recente
– Diminuição na fertilidade

A ingestão de mais de três copos de bebida alcoólica por dia prejudica o coração.

O consumo excessivo, especialmente a longo prazo, pode resultar em pressão alta, cardiomiopatia alcoólica, falência cardíaca e derrames, além de aumentar a circulação de gorduras no organismo.

As associações entre o consumo de álcool e o câncer também são bastante conhecidas. Um estudo publicado no British Medical Journal no ano passado concluiu que o…


11 de outubro de 2011 0

Estado é o segundo nos EUA a banir procedimento em adolescentes

Menores de idade da Califórnia, nos Estados Unidos, não podem mais fazer bronzeamento artificial. O governador do Estado, Jerry Brown, assinou ontem a lei que proíbe o uso das câmaras de bronzeamento por menores de 18 anos. De acordo com as autoridades da Califórnia, o Estado é o segundo nos Estados Unidos a banir o uso desses equipamentos por menores de idade. O governo da Califórnia já havia proibido que jovens com menos de 14 anos usassem as câmaras de bronzeamento artificial, mas permitia seu uso para adolescentes entre 14 e 17 anos, desde que com consentimento dos pais ou responsáveis.

A decisão fez parte de um pacote de medidas para ‘melhorar a saúde e o bem estar dos californianos’, lançada ontem pelo governador. Em nota, o governo justificou sua posição citando o aumento no risco de desenvolvimento de câncer com o uso bronzeamento ‘Se todos soubessem o risco das câmaras de bronzeamento artificial, ficariam chocados.


18 de agosto de 2011 0

O número de casos de câncer de pele, inclusive na sua forma mais letal, o melanoma, tem aumentado no Brasil. A boa notícia é que novos meios de diagnóstico e o lançamento de fármacos mais modernos estão ajudando a melhorar o tratamento desses tumores. Estes serão os principais temas tratados na 9ª Conferência Brasileira sobre Melanoma, que vai acontecer de 18 a 20 de agosto, no Rio.

De acordo com a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), em 2000, 7,7% dos pacientes atendidos na Campanha Nacional de Prevenção ao Câncer da Pele tiveram diagnósticos positivo. No ano passado, este número aumentou para 11,1%, representando um crescimento de 44% na incidência. Este tipo de tumor é o mais frequente no Brasil, segundo dados do Instituto Nacional de Câncer, e corresponde a 25% de todos os cânceres. A melhor maneira de se proteger é aplicar filtro solar diariamente, evitar a exposição prolongada ao sol em horários de maior incidência de radiação ultravioleta e o uso de câmaras de bronzeamento artificial.

Acontece que apenas 31,44% dos brasileiros que se expõem ao sol se protegem.

– Quanto maior o número de episódios de pele queimada, vermelha ou com bolhas, maior a probabilidade de ter câncer – alerta o médico Carlos Barcaui, presidente da Conferência e diretor da Sociedade Brasileira de Dermatologia.
Além da prevenção, o diagnóstico precoce é essencial para se livrar do câncer de pele. A doença caracteriza-se pelo crescimento anormal e descontrolado das células que constituem a pele. Há três tipos: basocelular (70% dos casos), espinocelular e o melanoma; o menos frequente, porém letal. E, apesar de não causar metástase, o basocelular pode destruir os tecidos à sua volta, atingindo até cartilagens e ossos. Já o espinocelular, o segundo mais comum, pode se espalhar por meio de gânglios e causar metástase.

Portanto, é preciso consultar o dermatologista quando se percebe crescimento na pele de mancha ou pinta de aparência elevada e brilhante, translúcida, avermelhada, castanha, rósea ou multicolorida; pinta preta ou castanha que muda de cor, textura; torna-se irregular nas bordas e cresce de tamanho; ou mancha ou ferida que não cicatriza, e continua a crescer causando coceira, crostas, erosões ou sangramento.

No caso de melanoma, a novidade em diagnóstico é a microscopia confocal, um aparelho que permite ao médico enxergar em tempo real o que antes só seria visto com a biópsia; cujo resultado leva de sete a dez dias para ser entregue ao dermatologista. No Brasil existem apenas três aparelhos, todos em São Paulo; um deles disponível para usuários do SUS, na Santa Casa de Misericórdia.

– A vantagem da microscopia é o fato de não ser invasiva, dispensando assim a biópsia da pele. Do ponto de vista prático, seria como colocar o microscópio diretamente em contato com a pele…


18 de agosto de 2011 0

Eles dão soluções de emergência e também mostram como dar fim no vício a longo prazo

Mais do que um hábito constrangedor, roer unhas é um vício. Quando percebe, você já levou as mãos à boca e está fazendo dos dentes uma serrilha. As unhas são mastigadas com força e insistência. A pele em volta segue devorada, enquanto os dedos sofrem a pressão até não suportarem, respondendo com nesgas de sangue que vazam entre as cutículas estraçalhadas e até deixam vestígios nos lábios. Esse é o momento de parar , afirma a psicoterapeuta Maura de Albanesi, pós-graduada em terapia corporal. Os pacientes viciados em roer unhas só dão sossego às mãos quando elas sangram. Mas isso dura pouco: é só o tempo de finalizar a cicatrização para o ciclo recomeçar. Ansiedade, angústia, falta de segurança e muita timidez são os sentimentos associados ao problema que, aliás, não precisa de terapia para ser corrigido. Segundo Maura, a força de vontade vale muito mais. Até hoje, nenhum paciente me procurou interessado em parar de roer as unhas, isso aparece como algo residual, como um sintoma de outras situações , diz.

Na maioria dos casos, o hábito começa na infância. Principalmente em famílias onde os adultos não dão muito espaço para elas manifestem suas próprias opiniões ou digam o que querem , afirma o dermatologista Marcelo Bellini, professor da Sociedade Brasileira de Dermatologia. A longo prazo, roer as unhas e puxar com a boca a pele da cutícula causam a chamada paroníquia crônica (infecção da pele ao redor das unhas, caracterizada por inchaço, vermelhidão e aumento da sensibilidade) . A doença interfere no formato das unhas e até comprometer o seu crescimento, porque é debaixo da cutícula onde está a matriz da unha, ou seja, onde ela é gerada.

Então, se a aparência desleixada das mãos é o que anda incomodando, o jeito é assumir isso e identificar as situações em que os dedos quase pedem para encontrar os dentes. As unhas são nossas garras, quem rói está, literalmente, comendo a própria agressividade. É um indivíduo que tem medo de se expor e precisa aprender a conduzir esta energia mais forte, em vez de triturá-la , afirma a psicoterapeuta.

De acordo com ela, essas pessoas precisam descobrir que tipo de atitude leva à auto-repressão. O próprio gesto de levar a mão até a boca lembra uma criança indefesa, acuada. No ambiente profissional, essa postura pode ser extremamente nociva se for interpretada como falta de assertividade .

Pintar as unhas de vermelho, no caso das mulheres, ou manter um chiclete na boca podem até servir como paliativos. Muitas pacientes também experimentam as unhas postiças na fase em que buscam conquistar mais segurança, porque a maioria rói até o esmalte , afirma o dermatologista. Mas, dificilmente, essas atitudes resolvem o p…


15 de agosto de 2011 0

É comum ouvir as pessoas dizerem ‘estou com os nervos à flor da pele’, ‘fiquei vermelho de vergonha’, ‘roxo de raiva’, ou suar mais que o normal na hora de uma reunião importante, ficar cheio de espinhas um dia antes de um encontro especial. Há ainda a possibilidade de apresentar sintomas mais sérios de doenças como psoríase, vitiligo, alergias, infecções, como o herpes, e queda de cabelos em períodos de estresse. Esses problemas podem ocorrer num período de desafios ou dificuldades de relacionamento interpessoal, tais como nos relacionamentos profissionais, sociais, na perda de alguém que se ama ou na relação amorosa.

Uma abordagem científica – a psiconeuroimunodermatologia – comprova que questões emocionais influenciam a pele, os cabelos e as unhas e que é possível tratar estas dermatoses levando em consideração as emoções. Problemas da pele associados com as alterações emocionais sempre foram observados pelos médicos, porém, até pouco tempo, a ciência não conseguia explicar como e por que estas manifestações ocorriam no organismo.

Com o desenvolvimento progressivo da ciência no campo da psiconeuroimunologia é possível afirmar que mensageiros químicos do sistema nervoso – neuropeptídeos e outros neurotransmissores – levam informações do cérebro para os receptores da pele e vice-versa. Por isso, hoje é possível afirmar que ansiedade, euforia, tristeza, angústia, estresse e depressão podem acabar causando alguma reação no organismo, inclusive, na pele, nos cabelos e nas unhas. Diversas pesquisas têm mostrado que os sistemas endócrino, nervoso e imunitário formam um único sistema que recebe a influência direta da mente. Estima-se que mais de 40% das manifestações cutâneas estejam associadas a influências psíquicas.

Quem pode afirmar que está livre do estresse, sobretudo, quando se vive em grandes cidades? Contudo, o que mais importa não é o problema que temos e sim como o elaboramos e que atitudes temos frente a um problema da vida. Podemos inclusive transformar um problema em desafio!

Vejamos um bom exemplo usando uma metaforicamente as escolhas de um surfista. Na hora de praticar seu esporte ele não seleciona apenas as ondas do mar. Antes avalia em qual praia vai entrar, verifica a direção e a velocidade do vento e as condições do mar. Prepara-se fisicamente para só depois praticar seu esporte favorito. Quando está em cima da prancha, ele surfa à sua maneira, buscando aproveitar o que de melhor tem cada onda, utilizando as experiências e técnicas adquiridas nos anos de prática no mar.

Assim precisamos agir na vida. Devemos observar várias atitudes para cuidarmos de nossa saúde, escolher o melhor de cada situação e utilizar nossas experiências para viver da melhor forma possível.

Vários profissionais, como médicos clínicos e especialistas, psicólogos, fisioterapeutas e varias outras &aacu…


26 de julho de 2011 0

Um estudo descobriu que as mulheres infectadas com o vírus HIV na África ficam mais propensas a infectar seus parceiros se estiverem usando métodos contraceptivos à base de hormônios.

As mulheres observadas no estudo tinham o dobro de chance de transmitir o vírus se estivessem tomando pílula ou injeções de hormônio, se comparadas com aquelas que não utilizavam estes métodos para não engravidar. A pesquisa é a primeira a focar nesta questão, de acordo com Renee Heffron, da Universidade de Washington, que participou da pesquisa.

O estudo também mostrou que mulheres sem o vírus tinham o dobro de chance de serem infectadas com o HIV de seus parceiros se usassem a contracepção a partir de hormônios, se comparadas com aquelas que não usavam.

Os pesquisadores checaram se não havia diferenças significativas no uso de camisinha, comportamento sexual ou outros fatores que poderiam interferir no resultado. A pesquisa foi apresentada nesta quarta-feira durante a 6ª Conferência da Sociedade Internacional de Aids (IAS), em Roma.

Os pesquisadores disseram que as descobertas ainda precisam ser confirmadas com novos estudos, e não devem fazer as mulheres trocarem imediatamente o método contraceptivo que usam.

O aumento do risco de infecção pelo HIV também deve ser avaliada frente as consequências da gravidez indesejada, que na África pode incluir complicadores como a mortalidade materna e a miséria, eles explicaram.

‘A contracepção é incrivelmente importante para o desenvolvimento econômico e social de mulheres e crianças no mundo todo’, disse Dr. Jared Baeten, outro pesquisador da Universidade de Washington que participou do estudo.

As injeções de hormônio liberam progestina, que impede os ovários de liberarem os óvulos e também estreita o endométrio do útero. As pílulas contém progestina ou progestina e estrogênio e funcionam da mesma forma.

Ainda não está claro como os hormônios ajudam a espalhar o vírus, mas o risco já foi observado em estudos anteriores. Um estudo no Quênia mostrou um aumento na células infectadas pelo HIV no tecido cervical depois que mulheres começaram a usar vários métodos contraceptivos hormonais.

O novo estudo foi realizado entre 2004 e 2010 em sete países da África: Quênia, Uganda, Ruanda, Botswana, Zâmbia, Tanzânia e África do Sul.

Ele incluiu quase 2.500 mulheres com HIV com parceiros não i…


26 de julho de 2011 0

Uma nova moda de alisar os cabelos, a escova de carbocisteína lembra à de formol, inclusive nos efeitos e perigos. Com a falsa promessa de alisar os fios, reduzir sensivelmente o volume, hidratar e dar brilho, ela pode causar sérios danos à saúde, alertam dermatologistas e a Agência de Vigilância Sanitária (Anvisa). Primeiro, é impossível alisar com cisteína; um aminoácido. E o mais grave, em vez desta substância, esteticistas aplicam um primo menos conhecido do formol: o glutaraldeído, vulgo glutaral, que também causa ardência nos olhos, queimação e danifica os cabelos, e aumenta orisco de câncer.

O formol e o glutaral (da família aldeídos) alteram o DNA, elevando o risco de leucemia, tumores de sistemas respiratório e nervoso central, falhas de memória, dificuldade de movimentos e infertilidade, alerta Maria Fernanda Gavazzoni, professora da pós-graduação em dermatologia do Instituto Professor Azulay na Santa Casa de Misericórdia do Rio e da diretoria da Sociedade Brasileira de Dermatologia. Ela afirma que a escova de carbocisteína é um engodo.

Isso porque os cabelos são constituídos de proteína: a queratina, que contém a cisteína que deixa os fios enrolados. Portanto, escova de carbocisteína é só uma isca, diz. Esta substância pode servir, por exemplo, para farmacêuticos fazerem droga expectorante;nunca para alisar.

– A carbocisteína está em xarope de criança. Cabeleireiros pegaram este nomeemprestado e inventaram uma escova que não existe – avisa Fernanda.

– O que se vê é o glutaral, usado em hospitais como microbicida e até em baias de cavalos.

Ou seja, o glutaral age igual ao formol; não atua na queratina e, portanto, não é um alisante. Apenas impermeabiliza o cabelo alisado através do secador, impedindo que elevolte a absorver a umidade.

– Só que o cabelo fica danificado, quebradiço – diz.

TRATAMENTO REQUER CUIDADO SEMANAL

É difícil saber o que o cabeleireiro está aplicando; nem todos os produtos ardem nos olhos ou têm mau cheiro. Uma dica é olhar o frasco. Em vez de dose única, como amaioria das substâncias aprovadas, o glutaral vem em recipientes grandes. Com umfrasco, que custa cerca de R$ 700, é possível fazer 20 escovas, a R$ 300.

Outros ditos ‘alisantes’ que não existem é hidróxido de amônio e queratina líquida, alertaFernanda. Os aprovados pela Anvisa são ácido tioglicólico, hidróxidos de sódio; de lítio,guanidina e cálcio. Ela chama a atenção para um detalhe: clientes com cabelo clareadoartificialmente devem evitar alisar, mesmo com os produtos aprovados, porque fiosdescoloridos se quebram ainda mais:

– Tentar ficar loura e de cabelo liso só estraga os fios.

Dudu Meckelburg, do HBD SPA, também alerta para o risco de alisar cabelo com produtos de procedência duvidosa.

– Evite fórmulas receita de bolo, usadas na mesma dose para todos. A dosagem deve ser individual – afirma Dudu, que sugere tioglicolato de amônia, que permite dosagem precisa, efeito natural; porém é necessária manutenção semanal, que inclui hidratação. Uma dica depois de alisar, para quem não pode ir ao salão com frequência, é aplicar o vinagre de maçã, ensina.

– Use…





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