Riscos do bronzeamento artificial




22 de janeiro de 2018 0

O presidente da SBD, José Antonio Sanches, fala sobre os riscos do bronzeamento com fita isolante e da importância da vitamina D para a formação e manutenção dos ossos, no programa Domingo Espetacular, veiculado ontem (21/01), na Record.

O programa também mostra depoimentos de pessoas que ficaram com graves queimaduras após se submeterem ao procedimento.

Assista: 

http://noticias.r7.com/domingo-espetacular/videos/grande-reportagem-saiba-os-riscos-de-fazer-bronzeamento-usando-fita-isolante-21012018 

 


20 de janeiro de 2018 0

Um estudo inédito promovido pela SBD durante o II Simpósio Nacional de Cabelos e Unhas, realizado em agosto, no Rio de Janeiro, identificou que a utilização do fotoprotetor e exposição leve ao sol não afeta a capacidade de síntese cutânea de vitamina D. Coordenado pelos dermatologistas Flávio Luz (secretário-geral), Clívia Carneiro, Hélio Miot (1º secretário) e Sandra Durães, o estudo contou com o apoio da equipe do laboratório de análises clínicas da Universidade Federal Fluminense (UFF) e envolveu 95 voluntários, entre dermatologistas, residentes, alunos e participantes do evento.

Os voluntários foram divididos em três grupos: confinados da exposição solar por 24h, expostos a dose suberitematogênica de sol com e sem fotoprotetor tópico (FPS 30). Seus níveis plasmáticos de 25-OH-vitamina D foram medidos na manhã antes da exposição solar e também na manhã seguinte, permitindo o cálculo da variação dos níveis plasmáticos no intervalo de 24h.

A pesquisa revelou que a variação dos níveis plasmáticos de vitamina D foi cerca de 4ng/ml maiores para o grupo exposto com filtro solar do que para o grupo confinado, mostrando que ocorreu síntese efetiva de vitamina D após breve exposição ao sol, mesmo com filtro solar. “A diferença da variação dos níveis plasmáticos de vitamina D entre o grupo exposto com filtro solar e o grupo exposto sem o filtro não atingiu diferença significativa, indicando que não houve prejuízo à síntese de vitamina D”, explica Hélio Miot.

O médico salienta que a síntese de vitamina D depende de doses muito baixas de UVB em pequenas áreas do corpo. A radiação atinge a pele através do vestuário leve e couro cabeludo, além de áreas que não são completamente cobertas pelo filtro solar.

Entre outras informações decorrentes do estudo realizado pela SBD estão:

1. O uso regular de filtro solar nas áreas diretamente expostas ao sol para prevenção ao câncer da pele, queimaduras e fotoenvelhecimento tem sido criticado por alguns profissionais como importante causa da hipovitaminose D na população devido à redução de sua síntese cutânea, imputando ao dermatologista essa culpa. Até o momento, nenhum estudo havia sido conduzido para avaliar e subsidiar recomendações de uso de filtro solar, especialmente, em regimes de exposição solar leve (habitual).

2. A vitamina D é um importante pré-hormônio produzido a partir da ingesta nutricional, e, principalmente (90%) pela pele, a partir da exposição leve à radiação UVB. Desempenha importantes funções no organismo, principalmente no metabolismo ósseo, imunidade e resistência à insulina. Diversas condições clínicas e de hábitos interferem nos níveis de vitamina D, como dietas restritivas, cirurgia bariátrica, obesidade, hepatopatia, nefropatia, idosos, acamados, indivíduos que não se expõem diretamente ao sol, sedentarismo, diabetes mellitus, entre outras.

3. Significativa fração da população mundial apresenta níveis plasmáticos de vitamina D insuficientes e até deficientes. Isso tem originado políticas de suplementação da indústria alimentar (por exemplo, laticínios, sucos industrializados), ou mesmo suplementação oral em populações de risco (por exemplo, idosos, nefropatas e gestantes).

4. Os resultados do experimento subsidiam a manutenção da indicação da fotoproteção regular frente à exposição moderada ao sol e confirmam que a exposição solar mais segura para a pele deva ocorrer fora dos horários de pico do UVB (10h-16h), sob vestuário adequado, sem risco de vermelhidão (o que degrada a vitamina D da pele) e sem compromisso da síntese de vitamina D.

5. A atual epidemia de hipovitaminose D deve decorrer da ingesta insuficiente e, principalmente, dos hábitos de lazer e de trabalho em ambientes abrigados da proteção solar, característicos da sociedade moderna que não se expõe ao sol no seu cotidiano. Isso não depende do uso de filtro solar. Há também elementos ligados ao indivíduo, como a espessura da pele exposta (reduzida em idosos), má-absorção do intestino (sobretudo em pacientes que fizeram cirurgia bariátrica), medicamentos de uso regular, obesidade, sedentarismo, e variações nos receptores de vitamina D nos tecidos, que interferem a síntese e disponibilidade de vitamina D.
 

* Matéria originalmente publicada na edição de nov/dez 2017 do JSBD.


19 de janeiro de 2018 0

A febre amarela é uma doença infecciosa febril aguda, causada por um vírus transmitido por mosquitos vetores, e possui dois ciclos de transmissão: silvestre (quando há transmissão em área rural ou de floresta) e urbano. O vírus é transmitido pela picada dos mosquitos transmissores infectados e não há transmissão direta de pessoa a pessoa. A doença tem importância epidemiológica por sua gravidade clínica e potencial de disseminação em áreas urbanas infestadas pelo mosquito Aedes aegypti.

Transmissão
O vírus da febre amarela é transmitido pela picada dos mosquitos transmissores infectados. A doença não é passada de pessoa a pessoa. A vacina é a principal ferramenta de prevenção e controle da doença.

Há dois diferentes ciclos epidemiológicos de transmissão, o silvestre e o urbano. Mas a doença tem as mesmas características sob o ponto de vista etiológico, clínico, imunológico e fisiopatológico. No ciclo silvestre da febre amarela, os primatas não humanos (macacos) são os principais hospedeiros e amplificadores do vírus e os vetores são mosquitos com hábitos estritamente silvestres, sendo os gêneros Haemagogus e Sabethes os mais importantes na América Latina. Nesse ciclo, o homem participa como um hospedeiro acidental ao adentrar áreas de mata. No ciclo urbano, o homem é o único hospedeiro com importância epidemiológica e a transmissão ocorre a partir de vetores urbanos (Aedes aegypti) infectados.

A pessoa apresenta os sintomas iniciais 3 a 6 dias após ter sido infectada.

Sintomas
Os sintomas iniciais da febre amarela incluem o início súbito de febre, calafrios, dor de cabeça intensa, dores nas costas, dores no corpo em geral, náuseas e vômitos, fadiga e fraqueza. A maioria das pessoas melhora após estes sintomas iniciais. No entanto, cerca de 15% apresentam um breve período de horas a um dia sem sintomas e, então, desenvolvem uma forma mais grave da doença.

Em casos graves, a pessoa pode desenvolver febre alta, icterícia (coloração amarelada da pele e do branco dos olhos), hemorragia (especialmente a partir do trato gastrointestinal) e, eventualmente, choque e insuficiência de múltiplos órgãos. Cerca de 20% a 50% das pessoas que desenvolvem doença grave podem morrer.

Depois de identificar alguns desses sintomas, procure um médico na unidade de saúde mais próxima e informe sobre qualquer viagem para áreas de risco nos 15 dias anteriores ao início dos sintomas, e se você observou mortandade de macacos próximo aos lugares que você visitou. Informe, ainda, se você tomou a vacina contra a febre amarela, e a data.

Diagnóstico
Somente um médico é capaz de diagnosticar e tratar corretamente a doença.

Tratamento
O tratamento é apenas sintomático, com cuidadosa assistência ao paciente que, sob hospitalização, deve permanecer em repouso, com reposição de líquidos e das perdas sanguíneas, quando indicado. Nas formas graves, o paciente deve ser atendido em Unidade de Terapia Intensiva (UTI), para reduzir as complicações e o risco de óbito. Medicamentos salicilatos devem ser evitados (AAS e Aspirina), já que o uso pode favorecer o aparecimento de manifestações hemorrágicas. O médico deve estar alerta para quaisquer indicações de um agravamento do quadro clínico.

Prevenção
O Sistema Único de Saúde oferta vacina contra febre amarela para a população. Desde abril de 2017, o Brasil adota o esquema vacinal de apenas uma dose durante toda a vida, medida que está de acordo com as recomendações da Organização Mundial de Saúde (OMS). Toda pessoa que reside em Áreas com Recomendação da Vacina contra febre amarela e pessoas que vão viajar para essas áreas deve se imunizar.

A vacinação para febre amarela é ofertada na rotina dos municípios com recomendação de vacinação nos seguintes estados: Acre, Amazonas, Amapá, Pará, Rondônia, Roraima, Tocantins, Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Bahia, Maranhão, Piauí, Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina. Além das áreas com recomendação, neste momento, também está sendo vacinada a população do Espírito Santo.

Áreas de risco
Locais que têm matas e rios, onde o vírus e seus hospedeiros e vetores ocorrem naturalmente, são consideradas como áreas de risco. No Brasil, no entanto, a vacinação é recomendada para as pessoas a partir de 9 meses de idade (ver “Orientações para vacinação”) que residem ou se deslocam para os municípios que compõem a Área Com Recomendação de Vacina.

Perguntas e respostas sobre a Febre Amarela

Fonte: Ministério da Saúde
 
 
 

11 de janeiro de 2018 0

A alopecia frontal fibrosante é uma forma de alopecia cicatricial progressiva e, frequentemente, irreversível. Desde sua primeira descrição, em 1994, na Austrália, alguns casos têm sido documentados em todo o mundo.

O vídeo mostra os principais aspectos dessa dermatose inflamatória, que deve ser tratada o quanto antes por um médico dermatologista para prevenir as complicações. Assista e compartilhe com seus amigos e familiares.


4 de janeiro de 2018 0

Márcia Foletto – 01/01/2018 / Agência O Globo

O aparecimento de águas-vivas na costa do Rio assustou banhistas no primeiro dia do ano. Para tirar dúvidas sobre o tratamento em caso de ferimentos pelo animal, o GLOBO ouviu dois especialistas no assunto: Vidal Haddad, dermatologista da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD); e Sérgio Stampra, professor do Laboratório de Evolução e Diversidade Aquática (LEDA), da Unesp. 

Veja, a seguir, perguntas e respostas sobre como tratar o ferimento por água-viva:

1 – O ferimento por água-viva é uma queimadura?

Não. Tecnicamente, não podemos dizer que é queimadura. É um envenenamento da pele, devido às toxinas liberadas pela água-viva.

2 – Quais são as espécies de água-viva que podem ser encontradas no Rio?

As três espécies mais comuns nas regiões Sul e Sudeste são Olindias sambaquiensisChrysaora lactea e Lychnorhiza lucerna. As duas primeiras causam acidentes dolorosos, mas de pequena gravidade. A última é quase inofensiva. Os exemplares encontrados no Rio e mostrados nas reportagens são de Lychnorhiza. Essa é a razão pela qual tantas águas-vivas causaram poucos acidentes.

3 – Quais são os cuidados a se fazer quando for atingido por uma água-viva? Pode lavar o local do ferimento com água do mar?

Sim. O veneno de água-viva é diferente de uma para a outra espécie. Uma pessoa que se fere e está sentido dor deve fazer uma compressa de água do mar gelada no local. A compressa do mar tem um efeito analgésico. Também pode lavar com soro para tratar os sintomas.

4 – Pode passar xixi, sabão ou limão no local?

Não. Isso pode irritar ainda mais a área ferida e causar problemas maiores.

5 – Pode lavar com vinagre?

Sim. Os tentáculos têm umas partículas que parecem agulhas. São essas células que disparam o veneno. Se jogar água doce, essas células disparam e aumenta a dor. Lavar com vinagre não deixa essas células dispararem e diminui o envenenamento da pele.

6 – As águas-vivas deixam tentáculos na pele?

Não. Os tentáculos não aderem à pele. O que pode acontecer é ter alguns tentáculos soltos, à deriva na água, e eles grudarem na pele.

7 – E se isso acontece como retirá-los?

Eles podem ser retirados com a mão, que tem um tecido mais resistente. Mas o ideal é usar um papel para evitar algum ferimento na mão.

8 – A pessoa que foi ferida por água-viva pode pegar sol?

Não é bom. Dependendo do tamanho da área atingida, pode aumentar o ferimento e até dar bolhas, como nos casos de queimaduras.

9 – Depois de passar por esses procedimentos, a pessoa precisa ir a um hospital?

As ações de primeiros socorros são muito efetivas. E essas águas-vivas encontradas por aqui são praticamente inofensivas.

10 – No fim de dezembro do ano passado, o aparecimento de águas-vivas gigantes na Baía de Sepetiba deixaram moradores da Costa Verde assustados. Alguns chegaram a dizer que se tratavam de animais do grupo juba-de-leão, um tipo venenoso. É verdade?

— Existem muitos boatos sobre as águas-vivas na costa do Brasil, talvez pela ausência de espécies tão perigosas como as que ocorrem na Austrália. Uma das últimas invenções populares foi a ocorrência da “medusa juba-de-leão” na costa do Brasil. Essa espécie Cyanea capillata ocorre apenas no Hemisfério Norte e em águas bastante frias. No Brasil temos apenas uma espécie razoavelmente similar à “medusa juba-de-leão” que é a Drymonema dalmatinum, mas que é muito rara e quase sempre encontrada em áreas oceânicas.

Fonte: O Globo
 


4 de janeiro de 2018 0

A dermatologista Ana Mósca aborda a alergia em pacientes pediátricos, indicando os tratamentos nos casos de alergias respiratórias e de dermatite atópica, incluindo corticoides e biológicos. O vídeo foi ao ar pelo Grupo Gen Medicina.

Assista.


4 de janeiro de 2018 0

O dermatologista Adriano Loyola, presidente da SBD-GO e integrante do Departamento de Cosmiatria da SBD Nacional, alerta para a abordagem do envelhecimento, com indicação de tratamentos que possam proporcionar condicionamento estético de maneira equilibrada. O vídeo foi ao ar pelo Grupo Gen Medicina.

Assista


24 de outubro de 2017 0

Toda mulher sabe que a consulta ginecológica anual é importantíssima para monitorar a saúde. Fazer a mamografia para prevenir ou detectar em fase bem inicial o câncer de mama e o papanicolau para analisar as secreções e diagnosticar doenças como candidíase, clamídia, sífilis e gonorreia, além do câncer de colo de útero, é (ou deveria ser) rotina para nós.

Mas existem muitos outros aspectos da saúde feminina que também merecem atenção e acompanhamento de rotina para que o corpo funcione direitinho. De acordo com estudo da Orizon, empresa referência em dados e análises do serviço de saúde suplementar do Brasil, o que mais faz as mulheres brasileiras acionarem o plano de saúde são as doenças respiratórias. Em seguida vêm os problemas do sistema urinário, como infecções urinárias. O terceiro lugar fica com as questões ortopédicas e a quarta posição, com a infectologia.

Para você saber que especialidades médicas deve ter em seu radar, levantamos as mais relevantes e conversamos com representantes delas, que explicaram a importância de cada uma na saúde da mulher.

Otorrinolaringologia
A otorrinolaringologia cuida da audição, das vias respiratórias, da garganta e das cordas vocais. “A audição é importante para qualquer pessoa, pois ouvir bem é parte de poder se comunicar bem. Os problemas das vias respiratórias não podem ser menosprezados, porque impactam na qualidade de sono e nas doenças dos seios da face, como as sinusites”, diz Wilma Anselmo Lima, presidente da Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial (ABORL-CCF).

No que diz respeito à garganta e às cordas vocais, mulheres que exercem funções em que precisam falar bastante – participam de muitas reuniões, dão aulas, trocam ideias em voz alta o dia todo – devem ter cuidado com o uso correto da voz. “É comum usar a voz de forma errada e, com o tempo, desenvolver rouquidão, que muitas vezes é até motivo para afastamento das atividades profissionais”.

Urologia
Você pode se perguntar “Uéééé, mas mulheres vão ao urologista?”. Sim! O urologista é o médico especialista no diagnóstico e tratamento das doenças do aparelho urinário; mulheres têm aparelho urinário e ele precisa de atenção. É nele, por exemplo, que ocorrem as infecções urinárias.

“É uma doença muito comum em todas as faixas etárias da vida da mulher. As causas são inúmeras e algumas mulheres têm episódios recorrentes de infecção urinária. Cada caso exige um tratamento”, explica Carlos Bellucci, coordenador-geral do Departamento de Urologia Feminina e Uroneurologia da Sociedade Brasileira de Urologia (SBU).

Ele cita também a incontinência urinária como uma doença comum entre as mulheres adultas e cuja prevalência aumenta com o passar dos anos. “Ela pode causar danos como depressão e inflamações da pele da região genital. O urologista é o médico que avalia cada caso e propõe o melhor tratamento, que vai de fisioterapia e medicamentos a cirurgias”.

Ortopedia
A ortopedia é importante na saúde da mulher por tratar tanto das questões ósseas quanto das musculares. O ortopedista André Weber, membro da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia (SBOT) e da Sociedade Brasileira de Quadril (SBQ), conta que entre as mulheres mais jovens os problemas ortopédicos mais comuns são os musculares e de articulações.

“O motivo está na anatomia. A mulher tem a musculatura menor, e o estrógeno deixa os músculos menos rígidos. As articulações femininas também são mais frouxas. Tudo isso facilita o risco de lesões”, afirma. Outra questão relevante é nossa facilidade para lesões no ligamento cruzado anterior, já que nossas cartilagens dos joelhos são mais moles. “O uso excessivo de sapatos com saltos altos também leva muitas mulheres ao consultório”, complementa o médico.

Já entre as mulheres de idade mais avançada o desequilíbrio hormonal da menopausa pode causar perda de massa óssea e levar à osteoporose, uma doença que aumenta o risco de fraturas, entre elas a dos quadris. “É fácil evitar isso”, garante André. “Combinando medicação, cálcio, vitamina D, consumo de leite e adoção de atividades físicas, é possível fortalecer os ossos e melhorar a qualidade de vida”.

Infectologia
“Vivemos em um país tropical, com doenças infecciosas que permeiam todos. Dengue, zika, toxoplasmose e as sexualmente transmissíveis, como sífilis, gonorreia, hepatite B e C, HIV são as que mais levam as pessoas ao infectologista”, diz Marinella Della Negra, consultora da Sociedade Brasileira de Infectologia.

A infectologista observa que as mulheres ficam em uma situação mais delicada quando estão grávidas, pois as doenças podem prejudicar o feto. Mas nem por isso as que não estão esperando um bebê podem descuidar. A toxoplasmose pode ser contraída em uma salada mal lavada ou de uma carne crua, dengue e zika vêm de um mosquito, e toda mulher que tenha uma vida sexual ativa e não se proteja 100% está sujeita a ter uma doença infecciosa.

Mesmo assim, dificilmente o consultório do infectologista é a primeira parada de quem precisa se tratar com ele. De acordo com Marinella, “o mais comum é um ginecologista ou um clínico geral fazer o diagnóstico e encaminhar a paciente”.

Angiologia
Principalmente por causa de questões hormonais, mulheres têm maior risco de desenvolver trombose. Ao notar os sintomas da doença – apenas uma das pernas inchada, com vermelhidão e talvez dor –, é o angiologista que devemos procurar.

Além disso, o angiologista e o cirurgião vascular cuidam da circulação de uma forma geral, como destaca Ivanésio Merlo, presidente da Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular (SBACV): “Todos os órgãos têm uma drenagem de artérias e veias. Uma doença nas artérias do rim leva à insuficiência renal. De varizes a um AVC, a angiologia e a cirurgia vascular têm uma importância vital, porque um órgão sem circulação sanguínea não existe”.

Endocrinologia
Transtornos das glândulas endócrinas, que secretam hormônios no sangue, são tratadas pelos endocrinologistas. Aí entram questões comuns aos dois sexos – diabetes, colesterol e tireoide, por exemplo – e várias são exclusivas das mulheres – como distúrbios da menstruação, síndrome dos ovários policísticos e a reposição hormonal da menopausa.

“A endocrinologia vê a saúde da mulher de forma ampla. Temos muita atuação em comum com o ginecologista, mas, quando a mulher vai ao consultório do endocrinologista, o todo é observado”, diz Rita de Cássia Weiss, presidente do Departamento de Endocrinologia Feminina e Andrologia da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBOT).

Isso significa que a mulher que vai tratar da síndrome dos ovários policísticos terá acompanhado de perto o maior risco de desenvolver diabetes, assim como a que já é diabética poderá prevenir a osteoporose com as medidas indicadas pelo endocrinologista.

Dermatologia
Mais do que estética, a dermatologia atua no diagnóstico, prevenção e tratamento de doenças relacionadas à pele, aos pelos, às mucosas, aos cabelos e às unhas. “A pele e seus anexos – cabelos e unhas – podem ser sede de inúmeras doenças, incluindo as autoimunes, o câncer, as dermatoses infecciosas e inflamatórias”, afirma Sergio Palma, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD).

Muito do que acontece nos órgãos internos é refletido pela pele. Ressecamento excessivo pode ser sinal de diabetes, manchas e pintas podem ser um alerta para o câncer de pele. Claro que você pode e deve procurar sua dermatologista para cuidar da aparência, aproveitando que os tratamentos estão cada vez mais eficazes e seguros, mas lembre-se dela também quando algo estranho surgir em qualquer ponto de sua pele. Pode ser seu organismo pedindo ajuda.

Cardiologia
De acordo com a cardiologista Fátima Dumas Cintra, membro da Sociedade Brasileira de Cardiologia, as doenças cardiovasculares são consideradas uma importante causa de mortalidade em mulheres. “A prevenção e o controle dos fatores de risco são fundamentais para um envelhecimento saudável”.

Ela destaca que, principalmente depois da menopausa, a incidência de doenças cardiovasculares aumenta entre as mulheres. Para evitar isso, temos que começar a nos cuidar ainda jovens, deixando cigarro e sedentarismo de lado e controlando diabetes e obesidade.

Oftalmologia
Existe uma condição dos olhos que é típica no sexo feminino e quase toda mulher tem: olho seco. “Não significa que o olho fique sem hidratação. Ele lacrimeja e arde”, explica a oftalmologista Cristina Nishiwaki Dantas, membro do Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO). “O olho seco pode causar lesões na córnea e levar até à cegueira se não for tratado”, alerta. Por isso, ao sentir estes sintomas, agende uma consulta para examinar os olhos.

Ir ao oftalmologista uma vez ao ano também é necessário para verificar se há necessidade de uso de lentes corretivas. Dos 40 anos em diante, deve-se medir a pressão ocular para prevenir o glaucoma.

Nefrologia
O nefrologista e diretor científico da Sociedade Brasileira de Nefrologia (SBN) Marcelo Mazza do Nascimento conta que fato de cada vez mais mulheres apresentarem o diagnóstico de diabetes faz crescer entre o sexo feminino a incidência de doença renal crônica, que é o mau funcionamento dos rins.

“Outra condição relevante na nefrologia é a pressão alta, que afeta os rins. Atualmente, metade dos adultos hipertensos é mulher, e devemos destacar que algumas situações específicas em mulheres aumentam o risco do aparecimento da pressão alta, como a gestação, o uso de anticoncepcionais hormonais e a menopausa”, diz. Ele recomenda que toda mulher com fatores de risco – e acrescente histórico familiar aí – faça periodicamente exames de avaliação da função renal, que são simples e estão disponíveis na rede de saúde pública.

Proctologia
De novo você pode estar se perguntando “O quê? Mulher no proctologista???”. Sim, miga! O proctologista examina e diagnostica doenças no intestino grosso, no reto e no ânus, e nós temos tudo isso!

“São diversas as condições que acometem estes órgãos, mas certamente a mais temida é o câncer colorretal, que já é um dos cânceres mais frequentes em homens e mulheres”, diz Tomazo Franzini, diretor da Sociedade Brasileira de Endoscopia Digestiva (SOBED). A colonoscopia, ou endoscopia digestiva baixa, é o exame que verifica que está tudo ok na região e diagnostica qualquer anormalidade.

Outras questões femininas que atingem bastante os órgãos de especialização da proctologia são o intestino preso, que acomete mais mulheres do que homens, e as alterações do assoalho pélvico, decorrentes de gestações ou cirurgias ginecológicas e que podem causar incontinência fecal. O proctologista é o médico a se procurar para resolver isso. Sem medo nem preconceito, ok?

Fonte: MdeMulher


20 de outubro de 2017 0

O presidente da Sociedade Brasileira de Dermatologia e professor titular da Faculdade de Medicina da USP, José Antonio Sanches, fala sobre linfomas da pele, em vídeo publicado no site da Gen Medicina, ressaltando a necessidade do diagnóstico precoce e os tratamentos disponíveis, entre eles, os modificadores de resposta biológica.

Clique na imagem abaixo para assistir:

Saiba mais sobre linfoma cutâneo.


20 de junho de 2017 0

Durante o inverno, a umidade do ar baixa e as temperaturas mais frias levam à diminuição na transpiração corporal. Esses fatores fazem com que a pele fique mais seca. Nessa época também é comum os banhos serem mais quentes, o que provoca uma remoção da oleosidade natural de forma mais intensa, diminuindo o manto lipídico que retém a umidade da pele.

Tanto a pele do rosto quanto a do corpo estão sujeitas ao ressecamento no inverno. O clima frio e seco pode deixá-las com aspecto esbranquiçado, o que indica a desnaturação das proteínas. Para evitar tais sintomas é importante fazer hidratações corporais mais profundas e, além disso, investir em uma alimentação saudável, rica em vitaminas e antioxidantes, o que pode trazer benefícios em longo prazo.

 

Alimentação adequada

O ideal é comer legumes, hortaliças e frutas, alimentos que são fontes de vitaminas e minerais que neutralizam os radicais livres, prevenindo o envelhecimento da pele. As frutas ricas em vitamina C, como o morango, a laranja, a tangerina, o limão e a cereja, entre outras;  e vegetais, como o brócolis, o repolho e a cenoura, são exemplos de alimentos para essa estação.

A soja é outro alimento que deve ser adicionado à dieta saudável. Ela é rica em isoflavonas – substâncias que evitam o ressecamento e melhoram a elasticidade da pele. Adicione também castanhas, nozes e amêndoas, que são ricas em vitamina E, selênio e antioxidantes, importantes aliados para manter a pele saudável e bonita.

Durante o inverno, é muito comum que as pessoas diminuam a ingestão de líquidos, um erro brutal. Manter a ingestão de água é extremamente importante para conservar a hidratação da pele e de todo o organismo que, naturalmente, fica debilitado por causa do clima frio. Um corpo hidratado apresenta uma pele macia e elástica. Para pessoas que têm dificuldade em tomar água durante esta estação, uma dica: ingerir chás claros ou de frutas, dividindo a quantidade indicada para um dia, dois litros, entre água e chás. Assim, o consumo torna-se mais prazeroso.

 

Procedimentos dermatológicos 

O inverno é uma boa época para realizar alguns tratamentos dermatológicos que requerem que o paciente evite a exposição ao sol, como peelings, tratamentos a laser etc. Procedimentos de depilação a laser também são indicados para esta estação.

 

Doenças de Inverno

Durante o inverno, algumas doenças podem aparecer por causa do ressecamento da pele. Entre elas, a dermatite seborreica, a dermatite atópica, a psoríase e a ictiose:

Dermatite seborreica: ocorre principalmente nas regiões que contenham pelos, como face e couro cabeludo. É uma descamação da pele causada pela desregulação sebácea. As manifestações mais frequentes são caracterizadas por intensa produção de oleosidade, descamação e prurido (coceira). A descamação pode causar caspa, que varia desde fina até a formação de grandes crostas aderidas ao couro cabeludo, a seborreia. A coceira, que pode ser intensa, é um sintoma frequente nesta região e também pode estar presente com menor intensidade nas outras localizações.

Dermatite atópica: quem sofre de atopia pode apresentar também asma ou rinite alérgica. O principal sintoma é a coceira, que pode começar antes mesmo das lesões cutâneas se manifestarem e pode atingir a face, tronco e membros. Na infância, as lesões são avermelhadas e escamam. Nos adolescentes e adultos, as lesões localizam-se preferencialmente nas áreas de dobras da pele, como a região posterior dos joelhos, pescoço e dobras dos braços. A pele desses locais torna-se mais grossa, áspera e escurecida.

Psoríase: doença da pele relativamente comum, crônica e não contagiosa e que atinge igualmente homens e mulheres, principalmente na faixa etária entre 20 e 40 anos. Fenômenos emocionais são frequentemente relacionados com o seu surgimento, provavelmente atuando como fatores desencadeantes de uma predisposição genética para a doença. Mas a real causa da psoríase ainda é desconhecida.

Ictiose vulgar: aparece após o nascimento, geralmente no primeiro ano de vida. Pode apresentar apenas ressecamento da pele e descamação fina ou intensa de aspecto geométrico. As áreas mais atingidas são os membros, podendo afetar também a face e o couro cabeludo. A doença tende a regredir ou a ter seus sintomas minimizados com o passar dos anos.

Para obter mais informações sobre as doenças citadas e sobre seus respectivos tratamentos, acesse a página de doenças aqui no site da SBD.

 

 Dicas para manter a pele hidratada

  • Beber no mínimo dois litros de água por dia.
  • Evitar banhos quentes e muito demorados; evitar se ensaboar demais e usar buchas, que também contribuem para alterar a composição do manto hidrolipídico (hidratante natural produzido pelo organismo) que protege a pele.
  • Usar o hidratante logo após sair do box – ainda no banheiro – com aquele vaporzinho pós-banho, que ajuda na penetração do creme.
  • Para peles oleosas, e acneicas, evitar hidratante comum no rosto, usar oil free nas áreas de maior oleosidade (rosto e tórax).
  • Os lábios também costumam ressecar muito no inverno. É importante usar hidratantes específicos para essa região e, assim, evitar rachaduras.
  • Usar filtro solar diariamente.
  •  

Busque um médico associado aqui no site da Sociedade Brasileira de Dermatologia.





SBD

Sociedade Brasileira de Dermatologia

Av. Rio Branco, 39 – Centro, Rio de Janeiro – RJ, 20090-003

Copyright Sociedade Brasileira de Dermatologia – 2021. Todos os direitos reservados