Cores e tipos de manchas na pele apontam para diferentes problemas




25 de maio de 2018 0

As cores das manchas que surgem na pele podem indicar os problemas que temos de saúde. Às vezes pode ser um problema estético. Entretanto, em outros casos, pode significar, por exemplo, melanoma.

Para falar das cores e seus significados, o Bem Estar desta quinta-feira (24/5) convidou duas dermatologistas – Alessandra Romiti e a consultora Márcia Purceli.

Manchas marrons

Melanose – ela está diretamente ligada ao sol e aparece mais no dorso das mãos, colo e costas, que são áreas de muita exposição solar. Muitas pessoas acham que é mancha de idade, mas é o acúmulo do sol. Um dos tratamentos é o laser de luz pulsada. E atenção: Não vira câncer!

Fitofotodermatose (mancha do limão) – ela sai depois de um tempo, diferente da melanose. Essa mancha é uma queimadura causada pela reação do componente químico da fruta com o sol. Muitas vezes não adianta só lavar, é preciso usar protetor solar para não queimar a pele.

Melasma – tem o surgimento relacionado a fatores genéticos, hormonais e sol. Costuma aparecer durante a gravidez ou por causa do uso de pílula anticoncepcional. Não tem cura, mas tem melhora. Quem tem melasma precisa usar filtro solar acima de 50 FPS, duas vezes ao dia. Precisa também evitar lugares quentes.

Manchas pretas

Nevo – a maioria das pintas são benignas, mas é preciso ficar atento, porque a pinta preta não pode aumentar de tamanho e nem mudar a forma.

Nevo congênito – é considerado quando a criança nasce com a mancha ou quando ela aparece até os dois anos de idade. É importante fazer o acompanhamento das pintas e, quando possível, a sua retirada para prevenir a doença.

Melanoma – geralmente é uma lesão sólida, que pode ser plana ou mais alta, irregular, escura, com mais de uma tonalidade. É um dos tipos mais graves de câncer.

Queratose seborreica escuras – são pintas escuras que aparecem com o tempo e podem ser confundidas com nevo, mas não tem índice de transformação ruim. Ela é mais áspera e aparece em área de dobra e rosto.

Manchas brancas

Leucodermia solar ou sardas brancas – aparecem principalmente depois dos 40. Pode ser confundida com vitiligo.

Pitiríase versicolor ou pano branco – causado por um fungo. Pessoas com pele oleosa têm mais chance de ter. Também pode ser confundido com vitiligo.

Vitiligo – doença genética, autoimune, que é acordada normalmente por uma alteração emocional.

Manchas roxas

Hematomas – pessoas com fragilidade capilar maior ficam roxas à toa. Isso é genético. O uso de vitamina C ajuda a melhorar.

Púrpura senil – é o nome que se dá para aquelas manchinhas roxas que aparecem nos braços dos idosos.

Manchas vermelhas

Nevo rubi – aparecem do nada na pele, como se fosse um novelo de lã. Quando coça sangra. A retirada é uma questão estética.

Fonte: Bem Estar

 

 


17 de maio de 2018 0

A editora adjunta do Portal Folha PE, Priscila Aguiar, teve complicações após realizar aplicação malsucedida de ácido hialurônico com biomédico. “Procurei essa profissional para fazer um peeling. Gostei do trabalho dela e vi que no seu consultório tinham outras máquinas de estética. Ela comentou sobre a aplicação do ácido hialurônico. Na hora ela me passou muita confiança, disse que não havia riscos, e que com três dias eu estaria recuperada”, relembra Priscila.  A técnica, porém, foi malsucedida, explica o vice-presidente da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), Dr. Sergio Palma, alertando que a complicação mais temida entre aquelas relacionadas ao uso de preenchimento cutâneo é a necrose causada por obstrução ou trauma vascular.
 
De acordo com a Lei do Ato Médico, profissionais da área da saúde e de outras profissões regulamentadas, somente podem realizar atos que são previstos em suas leis regulamentadoras. Os biomédicos, farmacêuticos, enfermeiros, fisioterapeutas e odontologistas não possuem em suas leis regulamentadoras autorização para a realização de procedimentos invasivos estéticos, informa o médico dermatologista. Palma comenta que entre os erros estéticos mais comuns estão a aplicação de preenchedores em planos inadequados, o excesso do material de preenchimento e as injeções em áreas de alto risco, como as próximas à artéria facial, à artéria angular ao longo do sulco nasolabial, nariz e glabela; além de queimaduras e cicatrizes por peelings agressivos, lasers e tecnologias como a criolipólise e a luz pulsada. 

“É preciso que a população entenda que esses procedimentos envolvem algo muito sério, a saúde. Eles não podem estar separados de uma consulta médica”, diz Palma complementando: "do ponto de vista de saúde pública, vale ressaltar que a prática da medicina e realização de tratamentos devem ser feitos no consultório médico, onde é possível observar os quesitos de biossegurança dos procedimentos. O conhecimento e domínio das técnicas de aplicação, da anatomia local, das indicações e contraindicações com base no estudo amplo das doenças que envolvem a pele, também são fundamentais para alcançar melhores resultados, bem-estar e segurança do paciente. Também é de extrema importância que o profissional executor do procedimento estético esteja preparado para prontamente avaliar e lidar com possíveis efeitos adversos", assinala.
 
Recentemente, decisões da justiça reafirmaram que outros profissionais estão proibidos de exercer procedimentos estéticos médicos e invasivos. No dia 20 de abril, a Justiça Federal decretou a nulidade da Resolução 573/2013 do Conselho Federal de Farmácia (CFF), e farmacêuticos são proibidos de realizar procedimentos estéticos dermatológicos. Em dezembro de 2017, a Justiça Federal no Rio Grande do Norte concedeu liminar, válida para todo o país, que proíbe a aplicação de botox e preenchimentos faciais para fins estéticos por dentistas. 
 
A Sociedade Brasileira de Dermatologia registra que entre maio e dezembro de 2017 cerca de 370 denúncias de casos concretos contra o exercício irregular da medicina foram encaminhadas pelo Departamento Jurídico da SBD aos órgãos de fiscalização (Ministério Público, Vigilância Sanitária e conselhos de fiscalização profissional) para providências cabíveis (ver gráficos). O número é resultado das ações permanentes realizadas pela entidade para a valorização dos interesses dos médicos dermatologistas, da dermatologia e da população. 

Os últimos dados da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP) mostram que em 2016 o número de procedimentos não cirúrgicos teve um crescimento significativo de 79,15% em relação a 2014. No total, foram realizados 1.332.203 processos não cirúrgicos, sendo a aplicação de toxina botulínica com aumento de 96,4%, seguido da técnica de preenchimento com 89,5%. Esse aquecimento no mercado estético tem trazido à tona também a questão da qualificação profissional. 
 


Atenção! Antes da realização de todo e qualquer procedimento, seja ele invasivo ou não, fique atento aos cuidados a serem tomados:
 – Certifique-se de que o profissional responsável é médico devidamente registrado no CRM e especialista pela Sociedade Brasileira de Dermatologia em nosso site www.sbd.org.br. Verifique também o seu Registro de Qualificação de Especialista em Dermatologia (RQE) no Conselho;
– Converse com o seu dermatologista, questione a experiência do mesmo e, caso ele não faça o procedimento, saberá indicar outro especialista para a realização do tratamento prescrito;
– Cuidado com os sites de compras coletivas e anúncios na internet que oferecem pacotes baratos e promoções;
– Desconfie também dos locais que se dispõem a cobrar preços muito baixos, frequentemente tem muita rotatividade de profissionais e nem sempre compram os melhores equipamentos e produtos
 
A Sociedade Brasileira de Dermatologia é a única instituição reconhecida pela Associação Médica Brasileira (AMB) e Conselho Federal de Medicina (CFM) como representante dos dermatologistas no Brasil. 


16 de maio de 2018 0

O caso da jornalista Priscilla Aguiar, editora adjunta do Portal Folha PE, que teve parte do nariz necrosada após uma aplicação malsucedida de ácido hialurônico feita por uma biomédica ganhou repercussão nas redes sociais e entre a classe médica. A Sociedade Brasileira de Dermatologia – Regional Pernambuco (SBD-PE) emitiu  comunicado para alertar a população sobre o perigo de realizar aplicação estética com não médicos.

“Do ponto de vista da lei, os biomédicos não estão autorizados a realizar procedimentos estéticos considerados invasivos. Eles não estão aptos para resolver complicações que possam surgir como ocorreu no caso da jornalista”, declarou a presidente da SBD-PE Jaci Santana.

Em 2013, o Conselho Federal de Biomedicina (CFB) obteve uma resolução autorizando esses profissionais a realizarem aplicações estéticas como botox, preenchimentos com ácido hialurônico e peelings profundos. No entanto, em 2016, o Conselho Federal de Medicina, com apoio da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) e da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, conseguiu derrubar essa resolução e eles foram proibidos de utilizarem essas técnicas estéticas. O CFB entrou com recurso, e, segundo o vice-presidente da SBD, o dermatologista Sergio Palma, o processo ainda está em trâmite na Justiça para ser proferido ou não.

“A própria regulamentação da profissão do biomédico afirma que eles não podem fazer esses procedimentos e nós trabalhamos com base na lei. Não podemos ver a área estética como algo isolado, é preciso ter competência e domínio das técnicas”, afirmou Palma. A lei do Ato Médico 12.842/2013 diz que a execução de aplicações invasivas, sejam diagnósticas terapêuticas ou estéticas, são de competência médica – cirurgiões plásticos e dermatologistas. 

Os últimos dados da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP) mostram que, em 2016, o número de procedimentos não cirúrgicos teve um crescimento significativo de 79,15% em relação a 2014. No total, foram realizados 1.332.203 processos não cirúrgicos, sendo a aplicação de toxina botulínica com aumento de 96,4%, seguido da técnica de preenchimento com 89,5%. Esse aquecimento no mercado estético tem trazido à tona também a questão da qualificação profissional. 

“É dever da SBD-PE alertar a população sobre cursos estéticos feitos em períodos curtos que não substituem a formação de um dermatologista. O profissional dessa modalidade passou seis anos cursando Medicina, três anos na Residência Médica, foi aprovado no teste de Título de Especialista e obteve o Registro de Qualificação de Especialidade junto ao Conselho Regional de Medicina, para só então ser conhecido pelo Conselho Federal como dermatologista”, explica a nota compartilhada nas redes sociais da classe. “Para se ter uma ideia, tem workshop oferecendo capacitação que dura de dois a três dias. Vivemos uma luta jurídica contra essas práticas, temos várias denúncias registradas no Ministério Público de Pernambuco”, disse Jaci.

Entre os erros estéticos mais comuns, estão o excesso de preenchimento no nariz, na região dos olhos com a queda de pálpebra, queimaduras por lasers e fotodepilação. “A Justiça tem o trâmite lento. Então, é preciso que a população entenda que esses procedimentos envolvem algo muito sério, a saúde. Eles não podem estar separados de uma consulta médica”, concluiu Palma. O Conselho Regional de Biomedicina foi procurado pela reportagem, mas não disponibilizou representante para falar do assunto.

Outros vetos

Recentemente, outros profissionais foram proibidos de exercerem a saúde estética. No dia 20 de abril, a Justiça Federal decretou a nulidade da Resolução 573/2013 do Conselho Federal de Farmácia (CFF), e farmacêuticos agora são proibidos de realizar procedimentos estéticos dermatológicos. Em dezembro de 2017, a Justiça Federal no Rio Grande do Norte concedeu liminar para proibir a aplicação de botox e preenchimentos faciais para fins estéticos por dentistas. 

"O que existe é uma briga pelo mercado, esse é o pano de fundo dessa discussão. A toxina botulínica já era utilizada por nós no tratamento de bruxismo e agora o uso só será permitido com esse fim terapêutico", explicou o tesoureiro do Conselho Regional de Odontologia, Rogério Zimmermann. 

Por Folha de Pernambuco


9 de abril de 2018 0

O médico dermatologista Curt Mafra Treu falou sobre vitamina D e pele no quadro Ciência em Foco, do canal Ulbra Conhecimento. "A Sociedade Brasileira de Dermatologia recomenda que se conheça o nível individual de vitamina D de cada pessoa e a reposição seja feita apenas por médico, de forma supervisionada, apenas quando o nível de vitamina D for abaixo de 20 ng/ml", informa.

Clique na imagem e assista a íntegra do depoimento.

 


28 de fevereiro de 2018 0

Volta às aulas, voltam as preocupações com as doenças da pele na criançada. Não é raro os pequenos voltarem das férias com problemas na pele e no cabelo que, muitas vezes, podem ser transmitidos durante o contato com as outras crianças no ambiente escolar.
 
“É importante a família entender que ao retornar ao colégio, é recomendável uma visita ao dermatologista para checkup e proteção da pele, maior órgão do corpo humano”, explica a médica dermatologista da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), Ana Mósca.
 
Pensando nisso, a SBD lista as principais doenças da pele e do cabelo que as crianças contraem nas férias e que podem transmitir para os amigos de colégio no retorno das atividades escolares. Veja quais são as principais doenças, suas causas e como preveni-las:
 
 Pediculose (Piolho)
 
Conhecida popularmente como piolho, é uma doença parasitária causada por insetos sugadores de sangue que vivem e se reproduzem na superfície da pele e dos pelos. É importante a família saber que as crianças não devem ir de cabelo molhado para a escola, porque a umidade e a aglomeração de indivíduos favorecem a infestação do piolho. Portanto, o ideal é que os cabelos sejam lavados ao final do dia. As crianças de cabelos compridos devem ir à escola com os cabelos presos. É importante orientar as crianças para não compartilharem objetos de uso pessoal como escovas de cabelo, pentes, arcos e bonés.
 
Micose
 
São infecções causadas por fungos que atingem a pele, as unhas e o cabelo. A transpiração, o calor e a umidade são alguns fatores que favorecem o surgimento das micoses superficiais. Nas férias, as crianças não costumam fazer uma boa higiene. Com isso, podem aparecer as micoses oportunistas. É necessário que os responsáveis prestem atenção se as crianças estão fazendo uma higiene adequada, principalmente os adolescentes que costumam “se virar sozinhos”.
 
Pitiríase Versicolor (Pano Branco)
 
É um tipo de micose oportunista causada por uma levedura, encontrada com elevada frequência no couro cabeludo e em regiões da pele ricas em glândulas sebáceas. É comum nos climas quentes e úmidos, em pacientes com peles oleosas ou que fazem uso contínuo de produtos oleosos. O indivíduo muitas vezes já está com essa doença consigo e, quando se bronzeia, percebe essa característica de manchas arredondadas ou ovais, ou muitas vezes de aspecto geográfico, geralmente brancas e menos comumente rosadas. A família deve ficar atenta aos sintomas na criança e procurar um dermatologista para cuidar.   
 
Molusco
 
Também conhecido como molusco contagioso é uma infecção viral contagiosa relativamente comum nas crianças. O contato direto é a forma de contágio mais comum que existe para esse tipo de infecção. As lesões são formadas por elevações translúcidas, com certo brilho e com umbilicação (depressão) central. É auto-inoculável e pode apresentar auto-inoculação pós-trauma, por isso deve-se evitar coçar e mexer nas lesões por conta própria. Nesses casos, os pais precisam procurar um dermatologista para tratar com medicamentos ou remover essas lesões.
 
Impetigo
 
É uma infecção bacteriana superficial da pele, altamente contagiosa, e muito comum na face ou extremidades da pele de crianças. O verão é a estação propícia para o desenvolvimento do impetigo, uma vez que o calor e a umidade favorecem a instalação e o desenvolvimento dos agentes infecciosos. Outros fatores, como queda no sistema de defesa do organismo, ferimentos superficiais na pele (arranhões e pequenos cortes), picadas de insetos ou mesmo lesões de pele de outras doenças pré-existentes (como a dermatite atópica) podem servir de porta de entrada para a bactéria e manifestação da doença.
 
Alergia
 
É comum que meninas utilizem maquiagens de adulto ou pintem os cabelos para irem às aulas. Mas a pele das crianças tende a ser mais fina e porosa do que a dos adultos, por isso absorve mais os produtos e tem maior risco de apresentar reações alérgicas graves em contato com algumas substâncias químicas. Por isso, a SBD recomenda que os pais permitam apenas o uso de produtos infantis e específicos para a faixa etária dos filhos. A tintura ou descoloramento dos cabelos das crianças é outro motivo das alergias. Nesse caso, a SBD não recomenda nenhum tipo de tintura.
 
“A escola é essencial na educação da saúde e pode ser parceira na proteção da pele das crianças. Uma dica é orientar as famílias, no início do ano letivo, a observar suas crianças e verificar se voltaram das férias com a pele comprometida”, frisa Ana Mósca.
 
A SBD lembra que a melhor forma de evitar as doenças de pele é a prevenção!

Converse com o seu médico dermatologista, associado à SBD, para saber que tipo de tratamento é melhor indicado para você!

Encontre um dermatologista da SBD:  http://www.sbd.org.br


7 de fevereiro de 2018 0

A médica dermatologista Tatiana Gabbi fala sobre os cuidados que precisamos ter na hora de montar o look para o carnaval. A entrevista foi ao ar no programa Bem Estar desta quarta-feira (7/2). Ela alerta para o uso do filtro solar FPS 30 e repelente (juntos). "Primeiro o filtro, depois o repelente. Vai ser bacana porque tanto um quanto o outro vão ajudar a grudar o glitter", disse. 

Clique na imagem para assistir a entrevista:


6 de fevereiro de 2018 0

O carnaval está chegando. É hora de se preparar para a folia! Pensando em quem vai aproveitar a festa na rua, a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) alerta para os cuidados necessários com a pele durante os próximos dias.

Veja as dicas:
 

Evite queimaduras causadas pelo sol. Use chapéu, óculos de sol e o filtro solar com FPS 30, no mínimo, e reaplique a cada 2h porque o produto sai com o suor. Prefira o filtro solar físico que tem maior aderência à pele! Se possível, esteja de camisa para também proteger o corpo, principalmente os ombros.
 

Não se esqueça de passar o repelente! Ele deve ser aplicado por cima do filtro solar e reaplicado da mesma maneira- Beba muita água para não ficar desidratado.
 

Sempre que entrar em contato com frutas cítricas (limão, tangerina e caju), seja in natura, sucos ou picolés, lave muito bem a região antes de se expor ao sol para evitar queimaduras e manchas.
 

Tente se programar para acordar cedo e aproveitar os blocos até as 10h, fora do horário de pico do sol. Se preferir, deixe para curtir a folia depois das 16h.
 

Vai levar as crianças para o bloco? Tome alguns cuidados com os pequenos: evite fantasias com tecidos sintéticos que esquentam e podem causar alergia, aproveite fantasias que tenham chapéus, principalmente os de aba larga, não deixe as crianças com roupas molhadas para não provocar micoses. Essa dica também serve para os adultos.
 

Escolha uma fantasia leve e não exagere na maquiagem. Use maquiagem, brilho e glitter de marcas de confiança para evitar dermatite de contato e alergias.
 

Proteja os pés de calosidades, traumas e risco de cortes. Use sapatos confortáveis, folgados ou tênis. Se tiver bolhas nos pés, não estoure para não infeccionar.
 

Os sprays de espuma contêm substâncias tóxicas, tome cuidado, pois o contato com a pele pode causar reação alérgica.
 

Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST) podem trazer uma série de danos à saúde. Por isso, não esqueça a camisinha e evite doenças como sífilis, HPV, HIV, hepatites B e C.
 

Lembre-se, caia na folia, mas não esqueça da proteção!

 


22 de janeiro de 2018 0

Ana Luisa B. Sampaio Jeunon Vargas e João Carlos Regazzi Avelleira

 

A vacina contra febre amarela é a medida mais importante para prevenção e controle da doença em territórios com circulação comprovada do vírus. Desde que bem indicada, o risco de desenvolver a forma grave da doença supera os efeitos colaterais da vacina. Assim, todo médico deve estar ciente das suas indicações e contra-indicações.

Deve ser reforçado o uso de medidas de proteção como telas e mosquiteiros, uso de repelentes (por cima do protetor solar), ar-condicionado e roupas adequadas nestas áreas. Não é recomendado usar perfumes durante caminhadas em matas silvestres (podem atrair mosquitos).

1) Quem deve tomar a vacina

Indivíduos entre 9 meses e 60 anos de idade que não possuam as contraindicações abaixo.

2) Quem não deve tomar a vacina

– Hipersensibilidade grave a ovo, gelatina, eritromicina e canamicina

– Crianças menores de 9 meses (a vacina está indicada entre 6 meses e 9 meses se situação de emergência epidemiológica ou viagem para área de risco)

– Idosos maiores de 60 anos (depende de avaliação médica)

– Grávidas e lactantes (avaliar caso a caso. Se lactante de crianças de até 6 meses de idade, suspender o aleitamento materno por 28 dias a partir da administração da vacina)

– Portadores de imunodepressão grave (por doença ou uso de droga imunossupressora)

– HIV sintomático ou CD4<200cel/mm3, neoplasia fazendo quimioterapia ou radioterapia, pós-transplantados, pacientes com doenças do timo (miastenia gravis) e doenças desmielinizantes.

– Doenças autoimunes que podem cursar com imunossupressão devem ser considerados individualmente.

3) Quais são os efeitos adversos?

– Efeitos adversos graves

– Risco de reação alérgica grave (anaflaxia): 1:131.000 doses aplicadas

– Risco de desenvolver a doença neurotrópica (YEL-AND) é de 1:150.000-250.000 doses (reação de hipersensibilidade, com encefalite, meningite, mielite, síndrome de Guillain-Barré)

– Doença viscerotrópica (YEL-AVD): risco de 1:200.000-300.000   doses. Se maiores de 60 anos 1:40.000-50.000 doses. Com      mortalidade de 60%.

Efeitos adversos mais frequentes

– Reação no local da vacina: eritema, induração, dor (4%)

– Cefaleia, febre, mialgias (4%)

4) Eficácia da vacina

Produzida no Brasil e utilizada desde 1937 a vacina apresenta eficácia superior a 90%. No Brasil, a partir de abril de 2017, a recomendação passa a seguir a OMS, que considera devidamente imunizados por toda a vida os indivíduos tomaram apenas uma dose da vacina.

5) Dose fracionada

O Ministério de Saúde iniciará a administração da dose fracionada da vacina para pessoas entre 2 e 60 anos de idade. Assim, cada frasco de 5ml será utilizado para vacinar 4 pessoas. Segundo a Bio-Manguinhos, a dose fracionada é equivalente a uma dose padrão em eficácia (produção de anticorpos). A imunização é comprovada por no mínimo 8 anos. A necessidade de revacinação de quem tomou a dose fracionada será determinada pelo Ministério da Saúde. Quem tomar a dose fracionada terá em seu cartão de vacinação esta informação. Crianças entre 9 meses e 2 anos, gestantes em situações bem específicas e viajantes internacionais continuarão tomando a dose padrão, pois a dose fracionada não é aceita para emissão do Certificado Internacional de Vacinação e Profilaxia (CIVP).

A vacina é de vírus vivo atenuado e leva a imunização em 7 dias, sendo considerado o prazo padrão de 10 dias para que o indivíduo esteja imunizado.

OBS: Após 2 a 4 semanas ainda poderá haver replicação viral. Portanto, em pacientes que necessitem o uso de drogas imunossupressoras, o retorno da medicação deve ser avaliado pela possibilidade do aumento do risco de aparecimento de doença viscerotrópica.

5) Como proceder em pacientes que usam medicação imunossupressora que necessitem vacinação?

Quando a vacinação é necessária, existe discussão de quantos dias antes da vacinação deve-se parar o medicamento.

As recomendações que orientam a interrupção da medicação sugerem períodos correspondentes de 4 a 5 meias-vidas da droga.

apesar de o metotrexate na dose comumente utilizada para tratamento das dermatoses não contraindicar vacinação para a febre amarela, pode haver menor taxa de imunização deste indivíduo.

É recomendado que o paciente somente retorne ao uso de medicamentos imunossupressores após 4 semanas da vacinação.

considerações para pacientes em uso de medicamentos imunossupressores: vide tabela.

Tabela: Medicamentos usados na dermatologia e quanto tempo antes da vacinação com vírus vivo atenuado devem ser suspensos

* Clique na imagem para melhor visualização

 

Obs: antimaláricos, isotretinoina e acitretina – não são contraindicação para vacinação.

 

Referências Bibliográficas:

1- http://www.cva.ufrj.br/informacao/vacinas/fam-v.html

2 – Oliveira ACV et al. Rev Bras Reumatol 2013;53(2):206-10.

3 – Wine-Lee et al. J Am Acad Dermatol 2013;69:1003-13.

4 – adaptado de: Calendario de Vacinação Paciente Especiais/SBIm/2015-2016.

5- wwwnc.cdc.gov  (Yellow Book/TravelersHealth chapter 8,2016.)

6 – https://www.infectologia.org.br/pg/1233/informativo-sobre-febre-amarela

7- http://portalsaude.saude.gov.br/images/pdf/2015/novembro/19/Lista-de-Municipios-ACRV-Febre-Amarela-Set-2015.pdf

8- de Wolf ACMT, van Aalst S, Ludwig IS, Bodinham CL, Lewis DJ, van der Zee R, et al. (2017) Regulatory T cell frequencies and phenotypes following anti-viral vaccination.PLoSONE 12(6): e0179942.

9- bula da vacina – FIOCRUZ / Bio-Manguinhos

10- Febre amarela – guia para profissionais de saúde. Ministerio da Saude 2017.

 


22 de janeiro de 2018 0

Dia 28 de janeiro, é o Dia de Luta Contra a Hanseníase. Para conscientizar sobre a doença, que ainda possui forte carga de preconceito, os canais digitais do Dr. Drauzio Varela, numa parceria com a Sociedade Brasileira de Dermatologia, publicaram o vídeo do quadro "Em X Perguntas", em que o dermatologista e coordenador do Departamento de Hanseníase da SBD, Egon Daxbacher, responde a sete questões importantes, enfatizando que a doença é curável e, ao contrário do que muitos ainda pensam, pouco contagiosa.

O médico explica que a forma de tratamento mais branda é feita com antibióticos por seis meses e a mais avançada, por 12 meses. O tratamento é fornecido gratuitamente nos postos de saúde por meio do SUS.

Clique na imagem para assistir a íntegra do programa.

 





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