Dermatologista da SBD fala sobre dermatite atópica nos canais digitais do Dr. Drauzio Varela




16 de agosto de 2018 0

Para conscientizar sobre a dermatite atópica, doença comum em crianças e adultos e que possui como característica principal o prurido em decorrência da pele seca, os canais digitais do Dr. Drauzio Varela, numa parceria com a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), publicaram nesta quinta-feira (16/8), o vídeo do quadro "Em X Perguntas", em que o médico dermatologista da SBD, Samuel Mandelbaum, responde a sete questões importantes. A dermatite de contato é uma doença é genética, não contagiosa e que com cuidados específicos o paciente pode ter uma vida normal.

Em sua participação, Mandelbaum explica que as formas de tratamento visam melhorar o controle da coceira e a prevenção dos sintomas. Para isso, podem ser indicados anti-inflamatórios locais, anti-histamínicos, além dos corticoides (em forma de pomada ou em comprido), que devem prescritos por médicos para evitar efeitos colaterais. Os hidratantes são fundamentais para o controle da dermatite atópica.

Clique na imagem para assistir a íntegra do programa.

 


14 de agosto de 2018 0

A dermatite atópica é uma doença da pele comum na população brasileira. Até 25% das crianças podem apresentar episódios da doença e até 7% dos adultos podem ser acometidos. Trata-se de uma doença crônica, hereditária e não contagiosa, que em decorrência das lesões na pele e coceiras, pode afetar a autoestima do paciente e sua interação social.

Em campanha veiculada nas redes sociais (Facebook, Instagram e YouTube) a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) orienta a população sobre o que é a doença, causas, diagnóstico, fatores desencadeantes e cuidados. Nas peças divulgadas, a população também é lembrada da importância de procurar o médico dermatologista, profissional qualificado e capacitado para realizar o diagnóstico e o tratamento da doença.

Pacientes com dermatite atópica não possuem a barreira protetora da pele e convivem com alergia cutânea que pode desencadear pele seca, erupções que coçam e crostas, principalmente nas dobras do corpo, como pescoço, cotovelo e atrás do joelho, áreas mais espessas e secas. Outras características da doença são esfoliações causadas por coceira, alterações na cor, vermelhidão ou inflamação da pele, que também podem surgir após irritações prolongadas, gerando eczemas.

“Na maioria dos casos, os pacientes com dermatite atópica não possuem na pele a substância que auxilia no fator natural de hidratação que todas as pessoas possuem, sendo assim, é como se faltasse uma película gordurosa na pele do indivíduo e é essa película que protege das agressões externas. Uma das queixas mais comuns de quem tem a doença é o impacto na vida social, embora com alguns cuidados seja bastante possível aumentar o bem-estar do paciente”, explica a Dra. Ana Mósca, médica dermatologista da Sociedade Brasileira de Dermatologia.

A doença é controlada com a identificação e controle dos fatores desencadeantes, além de medicação adequada. Alguns dos fatores para o desenvolvimento da doença são: contato com materiais ásperos, poeira, detergentes e produtos de limpeza em geral, roupas de lã e tecido sintético, temperaturas extremas, infecções, alguns alimentos e o estresse emocional.

“Qualquer contato com superfícies ásperas, pelos, exposição solar ou produtos de higiene/limpeza tem efeito desencadeador. É importante que o paciente atópico viva em um ambiente limpo, sem odores e livre de objetos que possam acumular poeira. O apoio psicológico também pode ser útil ao paciente e à sua família”, afirma o Dr. Samuel Mandelbaum, médico dermatologista da Sociedade Brasileira de Dermatologia.

O tratamento da doença visa melhorar os sintomas que interferem diretamente na qualidade de vida do paciente e no controle da coceira, a redução da inflamação da pele e a prevenção das recorrências. “Para combater a pele seca, o tratamento é feito com hidratantes, que devem se reaplicados no mínimo duas vezes por dia, e de preferência após o banho para que o produto segure ao máximo a umidade da pele”, afirma Ana Mósca. O uso de imunomoduladores da calcineurina podem ser indicados.  Cremes e pomadas de cortisona também são eficazes no controle da doença, no entanto, devem ser indicados e usados corretamente para se evitar efeitos colaterais a longo prazo.

A fototerapia é outra opção de tratamento, mas seu uso requer cautela e deve ser discutido com o médico. “Tratamentos com raios ultravioletas costumam ficar restritos apenas aos casos especiais e de difícil controle em razão dos efeitos colaterais da terapia”, salienta Samuel Mandelbaum.

Sempre procure um médico para saber qual é o melhor tratamento para o seu caso. Uma relação de parceria com o médico contribui muito para o tratamento da dermatite atópica. Busque um médico dermatologista associado da SBD: http://www.sbd.org.br/associados/.

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26 de junho de 2018 0

25 de julho foi Dia Mundial do Vitiligo. A doença afeta um milhão de brasileiros e é facilmente reconhecida por causa das manchas brancas na pele. O dermatologista da SBD e médico do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo (USP) Ricardo Romiti responde a perguntas dos telespectadores na edição de terça-feira (26/6) do Jornal da GloboNews.

Clique na imagem para assistir e aproveite para tirar suas dúvidas. 

 


26 de junho de 2018 0

Buscando engajar todos os segmentos da sociedade e a própria classe médica no reconhecimento do papel do médico dermatologista, a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) lança oficialmente sua nova campanha de valorização profissional. Com a marca “Sua pele sua vida”, a iniciativa é mais um projeto da SBD para ressaltar a competência do médico para realizar diagnóstico, prevenção e tratamento de doenças relacionadas à pele, aos cabelos e às unhas, incluindo procedimentos cirúrgicos e estéticos, que nas mãos de profissionais não habilitados, podem expor pacientes a situações de risco.  

Para promover esse esclarecimento, a SBD buscou popularizar, com toque de humor, a mensagem principal da importância de profissionais qualificados em sua campanha de comunicação. Expressões como “É sarna para se coçar”, “O barato pode sair caro” e “Pode dar zebra” são utilizadas nas peças de divulgação como consequências para pessoas que não marcaram consulta com um dermatologista ou compraram pacotes de beleza em sites de compras coletivas, por exemplo. Segundo o vice-presidente da SBD, Dr. Sérgio Palma, “a informação de que o melhor é tratar com médico dermatologista está disseminada, mas ainda há parte da sociedade que precisa de uma mensagem mais direta e popular sobre o papel do especialista na atenção à saúde e beleza da pele em todas as fases da vida”. 

Com o intuito de reforçar e promover tais esclarecimentos, a campanha será apresentada ao longo do ano por ações sucessivas de crossmedia.  As peças publicitárias da ação terão forte divulgação na internet, por meio das redes sociais e sites formadores de opinião, e nos veículos de comunicação impressos. Além disso, filmes serão exibidos em cinemas e anúncios veiculados em rádios nacionais. “As diretrizes da campanha estimulam a reflexão do tema, ressaltando a qualificação, o profissionalismo e a competência do médico para realizar ações que, quando colocadas nas mãos de outros profissionais, podem expor pacientes a situações de risco, incluindo risco de vida”, afirma o presidente da SBD, José Antônio Sanches.

É válido lembrar que todos os profissionais da área da saúde, e de profissões regulamentadas, só podem realizar atos que são previstos em suas leis regulamentadoras. A Lei do Ato Médico (Lei Federal nº 12.842/2013) define os atos privativos de médico no seu art. 4º, entre eles a indicação da execução e execução de procedimentos invasivos, sejam diagnósticos, terapêuticos ou estéticos. Dessa forma, biomédicos, farmacêuticos, enfermeiros, fisioterapeutas e odontologistas não possuem em suas leis regulamentadoras autorização para a realização de procedimentos invasivos estéticos e não estão autorizados a realizar procedimentos invasivos como aplicação de ácido hialurônico, toxina botulínica, microagulhamento, peelings (médios e profundos) e laser, por exemplo.

A SBD reforça a importância da população certificar se o profissional escolhido para realizar procedimentos estéticos ou cuidar das doenças da pele, cabelos e unhas é médico e especialista capacitado. Também alerta para que tomem cuidado com os sites de compras coletivas e anúncios na internet, que oferecem pacotes baratos e promoções, e a desconfiarem dos locais que se dispõem a cobrar preços muito baixos – nem sempre possuem os melhores equipamentos e produtos. 

A Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) é a única instituição reconhecida pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) e pela Associação Médica Brasileira (AMB), como representante dos dermatologistas no Brasil.

Assista aos vídeos da campanha:

 

Saiba mais: http://www.sbd.org.br//noticias/maria-clara-gueiros-protagoniza-campanha-de-valorizacao-profissional-da-sociedade-brasileira-de-dermatologia/


26 de junho de 2018 0

Com o objetivo de ressaltar a competência do médico para realizar diagnóstico, prevenção e tratamento de doenças relacionadas à pele, aos cabelos e às unhas, incluindo procedimentos cirúrgicos e estéticos, que nas mãos de profissionais não habilitados, podem expor pacientes a situações de risco, a SBD lança hoje (26/6) sua nova Campanha de Valorização do Dermatologista: “Sua pele sua vida”.

A campanha, que ocorrerá durante todo o ano de 2018, destaca com toque de humor a importância de a população certificar se o profissional escolhido para realizar procedimentos estéticos ou cuidar das doenças da pele, cabelos e unhas é médico e especialista capacitado. Expressões como “É sarna para se coçar”, “O barato pode sair caro” e “Pode dar zebra” são utilizadas nas peças de divulgação como consequências para pessoas que não marcaram consulta com um dermatologista ou compraram pacotes de beleza em sites de compras coletivas.

A divulgação ocorrerá durante o ano todo nas redes sociais da SBD, sites formadores de opinião, veículos de comunicação impressos, cinemas e rádios nacionais. 

A SBD faz um convite a todos os especialistas para participar desse pacto pela valorização do médico dermatologista e pela saúde da população. A campanha reforça o valor da saúde de cada brasileiro. E alertar e proteger merecem todo o esforço da entidade.

 

 

 

 


21 de junho de 2018 0

O vitiligo é uma doença cuja principal característica é o surgimento de manchas brancas na pele causadas porque os melanócitos, células responsáveis pela produção da melanina (substância que dá pigmentação à pele), começam a ser atacados pelo próprio sistema de defesa do paciente, o que enquadra a enfermidade entre as doenças autoimunes. Os pelos nas regiões afetadas também costumam ser brancos e, às vezes, há pequenas pintas pigmentadas no centro da lesão. Cerca de 1% população mundial tem o problema, e na maioria dos casos, as primeiras manchas surgem na infância ou no início da vida adulta.

Como outros distúrbios da pele, a doença causa grande impacto social, já que, por falta de informação, as pessoas acreditam erroneamente que ela é contagiosa. Com o intuito de conscientizar a população sobre a questão, no dia 25 de junho, Dia Mundial do Vitiligo, a Sociedade Brasiliera de Dermatologia (SBD) lança uma campanha especial com a modelo Eliane Medeiros, que conta como é conviver com a doença.

“Foi um processo bem doloroso, mas hoje eu consigo me aceitar da forma como sou. Eu me acho bonita, eu me acho interessante. Comecei a enxergar o meu trabalho como uma forma de transformação social. Você também pode ser feliz e bonita do jeito que você é, tendo vitiligo ou qualquer outra característica. Vitiligo não pega”, afirma.

O fator emocional, junto com a genética, é de fato importante quando se trata de vitiligo. “Sempre que realizamos uma anamnese acabamos encontrando algum problema de fundo emocional em quem tem vitiligo. Situações estressantes, como a perda de um ente querido, brigas familiares, demissão, entre outros traumas do dia a dia podem desencadear o início da doença”, explica a dra. Ivonise Follador, médica dermatologista da Sociedade Brasileira de Dermatologia.

As lesões provocadas pela doença, não raro, impactam significativamente a qualidade de vida e a autoestima. Por isso, na maioria dos casos recomenda-se o acompanhamento psicológico para prevenir o surgimento de novas lesões e obter efeitos positivos com o tratamento.
Muitas vezes, quando há agentes estressores envolvidos, a pele é um dos primeiros órgãos a sinalizar que algo não vai bem em nosso organismo. Isso porque a pele e o sistema nervoso têm a mesma origem embriológica: os dois se originam na ectoderme. Devido ao fato de compartilharem a mesma formação, exercem influência mútua, o que esclarece o surgimento de doenças que podem se agravar devido a fatores psicossomáticos, como vitiligo, herpes, psoríase, eczemas etc.

“As lesões provocadas pela doença, não raro, impactam significativamente a qualidade de vida e a autoestima. Por isso, na maioria dos casos recomenda-se o acompanhamento psicológico para prevenir o surgimento de novas lesões e obter efeitos positivos com o tratamento”, explica a dermatologista.

Fonte: Portal do Drauzio Varella

 


11 de junho de 2018 0

Apenas uma em cada 20 mil pessoas no mundo apresenta alguma forma de albinismo, o que torna essa característica algo raro. Atenta a essa situação, a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) promove, desde 2015, esclarecimento e conscientização da população brasileira sobre essa doença e alerta aos próprios albinos sobre os riscos que eles correm se não tiverem cuidados adequados com a pele.
 
O albinismo é a incapacidade/deficiência de um indivíduo em produzir melanina, que é um filtro solar natural e que dá cor à pele, pelos, cabelos e olhos. Como uma das principais funções da cor da pele é criar uma barreira contra as radiações solares, o albino não consegue se defender da exposição ao sol e a consequência imediata é a queimadura solar, principalmente na infância, quando o controle é mais difícil. Sem a prevenção, os portadores envelhecem precocemente e podem desenvolver doenças graves, como cânceres da pele agressivos e precoces. 
 
No dia 13 de junho é comemorado o Dia Mundial da Conscientização do Albinismo. A data foi decretada pela Organização das Nações Unidas (ONU) devido a uma série de casos de agressão, bullying, discriminação, e às necessidades especiais dessas pessoas. A proposta de ter um dia é esclarecer a população sobre a doença, e os próprios albinos a tomarem os cuidados exigidos pela sua condição de saúde. A SBD, entre outras entidades, aproveita a data para propagar informações, no Brasil, por meio de campanha, sobre essa doença rara.
 
Conheça os sintomas, tratamentos, diagnósticos e cuidados do albinismo:
 
Sintomas

NA PELE: Esse é o principal diagnóstico para identificação do albinismo. Apesar disso, pode variar em diferentes tons, do branco ao marrom. Para algumas pessoas com albinismo, a pigmentação da pele não muda nunca. Para outras, no entanto, ela pode aumentar com o passar do tempo, principalmente durante a infância e à adolescência.
 
NO CABELO: A cor varia de tons muito brancos até o castanho – dependendo muito da quantidade de melanina produzida. Pessoas com albinismo e que tenham ascendência africana ou asiática podem apresentar cabelo louro, ruivo ou castanho. A cor do cabelo também pode escurecer com o passar dos anos, conforme aumenta a produção de melanina.
 
NOS OLHOS: A cor dos olhos de uma pessoa com albinismo pode variar do azul muito claro ao castanho, e assim como a cor da pele e do cabelo, também pode mudar conforme a idade. O albinismo também costuma levar ao surgimento de sinais e sintomas diretamente relacionados à visão, como o movimento rápido e involuntário dos olhos, estrabismo, miopia, hipermetropia, fotofobia e outros.
 
Diagnóstico
Para análise completa é necessário exame físico, oftalmológico minucioso e comparação da pigmentação da pele e do cabelo com a de membros da mesma família. Em geral, é possível determinar um caso de albinismo apenas por meio da observação clínica, uma vez que a maioria dos casos da doença leva ao desenvolvimento de sintomas bastante característicos.
 
Tratamento
Para tratar do albinismo é necessário atendimento oftalmológico e dermatológico adequados. É imprescindível acompanhar os sinais na pele buscando detectar possíveis anormalidades e indícios do surgimento de lesões que possam levar ao câncer da pele – uma das principais complicações do albinismo.
 
Cuidados
Pacientes devem tomar uma série de medidas de autocuidado para evitar complicações decorrentes de albinismo. O uso de filtros solar é essencial para pessoas com albinismo. Além disso, é importante que os pacientes evitem ao máximo a exposição solar de alto risco, sem tomar os cuidados necessários. Se possível, o uso de roupas compridas, que cubram regiões normalmente expostas ao sol, também deve ser priorizado, além de óculos escuros que contenham proteção contra os raios UVA e UVB.
 
O dermatologista é o profissional qualificado e capacitado para realizar o diagnóstico e tratamento de um paciente com albinismo.

Procure um médico associado à Sociedade Brasileira de Dermatologia aqui no nosso site: www.sbd.org.br.


19 de março de 2018 0

Neste mês de março, a SBD realiza a Campanha de Esclarecimento sobre a Esporotricose, com o objetivo de orientar e esclarecer a sociedade sobre essa doença de pele que tem aumentado consideravelmente no país, e se tornou endêmica na região metropolitana do Rio de Janeiro. A ação é organizada por meio do Departamento de Micologia da SBD, sob a coordenação de Regina Schechtman.

As peças, que serão divulgadas nas mídias digitais (Facebook e Instagram) da SBD entre 19 e 29 de março, destacam o que é a esporotricose, sintomas, tratamento e prevenção. Nelas, a população também é lembrada da importância de procurar o médico dermatologista, profissional qualificado e capacitado para realizar o diagnóstico e o tratamento da doença.

Fique atento à campanha e compartilhe essas informações usando a hashtag #esporotricosetemcura, para que mais pessoas saibam que a esporotricose tem tratamento e pode ser curada. A melhor forma de evitar as doenças que afetam a pele é a informação. O trabalho de cada médico dermatologista é essencial para promover esse conhecimento.

Veja as peças divulgadas:


12 de março de 2018 0

A esporotricose é uma doença da pele que atinge indivíduos que residem em países de clima tropical e subtropical, como o Brasil. Desde o final da década de 1990, no Rio de Janeiro, tem sido grande a ocorrência da doença em animais, especialmente em gatos. Em São Paulo, os casos da doença estão aumentando. Preocupada com a proliferação da esporotricose, a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) faz campanha para esclarecimento e conscientização sobre a prevenção e o diagnóstico da doença, que vem se espalhando silenciosamente pelo país.

Conhecida popularmente como “a doença do gato”, a esporotricose é uma micose causada por um fungo que habita a natureza e está presente no solo, palha, vegetais, espinhos e madeira. Além de atingir seres humanos, também acomete várias espécies de animais silvestres e domésticos, principalmente gatos e cachorros.

“Enquanto os cachorros adquirem uma forma de baixa virulência, semelhante à dos humanos, os gatos geralmente adquirem uma forma grave e disseminada da doença”, explica a coordenadora do Departamento de Micologia da SBD, Regina Casz Shechtman.

Sendo assim, a transmissão mais comum da doença é por felinos. Quando o ser humano tem contato com o gato contaminado, por meio de arranhões, trato respiratório ou contato com lesões na pele, esse indivíduo pode adquirir a esporotricose zoonócia.

“Esses animais têm o costume de se esfregar e lamber uns aos outros, e esse comportamento colabora para a disseminação da esporotricose – não só entre eles, mas também entre gatos e humanos”, explica a Dra. Regina. É válido lembrar que o gato não é o vilão. Na verdade, é a maior vítima da doença.

Alguns dos sintomas da doença em humanos são nódulo doloroso, bem similar a uma picada de inseto; lesões com cores vermelha, rosa ou roxa; e o surgimento de nódulos no dedo, na mão ou no braço em que o fungo penetrou. A doença tem cura, mas o tratamento deve começar o mais rápido possível. A esporotricose é mais grave em pessoas com a imunidade baixa, como alcoólatras, portadores de HIV, àquelas submetidas a quimioterapia para tratamento do câncer ou com doenças renais e diabetes.

O tratamento pode ser longo, por volta de três a seis meses, podendo chegar a um ano dependendo da gravidade da doença.

A SBD reforça que a melhor forma de evitar as doenças que afetam a pele é a informação. Procure um médico dermatologista, profissional qualificado e capacitado para realizar o diagnóstico e tratamento dessas doenças, e conheça o tipo de tratamento mais indicado para você. Acesse a lista dos dermatologistas associados no nosso site: http://www.sbd.org.br


2 de fevereiro de 2018 0

O encerramento das ações do Janeiro Roxo, em Manaus, contou com distribuição de panfletos informativos sobre a doença e iluminação do Teatro Amazonas na cor roxa. A atividade ocorreu no dia 31 de janeiro em parceria com a SBD-AM e Fundação Alfredo da Matta (Fuam).  

Atendimento

No dia 27 de janeiro foi realizado um mutirão de atendimento dermatológico, no bairro Antonio Aleixo, ex-colônia Antônio Aleixo. Foram examinados 467 pacientes, sendo diagnosticados oito casos de hanseníase, cinco de câncer da pele e onze casos de sífilis.

Sob a coordenação da presidente da SBD-AM, Monica Santos, participaram do evento, 21 médicos dermatologistas, 13 enfermeiros e 18 técnicos de enfermagem, entre outros profissionais de saúde.

O objetivo da campanha da Regional Amazonas e Fuam é promover o esclarecimento para rápido diagnóstico e tratamento e, consequentemente, para uma diminuição do número de casos da doença na capital.

Na foto, estão os médicos e demais profissionais de saúde que realizaram atendimento, entre eles, Francisco Helder Cavalcante, diretor presidente da Fundação Alfredo da Matta; Mônica Santos, presidente da SBD-AM; e Raimundo Barreto, representante do Morhan/AM

 





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