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Na Mídia

Estado gasta R$ 3,83 por dia com saúde de cada brasileiro

08/10/2020 09:30

R$ 3,83 ao dia: esse é valor per capita que o governo utiliza – em seus três níveis de gestão (federal, estadual e municipal) – para cobrir as despesas com saúde dos mais de 210 milhões de brasileiros. Esse é o resultado de uma análise detalhada das informações mais recentes disponíveis, relativas às contas públicas do segmento em 2019.

PARA OUTROS DADOS DO ESTUDO DO CFM, ACESSE AQUI

Na avaliação do presidente da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), Sérgio Palma, a cifra está muito abaixo do que seria o ideal. Segundo ele, o baixo investimento na rede pública se traduz em más condições de trabalho em postos de saúde e hospitais, bem como no aumento da morbidade e da mortalidade.

“Na prática, o subfinanciamento representa menos leitos, menos UTIs, menos médicos e mais tempo de espera por cirurgias eletivas, consultas e exames. Ou seja, quem paga essa conta é a população e os profissionais da saúde”, disse.

Segundo cálculo do Conselho Federal de Medicina (CFM), em 2019 as despesas nos três níveis de gestão atingiram a cifra de R$ 292,5 bilhões e agrega a cobertura das ações e serviços de aperfeiçoamento do Sistema Único de Saúde (SUS), como o custeio da rede de atendimento e pagamento de profissionais, dentre outras.

Desafios – Outro ponto que Sergio Palma destaca, após ler o trabalho do CFM, é o desafio que os novos gestores – hoje candidatos a cargos eletivos nas Eleições Municipais de 2020 – terão pela frente.  “A gestão financeira da saúde será um dos grandes desafios para os próximos prefeitos. Será preciso realizar investimentos que garantam o bom desenvolvimento das políticas públicas”, afirma.

Segundo o levantamento, a demanda pelos serviços do SUS tem pressionado cada vez mais as despesas dos municípios, em especial nas capitais, que na maioria dos estados são as localidades com maior população e ocupam a posição de referência no acesso aos serviços assistenciais, em todos os níveis de complexidade.

“Os caminhos da reconstrução do Brasil e de seu desenvolvimento sustentável não podem ter, como preço a ser pago, sequelas e mortes evitáveis de milhares de cidadãos. É imperativo ético e moral que os novos prefeitos, os governadores e o Governo Federal façam o adequado proveito do orçamento destinado à saúde”, ressaltou.

As informações levantadas pelo CFM, com o apoio da ONG Contas Abertas, consideraram as despesas em Ações e Serviços Públicos de Saúde (ASPS) declaradas no Sistema de Informações sobre os Orçamentos Públicos em Saúde (Siops), do Ministério da Saúde.

 

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