Roer unhas pode ser sinal de compulsividade, alerta especialista



Roer unhas pode ser sinal de compulsividade, alerta especialista

8 de novembro de 2010

O hábito de roer unhas, além dos malefícios conhecidos à saúde, apresenta uma nova e danosa característica: a compulsividade. Trata-se da chamada onicofagia, que atinge homens e mulheres de todas as idades.

– Não há idade específica, mas observo muitos casos com adolescentes. Há crianças que começam a roer por ver os pais fazendo – afirmou a jornalistas a médica Meire Parada, da Sociedade Brasileira de Dermatologia.

Essa compulsão pode trazer consequências, como traumatizar a base da unha, alerta a especialista.

– Ao levar a unha à boca, você acaba tendo o contato com o dente, que causa danos e acaba deformando a unha. Além disso, pode machucar a cutícula e causar infecções, já que a boca contém bactérias. Nem sempre esses medicamentos são suficientes. É preciso ser feito um trabalho junto ao psicólogo para que se entenda qual é o motivo que leva a pessoa a manter o hábito – disse a dermatologista.

SINTOMA

A psicóloga clínica Marina Genova acrescenta que roer unhas não é considerado um distúrbio, mas um sintoma de que algo não está bem.

– Não há causas isoladas que gerem a onicofagia. O problema pode ocorrer como sinalizador de algum desconforto relacionado à ansiedade do paciente, como pensamentos, sofrimentos, angústia – disse.

Em alguns casos, pode ser indicado até o uso de medicação antidepressiva por um médico especializado.

COMO EVITAR

Para evitar que a pessoa leve a unha à boca e tentar frear a compulsividade, há produtos manipulados a partir de receitas prescritas por médicos. Existem também opções já prontas no mercado. Os produtos são amargos para tentar causar repulsa à pessoa que tem o hábito de roer.





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