Relatório da ONU aponta um alto consumo de medicamentos no Brasil



Relatório da ONU aponta um alto consumo de medicamentos no Brasil

1 de julho de 2011

Tomar remédio nem sempre é a melhor solução para resolver alguns problemas de saúde, principalmente quando não há orientação médica. A automedicação, muitas vezes, em vez solucionar, acaba agravando a situação.

A especialista Silvia Pereira, presidente da SBGG (Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia), dá dicas de alternativas que podem ser adotadas para evitar a ingestão de remédios.

Para dor, por exemplo, uma compressa de água quente pode ser melhor que um anti-inflamatório.

Se a pessoa tem pressão alta, o mais adequado é evitar sal, o álcool e perder peso se quiser ficar longe dos remédios. Para a insônia, em vez de tomar um ansiolítico que ajude a dormir, a solução seria criar condições adequadas para o sono, que vão desde exercícios físicos até um ambiente silencioso e escuro.

– Em vez de tomar remédio, procure algumas alternativas. Mas há casos em que não é possível ficar sem remédio. Por isso, o melhor sempre é procurar um médico especialista.

Segundo o médico geriatra Clineu Almada Filho, da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), os remédios sempre podem ser questionados. Mas existem dois pilares de sucesso que não mudam: estar dentro de peso adequado e manter atividade física regular.

– Os exercícios melhoram o rendimento cardíaco, a oxigenação dos tecidos, a capacidade pulmonar, libera endorfina (que causa bem-estar), diminui tecido gorduroso e melhora a massa muscular.

O Relatório Mundial sobre Drogas da ONU aponta um alto consumo de medicamentos no Brasil, com destaque para os analgésicos, que podem causar dependência. O documento do UNODC (Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime, na sigla em inglês) mostra que o país está ao lado de Costa Rica e Chile como os que mais usam essas substâncias na América Latina e Caribe.

De acordo com o estudo, foi detectada alta concentração de uso não médico de opioides (analgésicos) de prescrição na Costa Rica, Brasil e Chile. Os mais comuns são a base de codeína, usada no tratamento de dores muito fortes, especialmente após cirurgias. Seu uso abusivo, no entanto, pode levar à dependência química.





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